Verão – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Sat, 07 Jun 2025 12:25:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Verão – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Encontro com o Especialista – Cuidados com as Crianças no verão – Janeiro Bronze https://spsp.org.br/encontro-com-o-especialista-cuidados-com-as-criancas-no-verao-janeiro-bronze/ Thu, 12 Dec 2024 14:02:12 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=49485 No dia 30 de janeiro foi realizado o Encontro com o Especialista, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, a respeito do tema Cuidados com as Crianças no Verão, uma ação em prol da campanha Janeiro Bronze. O evento, dirigido a pediatras, foi organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Dermatologia da SPSP, com o objetivo de promover conscientização a respeito dos danos solares e sobre a importância do exame dermatológico para nevus e suas relações com o sol. O Encontro foi coordenado e moderado por Selma M. F. Hélène, presidente do DC de Dermatologia da SPSP, que também realizou a abertura da atividade, e teve como participantes as dermatologistas pediátricas Maria Cecília da Matta Rivitti Machado e Silmara da Costa Pereira Cestari, respectivamente membro e secretária do DC de Dermatologia da SPSP. Os temas apresentados no evento foram: Dermatoses mais frequentes no verão e Nevus na infância e suas implicações oncológicas. Após as palestras, houve as considerações finais e as especialistas responderam perguntas do público. A gravação deste Encontro com o Especialista estará disponível a partir do dia 10/02 no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br). Programação 19h30 – 21h30 – Mesa redonda: Cuidados com as crianças no verão – Janeiro BronzeCoordenação e moderação: Dra. Selma Hélène 19h30 – 19h35 – Abertura Dra. Selma Hélène 19h35 – 20h05 – Dermatoses mais frequentes no verão Dra. Maria Cecília da Matta Rivitti Machado 20h05 – 20h35 – Nevus na infância e suas implicações oncológicasDra. Silmara da Costa Pereira Cestari 20h35- 21h30 – Considerações finais e perguntas – Dra. Selma HélènePresidente do DC de Dermatologia da SPSPDermatologista Pediátrica do Hospital Albert Einstein Dra. Maria Cecília da Matta Rivitti MachadoMembro do DC de Dermatologia da SPSPCoordenadora dos Ambulatórios de Dermatologia Pediátrica e Hidradenite Supurativa / Acne / Alopecias do HCFMUSP Dra. Silmara da Costa Pereira CestariSecretária do DC de Dermatologia da SPSPMestre, Doutora e Professora Associada pela UNIFESP- EPM]]>

No dia 30 de janeiro foi realizado o Encontro com o Especialista, ao vivo, com transmissão pela plataforma Zoom da SPSP, a respeito do tema Cuidados com as Crianças no Verão, uma ação em prol da campanha Janeiro Bronze. O evento, dirigido a pediatras, foi organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Departamento Científico (DC) de Dermatologia da SPSP, com o objetivo de promover conscientização a respeito dos danos solares e sobre a importância do exame dermatológico para nevus e suas relações com o sol.

O Encontro foi coordenado e moderado por Selma M. F. Hélène, presidente do DC de Dermatologia da SPSP, que também realizou a abertura da atividade, e teve como participantes as dermatologistas pediátricas Maria Cecília da Matta Rivitti Machado e Silmara da Costa Pereira Cestari, respectivamente membro e secretária do DC de Dermatologia da SPSP.

Os temas apresentados no evento foram: Dermatoses mais frequentes no verão e Nevus na infância e suas implicações oncológicas. Após as palestras, houve as considerações finais e as especialistas responderam perguntas do público.

A gravação deste Encontro com o Especialista estará disponível a partir do dia 10/02 no portal SPSP Educa (www.spspeduca.org.br).

Programação
19h30 – 21h30 – Mesa redonda: Cuidados com as crianças no verão – Janeiro Bronze
Coordenação e moderação: Dra. Selma Hélène
19h30 – 19h35 – Abertura
Dra. Selma Hélène
19h35 – 20h05 – Dermatoses mais frequentes no verão
Dra. Maria Cecília da Matta Rivitti Machado
20h05 – 20h35 – Nevus na infância e suas implicações oncológicas
Dra. Silmara da Costa Pereira Cestari
20h35- 21h30 – Considerações finais e perguntas

Dra. Selma Hélène
Presidente do DC de Dermatologia da SPSP
Dermatologista Pediátrica do Hospital Albert Einstein

Dra. Maria Cecília da Matta Rivitti Machado
Membro do DC de Dermatologia da SPSP
Coordenadora dos Ambulatórios de Dermatologia Pediátrica e Hidradenite Supurativa / Acne / Alopecias do HCFMUSP

Dra. Silmara da Costa Pereira Cestari
Secretária do DC de Dermatologia da SPSP
Mestre, Doutora e Professora Associada pela UNIFESP- EPM

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Alergias a picadas de insetos e medicamentos: o que fazer? https://spsp.org.br/alergias-a-picadas-de-insetos-e-medicamentos-o-que-fazer/ Fri, 22 Jan 2021 15:22:13 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3578 Seu filho apareceu com bolinhas e vermelhidão na pele que coçam muito? Pode ser sinal de alergia. As alergias cutâneas são frequentes em crianças e podem ser causadas por diversos fatores.

O verão chegou, época de multiplicação dos insetos e também de as crianças permanecerem com poucas roupas, por isso os pais devem ficar atentos às picadas. As ferroadas de inseto podem causar, tanto reação tóxica (local ou sistêmica – em várias partes do corpo), como reação alérgica (local extensa ou sistêmica-anafilática). A maioria das crianças apresenta reação inflamatória no local da picada com a introdução do veneno, o que se resolve em algumas horas. No entanto, as crianças que sofrem múltiplas picadas (por exemplo, mais de 30 picadas de abelha) podem apresentar reação sistêmica e perigosa semelhante à alérgica.

hannatv | depositphotos.com

Quando a criança tem alergia, é possível que ela desenvolva uma resposta à saliva do inseto e apresente vermelhidão, bolinhas e coceira de 12 a 48 horas após a ferroada e que demora em torno de 1 semana para regredir. Essa reação alérgica é chamada de local extensa. O principal problema que pode ocorrer é o fato de a coceira provocar escoriações na pele, formando feridas que podem se infectar com bactérias provenientes da unha das crianças. A maior atenção deve ser às ferroadas no pescoço, pelo risco de inchaço importante na região.

Algumas crianças podem apresentar reação muito grave que se inicia rapidamente após a picada, em torno de 15 a 20 minutos, e pode causar: placas vermelhas e fugazes na pele, coceira, mal-estar, chiado no peito, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia, inchaço, rouquidão, fraqueza, confusão mental e até perda de consciência. Os insetos mais envolvidos nas reações graves, chamadas de anafiláticas, são as abelhas, vespas e formigas.

Algumas maneiras de prevenir o problema são: colocar telas nas janelas e fechá-las antes das 17 horas, fixar um mosquiteiro sobre a cama da criança e eliminar os formigueiros do quintal. Além disso, vestir a criança com roupas leves de mangas compridas e com punhos fechados para cobrir braços e pernas, ou ainda calçá-las com sapatos fechados e utilizar repelentes nas crianças maiores, caso sejam atóxicos e recomendados pelo pediatra. O local das lesões provocadas pelas picadas de insetos deve ser mantido limpo, lavando com água e sabão. Se não houver melhora, os pais ou responsáveis devem procurar o pediatra.

Alergia a medicamentos

As reações alérgicas a medicamentos têm uma prevalência na infância de aproximadamente 5% e são, na sua maioria, leves e imediatas com a ocorrência de vermelhidão, coceira na pele, inchaço nas pálpebras, mas podem ser graves quando ocorrem falta de ar, edema de glote, anafilaxia e choque anafilático.

Os principais responsáveis por essas reações são os anti-inflamatórios (medicamentos para dor e febre), seguidos por antibióticos da classe das penicilinas e amoxicilinas, amplamente utilizados na faixa etária pediátrica.

Quando uma criança apresenta uma reação adversa durante um tratamento medicamentoso, seja para uma otite, amigdalite ou uma simples febre, a insegurança e o medo passam a assombrar a família: “e se ela precisar tomar remédio novamente?”.

Mas será que a reação foi mesmo alérgica? Qual foi o medicamento responsável? Quais as orientações para tratamentos futuros?

É importante ressaltar que muitas infecções podem causar por si só quadros de vermelhidão e coceira no corpo, que se confundem com processos alérgicos. Também causam confusão as situações nas quais dois ou mais medicamentos estão sendo utilizados ao mesmo tempo no momento em que ocorre a reação.

Para se chegar a um diagnóstico preciso, é necessária uma investigação minuciosa que inclui história clínica, exames e testes elaborados pelo médico capacitado para tal.

Após a avaliação completa, a família receberá por escrito as orientações sobre qual(is) medicamento(s) são proibidos e quais podem ser utilizados com segurança, evitando-se assim restrições a tratamentos e inseguranças desnecessárias.

As informações sobre alergia a medicamentos devem constar de um documento e pulseira de identificação.


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Relatoras
Vera Esteves Vagnozzi Rullo
Cristina Frias Sartorelli de Toledo Piza
Departamento Científico de Alergia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Orientações para fotoproteção na infância https://spsp.org.br/orientacoes-para-fotoprotecao-na-infancia/ Wed, 20 Jan 2021 13:46:43 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3569 Campanha Janeiro bronze – cuidados com as crianças no verão
  • Durante os primeiros 6 meses de vida, os bebês não devem ser expostos diretamente ao sol. Também não devem utilizar fotoprotetores, devido às características de maior absorção da pele e imaturidade das funções hepáticas e renais.
  • A partir dos 6 meses até o primeiro ano de vida, as exposições solares devem ser curtas e em horários apropriados.
  • A exposição solar deve ser feita até às 10h e depois das 16h, pois os raios ultravioleta são mais intensos entre as 10h e 16h.
  • O uso regular de filtros solares deve ser estimulado.
  • Durante exposições solares prolongadas (praias, clubes, piscinas) é importante o uso de chapéu e vestuário adequado (tecidos com fotoproteção).
  • Em crianças maiores e adolescentes, além de tudo descrito acima, é recomendado o uso de óculos de sol.
  • Permanecer na sombra ou sob o guarda-sol não garante proteção total. Muitas superfícies, como areia, cimento, neve são refletoras das radiações solares lesivas.
  • Nos dias nublados, a fotoproteção também deve ser feita, pois apesar do sol estar encoberto, 80% das radiações ultravioletas atingem a superfície da Terra.
  • Cuidados especiais devem ser tomados em altitudes elevadas e latitudes tropicais. Para cada 1.000 pés acima do nível do mar a radiação solar aumenta 4% a 5% e, quanto mais próximo do Equador, mais forte são os raios solares.
d.travnikov | depositphotos.com

Escolha do fotoprotetor

  • O fotoprotetor deve ter amplo-espectro de absorção da radiação UV, ou seja, absorver ou bloquear UVA e UVB.
  • Deve ser apropriado para uso na infância, contendo mais filtros físicos e menos substâncias químicas.
  • O veículo deve ser, de preferência, creme ou loção nas crianças menores, podendo ser spray ou gel nos maiores. 
  • Fotoprotetores em bastão são mais apropriados para áreas sensíveis como lábios, nariz e orelhas.
  • O fotoprotetor deve ser aplicado a cada duas horas de exposição solar e após a imersão na água (sempre com a pele bem enxuta antes da reaplicação).

Utilização do fotoprotetor

  • Aplicar o fotoprotetor 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol, para que haja tempo dele ser absorvido e desempenhar seu efeito protetor.
  • Aplicar o filtro solar generosamente em todas as áreas expostas. Não esqueça de aplicar nas orelhas, dorso das mãos e dorso dos pés.
  • Aplicar o fotoprotetor cuidadosamente ao redor dos olhos, evitando as pálpebras inferiores e superiores. As crianças têm o hábito de esfregar os olhos e alguns produtos podem ser irritantes. Se ocorrer eritema (vermelhidão) da conjuntiva ocular, ardor ou irritação, lavar os olhos imediatamente com água.
  • Aplicar o filtro solar sob as roupas, pois a radiação solar pode penetrar alguns tipos de tecidos, principalmente se estiverem molhados.
  • É importante salientar que camisetas de malha de cor branca conferem pouca proteção, permitindo a passagem da radiação ultravioleta e, se estiverem molhadas, a proteção é ainda menor.

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Relatora:                                                                              
Silmara Cestari
Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Importância da fotoproteção na infância https://spsp.org.br/importancia-da-fotoprotecao-na-infancia/ Tue, 12 Jan 2021 18:12:49 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3558 Campanha Janeiro bronze – cuidados com as crianças no verão

O câncer da pele é o mais comum de todos os tipos de cânceres. Mais de um milhão de casos novos são diagnosticados a cada ano nos Estados Unidos.
O sol é a principal causa de 90% de todos os cânceres de pele – carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma.
Exposição solar constante e prolongada é o fator ambiental mais importante no aparecimento do câncer da pele e do fotoenvelhecimento.
Os carcinomas basocelular e espinocelular são as neoplasias mais frequentes da pele e estão intimamente relacionadas com exposições solares continuadas através dos anos em pessoas de pele clara. As lesões ocorrem quase que exclusivamente em áreas expostas, como face, mãos e antebraços, dorso e pescoço.

andy | depositphotos.com


A tendência a desenvolver melanoma tem sido relacionada à exposições solares intensas com queimaduras solares dolorosas e com bolhas durante a infância ou adolescência.
Dentro do espectro solar, o comprimento de onda responsável pela maioria dos efeitos carcinogênicos (qualquer agente que possa causar câncer) corresponde ao da radiação ultravioleta (UV) – UVB (290nanômetros-nm à 320nm). A radiação UVA (320nm à 400nm) parece estar mais relacionada ao fotoenvelhecimento.
Indivíduos com hábitos de exposições frequentes ao sol durante a infância, aos 21 anos já apresentam sinais de danos causados pela radiação UV na pele. Aos 40 anos, todos têm sinais de fotoenvelhecimento: rugas, manchas claras ou escuras, ressecamento e espessamento da pele, lesões cutâneas pré-cancerosas e em alguns casos câncer da pele.
Milhões de pessoas desenvolvem câncer da pele a cada ano e esse acaba sendo o resultado final das alterações cutâneas que tiveram início muitos anos antes.

Importância da proteção contra o sol       

A infância e a adolescência são os períodos da vida nos quais se passa a maior parte do tempo ao ar livre. Aos 18 anos de idade, a maioria das pessoas já recebeu 50% a 80% da radiação solar de toda a sua vida.
O efeito lesivo da radiação ultravioleta na pele é cumulativo ano após ano. Queimaduras solares intensas na infância provocam o envelhecimento prematuro da pele e podem levar ao aparecimento de câncer cutâneo na idade adulta.
Mesmo que se tenha o máximo cuidado com a proteção solar na vida adulta, o dano causado pela radiação solar recebida na infância não pode ser desfeito.
Com proteção adequada as crianças e adolescentes podem aproveitar a vida ao ar livre sem prejudicar a saúde da pele. No quadro abaixo estão os principais fatores relacionados ao risco de desenvolver câncer de pele.

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Relatora:                                                                              
Silmara Cestari
Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Proteção solar para os pequenos: quando começar e o que usar https://spsp.org.br/protecao-solar-para-os-pequenos-quando-comecar-e-o-que-usar/ Thu, 13 Dec 2018 17:15:12 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2398 O verão está chegando e, nessa época, surgem muitas dúvidas sobre a utilização dos fotoprotetores nos bebês e nas crianças Por Silmara Cestari para o site Saúde Não há dúvidas de que a exposição solar moderada é benéfica e desejável para as crianças. Já a exposição excessiva, como as evidências comprovam, é prejudicial e, por isso, deve ser evitada. A pele da criança, principalmente até os 2 anos de idade, não está totalmente desenvolvida. Ela é mais fina que a do adulto, produz menos melanina e, portanto, é bastante vulnerável aos raios ultravioleta. Os principais impactos imediatos da exposição excessiva ao sol são a desidratação e a queimadura solar. Porém, os efeitos das radiações ultravioleta na pele também são cumulativos e podem causar prejuízo à saúde em longo prazo. As radiações ultravioleta A e B são as grandes responsáveis pelas queimaduras, pelo envelhecimento precoce da pele e pelo aparecimento do câncer cutâneo. Mas tudo isso pode ser evitado com o uso dos filtros solares, que têm eficácia comprovada em um grande número de estudos científicos. Até os seia meses de vida esses produtos não devem ser aplicados nos bebês. O U.S. Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula os remédios nos Estados Unidos, não recomenda a utilização de filtros solares durante os primeiros 6 meses de vida, quando a pele ainda é muito fina e imatura. Isso porque existe a possibilidade de maior absorção das substâncias químicas presentes nos filtros solares, o que poderia ocasionar problemas sistêmicos. Portanto, evitar a superexposição e usar roupas adequadas com fotoproteção é da maior importância nessa faixa etária. Veja abaixo, as principais recomendações ao expor bebês e crianças ao sol. Até o 6º mês de vida + Evitar exposição solar das 10 às 16 horas, quando 60% da radiação ultravioleta B chega à superfície terrestre. Só essa precaução já resulta em grande diminuição das alterações agudas e crônicas da pele. + Usar vestuário adequado e chapéu com fotoproteção. Após o 6º mês de vida + Usar regularmente o fotoprotetor infantil com FPS 30 ou superior. + Evitar exposição solar das 10 às 16 horas. + Além do protetor, usar vestuário adequado e chapéu quando a exposição ocorrer nesse período entre 10 e 16 horas. + Lembrar que a radiação ultravioleta também atinge a pele em dia nublado e embaixo do guarda-sol. + Areia, neve, concreto e água podem refletir mais de 85% dos raios lesivos à pele. Como utilizar o protetor solar + O fotoprotetor deve ser apropriado para uso na infância. Os produtos para adultos possuem muito mais substâncias químicas – e elas podem ser prejudiciais à criança. + A aplicação deve ocorrer, no mínimo, 30 minutos antes da exposição ao sol para permitir que os ingredientes ativos atuem nas camadas superficiais da pele. + É preciso repassar o protetor a cada duas horas devido à transpiração e também sempre que a criança entrar na água. + Toda superfície corpórea exposta ao sol precisa ser protegida. Não se esqueça de pescoço, pavilhão auricular, além do dorso das mãos e dos pés. + Fotoprotetores labiais também devem ser aplicados frequentemente. + A quantidade de fotoprotetor adequada é de aproximadamente 2,5 ml para face, pescoço, ombro e braço e 5 ml para perna e dorso do pé. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a quantidade de protetor solar indicada para cada parte do corpo é: uma colher de chá do produto no rosto, no pescoço e na cabeça. Uma colher de chá para a parte da frente do tronco e outra para a parte de trás. Quando aplicado em quantidade insuficiente, o produto não promove proteção adequada. + É recomendado ensinar a importância da fotoproteção para as crianças, pois hábitos adquiridos na infância são mais facilmente assimilados e incorporados por toda a vida. ___ Texto produzido pela Dra. Silmara Cestari para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/protecao-solar-para-os-pequenos-quando-comecar-e-o-que-usar/ Silmara Cestari é presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Publicado em 13/12/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

O verão está chegando e, nessa época, surgem muitas dúvidas sobre a utilização dos fotoprotetores nos bebês e nas crianças

Por Silmara Cestari para o site Saúde

Não há dúvidas de que a exposição solar moderada é benéfica e desejável para as crianças. Já a exposição excessiva, como as evidências comprovam, é prejudicial e, por isso, deve ser evitada. A pele da criança, principalmente até os 2 anos de idade, não está totalmente desenvolvida. Ela é mais fina que a do adulto, produz menos melanina e, portanto, é bastante vulnerável aos raios ultravioleta.

Darrel | Pixabay

Os principais impactos imediatos da exposição excessiva ao sol são a desidratação e a queimadura solar. Porém, os efeitos das radiações ultravioleta na pele também são cumulativos e podem causar prejuízo à saúde em longo prazo. As radiações ultravioleta A e B são as grandes responsáveis pelas queimaduras, pelo envelhecimento precoce da pele e pelo aparecimento do câncer cutâneo. Mas tudo isso pode ser evitado com o uso dos filtros solares, que têm eficácia comprovada em um grande número de estudos científicos.

Até os seia meses de vida esses produtos não devem ser aplicados nos bebês. O U.S. Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula os remédios nos Estados Unidos, não recomenda a utilização de filtros solares durante os primeiros 6 meses de vida, quando a pele ainda é muito fina e imatura. Isso porque existe a possibilidade de maior absorção das substâncias químicas presentes nos filtros solares, o que poderia ocasionar problemas sistêmicos. Portanto, evitar a superexposição e usar roupas adequadas com fotoproteção é da maior importância nessa faixa etária.

Veja abaixo, as principais recomendações ao expor bebês e crianças ao sol.

Até o 6º mês de vida

+ Evitar exposição solar das 10 às 16 horas, quando 60% da radiação ultravioleta B chega à superfície terrestre. Só essa precaução já resulta em grande diminuição das alterações agudas e crônicas da pele.

+ Usar vestuário adequado e chapéu com fotoproteção.

Após o 6º mês de vida

+ Usar regularmente o fotoprotetor infantil com FPS 30 ou superior.

+ Evitar exposição solar das 10 às 16 horas.

+ Além do protetor, usar vestuário adequado e chapéu quando a exposição ocorrer nesse período entre 10 e 16 horas.

+ Lembrar que a radiação ultravioleta também atinge a pele em dia nublado e embaixo do guarda-sol.

+ Areia, neve, concreto e água podem refletir mais de 85% dos raios lesivos à pele.

Como utilizar o protetor solar

+ O fotoprotetor deve ser apropriado para uso na infância. Os produtos para adultos possuem muito mais substâncias químicas – e elas podem ser prejudiciais à criança.

+ A aplicação deve ocorrer, no mínimo, 30 minutos antes da exposição ao sol para permitir que os ingredientes ativos atuem nas camadas superficiais da pele.

+ É preciso repassar o protetor a cada duas horas devido à transpiração e também sempre que a criança entrar na água.

+ Toda superfície corpórea exposta ao sol precisa ser protegida. Não se esqueça de pescoço, pavilhão auricular, além do dorso das mãos e dos pés.

+ Fotoprotetores labiais também devem ser aplicados frequentemente.

+ A quantidade de fotoprotetor adequada é de aproximadamente 2,5 ml para face, pescoço, ombro e braço e 5 ml para perna e dorso do pé. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a quantidade de protetor solar indicada para cada parte do corpo é: uma colher de chá do produto no rosto, no pescoço e na cabeça. Uma colher de chá para a parte da frente do tronco e outra para a parte de trás. Quando aplicado em quantidade insuficiente, o produto não promove proteção adequada.

+ É recomendado ensinar a importância da fotoproteção para as crianças, pois hábitos adquiridos na infância são mais facilmente assimilados e incorporados por toda a vida.

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Texto produzido pela Dra. Silmara Cestari para o site SAÚDE.
Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/protecao-solar-para-os-pequenos-quando-comecar-e-o-que-usar/

Silmara Cestari é presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

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Publicado em 13/12/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
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Cuidados com as crianças no verão https://spsp.org.br/cuidados-com-as-criancas-no-verao/ Thu, 30 Nov 2017 17:20:22 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1886 Já dando os seus primeiros sinais, o verão, que começa oficialmente em dezembro, traz com ele o sol escaldante e as altas temperaturas, que podem trazer sérias complicações à saúde como desidratação, queimaduras e envelhecimento precoce, além de provocar o câncer de pele. Com o período de férias escolares nessa estação, as crianças ficam mais expostas a esses riscos e os cuidados precisam ser redobrados em relação à hidratação, à alimentação, ao vestuário e ao tempo para ficar ao ar livre. As brincadeiras debaixo do sol devem ser realizadas em horários específicos, evitando os momentos de pico. Também é importante um equilíbrio entre a alta temperatura externa e o ar condicionado dos ambientes fechados. “A exposição solar deve ser evitada entre 10h e 16h. Nesse período, predomina a radiação ultravioleta-B, que é responsável pelo desenvolvimento do câncer da pele. Até às 10h e após às 16h, pode haver exposição solar, mas sempre com o uso do filtro, roupa apropriada e chapéu. E, nas crianças maiores, óculos de sol. O ar condicionado deve ser utilizado com cuidado, principalmente se a criança ficar entrando e saindo do ambiente refrigerado”, alerta a professora Dra. Silmara Cestari, presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). Além da desidratação e da diarreia, os problemas mais frequentes em crianças durante o verão, também é comum o surgimento de doenças de pele como miliária (a popular brotoeja), decorrente do suor, micoses devido à exposição mais frequente aos fungos, larva migrans (conhecida como bicho-geográfico), ocasionada pela penetração na pele de vermes vindos das fezes de cachorros e gatos em terrenos arenosos, e reações de hipersensibilidade a picadas de insetos. Para que esses efeitos nocivos e doenças sejam evitados, é ideal a ingestão sistemática de água e sucos, o consumo de alimentos leves como verduras e frutas, o uso de roupas com tecidos finos de algodão e cores claras, que armazenam menos calor, além do cuidado frequente da pele com o uso do filtro solar. “O protetor deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição solar, para que possa penetrar e agir adequadamente, e deve ser reaplicado a cada duas horas e sempre que a criança sair do mar ou da piscina”, orienta a dermatologista. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 30/11/2017. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Já dando os seus primeiros sinais, o verão, que começa oficialmente em dezembro, traz com ele o sol escaldante e as altas temperaturas, que podem trazer sérias complicações à saúde como desidratação, queimaduras e envelhecimento precoce, além de provocar o câncer de pele. Com o período de férias escolares nessa estação, as crianças ficam mais expostas a esses riscos e os cuidados precisam ser redobrados em relação à hidratação, à alimentação, ao vestuário e ao tempo para ficar ao ar livre.

Pexels | Pixabay

As brincadeiras debaixo do sol devem ser realizadas em horários específicos, evitando os momentos de pico. Também é importante um equilíbrio entre a alta temperatura externa e o ar condicionado dos ambientes fechados.

“A exposição solar deve ser evitada entre 10h e 16h. Nesse período, predomina a radiação ultravioleta-B, que é responsável pelo desenvolvimento do câncer da pele. Até às 10h e após às 16h, pode haver exposição solar, mas sempre com o uso do filtro, roupa apropriada e chapéu. E, nas crianças maiores, óculos de sol. O ar condicionado deve ser utilizado com cuidado, principalmente se a criança ficar entrando e saindo do ambiente refrigerado”, alerta a professora Dra. Silmara Cestari, presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Além da desidratação e da diarreia, os problemas mais frequentes em crianças durante o verão, também é comum o surgimento de doenças de pele como miliária (a popular brotoeja), decorrente do suor, micoses devido à exposição mais frequente aos fungos, larva migrans (conhecida como bicho-geográfico), ocasionada pela penetração na pele de vermes vindos das fezes de cachorros e gatos em terrenos arenosos, e reações de hipersensibilidade a picadas de insetos.

Para que esses efeitos nocivos e doenças sejam evitados, é ideal a ingestão sistemática de água e sucos, o consumo de alimentos leves como verduras e frutas, o uso de roupas com tecidos finos de algodão e cores claras, que armazenam menos calor, além do cuidado frequente da pele com o uso do filtro solar. “O protetor deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição solar, para que possa penetrar e agir adequadamente, e deve ser reaplicado a cada duas horas e sempre que a criança sair do mar ou da piscina”, orienta a dermatologista.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 30/11/2017.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Dengue https://spsp.org.br/dengue-2/ Fri, 10 Mar 2017 18:15:16 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1520 A dengue é uma doença febril, causada pelo vírus da dengue, do qual são conhecidos quatro sorotipos e todos cocirculam no Brasil. A doença apresenta comportamento sazonal, ocorrendo entre os meses de outubro a maio, principalmente no verão. Estima-se 50 milhões de infecções por dengue anualmente no mundo. Em 2016, os dados epidemiológicos sobre a doença no Brasil, segundo o boletim do Ministério da Saúde, somam um total de 1.500.535 casos, dos quais cerca de 10 mil foram graves ou com sinais de alarme e, desses, 629 morreram. Como acontece a transmissão? A dengue é transmitida pela picada do mosquito fêmea Aedes aegypti, no ciclo ser humano – mosquito – ser humano. A fêmea do mosquito se alimenta durante o dia, habita locais perto das residências. Não possui autonomia grande de vôo, mas pica várias pessoas durante uma refeição. Uma vez infectado, o mosquito hospeda o vírus por toda a vida, em média 30 a 35 dias, podendo chegar a 70 dias. A fêmea põe ovos de 4 a 6 vezes durante a vida, cerca de 100 de cada vez, em locais com água limpa e parada. O ovo do Aedes aegypti pode sobreviver por até 450 dias (aproximadamente um ano e dois meses), mesmo que o local onde foi depositado fique seco. Se esse recipiente receber água novamente, o ovo volta a ficar ativo, podendo se transformar em larva, posteriormente em pupa e atingir a fase adulta depois de, aproximadamente, dois ou três dias. Quais são os principais sinais e sintomas da doença? A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à morte. Cerca de três a 15 dias após a picada, as pessoas podem apresentar um quadro de febre alta (39° a 40°C), que dura de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele, falta de apetite, náuseas e vômitos. A dengue na criança, especialmente nas menores de dois anos, apresenta-se como uma síndrome febril inespecífica com apatia, sonolência, irritabilidade, choro persistente, recusa alimentar, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas. Nem sempre há erupção (rash) cutânea. Na criança, o início da doença é leve, pode passar despercebido e o quadro grave pode ser a primeira manifestação clínica, geralmente em torno do terceiro dia de doença. O agravamento é súbito, diferente do adulto, no qual os sinais de alarme são mais facilmente detectados. É muito importante procurar orientação médica ao surgimento dos primeiros sinais e sintomas da doença e evitar a automedicação. Há métodos laboratoriais rápidos que auxiliam na confirmação do diagnóstico. Qual o tratamento? Não existe tratamento específico para dengue. Quando aparecerem os sintomas é importante procurar um serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir bastante líquido. A hidratação por via oral ou pela via intravenosa são as medidas prioritárias. É muito importante não tomar medicamentos por conta própria. O ácido acetil salicílico deve ser evitado devido ao risco aumentado de sangramento. Como se prevenir e quais são as vacinas? Há vacinas sendo testadas em vários países, inclusive no Brasil, em diferentes fases de desenvolvimento. A única vacina licenciada em todo o mundo, até o momento, é a do laboratório Sanofi Pasteur (Dengvaxia®), que foi aprovada pela Anvisa em 2016 e está licenciada para indivíduos de nove a 45 anos de idade no esquema de três doses: 0, 6 e 12 meses. Está disponível em serviços privados de imunização do Brasil. Consulte seu médico acerca da sua indicação. As principais medidas que se deve adotar são as PREVENTIVAS para reduzir/acabar a circulação de mosquitos, ou seja, manter o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Lembrar que nas habitações, o adulto do Aedes aegypti é encontrado, normalmente, em paredes, móveis, peças de roupas penduradas e mosquiteiros. Usar roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, para proporcionar alguma proteção contra as picadas, especialmente durante os surtos. Repelentes compostos por DEET, IR3535 ou Icaridin podem ser aplicados na pele exposta, menos na face ou nas roupas de crianças acima de seis meses. Mesmo assim, as crianças nunca devem dormir com repelente na pele ou nas roupas. Para a redução das picadas por mosquitos em ambientes fechados, recomenda-se o uso de inseticidas domésticos em aerossol, espiral ou vaporizador. O uso dos repelentes e inseticidas deve seguir as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos). ___ Relatora: Dra. Heloisa Helena de Sousa Marques Departamento Científico de Infectologia da SPSP Publicado em 10/03/2017. photo credit: Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A dengue é uma doença febril, causada pelo vírus da dengue, do qual são conhecidos quatro sorotipos e todos cocirculam no Brasil. A doença apresenta comportamento sazonal, ocorrendo entre os meses de outubro a maio, principalmente no verão.

Estima-se 50 milhões de infecções por dengue anualmente no mundo. Em 2016, os dados epidemiológicos sobre a doença no Brasil, segundo o boletim do Ministério da Saúde, somam um total de 1.500.535 casos, dos quais cerca de 10 mil foram graves ou com sinais de alarme e, desses, 629 morreram.

Como acontece a transmissão?
A dengue é transmitida pela picada do mosquito fêmea Aedes aegypti, no ciclo ser humano – mosquito – ser humano. A fêmea do mosquito se alimenta durante o dia, habita locais perto das residências. Não possui autonomia grande de vôo, mas pica várias pessoas durante uma refeição. Uma vez infectado, o mosquito hospeda o vírus por toda a vida, em média 30 a 35 dias, podendo chegar a 70 dias. A fêmea põe ovos de 4 a 6 vezes durante a vida, cerca de 100 de cada vez, em locais com água limpa e parada. O ovo do Aedes aegypti pode sobreviver por até 450 dias (aproximadamente um ano e dois meses), mesmo que o local onde foi depositado fique seco. Se esse recipiente receber água novamente, o ovo volta a ficar ativo, podendo se transformar em larva, posteriormente em pupa e atingir a fase adulta depois de, aproximadamente, dois ou três dias.

Quais são os principais sinais e sintomas da doença?
A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à morte. Cerca de três a 15 dias após a picada, as pessoas podem apresentar um quadro de febre alta (39° a 40°C), que dura de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele, falta de apetite, náuseas e vômitos.

A dengue na criança, especialmente nas menores de dois anos, apresenta-se como uma síndrome febril inespecífica com apatia, sonolência, irritabilidade, choro persistente, recusa alimentar, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas. Nem sempre há erupção (rash) cutânea. Na criança, o início da doença é leve, pode passar despercebido e o quadro grave pode ser a primeira manifestação clínica, geralmente em torno do terceiro dia de doença. O agravamento é súbito, diferente do adulto, no qual os sinais de alarme são mais facilmente detectados.
É muito importante procurar orientação médica ao surgimento dos primeiros sinais e sintomas da doença e evitar a automedicação. Há métodos laboratoriais rápidos que auxiliam na confirmação do diagnóstico.

Qual o tratamento?
Não existe tratamento específico para dengue. Quando aparecerem os sintomas é importante procurar um serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir bastante líquido. A hidratação por via oral ou pela via intravenosa são as medidas prioritárias. É muito importante não tomar medicamentos por conta própria. O ácido acetil salicílico deve ser evitado devido ao risco aumentado de sangramento.

Como se prevenir e quais são as vacinas?
Há vacinas sendo testadas em vários países, inclusive no Brasil, em diferentes fases de desenvolvimento. A única vacina licenciada em todo o mundo, até o momento, é a do laboratório Sanofi Pasteur (Dengvaxia®), que foi aprovada pela Anvisa em 2016 e está licenciada para indivíduos de nove a 45 anos de idade no esquema de três doses: 0, 6 e 12 meses. Está disponível em serviços privados de imunização do Brasil. Consulte seu médico acerca da sua indicação.

As principais medidas que se deve adotar são as PREVENTIVAS para reduzir/acabar a circulação de mosquitos, ou seja, manter o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Lembrar que nas habitações, o adulto do Aedes aegypti é encontrado, normalmente, em paredes, móveis, peças de roupas penduradas e mosquiteiros. Usar roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, para proporcionar alguma proteção contra as picadas, especialmente durante os surtos. Repelentes compostos por DEET, IR3535 ou Icaridin podem ser aplicados na pele exposta, menos na face ou nas roupas de crianças acima de seis meses. Mesmo assim, as crianças nunca devem dormir com repelente na pele ou nas roupas. Para a redução das picadas por mosquitos em ambientes fechados, recomenda-se o uso de inseticidas domésticos em aerossol, espiral ou vaporizador. O uso dos repelentes e inseticidas deve seguir as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos).

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Relatora:
Dra. Heloisa Helena de Sousa Marques
Departamento Científico de Infectologia da SPSP

Publicado em 10/03/2017.
photo credit:

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
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Sol e praia: cuidados para desfrutar do verão https://spsp.org.br/sol-e-praia-cuidados-para-desfrutar-do-verao/ Tue, 21 Feb 2017 18:10:28 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1489 Médica da Sociedade de Pediatria de São Paulo dá orientações preciosas para resguardar a pele das crianças ao longo do período mais quente do ano. Por Dra. Silmara Cestari Durante o verão, a radiação solar incide com maior intensidade na Terra, aumentando o risco de queimadura solar e câncer de pele. Por isso, devemos ter cuidados especiais com a proteção das crianças, especialmente na praia, onde ocorre a maior exposição ao sol. Orientações básicas para a proteção da pele na infância – Durante os primeiros 6 meses de vida, os bebês não devem utilizar filtro solar, pois as substancias químicas da formulação podem ser absorvidas pela pele. Portanto, evitar superexposição e usar roupas adequadas são da maior importância nessa faixa etária. – A partir dos 6 meses de vida as exposições solares devem ser curtas e em horários apropriados. Queimadura solar em crianças abaixo de 1 ano de vida pode ser grave e constituir emergência médica. – Ao longo de toda a infância a exposição solar deve ser feita, sempre, até as 10 horas e após as 16 horas, quando os raios solares são menos intensos. Portanto, passeios e atividades ao ar livre devem ser feitos no início da manhã ou no final da tarde. – Nas exposições solares prolongadas (em praias, clubes e piscinas), além do filtro solar, recomendamos o uso de chapéu e roupas de algodão, porque eles retêm cerca de 90% das radiações solares. A crianças maiores e adolescentes, orientamos o uso de óculos de sol a fim de também prevenir catarata e lesão da córnea. – Orientamos a permanência na sombra ou no guarda-sol pelo maior tempo possível. É importante lembrar que permanecer na sombra ou sob o guarda-sol não garante proteção total, pois a areia e o cimento são superfícies refletoras dos raios solares. Assim, o uso do filtro continua sendo necessário. – Nos dias nublados o protetor solar também deve ser aplicado. Apesar de o sol estar encoberto, 80% das radiações ultravioletas atingem a superfície da Terra e podem causar queimaduras. Recomendações sobre o uso do filtro solar – Os filtros solares contêm em sua formulação substâncias que absorvem ou bloqueiam as radiações ultravioleta. Porém, o seu uso não deve ser uma desculpa para deixar as crianças expostas ao sol por tempo prolongado. – O produto deve ser adequado à pele mais sensível da criança. Os filtros físicos são mais indicados por terem menos substancias químicas. As versões com Fator de Proteção Solar (FPS) 15 ou 20 podem ser usadas no dia a dia e o FPS 30 ou superior é ideal para exposições ao sol mais prolongadas. O pediatra ou o dermatologista podem orientar qual o melhor tipo de filtro solar para cada caso. – O filtro tem de ser aplicado 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol, para que haja tempo de ser absorvido e desempenhar o efeito protetor. – Devemos aplicá-lo em todas as áreas expostas, inclusive orelhas, dorso das mãos e dorso dos pés. E passar cuidadosamente ao redor dos olhos, evitando as pálpebras inferiores e superiores. As crianças têm o hábito de esfregar os olhos e alguns produtos podem ser irritantes. Se ocorrer ardor ou irritação, lave os olhos imediatamente. – Mais um ponto: nas praias, o protetor solar deve ser aplicado também debaixo das roupas, uma vez que a radiação solar pode penetrar alguns tipos de tecidos, principalmente se estiverem molhados. É importante salientar que camisetas de malha de cor branca conferem pouca proteção, permitindo a passagem da radiação ultravioleta e, se estiverem molhadas, praticamente não apresentam proteção. – Os protetores solares ainda devem ser passados normalmente a cada duas horas de exposição e após a imersão em água, sempre com a pele bem seca antes da reaplicação. – Antes da primeira aplicação, o filtro solar precisa ser testado em uma pequena área da pele para observar se alguma irritação ocorre em 24 horas. O melhor local para o teste é a superfície interna do antebraço. ___ Texto produzido pela Dra. Silmara Cestari para o site SAÚDE. Link original: http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/sol-e-praia-cuidados-para-desfrutar-do-verao/ Dra. Silmara Cestari é dermatologista e presidente do Departamento de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 21/02/2016. photo credit: sylviebliss | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Médica da Sociedade de Pediatria de São Paulo dá orientações preciosas para resguardar a pele das crianças ao longo do período mais quente do ano.
Por Dra. Silmara Cestari

Durante o verão, a radiação solar incide com maior intensidade na Terra, aumentando o risco de queimadura solar e câncer de pele. Por isso, devemos ter cuidados especiais com a proteção das crianças, especialmente na praia, onde ocorre a maior exposição ao sol.

Orientações básicas para a proteção da pele na infância

– Durante os primeiros 6 meses de vida, os bebês não devem utilizar filtro solar, pois as substancias químicas da formulação podem ser absorvidas pela pele. Portanto, evitar superexposição e usar roupas adequadas são da maior importância nessa faixa etária.

– A partir dos 6 meses de vida as exposições solares devem ser curtas e em horários apropriados. Queimadura solar em crianças abaixo de 1 ano de vida pode ser grave e constituir emergência médica.

– Ao longo de toda a infância a exposição solar deve ser feita, sempre, até as 10 horas e após as 16 horas, quando os raios solares são menos intensos. Portanto, passeios e atividades ao ar livre devem ser feitos no início da manhã ou no final da tarde.

– Nas exposições solares prolongadas (em praias, clubes e piscinas), além do filtro solar, recomendamos o uso de chapéu e roupas de algodão, porque eles retêm cerca de 90% das radiações solares. A crianças maiores e adolescentes, orientamos o uso de óculos de sol a fim de também prevenir catarata e lesão da córnea.

– Orientamos a permanência na sombra ou no guarda-sol pelo maior tempo possível. É importante lembrar que permanecer na sombra ou sob o guarda-sol não garante proteção total, pois a areia e o cimento são superfícies refletoras dos raios solares. Assim, o uso do filtro continua sendo necessário.

– Nos dias nublados o protetor solar também deve ser aplicado. Apesar de o sol estar encoberto, 80% das radiações ultravioletas atingem a superfície da Terra e podem causar queimaduras.

Recomendações sobre o uso do filtro solar

– Os filtros solares contêm em sua formulação substâncias que absorvem ou bloqueiam as radiações ultravioleta. Porém, o seu uso não deve ser uma desculpa para deixar as crianças expostas ao sol por tempo prolongado.

– O produto deve ser adequado à pele mais sensível da criança. Os filtros físicos são mais indicados por terem menos substancias químicas. As versões com Fator de Proteção Solar (FPS) 15 ou 20 podem ser usadas no dia a dia e o FPS 30 ou superior é ideal para exposições ao sol mais prolongadas. O pediatra ou o dermatologista podem orientar qual o melhor tipo de filtro solar para cada caso.

– O filtro tem de ser aplicado 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol, para que haja tempo de ser absorvido e desempenhar o efeito protetor.

– Devemos aplicá-lo em todas as áreas expostas, inclusive orelhas, dorso das mãos e dorso dos pés. E passar cuidadosamente ao redor dos olhos, evitando as pálpebras inferiores e superiores. As crianças têm o hábito de esfregar os olhos e alguns produtos podem ser irritantes. Se ocorrer ardor ou irritação, lave os olhos imediatamente.

– Mais um ponto: nas praias, o protetor solar deve ser aplicado também debaixo das roupas, uma vez que a radiação solar pode penetrar alguns tipos de tecidos, principalmente se estiverem molhados. É importante salientar que camisetas de malha de cor branca conferem pouca proteção, permitindo a passagem da radiação ultravioleta e, se estiverem molhadas, praticamente não apresentam proteção.

– Os protetores solares ainda devem ser passados normalmente a cada duas horas de exposição e após a imersão em água, sempre com a pele bem seca antes da reaplicação.

– Antes da primeira aplicação, o filtro solar precisa ser testado em uma pequena área da pele para observar se alguma irritação ocorre em 24 horas. O melhor local para o teste é a superfície interna do antebraço.

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Texto produzido pela Dra. Silmara Cestari para o site SAÚDE.
Link original: http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/sol-e-praia-cuidados-para-desfrutar-do-verao/

Dra. Silmara Cestari é dermatologista e presidente do Departamento de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 21/02/2016.
photo credit: sylviebliss | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Férias! Que tal incentivar as crianças a fazer atividade física? https://spsp.org.br/ferias-que-tal-incentivar-as-criancas-a-fazer-atividade-fisica/ Mon, 16 Jan 2017 12:12:20 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1431 Médica da Sociedade de Pediatria de São Paulo orienta como aproveitar essa época para os pequenos se divertirem e se exercitarem. Por Dra. Liane Hulle Catani Quando chegam as férias escolares, muitos pais têm dúvidas e até mesmo angústias sobre como seus filhos vão aproveitar o período. Por que não usar esse tempo para incentivar a prática de atividade física e ainda estreitar a convivência familiar? Todos sabemos das vantagens de se manter ativo ao longo da vida visando ao bem-estar e à prevenção de doenças. O que muitas vezes não lembramos é que esse hábito deve começar cedo, ainda na infância. Da mesma forma que zelamos pelas escolhas alimentares, os exercícios têm de ser incorporados precocemente ao estilo de vida. Para ser considerada ativa, a criança deve praticar diariamente pelo menos 60 minutos de atividade física, mesmo que isso seja dividido em períodos mais curtos — aqui entram tanto modalidades aeróbicas quanto de resistência. Além disso, se indica que, dentro desses 60 minutos, haja espaço para atividades ligadas ao fortalecimento dos ossos e dos músculos pelo menos três vezes por semana. O que faz parte dessa recomendação? Exercícios que exijam força e produzam impacto ósseo, como aqueles que se valem de saltos. Sua importância reside no fato de que a densidade mineral óssea atinge 90% do seu pico até o final da segunda década de vida e um quarto da massa óssea adulta é acumulada durante os dois anos do estirão do crescimento (o início da puberdade). Parece difícil atingir essa meta, mas não é. Basta a criança brincar — sim, brincar! Vale dançar, escalar brinquedos, jogar bola (mesmo em um espaço pequeno), correr e, para os maiores, nadar, andar de bicicleta ou skate. Também é interessante aproveitar para ir ao parque nos finais de semana e se revezar com outros pais, familiares ou vizinhos para reunir a criançada e brincar no prédio ou no quintal da casa. Além disso, é possível criar circuitos com diferentes atividades para o grupo, e elas podem envolver bola, corda, agachamentos… Dá para ser muito divertido. Lembre-se de que, quanto menor a criança, mais divertida e variada e menos competitiva deve ser a atividade proposta. Para os maiores de 10 anos, a integração com o grupo torna-se fundamental: amigos acompanhados dos pais podem fazer caminhadas, andar de bike, nadar e jogar bola no parque, no prédio ou em casa. Outra opção disponível em alguns lugares hoje são as escolinhas de esporte dos clubes — que adaptam o programa às diferentes faixas etárias e estimulam exercícios e o contato social. Diante dessas possibilidades, está lançado o desafio: vamos tornar este período de férias mais ativo e saudável? E um último lembrete: quando praticar atividades ao ar livre, não se esqueça de levar água, boné ou viseira e o protetor solar. ___ Texto produzido pela Dra. Liane Hulle Catani para o site SAÚDE. Link original: http://saude.abril.com.br/familia/ferias-que-tal-incentivar-as-criancas-a-fazer-atividade-fisica/ Dra. Liane Hulle Catani é cardiologista pediátrica, médica do esporte e membro do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 16/01/2016. photo credit: cocoparisienne | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

children-playing-334531_640Médica da Sociedade de Pediatria de São Paulo orienta como aproveitar essa época para os pequenos se divertirem e se exercitarem.
Por Dra. Liane Hulle Catani

Quando chegam as férias escolares, muitos pais têm dúvidas e até mesmo angústias sobre como seus filhos vão aproveitar o período. Por que não usar esse tempo para incentivar a prática de atividade física e ainda estreitar a convivência familiar?

Todos sabemos das vantagens de se manter ativo ao longo da vida visando ao bem-estar e à prevenção de doenças. O que muitas vezes não lembramos é que esse hábito deve começar cedo, ainda na infância. Da mesma forma que zelamos pelas escolhas alimentares, os exercícios têm de ser incorporados precocemente ao estilo de vida.

Para ser considerada ativa, a criança deve praticar diariamente pelo menos 60 minutos de atividade física, mesmo que isso seja dividido em períodos mais curtos — aqui entram tanto modalidades aeróbicas quanto de resistência. Além disso, se indica que, dentro desses 60 minutos, haja espaço para atividades ligadas ao fortalecimento dos ossos e dos músculos pelo menos três vezes por semana.

O que faz parte dessa recomendação? Exercícios que exijam força e produzam impacto ósseo, como aqueles que se valem de saltos. Sua importância reside no fato de que a densidade mineral óssea atinge 90% do seu pico até o final da segunda década de vida e um quarto da massa óssea adulta é acumulada durante os dois anos do estirão do crescimento (o início da puberdade).

Parece difícil atingir essa meta, mas não é. Basta a criança brincar — sim, brincar! Vale dançar, escalar brinquedos, jogar bola (mesmo em um espaço pequeno), correr e, para os maiores, nadar, andar de bicicleta ou skate.

Também é interessante aproveitar para ir ao parque nos finais de semana e se revezar com outros pais, familiares ou vizinhos para reunir a criançada e brincar no prédio ou no quintal da casa. Além disso, é possível criar circuitos com diferentes atividades para o grupo, e elas podem envolver bola, corda, agachamentos… Dá para ser muito divertido.

Lembre-se de que, quanto menor a criança, mais divertida e variada e menos competitiva deve ser a atividade proposta. Para os maiores de 10 anos, a integração com o grupo torna-se fundamental: amigos acompanhados dos pais podem fazer caminhadas, andar de bike, nadar e jogar bola no parque, no prédio ou em casa.

Outra opção disponível em alguns lugares hoje são as escolinhas de esporte dos clubes — que adaptam o programa às diferentes faixas etárias e estimulam exercícios e o contato social.

Diante dessas possibilidades, está lançado o desafio: vamos tornar este período de férias mais ativo e saudável? E um último lembrete: quando praticar atividades ao ar livre, não se esqueça de levar água, boné ou viseira e o protetor solar.

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Texto produzido pela Dra. Liane Hulle Catani para o site SAÚDE.
Link original: http://saude.abril.com.br/familia/ferias-que-tal-incentivar-as-criancas-a-fazer-atividade-fisica/

Dra. Liane Hulle Catani é cardiologista pediátrica, médica do esporte e membro do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 16/01/2016.
photo credit: cocoparisienne | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Nadadeiras de sereia, golfinho e tubarão – grande perigo para as crianças! https://spsp.org.br/nadadeiras-de-sereia-golfinho-e-tubarao-grande-perigo-para-as-criancas/ Mon, 29 Feb 2016 09:54:22 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=1080   Uma nova moda, que recentemente chegou ao Brasil – as nadadeiras coladas em formato de rabo de sereia, de golfinho ou de tubarão – é extremamente perigosa e irresponsável! Inclusive alguns países, como Austrália e Canadá, já providenciaram a proibição da modalidade em lei. Todos sabem que as crianças adoram estar na água e, ao ver nos filmes, desenhos, parques aquáticos e aquários pessoas realizando manobras dentro da água e ainda fantasiadas de personagens que são adorados por elas, vão querer reproduzir o que viram. Além disso, os pais podem achar seguro e muito legal para comprar e com isto há um grande o risco de afogamento. Todos que convivem e conhecem as fases do desenvolvimento das crianças sabem que elas estão preparadas para aprender a nadar somente a partir dos 4 anos e que só vão ter habilidades e equilíbrio para enfrentar os perigos da água muito mais tarde. Imagine,m então, com os pés e pernas presos o que poderá acontecer – nadar com este equipamento é uma atividade de alto grau de dificuldade para adultos, quanto mais para crianças. Essas “fantasias” aquáticas deixam os pés e pernas unidos dentro de caudas ou nadadeiras, afetando bastante o equilíbrio do corpo e impedindo que a criança fique em pé dentro da água. O cenário de terror será: a criança vai afundar na água, de forma silenciosa e, ao tentar ficar sem respirar e não conseguir ficar em pé para chegar à superfície, vai se afogar. Outro perigo para as meninas é, por estar com os cabelos soltos, ao chegar perto do ralo da piscina, se este não estiver protegido ou tampado, vai sugar os cabelos da pequena sereia. Esse tipo de atividade só pode ser realizado por um adulto, que seja experiente, que saiba nadar muito bem, que tenha treinado bastante, que esteja acostumado a ficar sem respirar (estar em apneia) por períodos longos e saiba realizar manobras bem complexas na água, utilizando mais os braços, uma vez que as pernas e pés estão imobilizados e se movimentam de forma bastante precária. Alerta: estes produtos não possuem certificado de segurança, apesar de alguns sites de compra afirmarem que têm. Crianças merecem supervisão de um adulto atento todo o tempo que estiverem dentro da água. O adulto deve estar à distância de um braço da criança e, se precisar se afastar, deve levar a criança junto. Vamos reverter os índices catastróficos de mortes de crianças por afogamento em nosso país – é a segunda causa de morte em crianças de 1 a 9 anos de idade!   Veja entrevista da Dra. Renata Waksman no Bom Dia Brasil. Nadar com fantasia de sereia pode representar risco de afogamento http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2016/02/nadar-com-fantasia-de-sereia-pode-representar-risco-de-afogamento.html Para obter mais informações: ALIANÇA PISCINA SEGURA http://www.sobrasa.org/alianca-piscinasegura-alerta-o-mar-esta-para-peixe-mas-as-piscinas-nao-estao-para-as-sereias/ PRODUCT SAFETY AUSTRALIA http://www.productsafety.gov.au/content/index.phtml/itemId/1017209 ___ Relatora: Renata D. Waksman Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP. Publicado em 29/02/2016. photo credit: LightStalker | pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

 

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Uma nova moda, que recentemente chegou ao Brasil – as nadadeiras coladas em formato de rabo de sereia, de golfinho ou de tubarão – é extremamente perigosa e irresponsável! Inclusive alguns países, como Austrália e Canadá, já providenciaram a proibição da modalidade em lei.

Todos sabem que as crianças adoram estar na água e, ao ver nos filmes, desenhos, parques aquáticos e aquários pessoas realizando manobras dentro da água e ainda fantasiadas de personagens que são adorados por elas, vão querer reproduzir o que viram. Além disso, os pais podem achar seguro e muito legal para comprar e com isto há um grande o risco de afogamento.

Todos que convivem e conhecem as fases do desenvolvimento das crianças sabem que elas estão preparadas para aprender a nadar somente a partir dos 4 anos e que só vão ter habilidades e equilíbrio para enfrentar os perigos da água muito mais tarde. Imagine,m então, com os pés e pernas presos o que poderá acontecer – nadar com este equipamento é uma atividade de alto grau de dificuldade para adultos, quanto mais para crianças.

Essas “fantasias” aquáticas deixam os pés e pernas unidos dentro de caudas ou nadadeiras, afetando bastante o equilíbrio do corpo e impedindo que a criança fique em pé dentro da água. O cenário de terror será: a criança vai afundar na água, de forma silenciosa e, ao tentar ficar sem respirar e não conseguir ficar em pé para chegar à superfície, vai se afogar. Outro perigo para as meninas é, por estar com os cabelos soltos, ao chegar perto do ralo da piscina, se este não estiver protegido ou tampado, vai sugar os cabelos da pequena sereia.

Esse tipo de atividade só pode ser realizado por um adulto, que seja experiente, que saiba nadar muito bem, que tenha treinado bastante, que esteja acostumado a ficar sem respirar (estar em apneia) por períodos longos e saiba realizar manobras bem complexas na água, utilizando mais os braços, uma vez que as pernas e pés estão imobilizados e se movimentam de forma bastante precária.

Alerta: estes produtos não possuem certificado de segurança, apesar de alguns sites de compra afirmarem que têm.

Crianças merecem supervisão de um adulto atento todo o tempo que estiverem dentro da água. O adulto deve estar à distância de um braço da criança e, se precisar se afastar, deve levar a criança junto.

Vamos reverter os índices catastróficos de mortes de crianças por afogamento em nosso país – é a segunda causa de morte em crianças de 1 a 9 anos de idade!

 

Veja entrevista da Dra. Renata Waksman no Bom Dia Brasil.

Nadar com fantasia de sereia pode representar risco de afogamento

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2016/02/nadar-com-fantasia-de-sereia-pode-representar-risco-de-afogamento.html

Para obter mais informações:
ALIANÇA PISCINA SEGURA
http://www.sobrasa.org/alianca-piscinasegura-alerta-o-mar-esta-para-peixe-mas-as-piscinas-nao-estao-para-as-sereias/
PRODUCT SAFETY AUSTRALIA
http://www.productsafety.gov.au/content/index.phtml/itemId/1017209

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Relatora:
Renata D. Waksman
Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP.

Publicado em 29/02/2016.
photo credit: LightStalker | pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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