Sono do bebê – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 25 Oct 2021 18:33:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Sono do bebê – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Meu filho ronca. É normal? https://spsp.org.br/meu-filho-ronca-e-normal/ Tue, 05 Nov 2019 18:19:38 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2969 Apneia obstrutiva do sono na infância é relativamente comum e o tratamento é simples, além de necessário para o bom desenvolvimento da criança A respiração da criança durante o sono deve ser sempre silenciosa. Por isso, a criança que ronca ou tem respiração ruidosa enquanto dorme merece especial atenção. Outros sinais também devem ser observados: movimentação excessiva, sono agitado, transpiração, respiração oral, enurese (xixi na cama). Por trás de sintomas aparentemente comuns, pode estar a apneia obstrutiva do sono. O distúrbio respiratório do sono é uma condição relativamente comum na infância, sendo mais grave a apneia obstrutiva do sono, que acomete cerca de 1 a 3% das crianças na faixa etária pré-escolar (até dois anos). Os sintomas mais marcantes são noturnos: o ronco intenso, respiração oral, sono sem descanso e pequenas pausas respiratórias. Porém, há ainda sintomas diurnos relevantes: agitação ou sonolência e falta de atenção. A apneia obstrutiva do sono interfere potencialmente no desenvolvimento da criança, tanto em aspectos físicos, como déficit de crescimento, quanto cognitivos, que pode se expressar como déficit de atenção e/ou aprendizado. Além disso, em casos extremos, o esforço respiratório durante o sono pode levar a sequelas cardíacas. Os roncos e a apneia do sono na criança resultam de uma combinação entre um estreitamento anatômico das vias aéreas e função neuromuscular (tônus da musculatura da faringe). Na faixa etária pré-escolar, o principal fator associado é o aumento das amígdalas e da adenoide que obstruem as partes nasal e oral da faringe, respectivamente.  Além disso, rinites são fatores potencializados que contribuem para a obstrução nasal repercutindo também na qualidade do sono. Fazendo diagnóstico A investigação da apneia do sono deve iniciar com um relato detalhado dos sintomas. Em seguida, a avaliação da via aérea para determinar o grau de obstrução. Exames complementares podem ser solicitados, como radiografias de perfil da cabeça para análise das vias aéreas. A polissonografia (exame do sono) pode caracterizar a gravidade da apneia e o número de eventos obstrutivos. Entretanto, trata-se de exame demorado e caro e que não deve ser feito de rotina em todas as crianças; deve ser solicitado quando os sintomas não são bem caracterizados, quando há discrepância destes com o grau de obstrução, sendo obrigatório em crianças portadoras de síndromes ou doenças neuromusculares. Tratando as causas   Uma vez que os principais fatores são a hiperplasia (aumento) das amígdalas e adenoide, o tratamento inicial de escolha é a retirada dessas estruturas, ou seja, adenoamigdalectomia. O tratamento cirúrgico tem alta eficácia e leva à transformação da qualidade de vida da criança, com melhora não apenas no padrão respiratório, mas também no seu desenvolvimento, comportamento, atenção etc. Além disso, é obrigatório o tratamento de quadros complementares como rinite e alergia, entre outros. Em crianças com alterações da oclusão dental ou desarmonias do crescimento craniofacial é necessária avaliação do odontopediatra e/ou ortodontista para complementação com tratamento ortodôntico. Em crianças com hipotonia da musculatura perioral, postura de boca aberta, alterações das funções orofacias como deglutição e mastigação deve-se indicar a intervenção fonoaudiológica. A obesidade, cada vez mais frequente, é fator que influencia fortemente na apneia e é associada ao baixo sucesso do tratamento cirúrgico, sendo a orientação dietética obrigatória na apneia do sono. O tratamento precoce reverte as consequências, melhorando sobremaneira a qualidade de vida dessas crianças. RelatoraProfa. Dra. Renata C. Di FrancescoDepartamento de Otorrinolaringologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.]]>

Apneia obstrutiva do sono na infância é relativamente comum e o tratamento é simples, além de necessário para o bom desenvolvimento da criança


A respiração da criança durante o sono deve ser sempre silenciosa. Por isso, a criança que ronca ou tem respiração ruidosa enquanto dorme merece especial atenção. Outros sinais também devem ser observados: movimentação excessiva, sono agitado, transpiração, respiração oral, enurese (xixi na cama). Por trás de sintomas aparentemente comuns, pode estar a apneia obstrutiva do sono.

O distúrbio respiratório do sono é uma condição relativamente comum na infância, sendo mais grave a apneia obstrutiva do sono, que acomete cerca de 1 a 3% das crianças na faixa etária pré-escolar (até dois anos). Os sintomas mais marcantes são noturnos: o ronco intenso, respiração oral, sono sem descanso e pequenas pausas respiratórias. Porém, há ainda sintomas diurnos relevantes: agitação ou sonolência e falta de atenção.

adiretoriaeventos | pixabay.com

A apneia obstrutiva do sono interfere potencialmente no desenvolvimento da criança, tanto em aspectos físicos, como déficit de crescimento, quanto cognitivos, que pode se expressar como déficit de atenção e/ou aprendizado. Além disso, em casos extremos, o esforço respiratório durante o sono pode levar a sequelas cardíacas.

Os roncos e a apneia do sono na criança resultam de uma combinação entre um estreitamento anatômico das vias aéreas e função neuromuscular (tônus da musculatura da faringe). Na faixa etária pré-escolar, o principal fator associado é o aumento das amígdalas e da adenoide que obstruem as partes nasal e oral da faringe, respectivamente.  Além disso, rinites são fatores potencializados que contribuem para a obstrução nasal repercutindo também na qualidade do sono.

Fazendo diagnóstico

A investigação da apneia do sono deve iniciar com um relato detalhado dos sintomas. Em seguida, a avaliação da via aérea para determinar o grau de obstrução. Exames complementares podem ser solicitados, como radiografias de perfil da cabeça para análise das vias aéreas. A polissonografia (exame do sono) pode caracterizar a gravidade da apneia e o número de eventos obstrutivos. Entretanto, trata-se de exame demorado e caro e que não deve ser feito de rotina em todas as crianças; deve ser solicitado quando os sintomas não são bem caracterizados, quando há discrepância destes com o grau de obstrução, sendo obrigatório em crianças portadoras de síndromes ou doenças neuromusculares.

Tratando as causas  

Uma vez que os principais fatores são a hiperplasia (aumento) das amígdalas e adenoide, o tratamento inicial de escolha é a retirada dessas estruturas, ou seja, adenoamigdalectomia. O tratamento cirúrgico tem alta eficácia e leva à transformação da qualidade de vida da criança, com melhora não apenas no padrão respiratório, mas também no seu desenvolvimento, comportamento, atenção etc. Além disso, é obrigatório o tratamento de quadros complementares como rinite e alergia, entre outros.

Em crianças com alterações da oclusão dental ou desarmonias do crescimento craniofacial é necessária avaliação do odontopediatra e/ou ortodontista para complementação com tratamento ortodôntico.

Em crianças com hipotonia da musculatura perioral, postura de boca aberta, alterações das funções orofacias como deglutição e mastigação deve-se indicar a intervenção fonoaudiológica.

A obesidade, cada vez mais frequente, é fator que influencia fortemente na apneia e é associada ao baixo sucesso do tratamento cirúrgico, sendo a orientação dietética obrigatória na apneia do sono.

O tratamento precoce reverte as consequências, melhorando sobremaneira a qualidade de vida dessas crianças.

Relatora
Profa. Dra. Renata C. Di Francesco
Departamento de Otorrinolaringologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.



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Momento Saúde: sono do bebê – colocando limites https://spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-colocando-limites/ Wed, 26 Jun 2019 18:17:14 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2857
saúde mental

Estabelecer um horário de dormir e seguir um ritual permite que a criança se prepare internamente para adormecer. Colocar pijama, escovar os dentes, contar uma história ou uma conversa de final do dia significa uma gradativa despedida do estado mental ativo. A criança se organiza e isso a conforta da sensação de caos que a falta de rotina e limite pode causar.

É preciso que ela sinta que dormir é prazeroso e que a brincadeira pode ser retomada no dia seguinte. É sempre difícil abandonar uma brincadeira e a companhia dos pais. A criança não tem noção de seus limites de cansaço. É o adulto que precisa ajudá-la, mesmo que ela proteste.

Se os pais não demonstrarem culpa ou hesitação, a criança geralmente acaba aceitando que o dia acabou e se entrega ao sono. A convicção firme dos pais é o termômetro. A criança sente quando seus pais têm dúvidas e tentam ludibriá-los. É importante não ceder, a não ser em situações de exceção, que devem ser explicadas a elas para que possam distinguir entre a rotina e os dias diferentes.


Os limites organizam e acalmam a criança, que ainda não sabe perceber seu cansaço


Mas também é importante que a hora de dormir não seja antes de os pais chegarem ou logo em seguida à sua chegada em casa. Se os filhos só encontram os pais no final do dia é preciso dar a eles um tempo de convivência antes de serem levados para dormir. Muitas vezes é necessário rever a própria rotina e horário de trabalho para reservar esse tempo familiar.

A criança é naturalmente insaciável e sempre vai querer mais. Entretanto, quando de fato os pais reservam pouco tempo do seu dia com elas, ocorre uma carência real, que certamente vai interferir na rotina do sono. Os limites começam pela própria rotina dos adultos de modo a dar um equilíbrio à vida familiar.


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Relatores:
Dra. Denise Feliciano
Dr. Eduardo Goldenstein

Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Momento Saúde: sono do bebê – observando os sinais https://spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-observando-os-sinais/ Wed, 19 Jun 2019 18:30:42 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2796
saúde mental

Saber sobre o desenvolvimento fisiológico de um bebê não substitui conhecer as peculiaridades de cada um. É importante observar como responde aos estímulos e criar uma rotina saudável, mas que respeite suas preferências. Cuidado para não achar que seu filho prefere dormir no colo, ser chacoalhado, dormir de luz acesa ou com música. Em geral, esses vícios são construídos pelos próprios pais quando estão aflitos para que a criança durma logo.

Os bebês assimilam rapidamente a maneira como são cuidados. Se forem ninados no colo até dormir, adotarão esse padrão como recurso único para adormecer. No começo, os pais acham gostoso, mas logo ficarão exaustos com a dependência e o bebê não desenvolve a autonomia. É importante que os pais não se desesperem apresentando muitos estímulos na tentativa de acalmá-lo ou fazê-lo adormecer rapidamente, mas criem um ritual que aos poucos o ensine a dormir sozinho.


Observe e conheça seu bebê, evitando um descompasso entre as necessidades dele e suas expectativas


Noites traumáticas, em geral, revelam o descompasso entre as necessidades do bebê e as expectativas dos pais. É a observação atenta de si mesmos e do bebê que ajuda a discriminar esses sinais. Assim como perceber quando estão doentes, assustados, agitados ou com outros desconfortos físicos.

A expectativa de acertar pode gerar insegurança nos pais e faz com que não acreditem em sua própria observação, supervalorizando a opinião do pediatra ou dos conselhos que buscam entre amigos ou na internet. Comparar seu filho com outras crianças só cria tensão. Ninguém melhor do que os pais para saber o que o filho quer, pois estão com ele o tempo todo. Mas precisam manter a calma e aprender a lidar com incertezas e momentos de desespero do bebê. Não é fácil. O choro do bebê pode gerar muito desconforto ao nos recordarmos das marcas da experiência de desamparo do bebê que todos nós fomos. São registros inconscientes de uma época remotíssima de vida que, embora não nos lembremos, pode ser evocada no contato próximo com uma criança.

Nem sempre dá para saber o que está acontecendo com o bebê. É um engano querer aplacar os desconfortos e a insônia com medicamentos. Uma noite sem dormir pode ser incômoda, mas nem sempre é preocupante.


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Relatores:
Dra. Denise Feliciano
Dr. Eduardo Goldenstein
Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 19/06/2019.


Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.


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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: sono do bebê – a importância de criar uma rotina https://spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-a-importancia-de-criar-uma-rotina/ Wed, 12 Jun 2019 18:45:17 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2788 saúde mental

A partir dos três meses é importante adotar rotinas que ajudem o bebê a saber quando é hora de dormir, estabelecendo um ritmo circadiano. A repetição prepara a criança emocionalmente para cada momento do dia e gradualmente ajuda a estabilizar o ritmo de sono.

Num determinado horário comece a desacelerar. Evite brincadeiras agitadas ou passeios noturnos. Um banho, uma mamada e, antes que pegue no sono, coloque-o no aconchego de seu berço em um quarto escuro e silencioso. Num ambiente propício, o bebê aprende a adormecer sozinho e o fará também nos breves despertares entre os ciclos do sono. É uma forma de dizer a ele que é bom dormir e que seu berço é o melhor lugar. O bebê aprende mais fácil quando há consistência e convicção nos pais.

A rotina gera segurança e prepara a criança emocionalmente para a hora de dormir, tonando-se algo prazeroso

Para isso, é importante que dormir seja, para os pais, um prazer e não o último recurso de um corpo exaurido. Dormir somente com o barulho da TV ou trabalhar no computador até a exaustão são exemplos de um conflito com o sono. Casais insones tendem a repetir o padrão de aceleração e vícios ao bebê sem que percebam. A insônia dos pais certamente camufla angústias e medos que nem se deram conta. Mas, por sua extrema sensibilidade, o bebê pode captá-los e trazê-los à tona quando não consegue dormir.

Para algumas pessoas, dormir pode evocar um sentimento de morte. São medos inconscientes, mas que podem se revelar nos cuidados com um bebê. Sem saber, os pais comunicam ao bebê que não estão tranquilos enquanto ele dorme e então ele passa a não dormir. É uma situação paradoxal – o psiquismo pode ser contraditório.

Para administrar essas situações é importante pensar no que está tirando o sono dos pais, e do bebê por extensão. Conversar com o pediatra ou mesmo com um psicólogo pode ajudar a reconhecer essas sutilezas.

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A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

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Relatores:
Dra. Denise Feliciano
Dr. Eduardo Goldenstein

Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 12/06/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento Saúde: sono do bebê – primeiros três meses de vida https://spsp.org.br/momento-saude-sono-do-bebe-primeiros-tres-meses-de-vida/ Wed, 05 Jun 2019 19:53:01 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2781 saúde mental

Noites mal dormidas podem ser, muitas vezes, a rotina dos pais nos primeiros meses de vida de seus bebês. Mas, para alguns casais, a fase torna-se tão traumática que hesitam em ter um segundo filho.

O primeiro trimestre é um período turbulento. O aparelho neurológico imaturo do bebê não tem ainda produção de melatonina estabilizada e os estados de sono e vigília são imprevisíveis, regulados pela fome e desconfortos. Ele não é capaz de se adaptar a outra rotina. Diante dessa instabilidade que se confronta com o ritmo biológico do adulto, muitos pais se apavoram achando que o bebê nunca mais os deixará dormir. No desespero, acabam adotando medidas que, além de ineficazes, criam um ambiente mais tenso, que não favorece o relaxamento do bebê.

No início é o bebê quem dá o ritmo e os pais aprendem os sinais do seu filho

Nesse período, é preciso aceitar desse ritmo de sono. Não é uma boa ideia querer manter o bebê desperto mais tempo de dia, esperando que ele durma a noite toda – exausto, ele terá mais dificuldades para dormir. A solução é acompanhá-lo em seu ritmo e procurar descansar também nos períodos diurnos para estar disponível à noite. Por mais cansativo que seja, esse é um período passageiro.

O bebê também não dorme se tiver desconfortos como dor, calor, frio, febre, fome. Para os pais, é o momento de conhecer os sinais do filho, de se adaptar ao novo papel e onde ocorrem mudanças significativas na rotina familiar. Muitas vezes se angustiam sem saber como acalmá-lo. A turbulência emocional faz parte desse início e traz alguns medos, inseguranças e conflitos. Bebês e crianças pequenas são suscetíveis, o cansaço e a tensão dos pais pode deixá-los inseguros, não conseguindo relaxar – torna-se um círculo vicioso.

É importante o casal se alternar quando a angústia limita a tolerância nos cuidados com o bebê. Pode ser desesperador ficar horas com um bebê com cólica. Uma pausa para poder se reorganizar emocionalmente também ajuda o bebê a se acalmar.
Antes de achar que seu filho tem um distúrbio de sono, pergunte a si mesmo quais são seus próprios medos e inseguranças e comece a cuidar deles. O bebê pode se tornar um aliado importante para perceber sutilezas na dinâmica familiar.

A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

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Relatores:
Dra. Denise Feliciano
Dr. Eduardo Goldenstein

Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 5/06/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Retrospectiva Momento Saúde: privação do sono https://spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-privacao-do-sono/ Wed, 30 Jan 2019 17:20:29 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2410 Apresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Encerramos a retrospectiva com: Privação do sono em crianças e adolescentes   Privação do sono A privação do sono pode se manifestar de diferentes maneiras na faixa etária pediátrica de acordo com a idade, o desenvolvimento neuropsicomotor, a duração de tempo desde que o problema que provoca os sintomas teve início e a intensidade destes. Na faixa etária do lactente e até os três anos de idade, a manifestação é principalmente comportamental, com humor instável associado a choro ou inquietação, irritabilidade, agressividade – a criança chuta, belisca, morde, puxa o cabelo do cuidador, o seu próprio ou dos coleguinhas, bate a cabeça com força no travesseiro ou na parede. Entre três e seis anos pode se acrescentar comportamento hiperativo ou de isolamento e, com menor frequência, sintomas de sonolência diurna com dificuldade em acompanhar as atividades na escola, distração, sono durante atividades monótonas e dificuldades na coordenação motora. Na faixa etária do escolar até o início da puberdade, os sintomas mais chamativos são o comportamento hiperativo e as dificuldades no aprendizado. Durante toda a fase da infância podem se juntar sintomas de baixa da imunidade com reações de hipersensibilidade, infecções de repetição, dificuldade em ganhar peso e crescer e também, de forma oposta, obesidade que pode ocorrer desde a fase de lactente quando as tentativas de minimizar o sono ruim são feitas com aumento da ingesta noturna. A partir da puberdade, um problema muito frequente e do qual a maioria dos adolescentes sofre é o atraso do ritmo fisiológico do sono. Com frequência o adolescente que dorme com facilidade em torno das 22h vai ter dificuldade em iniciar o sono antes das 23h ou mesmo meia noite. Como a necessidade de sono na faixa etária do adolescente é de cerca de 9 a 9:30 horas, podemos ver que será difícil que o mesmo mantenha uma quantidade de sono adequada se tiver que acordar às 6 ou 7 horas da manhã. O resultado é uma privação de sono que se tornará crônica porque o período da adolescência é longo. Os sintomas principais então serão dificuldade no alerta nas primeiras horas da manhã, dificuldade no aprendizado, absenteísmo, dificuldades nos relacionamentos, baixa autoestima, depressão. A cefaleia pode aparecer nessa idade, seja pela privação do sono ou pela ansiedade e estresse devido às demandas e dificuldades em cumprir metas. Qual especialidade procurar? Se os sintomas descritos no primeiro artigo sobre privação do sono estiverem presentes devemos analisar a rotina e suas possíveis causas. Como é o sono da criança/adolescente? 1. Qual o horário em que a criança/adolescente dorme e acorda? 2. Como é o sono? Tranquilo, agitado, fala, ou anda ou chora ou faz movimentos repetitivos no início do sono ou quando dorme? Range os dentes? Está continente ou o xixi escapa durante o sono? Ronca? Para de respirar durante o sono? 3. Tem algum problema crônico de saúde? O pediatra/hebiatra é, em geral, o primeiro especialista que irá avaliar o problema de sono da criança ou do adolescente e decidir sobre a necessidade de uma consulta com o especialista. O exame clínico geral, exames de sangue e de urina poderão dar pistas de algum problema orgânico. Uma avaliação com otorrinolaringologista se fará necessária para uma queixa de engasgos, ronco/apneia durante o sono, alergias de vias aéreas superiores. Uma avaliação com especialista em Medicina do Sono irá analisar as queixas não respiratórias e possíveis transtornos que possam ocasionar um sono interrompido e pouco eficiente, como as parassonias de despertar, os movimentos periódicos de membros, a epilepsia hipermotora do sono, o bruxismo do sono e os transtornos do ritmo circadiano que possam causar insônia. Esse especialista poderá solicitar o exame de polissonografia para um diagnóstico mais preciso do problema do sono e, também, para afastar causas orgânicas associadas às queixas do paciente ou de seus familiares. Uma vez traçadas as possibilidades diagnósticas e com o resultado do exame de polissonografia, poderá ser necessário um acompanhamento específico com o otorrinolaringologista, neurologista, odontólogo/ortodontista e psiquiatra, entre outros. Tratamento As causas de um sono de curta duração ou interrompido são variadas, assim como seu tratamento: 1. O tratamento comportamental (descrito a seguir) é fundamental, o primeiro a ser inserido e sempre deve ser realizado em conjunto com o tratamento do problema de base que está causando o distúrbio do sono. 2. Os distúrbios respiratórios devem ser tratados para que a função respiratória possa ser o mais natural e adequada possível: tratar as alergias respiratórias, avaliar se existe obstrução importante na via aérea superior – hipertrofia de adenoide, de amígdalas, com necessidade de tratamento cirúrgico. 3. Avaliar se a alteração respiratória durante o sono está associada a alteração craniofacial que necessite intervenção específica. 4. Avaliar se existe alteração musculoesquelética, craniofacial ou do tecido conectivo que necessite uso de aparelho de ventilação não invasiva do tipo aparelho de pressão positiva (CPAP), para que auxilie na regularização do padrão respiratório e dos gases arteriais. 5. Avaliar alterações esqueléticas orofaciais que necessitem uso de aparelhos intraorais (aparelhos de disjunção palatina). 6. Avaliar os níveis no sangue de ferro sérico + ferritina + saturação da transferrina para corrigir possíveis causas de movimentos periódicos de membros inferiores – sono agitado, chutar, jogar as cobertas etc. 7. Avaliar presença de atividade epileptiforme nos traçados do eletroencefalograma (achado comum entre as crises epilépticas) que justifiquem tratamento apropriado. 8. Avaliar despertares frequentes no sono de ondas lentas (N3) que, associados à queixa de despertares súbitos/sonambulismo, choro inconsolável/terror noturno, justifiquem tratamento apropriado. 9. Avaliar o padrão da vigília e do sono para caracterizar um possível distúrbio do ritmo circadiano e tratar de forma apropriada. Higiene do sono Instituir o que chamamos ritual de dormir: 1. Colocar a criança para dormir em horários...]]>

Apresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.

Encerramos a retrospectiva com:
Privação do sono em crianças e adolescentes

 

Privação do sono

A privação do sono pode se manifestar de diferentes maneiras na faixa etária pediátrica de acordo com a idade, o desenvolvimento neuropsicomotor, a duração de tempo desde que o problema que provoca os sintomas teve início e a intensidade destes.

Na faixa etária do lactente e até os três anos de idade, a manifestação é principalmente comportamental, com humor instável associado a choro ou inquietação, irritabilidade, agressividade – a criança chuta, belisca, morde, puxa o cabelo do cuidador, o seu próprio ou dos coleguinhas, bate a cabeça com força no travesseiro ou na parede.

Entre três e seis anos pode se acrescentar comportamento hiperativo ou de isolamento e, com menor frequência, sintomas de sonolência diurna com dificuldade em acompanhar as atividades na escola, distração, sono durante atividades monótonas e dificuldades na coordenação motora.

Na faixa etária do escolar até o início da puberdade, os sintomas mais chamativos são o comportamento hiperativo e as dificuldades no aprendizado.

Durante toda a fase da infância podem se juntar sintomas de baixa da imunidade com reações de hipersensibilidade, infecções de repetição, dificuldade em ganhar peso e crescer e também, de forma oposta, obesidade que pode ocorrer desde a fase de lactente quando as tentativas de minimizar o sono ruim são feitas com aumento da ingesta noturna.

A partir da puberdade, um problema muito frequente e do qual a maioria dos adolescentes sofre é o atraso do ritmo fisiológico do sono. Com frequência o adolescente que dorme com facilidade em torno das 22h vai ter dificuldade em iniciar o sono antes das 23h ou mesmo meia noite. Como a necessidade de sono na faixa etária do adolescente é de cerca de 9 a 9:30 horas, podemos ver que será difícil que o mesmo mantenha uma quantidade de sono adequada se tiver que acordar às 6 ou 7 horas da manhã. O resultado é uma privação de sono que se tornará crônica porque o período da adolescência é longo. Os sintomas principais então serão dificuldade no alerta nas primeiras horas da manhã, dificuldade no aprendizado, absenteísmo, dificuldades nos relacionamentos, baixa autoestima, depressão. A cefaleia pode aparecer nessa idade, seja pela privação do sono ou pela ansiedade e estresse devido às demandas e dificuldades em cumprir metas.

Qual especialidade procurar?

Se os sintomas descritos no primeiro artigo sobre privação do sono estiverem presentes devemos analisar a rotina e suas possíveis causas.

Como é o sono da criança/adolescente?
1. Qual o horário em que a criança/adolescente dorme e acorda?
2. Como é o sono? Tranquilo, agitado, fala, ou anda ou chora ou faz movimentos repetitivos no início do sono ou quando dorme? Range os dentes? Está continente ou o xixi escapa durante o sono? Ronca? Para de respirar durante o sono?
3. Tem algum problema crônico de saúde?

O pediatra/hebiatra é, em geral, o primeiro especialista que irá avaliar o problema de sono da criança ou do adolescente e decidir sobre a necessidade de uma consulta com o especialista. O exame clínico geral, exames de sangue e de urina poderão dar pistas de algum problema orgânico.

Uma avaliação com otorrinolaringologista se fará necessária para uma queixa de engasgos, ronco/apneia durante o sono, alergias de vias aéreas superiores.

Uma avaliação com especialista em Medicina do Sono irá analisar as queixas não respiratórias e possíveis transtornos que possam ocasionar um sono interrompido e pouco eficiente, como as parassonias de despertar, os movimentos periódicos de membros, a epilepsia hipermotora do sono, o bruxismo do sono e os transtornos do ritmo circadiano que possam causar insônia. Esse especialista poderá solicitar o exame de polissonografia para um diagnóstico mais preciso do problema do sono e, também, para afastar causas orgânicas associadas às queixas do paciente ou de seus familiares.

Uma vez traçadas as possibilidades diagnósticas e com o resultado do exame de polissonografia, poderá ser necessário um acompanhamento específico com o otorrinolaringologista, neurologista, odontólogo/ortodontista e psiquiatra, entre outros.

Tratamento

As causas de um sono de curta duração ou interrompido são variadas, assim como seu tratamento:
1. O tratamento comportamental (descrito a seguir) é fundamental, o primeiro a ser inserido e sempre deve ser realizado em conjunto com o tratamento do problema de base que está causando o distúrbio do sono.
2. Os distúrbios respiratórios devem ser tratados para que a função respiratória possa ser o mais natural e adequada possível: tratar as alergias respiratórias, avaliar se existe obstrução importante na via aérea superior – hipertrofia de adenoide, de amígdalas, com necessidade de tratamento cirúrgico.
3. Avaliar se a alteração respiratória durante o sono está associada a alteração craniofacial que necessite intervenção específica.
4. Avaliar se existe alteração musculoesquelética, craniofacial ou do tecido conectivo que necessite uso de aparelho de ventilação não invasiva do tipo aparelho de pressão positiva (CPAP), para que auxilie na regularização do padrão respiratório e dos gases arteriais.
5. Avaliar alterações esqueléticas orofaciais que necessitem uso de aparelhos intraorais (aparelhos de disjunção palatina).
6. Avaliar os níveis no sangue de ferro sérico + ferritina + saturação da transferrina para corrigir possíveis causas de movimentos periódicos de membros inferiores – sono agitado, chutar, jogar as cobertas etc.
7. Avaliar presença de atividade epileptiforme nos traçados do eletroencefalograma (achado comum entre as crises epilépticas) que justifiquem tratamento apropriado.
8. Avaliar despertares frequentes no sono de ondas lentas (N3) que, associados à queixa de despertares súbitos/sonambulismo, choro inconsolável/terror noturno, justifiquem tratamento apropriado.
9. Avaliar o padrão da vigília e do sono para caracterizar um possível distúrbio do ritmo circadiano e tratar de forma apropriada.

Higiene do sono

Instituir o que chamamos ritual de dormir:

1. Colocar a criança para dormir em horários regulares. O adolescente deve também adotar horários regulares em função da disponibilidade de sono que possui e sabendo da necessidade aumentada de sono nessa faixa etária. Se pode acordar mais tarde, por exemplo, se estuda no período da tarde, pode dormir no horário em que dorme mais rápido, mas este horário deve ser fixado. Não esperar sentir sono para ir para a cama.

2. Criar um ritual para dormir:
A partir do sexto mês de vida, um ritual pode ser estabelecido para todos os bebês com boa saúde. O bebê deve receber a mamada/mamadeira na sala. Se adormecer quando recebe a mesma, segurá-lo por alguns minutos em posição sentada e levá-lo para o próprio quarto. Durante a mamada pode-se colocar um “amiguinho de dormir”, para que segure-o e aprenda a manipulá-lo – é interessante que esse amiguinho tenha um interesse tátil, como recheio de bolinhas de isopor ou orelha de cetim/gorgorão. Uma luz fraca (5 watts) e escura (azul marinho/roxa) pode ser usada como luz de presença, num canto do quarto, se for preciso atender o bebê no meio da noite.
A medida que a criança fica mais desperta depois da mamada e cresce, pode-se levá-la para trocar a fralda, colocar o pijama e escovar os dentes. Uma vez no quarto, sentar-se numa cadeira ao lado da cama, colocar uma lâmpada amarela de 40 watts indireta (essas que são colocadas de trás para a frente, na cabeceira da cama ou na parede) e cantar, contar uma historinha, rezar, fazer um carinho e terminar com um gostoso beijo de boa noite e planos para a manhã seguinte.
Para os maiores, pode-se introduzir uma leitura.
O ritual vai se modificando conforme a criança cresce e o último item que desaparece, em geral já na puberdade, é o beijo de boa noite.
O tempo do ritual deve ser sempre de 20 a 30 minutos. Isso traz segurança e ajuda a criança/adolescente a entrar no período incógnito do sono, com tranquilidade. A experiência bem sucedida será, então, incorporada como um hábito que a criança/adolescente levará para o resto da vida.

3. Em geral as mamadas noturnas não são mais necessárias a partir de 12-18 meses.

4. O ideal é que o período entre o jantar e o início do sono não seja inferior a 2 horas.

5. Não utilizar aparelhos eletrônicos – celulares, tablets, TV etc. como forma de facilitar o sono, pois todos impedem a liberação da melatonina, que é nosso neuro-hormônio facilitador e que mantém o sono.

RachelBostwick | Pixabay

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Relator:
Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP.

Republicado em 30/01/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Retrospectiva Momento Saúde: colocando o bebê para dormir https://spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-colocando-o-bebe-para-dormir/ Wed, 16 Jan 2019 17:38:56 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2406 Apresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Republicando sobre: Segurança na hora de colocar o bebê para dormir   Dormir de barriga para cima é mais seguro A posição mais segura para colocar o bebê para dormir, tanto nos cochilos durante o dia, quanto no sono da noite, é a de barriga para cima, até completar um ano de vida. Nessa posição a criança tem menor risco de aspiração (em caso de regurgitação ou vômito) e engasgo, pois a anatomia da via aérea do bebê e o reflexo da tosse (reflexo faríngeo), que é a contração da parte de trás da garganta, vão impedir que isto aconteça. As posições de bruços e de lado são perigosas para o bebê pequeno dormir, pois podem atrapalhar o fluxo de ar e sua respiração. Dormir de lado favorece o bebê virar de bruços, por isso essa posição também é desaconselhada. Estudos mostram que colocar o bebê de barriga para cima para dormir pode reduzir significativamente o risco de morte súbita: nos anos 1990, campanhas internacionais – nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Inglaterra – de orientação para os pais sobre a posição mais segura para os bebês dormirem conseguiram reduzir esses índices em 50%, especialmente entre os 2° e 4° meses de vida. Dormir de barriga para cima x morte súbita Dormir de barriga para cima está entre os fatores que comprovadamente protegem da morte súbita. Existem várias hipóteses para a ocorrência da morte súbita. A posição de bruços poderia aumentar a possibilidade de o bebê inspirar o ar que exalou, levando ao acúmulo de gás carbônico e níveis baixos de oxigênio. Nessa posição, poderia haver obstrução das vias aéreas superiores ou interferência, com a dissipação do calor pelo corpo do bebê, podendo levar a superaquecimento. O fato é que seu mecanismo é desconhecido e nada ainda pode ser confirmado. Estudos afirmam que colocar o bebê para dormir de barriga para cima reduz a possibilidade de morte súbita, daí essa posição ser aconselhada em detrimento das outras (de lado ou de bruços). Além de dormir de barriga para cima, outros cuidados podem prevenir a morte súbita: • Aleitamento até quando possível. • Evidências recentes sugerem que vacinas podem ter efeito protetor. • Não fumar perto do bebê. • Manter ambientes livres de fumaça. • Evitar o aquecimento exagerado – não agasalhar demais o bebê na hora de dormir. • Não deixar o ambiente muito quente. • Dormir no quarto com os pais, ao lado da cama, mas nunca nela, pois ao rolar sobre o bebê ou cobrir sua cabeça aumenta-se o risco de morte súbita, asfixia e sufocação. • Um assunto ainda não definido se refere ao uso da chupeta ser protetor de morte súbita – mas deve-se considerar oferecê-la assim que a amamentação estiver bem estabelecida. • E, claro! Dormir de barriga para cima. Segurança no berço O berço deve ter superfície firme de apoio e nada mais deve estar nele, como brinquedos, travesseiros e almofadas, pois podem sufocar o bebê durante o sono. O bebê pode estar enrolado numa manta do tórax para baixo, sempre deitado de barriga para cima. Alguns cuidados na hora da escolha do berço deixarão a hora do sono mais confortável e segura: • Estrado: de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, é melhor que o estrado seja uma placa inteira. • Grades: a distância entre as grades precisa ser de, no máximo, 6 cm para evitar que a criança passe o ombro, mãos ou pés nos vãos. A altura das laterais deve ser medida desde a base de cima do colchão e ter, no mínimo, 60 centímetros. Se as grades forem móveis, devem possuir sistema de travamento. • Pintura: deve ser feita com tinta atóxica. • As bordas e partes salientes devem ser arredondadas. • Colchão: o colchão ideal para bebês deve ter densidade de 18 (D18). O vão entre a lateral do móvel e o colchão não pode ser maior que 2,5cm. Compartilhando o quarto com os pais A orientação é que os bebês durmam em seu próprio berço e nunca na cama dos pais. O colchão deve ser firme e bem adaptado ao berço, pois se for mole, o bebê pode afundar o rosto, prejudicando a respiração. O ideal é que o bebê fique no quarto com os pais até os seis meses de idade – principalmente à noite – o que pode facilitar o socorro caso algo aconteça, mas durante o dia deve circular pela casa e dormir em seu quarto por alguns períodos, para que vá se ambientando. Se preferir, pode optar por berços móveis para transportar o bebê pela casa, deixando-o sempre por perto. Não é necessário cobrir o bebê, o ideal é vestir nele roupas adequadas para o clima para que fique aquecido. No entanto, se mesmo assim os pais optarem por cobrir o bebê, devem prender o lençol ou o cobertor no colchão, pois assim não há risco de o rosto do bebê ficar coberto e deixar sempre a cabeça, ombros e braços da criança para fora da coberta. É importante não dividir o berço. Se tiver mais de um filho, mantenha cada um em seu próprio berço. Para fazer a mudança para o quarto do bebê, aproveite a fase quando ele passar a dormir mais à noite e com sono mais estável – se acontecer antes de completar seis meses já pode ir para seu quarto. Ao colocar a criança para dormir no próprio quarto, use sempre a babá eletrônica para monitorar. Nota: todas as medidas citadas, salvo indicação contrária, são para bebês de até um ano. Fale sempre com seu pediatra e, se o bebê ainda não nasceu, agendem consulta para ter essas e muitas outras informações...]]>

Apresentamos – nesta época de férias – uma retrospectiva de todos os artigos publicados em nossa coluna Momento Saúde, criada em 2017 pela equipe do blog Pediatra Orienta para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples.

Republicando sobre:
Segurança na hora de colocar o bebê para dormir

 

Dormir de barriga para cima é mais seguro

A posição mais segura para colocar o bebê para dormir, tanto nos cochilos durante o dia, quanto no sono da noite, é a de barriga para cima, até completar um ano de vida.

Nessa posição a criança tem menor risco de aspiração (em caso de regurgitação ou vômito) e engasgo, pois a anatomia da via aérea do bebê e o reflexo da tosse (reflexo faríngeo), que é a contração da parte de trás da garganta, vão impedir que isto aconteça.

As posições de bruços e de lado são perigosas para o bebê pequeno dormir, pois podem atrapalhar o fluxo de ar e sua respiração. Dormir de lado favorece o bebê virar de bruços, por isso essa posição também é desaconselhada.

Estudos mostram que colocar o bebê de barriga para cima para dormir pode reduzir significativamente o risco de morte súbita: nos anos 1990, campanhas internacionais – nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Inglaterra – de orientação para os pais sobre a posição mais segura para os bebês dormirem conseguiram reduzir esses índices em 50%, especialmente entre os 2° e 4° meses de vida.

Dormir de barriga para cima x morte súbita

Dormir de barriga para cima está entre os fatores que comprovadamente protegem da morte súbita.

Existem várias hipóteses para a ocorrência da morte súbita. A posição de bruços poderia aumentar a possibilidade de o bebê inspirar o ar que exalou, levando ao acúmulo de gás carbônico e níveis baixos de oxigênio. Nessa posição, poderia haver obstrução das vias aéreas superiores ou interferência, com a dissipação do calor pelo corpo do bebê, podendo levar a superaquecimento. O fato é que seu mecanismo é desconhecido e nada ainda pode ser confirmado.

Estudos afirmam que colocar o bebê para dormir de barriga para cima reduz a possibilidade de morte súbita, daí essa posição ser aconselhada em detrimento das outras (de lado ou de bruços).

Além de dormir de barriga para cima, outros cuidados podem prevenir a morte súbita:
• Aleitamento até quando possível.
• Evidências recentes sugerem que vacinas podem ter efeito protetor.
• Não fumar perto do bebê.
• Manter ambientes livres de fumaça.
• Evitar o aquecimento exagerado – não agasalhar demais o bebê na hora de dormir.
• Não deixar o ambiente muito quente.
• Dormir no quarto com os pais, ao lado da cama, mas nunca nela, pois ao rolar sobre o bebê ou cobrir sua cabeça aumenta-se o risco de morte súbita, asfixia e sufocação.
• Um assunto ainda não definido se refere ao uso da chupeta ser protetor de morte súbita – mas deve-se considerar oferecê-la assim que a amamentação estiver bem estabelecida.
• E, claro! Dormir de barriga para cima.

Segurança no berço

O berço deve ter superfície firme de apoio e nada mais deve estar nele, como brinquedos, travesseiros e almofadas, pois podem sufocar o bebê durante o sono. O bebê pode estar enrolado numa manta do tórax para baixo, sempre deitado de barriga para cima.

Alguns cuidados na hora da escolha do berço deixarão a hora do sono mais confortável e segura:
• Estrado: de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, é melhor que o estrado seja uma placa inteira.
• Grades: a distância entre as grades precisa ser de, no máximo, 6 cm para evitar que a criança passe o ombro, mãos ou pés nos vãos. A altura das laterais deve ser medida desde a base de cima do colchão e ter, no mínimo, 60 centímetros. Se as grades forem móveis, devem possuir sistema de travamento.
• Pintura: deve ser feita com tinta atóxica.
• As bordas e partes salientes devem ser arredondadas.
• Colchão: o colchão ideal para bebês deve ter densidade de 18 (D18). O vão entre a lateral do móvel e o colchão não pode ser maior que 2,5cm.

Compartilhando o quarto com os pais

A orientação é que os bebês durmam em seu próprio berço e nunca na cama dos pais. O colchão deve ser firme e bem adaptado ao berço, pois se for mole, o bebê pode afundar o rosto, prejudicando a respiração.

O ideal é que o bebê fique no quarto com os pais até os seis meses de idade – principalmente à noite – o que pode facilitar o socorro caso algo aconteça, mas durante o dia deve circular pela casa e dormir em seu quarto por alguns períodos, para que vá se ambientando. Se preferir, pode optar por berços móveis para transportar o bebê pela casa, deixando-o sempre por perto.

Não é necessário cobrir o bebê, o ideal é vestir nele roupas adequadas para o clima para que fique aquecido. No entanto, se mesmo assim os pais optarem por cobrir o bebê, devem prender o lençol ou o cobertor no colchão, pois assim não há risco de o rosto do bebê ficar coberto e deixar sempre a cabeça, ombros e braços da criança para fora da coberta.

É importante não dividir o berço. Se tiver mais de um filho, mantenha cada um em seu próprio berço.

Para fazer a mudança para o quarto do bebê, aproveite a fase quando ele passar a dormir mais à noite e com sono mais estável – se acontecer antes de completar seis meses já pode ir para seu quarto. Ao colocar a criança para dormir no próprio quarto, use sempre a babá eletrônica para monitorar.

Nota: todas as medidas citadas, salvo indicação contrária, são para bebês de até um ano. Fale sempre com seu pediatra e, se o bebê ainda não nasceu, agendem consulta para ter essas e muitas outras informações importantes.

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Relatora:
Dra. Renata Waksman

Coordenação do Blog Pediatra Orienta

Republicado em 16/01/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: higiene do sono https://spsp.org.br/momento-saude-higiene-do-sono/ Wed, 28 Nov 2018 17:20:12 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2367 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto agora é: privação do sono Higiene do sono Instituir o que chamamos ritual de dormir: 1. Colocar a criança para dormir em horários regulares. O adolescente deve também adotar horários regulares em função da disponibilidade de sono que possui e sabendo da necessidade aumentada de sono nessa faixa etária. Se pode acordar mais tarde, por exemplo, se estuda no período da tarde, pode dormir no horário em que dorme mais rápido, mas este horário deve ser fixado. Não esperar sentir sono para ir para a cama. 2. Criar um ritual para dormir: A partir do sexto mês de vida, um ritual pode ser estabelecido para todos os bebês com boa saúde. O bebê deve receber a mamada/mamadeira na sala. Se adormecer quando recebe a mesma, segurá-lo por alguns minutos em posição sentada e levá-lo para o próprio quarto. Durante a mamada pode-se colocar um “amiguinho de dormir”, para que segure-o e aprenda a manipulá-lo – é interessante que esse amiguinho tenha um interesse tátil, como recheio de bolinhas de isopor ou orelha de cetim/gorgorão. Uma luz fraca (5 watts) e escura (azul marinho/roxa) pode ser usada como luz de presença, num canto do quarto, se for preciso atender o bebê no meio da noite. A medida que a criança fica mais desperta depois da mamada e cresce, pode-se levá-la para trocar a fralda, colocar o pijama e escovar os dentes. Uma vez no quarto, sentar-se numa cadeira ao lado da cama, colocar uma lâmpada amarela de 40 watts indireta (essas que são colocadas de trás para a frente, na cabeceira da cama ou na parede) e cantar, contar uma historinha, rezar, fazer um carinho e terminar com um gostoso beijo de boa noite e planos para a manhã seguinte. Para os maiores, pode-se introduzir uma leitura. O ritual vai se modificando conforme a criança cresce e o último item que desaparece, em geral já na puberdade, é o beijo de boa noite. O tempo do ritual deve ser sempre de 20 a 30 minutos. Isso traz segurança e ajuda a criança/adolescente a entrar no período incógnito do sono, com tranquilidade. A experiência bem sucedida será, então, incorporada como um hábito que a criança/adolescente levará para o resto da vida. 3. Em geral as mamadas noturnas não são mais necessárias a partir de 12-18 meses. 4. O ideal é que o período entre o jantar e o início do sono não seja inferior a 2 horas. 5. Não utilizar aparelhos eletrônicos – celulares, tablets, TV etc. como forma de facilitar o sono, pois todos impedem a liberação da melatonina, que é nosso neuro-hormônio facilitador e que mantém o sono. ___ Relatora: Dra. Márcia Pradella-Hallinan Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP. Publicado em 28/11/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

O assunto agora é:
privação do sono

Higiene do sono

Instituir o que chamamos ritual de dormir:

1. Colocar a criança para dormir em horários regulares. O adolescente deve também adotar horários regulares em função da disponibilidade de sono que possui e sabendo da necessidade aumentada de sono nessa faixa etária. Se pode acordar mais tarde, por exemplo, se estuda no período da tarde, pode dormir no horário em que dorme mais rápido, mas este horário deve ser fixado. Não esperar sentir sono para ir para a cama.

2. Criar um ritual para dormir:
A partir do sexto mês de vida, um ritual pode ser estabelecido para todos os bebês com boa saúde. O bebê deve receber a mamada/mamadeira na sala. Se adormecer quando recebe a mesma, segurá-lo por alguns minutos em posição sentada e levá-lo para o próprio quarto. Durante a mamada pode-se colocar um “amiguinho de dormir”, para que segure-o e aprenda a manipulá-lo – é interessante que esse amiguinho tenha um interesse tátil, como recheio de bolinhas de isopor ou orelha de cetim/gorgorão. Uma luz fraca (5 watts) e escura (azul marinho/roxa) pode ser usada como luz de presença, num canto do quarto, se for preciso atender o bebê no meio da noite.
A medida que a criança fica mais desperta depois da mamada e cresce, pode-se levá-la para trocar a fralda, colocar o pijama e escovar os dentes. Uma vez no quarto, sentar-se numa cadeira ao lado da cama, colocar uma lâmpada amarela de 40 watts indireta (essas que são colocadas de trás para a frente, na cabeceira da cama ou na parede) e cantar, contar uma historinha, rezar, fazer um carinho e terminar com um gostoso beijo de boa noite e planos para a manhã seguinte.
Para os maiores, pode-se introduzir uma leitura.
O ritual vai se modificando conforme a criança cresce e o último item que desaparece, em geral já na puberdade, é o beijo de boa noite.
O tempo do ritual deve ser sempre de 20 a 30 minutos. Isso traz segurança e ajuda a criança/adolescente a entrar no período incógnito do sono, com tranquilidade. A experiência bem sucedida será, então, incorporada como um hábito que a criança/adolescente levará para o resto da vida.

3. Em geral as mamadas noturnas não são mais necessárias a partir de 12-18 meses.

4. O ideal é que o período entre o jantar e o início do sono não seja inferior a 2 horas.

5. Não utilizar aparelhos eletrônicos – celulares, tablets, TV etc. como forma de facilitar o sono, pois todos impedem a liberação da melatonina, que é nosso neuro-hormônio facilitador e que mantém o sono.

dewanr2 | Pixabay

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Relatora:
Dra. Márcia Pradella-Hallinan
Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP.

Publicado em 28/11/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: privação do sono – tratamento https://spsp.org.br/momento-saude-privacao-do-sono-tratamento/ Wed, 21 Nov 2018 17:10:54 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2364 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto agora é: privação do sono Tratamento As causas de um sono de curta duração ou interrompido são variadas, assim como seu tratamento: 1. O tratamento comportamental (descrito a seguir) é fundamental, o primeiro a ser inserido e sempre deve ser realizado em conjunto com o tratamento do problema de base que está causando o distúrbio do sono. 2. Os distúrbios respiratórios devem ser tratados para que a função respiratória possa ser o mais natural e adequada possível: tratar as alergias respiratórias, avaliar se existe obstrução importante na via aérea superior – hipertrofia de adenoide, de amígdalas, com necessidade de tratamento cirúrgico. 3. Avaliar se a alteração respiratória durante o sono está associada a alteração craniofacial que necessite intervenção específica. 4. Avaliar se existe alteração musculoesquelética, craniofacial ou do tecido conectivo que necessite uso de aparelho de ventilação não invasiva do tipo aparelho de pressão positiva (CPAP), para que auxilie na regularização do padrão respiratório e dos gases arteriais. 5. Avaliar alterações esqueléticas orofaciais que necessitem uso de aparelhos intraorais (aparelhos de disjunção palatina). 6. Avaliar os níveis no sangue de ferro sérico + ferritina + saturação da transferrina para corrigir possíveis causas de movimentos periódicos de membros inferiores – sono agitado, chutar, jogar as cobertas etc. 7. Avaliar presença de atividade epileptiforme nos traçados do eletroencefalograma (achado comum entre as crises epilépticas) que justifiquem tratamento apropriado. 8. Avaliar despertares frequentes no sono de ondas lentas (N3) que, associados à queixa de despertares súbitos/sonambulismo, choro inconsolável/terror noturno, justifiquem tratamento apropriado. 9. Avaliar o padrão da vigília e do sono para caracterizar um possível distúrbio do ritmo circadiano e tratar de forma apropriada. ___ Relatora: Dra. Márcia Pradella-Hallinan Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP. Publicado em 21/11/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

O assunto agora é:
privação do sono

Tratamento

As causas de um sono de curta duração ou interrompido são variadas, assim como seu tratamento:
1. O tratamento comportamental (descrito a seguir) é fundamental, o primeiro a ser inserido e sempre deve ser realizado em conjunto com o tratamento do problema de base que está causando o distúrbio do sono.
2. Os distúrbios respiratórios devem ser tratados para que a função respiratória possa ser o mais natural e adequada possível: tratar as alergias respiratórias, avaliar se existe obstrução importante na via aérea superior – hipertrofia de adenoide, de amígdalas, com necessidade de tratamento cirúrgico.
3. Avaliar se a alteração respiratória durante o sono está associada a alteração craniofacial que necessite intervenção específica.
4. Avaliar se existe alteração musculoesquelética, craniofacial ou do tecido conectivo que necessite uso de aparelho de ventilação não invasiva do tipo aparelho de pressão positiva (CPAP), para que auxilie na regularização do padrão respiratório e dos gases arteriais.
5. Avaliar alterações esqueléticas orofaciais que necessitem uso de aparelhos intraorais (aparelhos de disjunção palatina).
6. Avaliar os níveis no sangue de ferro sérico + ferritina + saturação da transferrina para corrigir possíveis causas de movimentos periódicos de membros inferiores – sono agitado, chutar, jogar as cobertas etc.
7. Avaliar presença de atividade epileptiforme nos traçados do eletroencefalograma (achado comum entre as crises epilépticas) que justifiquem tratamento apropriado.
8. Avaliar despertares frequentes no sono de ondas lentas (N3) que, associados à queixa de despertares súbitos/sonambulismo, choro inconsolável/terror noturno, justifiquem tratamento apropriado.
9. Avaliar o padrão da vigília e do sono para caracterizar um possível distúrbio do ritmo circadiano e tratar de forma apropriada.

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Relatora:
Dra. Márcia Pradella-Hallinan
Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP.

Publicado em 21/11/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Momento Saúde: privação do sono – qual especialidade procurar https://spsp.org.br/momento-saude-privacao-do-sono-qual-especialidade-procurar/ Wed, 14 Nov 2018 17:20:04 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2361 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto agora é: privação do sono Qual especialidade procurar? Se os sintomas descritos no primeiro artigo sobre privação do sono estiverem presentes devemos analisar a rotina e suas possíveis causas. Como é o sono da criança/adolescente? 1. Qual o horário em que a criança/adolescente dorme e acorda? 2. Como é o sono? Tranquilo, agitado, fala, ou anda ou chora ou faz movimentos repetitivos no início do sono ou quando dorme? Range os dentes? Está continente ou o xixi escapa durante o sono? Ronca? Para de respirar durante o sono? 3. Tem algum problema crônico de saúde? O pediatra/hebiatra é, em geral, o primeiro especialista que irá avaliar o problema de sono da criança ou do adolescente e decidir sobre a necessidade de uma consulta com o especialista. O exame clínico geral, exames de sangue e de urina poderão dar pistas de algum problema orgânico. Uma avaliação com otorrinolaringologista se fará necessária para uma queixa de engasgos, ronco/apneia durante o sono, alergias de vias aéreas superiores. Uma avaliação com especialista em Medicina do Sono irá analisar as queixas não respiratórias e possíveis transtornos que possam ocasionar um sono interrompido e pouco eficiente, como as parassonias de despertar, os movimentos periódicos de membros, a epilepsia hipermotora do sono, o bruxismo do sono e os transtornos do ritmo circadiano que possam causar insônia. Esse especialista poderá solicitar o exame de polissonografia para um diagnóstico mais preciso do problema do sono e, também, para afastar causas orgânicas associadas às queixas do paciente ou de seus familiares. Uma vez traçadas as possibilidades diagnósticas e com o resultado do exame de polissonografia, poderá ser necessário um acompanhamento específico com o otorrinolaringologista, neurologista, odontólogo/ortodontista e psiquiatra, entre outros. ___ Relatora: Dra. Márcia Pradella-Hallinan Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP. Publicado em 14/11/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

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O assunto agora é:
privação do sono

Qual especialidade procurar?

Se os sintomas descritos no primeiro artigo sobre privação do sono estiverem presentes devemos analisar a rotina e suas possíveis causas.

Como é o sono da criança/adolescente?
1. Qual o horário em que a criança/adolescente dorme e acorda?
2. Como é o sono? Tranquilo, agitado, fala, ou anda ou chora ou faz movimentos repetitivos no início do sono ou quando dorme? Range os dentes? Está continente ou o xixi escapa durante o sono? Ronca? Para de respirar durante o sono?
3. Tem algum problema crônico de saúde?

O pediatra/hebiatra é, em geral, o primeiro especialista que irá avaliar o problema de sono da criança ou do adolescente e decidir sobre a necessidade de uma consulta com o especialista. O exame clínico geral, exames de sangue e de urina poderão dar pistas de algum problema orgânico.

Uma avaliação com otorrinolaringologista se fará necessária para uma queixa de engasgos, ronco/apneia durante o sono, alergias de vias aéreas superiores.

Uma avaliação com especialista em Medicina do Sono irá analisar as queixas não respiratórias e possíveis transtornos que possam ocasionar um sono interrompido e pouco eficiente, como as parassonias de despertar, os movimentos periódicos de membros, a epilepsia hipermotora do sono, o bruxismo do sono e os transtornos do ritmo circadiano que possam causar insônia. Esse especialista poderá solicitar o exame de polissonografia para um diagnóstico mais preciso do problema do sono e, também, para afastar causas orgânicas associadas às queixas do paciente ou de seus familiares.

Uma vez traçadas as possibilidades diagnósticas e com o resultado do exame de polissonografia, poderá ser necessário um acompanhamento específico com o otorrinolaringologista, neurologista, odontólogo/ortodontista e psiquiatra, entre outros.

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Relatora:
Dra. Márcia Pradella-Hallinan
Departamento Científico de Medicina do Sono da SPSP.

Publicado em 14/11/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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