Videogames – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 29 May 2024 16:29:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Videogames – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Não precisamos voltar ao tempo das cavernas! https://spsp.org.br/nao-precisamos-voltar-ao-tempo-das-cavernas/ Wed, 29 May 2024 14:19:34 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=46281 Este texto me inspirou pela leitura de um livro, cujo título é provocador: A Fábrica de Cretinos Digitais: os perigos das telas para nossas crianças.* Desenvolvido por Michel Desmurget]]>

Este texto me inspirou pela leitura de um livro, cujo título é provocador: A Fábrica de Cretinos Digitais: os perigos das telas para nossas crianças.*

Desenvolvido por Michel Desmurget, neurocientista francês, suas opiniões estão embasadas em centenas de publicações científicas, repletas de dados estatísticos e meta-análises. Trabalho de fôlego. Suas teses contrariam muitos interesses e despertam um coro inflamado das vozes dos que discordam.

Sublinho dois pontos importantes nesse livro:

  1. Quanto mais aumenta o tempo de uso das telas (isso inclui tipicamente a televisão, os videogames, os telefones celulares, o tablet e o computador), mais as notas escolares caem!

Escreve o autor: “em seu conjunto, a literatura científica demonstra de forma límpida e convergente que o tempo passado diante de telas domésticas afeta negativamente o bom desempenho escolar. Independentemente de gênero, idade, classe de origem e/ou protocolos de análises, a duração do consumo é associada de forma desfavorável à performance estudantil. Dito de outro modo, quanto mais tempo as crianças, adolescentes e estudantes passam com seus brinquedos digitais, mais as notas despencam. (…) De fato, os resultados mostram com extrema clareza que o enquadramento estrito de utilizações digitais recreativas, em prol de práticas extraescolares consideradas positivas (deveres de casa, leitura, música, atividades físicas, etc.,) é uma característica distintiva quase unânime das famílias cujos filhos apresentam um elevado grau de performance escolar”.

Você pode aquilatar a importância do tempo gasto diante das telas visualizando a tabela abaixo, que analisa o tempo médio de exposição às telas por dia:

 

Idade Tempo médio por dia Total em
1 ano
Equivalência
< 2
anos
50 minutos, ou 8% do tempo de vigília; ou 15% do tempo livre da criança > 600
horas
Tempo aproximado de 1 ano letivo em escola infantil na Califórnia
2-8
anos
2h45 >>1.000
horas
Aproximadamente equivalente ao tempo de 6-7 anos letivos completos; ou, 460 dias de vida desperta (1 ano e 3 meses); Ou, tempo de estudo necessário para se tornar um hábil violinista
9-12
anos
4h45 >1.700
horas
Tempo aproximado de 2 anos letivos, ou 1 ano de trabalho de um assalariado em tempo integral
13-18 anos 7h22
45% do tempo normal de vigília, ou 30% do dia
2.680 horas
(112 dias)
3 anos letivos

 

  1. Esse mesmo “ladrão de tempo” – as telas, além de afetar o rendimento escolar, pode provocar: transtornos no sono, aumentar o sedentarismo, expor a criança e o adolescente a conteúdos “perigosos” (sexo, violência, tabagismo, álcool, etc.), afetar a memória, a cognição e o controle emocional.

Aldous Huxley previra, há mais de 80 anos: “a ditadura perfeita,(…) uma prisão sem muros da qual os prisioneiros não sonhariam escapar; um sistema de escravidão em que, graças ao consumo e ao entretenimento, os escravos amariam a própria servidão”.

 

O smartphone, dentre as telas, é uma daquelas prisões sem muros, talvez a mais “eficiente”.

O autor Michel Desmurget, fazendo um comentário ácido sobre o tema, diz: “Essa plataforma de distração em massa concentra a integralidade (ou quase) das funções digitais recreativas. Ela permite acessar todos os tipos de conteúdos audiovisuais, jogar videogames, surfar na Internet, trocar fotos, imagens e mensagens, conectar-se às redes sociais, etc.; e permite tudo isso sem a menor restrição de tempo ou lugar. O smartphone nos segue o tempo todo, sem fraquejar nem nos dar trégua. Quanto mais os aplicativos se tornam “inteligentes”, mais eles substituem nossa reflexão e mais nos ajudam a nos tornar idiotas. Eles já escolhem nossos restaurantes, selecionam as informações que nos são acessíveis, separam as publicidades que nos são enviadas, determinam os trajetos que devemos seguir, propõem respostas automáticas a algumas de nossas interrogações verbais às mensagens que nos são enviadas, “domesticam” nossos filhos desde o maternal, etc. Com um pouco mais de empenho, eles acabarão pensando no nosso lugar.”

As estatísticas servem para perceber tendências, avaliar riscos. Ajudam a fazer escolhas, a traçar caminhos. Elas não determinam, em nível do indivíduo, absolutamente nada. Por isso, para cada afirmação feita, você pode encontrar exemplos que são contrários; isso não invalida a preocupação com os dados obtidos, nem afirma que os resultados apontados não sejam significantes. Toda regra tem exceção. A exceção confirma a regra. Devemos interpretar as afirmações do livro citado, seguindo esse caminho.

Em resumo, o livro recomenda, para as famílias, regras básicas e desafiadoras que vão na “contramão do sistema”. Orientações referendadas, também, pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com discretas variações quanto ao tempo restritivo de exposição às telas por faixas etárias.

A SBP publicou em 2016 e atualizou em 2020 o Manual de Orientação “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital”, organizado pelo Departamento Científico de Adolescência. O mesmo recomenda que se deve:

  • Evitar a exposição de crianças menores de dois anos às telas, mesmo que passivamente;
  • Limitar o tempo de telas ao máximo de uma hora por dia, sempre com supervisão para crianças com idades entre dois e cinco anos;
  • Limitar o tempo de telas ao máximo de uma ou duas horas por dia, sempre com supervisão para crianças com idades entre seis e 10 anos;
  • Limitar o tempo de telas e jogos de videogames a duas ou três horas por dia, sempre com supervisão; nunca “virar a noite” jogando, para adolescentes com idades entre 11 e 18 anos;
  • Para todas as idades: nada de telas durante as refeições e desconectar uma a duas horas antes de dormir;
  • Oferecer como alternativas: atividades esportivas, exercícios ao ar livre ou em contato direto com a natureza, sempre com supervisão responsável;
  • Criar regras saudáveis para o uso de equipamentos e aplicativos digitais, além das regras de segurança, senhas e filtros apropriados para toda a família, incluindo momentos de desconexão e mais convivência familiar;
  • Encontros com desconhecidos on-line ou off-line devem ser evitados; saber com quem e onde seu filho está, e o que está jogando ou sobre conteúdos de risco transmitidos (mensagens, vídeos ou webcam), é responsabilidade legal dos pais/cuidadores;
  • Conteúdos ou vídeos com teor de violência, abusos, exploração sexual, nudez, pornografia ou produções inadequadas e danosas ao desenvolvimento cerebral e mental de crianças e adolescentes, postados por cyber criminosos devem ser denunciados e retirados pelas empresas de entretenimento ou publicidade responsáveis.

 

NÃO PRECISAMOS VOLTAR AO TEMPO DAS CAVERNAS!

 PRECISAMOS, APENAS, USAR DE MANEIRA INTELIGENTE AS EXTRAORDINÁRIAS FERRAMENTAS DIGITAIS DISPONÍVEIS HOJE.

 

Saiba mais:

* A Fábrica de Cretinos Digitais: os perigos das telas para nossas crianças. Michel Desmurget. São Paulo: Vestígio, 2023.

** Manual de Orientação – Departamento de Adolescência. Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital. nº 1, Outubro de 2016. Disponível em:

https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2016/11/19166d-MOrient-Saude-Crian-e-Adolesc.pdf

Manual de Orientação. Grupo de Trabalho Saúde na Era Digital (2019-2021). #MENOS TELAS #MAIS SAÚDE. Dezembro de 2019. Disponível em:

https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/_22246c-ManOrient_-__MenosTelas__MaisSaude.pdf

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Retrospectiva Momento Saúde: vício em games https://spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-vicio-em-games/ Wed, 02 Jan 2019 17:21:46 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2401 Apresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Agora o assunto é: Vício em games   Vício em games – quando se preocupar? Jogar videogames pode ser benéfico para o desenvolvimento cognitivo das crianças e adolescentes por estimular o raciocínio, a estratégia, a tomada de decisão, a atenção e a memória. Além disso, os games são um dos elementos que unem crianças e adolescentes em seus grupos sociais. Quem já não ouviu a frase: “Mas todos os meus amigos jogam! ”, quando se quer restringir o seu uso? Contudo, a constatação de que a dependência pelos jogos está aumentando significativamente nessa fase do desenvolvimento, com sérios prejuízos para os jovens, fez com que, pela primeira vez o vício em games fosse considerado um distúrbio mental pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Por que os games viciam? A principal razão para a dependência é que os jogos propiciam uma gratificação imediata e com pouco esforço para a criança. Aliado a isso, ter sucesso nos jogos faz com que se experimente uma sensação de poder, de força e confiança, que por si só já é um grande estimulador para a criança continuar a jogar e não conseguir parar. Assim, os jogos atraem mais os meninos do que as meninas; estas se ocupam muito mais com as redes sociais, por envolver diretamente a questão da imagem, que é uma preocupação maior entre as meninas. Para meninos e meninas, muitas vezes o envolvimento com os games é uma forma de escape de problemas encontrados na vida real, uma tentativa de se sair bem ou vitorioso em uma situação de conflito ou de estresse que não encontra solução no dia a dia. Vício em games – quais são os sinais? É importante observar alterações no comportamento habitual de crianças e adolescentes. Fique atento quando há: • Perda de interesse por outras atividades, sejam com a família ou com os amigos; • Irritabilidade, ansiedade ou tristeza quando se vê impedido de jogar por algum motivo; • Aumento progressivo da necessidade de jogar, com perda de controle da frequência, intensidade e duração dos jogos. O baixo rendimento escolar, as tarefas não realizadas e as notas baixas são o principal alerta de que está havendo um excesso. Além disso, há outras graves consequências para crianças e jovens em desenvolvimento, os quais necessitam exercitar suas competências na interação com outras crianças, adolescentes e adultos, diariamente. A dependência dos games pode gerar: • Afastamento ou isolamento dos relacionamentos sociais, mesmo de amigos próximos, com preferência pelas interações online dos games; • Alguns jogos, como os de luta ou guerras, podem aumentar significativamente a ansiedade e alimentar sentimentos de agressividade, que afetam a percepção da criança ou adolescente sobre as experiências que tem no dia a dia e sua capacidade de encontrar soluções para seus problemas; • O hábito de resolver virtualmente os desafios e problemas pode comprometer o exercício da tolerância, do respeito e do lidar com as diferenças entre as pessoas e com situações da vida real. Como estabelecer limites e lidar com a dependência? Os pais podem e devem cuidar de como os filhos estão se comportando frente ao hábito de jogar. O que é importante? • Determinar quanto tempo é aceitável para o filho jogar, definindo um período para os dias de semana e outro para os finais de semana, quando há menos atividades ou tarefas. O tempo deve estar em acordo com a idade, as várias necessidades da criança ou adolescente (se alimentar, descansar, brincar, dormir, passear, estudar) e deve funcionar tanto para eles quanto para os pais. Portanto, é importante que as razões para os limites estejam claras e que haja um acordo entre pais e filhos. • Ser firme e estabelecer limites que consiga sustentar, porque, com certeza, os filhos insistirão em ultrapassá-los. Limites superestimados têm grande chance de fracassar. Por outro lado, limites muito flexíveis não ajudam as crianças ou adolescentes a entender porque não podem jogar todo o tempo que quiserem. • Estabelecer com a criança e adolescente quais serão as consequências, caso se recusem a aceitar o tempo estipulado. Retirar alguns benefícios, recolher o controle do game ou o celular quando passar dos limites, só devolvendo no próximo período de jogo, pode fazer que o filho entenda que o combinado é a sério, buscando respeitá-lo. • Envolver seu filho em atividades com a família, considerando outros interesses que ele manifeste. Os pais devem procurar observar e perceber outras aptidões, habilidades ou interesses dos filhos que podem ser estimulados em atividades conjunta.   ___ Relator: Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP. Republicado em 2/01/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

saúde mentalApresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.

Agora o assunto é:
Vício em games

 

Vício em games – quando se preocupar?

Jogar videogames pode ser benéfico para o desenvolvimento cognitivo das crianças e adolescentes por estimular o raciocínio, a estratégia, a tomada de decisão, a atenção e a memória.

Além disso, os games são um dos elementos que unem crianças e adolescentes em seus grupos sociais. Quem já não ouviu a frase: “Mas todos os meus amigos jogam! ”, quando se quer restringir o seu uso?

Contudo, a constatação de que a dependência pelos jogos está aumentando significativamente nessa fase do desenvolvimento, com sérios prejuízos para os jovens, fez com que, pela primeira vez o vício em games fosse considerado um distúrbio mental pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Por que os games viciam?

A principal razão para a dependência é que os jogos propiciam uma gratificação imediata e com pouco esforço para a criança. Aliado a isso, ter sucesso nos jogos faz com que se experimente uma sensação de poder, de força e confiança, que por si só já é um grande estimulador para a criança continuar a jogar e não conseguir parar.

Assim, os jogos atraem mais os meninos do que as meninas; estas se ocupam muito mais com as redes sociais, por envolver diretamente a questão da imagem, que é uma preocupação maior entre as meninas.

Para meninos e meninas, muitas vezes o envolvimento com os games é uma forma de escape de problemas encontrados na vida real, uma tentativa de se sair bem ou vitorioso em uma situação de conflito ou de estresse que não encontra solução no dia a dia.

Vício em games – quais são os sinais?

É importante observar alterações no comportamento habitual de crianças e adolescentes. Fique atento quando há:
• Perda de interesse por outras atividades, sejam com a família ou com os amigos;
• Irritabilidade, ansiedade ou tristeza quando se vê impedido de jogar por algum motivo;
• Aumento progressivo da necessidade de jogar, com perda de controle da frequência, intensidade e duração dos jogos.

O baixo rendimento escolar, as tarefas não realizadas e as notas baixas são o principal alerta de que está havendo um excesso. Além disso, há outras graves consequências para crianças e jovens em desenvolvimento, os quais necessitam exercitar suas competências na interação com outras crianças, adolescentes e adultos, diariamente. A dependência dos games pode gerar:
• Afastamento ou isolamento dos relacionamentos sociais, mesmo de amigos próximos, com preferência pelas interações online dos games;
• Alguns jogos, como os de luta ou guerras, podem aumentar significativamente a ansiedade e alimentar sentimentos de agressividade, que afetam a percepção da criança ou adolescente sobre as experiências que tem no dia a dia e sua capacidade de encontrar soluções para seus problemas;
• O hábito de resolver virtualmente os desafios e problemas pode comprometer o exercício da tolerância, do respeito e do lidar com as diferenças entre as pessoas e com situações da vida real.

Como estabelecer limites e lidar com a dependência?

Os pais podem e devem cuidar de como os filhos estão se comportando frente ao hábito de jogar.

O que é importante?
• Determinar quanto tempo é aceitável para o filho jogar, definindo um período para os dias de semana e outro para os finais de semana, quando há menos atividades ou tarefas. O tempo deve estar em acordo com a idade, as várias necessidades da criança ou adolescente (se alimentar, descansar, brincar, dormir, passear, estudar) e deve funcionar tanto para eles quanto para os pais. Portanto, é importante que as razões para os limites estejam claras e que haja um acordo entre pais e filhos.
• Ser firme e estabelecer limites que consiga sustentar, porque, com certeza, os filhos insistirão em ultrapassá-los. Limites superestimados têm grande chance de fracassar. Por outro lado, limites muito flexíveis não ajudam as crianças ou adolescentes a entender porque não podem jogar todo o tempo que quiserem.
• Estabelecer com a criança e adolescente quais serão as consequências, caso se recusem a aceitar o tempo estipulado. Retirar alguns benefícios, recolher o controle do game ou o celular quando passar dos limites, só devolvendo no próximo período de jogo, pode fazer que o filho entenda que o combinado é a sério, buscando respeitá-lo.
• Envolver seu filho em atividades com a família, considerando outros interesses que ele manifeste. Os pais devem procurar observar e perceber outras aptidões, habilidades ou interesses dos filhos que podem ser estimulados em atividades conjunta.

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___
Relator:
Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP.

Republicado em 2/01/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: vício em games – estabelecendo limites https://spsp.org.br/momento-saude-vicio-em-games-estabelecendo-limites/ Wed, 04 Jul 2018 18:25:57 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2140 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Vamos tratar de: vício em games   Como estabelecer limites e lidar com a dependência? Os pais podem e devem cuidar de como os filhos estão se comportando frente ao hábito de jogar. O que é importante? • Determinar quanto tempo é aceitável para o filho jogar, definindo um período para os dias de semana e outro para os finais de semana, quando há menos atividades ou tarefas. O tempo deve estar em acordo com a idade, as várias necessidades da criança ou adolescente (se alimentar, descansar, brincar, dormir, passear, estudar) e deve funcionar tanto para eles quanto para os pais. Portanto, é importante que as razões para os limites estejam claras e que haja um acordo entre pais e filhos. • Ser firme e estabelecer limites que consiga sustentar, porque, com certeza, os filhos insistirão em ultrapassá-los. Limites superestimados têm grande chance de fracassar. Por outro lado, limites muito flexíveis não ajudam as crianças ou adolescentes a entender porque não podem jogar todo o tempo que quiserem. • Estabelecer com a criança e adolescente quais serão as consequências, caso se recusem a aceitar o tempo estipulado. Retirar alguns benefícios, recolher o controle do game ou o celular quando passar dos limites, só devolvendo no próximo período de jogo, pode fazer que o filho entenda que o combinado é a sério, buscando respeitá-lo. • Envolver seu filho em atividades com a família, considerando outros interesses que ele manifeste. Os pais devem procurar observar e perceber outras aptidões, habilidades ou interesses dos filhos que podem ser estimulados em atividades conjunta. ___ Relatora: Vera Ferrari Rego Barros Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP. Publicado em 4/07/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

saúde mentalA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Vamos tratar de:
vício em games

 

Como estabelecer limites e lidar com a dependência?

Os pais podem e devem cuidar de como os filhos estão se comportando frente ao hábito de jogar.

O que é importante?
• Determinar quanto tempo é aceitável para o filho jogar, definindo um período para os dias de semana e outro para os finais de semana, quando há menos atividades ou tarefas. O tempo deve estar em acordo com a idade, as várias necessidades da criança ou adolescente (se alimentar, descansar, brincar, dormir, passear, estudar) e deve funcionar tanto para eles quanto para os pais. Portanto, é importante que as razões para os limites estejam claras e que haja um acordo entre pais e filhos.
• Ser firme e estabelecer limites que consiga sustentar, porque, com certeza, os filhos insistirão em ultrapassá-los. Limites superestimados têm grande chance de fracassar. Por outro lado, limites muito flexíveis não ajudam as crianças ou adolescentes a entender porque não podem jogar todo o tempo que quiserem.
• Estabelecer com a criança e adolescente quais serão as consequências, caso se recusem a aceitar o tempo estipulado. Retirar alguns benefícios, recolher o controle do game ou o celular quando passar dos limites, só devolvendo no próximo período de jogo, pode fazer que o filho entenda que o combinado é a sério, buscando respeitá-lo.
• Envolver seu filho em atividades com a família, considerando outros interesses que ele manifeste. Os pais devem procurar observar e perceber outras aptidões, habilidades ou interesses dos filhos que podem ser estimulados em atividades conjunta.

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Relatora:
Vera Ferrari Rego Barros
Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP.

Publicado em 4/07/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento Saúde: vício em games – quais os sinais? https://spsp.org.br/momento-saude-vicio-em-games-quais-os-sinais/ Wed, 27 Jun 2018 18:20:08 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2136 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Vamos tratar de: vício em games   Vício em games – quais são os sinais? É importante observar alterações no comportamento habitual de crianças e adolescentes. Fique atento quando há: • Perda de interesse por outras atividades, sejam com a família ou com os amigos; • Irritabilidade, ansiedade ou tristeza quando se vê impedido de jogar por algum motivo; • Aumento progressivo da necessidade de jogar, com perda de controle da frequência, intensidade e duração dos jogos. O baixo rendimento escolar, as tarefas não realizadas e as notas baixas são o principal alerta de que está havendo um excesso. Além disso, há outras graves consequências para crianças e jovens em desenvolvimento, os quais necessitam exercitar suas competências na interação com outras crianças, adolescentes e adultos, diariamente. A dependência dos games pode gerar: • Afastamento ou isolamento dos relacionamentos sociais, mesmo de amigos próximos, com preferência pelas interações online dos games; • Alguns jogos, como os de luta ou guerras, podem aumentar significativamente a ansiedade e alimentar sentimentos de agressividade, que afetam a percepção da criança ou adolescente sobre as experiências que tem no dia a dia e sua capacidade de encontrar soluções para seus problemas; • O hábito de resolver virtualmente os desafios e problemas pode comprometer o exercício da tolerância, do respeito e do lidar com as diferenças entre as pessoas e com situações da vida real. ___ Relatora: Vera Ferrari Rego Barros Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP. Publicado em 27/06/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

saúde mentalA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Vamos tratar de:
vício em games

 

Vício em games – quais são os sinais?

É importante observar alterações no comportamento habitual de crianças e adolescentes. Fique atento quando há:
• Perda de interesse por outras atividades, sejam com a família ou com os amigos;
• Irritabilidade, ansiedade ou tristeza quando se vê impedido de jogar por algum motivo;
• Aumento progressivo da necessidade de jogar, com perda de controle da frequência, intensidade e duração dos jogos.

O baixo rendimento escolar, as tarefas não realizadas e as notas baixas são o principal alerta de que está havendo um excesso. Além disso, há outras graves consequências para crianças e jovens em desenvolvimento, os quais necessitam exercitar suas competências na interação com outras crianças, adolescentes e adultos, diariamente. A dependência dos games pode gerar:
• Afastamento ou isolamento dos relacionamentos sociais, mesmo de amigos próximos, com preferência pelas interações online dos games;
• Alguns jogos, como os de luta ou guerras, podem aumentar significativamente a ansiedade e alimentar sentimentos de agressividade, que afetam a percepção da criança ou adolescente sobre as experiências que tem no dia a dia e sua capacidade de encontrar soluções para seus problemas;
• O hábito de resolver virtualmente os desafios e problemas pode comprometer o exercício da tolerância, do respeito e do lidar com as diferenças entre as pessoas e com situações da vida real.

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Relatora:
Vera Ferrari Rego Barros
Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP.

Publicado em 27/06/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento Saúde: por que os games viciam? https://spsp.org.br/momento-saude-por-que-os-games-viciam/ Wed, 20 Jun 2018 18:35:05 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2132 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Vamos tratar de: vício em games Por que os games viciam? A principal razão para a dependência é que os jogos propiciam uma gratificação imediata e com pouco esforço para a criança. Aliado a isso, ter sucesso nos jogos faz com que se experimente uma sensação de poder, de força e confiança, que por si só já é um grande estimulador para a criança continuar a jogar e não conseguir parar. Assim, os jogos atraem mais os meninos do que as meninas; estas se ocupam muito mais com as redes sociais, por envolver diretamente a questão da imagem, que é uma preocupação maior entre as meninas. Para meninos e meninas, muitas vezes o envolvimento com os games é uma forma de escape de problemas encontrados na vida real, uma tentativa de se sair bem ou vitorioso em uma situação de conflito ou de estresse que não encontra solução no dia a dia. ___ Relatora: Vera Ferrari Rego Barros Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP. Publicado em 20/06/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

saúde mentalA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Vamos tratar de:
vício em games

Por que os games viciam?

A principal razão para a dependência é que os jogos propiciam uma gratificação imediata e com pouco esforço para a criança. Aliado a isso, ter sucesso nos jogos faz com que se experimente uma sensação de poder, de força e confiança, que por si só já é um grande estimulador para a criança continuar a jogar e não conseguir parar.

Assim, os jogos atraem mais os meninos do que as meninas; estas se ocupam muito mais com as redes sociais, por envolver diretamente a questão da imagem, que é uma preocupação maior entre as meninas.

Para meninos e meninas, muitas vezes o envolvimento com os games é uma forma de escape de problemas encontrados na vida real, uma tentativa de se sair bem ou vitorioso em uma situação de conflito ou de estresse que não encontra solução no dia a dia.

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Relatora:
Vera Ferrari Rego Barros
Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP.

Publicado em 20/06/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: vício em games – quando se preocupar? https://spsp.org.br/momento-saude-vicio-em-games-quando-se-preocupar/ Wed, 13 Jun 2018 18:35:21 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2128 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. Vamos tratar de: vício em games Vício em games – quando se preocupar? Jogar videogames pode ser benéfico para o desenvolvimento cognitivo das crianças e adolescentes por estimular o raciocínio, a estratégia, a tomada de decisão, a atenção e a memória. Além disso, os games são um dos elementos que unem crianças e adolescentes em seus grupos sociais. Quem já não ouviu a frase: “Mas todos os meus amigos jogam! ”, quando se quer restringir o seu uso? Contudo, a constatação de que a dependência pelos jogos está aumentando significativamente nessa fase do desenvolvimento, com sérios prejuízos para os jovens, fez com que, pela primeira vez o vício em games fosse considerado um distúrbio mental pela Organização Mundial de Saúde (OMS). ___ Relatora: Vera Ferrari Rego Barros Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP. Publicado em 13/06/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

saúde mentalA coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

Vamos tratar de:
vício em games

Vício em games – quando se preocupar?

Jogar videogames pode ser benéfico para o desenvolvimento cognitivo das crianças e adolescentes por estimular o raciocínio, a estratégia, a tomada de decisão, a atenção e a memória.

Além disso, os games são um dos elementos que unem crianças e adolescentes em seus grupos sociais. Quem já não ouviu a frase: “Mas todos os meus amigos jogam! ”, quando se quer restringir o seu uso?

Contudo, a constatação de que a dependência pelos jogos está aumentando significativamente nessa fase do desenvolvimento, com sérios prejuízos para os jovens, fez com que, pela primeira vez o vício em games fosse considerado um distúrbio mental pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

saúde mental

superanton | Pixabay

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Relatora:
Vera Ferrari Rego Barros
Departamento Científico de Saúde Mental da SPSP.

Publicado em 13/06/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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