Som alto – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 14 Mar 2014 03:40:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Som alto – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Música alta pode afetar memória e aprendizagem https://spsp.org.br/musica-alta-pode-afetar-memoria-e-aprendizagem/ Fri, 14 Mar 2014 03:40:41 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=527 O Portal Terra Notícias divulgou estudo que revela que o som alto pode afetar a memória e os mecanismos de aprendizagem de animais em desenvolvimento. Através de um experimento com ratos, cientistas da Argentina mostraram que a preocupação dos pais com adolescentes que gostam de ouvir música alta não é exagero nem tampouco chateação. O estudo, publicado na revista internacional Brain Research, utilizou camundongos considerados “adolescentes” – com idade entre 15 e 30 dias – pois têm um sistema nervoso semelhante aos seres humanos. Eles foram expostos a intensidades de ruído entre 95 e 97 decibéis (dB) mais altos do que o patamar considerado seguro (70-80 dB), porém abaixo da intensidade de som que produz, por exemplo, um show de música (110 dB). Na conclusão, os pesquisadores descobriram que, depois de duas h oras de exposição, os ratos sofreram danos irreversíveis nas células cerebrais, com anormalidades na área do hipocampo, uma região associada com os processos de memória e aprendizagem. Terra Notícias, 29 de julho de 2012 http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6029516-EI8147,00-Musica+alta+pode+afetar+memoria+e+aprendizagem+diz+estudo.html Comentários: Dra Renata C Di Francesco Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP A exposição a sons altos é um problemas em muitas partes do mundo. Não é apenas o ruído ou som desagradável que pode ter consequências desastrosas, a música alta também. Apesar de sentirmos uma sensação de prazer quando ouvimos música em altos volumes, devemos saber que a exposição prolongada ou frequente a sons de alta intensidade pode nos trazer diversas consequências, e não apenas para o ouvido, atingindo também os sistemas cardiovascular, endócrino, imunológicos e psíquico. Podemos observar que próximo a grandes quedas d’água, cataratas, por exemplo não são encontrados mamíferos superiores, simplesmente porque o som das águas é bastante irritante para eles. Recentemente, estudos mostraram que o som em alto volume também pode interferir na memória, e não apenas por uma falta de concentração, mas sim porque após duas horas de exposição os animais de laboratório apresentaram dano cerebral irreversível, principalmente na área do hipocampo, que é responsável pelos processos de memória e aprendizado. Outros estudos mostram que fetos reagem diferentemente à intensidade da música à que são expostos. Em baixa intensidade (cerca de 60 dB), há uma melhora do níveis de memória e orientação especial. Quando expostos a altos níveis (90a 100 dB), estes animais após a fase fetal apresentam pior memória e orientação especial que seus pares. O som alto interfere no metabolismo da nor-adrenalina e geralmente de forma irreversível. Assim, deve-se, sempre evitar a exposição a sons de alta intensidade, ainda que agradáveis. ___ Publicado em 14/03/2014. photo credit: Wavebreakmedia Ltd | Dreamstime.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

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Terra Notícias, 29 de julho de 2012
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6029516-EI8147,00-Musica+alta+pode+afetar+memoria+e+aprendizagem+diz+estudo.html

Comentários:
Dra Renata C Di Francesco
Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP

A exposição a sons altos é um problemas em muitas partes do mundo. Não é apenas o ruído ou som desagradável que pode ter consequências desastrosas, a música alta também. Apesar de sentirmos uma sensação de prazer quando ouvimos música em altos volumes, devemos saber que a exposição prolongada ou frequente a sons de alta intensidade pode nos trazer diversas consequências, e não apenas para o ouvido, atingindo também os sistemas cardiovascular, endócrino, imunológicos e psíquico.

Podemos observar que próximo a grandes quedas d’água, cataratas, por exemplo não são encontrados mamíferos superiores, simplesmente porque o som das águas é bastante irritante para eles. Recentemente, estudos mostraram que o som em alto volume também pode interferir na memória, e não apenas por uma falta de concentração, mas sim porque após duas horas de exposição os animais de laboratório apresentaram dano cerebral irreversível, principalmente na área do hipocampo, que é responsável pelos processos de memória e aprendizado.

Outros estudos mostram que fetos reagem diferentemente à intensidade da música à que são expostos. Em baixa intensidade (cerca de 60 dB), há uma melhora do níveis de memória e orientação especial. Quando expostos a altos níveis (90a 100 dB), estes animais após a fase fetal apresentam pior memória e orientação especial que seus pares. O som alto interfere no metabolismo da nor-adrenalina e geralmente de forma irreversível.

Assim, deve-se, sempre evitar a exposição a sons de alta intensidade, ainda que agradáveis.

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Publicado em 14/03/2014.
photo credit: Wavebreakmedia Ltd | Dreamstime.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Perda auditiva entre jovens é cada vez maior por conta dos fones https://spsp.org.br/perda-auditiva-entre-jovens-e-cada-vez-maior-por-conta-dos-fones/ Fri, 17 Jan 2014 02:40:14 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=427 livroEmbora a deficiência auditiva tenha uma forte relação com a idade, especialistas estão preocupados com a perda de audição entre os jovens. É isso o que diz matéria publicada pelo jornal O Globo. De acordo com o artigo, a poluição sonora, gerada especialmente por equipamentos de som, está entre um dos principais vilões, principalmente os fones de ouvidos, largamente utilizados pelos jovens. Um problema ressaltado pelo especialista entrevistado para a matéria é que a deficiência auditiva, nestes casos demora a se manifestar (entre dois a cinco anos). Porém, uma vez que acontece a perda auditiva, a velocidade aumenta e é irreversível. O Globo, 27 de setembro de 2013 http://oglobo.globo.com/saude/perda-auditiva-entre-jovens-cada-vez-maior-por-conta-dos-fones-10175161 Comentários: Dra Renata C. Di Francesco Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP Atualmente, as crianças e jovens ficam expostos cada vez mais cedo a sons altos. O ouvido humano é um sistema muito sofisticado. Ele é capaz de transformar a energia sonora (mecânica) em impulsos elétricos que serão interpretados pelo cérebro. Dentro do ouvido há células, que são neurônios altamente especializados e por isso não se regeneram mais. A exposição a sons altos, não apenas ruídos, mas também sons agradáveis, faz com que estas células sofram um estresse e, portanto, acabem morrendo. A exposição diária permitida por 8 horas é de 80 dB. Entretanto, trata-se de uma escala exponencial, sendo que para 90 dB a exposição permitida é de 4 horas e para sons muito altos – de 120 dB – como sons de festas ou mesmo fones (quando o som é escutado também pela pessoa ao lado), é de apenas 15 minutos. Tempos maiores de exposição já podem causar lesões no ouvido, muitas vezes irreversíveis. ___ Publicado em 17/01/2014. photo credit: Arvebettum | Dreamstime.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]> livro

dreamstime_xs_11541716Embora a deficiência auditiva tenha uma forte relação com a idade, especialistas estão preocupados com a perda de audição entre os jovens. É isso o que diz matéria publicada pelo jornal O Globo. De acordo com o artigo, a poluição sonora, gerada especialmente por equipamentos de som, está entre um dos principais vilões, principalmente os fones de ouvidos, largamente utilizados pelos jovens. Um problema ressaltado pelo especialista entrevistado para a matéria é que a deficiência auditiva, nestes casos demora a se manifestar (entre dois a cinco anos). Porém, uma vez que acontece a perda auditiva, a velocidade aumenta e é irreversível.

O Globo, 27 de setembro de 2013
http://oglobo.globo.com/saude/perda-auditiva-entre-jovens-cada-vez-maior-por-conta-dos-fones-10175161

Comentários:
Dra Renata C. Di Francesco
Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP

Atualmente, as crianças e jovens ficam expostos cada vez mais cedo a sons altos. O ouvido humano é um sistema muito sofisticado. Ele é capaz de transformar a energia sonora (mecânica) em impulsos elétricos que serão interpretados pelo cérebro. Dentro do ouvido há células, que são neurônios altamente especializados e por isso não se regeneram mais. A exposição a sons altos, não apenas ruídos, mas também sons agradáveis, faz com que estas células sofram um estresse e, portanto, acabem morrendo.

A exposição diária permitida por 8 horas é de 80 dB. Entretanto, trata-se de uma escala exponencial, sendo que para 90 dB a exposição permitida é de 4 horas e para sons muito altos – de 120 dB – como sons de festas ou mesmo fones (quando o som é escutado também pela pessoa ao lado), é de apenas 15 minutos. Tempos maiores de exposição já podem causar lesões no ouvido, muitas vezes irreversíveis.

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Publicado em 17/01/2014.
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Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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