Vacina HPV – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 09 May 2019 18:15:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Vacina HPV – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Vacina contra HPV: por que e quando meninas e meninos devem ser vacinados? https://spsp.org.br/vacina-contra-hpv-por-que-e-quando-meninas-e-meninos-devem-ser-vacinados/ Thu, 09 May 2019 18:15:53 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2554 Além de segura, a imunização contra essa infecção tem benefícios inquestionáveis Por Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi para o site Saúde O HPV (abreviação de papiloma vírus humano) é um vírus de alta contagiosidade, sendo o contato sexual o principal (mas não o único) meio de transmissão dessa infecção. Para ter ideia, estima-se que cerca de 50 a 70% das pessoas com atividade sexual irão, em algum momento de sua vida, infectar-se pelo HPV. Em uma pequena porcentagem dos que adquirem a infecção, o HPV pode provocar o aparecimento de lesões na pele e nas mucosas, as chamadas verrugas anogenitais (de aspecto parecido ao de uma couve-flor). O HPV é capaz, ainda, de provocar infecção persistente nos casos em que o organismo não consegue eliminá-lo espontaneamente. Nesses indivíduos com infecção persistente por alguns tipos do vírus, existe o risco de desenvolvimento do câncer, com destaque para o tumor de colo de útero entre as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, trata-se do terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina (atrás apenas dos cânceres de mama e colorretal), e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Em 2018, as estimativas foram de 16.370 casos novos, e aproximadamente 5.700 mortes. Importante salientar que as maiores incidências das doenças relacionadas à infecção pelo HPV ocorrem em adolescentes e mulheres jovens, pela maior suscetibilidade à infecção nessa idade. Isso porque, durante e logo após a puberdade, alterações que ocorrem no útero predispõem as meninas a um maior risco de infecção e de evolução para um tumor. Em estudo realizado no Reino Unido, 46% das adolescentes de 15 a 19 anos (média de 17 anos) com apenas um único parceiro sexual apresentavam evidência de infecção pelo HPV após três anos de seguimento. Esses dados comprovam o conceito de que a infecção pelo HPV é frequente mesmo em meninas com apenas um parceiro, enfatizando a relevância da vacinação antes mesmo de a menina dar início a sua vida sexual, já que as vacinas de HPV são profiláticas (ou seja, preventivas), e não terapêuticas. Sua eficácia ideal ocorre se administrada, portanto, antes da exposição dos indivíduos ao HPV. Quais são as reações observadas com a vacina? A vacina de HPV faz parte dos programas de imunização de mais de 80 países como estratégia de saúde pública, e já foram administrados milhões de doses desde o seu licenciamento, em 2006. Após esses anos todos de uso, os sistemas de vigilância dos países que a introduziram em seus programas mostram que ela é segura. Mas, como todo e qualquer produto imunobiológico (vacinas, medicamentos etc.), é claro que podemos eventualmente notar efeitos adversos. Nesse caso, observam-se reações consideradas, em sua maioria, leves – como dor no local da aplicação, inchaço e vermelhidão. Em raros casos, pode ocasionar dor de cabeça, febre de 38 ºC ou síncope (desmaios). Desde 2014, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina está disponível para meninas com idade entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. O esquema é de duas doses, administradas com intervalo de seis meses entre elas. Vale (muito!) a pena vacinar As análises de impacto da vacinação contra o HPV nos países pioneiros na sua introdução mostram uma redução significativa da incidência de verrugas e outras lesões anogenitais associadas a esse vírus. Por exemplo: na Austrália, observou-se diminuição de mais de 90% nos casos de verrugas genitais entre as mulheres da faixa etária incluída no programa de vacinação. Após vários anos de experiência em programas de imunização no mundo, a vacina de HPV se mostrou segura, e não associada a eventos adversos graves. A imunização das meninas e dos meninos no início da puberdade oferece a possibilidade de uma excelente resposta imune, uma característica natural entre indivíduos dessa faixa etária. Além disso, ao administrar a vacina em uma idade que precede àquela de risco de exposição ao HPV, seu efeito protetor é otimizado. O benefício nos parece, portanto, inquestionável, merecendo o total apoio da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Texto produzido pelo Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/vacina-contra-hpv-por-que-e-quando-meninas-e-meninos-devem-ser-vacinados/ Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi é professor de pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Publicado em 9/03/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Além de segura, a imunização contra essa infecção tem benefícios inquestionáveis

Por Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi para o site Saúde

O HPV (abreviação de papiloma vírus humano) é um vírus de alta contagiosidade, sendo o contato sexual o principal (mas não o único) meio de transmissão dessa infecção. Para ter ideia, estima-se que cerca de 50 a 70% das pessoas com atividade sexual irão, em algum momento de sua vida, infectar-se pelo HPV. Em uma pequena porcentagem dos que adquirem a infecção, o HPV pode provocar o aparecimento de lesões na pele e nas mucosas, as chamadas verrugas anogenitais (de aspecto parecido ao de uma couve-flor). O HPV é capaz, ainda, de provocar infecção persistente nos casos em que o organismo não consegue eliminá-lo espontaneamente.

cuncon | pixabay

Nesses indivíduos com infecção persistente por alguns tipos do vírus, existe o risco de desenvolvimento do câncer, com destaque para o tumor de colo de útero entre as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, trata-se do terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina (atrás apenas dos cânceres de mama e colorretal), e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Em 2018, as estimativas foram de 16.370 casos novos, e aproximadamente 5.700 mortes.

Importante salientar que as maiores incidências das doenças relacionadas à infecção pelo HPV ocorrem em adolescentes e mulheres jovens, pela maior suscetibilidade à infecção nessa idade. Isso porque, durante e logo após a puberdade, alterações que ocorrem no útero predispõem as meninas a um maior risco de infecção e de evolução para um tumor. Em estudo realizado no Reino Unido, 46% das adolescentes de 15 a 19 anos (média de 17 anos) com apenas um único parceiro sexual apresentavam evidência de infecção pelo HPV após três anos de seguimento.

Esses dados comprovam o conceito de que a infecção pelo HPV é frequente mesmo em meninas com apenas um parceiro, enfatizando a relevância da vacinação antes mesmo de a menina dar início a sua vida sexual, já que as vacinas de HPV são profiláticas (ou seja, preventivas), e não terapêuticas. Sua eficácia ideal ocorre se administrada, portanto, antes da exposição dos indivíduos ao HPV.

Quais são as reações observadas com a vacina?

A vacina de HPV faz parte dos programas de imunização de mais de 80 países como estratégia de saúde pública, e já foram administrados milhões de doses desde o seu licenciamento, em 2006.

Após esses anos todos de uso, os sistemas de vigilância dos países que a introduziram em seus programas mostram que ela é segura. Mas, como todo e qualquer produto imunobiológico (vacinas, medicamentos etc.), é claro que podemos eventualmente notar efeitos adversos. Nesse caso, observam-se reações consideradas, em sua maioria, leves – como dor no local da aplicação, inchaço e vermelhidão. Em raros casos, pode ocasionar dor de cabeça, febre de 38 ºC ou síncope (desmaios).

Desde 2014, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina está disponível para meninas com idade entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. O esquema é de duas doses, administradas com intervalo de seis meses entre elas.

Vale (muito!) a pena vacinar

As análises de impacto da vacinação contra o HPV nos países pioneiros na sua introdução mostram uma redução significativa da incidência de verrugas e outras lesões anogenitais associadas a esse vírus. Por exemplo: na Austrália, observou-se diminuição de mais de 90% nos casos de verrugas genitais entre as mulheres da faixa etária incluída no programa de vacinação. Após vários anos de experiência em programas de imunização no mundo, a vacina de HPV se mostrou segura, e não associada a eventos adversos graves.

A imunização das meninas e dos meninos no início da puberdade oferece a possibilidade de uma excelente resposta imune, uma característica natural entre indivíduos dessa faixa etária. Além disso, ao administrar a vacina em uma idade que precede àquela de risco de exposição ao HPV, seu efeito protetor é otimizado. O benefício nos parece, portanto, inquestionável, merecendo o total apoio da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

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Texto produzido pelo Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi para o site SAÚDE.
Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/vacina-contra-hpv-por-que-e-quando-meninas-e-meninos-devem-ser-vacinados/

Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi é professor de pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

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Publicado em 9/03/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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A caderneta de vacinação do seu filho está em dia? https://spsp.org.br/abril-azul-a-caderneta-de-vacinacao-do-seu-filho-esta-em-dia/ Thu, 19 Apr 2018 18:40:45 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2035 As vacinas são meio eficaz e seguro de proteção contra determinadas doenças. Elas são responsáveis por diversas melhorias na saúde, como o aumento da expectativa de vida nas últimas décadas e erradicação de diversas doenças, como a varíola, poliomielite, entre outras. Quem está vacinado tem maior capacidade de resistência na eventualidade de uma doença surgir, além de também proteger quem está ao redor. Portanto, é preciso que todos – em especial crianças e adolescentes – estejam com a caderneta de vacinação em dia. Peça orientação ao pediatra para saber quais as vacinas recomendadas e aproveite para colocar em dia a caderneta de vacinação de toda a família, crianças e adultos. Acesse o Calendário de Vacinação recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e peça orientação ao seu pediatra. ___ Coordenação do Pediatra Orienta Publicado em: 19/04/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

As vacinas são meio eficaz e seguro de proteção contra determinadas doenças. Elas são responsáveis por diversas melhorias na saúde, como o aumento da expectativa de vida nas últimas décadas e erradicação de diversas doenças, como a varíola, poliomielite, entre outras.

Quem está vacinado tem maior capacidade de resistência na eventualidade de uma doença surgir, além de também proteger quem está ao redor. Portanto, é preciso que todos – em especial crianças e adolescentes – estejam com a caderneta de vacinação em dia.

Peça orientação ao pediatra para saber quais as vacinas recomendadas e aproveite para colocar em dia a caderneta de vacinação de toda a família, crianças e adultos.

Acesse o Calendário de Vacinação recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e peça orientação ao seu pediatra.

whitesession | Pixabay

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Coordenação do Pediatra Orienta

Publicado em: 19/04/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Alterações no Calendário Público de Vacinação https://spsp.org.br/alteracoes-no-calendario-publico-de-vacinacao/ Thu, 07 Apr 2016 10:23:49 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=1124 Recentemente o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, divulgou as alterações dos calendários vacinais públicos do Brasil que entraram em vigor a partir de 2016. Devemos ter em mente que os calendários de vacinas devem ser dinâmicos e sempre estarem adequados à situação das doenças, mas podem mudar, ou devido à experiência acumulada com o uso das vacinas, que pode sinalizar para a necessidade de número ou intervalo de doses diferentes, ou ao surgimento de novas vacinas, sempre em busca de uma harmonização e uma adequada distribuição das mesmas durante a infância. As principais alterações nessas recomendações estão descritas abaixo: 1) Vacina hepatite B: passa a ser disponível gratuitamente para indivíduos de qualquer idade (vacinação universal) com o intuito de controlar essa importante doença em toda a população. A vacina já vinha sendo disponibilizada no calendário infantil, para gestantes e para adultos de até 49 anos. 2) Vacina meningite C: passa a ser recomendada para crianças menores de cinco anos (de até 4 anos e 11 meses). A vacina já vinha sendo aplicada em menores de dois anos. Além disso, a terceira dose passa dos 15 para os 12 meses de vida. 3) Vacina hepatite A: com o intuito de não se acumular muitas injeções aos 12 meses, a dose da vacina passa a ser aplicada aos 15 e não mais aos 12 meses de vida.Está disponível em toda a rede pública. 4) Vacina pneumocócica (conjugada 10 valente): a vacina era aplicada num esquema de três doses no primeiro ano de vida (2, 4 e 6 meses) e um reforço aos 12 meses = esquema 3+1, e a partir de agora passa a ser aplicada em duas doses (2 e 4 meses) com reforço aos 12 meses = esquema 2+1. Os estudos demonstraram uma efetividade muito semelhante entre os dois esquemas, com redução de número de casos e mortes em países que optaram por um ou outro calendário. Além disso, a vacina passa a ser recomendada para crianças menores de cinco anos (de até 4 anos e 11 meses). A vacina vinha sendo aplicada em menores de dois anos. 5) Vacina HPV: estudos demonstraram que a resposta imune à vacina HPV em meninas menores de 15 anos é muito semelhante quando se aplicam duas ou três doses. A partir daí, com o intuito de facilitar o acesso dos países à vacinação e permitir um maior número de meninas vacinadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a preconizar o esquema de duas doses com um intervalo de seis meses entre elas, e a própria bula da vacina considera este esquema alternativo como válido. 6) Vacina poliomielite: o PNI passa a disponibilizar a vacina inativada nas três primeiras doses, aos 2, 4 e 6 meses, mantendo o uso da vacina oral (Sabin) nos reforços de 15 meses e cinco anos. Esta alteração faz parte da estratégia global de eliminação da pólio que inclui a suspensão do uso da vacina de vírus vivos oral. A partir do segundo semestre o PNI também passará a utilizar uma vacina oral contendo dois e não mais três tipos do vírus da pólio (vacina oral bivalente), já que o tipo 2 já foi erradicado do planeta. Diferenças entre os calendários público e privado Embora o calendário de vacinação da criança, preconizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), hoje, seja muito semelhante ao disponibilizado pelo PNI, existem ainda algumas recomendações propostas pela SBP que diferem, seja pela inclusão de outras faixas etárias ou pelo número diferente de doses, além da recomendação de vacinas ainda não disponibilizadas na rede pública. ___ Relator: Dr. Renato Kfouri Departamento Científico de Infectologia da SPSP. Publicado em 7/03/2016. photo credit: Attila Barabás | Dreamstime.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

dreamstime_xs_46433096_PRecentemente o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, divulgou as alterações dos calendários vacinais públicos do Brasil que entraram em vigor a partir de 2016.

Devemos ter em mente que os calendários de vacinas devem ser dinâmicos e sempre estarem adequados à situação das doenças, mas podem mudar, ou devido à experiência acumulada com o uso das vacinas, que pode sinalizar para a necessidade de número ou intervalo de doses diferentes, ou ao surgimento de novas vacinas, sempre em busca de uma harmonização e uma adequada distribuição das mesmas durante a infância.

As principais alterações nessas recomendações estão descritas abaixo:

1) Vacina hepatite B: passa a ser disponível gratuitamente para indivíduos de qualquer idade (vacinação universal) com o intuito de controlar essa importante doença em toda a população. A vacina já vinha sendo disponibilizada no calendário infantil, para gestantes e para adultos de até 49 anos.

2) Vacina meningite C: passa a ser recomendada para crianças menores de cinco anos (de até 4 anos e 11 meses). A vacina já vinha sendo aplicada em menores de dois anos. Além disso, a terceira dose passa dos 15 para os 12 meses de vida.

3) Vacina hepatite A: com o intuito de não se acumular muitas injeções aos 12 meses, a dose da vacina passa a ser aplicada aos 15 e não mais aos 12 meses de vida.Está disponível em toda a rede pública.

4) Vacina pneumocócica (conjugada 10 valente): a vacina era aplicada num esquema de três doses no primeiro ano de vida (2, 4 e 6 meses) e um reforço aos 12 meses = esquema 3+1, e a partir de agora passa a ser aplicada em duas doses (2 e 4 meses) com reforço aos 12 meses = esquema 2+1. Os estudos demonstraram uma efetividade muito semelhante entre os dois esquemas, com redução de número de casos e mortes em países que optaram por um ou outro calendário. Além disso, a vacina passa a ser recomendada para crianças menores de cinco anos (de até 4 anos e 11 meses). A vacina vinha sendo aplicada em menores de dois anos.

5) Vacina HPV: estudos demonstraram que a resposta imune à vacina HPV em meninas menores de 15 anos é muito semelhante quando se aplicam duas ou três doses. A partir daí, com o intuito de facilitar o acesso dos países à vacinação e permitir um maior número de meninas vacinadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a preconizar o esquema de duas doses com um intervalo de seis meses entre elas, e a própria bula da vacina considera este esquema alternativo como válido.

6) Vacina poliomielite: o PNI passa a disponibilizar a vacina inativada nas três primeiras doses, aos 2, 4 e 6 meses, mantendo o uso da vacina oral (Sabin) nos reforços de 15 meses e cinco anos. Esta alteração faz parte da estratégia global de eliminação da pólio que inclui a suspensão do uso da vacina de vírus vivos oral. A partir do segundo semestre o PNI também passará a utilizar uma vacina oral contendo dois e não mais três tipos do vírus da pólio (vacina oral bivalente), já que o tipo 2 já foi erradicado do planeta.

Diferenças entre os calendários público e privado

Embora o calendário de vacinação da criança, preconizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), hoje, seja muito semelhante ao disponibilizado pelo PNI, existem ainda algumas recomendações propostas pela SBP que diferem, seja pela inclusão de outras faixas etárias ou pelo número diferente de doses, além da recomendação de vacinas ainda não disponibilizadas na rede pública.

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Relator:
Dr. Renato Kfouri

Departamento Científico de Infectologia da SPSP.

Publicado em 7/03/2016.
photo credit: Attila Barabás | Dreamstime.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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A SPSP recomenda a vacinação contra o HPV https://spsp.org.br/a-spsp-recomenda-a-vacinacao-contra-o-hpv/ Thu, 10 Sep 2015 14:48:47 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=970 A cada ano: • 5 mil mulheres brasileiras morrem de câncer de colo uterino, e • 15 mil novos casos são registrados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). 100% dos casos de câncer são causados pelos tipos 16 e 18 de HPV (papilomavirus humano) e o câncer de colo de útero é o 3° mais comum entre as mulheres brasileiras. Contudo, o HPV pode ser evitado pela vacina que é SEGURA e EFICAZ! Por isso, a Sociedade de Pediatria está apoiando a campanha da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) chamada onda contra o câncer. Visite o site da campanha: www.ondacontracancer.com.br. Participe e divulgue! #ondacontracancer #vacinaHPV]]>

QuadradoOnda4A cada ano:
• 5 mil mulheres brasileiras morrem de câncer de colo uterino, e
• 15 mil novos casos são registrados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA).

100% dos casos de câncer são causados pelos tipos 16 e 18 de HPV (papilomavirus humano) e o câncer de colo de útero é o 3° mais comum entre as mulheres brasileiras.

Contudo, o HPV pode ser evitado pela vacina que é SEGURA e EFICAZ!

Por isso, a Sociedade de Pediatria está apoiando a campanha da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) chamada onda contra o câncer. Visite o site da campanha: www.ondacontracancer.com.br. Participe e divulgue!

#ondacontracancer
#vacinaHPV

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HPV e câncer https://spsp.org.br/hpv-e-cancer/ Wed, 20 May 2015 19:15:16 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=917 O termo HPV vem de “Human Papillomavirus” (Papiloma vírus Humano), que infecta a pele e o revestimento interno de órgãos de mulheres e homens, sendo transmitido pelo contato sexual e, eventualmente, por outras vias como mãos, pele, toalhas, roupas íntimas ou ambientes contaminados, como banheiros e até salas de parto. Existem mais de 100 tipos de HPV conhecidos: os oncogênicos, relacionados aos cânceres e outros relacionados às verrugas genitais, que também são importantes. São reconhecidos vários tipos de câncer relacionados ao HPV: no sexo feminino o câncer de colo de útero, ânus, vagina, vulva, boca e garganta e no sexo masculino o câncer de pênis, ânus, boca e garganta. Qualquer um pode entrar em contato com HPV. Estudos internacionais mostram que o risco de uma pessoa que tenha atividade sexual contrair HPV é de 50%, portanto, muitos entrarão em contato com o vírus em algum momento da vida. O principal grupo de risco para contrair HPV são os adolescentes, dados estes confirmados em levantamentos feitos pelo Ministério da Saúde, o qual mostrou que adolescentes tem risco três vezes maior de contrair o vírus, o que torna esta faixa etária a população mais vulnerável ao HPV. Felizmente agora temos um aliado na prevenção e combate a estes tipos de doenças que é a vacina contra o HPV, cujos estudos mundiais mostram ser extremamente eficaz e segura. A vacina já está disponível há alguns anos e, a partir de 2014, foi incluída no calendário vacinal brasileiro. A vacina está indicada para a faixa entre 9 e 26 anos de idade, tanto para meninas como para meninos. A vacina disponível na rede pública é a Quadrivalente (que contempla os sorotipos relacionados aos cânceres e verrugas genitais) e até o momento está disponível somente para as meninas entre 9 e 13 anos (2014: 11 a 13 anos; 2015: 9 a 11 anos). O esquema da vacinação recomendado e de três doses (0, 2 e 6 meses). O Ministério da Saúde implantou um esquema alternativo de 0, 6 meses e 5 anos. A eficácia da vacina depende do esquema completo de três doses. O início da campanha foi um sucesso, com ampla cobertura vacinal na primeira dose o que, infelizmente, não está acontecendo com a segunda dose, ou por esquecimento, ou por medo em relação a possíveis efeitos adversos da vacina. Esclarecemos que tal medo não procede, uma vez que vários estudos mostram a segurança da vacina, que tem raros efeitos adversos comprovados. Recentemente, foram veiculados pela mídia casos de possíveis efeitos adversos que ocorreram com meninas na baixada santista. Porém, após exaustiva análise, eles não mostraram relação com a vacina. Portanto, não deixem de completar o esquema vacinal. A própria Organização Mundial da Saúde ressalta que a vacinação contra HPV é a principal forma de prevenção em jovens de 9 a 13 anos de idade, tanto para meninas como para meninos. Até o momento a vacinação para meninos só está disponível na rede privada, mas é de extrema importância que eles também sejam vacinados.                   http://portalarquivos.saude.gov.br/campanhas/hpv/ ___ Relator: Carlos A. Landi Departamento Científico de Adolescência da SPSP. Publicado em 20/05/2015. photo credit: Phil Date | Dreamstime Stock Photos Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

O termo HPV vem de “Human Papillomavirus” (Papiloma vírus Humano), que infecta a pele e o revestimento interno de órgãos de mulheres e homens, sendo transmitido pelo contato sexual e, eventualmente, por outras vias como mãos, pele, toalhas, roupas íntimas ou ambientes contaminados, como banheiros e até salas de parto. Existem mais de 100 tipos de HPV conhecidos: os oncogênicos, relacionados aos cânceres e outros relacionados às verrugas genitais, que também são importantes. São reconhecidos vários tipos de câncer relacionados ao HPV: no sexo feminino o câncer de colo de útero, ânus, vagina, vulva, boca e garganta e no sexo masculino o câncer de pênis, ânus, boca e garganta.

Qualquer um pode entrar em contato com HPV. Estudos internacionais mostram que o risco de uma pessoa que tenha atividade sexual contrair HPV é de 50%, portanto, muitos entrarão em contato com o vírus em algum momento da vida. O principal grupo de risco para contrair HPV são os adolescentes, dados estes confirmados em levantamentos feitos pelo Ministério da Saúde, o qual mostrou que adolescentes tem risco três vezes maior de contrair o vírus, o que torna esta faixa etária a população mais vulnerável ao HPV.

Felizmente agora temos um aliado na prevenção e combate a estes tipos de doenças que é a vacina contra o HPV, cujos estudos mundiais mostram ser extremamente eficaz e segura. A vacina já está disponível há alguns anos e, a partir de 2014, foi incluída no calendário vacinal brasileiro. A vacina está indicada para a faixa entre 9 e 26 anos de idade, tanto para meninas como para meninos. A vacina disponível na rede pública é a Quadrivalente (que contempla os sorotipos relacionados aos cânceres e verrugas genitais) e até o momento está disponível somente para as meninas entre 9 e 13 anos (2014: 11 a 13 anos; 2015: 9 a 11 anos).

O esquema da vacinação recomendado e de três doses (0, 2 e 6 meses). O Ministério da Saúde implantou um esquema alternativo de 0, 6 meses e 5 anos. A eficácia da vacina depende do esquema completo de três doses. O início da campanha foi um sucesso, com ampla cobertura vacinal na primeira dose o que, infelizmente, não está acontecendo com a segunda dose, ou por esquecimento, ou por medo em relação a possíveis efeitos adversos da vacina. Esclarecemos que tal medo não procede, uma vez que vários estudos mostram a segurança da vacina, que tem raros efeitos adversos comprovados. Recentemente, foram veiculados pela mídia casos de possíveis efeitos adversos que ocorreram com meninas na baixada santista. Porém, após exaustiva análise, eles não mostraram relação com a vacina.

Portanto, não deixem de completar o esquema vacinal. A própria Organização Mundial da Saúde ressalta que a vacinação contra HPV é a principal forma de prevenção em jovens de 9 a 13 anos de idade, tanto para meninas como para meninos. Até o momento a vacinação para meninos só está disponível na rede privada, mas é de extrema importância que eles também sejam vacinados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

http://portalarquivos.saude.gov.br/campanhas/hpv/

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Relator:
Carlos A. Landi
Departamento Científico de Adolescência da SPSP.

Publicado em 20/05/2015.
photo credit: Phil Date | Dreamstime Stock Photos

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Infecção pelo HPV e imunização https://spsp.org.br/infeccao-pelo-hpv-e-imunizacao/ Mon, 05 May 2014 03:40:00 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=615 O câncer de colo de útero é o terceiro mais frequente entre as mulheres brasileiras, ficando atrás somente do câncer de mama e do coloretal. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que 18 mil novos casos sejam diagnosticados por ano em nosso país, infelizmente com alta mortalidade. A infecção causada por alguns tipos de vírus HPV (papiloma vírus humano) está intimamente relacionada com o aparecimento de lesões precursoras do câncer, que podem evoluir, em estágios mais avançados, para tumores invasivos de colo uterino, de vagina, pênis, ânus e outros tumores de cabeça e pescoço. Portanto, prevenir essas infecções resultará na redução do número de casos de câncer. Existem outros tipos de HPV causadores de lesões benignas, conhecidas como verrugas genitais, às vezes de difícil tratamento e recorrentes. Contamos com vacinas eficazes e seguras para a prevenção da infecção e das doenças associadas ao HPV, incorporadas já há alguns anos nos programas de imunização de vários países. A partir de março deste ano as meninas brasileiras de 11 a 13 anos terão a oportunidade de receber a imunização na rede pública do Brasil. No ano que vem serão vacinadas as meninas de 9 a 11 anos e a partir de 2016 mantida a vacinação para as meninas de 9 anos. Um avanço enorme na prevenção desta doença que anualmente faz mais de 5000 vítimas fatais no nosso País. A vacinação das meninas no início da puberdade oferece a possibilidade de uma excelente resposta imune, característica deste grupo etário, além de permitir a otimização da proteção da vacina ao administrá-la em uma idade que precede a idade de risco de exposição ao HPV. A vacina contempla quatro dos principais tipos do HPV (quadrivalente) e deverá ser aplicada no esquema de três doses, sendo a segunda dose seis meses após a primeira e a terceira, cinco anos depois. As milhões de doses já aplicadas em todo o mundo atestam a segurança e a eficácia das vacinas hoje disponíveis. Países como Austrália, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, entre vários outros, já introduziram a vacina em seus programas públicos de imunização e hoje já colhem bons resultados da prevenção. Por exemplo, na Austrália observou-se redução de mais de 90% nos casos de verrugas genitais entre as meninas e mulheres incluídas no programa de vacinação. Temos absoluta convicção de que a melhor estratégia para diminuir o impacto do câncer de colo de útero é a combinação da prevenção primária (vacina) – forma mais eficiente de evitar a infecção – com a secundária, que detecta as lesões de colo já instaladas (papanicolau), permitindo um tratamento oportuno. O exame preventivo e o uso de preservativos nas relações sexuais não poderão jamais ser abandonados! ___ Relatores: Dra. Silvia R. Marques Dra. Helena Sato Dr. Renato Kfouri Dr. Marco Aurélio Sáfadi Departamento Científico de Infectologia da SPSP Publicado em 5/05/2014. photo credit: Phil Date | Dreamstime Stock Photos Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Beauty 11O câncer de colo de útero é o terceiro mais frequente entre as mulheres brasileiras, ficando atrás somente do câncer de mama e do coloretal. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que 18 mil novos casos sejam diagnosticados por ano em nosso país, infelizmente com alta mortalidade.

A infecção causada por alguns tipos de vírus HPV (papiloma vírus humano) está intimamente relacionada com o aparecimento de lesões precursoras do câncer, que podem evoluir, em estágios mais avançados, para tumores invasivos de colo uterino, de vagina, pênis, ânus e outros tumores de cabeça e pescoço. Portanto, prevenir essas infecções resultará na redução do número de casos de câncer.

Existem outros tipos de HPV causadores de lesões benignas, conhecidas como verrugas genitais, às vezes de difícil tratamento e recorrentes.

Contamos com vacinas eficazes e seguras para a prevenção da infecção e das doenças associadas ao HPV, incorporadas já há alguns anos nos programas de imunização de vários países.

A partir de março deste ano as meninas brasileiras de 11 a 13 anos terão a oportunidade de receber a imunização na rede pública do Brasil. No ano que vem serão vacinadas as meninas de 9 a 11 anos e a partir de 2016 mantida a vacinação para as meninas de 9 anos. Um avanço enorme na prevenção desta doença que anualmente faz mais de 5000 vítimas fatais no nosso País.

A vacinação das meninas no início da puberdade oferece a possibilidade de uma excelente resposta imune, característica deste grupo etário, além de permitir a otimização da proteção da vacina ao administrá-la em uma idade que precede a idade de risco de exposição ao HPV. A vacina contempla quatro dos principais tipos do HPV (quadrivalente) e deverá ser aplicada no esquema de três doses, sendo a segunda dose seis meses após a primeira e a terceira, cinco anos depois.

As milhões de doses já aplicadas em todo o mundo atestam a segurança e a eficácia das vacinas hoje disponíveis. Países como Austrália, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, entre vários outros, já introduziram a vacina em seus programas públicos de imunização e hoje já colhem bons resultados da prevenção. Por exemplo, na Austrália observou-se redução de mais de 90% nos casos de verrugas genitais entre as meninas e mulheres incluídas no programa de vacinação.

Temos absoluta convicção de que a melhor estratégia para diminuir o impacto do câncer de colo de útero é a combinação da prevenção primária (vacina) – forma mais eficiente de evitar a infecção – com a secundária, que detecta as lesões de colo já instaladas (papanicolau), permitindo um tratamento oportuno. O exame preventivo e o uso de preservativos nas relações sexuais não poderão jamais ser abandonados!

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Relatores:
Dra. Silvia R. Marques
Dra. Helena Sato
Dr. Renato Kfouri
Dr. Marco Aurélio Sáfadi
Departamento Científico de Infectologia da SPSP

Publicado em 5/05/2014.
photo credit: Phil Date | Dreamstime Stock Photos

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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