Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita

Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita

Texto divulgado em 01/10/2026


Com o objetivo de chamar a atenção da população e dos profissionais de saúde para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da sífilis na gestante, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), através do Grupo (GT) de Trabalho de Prevenção e Tratamento da Sífilis, promove este mês a campanha “Outubro Verde – Mês do Combate à Sífilis Congênita”. A ação objetiva conscientizar as gestantes para um acompanhamento adequado do pré-natal, com o intuito de realizar o diagnóstico e o tratamento da doença o mais cedo possível e, assim, evitar a transmissão da sífilis ao bebê.

Segundo Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck, coordenadora do GT de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita e da campanha Outubro Verde, se a doença não for tratada durante a gestação, existe uma grande chance de transmiti-la ao feto, o que pode trazer uma série de repercussões: óbito (ainda intrauterino), quadro de anemia, aumento de baço e fígado, icterícia, lesões de pele, entre outras consequências muito sérias. “A escolha desse tema para uma das campanhas da SPSP se deve ao fato de a doença ser ainda muito prevalente em nosso meio, apesar de todos os esforços empreendidos”, lamenta a médica.

Claudio Barsanti, coordenador das campanhas da SPSP, enfatiza que é preciso informar toda a população a respeito da sífilis congênita, com a finalidade de reduzir a prevalência da doença, que ainda é elevada. “Médicos e profissionais da saúde devem estar muito atentos para a situação, bem como as gestantes precisam ter conhecimento sobre a importância da realização do pré-natal e dos exames sorológicos para sífilis e necessidade do tratamento, caso a doença seja diagnosticada”, afirma o pediatra, salientando que esta é uma infecção que pode ser muito grave, com inúmeros prejuízos ao feto, podendo levar, inclusive, à morte do bebê.

Lilian explica que a sífilis congênita é causada pelo Treponema pallidum e a infecção por essa bactéria ocorre já durante a gestação, via transplacentária, atingindo o feto. “A prevenção da doença é feita através da detecção da sífilis na gestante e seu tratamento é realizado com penicilina, o que evitará a transmissão da doença da mãe para o filho”, esclarece. Porém, ela diz que se houver essa transmissão, a criança portadora do Treponema pallidum pode evoluir com alterações e complicações irreversíveis. “O prognóstico da sífilis congênita está ligado à gravidade da infecção intrauterina e à época em que o tratamento foi instituído. Portanto, quanto mais precocemente tratar, menor será o prejuízo para a criança”, destaca.

De acordo com Barsanti, a doença representa um enorme desafio aos pediatras, devido ao aumento progressivo das taxas de transmissão vertical (da mãe para o bebê). “Mas com estratégias de prevenção bem definidas e disponibilidade de tratamento, é possível reverter a situação”, pondera o especialista, ressaltando que é imprescindível que todas as gestantes tenham um acompanhamento adequado com o obstetra durante toda a gravidez, realizando todos os exames necessários. “Com esse acompanhamento, estarão se prevenindo e evitando a transmissão da sífilis ao bebê e suas graves complicações”, finaliza o pediatra.

Organização: Grupo de Trabalho de Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita da SPSP