união – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 10 Jun 2022 12:20:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png união – SPSP https://spsp.org.br 32 32 A vovó já sabia! https://spsp.org.br/a-vovo-ja-sabia/ Fri, 25 Mar 2022 12:42:29 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=31731 É no mundo do “faz de conta” que a criança “dá conta” do mundo real que a acolhe. Avós e avôs utilizam com frequência a famigerada expressão: ¨no meu tempo” para iniciar a descrição de fatos, narrativas e para se contrapor aos usos.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 25/03/2022


É no mundo do “faz de conta” que a criança “dá conta” do mundo real que a acolhe.

Avós e avôs utilizam com frequência a famigerada expressão: ¨no meu tempo” para iniciar a descrição de fatos, narrativas e, em especial, para se contrapor aos usos e costumes do momento.

Então, naqueles tempos idos se dizia que meninas brincavam com bonecas e meninos com bolas, meninas vestiam rosa, meninos vestiam azul, meninas faziam ballet e meninos judô. Nos dias de hoje, todos podem brincar com bonecas, jogar futebol ou praticar qualquer esporte. Ninguém se espantou quando, no intervalo de uma competição nas Olimpíadas de Tóquio, o atleta britânico de saltos ornamentais, Tom Daley, tricotava esperando sua vez para entrar na competição. A nossa “Fadinha”, a maranhense Rayssa Leal, invadiu o território dos moleques e deu um show no skate, tonando-se a brasileira mais jovem a receber uma medalha olímpica (de prata), com seus 13 anos, seis meses e 22 dias de idade.

“Os tempos são outros”, diria a vovó. No entanto, ela sabe que algumas coisas continuam semelhantes e igualmente necessárias, porque desempenham um papel importante para as crianças – é o caso do brincar. Fiquemos com as bonecas para elucidar este tema.

A origem das bonecas remonta à civilização Babilônica, atravessa os séculos desde o Egito, Roma, Grécia Antiga, Japão e China. A boneca de pano é a forma mais simples de confecção. Outros materiais foram utilizados: madeira, marfim, como a boneca Crepereia Tryphaena (séc II d.C), cobre, ferro, porcelana, até chegarmos nas bonecas modernas feitas de vinil ou PVC. De todas as cores, tamanhos, estilos, com os incontáveis adereços e acessórios, algumas parecendo ser de “carne e osso”.

O velho carpinteiro italiano Geppetto fez um boneco de madeira chamado Pinóquio, o qual é trazido à vida pela Fada Azul.

A boneca Emília nasceu, em 1920 (102 anos), boneca de pano, feita por Tia Nastácia para a menina Narizinho e que ganhou vida na história criada por Monteiro Lobato para a série Sítio do Picapau Amarelo. Nasceu muda e foi curada pelo Dr. Caramujo, que lhe receitou uma “pílula falante” que fez a boneca desembestar a falar. No conto ‘A reforma da Natureza’, Emília inventa o “livro comestível”: “(…) Em vez de impressos em papel de madeira, que só é comestível para o caruncho, eu farei os livros impressos em um papel fabricado de trigo e muito bem temperado. (…) O leitor vai lendo o livro e comendo as folhas, lê uma, rasga-a e come. Quando chega ao fim da leitura, está almoçado ou jantado.” Através da falante boneca Emília, Lobato expressa a ideia de leitura prazerosa que alimenta, incorpora-se ao nosso ser, a nossa personalidade e vai nos moldando. 

A boneca é a representação simbólica do ser humano e permite assumir muitos papéis: o de mãe, irmã, avó, tia, professora… Segundo Piaget (1997): “se a criança recria o que vive, ela recria também o afeto que recebe e assume o papel dos cuidadores” – ou seja, ao brincar de boneca a criança exercita o afeto e todo esse processo a ajuda a estreitar relações de cuidado e respeito.

Brincar de boneca desenvolve empatia e habilidades de interação social que repercutirão em diversos comportamentos futuros. É nesse momento da vida que muitas habilidades cognitivas e sociais são formadas.

Muito além de ser um simples brinquedo, as brincadeiras com bonecos e bonecas ajudam a criança a ajustar aspectos emocionais e compreender conflitos do cotidiano.

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: panther media seller | depositphotos.com

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01/03 – Dia Mundial de Zero Discriminação https://spsp.org.br/01-03-dia-mundial-de-zero-discriminacao/ Fri, 25 Feb 2022 16:34:17 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=31427 O Dia Mundial de Zero Discriminação, em 1° de março, marca a data da luta contra o racismo, a discriminação na escola, no trabalho e em outras atividades que possam reduzir a capacidade de participação plena.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 25/02/2022


O Dia Mundial de Zero Discriminação, celebrado em 1° de março, marca a data da luta contra o racismo, a discriminação na escola, no trabalho e em outras atividades que possam reduzir a capacidade de participação plena e significativa da população na sociedade.

Afirmamos aqui o direito de todas as pessoas, não importando sua origem, idade, raça, etnia, religião, deficiência, orientação sexual, identidade de gênero, ocupação, renda e outros a uma vida plena, digna e produtiva. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, já consagrou que todas as pessoas são iguais, em dignidade e valor, sem estigmas ou discriminações.

E não podemos falar de discriminação sem nos referir às desigualdades, por estarem intimamente conectadas. A discriminação, seja ela estrutural ou social, pode levar à muitas desigualdades, sejam relacionadas à saúde, educação, renda, emprego e justiça e às próprias desigualdades também podem levar ao estigma e à discriminação.

Em 2015, os Estados membros da Organização das Nações Unidas (ONU) – são 193, incluindo o Brasil – comprometeram-se a trabalhar para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) num plano de ação global para eliminar a pobreza extrema, a fome, oferecer educação de qualidade ao longo da vida para todos, proteger o planeta e promover sociedades pacíficas e inclusivas até 2030. Cumprir a promessa de combater a desigualdade salvará milhões de vidas e beneficiará a sociedade como um todo. Para fazer isso, devemos enfrentar a discriminação em todas as suas formas.

E quais são os principais fatos sobre a discriminação?
(Adaptado de UNAIDS)

1. A discriminação é o tratamento negativo de uma pessoa ou de um grupo de pessoas com base em: gênero, raça, etnia ou nacionalidade, religião, deficiência, orientação sexual, classe social, idade, estado civil, responsabilidades familiares;

2. Cento e trinta milhões de meninas entre seis e 17 anos de idade estão fora da escola e 15 milhões de meninas em idade para frequentar o ensino fundamental nunca entrarão em uma sala de aula, metade das quais vivem na África Subsaariana. Mantê-las na escola beneficia não só a elas como suas famílias e suas comunidades e, no entanto, quase quatro em cada 10 alunas são ridicularizadas por serem mulheres;

3. De 143 economias, quase 90% tem pelo menos uma barreira legal que restringe as oportunidades econômicas das mulheres e 79 países têm leis que restringem o tipo de empregos que as mulheres podem ter. A discriminação contra as mulheres afeta a produção de alimentos, uma vez que representam 43% da força de trabalho agrícola em países em desenvolvimento e apenas 5% podem ter acesso a serviços de consultoria agrícola;

4. Mais de um bilhão de pessoas vivem com alguma forma de deficiência – são mais propensas a terem serviços de saúde negados e reportam maus-tratos por parte da equipe de saúde;

5. Três das doenças transmissíveis mais fatais do mundo – malária, HIV e tuberculose – afetam desproporcionalmente as populações mais pobres e são agravadas por outras desigualdades, como: gênero, idade, orientação sexual, identidade de gênero e situação migratória;

6. O estigma e a discriminação em relação às populações-chave são reforçados por leis penais e outras barreiras estruturais, que alimentam a violência, a exploração e o clima de medo;

7. Quase 30% das mulheres sofreram violência física ou sexual por um parceiro íntimo pelo menos uma vez na vida;

8. Todas as pessoas são iguais perante a lei e têm direito à proteção da lei sem discriminação.

Não podemos alcançar o desenvolvimento sustentável e tornar o planeta melhor se os direitos de todos não forem protegidos, se seguirem excluídos da chance de uma vida melhor, se não nos atentarmos aos desfavorecidos e marginalizados, se não denunciarmos a discriminação, se não trabalharmos para reduzir as desigualdades. No mundo globalizado de hoje a desigualdade afeta a todos nós, não importa quem somos ou de onde viemos.

Saiba mais:

UNICEF.

ONU.

Dia Mundial de Zero Discriminação.

DIA MUNDIAL DO ELOGIO E ZERO DISCRIMINAÇÃO.

Relatora:
Renata D Waksman
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: rawpixel | depositphotos.com

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O que a vovó diria sobre saudade? https://spsp.org.br/o-que-a-vovo-diria-sobre-saudade/ Wed, 02 Feb 2022 15:16:02 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=31120 O mês de janeiro tem o seu nome ligado à mitologia latina. Vem de Juno, um deus que tinha duas faces, uma voltada para trás e a outra para frente. Fica bem esse nome para esse mês, afinal Janeiro começa um ano (olhando para o futuro), mas encerra outro.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 02/02/2022


Episódio 9: O que a vovó diria sobre saudade?

O mês de janeiro tem o seu nome ligado à mitologia latina. Vem de Juno, um deus que tinha duas faces, uma voltada para trás e a outra para frente. Fica bem esse nome para esse mês, afinal Janeiro começa um ano (olhando para o futuro), mas encerra outro.

Dito isto, não é estranho que se comemore em Janeiro o “Dia da Saudade” e a vovó fica nostálgica.

O escritor Rubem Alves disse que “A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou”. Este bolso é especial, onde se guardam rostos, paisagens, cheiros, circunstâncias, sentimentos…

Mia Couto, escritor moçambicano, ao se referir à saudade, diz: “Saudade de um tempo? Tenho saudade é de não haver tempo.”

Mas, para este espaço atenho-me a dizer que feliz é o adulto que tem saudade da época da infância, porque significa que quando criança colecionou momentos intensos de alegria, de fantasias, de descobertas, de traquinices, de ternura, de prazer imenso.

Saudade da infância é o que desejamos que nossos filhos venham a sentir. Devíamos nos lembrar disso todos os dias enquanto somos pais e mães dessas criaturinhas que teimam em crescer, para depois deixar-nos com saudades do tempo em que podíamos brincar com elas, carregá-las no colo e tínhamos a impressão de que podíamos controlá-las e de que éramos tudo que elas precisavam.

Fontes:

Rubem Alves:  Crônica Simplicidade e Sabedoria. Acesso em: https://rascunhosemvida.blogspot.com/2010/12/simplicidade-e-sabedoria-por-rubem.html

Mia Couto: O Ultimo Voo do Flamingo. Acesso em: https://citacoes.in/autores/mia-couto/tempo/

Relator:
Fernando M F Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: ​gekaskr | depositphotos.com

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Toda criança tem direito a um futuro! https://spsp.org.br/toda-crianca-tem-direito-a-um-futuro/ Mon, 06 Dec 2021 17:58:13 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=30672 O nascimento de uma criança é antes de tudo um sopro de esperança para a humanidade. Mais uma oportunidade de renovação e criatividade. Cada criança traz em si um vir-a-ser de novidades. Na diversidade é que há renovação.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 06/12/2021


O nascimento de uma criança é antes de tudo um sopro de esperança para a humanidade. Mais uma oportunidade de renovação e criatividade. Cada criança traz em si um vir-a-ser de novidades. Na diversidade é que há renovação.

Sim, toda criança tem direito a um futuro.

Que futuro? Aquele que lhe é possível, dado pelo potencial inato que carrega em si.

Do que depende esse futuro? Do desenvolvimento pleno de cada etapa do seu crescimento e de sua maturação.

Quais os determinantes dessa construção de futuro? Acolhimento, amor, cuidado, oportunidades, educação, proteção, saúde.

Na dependência de quem este futuro está?  Da cota de responsabilidades partilhada pela família original, pelo Estado, pela Sociedade.

Cada uma no seu papel: singular e intransferível.

Como essas tarefas podem ser perceptíveis no dia a dia? Em um pré-natal efetivo, numa atenção ao parto adequada, em um acompanhamento médico periódico, na prevenção de doenças pela vacinação, na escola acolhedora, desafiadora e estimulante, na oportunidade de emprego, na justiça social, na distribuição das riquezas e oportunidades, na inclusão, no tratamento equânime dos recursos, num arcabouço jurídico protetor de direitos, num ambiente natural sustentável.

Qual o papel dos pediatras nessa construção? Ser um dos guardiões desse futuro.

Estamos num limiar, quase transpondo a demarcação de um novo mundo pós-pandêmico. Há um futuro pela frente. Nossas crianças necessitam que as capacitemos com um “kit” mínimo de habilidades pessoais: elas precisam de confiança, da sensação de proteção e cuidado, de metas para alcançar que valham à pena perseguir… Crianças precisam de sonhos, de utopias.  

Precisamos contar mais histórias fantásticas nas quais o possível não é contido pelo real imanente, mas pelo desejo, pelos afetos, pela beleza, pela arte, pela poesia, pela exuberância da natureza, pela simplicidade.

#Esperançar.

Esperançar é verbo. Não é atitude passiva de esperar, antes é ação que busca promover a realização do que se espera alcançar.

Bora!

Relator
Fernando M F Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: hay dmitriy | depositphotos.com

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O que a vovó nunca disse https://spsp.org.br/o-que-a-vovo-nunca-disse/ Wed, 20 Oct 2021 17:20:46 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=30112 Com certeza a vovó nunca disse algumas das expressões que crianças e adolescentes vêm usando atualmente; se usou, foi em sentido completamente diferente do entendido hoje. É um novo léxico, que necessita ser compreendido pelos pais.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 20/10/2021


Episódio 7: O que a vovó nunca disse

PPRT: Abreviação para “papo reto”

Com certeza a vovó nunca disse algumas das palavras e expressões que crianças e adolescentes vêm usando atualmente; se usou, foi em sentido completamente diferente do entendido hoje. É um novo léxico, que necessita ser decodificado, compreendido por pais e adultos, para que possa haver uma comunicação adequada com as novas gerações. A língua é viva. Muda com o tempo. É necessário imergir nesse “dicionário” sem preconceito de nenhuma espécie. Mesmo sabendo de sua efemeridade, pode cair em desuso rapidamente, dando lugar a novas expressões, hashtags, etc.

Este texto nasceu motivado por uma mãe preocupada com a notícia de que na escola da filha de 7 anos estava tendo um tal de “crush”.  Bora! TMJ: “tamo junto”. Vamos a esse novo dicionário.

Azaração: ação ou tentativa de buscar companhia amorosa. Exemplo: “aquele bar virou ponto de azaração.”

Anotado, amore: equivale a um desprezo, demonstrando que a pessoa não se importa com a opinião que acaba de ouvir. Exemplo de diálogo: – “Você precisa mudar o visual logo.”  – “Ok, anotado amore.”

Biscoiteiro: é uma pessoa que posta algo para chamar mais atenção. A gíria “dar biscoito” pode ser utilizada como elogio ou como deboche, por meio de curtidas ou comentários, para responder às famosas pessoas biscoiteiras. Exemplos: “Olha lá a foto que postou, vou dar o biscoito que tá pedindo.”

BFF: “Best Friend Forever” – Declaração de amizade.

BV, BVL: “Boca Virgem”, aquele(a) que ainda não deu um beijo de boca ou beijo de língua.

Bolado: surpreso e confuso com determinada atitude ou reação de outrem; aborrecido, chateado. Exemplo: “ficou bolado com o fora que levou.”

Colar/constar: ir em algum lugar. Exemplo: – “Quer constar numa festa hoje?”

Cringe: gíria usada para mencionar ou lembrar de uma situação extremamente constrangedora e embaraçosa, referente à “vergonha alheia”. Exemplo: “Vamos mudar de assunto. Essa história é cringe.

Crush: palavra de origem inglesa que quer dizer “esmagar”. Como gíria é usada para se referir a uma pessoa por quem se está apaixonado(a) ou se sente atraído(a) ou que gostaria muito que fosse seu amigo(a). Substitui o bom e velho “paquera”. Exemplo: “Ele é meu crush da escola.”

Deitou/deitei: fazer uma coisa muito bem. Exemplo: – “Deitei na prova de Matemática.”

Fail: como a própria tradução em inglês diz, fail é o termo utilizado para dizer que algo não deu certo e a pessoa não conseguiu fazer aquilo que desejava. Exemplo: “Estudei muito para a prova, mas foi um fail!

Floppar: flip, em inglês, significa virar, tombar. Ou seja, “algo deu errado ou deu ruim”. Equivale a gíria tradicional “dançou/dancei”, “me dei mal” ou até mesmo “lascou”. Exemplo: “Ia pra festa ontem, aí choveu e flopou.”

Hype: gíria para dizer que algo está em alta, com muitos comentários e que chama muita atenção. É utilizada, principalmente, para falar sobre moda, séries, músicas e filmes. Exemplos: “Eu estou muito hypado naquela série.” ou “Você está no hype com esse tênis!”

Jantar/jantou: termo utilizado para dizer que uma pessoa respondeu à altura para alguém, ou seja, que verdades foram ditas e muitos concordaram com aquela opinião. Exemplo: “E aquele post? Jantou os preconceituosos!”

Laje: uma coisa ruim/difícil. Exemplo de um diálogo: – “Pode vir aqui em casa hoje? – Laje piá, não rola.”

Mec: algo que foi muito legal. Exemplo – “Essa festa foi Mec.”

PPRT: abreviação para “papo reto.”

Shippar: derivado da palavra inglesa “relationship”, que significa “relacionamento”. A gíria é muito utilizada na internet com o significado de aproximar um casal, ato normalmente representado por uma hashtag e a fusão dos nomes de quem se desejar juntar.

Stalker: stalkear em inglês tem o significado de perseguidor ou caçador. Virou sinônimo de “observar de maneira frenética” tudo que uma pessoa posta nas redes sociais – especialmente no Facebook e Instagram. Exemplo: “Já sei tudo sobre ele; estou sempre stalkeando suas páginas nas redes sociais.”

Suave: tudo bem?

Tô Pistola: essa gíria surgiu para abordar situações que deixam as pessoas irritadas. Alguém perde a razão, fica bravo e, por qualquer motivo, fica “pistola”, na linguagem dos jovens. Exemplo: “Nossa, hoje ele tá pistola.”

Tá na Disney: expressão equivalente a famosa gíria “pirando na batatinha” ou “viajando na maionese”, ou seja, indica que a pessoa fala ou faz algo fora da realidade ou está equivocada em alguma informação. Exemplo: “Meus pais estão na Disney achando que eu não vou à festa!”

Trollar: gíria que indica quando alguém vai tirar sarro de outra pessoa. Exemplo: “Vamos trollar meu irmão e esconder seu celular?”

Um nojo: utilizado normalmente para expressar repúdio a algo ou a alguém, o termo “nojo” virou uma gíria muito popular entre os jovens como um autoelogio em tom de deboche.  Exemplo: “Nossa, hoje eu tô um nojo de linda.”

Vem de Zap: surgiu nas comunicações da internet como forma de pedir o contato de WhatsApp, com o objetivo de iniciar uma conversa, quase sempre com intenções amorosas. Substitui o velho “passa seu contato” ou “me passa seu telefone”. Exemplo: “E aí bebê, vem de Zap.”

 

Fontes e saiba mais:

  1. Ribeiro SN. Um estudo sobre o vocabulário das revistas destinadas a adolescentes. Disponível em: http://www.filologia.org.br/viicnlf/anais/caderno06-22.html
  2. Gíria adolescente. Disponível em:  https://por.psychology-ifk.com/teen-slang-76904?__cf_chl_jschl_tk__=pmd_2d2e2496482a546b560719ef4b19214b97c71a5c-1633734143-0-gqNtZGzNAg2jcnBszQc6
  3. Memes, hashtags, siglas e gírias da internet – conheça as 60 mais. Julho 2020 Disponível em: https://www.pravaler.com.br/memes-hashtags-siglas-e-girias-da-internet-conheca-as-60-mais-populares/

 

Relator:
Fernando M F Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: fizkes | depositphotos.com

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Vovó pop-it https://spsp.org.br/vovo-pop-it/ Mon, 18 Oct 2021 15:25:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=30060 No tempo da vovó parece que criança não tinha estresse ou direito ao tédio. As suas missões eram estudar e brincar. O “dinheiro curto” da família não era um impedimento para brincar: se não dá pra comprar uma “pipa”, faz de jornal uma “capucheta”.]]>

Episódio 6: Vovó pop-it

“Vai brincar menino”. “Faça alguma coisa”. “Cabeça vazia é oficina do diabo”

No tempo da vovó parece que criança não tinha estresse ou direito ao tédio. As suas missões eram estudar e brincar. O “dinheiro curto” da família não era um impedimento para brincar:  

– Se não dá pra comprar uma “pipa”, faz de jornal uma “capucheta”;

– se não tem patinete, faz carrinho de rolimã – basta uma tábua, duas traves de madeira mais grossa e duas rolimãs que podem ser encontradas em qualquer oficina da esquina – é só procurar;

– uma bola de tênis já gasta, três pedaços de madeira apoiados uns nos outros, em posição vertical, pronto… está feito o jogo de “taco”.

Uma lata vazia, uma caixa de papelão, tudo pode virar brinquedo na imaginação da criança. Pintar na calçada, com giz branco ou amarelo, uma sequência para pular amarelinha.    

Quem não aproveitou uma embalagem de papel bolha para estourar e ouvir aquele “Poc-poc” delicioso? Crianças e adultos disputavam esse brinquedinho improvisado.

Hoje em dia esse brinquedo ganhou sofisticação e está servindo para movimentar o mercado de brinquedos. O pop-it é um sucesso de vendas após viralizar na internet, principalmente em aplicativos como o TikTok. Tornou-se a febre do momento, principalmente entre as crianças. O objeto é uma peça de silicone que imita um plástico-bolha: é cheio de bolinhas que, ao serem apertadas, fazem um leve barulho que soa como “pop”.

O brinquedo conta com diferentes formatos e cores, bem atrativos. A novidade faz parte de uma categoria denominada “fidget toys”, que significa “brinquedos de inquietação” ou “brinquedos sensoriais”.

Além do barulhinho, pode ter outras utilidades: ocupa a criança, retira-a do mundo virtual, acalma, estimula a coordenação motora fina, o raciocínio, a agilidade e a criatividade na interação com outras crianças.

Qualquer brinquedo, quando compartilhado ou brincado em grupo, pode estimular a competição. Aí entra um estresse bom: “quem estoura as bolinhas primeiro? Agora usando três dedos?  Só pode estourar as bolinhas azuis: quem estourar as de outra cor perde”… e assim vai. O lúdico estimula o espírito competitivo, aguça a criatividade, ultrapassando fronteiras. Pode ser utilizado como um artefato pedagógico em questões de contagem, padrões, agrupamentos, etc.

Esse brinquedo surgiu durante a pandemia, quando as crianças estavam confinadas dentro de casa, sofrendo de ansiedade, de tédio, da falta da companhia dos amigos e da interação social. Ouviram muitas vezes a palavra “morte”: o mundo real se tornou assustador, asfixiante. Brincar, além de ser uma válvula de escape, tornou-se uma maneira de organizar as ideias.

Quem diria que o “Poc-poc” seria tão divertido e tão importante?

O que é um brinquedo estimulante? O que é um brinquedo sem graça?

Só a criança tem a resposta. Há brinquedos caros e sofisticados que perdem a graça no primeiro dia de uso e outros, mais baratos, que jamais deixam de serem buscados e manipulados.

O “Poc-poc” de hoje tem sua aplicação especial para o momento. Amanhã…bem, amanhã é outro dia. As crianças vão descobrir o que lhes dá prazer, o que as faz felizes e empolgadas com alguma coisa.

Relator:
Fernando M F Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: wavebreakmedia | depositphotos.com

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