Teste do Reflexo Vermelho – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 18 Sep 2023 20:02:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Teste do Reflexo Vermelho – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma – 18 de setembro https://spsp.org.br/dia-nacional-de-conscientizacao-e-incentivo-ao-diagnostico-precoce-do-retinoblastoma-18-de-setembro/ Mon, 18 Sep 2023 20:01:21 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39332 O retinoblastoma é um tumor maligno ocular que compromete as células da retina; pode ser bilateral, monocular]]>

O retinoblastoma é um tumor maligno ocular que compromete as células da retina; pode ser bilateral, monocular (quando ocorre num olho só) e, por vezes, multifocal (dois tumores ou mais) no mesmo olho. É o tumor intraocular maligno primário mais frequente na infância e sua incidência varia de 1/14.000 a 1/34.000 dos nascidos vivos.Em 10% dos casos tem herança familiar, sem predileção por sexo ou raça. Na maioria dos casos é esporádico e o diagnóstico é feito entre 12 e 24 meses, mas pode já ser observado por ocasião do nascimento.

Tiago Leifert e Daiana Garbin tomaram a importante iniciativa de divulgar que sua filha apresentava retinoblastoma e alertam para o diagnóstico precoce, fundamental para preservar a vida e a visão da criança.

Quais são os principais sinais e sintomas do retinoblastoma?

O principal sintoma do retinoblastoma é a leucocoria, um reflexo branco na pupila ou “menina dos olhos”. Trata-se do reflexo da luz sobre a superfície do tumor. Outros achados são: estrabismo (olho torto), fotofobia (sensibilidade exagerada à luz), perda da visão e proptose (quando o olho fica saltado). Raramente a criança pode apresentar heterocromia de íris (mudança da cor da íris), hiperemia (vermelhidão) na conjuntiva do olho (a conjuntiva é uma membrana fina e transparente que recobre a parte branca do olho) e dor óssea.

Como prevenir o retinoblastoma?

Não há como prevenir, mas o diagnóstico precoce e uma equipe multidisciplinar são fundamentais para um bom resultado. Mais de 95% das crianças com retinoblastoma podem ser curadas.

A prevenção de doenças oculares deve começar ainda na maternidade, com a realização do Teste do Olhinho (Teste do Reflexo Vermelho) até 72 horas de vida. Após essa abordagem inicial, o Teste do Olhinho deve ser repetido pelo pediatra ao menos três vezes ao ano, nos três primeiros anos de vida da criança. A detecção do tumor pelo Teste do Reflexo Vermelho só ocorre quando for observada pupila branca, isto é, quando já é um tumor grande – nesta fase o tratamento pode salvar a vida, mas é ineficaz para salvar o olho e a função visual.

Como os pais e cuidadores podem suspeitar de retinoblastoma?

Os pais e familiares podem tirar fotografias de seus filhos e observar a presença de reflexos diferentes nas pupilas, observar estrabismo ou olhos com movimentos irregulares. Vale lembrar que algumas máquinas fotográficas e celulares excluem o reflexo vermelho das pupilas e, neste caso, o reflexo vermelho deve ser preservado nas máquinas.

Outras doenças podem apresentar leucocoria ou pupila branca?

Alguns outros diagnósticos devem ser considerados, como a catarata congênita, toxoplasmose, toxocaríase, retinopatia da prematuridade, entre outros. Pupila branca e estrabismo são sinais de alerta e demandam uma avaliação especializada com urgência. O oftalmologista fará o diagnóstico diferencial e o tratamento recomendado.

Como o retinoblastoma é tratado?

Vários fatores devem ser levados em conta para a indicação do melhor tratamento, como por exemplo o tamanho do tumor. Se o tumor for pequeno, o tratamento pode ser local; tumores maiores podem requerer quimioterapia para sua redução, entre outros tratamentos, sendo que a enucleação (retirada completa do globo ocular) raramente é necessária.

Se o tumor for tratado quando ele é pequeno, não só salva a vida da criança, mas também pode preservar a visão.

Relatora:
Rosa Maria Graziano
Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Foto: Arquivo pessoal Dra. Rosa Maria Graziano

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Retinoblastoma: diagnóstico e prevenção https://spsp.org.br/retinoblastoma-diagnostico-e-prevencao/ Tue, 08 Feb 2022 14:38:09 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=31193 Tiago Leifert e Daiana Garbin tomaram a iniciativa de divulgar na imprensa que sua filha apresenta retinoblastoma e fizeram um alerta para a importância do diagnóstico precoce, fundamental para preservar a vida e a visão da criança.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 08/02/2022


Tiago Leifert e Daiana Garbin tomaram a iniciativa de divulgar na imprensa que sua filha apresenta retinoblastoma e fizeram um alerta para a importância do diagnóstico precoce, fundamental para preservar a vida e a visão da criança.

O retinoblastoma é um tumor ocular que em 10% dos casos tem herança familiar, sem predileção por sexo ou raça. Na maioria dos casos o diagnóstico é feito antes dos 3 anos de vida, podendo já ser observado por ocasião do nascimento.

O principal sintoma do retinoblastoma é a leucocoria, que é o reflexo branco na pupila ou “menina” dos olhos. Trata-se do reflexo da luz sobre a superfície do tumor, que está dentro do olho (intraocular) – ver foto abaixo. Outros achados são o estrabismo (olho torto), fotofobia (sensibilidade exagerada à luz), perda da visão e olho saltado (proptose).

Não há como prevenir, mas o diagnóstico precoce e uma equipe multidisciplinar é fundamental para um bom resultado. Mais de 95% das crianças com retinoblastoma podem ser curadas.

 

Fonte: Retinoblastoma – causas, sintomas e tratamento. Disponível em: https://www.mdsaude.com/oftalmologia/retinoblastoma/

 

 

Como prevenir?

A prevenção começa ainda na maternidade, com a realização do Teste do Olhinho (Teste do Reflexo Vermelho) até 72 horas de vida. Após essa abordagem inicial, o exame dever ser repetido pelo pediatra ao menos três vezes ao ano, nos três primeiros anos de vida da criança. Na identificação de qualquer anormalidade, a criança deve ser encaminhada para consulta com oftalmologista infantil, que aprofundará a investigação e indicará o tratamento mais efetivo para o caso.

Pais, ao tirar fotografias de seus filhos, podem detectar a presença de reflexos diferentes entre os olhos, estrabismo ou olhos que se movimentam de forma diferente ou irregular e avisar imediatamente o seu pediatra, que se encarregará de fazer o encaminhamento para o oftalmologista.

Este é o momento ideal para divulgar a importância do exame oftalmológico preventivo aos 3 e 5 anos de vida. Muitas doenças oculares da infância podem ser diagnosticadas e tratadas precocemente. Recomenda-se que, além da avaliação pediátrica, bebês de seis a 12 meses passem por um exame oftalmológico completo. Devem, se possível, repetir o exame anualmente ou pelo menos nas idades entre três e cinco anos.

Se há a correta indicação do Teste do Pezinho para prevenir doenças menos frequentes que o retinoblastoma, julgamos ser muito importante realizar, além do Teste do Reflexo Vermelho, o exame oftalmológico preventivo.

Se o tumor for diagnosticado e tratado quando é pequeno, não só salva a vida da criança, mas também o olho mantém a função de enxergar.

Abaixo está foto de tumor que tomou todo o olho em uma forma mais grave.  As setas vermelhas mostram os limites do tumor em um corte do olho após sua retirada (enucleação do olho).

Fonte: Arquivo pessoal da autora.

 

Relator:
Rosa Maria Graziano
Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: https://www.mdsaude.com/oftalmologia/retinoblastoma/

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Triagem oftalmológica de recém-nascidos https://spsp.org.br/triagem-oftalmologica-de-recem-nascidos-2/ Tue, 29 Jan 2019 18:28:13 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2417 O Teste do Reflexo Vermelho (TRV) tem fundamental importância na prevenção à cegueira infantil, pois detecta precocemente alterações no eixo visual e malformações congênitas da retina e nervo óptico, como catarata, glaucoma e infeções congênitas. Deve ser realizado pelo pediatra no berçário e nas consultas de rotina com 1 e 3 anos. Quando o TRV for ausente ou alterado o pediatra deve encaminhar a criança para exame oftalmológico especializado para investigar a etiologia desta alteração e tratar a causa se necessário. Recentemente, relato na mídia informou que o TRV Ampliado, que é uma foto do fundo do olho feita por uma câmera com lente grande angular, seria mais adequado. Tal fato levou a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) a se posicionar (clique aqui e leia o texto na integra) pois as mídias digitais têm grande valia na telemedicina, mas não são superiores nas crianças sem riscos. Se o pediatra pode fazer um TRV sem perda de qualidade, nas doenças de retina a falta de um oftalmologista especializado neste Brasil continental pode ser suprida por um exame digital que será avaliado por oftalmologista a distância. ___ Relatora: Dra. Rosa Maria Graziano Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da SPSP. Publicado em 29/01/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

O Teste do Reflexo Vermelho (TRV) tem fundamental importância na prevenção à cegueira infantil, pois detecta precocemente alterações no eixo visual e malformações congênitas da retina e nervo óptico, como catarata, glaucoma e infeções congênitas. Deve ser realizado pelo pediatra no berçário e nas consultas de rotina com 1 e 3 anos.

Quando o TRV for ausente ou alterado o pediatra deve encaminhar a criança para exame oftalmológico especializado para investigar a etiologia desta alteração e tratar a causa se necessário.

Recentemente, relato na mídia informou que o TRV Ampliado, que é uma foto do fundo do olho feita por uma câmera com lente grande angular, seria mais adequado. Tal fato levou a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) a se posicionar (clique aqui e leia o texto na integra) pois as mídias digitais têm grande valia na telemedicina, mas não são superiores nas crianças sem riscos.

Se o pediatra pode fazer um TRV sem perda de qualidade, nas doenças de retina a falta de um oftalmologista especializado neste Brasil continental pode ser suprida por um exame digital que será avaliado por oftalmologista a distância.

jeniffertn | Pixabay

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Relatora:
Dra. Rosa Maria Graziano

Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da SPSP.

Publicado em 29/01/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Entenda o que é catarata congênita https://spsp.org.br/entenda-o-que-e-catarata-congenita-3/ Thu, 25 Jan 2018 17:25:11 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1928 Quando se pensa em catarata, o imaginário comum já cria o conceito de doença que atinge a população mais velha. Em geral, não é falsa esta ideia: a maioria das pessoas acima de 55 anos é afetada, o que a enquadra como a principal causa de cegueira. A Organização Mundial de Saúde estima que, no Brasil, ela é responsável por 350 mil novos casos de falha na visão anualmente – em todo o mundo este número chega a 18 milhões. Porém, não apenas os adultos são vítimas desse mal. A catarata congênita também é uma das principais responsáveis pela cegueira na infância – todavia, na maior parte dos casos, é prevenível e tratável. “A catarata congênita é a opacificação parcial ou total do cristalino que pode reduzir a acuidade visual. A pupila branca ou leucocoria é o principal sintoma. Outros sinais que podem estar associados são o estrabismo, nistagmo e ausência de fixação visual”, explica a Dra. Rosa Maria Graziano, presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). “Quando congênita, a catarata pode apresentar diversas etiologias, como resultado de infecções intrauterinas (rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus); hereditárias; erros inatos do metabolismo; síndromes genéticas; ou ser de ordem idiopática. Inclusive, muitas cataratas infantis podem ser adquiridas após trauma ocular, ou secundárias à uveítes, radiações e medicamentos”, informa a especialista. Diagnóstico É possível identificar a doença pelo Teste do Reflexo Vermelho (TRV), realizado pelo pediatra nas primeiras 72 horas de vida. Quando não for realizado no berçário o pediatra deve realiza-lo na primeira consulta de puericultura. Se o TRV for inexistente ou duvidoso a criança deve ser encaminhada para avaliação oftalmológica completa. Ele é um teste de triagem e indica que existe uma alteração no eixo visual, quando ausente. O oftalmologista fará a confirmação da doença que esta comprometendo o olho. As doenças mais graves e que cursam com o TRV ausente são o glaucoma, catarata congênita e mais raramente o retinoblastoma, que necessitam tratamento urgente. O TRV deve ser repetido após 1, 3, 6, 12 meses e a seguir anualmente nas consultas de puericultura, pois outras doenças oculares podem aparecer mais tardiamente como a catarata infantil, que aparece após um ano de vida, retinoblastoma e processos infecciosos e parasitários. “Para o diagnóstico etiológico, as sorologias para infecções congênitas devem ser solicitadas. Não somente, o resultado do teste do pezinho precisa ser avaliado, da mesma forma que o histórico familiar e de consanguinidade, para detecção de alterações metabólicas, assim como pesquisar as condições de gestação. Na catarata infantil tardia deve-se também pesquisar história de trauma ocular, radiações, uso de medicamentos tópicos ou sistêmicos contendo corticóides e inflamações oculares (uveíte) por doenças reumáticas”, detalha a oftalmologista. Tratamento A terapêutica depende da intensidade da opacificação e consequente déficit visual ocasionado; bem como das alterações oculares associadas, como um olho pequeno ou microftalmico, da idade da criança e se é uni ou binocular. “Cataratas totais presentes ao nascimento, com baixa acentuada de visão, devem ser operadas precocemente para evitar a instalação de ambliopia severa e irreversível. Já as parciais requerem avaliação individual, considerando que, a depender da acuidade visual da criança, poderá ter bom resultado funcional com correção óptica e ou midríase”, afirma. A cirurgia consiste na remoção das opacidades do cristalino, preservando sua cápsula, que sustentará a lente intra-ocular (LIO) quando implantada. “A maioria dos cirurgiões implanta LIO em crianças maiores de quatro anos e ainda é controverso seu uso nas menores. A técnica cirúrgica, assim como o tipo de lente e sua dioptria, deve ser avaliada individualmente”, observa. Quando não é implantada LIO, a alta hipermetropia presente no pós-operatório será corrigida com a prescrição de óculos ou lente de contato, para o restabelecimento visual da criança. O mecanismo de acomodação passa a não existir, com a necessidade também da correção da visão para perto. “A prevenção da cegueira por catarata congênita deve ser feita através de medidas efetivas de imunização para rubéola, acompanhamento pré-natal correto e detecção precoce por meio do teste do reflexo vermelho, além de encaminhamento imediato para tratamento adequado”, conclui. O glaucoma congênito e a catarata congênita com indicação cirúrgica devem ser operados antes dos três meses de vida para ter uma melhor acuidade visual. É importante que se tenha previamente estabelecida a rede de referencia para que a criança seja rapidamente atendida em centros oftalmológicos. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 25/01/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Quando se pensa em catarata, o imaginário comum já cria o conceito de doença que atinge a população mais velha. Em geral, não é falsa esta ideia: a maioria das pessoas acima de 55 anos é afetada, o que a enquadra como a principal causa de cegueira. A Organização Mundial de Saúde estima que, no Brasil, ela é responsável por 350 mil novos casos de falha na visão anualmente – em todo o mundo este número chega a 18 milhões.

virginia332 | Pixabay

Porém, não apenas os adultos são vítimas desse mal. A catarata congênita também é uma das principais responsáveis pela cegueira na infância – todavia, na maior parte dos casos, é prevenível e tratável.

“A catarata congênita é a opacificação parcial ou total do cristalino que pode reduzir a acuidade visual. A pupila branca ou leucocoria é o principal sintoma. Outros sinais que podem estar associados são o estrabismo, nistagmo e ausência de fixação visual”, explica a Dra. Rosa Maria Graziano, presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

“Quando congênita, a catarata pode apresentar diversas etiologias, como resultado de infecções intrauterinas (rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus); hereditárias; erros inatos do metabolismo; síndromes genéticas; ou ser de ordem idiopática. Inclusive, muitas cataratas infantis podem ser adquiridas após trauma ocular, ou secundárias à uveítes, radiações e medicamentos”, informa a especialista.

Diagnóstico
É possível identificar a doença pelo Teste do Reflexo Vermelho (TRV), realizado pelo pediatra nas primeiras 72 horas de vida. Quando não for realizado no berçário o pediatra deve realiza-lo na primeira consulta de puericultura. Se o TRV for inexistente ou duvidoso a criança deve ser encaminhada para avaliação oftalmológica completa. Ele é um teste de triagem e indica que existe uma alteração no eixo visual, quando ausente. O oftalmologista fará a confirmação da doença que esta comprometendo o olho.

As doenças mais graves e que cursam com o TRV ausente são o glaucoma, catarata congênita e mais raramente o retinoblastoma, que necessitam tratamento urgente. O TRV deve ser repetido após 1, 3, 6, 12 meses e a seguir anualmente nas consultas de puericultura, pois outras doenças oculares podem aparecer mais tardiamente como a catarata infantil, que aparece após um ano de vida, retinoblastoma e processos infecciosos e parasitários.

“Para o diagnóstico etiológico, as sorologias para infecções congênitas devem ser solicitadas. Não somente, o resultado do teste do pezinho precisa ser avaliado, da mesma forma que o histórico familiar e de consanguinidade, para detecção de alterações metabólicas, assim como pesquisar as condições de gestação. Na catarata infantil tardia deve-se também pesquisar história de trauma ocular, radiações, uso de medicamentos tópicos ou sistêmicos contendo corticóides e inflamações oculares (uveíte) por doenças reumáticas”, detalha a oftalmologista.

Tratamento
A terapêutica depende da intensidade da opacificação e consequente déficit visual ocasionado; bem como das alterações oculares associadas, como um olho pequeno ou microftalmico, da idade da criança e se é uni ou binocular. “Cataratas totais presentes ao nascimento, com baixa acentuada de visão, devem ser operadas precocemente para evitar a instalação de ambliopia severa e irreversível. Já as parciais requerem avaliação individual, considerando que, a depender da acuidade visual da criança, poderá ter bom resultado funcional com correção óptica e ou midríase”, afirma.

A cirurgia consiste na remoção das opacidades do cristalino, preservando sua cápsula, que sustentará a lente intra-ocular (LIO) quando implantada. “A maioria dos cirurgiões implanta LIO em crianças maiores de quatro anos e ainda é controverso seu uso nas menores. A técnica cirúrgica, assim como o tipo de lente e sua dioptria, deve ser avaliada individualmente”, observa. Quando não é implantada LIO, a alta hipermetropia presente no pós-operatório será corrigida com a prescrição de óculos ou lente de contato, para o restabelecimento visual da criança. O mecanismo de acomodação passa a não existir, com a necessidade também da correção da visão para perto.

“A prevenção da cegueira por catarata congênita deve ser feita através de medidas efetivas de imunização para rubéola, acompanhamento pré-natal correto e detecção precoce por meio do teste do reflexo vermelho, além de encaminhamento imediato para tratamento adequado”, conclui.

O glaucoma congênito e a catarata congênita com indicação cirúrgica devem ser operados antes dos três meses de vida para ter uma melhor acuidade visual. É importante que se tenha previamente estabelecida a rede de referencia para que a criança seja rapidamente atendida em centros oftalmológicos.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 25/01/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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