Vitiligo – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 25 Jun 2025 18:53:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Vitiligo – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Vitiligo – Sintomas, Diagnóstico e Tratamento https://spsp.org.br/vitiligo-sintomas-diagnostico-e-tratamento/ Wed, 25 Jun 2025 18:51:38 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51978 Vitiligo é uma doença cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é a perda da pigmentação da pele, fazendo com que ela fique mais clara em várias regiões do corpo]]>

Vitiligo é uma doença cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é a perda da pigmentação da pele, fazendo com que ela fique mais clara em várias regiões do corpo.

É uma doença autoimune, isto é, o paciente produz anticorpos que alteram a capacidade de pigmentação da pele, determinando as manchas brancas.

É importante ressaltar que o vitiligo não é contagioso, portanto não passa de uma pessoa para outra. Essa é uma doença que afeta pessoas com e até mesmo sem predisposição genética.

Impactos emocionais não pioram a doença em pacientes predispostos, mas acabam agindo como gatilhos, como fator agravante.

O vitiligo pode se manifestar de diferentes formas em pessoas distintas. No entanto, os seus principais sintomas são:

– Perda da coloração da pele, em diferentes intensidades;

– Pode ocorrer clareamento dos pelos do corpo e cabelos, incluindo cílios e barba;

– Alteração no tom das mucosas (tecido que reveste áreas como o interior da boca e os genitais);

– Não apresenta sintomas como coceira ou dor;

– Pode começar em qualquer idade, inclusive em crianças, podendo excepcionalmente ser congênito.

Cada forma de vitiligo tem sua apresentação na pele de uma forma específica e o dermatologista habilitado deve avaliar caso a caso para tratar cada forma de maneira correta.

O tratamento do vitiligo irá depender do tipo e também na época que o diagnóstico é feito. Quanto mais precoce o tratamento, melhor a capacidade da pele de recuperação das manchas.

Até o momento não há cura e o tratamento é crônico.

Há o tratamento tópico, direcionado para cada fase do vitiligo, além de imunomoduladores tópicos.

Eles incluem medicações locais, medicações orais e fototerapia. E há os medicamentos imunobiológicos, que estão em estudo e são mais específicos. Outras terapias, como laser e cirurgias, raramente são indicadas.

O dermatologista habilitado deve fazer o diagnóstico do tipo de vitiligo para a escolha do tratamento mais adequado, inclusive pesquisar outras doenças autoimunes, como doenças da tireoide.

O Dia Mundial do Vitiligo é celebrado anualmente no dia 25 de junho. E para comemorarmos a criação deste dia, ressaltamos a importância de se proteger do sol com a utilização de protetores solares de alta cobertura, sendo estes obrigatórios, pois são áreas mais predispostas a queimaduras e câncer de pele, além de agravar o vitiligo.

 

Relatora
Selma Hélène
Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Mundial do Vitiligo https://spsp.org.br/dia-mundial-do-vitiligo/ Tue, 25 Jun 2024 13:40:40 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=46798 ]]>

O Dia Mundial do Vitiligo é celebrado anualmente no dia 25 de junho, data criada para conscientizar e minimizar o preconceito sobre a doença. O vitiligo é uma doença dermatológica em que somente a pele é afetada. Não é contagioso e podem estar associadas a ele alterações da tireoide, que devem ser investigadas quando o diagnóstico de vitiligo estiver estabelecido.
É uma doença autoimune, ou seja, o paciente produz anticorpos que alteram a capacidade de pigmentação da pele, determinando as manchas brancas.
Vários fatores estão relacionados ao aparecimento das manchas. O fator genético e história na família podem predispor o paciente a ter a doença.
Existem várias formas de vitiligo. Ou seja, nem todas as formas vão determinar o aparecimento das manchas brancas no corpo todo. Existem formas localizadas também.
Ao contrário do que se pensa, o sol é um fator agravante da doença, piorando as manchas e podendo agravar a doença. O paciente com suspeita de vitiligo deve ser avaliado pelo médico habilitado, pois existem muitas doenças de pele que podem ser confundidas com ele.
Algumas vezes o uso de lâmpadas específicas, usadas no exame da superfície corporal, ajuda a fazer o diagnóstico diferencial entre manchas duvidosas. O diagnóstico é feito através do exame clínico, não sendo indicadas biópsias da pele, por estas não serem conclusivas, ou seja, muitas doenças podem apresentar o mesmo resultado.
Existem vários tratamentos para o vitiligo. Para cada forma de vitiligo, áreas do corpo acometidas e avanço da doença há tratamentos adequados. Eles podem ser locais, assim como tratamentos associados para controle das manchas. O uso de protetores solares diários é fundamental no controle da doença.

 

Relatora
Selma M. F. Hélène
Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo https://spsp.org.br/dia-nacional-dos-portadores-de-vitiligo-2/ Fri, 11 Aug 2023 19:44:48 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=38973 1º de agosto é o Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo, uma doença (e não uma condição) cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é ]]>

1º de agosto é o Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo, uma doença (e não uma condição) cutânea, ou seja, que afeta a pele. A sua principal característica é a perda de pigmentação da pele, fazendo com que ela fique mais clara em várias regiões do corpo.

O vitiligo é uma doença autoimune, isto é, o paciente produz anticorpos que alteram a capacidade de pigmentação da pele, determinando as manchas brancas. Muito importante ressaltar que o vitiligo não é contagioso, ou seja, não passa de uma pessoa para outra. É uma doença que afeta pessoas com predisposição genética, ou até mesmo sem predisposição genética, mas exclusivamente que possuem a alteração em seus melanócitos.

Quais são as possíveis causas da doença?

Como dito anteriormente, alguns pacientes podem apresentar predisposição genética; impactos emocionais não determinam a doença, mas auxiliam a dermatose a aparecer, agindo como gatilhos.

Como se manifesta?

O vitiligo pode se manifestar de diferentes formas em pessoas distintas; no entanto, os seus principais sintomas são:

– perda da coloração da pele, em diferentes intensidades;

– cabelos e pelos do corpo, dependendo da área afetada, podem descolorir; incluindo cílios e barba, o que acontece de maneira irregular;

– alteração no tom das mucosas (tecido que reveste áreas como o interior da boca e os genitais) e não apresentam sintomas como coceira ou dor.

Como o vitiligo começa?

Pode começar em qualquer idade, inclusive em crianças, podendo excepcionalmente ser congênito. Cada forma de vitiligo tem sua apresentação na pele de uma forma específica e o dermatologista habilitado deve avaliar cada caso para tratar cada forma de maneira correta.

Há tratamento para o vitiligo?

O tratamento do vitiligo irá depender do tipo e também do período em que o diagnóstico é feito: quanto mais precoce o tratamento, melhor a capacidade da pele de recuperação das manchas. Entretanto, o tratamento é crônico, pois ainda não há cura para a doença. O tratamento inclui medicações locais, medicações orais, fototerapia; imunobiológicos estão em estudo, que são medicações mais especificas. Outras terapias, como laser e cirurgias, raramente são indicadas.

O dermatologista habilitado deve fazer o diagnóstico e o tratamento adequado, inclusive na pesquisa de outras doenças autoimunes, como doenças da tireoide.

Não tomar sol. Os protetores solares de alta coberturas são obrigatórios, pois protegem áreas mais predispostas a queimaduras e câncer de pele.

Qual o impacto do vitiligo no portador dessa doença?

O vitiligo é uma doença benigna, porém autoimune, por isso deve ser acompanhado, uma vez que traz um impacto social e emocional frequentemente importante. Dessa maneira, cabe ao dermatologista avaliar cada caso para indicação de suporte com terapias e até medicamentos.

 

Relatora:
Selma M. F. Hélène
Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

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