Solidariedade – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 18 May 2026 19:47:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Solidariedade – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Doação de leite humano: solidariedade que nutre, vida que cresce https://spsp.org.br/doacao-de-leite-humano-solidariedade-que-nutre-vida-que-cresce/ Tue, 19 May 2026 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57031 ]]>

Acima está o slogan vencedor deste ano da campanha celebrada em 19 de maio – o Dia Nacional da Doação de Leite Humano.

O leite humano é o alimento mais completo para nutrir os recém-nascidos nos primeiros dias de vida, sendo rico em nutrientes e substâncias que promovem saúde, desenvolvimento e qualidade de vida. Mas você sabia que esse alimento tão especial também pode salvar vidas quando é doado?

Muitas mulheres que amamentam produzem mais leite do que seus bebês necessitam. Esse excedente não deve ser desprezado, pois pode ser destinado aos Bancos de Leite Humano e utilizado em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, contribuindo para a sobrevivência de muitos bebês. Esta afirmação é muito verdadeira: “cada gota salva vidas”.

Mas por que alguns bebês não podem ser amamentados por suas próprias mães? Em algumas situações, como em casos de doenças, como Aids, hepatites, uso de determinados medicamentos, entre outras condições, o leite materno da própria mãe não pode ser oferecido com segurança. Nesses casos, o leite doado torna-se essencial.

Embora o Brasil possua a maior rede de Bancos de Leite Humano do mundo, ainda não é possível atender a todos os bebês que necessitam desse alimento tão rico em nutrientes e anticorpos.

A doação de leite humano é um ato de solidariedade que faz toda a diferença, especialmente para bebês prematuros ou doentes que estão internados e não podem ser amamentados diretamente por suas mães. Para esses pequenos, cada gota de leite é valiosa.

Mulheres que possuem produção excedente podem se tornar doadoras e ajudar outros bebês. O processo de doação é simples, seguro e orientado por profissionais de saúde. O leite coletado passa por rigorosos controles de qualidade antes de ser oferecido aos recém-nascidos, garantindo sua segurança.

Além disso, a doação também beneficia a própria doadora. A retirada do excesso de leite pode evitar desconfortos, como o ingurgitamento mamário, que pode causar dor e inflamação nas mamas.

Doar leite não prejudica a amamentação do próprio filho. Pelo contrário, a retirada regular pode até estimular e manter a produção de leite. Além disso, a doadora ajuda muito outras crianças e suas famílias, fortalecendo uma rede de cuidado, amor e solidariedade.

Os Bancos de Leite Humano estão preparados para orientar, apoiar e acompanhar todo o processo de doação. Em muitos casos, oferecem coleta domiciliar e fornecem os materiais necessários, facilitando a participação das mães.

Se você pode doar, informe-se. Sua solidariedade pode salvar vidas e ajudar muitos bebês a crescerem fortes e saudáveis.

Para doar, entre no site da rede de Banco de Leite Humano* e localize o banco de leite mais próximo de sua residência.

*https://rblh.fiocruz.br/localizacao-dos-blhs

 

Relatora:
Rosangela Gomes dos Santos
Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SPSP

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Um gesto que transforma a vida! https://spsp.org.br/um-gesto-que-transforma-a-vida/ Sat, 27 Sep 2025 10:45:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53317 ]]>

No dia 27 de setembro celebramos o Dia Nacional da Doação de Órgãos, uma data criada para reforçar a importância desse ato de solidariedade e amor ao próximo. Quando falamos em transplante, pensamos com frequência em adultos, mas é fundamental lembrar que crianças e adolescentes também podem ser doadores e receptores. Para muitos deles, o transplante representa a única chance de viver, crescer e se desenvolver plenamente.

A lista de espera por órgãos no Brasil é longa, e, entre os milhares de pacientes cadastrados, há meninos e meninas em idade escolar, bebês e adolescentes que convivem diariamente com doenças graves do coração, fígado, pulmões ou rins. No caso da nefrologia pediátrica, por exemplo, o transplante renal é o tratamento de escolha para crianças com doença renal crônica em estágio terminal, permitindo uma vida mais próxima do normal do que a terapia dialítica poderia oferecer.

Ao contrário do que muitos pensam, no Brasil a doação de órgãos por crianças e adolescentes de qualquer idade é possível, com a autorização da família após a morte do menor. Isso significa que não basta expressar em vida o desejo de ser doador, mas que também é fundamental conversar abertamente sobre o assunto com os familiares. Esse diálogo pode ser transformador, especialmente quando envolve pais e filhos. Crianças e adolescentes aprendem desde cedo sobre empatia, solidariedade e cidadania quando presenciam seus responsáveis tratando desse tema com clareza e sensibilidade.

No contexto pediátrico, há uma particularidade: pais podem autorizar a doação de órgãos dos filhos menores em situações de morte encefálica confirmada. Trata-se de uma decisão extremamente delicada, mas que pode significar esperança para várias outras crianças e adolescentes. Muitas famílias que aceitaram a doação relatam que esse gesto trouxe conforto diante da dor da perda, por saberem que parte de seu filho continua vivendo em outra criança.

O transplante de órgãos na infância não significa apenas salvar uma vida. Ele representa a possibilidade de ir à escola, brincar, praticar esportes, fazer planos para o futuro. É devolver à infância aquilo que a doença havia limitado. Para os adolescentes, significa retomar o caminho para a vida adulta com maior independência e qualidade de vida. Na nefrologia pediátrica, acompanhamos de perto histórias de crianças que dependiam de sessões frequentes de diálise, com restrições severas na alimentação e no cotidiano. Após o transplante, essas mesmas crianças conseguem brincar, viajar com a família e planejar uma vida mais livre. É difícil imaginar um contraste mais nítido entre a limitação e a possibilidade.

O pediatra, que acompanha a criança desde os primeiros dias de vida, tem um papel fundamental na educação em saúde sobre doação de órgãos. Ele pode orientar pais e responsáveis, esclarecer dúvidas, desmistificar medos e reforçar que a doação é um ato seguro, ético e cercado de critérios médicos rigorosos. Além disso, o pediatra pode ser um elo entre famílias e equipes de transplante, ajudando na identificação precoce de doenças graves que podem evoluir para necessidade de transplante.

Como falar sobre doação de órgãos com crianças e adolescentes? A maneira de abordar o tema deve respeitar a idade e o grau de compreensão da criança: Para os pequenos, podemos falar em linguagem simples, destacando a ideia de que doar é ajudar outra pessoa a ficar bem. Já com os adolescentes, é possível discutir de forma mais direta, incluindo informações sobre cidadania, empatia e responsabilidade social. Essas conversas abrem espaço para formar uma geração mais consciente e solidária.

O Dia Nacional da Doação de Órgãos é uma oportunidade para refletirmos sobre como cada um de nós pode fazer a diferença. Declarar-se doador é um gesto simples, mas com impacto imensurável. No caso das crianças e adolescentes que aguardam na fila, cada doação significa a chance de uma vida inteira pela frente.

Como médicos e cidadãos, temos a responsabilidade de difundir essa mensagem. A doação de órgãos não é apenas um ato de generosidade: é a concretização da esperança. Que possamos, juntos, transformar essa esperança em realidade para milhares de crianças e adolescentes.

 

Relator:

Flavio de Oliveira Ihara
Secretário do Departamento Científico de Nefrologia da SPSP

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Dia Internacional da Amizade https://spsp.org.br/dia-internacional-da-amizade-2/ Tue, 30 Jul 2024 13:43:49 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47320 Relator: Fernando MF OliveiraCoordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP]]>

No Dia Internacional da Amizade – 30 de julho – “trago à lembrança o que pode nos dar esperança”: o “Caramelo”.

“Caramelo” é o nome do cavalo símbolo da resiliência e solidariedade do povo gaúcho. Ele foi resgatado, bastante debilitado, do telhado de uma casa ilhada pelas águas do transbordamento dos rios Gravataí e Sinos, na cidade de Canoas. Permaneceu imóvel naquele lugar durante quatro dias. A imagem é marcante – é uma cena que dificilmente se apagará da memória. Igualmente incrível foi o seu resgate. Mobilizou muita gente. Houve necessidade de planejamento cuidadoso. Não faltou envolvimento nem empenho.

“Caramelo” é o símbolo do que há de melhor no ser humano – que aflorou em uma situação de tragédia: a empatia, a solidariedade, a capacidade de trabalhar em harmonia e em conjunto, a generosidade.

Essas são virtudes tão humanas quanto aqueles comportamentos recrimináveis que os humanos também são capazes de fazer. Virtudes necessitam de exemplos. Precisam ser ensinadas e estimuladas. Precisam ser cultivadas. “Ser humano significa ser consciente e ser responsável”, afirmou Viktor Frankl, criador da Logoterapia.

“Caramelo” é uma mensagem simbólica para um mundo fraturado. É também uma sinalização para todos que se importam pelo que acontece ao seu redor, pois, como recorda Jonathan Sacks: “Somente quem pergunta se o mundo deveria ser como é tem a capacidade de mudá-lo”.

Relator:

Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

 

 

 

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Dia Mundial da Não Violência e da Cultura de Paz https://spsp.org.br/dia-mundial-da-nao-violencia-e-da-cultura-de-paz/ Tue, 30 Jan 2024 19:29:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=42465 Como você faz uma coisa é como você faz tudo” (ditado popular). Que bom seria se pudéssemos dormir, todos os dias, sem medos a nos assombrar. Sem medo]]>

 “Como você faz uma coisa é como você faz tudo” (ditado popular).

Que bom seria se pudéssemos dormir, todos os dias, sem medos a nos assombrar. Sem medo de assalto, de guerras, de incertezas políticas, de perder o emprego, dos resultados de exames clínicos, de balas perdidas, do futuro e de tantas outras incertezas que a vida nos traz. Esse seria o sono dos justos. A paz completa.

Há males que podemos evitar, pois estão no nosso poder de atuação. Outros estão fora do nosso domínio, como os infortúnios advindos das forças da natureza.

A sensação de insegurança que o mundo vive hoje, em grande medida, é gerada por males que nós mesmos – seres humanos – engendramos. É uma “sociopatia universal”.

O sono dos justos sempre está atrelado a uma vida de sabedoria. Não é fruto do acaso ou da sorte. É consequência de um investimento de tempo, de vontade e dedicação. É consequência de um jeito de viver.

Neste dia 30 de janeiro, em que se comemora o Dia Mundial da Não Violência e da Cultura da Paz, parece adequado falar sobre sabedoria. A palavra cultura remete ao que escrevemos acima e a paz vem de um modo de viver com sabedoria.

Esse modo de viver com sabedoria, que gera a paz, é um processo que exige manutenção permanente. Ele deve começar no indivíduo, crescer na família, se espraiar na sociedade, para, então pervadir a humanidade. Tem razão Gandhi, o grande homenageado deste dia, quando diz: “Você deve ser a mudança que deseja ver no mundo”.

Para que um mundo de paz não seja uma utopia irrealizável, ou que essas palavras não sejam “histórias da carochinha”, “ingênuas”, é necessário não perder a fé na humanidade, e não ficar de braços parados – devemos agir!

“Quem espera que a vida / Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco / Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado / Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver.

Toda pedra no caminho / Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos / Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem / Você pode escolher
É preciso saber viver”.

(Letra da música ‘Saber viver’ de Roberto Carlos/Erasmo Carlos)

 

A Organização das Nações Unidas (ONU), desde 1948, estabeleceu o dia 30 de janeiro como o Dia Mundial da Não Violência e da Cultura de Paz, em homenagem ao pacifista Mahatma Gandhi, assassinado nesse dia. Oferece, também, uma agenda de temas e ações para o engajamento pessoal de cada um de nós, numa forma de promover educação para que os povos tenham paz, solidariedade, respeito pelos direitos humanos e que busquem a mediação de conflitos. Seguem os mais importantes:

  • Respeito à vida e à dignidade humana, sem preconceitos ou discriminação de qualquer tipo;
  • Prática da não violência ativa, com rejeição da violência em todos os seus meios, sexual, físico e psicológico, bem como social e econômico;
  • Compartilhamento responsável dos recursos materiais, embasado no sentimento de solidariedade;
  • Defesa da diversidade cultural, assim como da liberdade de expressão, sempre buscando o diálogo em vez do fanatismo, rejeição ou difamação;
  • Promoção de um modo de consumo responsável;
  • Incentivar práticas de desenvolvimentos que consigam respeitar todas as formas de vida, com preservação do planeta e da natureza como um todo;
  • Contribuição para que haja um acesso democrático e inclusivo às novas tecnologias de desenvolvimento.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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