tratamentos – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 12 Feb 2026 19:08:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png tratamentos – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Câncer infantil: diagnóstico precoce promove taxas de cura elevadas https://spsp.org.br/cancer-infantil-diagnostico-precoce-promove-taxas-de-cura-elevadas/ Fri, 13 Feb 2026 10:30:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55094 O dia 15 de fevereiro é considerado o Dia Internacional do Câncer Infantil. Nessa faixa etária, essa é uma doença rara, grave e potencialmente curável. Os principais sintomas do câncer ]]>

O dia 15 de fevereiro é considerado o Dia Internacional do Câncer Infantil. Nessa faixa etária, essa é uma doença rara, grave e potencialmente curável. Os principais sintomas do câncer na criança são comuns a várias doenças da infância, que são muito mais frequentes. A diferença está na persistência desses sintomas.

E quais são os sinais e sintomas que devem chamar a atenção do médico?

Em primeiro lugar, a febre, frequente em doenças infecciosas, e que quando não cessa após tratamentos usuais e se prolonga por mais de três semanas, deve suscitar melhor investigação.

A febre persistente, por exemplo, é um dos sintomas mais comuns na leucemia, principal câncer da criança abaixo de dez anos. Pode vir acompanhada pelo aumento dos gânglios, popularmente conhecidos como “ínguas”, o aparecimento de manchas roxas na pele, e às vezes pequenos sangramentos nasais ou gengivais. Um exame laboratorial de fácil realização e resultado quase imediato, o hemograma, pode ser esclarecedor nesses casos.

A leucemia em pediatria é uma doença de aparecimento rápido; os tratamentos são cada vez mais eficazes, com grande possibilidade de cura. A queixa de dor de cabeça, principalmente quando interrompe brincadeiras ou acorda a criança, acompanhada ou não de vômitos, ocorre com frequência nos tumores cerebrais, os tumores sólidos mais frequentes no paciente pediátrico. A realização de tomografia computadorizada de crânio pode revelar o tumor e outras intercorrências, mas não deve retardar o encaminhamento da criança para um serviço especializado que conte com equipe de neurocirurgia.

Os tumores abdominais na sequência, em geral se apresentam como o aumento da barriga, com ou sem dor, e nem sempre associados com outros sintomas. O ultrassom de abdome, também um exame simples, é o primeiro passo na investigação. A dor e o inchaço em articulações, como joelho, nem sempre relacionados a trauma, podem caracterizar um tumor ósseo. Novamente, um exame de fácil realização como a radiografia do local acometido pode indicar a presença da doença. O aparecimento de qualquer caroço no corpo da criança, principalmente quando cresce sem parar, deve ser sempre investigado.

Não há como prevenir o câncer na criança; essa doença aparece ao acaso, não tem relação com tipo de alimentação ou outros eventos cotidianos. O importante é que os pais, sempre que perceberem algo errado, seja dor ou tumor, ou outro sintoma que não melhora e que progride e atrapalhe a atividade da criança, devem procurar o pediatra o mais breve possível. Esse médico, quando suspeita de câncer, encaminha o paciente para o oncologista pediátrico, o especialista em tratamento de câncer na criança e no adolescente.

Quando diagnosticado no início, o paciente pode ser curado em 70% a 80% dos casos. As modalidades terapêuticas podem envolver quimioterapia, cirurgia, radioterapia, utilização de drogas-alvo e imunoterapia, e devem ser realizadas em centros especializados. Nesses centros há uma busca incessante do diagnóstico mais preciso para o tratamento mais adequado.

 

Relatora:
Ethel Fernandes Gorender
Presidente do Departamento Científico de Oncologia da SPSP

]]>
Dia Mundial do Vitiligo https://spsp.org.br/dia-mundial-do-vitiligo/ Tue, 25 Jun 2024 13:40:40 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=46798 ]]>

O Dia Mundial do Vitiligo é celebrado anualmente no dia 25 de junho, data criada para conscientizar e minimizar o preconceito sobre a doença. O vitiligo é uma doença dermatológica em que somente a pele é afetada. Não é contagioso e podem estar associadas a ele alterações da tireoide, que devem ser investigadas quando o diagnóstico de vitiligo estiver estabelecido.
É uma doença autoimune, ou seja, o paciente produz anticorpos que alteram a capacidade de pigmentação da pele, determinando as manchas brancas.
Vários fatores estão relacionados ao aparecimento das manchas. O fator genético e história na família podem predispor o paciente a ter a doença.
Existem várias formas de vitiligo. Ou seja, nem todas as formas vão determinar o aparecimento das manchas brancas no corpo todo. Existem formas localizadas também.
Ao contrário do que se pensa, o sol é um fator agravante da doença, piorando as manchas e podendo agravar a doença. O paciente com suspeita de vitiligo deve ser avaliado pelo médico habilitado, pois existem muitas doenças de pele que podem ser confundidas com ele.
Algumas vezes o uso de lâmpadas específicas, usadas no exame da superfície corporal, ajuda a fazer o diagnóstico diferencial entre manchas duvidosas. O diagnóstico é feito através do exame clínico, não sendo indicadas biópsias da pele, por estas não serem conclusivas, ou seja, muitas doenças podem apresentar o mesmo resultado.
Existem vários tratamentos para o vitiligo. Para cada forma de vitiligo, áreas do corpo acometidas e avanço da doença há tratamentos adequados. Eles podem ser locais, assim como tratamentos associados para controle das manchas. O uso de protetores solares diários é fundamental no controle da doença.

 

Relatora
Selma M. F. Hélène
Presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

]]>
03 de março – Dia Mundial dos Defeitos do Nascimento https://spsp.org.br/03-de-marco-dia-mundial-dos-defeitos-do-nascimento/ Wed, 03 Mar 2021 15:58:50 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3632 A Organização Mundial de Saúde definiu como defeitos do nascimento ou anomalias congênitas as situações que envolvem alterações da estrutura ou função dos órgãos, presentes ao nascimento e de origem pré-natal. Alguns destes defeitos são pequenos e não afetam o dia a dia da criança ou de sua família. Por outro lado, as alterações estruturais maiores podem levar a consequências médicas, sociais e estéticas e requerem intervenções clínicas e/ou cirúrgicas. Algumas delas são bastante conhecidas, outras são doenças mais raras, assim o conhecimento sobre esse tema é muito variável.

No Brasil, segundo dados do DATASUS, nos últimos 5 anos, ocorreram 163.109 nascimentos de crianças portadoras das mais variadas anomalias congênitas, o que corresponde a cerca de 1,2% de todos os nascimentos e quase 32.500 casos novos por ano.

alla serebrina | depositphotos.com

Cada uma das alterações possíveis vai exigir diferentes cuidados. Algumas doenças podem ser curadas com uma intervenção cirúrgica logo após o nascimento, mesmo tratando-se de acometimento extenso de algum órgão maior. Para elas, é possível a proposta de um tratamento curativo, ainda que agressivo e com grande intervenção.

Em outros grupos de doenças, os pacientes necessitarão de cuidados constantes direcionados para o controle e alívio de sintomas, já que nestes casos não existe um tratamento curativo possível. Estes pacientes e suas famílias precisam de uma atenção diferenciada e voltada para a adequação das atividades da vida diária e capacitação para inclusão social e participação na vida familiar. Essas crianças precisarão da atenção de especialistas e da assistência da equipe multiprofissional – fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos.

Quando se fala em defeitos do nascimento, é preciso incluir os familiares não só no cuidado com o paciente, mas como indivíduos a serem cuidados também, haja vista que terão que aprender a lidar com algumas doenças crônicas por toda a vida.

No dia Mundial dos Defeitos do Nascimento, o acolhimento, a inclusão e a humanização dos cuidados também devem ser celebrados.

___
Relatora:
Maria Augusta Bento Cicaroni Gibelli 
Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



]]>