Rotina – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 13 Mar 2026 18:25:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Rotina – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Como melhorar o sono das crianças e adolescentes? https://spsp.org.br/como-melhorar-o-sono-das-criancas-e-adolescentes/ Fri, 13 Mar 2026 18:24:01 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55457 Aproveitamos o Dia Mundial do Sono, que acontece no dia 14 de março, para dar algumas dicas aos pais e cuidadores das crianças e adolescentes. Primeiro, é importante saber que o padrão do]]>

Aproveitamos o Dia Mundial do Sono, que acontece no dia 14 de março, para dar algumas dicas aos pais e cuidadores das crianças e adolescentes.

Primeiro, é importante saber que o padrão do sono varia de acordo com cada fase da vida e, por isso, é necessário ter conhecimento das suas diferenças e respeitá-las.

Segundo, precisamos reforçar que o sono é uma necessidade do corpo humano e não podemos evitá-la. Quanto melhor cuidarmos dele, mais benefícios entregamos aos nossos filhos, melhor vai ser seu desenvolvimento, seu comportamento durante o dia e melhor será sua saúde como um todo.

A respeito das diferenças, é preciso saber que os bebês têm necessidade de dormir durante o dia, além do período noturno, ou seja, necessitam de cochilos diurnos. A quantidade vai reduzindo conforme o passar dos meses e anos, até em torno dos cinco a seis anos, em que já não é mais esperado que as crianças durmam durante o dia. Caso percebam que seu filho sente sono durante o dia a partir dessa idade, é importante conversar sobre isso com o pediatra de seu filho.

Pode ser que esteja ocorrendo algum desajuste na rotina, que poderá ser melhorado com algumas orientações. Dentre elas estão:

– Garantir uma regularidade de horários de ir dormir e acordar, tanto durante a semana quanto nos finais de semana e férias. Afinal, o nosso cérebro não sabe quando é segunda-feira ou quando é sábado;

– Praticar atividades e brincadeiras relaxantes nos momentos que antecedem o deitar na cama, assim como evitar aquelas que sejam mais intensas e enérgicas. Os adolescentes devem evitar consumir bebidas cafeinadas, como café, refrigerante e energético, de seis a oito horas antes do início do sono;

– Evitar exposição a telas antes de dormir e isso inclui: celular, televisão, computador, videogame;

– Estabelecer uma rotina noturna com atividades sequenciais que ajudem a criança a relaxar.

Mas lembrem-se: os horários de regulação de sono dos bebês são diferentes das crianças, que são diferentes dos adolescentes e também dos adultos. O ideal é que a rotina seja adaptada para cada membro da família de acordo com cada faixa etária.

Outra informação importante é que todas essas dicas só funcionarão se tivermos o ambiente adequado para uma boa noite de sono, o que inclui:

– Quarto escuro

– Ambiente silencioso

– Temperatura do quarto fresca

– Colchão confortável e seguro.

Observem se a noite de sono dos seus filhos será melhor após seguir essas dicas. Caso não percebam melhora, procurem ajuda do pediatra, que poderá indicar um especialista.

Bons sonhos!

 

Relatora:

Beatriz Soares de Azevedo Sardano
Presidente do Departamento Científico de Medicina do Sono da Criança e do Adolescente da SPSP

]]>
Combate ao sedentarismo: um alerta para a saúde de crianças e adolescentes https://spsp.org.br/combate-ao-sedentarismo-um-alerta-para-a-saude-de-criancas-e-adolescentes/ Mon, 10 Mar 2025 18:03:51 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50492 No dia 10 de março, o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo, um momento importante para refletirmos ]]>

No dia 10 de março, o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo, um momento importante para refletirmos sobre o impacto da falta de movimento na vida das crianças e adolescentes. Com o avanço da tecnologia e a rotina cada vez mais conectada, a infância ativa está sendo substituída por longos períodos diante das telas. Brincadeiras ao ar livre, que antes faziam parte do dia a dia, estão dando lugar a horas seguidas no celular, no videogame ou no computador. Mas o que parece inofensivo pode ter consequências sérias para a saúde.

O sedentarismo não se resume apenas à falta de exercício: ele é um dos principais fatores de risco para doenças crônicas, como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares. Além disso, a ausência de atividade física compromete a saúde mental, contribuindo para quadros de ansiedade, estresse e depressão. O impacto também é notado na escola, já que crianças que se movimentam pouco podem apresentar dificuldades de concentração, pior rendimento acadêmico e maior propensão à fadiga.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças e adolescentes pratiquem pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a intensa. No entanto, estudos apontam que grande parte deles não atinge essa meta. O aumento do tempo de tela, a falta de espaços seguros para brincar e até a rotina acelerada das famílias são alguns dos fatores que levam ao sedentarismo infantil. O problema é sério, mas há uma boa notícia: reverter esse quadro é mais fácil do que parece!

Estimular o movimento desde cedo traz benefícios para a vida toda. Crianças ativas fortalecem músculos e ossos, desenvolvem melhor a coordenação motora e crescem com hábitos mais saudáveis. Além disso, o exercício físico libera hormônios do bem-estar, como a endorfina e a serotonina, ajudando a combater o estresse e promovendo mais alegria e disposição. Outro ponto essencial é a socialização: esportes coletivos e brincadeiras ao ar livre ensinam valores como disciplina, cooperação e respeito, fundamentais para a formação emocional dos pequenos.

Mas como incentivar as crianças e adolescentes a se movimentarem mais? Pequenas mudanças na rotina podem fazer uma grande diferença. Atividades simples, como pular corda, brincar de pega-pega, andar de bicicleta e brincar de esconde-esconde são formas eficazes e naturais de combater o sedentarismo. Praticar esportes também é uma excelente alternativa, e há opções para todos os gostos, desde futebol, basquete e vôlei até natação e artes marciais. O importante é encontrar algo que a criança goste, para que o movimento se torne um hábito prazeroso e não uma obrigação.

O exemplo dos pais e responsáveis é fundamental. Crianças que veem seus familiares se exercitando têm maior tendência a seguir o mesmo caminho. Se a família caminha junta, passeia de bicicleta ou aproveita parques e praças nos momentos de lazer, as chances de a criança crescer ativa aumentam consideravelmente. Além disso, é essencial estabelecer limites para o tempo de tela. Definir horários para o uso de dispositivos eletrônicos e incentivar atividades físicas no tempo livre são atitudes que ajudam a equilibrar a rotina.

O Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo é um convite para refletirmos sobre os hábitos das novas gerações. Crianças precisam correr, brincar, gastar energia e explorar o mundo além das telas. Estimular a prática de atividades físicas não é apenas um conselho médico, mas uma necessidade real para garantir um futuro mais saudável e equilibrado. Pequenos gestos podem transformar a qualidade de vida dos jovens e prepará-los para a vida adulta com mais disposição e bem-estar. Afinal, o movimento não é só importante para o corpo – ele também faz bem para a mente e para o coração.

 

Relator:
Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo 

]]>
O que é a Puericultura? https://spsp.org.br/o-que-e-a-puericultura/ Tue, 23 Jul 2024 11:26:21 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47175 ]]>

Puericultura é a arte de promover e proteger a saúde das crianças, através de uma atenção integral, compreendendo a criança como um ser em desenvolvimento, com suas particularidades. É uma especialidade médica incluída e integrada à Pediatria, que leva em conta a criança, sua família e o entorno, analisando o conjunto biopsicossociocultural.

Este atendimento é sempre realizado pelo pediatra, também chamado de puericultor e destina-se a uma análise de diversos aspectos da saúde da criança ou do adolescente. O atendimento exige mais tempo e o conhecimento global do desenvolvimento nestas faixas etárias. São avaliados itens como condição nutricional, curva de crescimento, estado vacinal, desenvolvimento neuropsicomotor e cuidados domiciliares dispensados à criança. Quando identificados desvios da normalidade, é realizada uma intervenção rápida e eficaz.

As consultas de Puericultura são consultas de rotina, sendo esclarecidas dúvidas aos pais ou responsáveis quanto ao crescimento (peso e altura), vacinas, pressão arterial, desempenho escolar, relacionamento social, hábitos alimentares, sono e prevenção de acidentes. Para que a consulta seja realizada com tranquilidade e maior eficácia, orienta-se o agendamento em um período em que a criança não esteja em tratamento de alguma doença.

Diferentemente do Atendimento de Puericultura, entende-se por consulta tradicional em Pediatria aquela em que há uma queixa específica do paciente e/ou de sua família, ou seja, é uma consulta que avalia o que foi relatado e tomam-se as condutas inerentes à sua resolução. Normalmente não deve ser enquadrada como consulta de rotina, sendo avaliada em conformidade com a premência do problema apresentado, sendo muitas vezes realizada em pronto atendimento.

O pediatra geral, tanto na unidade de saúde pública como no consultório privado, realiza os dois tipos de atendimento, a Puericultura e a consulta tradicional relacionada a uma queixa específica.

O que vem a ser Atendimento Ambulatorial em Puericultura?

Em 2014, a Sociedade Brasileira de Pediatria postulou e conseguiu incluir, junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Atendimento Ambulatorial em Puericultura no “rol de cobertura obrigatória” para TODAS as Operadoras de Planos de Saúde (OPS). Tal procedimento já constava para atendimento pediátrico na Classificação Hierarquizada de Procedimentos Médicos da Associação Médica Brasileira (CBHPM – AMB), uma tabela de procedimentos que serve de referência para a inclusão de atos médicos no rol de procedimentos da ANS. A última versão da CBHPM é de 2023 e mantém o Atendimento Ambulatorial em Puericultura, assim como no próprio rol de procedimentos (obrigatórios) da ANS. O Atendimento Ambulatorial em Puericultura refere-se a atendimento em consultórios pediátricos por convênios ou OPS que, por sua vez, estão sob a regulação da ANS. Importante destacar que tal atendimento é diferente do atendimento de patologia aguda ou crônica em Pediatria.

São dois códigos que especificam tais atendimentos no rol da ANS:

Consulta em Pediatria – código 1.01.01.01-2

Atendimento Ambulatorial em Puericultura – código 1.01.06.14-6

Ou seja, o rol da ANS permite ao pediatra e aos pais ou responsáveis pela criança identificar os dois códigos para atendimento pediátrico em convênios e é muito importante que possam usufruir desses benefícios, muitas vezes desconhecidos por ambos.

A complexidade é diferente para cada tipo de consulta, sendo que a CBHPM considera o Atendimento Ambulatorial em Puericultura como porte 3B, de maiores complexidade e valor do que o porte 2B, que se refere à consulta de Pediatria.

Na prática do dia a dia, significa que o atendimento de rotina, na grande maioria das vezes, acontece por meio do Atendimento Ambulatorial em Puericultura, e a consulta, quando a criança apresenta alguma patologia, ocorrerá mediante a consulta em Pediatria, obedecendo a inclusão correta do código para o atendimento do convênio.

O Atendimento Ambulatorial em Puericultura deve ter uma periodicidade, que está na Tabela a seguir:

 

Em alguns momentos poderá haver até dois atendimentos pelo pediatra para um mesmo usuário, pois apresentam códigos distintos para o atendimento. Tal fato contribui muito na assistência pediátrica, por permitir que muitas consultas sejam realizadas pelo pediatra que habitualmente atende a criança, ao invés de ocorrer no pronto atendimento.

Por sua vez, o pediatra deve informar a seus pacientes, familiares e responsáveis a respeito do Atendimento Ambulatorial em Puericultura junto à sua operadora de planos de saúde. Desta forma, terão maior liberdade de atendimento com o seu pediatra, permitindo que este possa atender com maior frequência e sempre que houver necessidade.

A Sociedade de Pediatria de São Paulo entende que esta situação aqui exposta é um direito inalienável das crianças atendidas em consultório pelo seu pediatra, que também terá seu direito preservado.

É nosso desejo que este comunicado alcance os pediatras brasileiros e as crianças, adolescentes e suas famílias assistidos, fazendo valer o propósito da Sociedade Brasileira de Pediatria, quando da implantação deste importante procedimento de Puericultura.

 

Saiba mais:

– https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-conquista-puericultura-na-saude-suplementar/

https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/puericultura-no-rol-da-ans-esclarecimento/

– https://www.gov.br/ans/pt-br/arquivos/acesso-a-informacao/transparencia-institucional/pareceres-tecnicos-da-ans/2020/parecer_tecnico_no_06_2021_atendimento_ambulatorial_em_puericultura.pdf

 

Relator:
Paulo Tadeu Falanghe
Membro da Diretoria Executiva da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Diretor de Defesa Profissional da SPSP

]]>
Quarentena: fazendo do limão uma limonada https://spsp.org.br/quarentena-fazendo-do-limao-uma-limonada/ Wed, 29 Apr 2020 21:26:49 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3170 O novo coronavírus chegou ao Brasil e vem mostrando toda a sua agressividade. Embora os idosos sejam o maior grupo afetado, o vírus mostrou que não respeita idade e espalha-se com enorme rapidez. É invisível aos nossos olhos, um inimigo inodoro, incolor e impalpável, porém suas consequências são bastante evidentes e desastrosas.

Um conjunto de complicações orgânicas pode ocorrer no corpo humano, podendo ser muito grave quando atinge os pulmões, causando pneumonia, devido ao grande processo de inflamação que se instala no local e muita falta de ar. Nesses casos, é necessário o uso dos respiradores artificiais – as máquinas mais preciosas do momento – para a manutenção da vida. E haja estrutura emocional para dar conta do medo, das angústias e do risco de morte daquelas pessoas que estão passando por esses momentos.

No setor de saúde, providências vêm sendo adotadas na ampliação de espaços de atendimento, recursos humanos, aparelhagem eletrônica, equipamentos de proteção individual (EPIs), medicamentos e outros recursos no tratamento dos pacientes.

Como atitude de prevenção à disseminação do vírus, foi determinada a quarentena, enfatizando que as pessoas ficassem em suas casas, permanecendo em atividade somente os serviços essenciais. Por força dessa crise, a família voltou a reunir-se e conviver diariamente por várias horas, o que, possivelmente, será por prazo longo. Numa apreciação inicial, dentro do contexto social, um ganho valioso para o desenvolvimento das crianças, já que pais e filhos voltaram a ter contato próximo e frequente.

monkeybusiness | depositphotos.com

Novo padrão de convivência familiar

Trata-se de um novo padrão de convivência familiar estabelecido de modo rápido, sem ter havido qualquer planejamento prévio. Como, então, dar conta das atividades de cuidados da casa diariamente, prover alimentos e prepará-los, administrar o orçamento (entradas e saídas) e cuidar também dos filhos? Como lidar com a ansiedade e insegurança geradas pela Covid-19 não só na própria casa, mas também nos avós e outros parentes em condição de risco? E ainda, como lidar com as crianças vivendo continuamente no mesmo ambiente, dia após dia, distantes de outros parentes e amigos?

É natural que o nível de ansiedade aumente devido a essa situação inusitada. O desejado é que esse convívio pouco a pouco se harmonize, com opções diversas de interesses individuais e/ou mútuos.

No entanto, o que estamos tomando consciência é que esse estado de isolamento não tem duração prevista e vem sendo ampliado sucessivamente de acordo com a evolução da doença. O grupo familiar continuará em quarentena e demandará condições emocionais e de criatividade para suportá-la.

Como lidar com o estresse que se acentua, inicialmente pela necessidade de estar nesta nova situação de isolamento que se alonga, para depois ser um estresse chamado tóxico (ansiedade excessiva e continuada), no qual poderão se agregar alterações no aprendizado, no comportamento e também igualmente orgânicas, trazendo prejuízos tanto para as crianças como para os adultos?

A produção de hormônios do estresse – como a adrenalina e o cortisol – mostra-se exagerada, levando ao aumento dos batimentos cardíacos, hipertensão arterial, que quando prolongada, é capaz de alterar a estrutura e funções cerebrais, gerando prejuízos no processo de desenvolvimento, mais especificamente das crianças. Mesmo não tendo Covid-19, o prejuízo funcional poderá ser considerável.

Organize uma nova rotina

Se não houve planejamento para organizar as novas atividades diárias da família, não seria hora de estabelecê-lo e tirar proveito da situação? Com a mudança recente das rotinas, decorrente do isolamento social, o novo dia a dia necessitará ser repensado: tomando o modelo empresarial, é uma questão de ajustes da gestão familiar.

Como sugestão, fazer uma programação diária e estabelecer por escrito as atividades desde o período da manhã até o final do dia, definindo e limitando programas dos pais com os filhos, outros em que os filhos farão independentemente e pai e mãe poderão ocupar-se com interesses próprios ou trabalhos profissionais online, havendo um respeito mútuo às prévias combinações da programação. As variações seriam introduzidas de acordo com os gostos e aptidões de cada família.  Assim, ao mesmo tempo, ficarão todos interessados, ocupados e usufruindo de momentos para divertir-se e tranquilizar-se. Dessa forma, inclusive os pais, estarão incentivando e construindo a sua individualidade e autonomia e também a de seus filhos.

É bom lembrar: lidar com a realidade é um atributo do desenvolvimento emocional da criança. Torna-se essencial que reconheçam que a realidade que temos no momento é esta, gostemos ou não, e é com ela que teremos que aprender a lidar com a experiência que nos impõe.

Pode ser estressante, difícil, complexo, mas a situação poderá ser revertida em uma melhoria para toda a família em termos de entrosamento, conhecimento mútuo, como lidar com mudanças, como tolerar frustrações.

Como diz a sabedoria popular, “faça do limão uma limonada”. Dessa forma, pode-se minimizar os contras e potencializar os prós, “tirando proveito de um mau negócio”.

___
Relator:
Dr. Saul Cypel
Departamento Científico de Neurologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Grupo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da Sociedade de Pediatria de São Paulo



]]>