Setembro Laranja: Combate à obesidade infantil

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Setembro Laranja: Combate à obesidade infantil | SPSP
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A campanha Setembro Laranja: Combate à obesidade infantil, promovida pelo Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), tem por objetivo alertar a comunidade médica e a população em geral sobre a importância do consumo de uma alimentação saudável, em casa e nas escolas, além de estimular a prática de atividades físicas entre crianças e adolescentes. Devido ao número crescente nos casos de obesidade na população pediátrica, a SPSP, durante todo este mês, está empenhada em realizar ações de conscientização à sociedade como um todo para que esse índice seja drasticamente reduzido.

De acordo com Mauro Fisberg, presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP e coordenador da campanha, o Setembro Laranja é de fundamental importância para a sociedade, uma vez que a obesidade infantil traz consequências importantes para a vida adulta do indivíduo se não houver uma intervenção imediata, levando a diversos prejuízos para a sua saúde e até mesmo à mortalidade precoce. “A obesidade pode causar inúmeros problemas ao organismo, entre os quais ortopédicos, imunológicos, no crescimento e desenvolvimento, principalmente na autoestima da criança/adolescente, impactando na sua saúde mental também”, revela o médico.

Claudio Barsanti, coordenador das Campanhas da SPSP, afirma que a obesidade é um problema crescente na faixa etária pediátrica, trazendo sérios riscos à saúde da criança e do adolescente. “A campanha Setembro Laranja não pretende apenas alertar para um dos problemas nutricionais mais prevalentes nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas, sobretudo, elaborar e implementar ações que contemplem a necessidade e as demandas por informação, conhecimento, orientação e condutas para o seu enfrentamento”, pontua o pediatra, esclarecendo que a obesidade está relacionada com o desenvolvimento de doenças metabólicas, as quais uma vez instaladas, podem ser acompanhadas e cuidadas, no entanto não podem mais ser evitadas.

Fisberg explica que para prevenir a obesidade é preciso atuar na modificação dos hábitos alimentares e na manutenção de uma vida saudável. “Nos últimos tempos, temos observado que a obesidade infantil tem aumentado sobremaneira, prolongando-se e se mantendo cada vez mais intensamente, e falar sobre a prevenção é a melhor forma de evitar as consequências futuras da doença”, avalia o especialista. Ele destaca que, provavelmente, nunca houve uma doença nutricional com um avanço tão rápido, apesar do enorme incremento de medidas tanto de prevenção como de tratamento. “A despeito de todas as medidas implantadas, nossos resultados seguem ainda inconsistentes”, acrescenta.

Para Barsanti, o problema não se restringe somente ao ganho ponderal, mas a todas as comorbidades associadas a esse aumento, como hipertensão arterial, diabetes tipo I, comprometimento das articulações (por causa do peso), além dos prejuízos que não se resumem apenas às condições clínicas, mas que também podem impactar na saúde mental e na vida social dessa população. “Devido ao excesso de peso, crianças e adolescentes tendem a sofrer mais bullying, com risco de desenvolvimento de quadros de depressão”, alerta o médico. Na opinião de Fisberg, é preciso continuar atuando de forma muito ativa na prevenção da obesidade e na promoção de uma alimentação adequada, além de reforçar a importância da prática de exercícios. “Tudo isso pode ajudar a prevenir de maneira importante a obesidade na infância e na adolescência”, conclui o pediatra e nutrólogo.

Organização Departamento Científico de Nutrição da SPSP