Saúde Escolar – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 10 Jun 2022 12:19:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Saúde Escolar – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Segurança nas escolas https://spsp.org.br/seguranca-nas-escolas/ Tue, 15 Mar 2022 14:20:16 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=31592 O Dia da Escola é comemorado em 15 de março, não podemos deixar de falar sobre a segurança neste local tão importante para as crianças. Ao escolher a escola onde o filho estudará, além da proposta pedagógica, aspectos práticos são considerados pelos pais.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 15/03/2022


 O Dia da Escola é comemorado em 15 de março, não podemos deixar de falar sobre a segurança neste local tão importante para as crianças.

Ao escolher a escola onde o filho estudará, além da proposta pedagógica e metodológica, aspectos práticos são considerados pelos pais, como o valor da mensalidade, a localização, o horário das aulas, a alimentação, etc. Outro ponto muito importante que deve corretamente nortear a escolha é a segurança da escola.

 

E o que faz uma escola segura?

Iremos discutir alguns pontos, mas é importante ressaltar que mesmo com uma excelente infraestrutura e monitoramento de última geração, para ser segura, uma instituição precisa conhecer seus fatores de risco e planejar sua segurança com treinamentos, política de prevenção e planos de ação para as principais emergências (o que fazer em caso de incêndio, alagamento, acidentes, assaltos, atiradores na escola, etc).

 

Infraestrutura da escola

O espaço pode influenciar a qualidade da educação que a criança irá receber, bem como o seu desenvolvimento ao longo dos anos. A escola deve ter uma estrutura física em boas condições, com autorização de funcionamento (documento expedido pela Secretaria Estadual de Educação) e alvará sanitário afixado em um lugar visível. É preciso apresentar diversidade de ambientes, adequados para faixas etárias (salas de computação, salas de vídeo, biblioteca, refeitório, quadras esportivas e quaisquer outros ambientes educativos com equipamentos específicos). O ambiente deve ser claro, ventilado e silencioso e o mobiliário deve ser resistente, não conter partes facilmente removíveis, estar íntegro e de preferência permitir várias formas de agrupamento, previstas na didática moderna.

Se houver escadas, elas devem ter corrimão em todo o percurso, faixas ou piso antiderrapante e sinalização. É preciso ser compatível com a quantidade de pessoas que a utilizam, especialmente em casos de emergências. Preferencialmente, deve haver limite ao acesso de crianças pequenas e sinalização especial para o uso de celular pelos estudantes ao utilizarem as escadas.

A instalação elétrica deve atender às Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho, às regulamentações técnicas oficiais estabelecidas e ser assinada por profissional legalmente habilitado. Fontes de energia elétrica devem ser sinalizadas, fios devidamente encapados e de preferência não devem estar à vista. Em locais de circulação de crianças pequenas, tomadas devem ser protegidas. Havendo ar condicionado, deve estar com a manutenção e limpeza em dia.

As instalações sanitárias precisam estar sempre limpas, com horários de limpeza preestabelecidos e utilizando material apropriado. É importante que tenha sinalização de segurança e campanha para prevenção de acidentes e doenças.

Se houver elevador, é preciso ter alvará de funcionamento, manutenções atualizadas e efetuadas por empresa credenciada e regularizada para tal fim. Seu acesso deve ser controlado, respeitando idade e quantidade de pessoas.

Quadras poliesportivas (tamanho oficial: 16m de largura X 27m de comprimento) devem ter demarcações em cores específicas para cada esporte praticado e serem cercadas, por exemplo, com alambrados, que impedem que as bolas atinjam outras pessoas.

O piso não deve ser escorregadio, especialmente em períodos de chuvas e deve ser uniforme (sem desníveis, buracos, frestas) e adequado para a área: por exemplo, piso de concreto não deve estar em parquinhos.

Os playgrounds devem seguir normas de segurança de acordo com a NBR 16071 e os brinquedos devem passar por manutenção constante, assegurando que estejam em condições de uso. O acesso deve ser limitado conforme a faixa etária, peso e altura, recomendado pelo fabricante.

Se houver piscina, ela deve ser cercada pelos 4 lados (cercas de pelo menos 1,5m de altura e até 12cm de espaço entre as grades), que não seja escalável e tenha portão que deve permanecer trancado quando não estiver em uso. Deve ter piso antiderrapante em torno e ralos com tampa anti-sucção. Crianças menores de 5 anos ou maiores que não saibam nadar devem sempre estar um adulto na água com elas a um braço de distância. O profissional deve ter treinamento de RCP e ser responsável por um grupo pequeno de crianças na água.

Todas as escolas devem adotar medidas de prevenção de incêndios, em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis, apresentando alvará do corpo de bombeiros. Deve haver informações sobre a utilização dos equipamentos (chuveiros automáticos sprinklers, as bombas hidráulicas, extintores de incêndio, alarmes, mangueiras, Iluminação de emergência, porta corta-fogo, sinalização) e procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança.

 

Organização

Controle e procedimentos para entradas e saídas: controlar quem circula dentro da instituição, dividir os horários de entrada e saída de alunos por faixa etária. Isso evita aglomerações comuns do horário, facilita o trânsito de carros e pessoas, assim como o trabalho do porteiro escolar.

Sistemas de monitoramento: câmeras monitorando em tempo real e a presença de vigias em locais de acesso e perambulando pelas instalações pode prevenir atos criminosos, como assaltos, furtos e sequestros, além de auxiliar na responsabilização de envolvidos em bullying, assédios e agressões.

Rotas de fuga: aberturas, saídas e vias de passagem devem estar livres para acesso rápido e conter placas ou sinais luminosos, indicando a direção. As saídas de emergência devem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura pelo interior do estabelecimento.

Equipe de primeiros socorros: algumas escolas mantém uma enfermaria para atendimentos. Os profissionais devem ser qualificados e treinados para atendimento inicial das principais emergências, como quedas, afogamentos, queimaduras, etc.

Treinamentos: a escola precisa ter política de treinamento constante de funcionários e até de alunos, para as principais ocorrências (exemplo: plano de fuga em incêndios). Uma política de prevenção deve ser bem exposta, sinalizada e treinada

Internet segura: além do uso de antivírus, ou do controle de acesso a alguns sites, a escola deve conscientizar o aluno quanto ao uso responsável da internet, orientar quanto aos métodos de pesquisa, alertando quanto à superexposição nas redes, golpes, vazamentos de informações e cyberbullying. Aumentar a parceria com os pais e estender essa conscientização para além dos muros da escola.

Educação em saúde: o aluno deve ser estimulado a adotar estilo de vida seguro e saudável por intermédio de estratégias de ensino e métodos interativos, que o envolvam no aprendizado sobre a prevenção de violências e lesões não intencionais.

Integração entre a escola, família e comunidade para prevenir lesões: a escola deve envolver a família e a comunidade em atividades de prevenção de acidentes e violências, além de estar disponível para atividades extracurriculares e eventos da comunidade, mesmo fora dos horários de aula.

 

Segurança durante a pandemia

Em época de pandemia, torna-se mais importante ainda o método de higienização e a constância que se limpam brinquedos e locais comuns, como mesas, parquinhos, corrimão, maçanetas, carteiras, etc.

A escola deve adquirir Equipamentos de Proteção Individual em quantidade suficiente para cumprir com os padrões nacionais, bem como instruir a todos que precisam utilizá-los e descartar de formas adequadas.

Dependendo da situação pandêmica, a escola deve apresentar planos para implementação de ações compatíveis com as orientações do OMS, do Ministério da Saúde: redução da capacidade de ocupação dos espaços, distanciamento físico, incentivo a comportamentos de higiene (lavagem de mãos, etiqueta respiratória, uso adequado de máscaras), escalonamento de horários das refeições, proteção para profissionais, identificação e isolamento de indivíduos infectados, etc

Além de uma boa infraestrutura, uma escola segura é aquela que conhece os eventos adversos (o risco ambiental, locais e comportamentos de risco) que possam acometer alunos, professores e outros trabalhadores da mesma. Além disso, determina seu grau de vulnerabilidade em relação aos eventos e se capacita ao enfrentamento, por meio de planejamento (políticas de prevenção de doenças, de acidentes, de violência) e ações, envolvendo o corpo docente, alunos e pais.

                                                                                                    

Relatora:
Tania M. R. Zamataro
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Presidente do Departamento Científico de Segurança infantil da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Foto: wavebreakmedia | depositphotos.com

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15/03 – Dia da Escola https://spsp.org.br/15-03-dia-da-escola/ Tue, 15 Mar 2022 14:10:37 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=31588 No dia 15 de março, se comemora o Dia da Escola. Com a pandemia de Covid-19, sua importância se tornou ainda mais destacada para nossa sociedade e ficou evidente o quanto é essencial na formação de nossas crianças. As escolas devem ter ambientes ventilados.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 15/03/2022


No dia 15 de março, se comemora o Dia da Escola. Com a pandemia de Covid-19, sua importância se tornou ainda mais destacada para nossa sociedade e ficou evidente o quanto é essencial na formação de nossas crianças.

Pensando em espaço, as escolas devem contar com ambientes bem ventilados e os cuidados necessários para garantir a saúde e segurança de todos. Além disso, oferecer áreas que promovam o contato com a natureza, assim como atividades lúdicas e criativas, que contribuem para o desenvolvimento cognitivo e emocional de seus alunos.

Mais do que um lugar físico, a escola é a expansão para o mundo. A sala de aula se transforma na extensão de casas de dinâmicas diversas, onde a figura afetiva dos pais dá lugar aos papeis exercidos pelo(a) professor(a), além de permitir o relacionamento com seus pares (colegas) que trazem características, habilidades, qualidades e defeitos ora semelhantes, ora diferentes. Uma experiência única e enriquecedora, na qual é trabalhada ensino de conteúdos e valores.

Essencial e, não menos importante, é o estabelecimento de vínculos entre a escola e as famílias que se traduzirão em parcerias futuras, em momentos de desafios, trocas e estratégias, como o combate ao bullying, por exemplo, e outras formas de agressão.

Fortalecer o papel da escola e valorizar o professor demonstra respeito e admiração, gera reconhecimento dos alunos na transmissão de conhecimento e desperta habilidades que dependem desse processo complexo de convivência, descobertas e transformação.

Portanto, a escola comemora, neste dia, toda a contribuição que pode dar para que seus alunos sejam cidadãos pensantes, críticos e, principalmente, capazes de exercer seus papeis como indivíduos e na sociedade, entendendo seus direitos/deveres e defendendo suas escolhas. Com certeza, isto levará a construção de um país melhor, mais fraterno e menos desigual.

 

Relatores:
Fausto Flor Carvalho
Betina Lahterman
Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Foto: tomwang | depositphotos.com

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Meu filho tem dificuldades na escola: será dislexia? https://spsp.org.br/meu-filho-tem-dificuldades-na-escola-sera-dislexia/ Fri, 18 Oct 2019 18:30:28 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2950 As dificuldades fazem parte do processo de aprendizagem da criança, mas é preciso estar atento para identificar um transtorno que exige cuidados específicos

Aprender faz parte do nosso dia a dia: desde que nascemos, estamos o tempo todo aprendendo. Entretanto, o aprendizado formal (acadêmico) é envolto em grandes preparativos e expectativas. As famílias se preocupam e tentam contribuir, oferecendo as melhores oportunidades. Mas e quando a criança não consegue aprender? Nesse momento todos os olhares se voltam para os pequenos e começam as buscas pelas causas desse “fracasso”.

Muitos são os caminhos que surgem, mas qual deles pode ajudar a reverter esse quadro? Qual profissional, quais terapias, quais metodologias educacionais? Essas escolhas podem determinar o desenvolvimento atual e futuro da criança.

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Os pré-requisitos para um bom aprendizado são:
Saúde física
Saúde emocional
Cognição – que podemos entender como inteligência
Memória e atenção
Visão: percepção e processamento
Audição: percepção e processamento
Desejo e oportunidade
Ambiente educacional – pedagógico
Motricidade corporal e em especial manual
Equilíbrio

A ideia de que “cada criança tem seu tempo” é muito banalizada e pode atrasar o atendimento adequado. Então, uma criança pode aprender a ler e escrever aos dois anos e outra aos 10 e ser normal? Precisa ficar claro que esse tempo tem limites que devem ser respeitados. Tanto a introdução muito precoce de atividades para a qual aquele sistema nervoso em desenvolvimento ainda não está preparado, quanto um atraso podem levar a desvios na evolução normal.

A idade em que a maturidade neurológica permite o adequado aprendizado da leitura e escrita, base para toda escolaridade, é entre cinco e sete anos de idade. Uma criança pode ter dificuldades por uma série de razões que devem ser investigadas, de acordo com a apresentação clínica, por um profissional médico, pois o diagnóstico correto orientará as terapias e adaptações para que ela, como indivíduo, possa aprender no máximo de sua capacidade.

O pediatra será o primeiro a avaliar e orientar a família e fará os encaminhamentos quando, e se necessário, para o foniatra e/ou neurologista.

Uma observação necessária: a dislexia

Quando as avaliações física, auditiva, visual, emocional, cognitiva e pedagógica encontram-se dentro da normalidade – e mesmo assim ocorrem dificuldades no aprendizado – podemos estar diante de um quadro de dislexia, mais corretamente denominado como Transtorno de Leitura e Escrita. Ele é causado por uma alteração do sistema nervoso central que leva a uma perturbação na aprendizagem da leitura pela dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os as letras e seus sons.

Pode ocorrer, ainda, um transtorno específico do aprendizado da matemática, em que a criança terá dificuldades com conceitos de quantidade, contagem, grupos e símbolos numéricos. Esses transtornos podem melhorar com tratamento adequado, mas não têm cura, sendo fundamental um atendimento interdisciplinar envolvendo a fonoaudiologia, psicopedagogia e psicologia.

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Relatora
Dra. Sulene Pirana
Grupo de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP.

Publicado em 18/10/2019



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Cyberbullying: presidente da Sociedade de Pediatra de SP fala dos riscos aos jovens https://spsp.org.br/cyberbullying-presidente-da-sociedade-de-pediatra-de-sp-fala-dos-riscos-aos-jovens/ Tue, 20 Feb 2018 18:25:43 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1960 O que antes era tido como uma brincadeira entre amigos e aceito por pais e professores, transformou-se em um problema de proporções gigantesca. Crianças e adolescentes estão sendo humilhados continuamente nas escolas, nas ruas e, principalmente, no meio virtual – as chamadas redes sociais. São vítimas do bullying (palavra em inglês que significa intimidar, amedrontar), quando acontece no colégio, por exemplo, e cyberbullying, quando as agressões são feitas na internet, em e-mails e posts. Segundo pesquisa da ONG Plan, 69% das vítimas do bullying tem entre 12 e 14 anos. “O bullying é uma forma de agressão física ou psicológica sempre intencional, às vezes repetidamente. Pode ser de uma pessoa ou de várias tendo como vítimas uma pessoa ou diversas e acontece nos mais diversos lugares da comunidade. Nos últimos anos, vimos o nascer do cyberbullying, que passa a existir como ferramenta de agressão nos meios eletrônicos. Na verdade, o bullying é uma prática – infelizmente – secular, embora esse nome tenha surgido na década de 1980”, constata o pediatra e advogado Claudio Barsanti, presidente da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo). Segundo ele, estudos apontam que essa prática já se transformou na mais comum forma de violência entre crianças e adolescentes. “O bullying e o cyberbullying tornaram-se um problema de saúde pública, pois temos visto até suicídio de adolescentes que foram vítimas desse tipo de agressão”, destaca. Em geral, as vítimas são aquelas que apresentam alguma diferença com os demais do grupo. Essas diferenças podem ser psicológicas, físicas ou biológicas. São tímidas ou pouco sociáveis e têm baixa autoestima, o que agrava a situação. São incapazes de reagir e não reclamam por medo de ficarem sem acesso à rede. Os agredidos podem desenvolver doenças como angústia, ataques de ansiedade, transtorno do pânico, depressão, anorexia e bulimia. Com a internet, o bullying passou de restrito a poucos para atingir um público incontável, pois as redes sociais disseminam as agressões de maneira incontrolável e com muita rapidez, além de permanecer nos meios virtuais para sempre. “A principal diferença entre o bulying e o cyberbullying é que no segundo existe a falsa ideia do anonimato, mas ele pode ser caracterizado como crime e os pais dos agressores podem ser responsabilizados”, explica Barsanti. Já o agressor, ressalta o presidente da SPSP, se sente mais importante e poderoso quando pratica esse tipo de ação. “O agressor tem dificuldade em assumir os problemas e os esconde agindo dessa maneira. Ele é incapaz de dialogar e pode ter sido vítima antes de se tornar um agressor”, informa. Além da vítima e do agressor, o bullying precisa de um terceiro personagem para sobreviver, o espectador – aquelas pessoas que assistem aos vídeos, leem os posts, riem das vítimas e divulgam as agressões. Barsanti adverte: “as mensagens podem ser utilizadas em juízo como prova de crime conforme previsto na lei 13.185, de 2015”.   ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 20/02/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

O que antes era tido como uma brincadeira entre amigos e aceito por pais e professores, transformou-se em um problema de proporções gigantesca. Crianças e adolescentes estão sendo humilhados continuamente nas escolas, nas ruas e, principalmente, no meio virtual – as chamadas redes sociais.

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São vítimas do bullying (palavra em inglês que significa intimidar, amedrontar), quando acontece no colégio, por exemplo, e cyberbullying, quando as agressões são feitas na internet, em e-mails e posts. Segundo pesquisa da ONG Plan, 69% das vítimas do bullying tem entre 12 e 14 anos.

“O bullying é uma forma de agressão física ou psicológica sempre intencional, às vezes repetidamente. Pode ser de uma pessoa ou de várias tendo como vítimas uma pessoa ou diversas e acontece nos mais diversos lugares da comunidade. Nos últimos anos, vimos o nascer do cyberbullying, que passa a existir como ferramenta de agressão nos meios eletrônicos. Na verdade, o bullying é uma prática – infelizmente – secular, embora esse nome tenha surgido na década de 1980”, constata o pediatra e advogado Claudio Barsanti, presidente da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo).

Segundo ele, estudos apontam que essa prática já se transformou na mais comum forma de violência entre crianças e adolescentes. “O bullying e o cyberbullying tornaram-se um problema de saúde pública, pois temos visto até suicídio de adolescentes que foram vítimas desse tipo de agressão”, destaca.

Em geral, as vítimas são aquelas que apresentam alguma diferença com os demais do grupo. Essas diferenças podem ser psicológicas, físicas ou biológicas. São tímidas ou pouco sociáveis e têm baixa autoestima, o que agrava a situação. São incapazes de reagir e não reclamam por medo de ficarem sem acesso à rede. Os agredidos podem desenvolver doenças como angústia, ataques de ansiedade, transtorno do pânico, depressão, anorexia e bulimia.

Com a internet, o bullying passou de restrito a poucos para atingir um público incontável, pois as redes sociais disseminam as agressões de maneira incontrolável e com muita rapidez, além de permanecer nos meios virtuais para sempre. “A principal diferença entre o bulying e o cyberbullying é que no segundo existe a falsa ideia do anonimato, mas ele pode ser caracterizado como crime e os pais dos agressores podem ser responsabilizados”, explica Barsanti.

Já o agressor, ressalta o presidente da SPSP, se sente mais importante e poderoso quando pratica esse tipo de ação. “O agressor tem dificuldade em assumir os problemas e os esconde agindo dessa maneira. Ele é incapaz de dialogar e pode ter sido vítima antes de se tornar um agressor”, informa.

Além da vítima e do agressor, o bullying precisa de um terceiro personagem para sobreviver, o espectador – aquelas pessoas que assistem aos vídeos, leem os posts, riem das vítimas e divulgam as agressões.

Barsanti adverte: “as mensagens podem ser utilizadas em juízo como prova de crime conforme previsto na lei 13.185, de 2015”.

 

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 20/02/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Retrospectiva Momento Saúde: escola https://spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-escola/ Wed, 07 Jun 2017 18:20:30 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1912 Primeiros anos na creche: as doenças mais comuns A entrada na creche possibilita à criança a ampliação de suas experiências com o mundo e o acesso à educação infantil. As doenças mais comuns nessa etapa da vida estão relacionadas à imaturidade do sistema imunológico e ao contato mais intenso com outras crianças e adultos. As doenças respiratórias são as mais frequentes, principalmente os resfriados comuns. Também podem ocorrer outras infecções respiratórias – como otites e pneumonias -, diarreias e várias doenças evitáveis por vacinação. Alguns fatores podem aumentar o risco, tais como: época do ano (inverno), grande número de crianças no mesmo ambiente, muitas crianças para cada cuidador e outros. A eventual repercussão sobre a criança pode ser verificada durante o acompanhamento pediátrico e a maioria das crianças supera essa fase sem maiores problemas. Outro aspecto importante a que a creche deve estar atenta é o risco de acidentes que advém da própria idade e desenvolvimento da criança, devendo promover, com apoio de pais e da comunidade, ambientes saudáveis e seguros na creche e no trajeto da criança até sua casa. Doenças na escola: dicas de prevenção para os pais A prevenção de doenças no ambiente escolar envolve vários aspectos, que são componentes da promoção da saúde na escola e em seu entorno, envolvendo educadores, famílias, serviços de saúde e comunidade. Os cuidados de higiene, em especial a lavagem das mãos, devem ser praticados e ensinados na escola e também em casa. Crianças com doenças transmissíveis devem ser afastadas da creche ou escola durante o período de transmissibilidade e a vacinação deve estar atualizada. Os pais devem também se manter informados sobre os procedimentos preventivos adotados pelas escolas e sobre a eventual ocorrência de doenças no ambiente escolar. Para algumas doenças (por exemplo: meningite, varicela, caxumba, ou aparecimento de vários casos de uma mesma doença na escola) há necessidade de se notificar o serviço de saúde (UBS da região) para que sejam orientadas as medidas preventivas para cada situação. Cuidados na escola ou creche para prevenção de doenças O ambiente deve ser limpo e arejado; o número de crianças por sala e por cuidador varia conforme a idade da criança, sendo menor quanto menor for a faixa etária; os procedimentos de higiene, incluindo troca de fraldas, e o preparo dos alimentos deve seguir as normas sanitárias vigentes; o uso de chupetas deve ser desestimulado, por favorecer a contaminação. A higiene das mãos com água e sabão é fundamental – antes e depois de cada troca de fraldas, antes de manipular alimentos e também após limpeza nasal e outros procedimentos de higiene – tanto para os adultos como para as crianças. Objetos de uso comum também precisam ser higienizados com água e sabão ou com álcool a 70%. Além disso, nas creches, deve-se manter distância entre as crianças durante o sono (mínimo de um metro). A importância da higiene deve ser ensinada aos alunos; para isso, deve haver recursos suficientes para propiciar a lavagem das mãos e evitar compartilhamento de copos, chupetas, talheres e outros materiais. A importância de manter a vacinação em dia A vacinação permitiu erradicação da varíola e da poliomielite, assim como a queda da ocorrência de outras doenças, como o sarampo, a rubéola, o tétano, a difteria, a coqueluche e as formas graves de tuberculose. Muitos pais e mães não viveram a época de maior frequência dessas doenças, com mortes e sequelas. Por esse motivo, é sempre importante lembrar a necessidade de proteção. A vacinação tem dois aspectos: a proteção individual e a coletiva. Vacinando a criança, proporcionamos o desenvolvimento de imunidade contra várias doenças transmissíveis que podem ocorrer na escola e em outros ambientes coletivos, ou na própria família. O risco de complicações é muito menor do que o risco trazido por essas doenças. Além disso, quanto maior o número de pessoas vacinadas numa comunidade, menor a circulação dos agentes infecciosos, ou seja, menor o risco de infecção de qualquer pessoa, vacinada ou não. O grande número de pessoas imunizadas pode proteger as pessoas mais suscetíveis a complicações, como as que têm deficiências imunológicas, os idosos, gestantes e pessoas que não podem ser vacinadas.   ___ Relator: Departamento Científico de Saúde Escolar da SPSP. Publicado em 10/01/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Primeiros anos na creche: as doenças mais comuns

A entrada na creche possibilita à criança a ampliação de suas experiências com o mundo e o acesso à educação infantil. As doenças mais comuns nessa etapa da vida estão relacionadas à imaturidade do sistema imunológico e ao contato mais intenso com outras crianças e adultos. As doenças respiratórias são as mais frequentes, principalmente os resfriados comuns. Também podem ocorrer outras infecções respiratórias – como otites e pneumonias -, diarreias e várias doenças evitáveis por vacinação.

Alguns fatores podem aumentar o risco, tais como: época do ano (inverno), grande número de crianças no mesmo ambiente, muitas crianças para cada cuidador e outros. A eventual repercussão sobre a criança pode ser verificada durante o acompanhamento pediátrico e a maioria das crianças supera essa fase sem maiores problemas.

Outro aspecto importante a que a creche deve estar atenta é o risco de acidentes que advém da própria idade e desenvolvimento da criança, devendo promover, com apoio de pais e da comunidade, ambientes saudáveis e seguros na creche e no trajeto da criança até sua casa.

Doenças na escola: dicas de prevenção para os pais

A prevenção de doenças no ambiente escolar envolve vários aspectos, que são componentes da promoção da saúde na escola e em seu entorno, envolvendo educadores, famílias, serviços de saúde e comunidade.

Os cuidados de higiene, em especial a lavagem das mãos, devem ser praticados e ensinados na escola e também em casa. Crianças com doenças transmissíveis devem ser afastadas da creche ou escola durante o período de transmissibilidade e a vacinação deve estar atualizada.

Os pais devem também se manter informados sobre os procedimentos preventivos adotados pelas escolas e sobre a eventual ocorrência de doenças no ambiente escolar. Para algumas doenças (por exemplo: meningite, varicela, caxumba, ou aparecimento de vários casos de uma mesma doença na escola) há necessidade de se notificar o serviço de saúde (UBS da região) para que sejam orientadas as medidas preventivas para cada situação.

Cuidados na escola ou creche para prevenção de doenças

O ambiente deve ser limpo e arejado; o número de crianças por sala e por cuidador varia conforme a idade da criança, sendo menor quanto menor for a faixa etária; os procedimentos de higiene, incluindo troca de fraldas, e o preparo dos alimentos deve seguir as normas sanitárias vigentes; o uso de chupetas deve ser desestimulado, por favorecer a contaminação.

A higiene das mãos com água e sabão é fundamental – antes e depois de cada troca de fraldas, antes de manipular alimentos e também após limpeza nasal e outros procedimentos de higiene – tanto para os adultos como para as crianças. Objetos de uso comum também precisam ser higienizados com água e sabão ou com álcool a 70%. Além disso, nas creches, deve-se manter distância entre as crianças durante o sono (mínimo de um metro).

A importância da higiene deve ser ensinada aos alunos; para isso, deve haver recursos suficientes para propiciar a lavagem das mãos e evitar compartilhamento de copos, chupetas, talheres e outros materiais.

A importância de manter a vacinação em dia

A vacinação permitiu erradicação da varíola e da poliomielite, assim como a queda da ocorrência de outras doenças, como o sarampo, a rubéola, o tétano, a difteria, a coqueluche e as formas graves de tuberculose. Muitos pais e mães não viveram a época de maior frequência dessas doenças, com mortes e sequelas. Por esse motivo, é sempre importante lembrar a necessidade de proteção.

A vacinação tem dois aspectos: a proteção individual e a coletiva. Vacinando a criança, proporcionamos o desenvolvimento de imunidade contra várias doenças transmissíveis que podem ocorrer na escola e em outros ambientes coletivos, ou na própria família. O risco de complicações é muito menor do que o risco trazido por essas doenças. Além disso, quanto maior o número de pessoas vacinadas numa comunidade, menor a circulação dos agentes infecciosos, ou seja, menor o risco de infecção de qualquer pessoa, vacinada ou não. O grande número de pessoas imunizadas pode proteger as pessoas mais suscetíveis a complicações, como as que têm deficiências imunológicas, os idosos, gestantes e pessoas que não podem ser vacinadas.

coyot | Pixabay

 

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Relator:
Departamento Científico de Saúde Escolar da SPSP.

Publicado em 10/01/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Problemas na escola: como lidar? https://spsp.org.br/problemas-na-escola-como-lidar/ Wed, 08 Feb 2017 12:10:28 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1456 Médica da Sociedade de Pediatria de São Paulo esmiúça as principais situações adversas que a criançada pode enfrentar na sala de aula. Por Dra. Glaura César Pedroso A escola é parte importante da vida da criança e ocupa grande parcela do seu tempo. Trata-se de uma instituição onde se encontram pessoas de várias origens, idades, estruturas familiares, formas de se posicionar e agir na vida. E é natural que problemas possam surgir com essa convivência. Além disso, a escola tem regras e códigos para garantir o convívio e o aprendizado. Questionar essas regras e buscar mudanças positivas é salutar, mas o respeito aos seus princípios é fundamental. Alguns dos principais problemas enfrentados por escolas e famílias nesse sentido são: 1. Dificuldade de adaptação: ambiente novo, contato com outras crianças e adultos, regras novas, distância dos pais (principalmente para as crianças mais novas e no início do ano letivo) podem ser fatores de estresse, levando a mudanças de comportamento, aceitação alimentar e sono que podem ser percebidas pelos familiares. A observação atenta e conversas com a criança e com os professores já resolvem grande parte dos casos. Às vezes, os problemas persistem e pode ser necessário procurar um apoio profissional mais especializado. É preciso lembrar que nem todos os alunos se adaptam inicialmente a todas as escolas e os adultos devem ter bom senso e compreensão para encontrar a melhor solução. 2. Desempenho ou comportamento divergentes do esperado: crianças diferem umas das outras e podem ser naturalmente mais tímidas ou mais extrovertidas, mais agitadas ou mais tranquilas, preferir uma ou outra atividade… Devemos compreender o que é esperado para cada idade e contexto social. Por exemplo: uma criança de cinco ou seis anos não fica sentada ou mantém a atenção durante o mesmo tempo que uma de sete anos. O desenvolvimento não pula etapas. Exigir comportamento e desempenho além da maturidade pode ser prejudicial ao desenvolvimento infantil e à vida escolar. Por outro lado, um aluno que apresente defasagem no seu desenvolvimento em relação aos colegas da mesma idade pode necessitar de acompanhamento individualizado e, em alguns casos, avaliação por profissionais de saúde. 3. Dificuldade para inclusão social: a escola é local de aprender a conviver com as diferenças e a trabalhar a cooperação e a inclusão. Comportamentos de rejeição, exclusão e opressão entre os alunos precisam ser detectados e combatidos, e o exemplo precisa vir também dos adultos. Crianças e adolescentes devem desenvolver habilidades de proteção e cooperação para compreender que cada ser humano é único, todos temos limitações e que respeitar as diferenças é o que nos fortalece como pessoas e grupos. A educação para os direitos humanos começa desde cedo. Uma vez identificado o problema da criança no contexto da escola ou da sala de aula, a primeira medida é buscar o diálogo. Conversar com a equipe escolar, buscar outros conhecimentos e aconselhamento quando necessário, estabelecer parcerias (entre instituição, família e profissionais de saúde) são condições fundamentais para solucionar as dificuldades, transformando-as em oportunidades de desenvolvimento e aprendizado para todos. ___ Texto produzido pela Dra. Glaura César Pedroso para o site SAÚDE. Link original: http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/problemas-na-escola-como-lidar/ Dra. Glaura César Pedroso é membro do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 08/02/2017. photo credit: lourdesnique | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Médica da Sociedade de Pediatria de São Paulo esmiúça as principais situações adversas que a criançada pode enfrentar na sala de aula.
Por Dra. Glaura César Pedroso

A escola é parte importante da vida da criança e ocupa grande parcela do seu tempo. Trata-se de uma instituição onde se encontram pessoas de várias origens, idades, estruturas familiares, formas de se posicionar e agir na vida. E é natural que problemas possam surgir com essa convivência. Além disso, a escola tem regras e códigos para garantir o convívio e o aprendizado. Questionar essas regras e buscar mudanças positivas é salutar, mas o respeito aos seus princípios é fundamental.

Alguns dos principais problemas enfrentados por escolas e famílias nesse sentido são:

1. Dificuldade de adaptação: ambiente novo, contato com outras crianças e adultos, regras novas, distância dos pais (principalmente para as crianças mais novas e no início do ano letivo) podem ser fatores de estresse, levando a mudanças de comportamento, aceitação alimentar e sono que podem ser percebidas pelos familiares.

A observação atenta e conversas com a criança e com os professores já resolvem grande parte dos casos. Às vezes, os problemas persistem e pode ser necessário procurar um apoio profissional mais especializado. É preciso lembrar que nem todos os alunos se adaptam inicialmente a todas as escolas e os adultos devem ter bom senso e compreensão para encontrar a melhor solução.

2. Desempenho ou comportamento divergentes do esperado: crianças diferem umas das outras e podem ser naturalmente mais tímidas ou mais extrovertidas, mais agitadas ou mais tranquilas, preferir uma ou outra atividade… Devemos compreender o que é esperado para cada idade e contexto social.

Por exemplo: uma criança de cinco ou seis anos não fica sentada ou mantém a atenção durante o mesmo tempo que uma de sete anos. O desenvolvimento não pula etapas. Exigir comportamento e desempenho além da maturidade pode ser prejudicial ao desenvolvimento infantil e à vida escolar. Por outro lado, um aluno que apresente defasagem no seu desenvolvimento em relação aos colegas da mesma idade pode necessitar de acompanhamento individualizado e, em alguns casos, avaliação por profissionais de saúde.

3. Dificuldade para inclusão social: a escola é local de aprender a conviver com as diferenças e a trabalhar a cooperação e a inclusão. Comportamentos de rejeição, exclusão e opressão entre os alunos precisam ser detectados e combatidos, e o exemplo precisa vir também dos adultos.

Crianças e adolescentes devem desenvolver habilidades de proteção e cooperação para compreender que cada ser humano é único, todos temos limitações e que respeitar as diferenças é o que nos fortalece como pessoas e grupos. A educação para os direitos humanos começa desde cedo.

Uma vez identificado o problema da criança no contexto da escola ou da sala de aula, a primeira medida é buscar o diálogo. Conversar com a equipe escolar, buscar outros conhecimentos e aconselhamento quando necessário, estabelecer parcerias (entre instituição, família e profissionais de saúde) são condições fundamentais para solucionar as dificuldades, transformando-as em oportunidades de desenvolvimento e aprendizado para todos.

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Texto produzido pela Dra. Glaura César Pedroso para o site SAÚDE.
Link original: http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/problemas-na-escola-como-lidar/

Dra. Glaura César Pedroso é membro do Departamento Científico de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 08/02/2017.
photo credit: lourdesnique | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Peso máximo de mochilas deve ser 10% do peso corporal https://spsp.org.br/peso-maximo-de-mochilas-deve-ser-10-do-peso-corporal/ Fri, 01 Aug 2014 10:21:35 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=721 O portal Terra publicou artigo sobre o peso, muitas vezes excessivo, das mochilas que as crianças e adolescentes levam à escola. Segundo a matéria, a Academia Americana de Pediatria considera que o ideal é que a mochila tenha entre 10% e 20% do peso corporal do estudante, apesar de não haver um consenso sobre este número, uma vez que não há pesquisas conclusivas sobre o tema, de acordo com o ortopedista entrevistado pelo portal Terra. O artigo informa que o uso de mochilas com peso excessivo – sobretudo se carregadas de forma inadequada – pode provocar dores e até problemas na postura. A matéria oferece dicas sobre as mochilas e outras formas de carregar o material escolar, mas afirma que, além disso, deve haver diálogo entre pais e escola para equacionar o problema do excesso de peso que os alunos carregam. Terra, 15 de janeiro de 2014 http://noticias.terra.com.br/brasil/especialista-defende-que-peso-maximo-de-mochilas-seja-10-do-peso-corporal,4c30a18a8fc83410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html Comentários: Dr. Rui Maciel de Godoy Junior Departamento Científico de Ortopedia da SPSP O uso de mochilas é um tema frequentemente abordado pelos familiares e pelas crianças, especialmente nas escolas nas quais não há armário adequado para guardar o material didático. O que se observa no dia a dia são crianças e adolescentes que usam de maneira errada as mochilas. Deve-se lembrar que as mochilas são instrumentos muito bons para se carregar peso, desde que certos princípios sejam observados. Quando não seguimos a maneira correta de usar as mochilas tanto os adultos e principalmente as crianças podem desenvolver sérios problemas na coluna vertebral. Entre os problemas que podem ocorrer com o uso errado das mochilas podemos citar: dores musculares, contraturas musculares, alterações posturais, desvios da coluna (escoliose, hiperlordose e aumento da cifose dorsal). Recomendamos: Usar mochila que seja leve, com no máximo meio quilo quando estiver vazia. Sempre com as duas alças bem ajustada aos ombros. As alças devem ter uma largura adequada para cada criança, pois as alças muito estreitas podem causar compressões e até dificultar a circulação dos membros superiores. Usar o cinto que prende a mochila na frente do corpo é importante, pois dá uma maior estabilidade para a criança. A mochila deve sempre estar bem ajustada ao corpo da criança. Se estiverem frouxas provocam desequilíbrio na coluna. Organizar a mochila de modo que os objetos mais pesados (cadernos e livros) fiquem próximos às costas, ou seja, no fundo da mochila. O peso total da mochila depois de pronta deve ser de no máximo 10% do peso corporal. Assim uma criança que pesa 40 Kg deve carregar uma mochila com no máximo 4 Kg. Para que esse limite seja respeitado devemos orientar aos pais uma revisão diária dos materiais que a criança está levando para a escola, evitando levar coisas desnecessárias e que não serão utilizadas. Nunca se deve usar a mochila só de um lado, com uma única alça apoiada em um dos ombros. Isso provoca um desequilíbrio na coluna que pode ter graves consequências para a criança. As mochilas com rodinhas podem ser uma alternativa desde que a alça esteja numa altura adequada e as costas da criança fiquem retas. Não devem ser utilizadas em escolas onde a criança sobe e desce escadas. Em geral as crianças não gostam de usar esse tipo, pois são “zoadas” pelas outras crianças. Isso deve ser respeitado. ___ Publicado em 1/08/2014 photo credit: Photo Smiling teenager student with colorful bag – © Stockyimages | Dreamstime.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

O portal Terra publicou artigo sobre o peso, muitas vezes excessivo, das mochilas que as crianças e adolescentes levam à escola. Segundo a matéria, a Academia Americana de Pediatria considera que o ideal é que a mochila tenha entre 10% e 20% do peso corporal do estudante, apesar de não haver um consenso sobre este número, uma vez que não há pesquisas conclusivas sobre o tema, de acordo com o ortopedista entrevistado pelo portal Terra. O artigo informa que o uso de mochilas com peso excessivo – sobretudo se carregadas de forma inadequada – pode provocar dores e até problemas na postura. A matéria oferece dicas sobre as mochilas e outras formas de carregar o material escolar, mas afirma que, além disso, deve haver diálogo entre pais e escola para equacionar o problema do excesso de peso que os alunos carregam.

Terra, 15 de janeiro de 2014
http://noticias.terra.com.br/brasil/especialista-defende-que-peso-maximo-de-mochilas-seja-10-do-peso-corporal,4c30a18a8fc83410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

Comentários:
Dr. Rui Maciel de Godoy Junior
Departamento Científico de Ortopedia da SPSP

O uso de mochilas é um tema frequentemente abordado pelos familiares e pelas crianças, especialmente nas escolas nas quais não há armário adequado para guardar o material didático. O que se observa no dia a dia são crianças e adolescentes que usam de maneira errada as mochilas.

Deve-se lembrar que as mochilas são instrumentos muito bons para se carregar peso, desde que certos princípios sejam observados. Quando não seguimos a maneira correta de usar as mochilas tanto os adultos e principalmente as crianças podem desenvolver sérios problemas na coluna vertebral.

Entre os problemas que podem ocorrer com o uso errado das mochilas podemos citar: dores musculares, contraturas musculares, alterações posturais, desvios da coluna (escoliose, hiperlordose e aumento da cifose dorsal).

Recomendamos:

  • Usar mochila que seja leve, com no máximo meio quilo quando estiver vazia.
  • Sempre com as duas alças bem ajustada aos ombros.
  • As alças devem ter uma largura adequada para cada criança, pois as alças muito estreitas podem causar compressões e até dificultar a circulação dos membros superiores.
  • Usar o cinto que prende a mochila na frente do corpo é importante, pois dá uma maior estabilidade para a criança. A mochila deve sempre estar bem ajustada ao corpo da criança. Se estiverem frouxas provocam desequilíbrio na coluna.
  • Organizar a mochila de modo que os objetos mais pesados (cadernos e livros) fiquem próximos às costas, ou seja, no fundo da mochila.
  • O peso total da mochila depois de pronta deve ser de no máximo 10% do peso corporal. Assim uma criança que pesa 40 Kg deve carregar uma mochila com no máximo 4 Kg.
  • Para que esse limite seja respeitado devemos orientar aos pais uma revisão diária dos materiais que a criança está levando para a escola, evitando levar coisas desnecessárias e que não serão utilizadas.
  • Nunca se deve usar a mochila só de um lado, com uma única alça apoiada em um dos ombros. Isso provoca um desequilíbrio na coluna que pode ter graves consequências para a criança.
  • As mochilas com rodinhas podem ser uma alternativa desde que a alça esteja numa altura adequada e as costas da criança fiquem retas. Não devem ser utilizadas em escolas onde a criança sobe e desce escadas. Em geral as crianças não gostam de usar esse tipo, pois são “zoadas” pelas outras crianças. Isso deve ser respeitado.

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Publicado em 1/08/2014
photo credit: Photo Smiling teenager student with colorful bag – © Stockyimages | Dreamstime.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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