Rios – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 24 Jul 2026 19:23:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Rios – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Um minuto de atenção pode salvar uma vida https://spsp.org.br/um-minuto-de-atencao-pode-salvar-uma-vida/ Sat, 25 Jul 2026 11:00:00 +0000 https://spsp.org.br/?p=57898 Todos os anos, em 25 de julho, o mundo celebra o Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar sobre um problema que causa centenas de milhares de mortes todos os anos e que, na maioria das vezes, pode ser evitado. O afogamento, ao contrário do que muitos imaginam, é um evento rápido e silencioso. A pessoa que está se afogando geralmente não grita, não pede socorro, pois gasta toda sua energia na luta por manter nariz/boca acima da superfície: ela submerge e prende a respiração, enquanto tenta subir novamente à superfície. Nesses movimentos, engole água e pode também já “respirar” um pouco do líquido. Se não houver socorro, a pessoa entra em exaustão, não conseguindo mais emergir. Mesmo fazendo esforço para não respirar embaixo da água, esse mecanismo falha e o indivíduo acaba respirando líquido. Com essa falta de oxigenação adequada, ela perde a consciência. É assim que, em pleno século 21, em torno de 300 mil pessoas no mundo inteiro, principalmente crianças e jovens de 1 a 24 anos, perdem suas vidas ou mantêm sequelas físicas e emocionais que levarão para sempre. O afogamento não acontece apenas em praias e piscinas. Ele pode ocorrer em rios, lagos, represas, caixas d’água, baldes, banheiras e até em poucos centímetros de água. Bebês e crianças pequenas são os mais vulneráveis.  A prevenção é a forma mais eficaz de evitar que isso ocorra e está baseada em múltiplas camadas de proteção: Piscinas devem ser cercadas com grades de pelo menos 1,20 m de altura, sem que haja espaços para que se passe por entre elas, por baixo das mesmas ou que se escale para pulá-las, com um portão com autotravamento, evitando, assim, a entrada não autorizada. O mesmo deve ser feito para outros reservatórios de água que não possam ser esvaziados. Crianças menores de cinco anos, ou maiores que não saibam nadar, devem permanecer sempre a um braço de distância de um adulto quando estiverem na água ou próximos dela. A partir dos quatro anos de idade, a criança atinge um maior grau de maturidade cognitiva e capacidade de atenção (compreende e segue instruções com mais facilidade), melhor coordenação motora e equilíbrio corporal (mais força e controle postural) e autonomia (flutua, desloca-se e recupera a posição vertical com mais facilidade). A sobrevida no afogamento depende, em grande parte, da rapidez com que a oxigenação é restabelecida. Sendo assim, a melhor RCP é aquela iniciada imediatamente por quem presencia o acidente. Ensinar pais e cuidadores a reconhecer o afogamento, retirar a vítima da água com segurança e iniciar ventilações de resgate e RCP enquanto o serviço de emergência é acionado pode ser decisivo para salvar vidas. O uso de coletes salva-vidas certificados é uma das medidas mais eficazes para prevenir mortes por afogamento, especialmente em crianças, durante atividades em embarcações, esportes aquáticos e em ambientes naturais, como rios, lagos e mar. Nem todo dispositivo de flutuação oferece proteção adequada. Um colete salva-vidas certificado possui flutuabilidade testada conforme normas técnicas; mantém a flutuação mesmo após longo período na água; tem tamanho e capacidade compatíveis com o peso do usuário; utiliza fechos resistentes e seguros e é fabricado para evitar que a criança escorregue para fora durante o uso. Neste 25 de julho, o convite é simples: compartilhe informações, converse com sua família e amigos e reveja os cuidados ao redor da água. E lembre-se, antes de entrar na água: Saber agir também faz diferença. Relatora: Tania ZamataroMembro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSPCoordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP]]>

Todos os anos, em 25 de julho, o mundo celebra o Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar sobre um problema que causa centenas de milhares de mortes todos os anos e que, na maioria das vezes, pode ser evitado.

O afogamento, ao contrário do que muitos imaginam, é um evento rápido e silencioso. A pessoa que está se afogando geralmente não grita, não pede socorro, pois gasta toda sua energia na luta por manter nariz/boca acima da superfície: ela submerge e prende a respiração, enquanto tenta subir novamente à superfície. Nesses movimentos, engole água e pode também já “respirar” um pouco do líquido. Se não houver socorro, a pessoa entra em exaustão, não conseguindo mais emergir. Mesmo fazendo esforço para não respirar embaixo da água, esse mecanismo falha e o indivíduo acaba respirando líquido. Com essa falta de oxigenação adequada, ela perde a consciência.

É assim que, em pleno século 21, em torno de 300 mil pessoas no mundo inteiro, principalmente crianças e jovens de 1 a 24 anos, perdem suas vidas ou mantêm sequelas físicas e emocionais que levarão para sempre.

O afogamento não acontece apenas em praias e piscinas. Ele pode ocorrer em rios, lagos, represas, caixas d’água, baldes, banheiras e até em poucos centímetros de água. Bebês e crianças pequenas são os mais vulneráveis.

 A prevenção é a forma mais eficaz de evitar que isso ocorra e está baseada em múltiplas camadas de proteção:

  • Instalar barreiras físicas que controlem o acesso à água (ex.: cercas em piscinas, poços, tanques).

Piscinas devem ser cercadas com grades de pelo menos 1,20 m de altura, sem que haja espaços para que se passe por entre elas, por baixo das mesmas ou que se escale para pulá-las, com um portão com autotravamento, evitando, assim, a entrada não autorizada. O mesmo deve ser feito para outros reservatórios de água que não possam ser esvaziados.

  • Prover supervisão próxima e constante de crianças em ambientes aquáticos.

Crianças menores de cinco anos, ou maiores que não saibam nadar, devem permanecer sempre a um braço de distância de um adulto quando estiverem na água ou próximos dela.

  • Ensinar habilidades de natação, flutuação e segurança na água para crianças.

A partir dos quatro anos de idade, a criança atinge um maior grau de maturidade cognitiva e capacidade de atenção (compreende e segue instruções com mais facilidade), melhor coordenação motora e equilíbrio corporal (mais força e controle postural) e autonomia (flutua, desloca-se e recupera a posição vertical com mais facilidade).

  • Ensinar reanimação cardiopulmonar (RCP) a pais, cuidadores, professores.

A sobrevida no afogamento depende, em grande parte, da rapidez com que a oxigenação é restabelecida. Sendo assim, a melhor RCP é aquela iniciada imediatamente por quem presencia o acidente. Ensinar pais e cuidadores a reconhecer o afogamento, retirar a vítima da água com segurança e iniciar ventilações de resgate e RCP enquanto o serviço de emergência é acionado pode ser decisivo para salvar vidas.

  • Fornecer equipamentos de segurança para atividades aquáticas, como coletes salva-vidas certificados.

O uso de coletes salva-vidas certificados é uma das medidas mais eficazes para prevenir mortes por afogamento, especialmente em crianças, durante atividades em embarcações, esportes aquáticos e em ambientes naturais, como rios, lagos e mar.

Nem todo dispositivo de flutuação oferece proteção adequada. Um colete salva-vidas certificado possui flutuabilidade testada conforme normas técnicas; mantém a flutuação mesmo após longo período na água; tem tamanho e capacidade compatíveis com o peso do usuário; utiliza fechos resistentes e seguros e é fabricado para evitar que a criança escorregue para fora durante o uso.

Neste 25 de julho, o convite é simples: compartilhe informações, converse com sua família e amigos e reveja os cuidados ao redor da água.

E lembre-se, antes de entrar na água:

  • escolha locais com guarda-vidas;
  • respeite as bandeiras de sinalização;
  • evite nadar sozinho;
  • nunca misture álcool com atividades aquáticas;
  • não mergulhe em locais cuja profundidade você desconhece.

Saber agir também faz diferença.

Relatora:

Tania Zamataro
Membro do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Dia do Combate à Poluição https://spsp.org.br/dia-do-combate-a-poluicao/ Wed, 14 Aug 2024 14:15:16 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47539 ]]>

No dia 14 de agosto é celebrado o Dia do Combate à Poluição, que tem como objetivo alertar a todos sobre os problemas ambientais que estamos enfrentando e debater critérios, soluções e respostas para evitar que o meio ambiente sofra ainda mais a degradação que vem sofrendo.

Belém, a capital do Pará, no ano de 2025 será sede da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que é o fórum mundial para discussão das alterações climáticas no planeta. Um grave problema, que já está nos afetando intensamente e pode afetar, ainda mais, as gerações futuras.

Segundo Marcelo Gleiser: “Um planeta com vida é uma entidade dinâmica, onde processos geológicos e biológicos agem e interagem conjuntamente. Quando a vida se espalha por um planeta, os dois se tornam inseparáveis, formando uma entidade única. A Terra respira e pulsa com a respiração das plantas e dos animais. A vida migra de acordo com o clima e, por sua vez, o afeta. A vida transforma o planeta e o planeta transforma a vida.”

A poluição leva à degradação física e química do meio ambiente; seus diversos tipos, como a atmosférica, a hídrica, a poluição do solo, a radioativa, a sonora e a visual, têm o poder de afetar, de alguma forma, a saúde humana.

A intervenção humana é a grande causa para os diferentes tipos de poluição: indústrias, como a automotiva, que emitem resíduos e gases de efeito estufa, despejo de substâncias particuladas em suspensão no ar (como as indústrias de cimento), extração de minério irregular, despejo inadequado do lixo, não preservação das nascentes dos rios, ocupação irregular do solo das cidades, utilização de agrotóxicos, viagens aéreas, desmatamento, queimadas provocadas, utilização de combustíveis de matriz fóssil, agropecuária, etc. Fenômenos naturais, como as atividades vulcânicas, por exemplo, também contribuem para a poluição atmosférica, porém são em número muitíssimo menor que as intervenções humanas.

Dióxido de nitrogênio, ozônio, monóxido de carbono, óxido de enxofre, hidrocarbonetos, partículas em suspensão, encabeçam uma grande lista de substâncias na atmosfera, que podem provocar danos à saúde.

Com a poluição hídrica, pode ocorrer o desequilíbrio ecológico, prejudicando a biodiversidade e a vida aquática. As substâncias poluentes afetam o ciclo de vida das espécies, causando desde a morte de peixes e animais aquáticos até a extinção de espécies inteiras. A poluição de rios e lagos compromete a qualidade da água para consumo seguro e afeta toda a cadeia alimentar aquática. A ingestão de água contaminada com bactérias, vírus, parasitas e fungos pode levar a infecções gastrointestinais, como diarreia, cólera, febre tifoide e hepatite A, dermatites, micose e infecções fúngicas. A água contaminada com metais pesados e pesticidas pode levar ao desenvolvimento de doenças neurológicas, com danos cerebrais, gerando disfunções cognitivas e distúrbios do desenvolvimento.

O combate à poluição exige a implementação de políticas públicas de Estado que promovam a preservação dos recursos hídricos, a criação de áreas de preservação ambiental, o estabelecimento de normas mais rigorosas para o descarte de resíduos industriais, a fiscalização efetiva das atividades que podem causar poluição hídrica e atmosférica, o incentivo ao uso de tecnologias mais sustentáveis quanto ao uso da água e o descarte de rejeitos, tanto em residências como nas indústrias, o investimento em tratamento de água e rede de esgoto, o uso responsável dos defensivos agrícolas, o manejo adequado do solo na agricultura.

A conscientização do indivíduo e das famílias para auxiliar no combate à poluição é outro pilar no enfrentamento desse problema. Veja algumas dicas simples:

  • Separar o lixo orgânico e reciclável (medida que reduz significativamente a quantidade de resíduos que acabam em aterros);
  • Evitar o uso de sacolas plásticas (o plástico representa 80% de todo o lixo marinho);
  • Reutilizar embalagens sempre que possível;
  • Evitar utilizar o carro, preferindo sempre caminhadas, bicicletas e transporte público (transporte sustentável para reduzir emissões de gás carbônico);
  • Não jogar lixo nas ruas;
  • Não realizar queimadas;
  • Sempre que possível levar o óleo utilizado na cozinha para postos de coleta apropriados;
  • Economizar água: torneiras fechadas ao escovar os dentes e banhos mais rápidos;
  • Plantar árvores e manter pequenos jardins contribui para a melhoria da qualidade do ar;
  • Utilizar produtos de limpeza biodegradáveis.

 

Saiba mais:

 

  1. Marcelo Gleiser. O despertar do universo consciente. Um manifesto para o futuro da humanidade. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2024. Pg. 162/163.
  2. A Lei nº 6938, criada em 31 de agosto de 1981 e nomeada como ‘Política Nacional do Meio Ambiente’ (PNMA) é referida quando se trata de proteção ambiental.
  3. OMS: 99% da população mundial respira ar “tóxico”. 4 de março de 2024. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2024/03/1828507
  4. Ambient (outdoor) air pollution. 19 December 2022.Disponível em:

https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/ambient-(outdoor)-air-quality-and-health?gad_source=1&gclid=Cj0KCQjwiOy1BhDCARIsADGvQnA45jsW987g69dHiqu86f18vMuS3xtTd7kGoOtOz-ncCDHyhpkRx28aAsQgEALw_wcB

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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