Tempo – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 31 Jul 2026 18:27:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Tempo – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Aprender a ser amigo é aprender a ser humano https://spsp.org.br/aprender-a-ser-amigo-e-aprender-a-ser-humano/ Thu, 30 Jul 2026 18:25:11 +0000 https://spsp.org.br/?p=57999 “Ninguém escolheria viver sem amigos, ainda que possuísse todos os outros bens” (Aristóteles). Essa observação permanece atual para qualquer indivíduo em todas as idades. A amizade é uma das experiências mais importantes do desenvolvimento humano. Se a família representa o primeiro espaço de acolhimento, é na amizade que a criança e o adolescente aprendem a construir relações escolhidas, baseadas na confiança, na reciprocidade e no respeito. O amigo é muito mais do que um companheiro de brincadeiras. É alguém com quem a criança aprende a dividir, esperar sua vez, negociar regras, lidar com frustrações, pedir desculpas e perdoar. Essas experiências, aparentemente simples, constituem um verdadeiro laboratório para o desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais. É brincando com outras crianças que ela aprende a reconhecer emoções, desenvolver empatia e compreender que o mundo não gira apenas em torno de seus desejos. Durante essa fase, a amizade também exerce um papel protetor. Crianças que possuem vínculos afetivos consistentes tendem a apresentar maior autoestima, melhor adaptação escolar, menor risco de ansiedade e isolamento – sua sensação de pertencimento é fortalecida. A amizade também favorece o desenvolvimento cognitivo. Conversar, brincar, discutir ideias, resolver conflitos e cooperar em tarefas escolares estimulam linguagem, criatividade, pensamento crítico e capacidade de resolver problemas. Na adolescência, a amizade adquire um significado ainda mais profundo. Enquanto a família continua sendo a principal referência de segurança, os amigos tornam-se parceiros na construção da identidade. É entre os pares que o adolescente experimenta ideias, valores, opiniões e projetos de vida. Compartilha dúvidas, medos, sonhos e descobertas que, muitas vezes, não consegue expressar aos adultos. Naturalmente, nem toda influência dos amigos é positiva. O grupo pode favorecer comportamentos de risco, especialmente quando há necessidade excessiva de aceitação. Entretanto, amizades saudáveis funcionam justamente no sentido contrário: promovem apoio emocional, estimulam escolhas responsáveis, reduzem sentimentos de solidão e ajudam o jovem a enfrentar situações difíceis. Vivemos, contudo, um tempo em que as amizades enfrentam novos desafios. As redes sociais permitem manter muitos contatos, mas nem sempre aprofundam vínculos. Crianças e adolescentes podem acumular centenas de “amigos” virtuais e, paradoxalmente, sentir-se profundamente sozinhos. A verdadeira amizade exige tempo, presença, escuta, confiança e disponibilidade – elementos que nenhuma tecnologia consegue substituir completamente. É fundamental que pais e educadores criem oportunidades para que crianças e adolescentes convivam, brinquem, conversem e desenvolvam amizades presenciais. Essa participação ativa e amorosa dos adultos, nesse processo, os ajudará a reconhecer relações tóxicas, lidar com conflitos e cultivar amizades baseadas no respeito mútuo. A melhor maneira de comemorar o Dia Internacional da Amizade, instituído em 30 de julho, é celebrar a vida entre amigos. Relator: Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP]]>

“Ninguém escolheria viver sem amigos, ainda que possuísse todos os outros bens” (Aristóteles). Essa observação permanece atual para qualquer indivíduo em todas as idades.

A amizade é uma das experiências mais importantes do desenvolvimento humano. Se a família representa o primeiro espaço de acolhimento, é na amizade que a criança e o adolescente aprendem a construir relações escolhidas, baseadas na confiança, na reciprocidade e no respeito. O amigo é muito mais do que um companheiro de brincadeiras. É alguém com quem a criança aprende a dividir, esperar sua vez, negociar regras, lidar com frustrações, pedir desculpas e perdoar. Essas experiências, aparentemente simples, constituem um verdadeiro laboratório para o desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais. É brincando com outras crianças que ela aprende a reconhecer emoções, desenvolver empatia e compreender que o mundo não gira apenas em torno de seus desejos.

Durante essa fase, a amizade também exerce um papel protetor. Crianças que possuem vínculos afetivos consistentes tendem a apresentar maior autoestima, melhor adaptação escolar, menor risco de ansiedade e isolamento – sua sensação de pertencimento é fortalecida. A amizade também favorece o desenvolvimento cognitivo. Conversar, brincar, discutir ideias, resolver conflitos e cooperar em tarefas escolares estimulam linguagem, criatividade, pensamento crítico e capacidade de resolver problemas.

Na adolescência, a amizade adquire um significado ainda mais profundo. Enquanto a família continua sendo a principal referência de segurança, os amigos tornam-se parceiros na construção da identidade. É entre os pares que o adolescente experimenta ideias, valores, opiniões e projetos de vida. Compartilha dúvidas, medos, sonhos e descobertas que, muitas vezes, não consegue expressar aos adultos.

Naturalmente, nem toda influência dos amigos é positiva. O grupo pode favorecer comportamentos de risco, especialmente quando há necessidade excessiva de aceitação. Entretanto, amizades saudáveis funcionam justamente no sentido contrário: promovem apoio emocional, estimulam escolhas responsáveis, reduzem sentimentos de solidão e ajudam o jovem a enfrentar situações difíceis.

Vivemos, contudo, um tempo em que as amizades enfrentam novos desafios. As redes sociais permitem manter muitos contatos, mas nem sempre aprofundam vínculos. Crianças e adolescentes podem acumular centenas de “amigos” virtuais e, paradoxalmente, sentir-se profundamente sozinhos. A verdadeira amizade exige tempo, presença, escuta, confiança e disponibilidade – elementos que nenhuma tecnologia consegue substituir completamente. É fundamental que pais e educadores criem oportunidades para que crianças e adolescentes convivam, brinquem, conversem e desenvolvam amizades presenciais. Essa participação ativa e amorosa dos adultos, nesse processo, os ajudará a reconhecer relações tóxicas, lidar com conflitos e cultivar amizades baseadas no respeito mútuo.

A melhor maneira de comemorar o Dia Internacional da Amizade, instituído em 30 de julho, é celebrar a vida entre amigos.

Relator:

Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Conexão, oportunidades e a responsabilidade de proteger crianças e adolescentes https://spsp.org.br/conexao-oportunidades-e-a-responsabilidade-de-proteger-criancas-e-adolescentes/ Tue, 30 Jun 2026 17:48:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57628 ]]>

Celebrado em 30 de junho, o Dia Mundial das Redes Sociais marca uma das maiores transformações da comunicação nas últimas décadas. As redes encurtaram distâncias, aproximaram famílias, ampliaram o acesso à informação e criaram novas formas de aprender, trabalhar e compartilhar experiências.

Hoje, é difícil imaginar a vida sem elas. Para muitos pais, as redes sociais são uma forma de manter contato com amigos e familiares, buscar informações e até encontrar comunidades de apoio. Para adolescentes, representam também espaços de pertencimento, expressão e construção de identidade.

Mas, ao mesmo tempo em que oferecem oportunidades, as redes sociais exigem atenção e responsabilidade, especialmente quando falamos de crianças e adolescentes.

A infância e a adolescência são períodos de intenso desenvolvimento emocional, cognitivo e social. Nesse contexto, a exposição precoce e excessiva às redes pode trazer impactos importantes, como alterações do sono, redução do tempo dedicado às brincadeiras e às interações presenciais, aumento da ansiedade, comparação constante com padrões irreais de beleza e sucesso, além da exposição a conteúdos inadequados, desinformação e situações de cyberbullying.

É importante lembrar que plataformas digitais são projetadas para captar e manter a atenção dos usuários. Crianças e adolescentes, por estarem em processo de amadurecimento, são mais vulneráveis aos mecanismos de recompensa, às notificações constantes e à busca por aprovação social por meio de curtidas e comentários.

Por isso, o debate não deve ser sobre demonizar a tecnologia, mas sobre promover um uso mais consciente e saudável.

Algumas atitudes podem fazer diferença:

  • Respeitar as classificações etárias das plataformas;
  • Adiar a entrada nas redes sociais sempre que possível;
  • Acompanhar e conversar sobre os conteúdos consumidos;
  • Estabelecer limites de tempo e momentos livres de telas;
  • Valorizar atividades presenciais, esportes, leitura e convivência familiar;
  • Ensinar pensamento crítico e educação midiática desde cedo;
  • Ser o exemplo, já que crianças aprendem observando os adultos.

As redes sociais fazem parte da sociedade atual e vieram para ficar. O grande desafio das famílias, educadores, profissionais de saúde e das próprias empresas de tecnologia é construir ambientes digitais mais seguros e adequados ao desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.

Neste Dia Mundial das Redes Sociais, vale celebrar os avanços que elas proporcionaram, mas também reforçar que conexão não deve significar exposição sem limites. Mais do que ensinar nossos filhos a usar a tecnologia, precisamos ajudá-los a desenvolver a capacidade de viver bem com ela.

 

Relatora:
Betina Lahterman
Presidente do Departamento Científico de Saúde Escolar da SPSP

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Família – local de escuta e de cuidado https://spsp.org.br/familia-local-de-escuta-e-de-cuidado/ Fri, 15 May 2026 12:23:24 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=56995 ]]>

O Dia Internacional da Família convida à reflexão sobre um dos núcleos mais fundamentais da vida social. Em um contexto marcado por rápidas transformações culturais, econômicas e tecnológicas, a família permanece como espaço central de cuidado, proteção e desenvolvimento humano. As famílias contemporâneas expressam a pluralidade da sociedade. São constituídas por diferentes arranjos, trajetórias e desafios, mas compartilham a mesma relevância na formação de indivíduos, na transmissão de valores e na construção de vínculos de pertencimento. Permanecem como um dos últimos espaços onde ainda se pode experimentar o tempo lento: o tempo da escuta, do cuidado, da presença que não se terceiriza.

A família contemporânea já não cabe em molduras rígidas. Ela se reorganiza entre ausências, reinvenções e sobrevivências. Há famílias que se constroem apesar da distância; outras, apesar do silêncio; outras, ainda, apesar das feridas que insistem em não fechar. Há lares onde o amor é aprendido aos poucos, quase como uma língua estrangeira. E há aqueles em que ele precisa ser reconstruído diariamente, como quem levanta uma casa sobre terreno instável.

Celebrar a família, então, não é “fechar os olhos” para suas contradições, mas reconhecê-las sem desistir dela. É compreender que amar, nesse contexto, não é um estado permanente, mas uma prática profundamente transformadora. Num mundo que frequentemente nos empurra para o isolamento, talvez a família continue sendo essa decisão, nem sempre fácil, de permanecer, cuidar e tentar de novo.

E isso, longe de ser pouco, talvez seja essencial.

A família, no entanto, não existe de forma isolada. Ela é atravessada pelas condições sociais, econômicas e políticas do seu tempo. O desemprego, a precarização do trabalho, as jornadas exaustivas, a violência urbana e as desigualdades históricas entram pela porta de casa, moldam relações, tensionam afetos, redefinem papéis. Não se pode exigir da família aquilo que a sociedade não sustenta.

Nesse sentido, a valorização da família ultrapassa o campo simbólico e exige compromisso concreto da sociedade e do poder público. O fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção social, à promoção da saúde, à educação de qualidade e ao apoio às diferentes configurações familiares é essencial para garantir condições dignas de vida e o pleno desenvolvimento de seus membros.

Celebrar o Dia Internacional da Família é reafirmar a importância das famílias como base das relações sociais, ao mesmo tempo em que se reconhece a responsabilidade coletiva na construção de uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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O álbum de fotografias da vovó – O tempo https://spsp.org.br/o-album-de-fotografias-da-vovo-o-tempo/ Fri, 28 Nov 2025 19:12:21 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54349 Vó, por que as suas fotografias estão tão amareladas? – É o tempo, meu neto(a), que faz as fotos perderam a cor e o brilho naturais. O tempo não poupa ninguém e nada…]]>

– Vó, por que as suas fotografias estão tão amareladas?

– É o tempo, meu neto(a), que faz as fotos perderam a cor e o brilho naturais. O tempo não poupa ninguém e nada…

– É por causa do tempo que seus cabelos estão ficando branquinhos?

– É, isso mesmo… eu não falei que ele, o tempo, não poupa nada nem

ninguém?! Mas, se você quiser que eu te explique de outro jeito, eu posso dizer, mais ou menos, o que os cientistas – os entendidos no assunto – falam.

– Quero sim, vó.

– Então, o amarelecimento do papel pode ocorrer devido a uma combinação de processos químicos e físicos. Uma das principais causas é a degradação oxidativa, que ocorre quando o papel fica exposto à luz, ao ar, à umidade ou aos poluentes ácidos do ambiente…

– Pode parar, vó! Eu não tenho aula de ciências ainda…

– Essa exposição libera compostos químicos que podem descolorir o papel e amarelar com o tempo.

– Ai, vó! Tá bom… gosto mais da explicação do tempo…

– O relógio marca a passagem do tempo através da contagem dos minutos, dos segundos, das horas. Mas o coração e a memória registram essa passagem através das fotografias… que é mais divertido e emocionante. Não é mesmo?

– Nisso “tamo junto”, vó!

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Dia do Pulmão: é hora de respirar esse assunto! https://spsp.org.br/dia-do-pulmao-e-hora-de-respirar-esse-assunto/ Thu, 25 Sep 2025 10:30:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53311 Todo mundo respira, todo dia, o tempo todo; mas será que a gente cuida mesmo dos nossos pulmões? No Dia do Pulmão, celebrado em 25 de setembro, é importante parar um pouco]]>

Todo mundo respira, todo dia, o tempo todo; mas será que a gente cuida mesmo dos nossos pulmões? No Dia do Pulmão, celebrado em 25 de setembro, é importante parar um pouco e refletir sobre isso. Muita gente está doente, sem saber, com problemas respiratórios sérios, que poderiam ser tratados ou até evitados, se a saúde funcionasse como deveria.

Doenças como asma, bronquiolite, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), fibrose pulmonar e até câncer de pulmão estão por aí, afetando milhões de pessoas. O problema é que grande parte dessas doenças não são diagnosticadas a tempo. A pessoa sente falta de ar, cansaço, tosse constante, esforço respiratório…, mas acha que é “da idade”, “do tempo seco”, ou “porque fuma um pouquinho só”. E aí, deixa pra lá.

Esse é o chamado subdiagnóstico, quando a doença existe, mas ninguém descobriu ainda e mesmo quando descobre, às vezes o tratamento não é o ideal. Seja por falta de acesso, seja por falta de informação. Aí entra outro problema: o subtratamento. Ou seja, a pessoa até sabe que está doente, mas não consegue tratar direito.

Além disso, o acesso aos exames e aos medicamentos ainda é um desafio. Muita gente espera meses por uma consulta com pneumologista, por um exame simples como espirometria (aquele que mede como você respira), ou por remédios que deveriam estar disponíveis no posto de saúde. E isso sem contar com os pacientes que precisam de oxigênio ou de remédios mais caros, que quase nunca estão ao alcance de todos.

Nem tudo é doença. Tem muita coisa que dá para fazer para cuidar do pulmão antes que o problema apareça. Desde o aleitamento materno, que diminui as taxas de infecções respiratórias agudas, até as vacinas: gripe, VSR, covid-19, pneumonia, todas essas doenças atacam o pulmão e podem complicar muito a vida, principalmente dos mais velhos e das pessoas com doenças crônicas. Vacinar é um jeito simples e eficiente de proteger o sistema respiratório.

Outra coisa fundamental é o exercício físico. Caminhar, nadar, pedalar, dançar… qualquer atividade que mexa com o corpo ajuda a fortalecer o pulmão, melhorar a respiração e aumentar a qualidade de vida. E o melhor, não precisa de academia chique nem de roupa cara. Um tênis no pé e vontade de se mexer já são um ótimo começo.

Não dá para falar de pulmão sem falar do ar que a gente respira. A poluição é um inimigo invisível que faz um estrago enorme. Queimadas, fumaça dos carros, poeira de obras, fumaça do cigarro – tudo isso agride os pulmões dia após dia. Por isso, é urgente que as cidades invistam em transporte público de qualidade, áreas verdes, energias limpas e políticas de controle da poluição do ar. Respirar bem deveria ser um direito de todo mundo, não um luxo.

E claro, não podemos esquecer do cigarro, que continua sendo um dos maiores vilões quando o assunto é saúde pulmonar. Fumar causa ou piora quase todas as doenças do pulmão. A política antitabagista do Brasil já avançou muito, proibiu propaganda, aumentou impostos, tirou o cigarro de lugares fechados, mas ainda tem muito trabalho pela frente, principalmente com os cigarros eletrônicos, que andam seduzindo os jovens com sabores doces e propaganda enganosa. Eles também fazem mal e não são “seguros” como muita gente pensa.

Cuidar do pulmão é cuidar da vida. E isso não é responsabilidade só de quem está doente. É um compromisso de todos: das famílias, das escolas, dos profissionais de saúde e, principalmente, do poder público. O diagnóstico tem que chegar mais rápido. O tratamento tem que ser acessível. O ambiente tem que ser mais limpo. E a informação tem que circular – clara, direta e sem enrolação.

No Dia do Pulmão, que tal começar a respirar diferente? Fazer uma caminhada, se vacinar, buscar ajuda médica se estiver com sintomas, conversar com aquele amigo que ainda fuma, cobrar do seu bairro mais verde e menos fumaça. A mudança começa no ar que você escolhe respirar e no que você faz com ele.

 

Relator:
Breno Giuseppe Lioi
Vice-Presidente do Departamento Científico de Pneumologia da SPSP

 

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Onde a infância permanece viva https://spsp.org.br/onde-a-infancia-permanece-viva/ Sat, 26 Jul 2025 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52459 ]]>

Hoje, 26 de julho, é dia de homenagear as avós e os avôs, guardiões do tempo, do afeto e da memória. Celebramos, nesta data, uma presença que molda gerações, com paciência, fé e doçura.

Lembrança sempre gostosa é a “casa dos avós”. Esse lugar mágico onde a vida tem outro ritmo e o coração encontra abrigo – é uma extensão do colo. “Casa da vó e do vô” tem cheiro de comidinha saborosa e sempre a predileta de cada neto. É onde o sofá nos acolhe inteiro e o cuidado se sente em cada gesto, como um cobertor dobrado, uma oração sussurrada no fim da noite.

Na “casa da vó e do vô” o relógio marca o tempo de maneira diferente: lá a infância permanece viva, mesmo quando o corpo já é adulto; é onde tudo pode ser ressignificado – um tropeço vira aprendizado, um choro vira consolo. Nesse lugar os netos são sempre pequenos, os erros, sempre perdoáveis, e as pequenas conquistas, celebradas.

A vocês, avós queridos, nosso obrigado. Por serem abrigo, consolo, elo entre o passado e o futuro. Por nos ensinarem que ser família é nunca desistir uns dos outros.

Feliz Dia dos Avós.

 

Relator:

Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Saúde visual de crianças e adolescentes: cuidados essenciais para um desenvolvimento saudável https://spsp.org.br/saude-visual-de-criancas-e-adolescentes-cuidados-essenciais-para-um-desenvolvimento-saudavel/ Thu, 10 Jul 2025 16:12:57 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52206 O Dia da Saúde Ocular é celebrado todos os anos no dia 10 de julho. A visão é um dos sentidos mais importantes para]]>

O Dia da Saúde Ocular é celebrado todos os anos no dia 10 de julho. A visão é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento humano. Desde o nascimento, até o final da adolescência, os olhos passam por diversas etapas de amadurecimento, sendo essenciais para o aprendizado, a socialização, a autonomia e a qualidade de vida. Garantir que crianças e adolescentes tenham uma boa saúde visual vai muito além de prevenir doenças: trata-se de proporcionar oportunidades para que eles cresçam com segurança, confiança e bem-estar.

Desde os primeiros dias de vida, é fundamental que os pais e cuidadores estejam atentos à saúde ocular dos pequenos. O primeiro exame oftalmológico, o teste do reflexo vermelho – popularmente conhecido como teste do olhinho – deve ser realizado ainda na maternidade. Ele é simples, rápido e pode detectar alterações graves, como catarata congênita, glaucoma e até tumores oculares.

É recomendável que entre seis meses e um ano de idade a criança passe por uma avaliação completa com um oftalmologista infantil. Mesmo que nenhum sintoma esteja presente, os exames devem ser realizados anualmente ou conforme a orientação médica, pois diversas doenças oculares se desenvolvem de forma silenciosa e só se manifestam quando já estão avançadas.

Crianças pequenas nem sempre conseguem comunicar que não estão enxergando bem. Cabe aos pais e responsáveis observar alguns sinais, como o hábito de aproximar objetos do rosto, tropeçar com frequência, coçar ou esfregar os olhos constantemente, lacrimejamento sem motivo aparente, sensibilidade à luz, olhos vermelhos, queixa de dores de cabeça frequentes, rendimento escolar abaixo do esperado ou desinteresse por atividades que exigem atenção visual. O desvio de um ou ambos os olhos, conhecido como estrabismo, também é um sinal de alerta. Em qualquer um desses casos, a avaliação oftalmológica deve ser realizada o mais rápido possível.

Um dos grandes desafios da saúde ocular infantil nos dias atuais é o uso excessivo de telas. O contato precoce e prolongado com celulares, tablets e computadores tem sido associado a um aumento significativo de casos de miopia. Além disso, o tempo prolongado focando em curta distância causa fadiga ocular, olhos secos e dores de cabeça, além de miopia. Por isso, é fundamental limitar o uso de telas de acordo com a idade da criança. Até os dois anos, o ideal é evitar totalmente a exposição. Entre dois e cinco anos, o tempo deve ser restrito a, no máximo, uma hora por dia, sempre com supervisão e conteúdo apropriado. A partir dos seis anos, até os dez anos, o uso pode ser mais flexível, de até duas horas por dia, com supervisão, mas deve incluir pausas frequentes — uma boa regra é a do 20-20-20: a cada 20 minutos de uso de tela, olhar por 20 segundos para algo a 6 metros de distância (que correspondem a 20 pés).

Para além das telas, atividades ao ar livre devem ser estimuladas e é uma das estratégias mais eficazes na prevenção da miopia e no fortalecimento da visão. Pesquisas apontam que o contato diário com a luz natural estimula substâncias nos olhos que ajudam a evitar o crescimento exagerado do globo ocular, que é a principal causa do aumento da miopia. Por isso, brincadeiras ao ar livre, como correr, andar de bicicleta, explorar a natureza ou simplesmente brincar no quintal são altamente recomendadas. De uma a duas horas por dia de exposição à luz solar natural, em horários adequados, já faz uma diferença significativa.

A alimentação também desempenha um papel importante na saúde visual. Uma dieta rica em vitaminas A, C e E, além de ômega-3, luteína, zeaxantina e zinco, favorece o bom funcionamento da retina e protege contra diversas doenças. Alimentos como cenoura, abóbora, espinafre, brócolis, manga, peixes, ovos e sementes devem fazer parte da alimentação das crianças. Além disso, manter a hidratação adequada é fundamental, especialmente em ambientes com ar condicionado ou para crianças que fazem uso frequente de dispositivos eletrônicos, já que estes contribuem para a síndrome do olho seco.

A prevenção de acidentes também deve ser levada em consideração. Brinquedos com pontas, objetos cortantes, produtos químicos e materiais escolares podem causar lesões graves nos olhos. É importante orientar as crianças sobre os riscos e garantir um ambiente seguro para brincadeiras. Em atividades esportivas ou em laboratórios escolares, o uso de óculos de proteção é indispensável.

Outro ponto fundamental é evitar a automedicação. Colírios, pomadas e qualquer tipo de medicamento oftálmico devem ser utilizados apenas com prescrição médica. Substâncias aparentemente inofensivas podem causar alergias, intoxicações ou agravar o quadro clínico. Da mesma forma, o uso de óculos deve ser feito somente com a orientação de um oftalmologista. Óculos com grau inadequado ou armações mal ajustadas podem piorar a visão e causar desconforto.

Promover a saúde visual na infância é garantir que a criança tenha as melhores condições para aprender, brincar, explorar o mundo e se desenvolver com plenitude. Os pais e cuidadores têm papel fundamental nesse processo, seja oferecendo estímulos adequados, acompanhando o uso de tecnologias, incentivando hábitos saudáveis ou levando a criança ao oftalmologista de forma preventiva. A visão é uma janela para o mundo e merece toda a nossa atenção.

Relator:
Marcelo Alexandre A. C. Costa
Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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O brincar como essência da infância – e da vida https://spsp.org.br/o-brincar-como-essencia-da-infancia-e-da-vida/ Wed, 28 May 2025 11:10:59 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51541 “A infância é um chão sobre o qual caminharemos o resto de nossos dias” Lya Luft 28 de maio é o Dia Internacional do Brincar. Quando falamos sobre o desenvolvimento]]>

“A infância é um chão sobre o qual caminharemos o resto de nossos dias”

Lya Luft

 28 de maio é o Dia Internacional do Brincar. Quando falamos sobre o desenvolvimento saudável das crianças, uma palavra se impõe com força e leveza ao mesmo tempo: brincar. Mais do que um passatempo, o brincar é linguagem, é afeto, é descoberta. Ele está presente desde os primeiros dias de vida – no sorriso que provoca o balbucio do bebê, na exploração das mãos, no esconder e aparecer do rosto etc. Cresce com a criança, transforma-se com ela e a acompanha até a vida adulta, ainda que em novas formas e “roupagens”.

Do ponto de vista da psicologia do desenvolvimento, nomes como Jean Piaget, Lev Vygotsky e Donald Winnicott ajudaram a consolidar a ideia de que o brincar não é apenas reflexo do desenvolvimento, mas também um motor fundamental para que ele aconteça. Piaget via no jogo simbólico uma forma de construção do pensamento. Vygotsky destacava a importância do faz-de-conta como espaço de criação de sentido e mediação cultural. Já Winnicott nos presenteou com a noção de “espaço potencial”, um território de transição entre o mundo interno e o mundo real, acessado justamente por meio do brincar.

Do olhar da educação, o brincar é campo de aprendizagem rica e espontânea. Crianças aprendem regras, limites, cooperação, criatividade e resiliência ao brincar – aspectos que nenhuma tela é capaz de transmitir com a mesma intensidade. Quando uma criança constrói com blocos, negocia papéis em uma brincadeira de faz-de-conta ou se equilibra em um tronco no parque, ela está desafiando a si mesma, desenvolvendo habilidades cognitivas, sociais e motoras. Aprendendo a viver em sociedade.

Num mundo cada vez mais digital, é urgente lembrar que brincar é também um antídoto. O excesso de telas tem se mostrado nocivo ao desenvolvimento infantil, afetando sono, atenção, linguagem e saúde emocional. Ao incentivar o brincar livre – dentro e fora de casa, com adultos ou com outras crianças – estamos não apenas resgatando a infância, mas oferecendo uma poderosa alternativa para reduzir o tempo de exposição às telas.

É papel de todos nós – pais, pediatras, educadores e profissionais da saúde – proteger esse tempo sagrado do brincar. Isso não exige brinquedos caros nem espaços sofisticados. Brincar pode ser inventar uma história com panos e almofadas, pular corda, criar uma cabana com cadeiras e lençóis ou simplesmente correr descalço no quintal. Mais do que o objeto, é o vínculo, o tempo disponível e o ambiente seguro que fazem do brincar uma experiência transformadora.

O brincar não se esgota na infância. Ele reaparece nas brincadeiras entre adolescentes, nos jogos de tabuleiro em família, no teatro, na música, nas expressões lúdicas da vida adulta. Manter viva essa dimensão do brincar é preservar o que há de mais humano em nós: a capacidade de criar, imaginar e se relacionar de forma genuína.

Em tempos de pressa, agendas cheias e estímulos digitais por todos os lados, brincar é também um ato de resistência, de permitir-se estar presente, de olhar nos olhos, de rir junto, de aprender com o outro.

E para a criança, isso não é um luxo. É uma necessidade.

 

Relator:

Fernando Lamano Ferreira
Presidente do Núcleo de Estudos de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Juventude em movimento: o papel do esporte na saúde física e mental https://spsp.org.br/juventude-em-movimento-o-papel-do-esporte-na-saude-fisica-e-mental/ Fri, 28 Mar 2025 19:27:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50758 O Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, convida-nos a refletir sobre a saúde e os desafios enfrentados pelos jovens na atualidade. Entre esses desafios, o sedentarismo]]>

O Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, convida-nos a refletir sobre a saúde e os desafios enfrentados pelos jovens na atualidade. Entre esses desafios, o sedentarismo e os transtornos de saúde mental se destacam, criando um cenário preocupante. O aumento da inatividade física está diretamente relacionado ao crescimento dos índices de obesidade, doenças metabólicas e transtornos emocionais, como ansiedade e depressão.

A geração ansiosa e a epidemia do sedentarismo

Vivemos em uma era hiperconectada, em que o tempo de tela e a vida digital estão substituindo, cada vez mais, as interações presenciais e a prática de atividades ao ar livre. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% dos adolescentes entre 11 e 17 anos não atingem o nível recomendado de atividade física, que é de pelo menos 60 minutos diários de exercícios moderados a intensos. Esse comportamento sedentário compromete não apenas a saúde física, mas também contribui para o aumento dos casos de ansiedade e depressão.

Um estudo publicado no JAMA Pediatrics revelou que jovens que passam mais de sete horas diárias em dispositivos eletrônicos têm o dobro do risco de desenvolver sintomas ansiosos e depressivos em comparação a aqueles com menos tempo de exposição. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) apontou que quase 30% dos adolescentes relataram se sentir tristes ou desesperançosos de forma recorrente: um número alarmante!

O poder transformador da atividade física

Se o sedentarismo e a ansiedade são problemas crescentes, a boa notícia é que a solução está ao alcance de todos. A prática esportiva tem um papel essencial na promoção da saúde física e mental, ajudando a juventude a construir um futuro mais equilibrado e cheio de vitalidade.

A atividade física regular traz inúmeros benefícios, como melhoria do condicionamento físico, fortalecimento dos músculos, aumento da resistência e melhora da circulação sanguínea. Além disso, reduz o risco de obesidade, diabetes, problemas cardíacos e hipertensão, além de proporcionar mais energia e disposição para as atividades diárias.

Além dos impactos no corpo, a atividade física exerce uma influência direta na saúde mental. Estudos demonstram que praticar esportes reduz em até 30% os sintomas de ansiedade e depressão em adolescentes. Isso acontece porque o exercício libera hormônios como endorfina, serotonina e dopamina, neurotransmissores fundamentais para a regulação do humor e do bem-estar.

A prática esportiva também melhora a autoestima e a confiança, fortalece os laços sociais e promove valores como disciplina, respeito e cooperação. Outro ponto positivo é o impacto no desempenho acadêmico, pois a atividade física contribui para um cérebro mais ativo e preparado para aprender.

O papel da família e do pediatra: como incentivar o adolescente a se movimentar?

A adolescência é um período de transição, no qual os jovens buscam autonomia e identidade. Por isso, impor regras rígidas pode ser menos eficaz do que estimular o engajamento e a descoberta de uma atividade prazerosa. O incentivo deve vir tanto da família quanto dos pediatras e profissionais de saúde.

Para os pais, ser exemplo é essencial. Crianças e adolescentes que crescem em um ambiente familiar ativo têm mais chances de valorizar o exercício físico. Apresentar diferentes esportes, equilibrar o tempo de telas e transformar a atividade física em um momento de conexão familiar são estratégias fundamentais para que o jovem se envolva no processo.

Para os pediatras, a recomendação de atividade física deve fazer parte da rotina de avaliação da saúde dos adolescentes. A cada consulta, é importante questionar sobre o nível de atividade do paciente e reforçar os benefícios do movimento. Além disso, o profissional pode sugerir modalidades esportivas adaptadas ao perfil do jovem, mostrar que a atividade física traz benefícios além da saúde física e incentivar metas realistas para manter o engajamento ao longo do tempo.

Juntos, podemos transformar o futuro da juventude

A juventude é uma fase de crescimento, descobertas e aprendizado. E nada melhor do que garantir que essa geração tenha saúde, energia e equilíbrio emocional para enfrentar os desafios da vida. Como pais, educadores e pediatras, temos um papel essencial em incentivar hábitos saudáveis desde cedo.

Ao proporcionar oportunidades para o movimento, estimular o esporte como parte da rotina e apoiar os jovens na escolha de uma atividade física de que gostem, estamos investindo não apenas na saúde presente, mas no futuro deles. Pequenas mudanças no dia a dia podem fazer toda a diferença na prevenção do sedentarismo e na promoção do bem-estar.

Que tal começar hoje? Incentive, apoie e faça parte dessa mudança. A juventude precisa de movimento, e o primeiro passo pode começar com você. Vamos juntos construir uma geração mais saudável, ativa e equilibrada.

 

Relator:
Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo
 

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O Dia dos Filhos https://spsp.org.br/o-dia-dos-filhos/ Mon, 23 Sep 2024 16:12:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48094 ]]>

Comemorado em 23 de setembro aqui no Brasil e em Portugal, o Dia dos Filhos veio para equilibrar outros feriados familiares, como os Dias das Mães, dos Pais e até dos Avós.

A escolha do dia 23 de setembro está relacionada ao início da primavera no hemisfério sul, simbolizando renovação e novos começos. Essa época do ano é frequentemente associada ao crescimento e à vitalidade, características que se encaixam perfeitamente na relação entre pais e filhos.

E qual é o objetivo desta comemoração?

 Visa recordar a relação entre pais e filhos, reforçar os laços familiares e a importância da convivência, sendo uma excelente oportunidade de reflexão sobre o papel dos filhos nas vidas dos pais e vice-versa, além de promover momentos de união e alegria.

É o momento para deixar os filhos saberem, por meio de ações e palavras, o quanto são amados, destacar suas qualidades e conquistas, fortalecer a autoestima e a confiança e fazer com que se sintam valorizados.

Além disso, é uma oportunidade para que os pais reflitam sobre suas responsabilidades e o impacto que têm na vida de seus filhos. A educação, o carinho e o exemplo são fundamentais para o crescimento saudável e feliz das crianças, para o desenvolvimento de valores, como os da igualdade e justiça.

No agitado mundo contemporâneo em que vivemos, muitos pais trabalham e acabam não aproveitando os momentos livres para acompanhar o cotidiano e as relações com seus filhos e filhas, então serve para chamar a atenção de todos – pais e filhos – para que possam repensar suas rotinas e separar um tempo especial dedicado exclusivamente à família e que sirva de “gatilho” para muitos outros dias mais!

O que fazer no Dia dos Filhos?

O principal objetivo é reunir as famílias para que aproveitem a companhia uns dos outros, proporcionar momentos de diversão e interação ajudam a fortalecer os laços familiares.

Algumas atividades podem ser programadas para este dia, como: passeios ao ar livre; compartilhar histórias divertidas; preparar uma refeição especial – e saudável – com a ajuda das crianças; brincar com jogos apropriados para as idades dos filhos (quebra cabeça, blocos, tabuleiro…); criar um álbum de memórias dos momentos impactantes que passaram juntos; ir ao teatro ou cinema e até fazer uma viagem divertida.

Estas realizações estimulam a cooperação, a comunicação, são fontes de risadas, de lembrar de momentos especiais e de memórias felizes, além de promover a saúde física e mental para todos.

A data serve de alerta para que os pais reservem um tempo em suas vidas para estar presentes nas atividades cotidianas e que permaneçam conectados com os filhos – ouçam o que eles têm a dizer, estejam disponíveis, prestem atenção neles e mostrem empolgação pelo que estão fazendo e relatando. Aproveitem também os momentos especiais, que podem acontecer todos os dias e sejam transformados em tempos de qualidade – está aí o “segredo do sucesso”!

Nossas fortes recomendações para os pais é que sempre tenham tempo para dar amor e carinho para os filhos, brinquem com eles, façam com que se sintam seguros e protegidos, estimulem sua confiança, que aprendam a lidar com o estresse, com conflitos e com a raiva e ajudem a resolver problemas para que, à medida que crescem, fortaleçam o relacionamento deles com vocês e com os outros.

E que a frase a seguir seja sempre repetida pelos pais e incorporada pelos filhos: “quando você estiver enfrentando momentos difíceis, quando sentir que não tem a quem recorrer, saiba que estamos sempre aqui por você.”

 

Saiba mais:

-Dia dos Filhos (23 de setembro): Uma Celebração da Relação Familiar https://www.soescola.com/glossario/dia-dos-filhos-23-de-setembro#google_vignette

-CALENDARR Brasil. Dia dos Filhos https://www.calendarr.com/brasil/dia-dos-filhos/

-NATIONAL TODAY. Son and Daughter Day – August 11, 2025 https://nationaltoday.com/son-and-daughter-day/

-Minds Quotes. 46 National Son and Daughter Day Quotes, Wishes & Messages. https://www.mindsquotes.com/national-son-and-daughter-day-quotes/

 

Relatora:

Renata D Waksman
Presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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