Rim – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 10 Jun 2022 12:19:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Rim – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Dia Mundial do Rim 2022: 10 de março https://spsp.org.br/dia-mundial-do-rim-2022-10-de-marco/ Thu, 10 Mar 2022 13:36:36 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=31526 O Dia Mundial do Rim é comemorado todos os anos na segunda quinta-feira de março. Este ano é no dia 10/03. Em 2022, a comemoração ressalta a importância da conscientização e a educação sobre as doenças renais. ]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 10/03/2022


Saúde dos rins para todos: educando sobre a doença renal

O Dia Mundial do Rim é comemorado todos os anos na segunda quinta-feira de março. Este ano é no dia 10/03. Em 2022, a comemoração ressalta a importância da conscientização e a educação sobre as doenças renais. Idealizada pela Sociedade Internacional de Nefrologia e amparada por várias entidades, neste ano, a campanha trata da importância da educação sobre a doença renal. Neste sentido, ela engloba o conhecimento do comprometimento agudo da função renal (lesão renal aguda), como a de patologias com potencial de evolução para doença renal crônica (DRC).

A adaptação a uma doença crônica é um processo complexo que se modifica à medida que a criança e a sua família superam enfrentamentos anteriores e suas consequências se projetam além da pediatria e da adolescência. A DRC, caracterizada por lesões irreversíveis nos rins por mais de 3 meses, é um problema com elevada morbimortalidade na infância e necessita de um atendimento multiprofissional.

As causas mais comuns da DRC em pediatria são as anomalias congênitas do rim e trato urinário e as nefropatias genéticas e hereditárias. Outras condições estão associadas, tais como uropatias obstrutivas e infecções urinárias de repetição, glomerulopatias, bexiga neurogênica, distúrbios miccionais, tubulopatias, vasculites, cálculos renais, entre outras enfermidades. A lesão renal aguda também apresenta potencial de evolução para DRC, associada com desidratação prolongada, sepse, utilização de drogas nefrotóxicas, pós-operatórios etc.

Importante ressaltar que muitas crianças são portadoras de doenças renais, mas não sabem, pois os sintomas às vezes são discretos e só aparecem quando o rim já está parando de funcionar. Devemos ficar atentos às alterações do volume urinário (tanto urinar pouco ou em excesso), presença de sangue e espuma na urina, inchaço nos olhos e pés, alterações da dinâmica da micção, dor para urinar, anemia persistente, problemas de dificuldade de crescimento, alterações ósseas, entre outros sintomas ou sinais.

A importância do diagnóstico precoce      

O reconhecimento precoce destes cenários pelo pediatra e outros profissionais de saúde, o reforço ao aleitamento materno, a alimentação saudável, a atividade física regular, a utilização criteriosa de medicamentos e o diagnóstico das diversas comorbidades associadas constituem medidas preventivas da DRC. Crianças após os 3 anos de idade devem ter sua pressão arterial aferida e exame de urina e creatinina sérica incluídos em seu atendimento de rotina. Na presença das condições acima referidas e de outros fatores de risco, estas medidas devem ser antecipadas.

Quanto mais cedo estas condições e suas complicações forem diagnosticadas e tratadas, incluindo o período da gestação e o pré-natal, maior a possibilidade de serem controladas ou retardadas. Em estágios avançados, a DRC pode resultar na necessidade de diálise e transplante renal.

O apoio à criança e aos familiares e sua capacitação para alcançarem uma melhor qualidade de vida é ponto essencial ao sucesso do tratamento, envolvendo projetos de educação continuada e políticas públicas de saúde. 

“Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante!”  (Paulo Freire).

 

Relatora:
Natália Andréa da Cruz
Vice-presidente do Departamento Científico de Nefrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Foto: ​benschonewille | depositphotos.com

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Doença renal crônica na infância: tire suas dúvidas https://spsp.org.br/doenca-renal-cronica-na-infancia-tire-suas-duvidas/ Tue, 16 May 2017 18:10:28 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1645 O que é a doença renal crônica? A doença renal crônica (DRC) é caracterizada pela perda gradual e irreversível da função dos rins, órgãos responsáveis por filtrar o sangue, eliminando substâncias tóxicas ao organismo, além do excesso de líquidos. O rim tem papel ainda no controle da anemia, interfere no metabolismo ósseo e no controle da pressão arterial. A “crença” de que a DRC é um problema exclusivo de adultos é absolutamente errônea. Em estudo feito no Brasil foram estimados 1.300 pacientes pediátricos em tratamento com diálise em 2012, o que resulta em uma frequência de 20 casos por milhão de indivíduos com idade compatível. Em 2016, o tema central do Dia Mundial do Rim, foi A prevenção da doença renal crônica começa na infância, destacando a importância de tal condição. Como suspeitar da doença? Felizmente, a proporção de crianças com DRC é muito menor do que a de adultos, porém traz consequências devastadoras sobre o crescimento e desenvolvimento, além de resultar em aumento de adoecimento e até morte dos pacientes acometidos. Vale ressaltar que a DRC é uma condição “silenciosa”, em que os sinais e sintomas podem demorar a aparecer. Assim, a suspeita e encaminhamento para tratamento especializado tornam-se fundamentais, uma vez que o reconhecimento precoce e o tratamento das complicações relacionadas à DRC pediátrica, além de promoverem melhora do crescimento e desenvolvimento da criança, podem afetar positivamente a qualidade de vida do conjunto criança-família. Os pais e pediatras devem atentar para sinais e sintomas que possam indicar doença renal, tais como: inchaço no corpo (edema), vômitos frequentes, infecções urinárias recorrentes, atraso no crescimento e desenvolvimento, problemas ósseos, alterações em cor e aspecto da urina, alterações do hábito miccional, anemia de difícil tratamento e hipertensão arterial. Cabe lembrar que a pressão arterial deve ser aferida em toda consulta pediátrica a partir dos três anos de idade e, na presença de fatores de risco, antes dessa faixa etária. Exceto quando há questões congênitas, a prevenção começa com uma boa alimentação, oferta hídrica adequada e educação para a prática de exercícios físicos. Como tratar a doença renal crônica? O tratamento específico da DRC em pacientes pediátricos depende em grande parte da sua causa, sendo possíveis diferentes abordagens a depender da causa. Exemplos: cirurgias urológicas para correção do trato urinário em pacientes com anomalias congênitas do aparelho urinário, utilização de medicamentos imunossupressores, nos casos de doenças mediadas por alterações imunológicas, dentre outras. Além do tratamento direcionado para a causa da doença, a abordagem do paciente pediátrico com DRC envolve medidas para retardar a progressão da doença, o chamado tratamento conservador, incluindo medidas para controle da anemia, abordagem de alterações nos níveis de colesterol e/ou triglicérides, controle dos níveis de pressão arterial, além de evitar outras agressões ao rim doente, como infecções e uso de medicamentos com potencial tóxico ao rim. Nos casos em que a função dos rins se mostra gravemente comprometida são necessários métodos que substituam a função dos rins, incluindo diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal) ou transplante renal, sendo fundamental uma integração entre nefrologistas, pediatras e toda a equipe multiprofissional para um suporte satisfatório, principalmente nos estágios mais avançados da doença. A alimentação influencia na doença renal crônica? Para a prevenção da DRC, uma alimentação saudável é fundamental, sendo cada vez mais enfatizado o papel da obesidade como fator de risco. Nas crianças com DRC é comum a ocorrência de desnutrição e atraso de crescimento, assim o tratamento nutricional tem com objetivo favorecer o crescimento, melhorar da condição nutricional, além de controlar a evolução da DRC. Mas, em casos em que o comprometimento renal já se encontrada instalado, podem ser necessárias restrições alimentares, particularmente em relação à oferta de sódio, potássio e fósforo e ao consumo de líquidos para os pacientes que apresentam volume de urina reduzido. Em relação à oferta de proteínas, não se recomenda restrição para crianças, tendo-se em vista se tratar de uma fase de intenso crescimento, devendo-se respeitar as recomendações de ingestão diária, privilegiando proteínas de alto valor biológico. Ressalta-se a contraindicação à oferta de carambola para pacientes com disfunção renal, em decorrência da presença de toxina com efeitos deletérios para o sistema neurológico, podendo causar confusão mental, convulsões e até mesmo morte em pacientes com DRC. ___ Relator: Departamento Científico de Nefrologia da SPSP. Publicado em 16/05/2017. photo credit: Aqua Mechanical | Flirck.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

O que é a doença renal crônica?
A doença renal crônica (DRC) é caracterizada pela perda gradual e irreversível da função dos rins, órgãos responsáveis por filtrar o sangue, eliminando substâncias tóxicas ao organismo, além do excesso de líquidos. O rim tem papel ainda no controle da anemia, interfere no metabolismo ósseo e no controle da pressão arterial.

A “crença” de que a DRC é um problema exclusivo de adultos é absolutamente errônea. Em estudo feito no Brasil foram estimados 1.300 pacientes pediátricos em tratamento com diálise em 2012, o que resulta em uma frequência de 20 casos por milhão de indivíduos com idade compatível. Em 2016, o tema central do Dia Mundial do Rim, foi A prevenção da doença renal crônica começa na infância, destacando a importância de tal condição.

Como suspeitar da doença?
Felizmente, a proporção de crianças com DRC é muito menor do que a de adultos, porém traz consequências devastadoras sobre o crescimento e desenvolvimento, além de resultar em aumento de adoecimento e até morte dos pacientes acometidos.

Vale ressaltar que a DRC é uma condição “silenciosa”, em que os sinais e sintomas podem demorar a aparecer. Assim, a suspeita e encaminhamento para tratamento especializado tornam-se fundamentais, uma vez que o reconhecimento precoce e o tratamento das complicações relacionadas à DRC pediátrica, além de promoverem melhora do crescimento e desenvolvimento da criança, podem afetar positivamente a qualidade de vida do conjunto criança-família.

Os pais e pediatras devem atentar para sinais e sintomas que possam indicar doença renal, tais como: inchaço no corpo (edema), vômitos frequentes, infecções urinárias recorrentes, atraso no crescimento e desenvolvimento, problemas ósseos, alterações em cor e aspecto da urina, alterações do hábito miccional, anemia de difícil tratamento e hipertensão arterial. Cabe lembrar que a pressão arterial deve ser aferida em toda consulta pediátrica a partir dos três anos de idade e, na presença de fatores de risco, antes dessa faixa etária.

Exceto quando há questões congênitas, a prevenção começa com uma boa alimentação, oferta hídrica adequada e educação para a prática de exercícios físicos.

Como tratar a doença renal crônica?
O tratamento específico da DRC em pacientes pediátricos depende em grande parte da sua causa, sendo possíveis diferentes abordagens a depender da causa. Exemplos: cirurgias urológicas para correção do trato urinário em pacientes com anomalias congênitas do aparelho urinário, utilização de medicamentos imunossupressores, nos casos de doenças mediadas por alterações imunológicas, dentre outras.

Além do tratamento direcionado para a causa da doença, a abordagem do paciente pediátrico com DRC envolve medidas para retardar a progressão da doença, o chamado tratamento conservador, incluindo medidas para controle da anemia, abordagem de alterações nos níveis de colesterol e/ou triglicérides, controle dos níveis de pressão arterial, além de evitar outras agressões ao rim doente, como infecções e uso de medicamentos com potencial tóxico ao rim.

Nos casos em que a função dos rins se mostra gravemente comprometida são necessários métodos que substituam a função dos rins, incluindo diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal) ou transplante renal, sendo fundamental uma integração entre nefrologistas, pediatras e toda a equipe multiprofissional para um suporte satisfatório, principalmente nos estágios mais avançados da doença.

A alimentação influencia na doença renal crônica?
Para a prevenção da DRC, uma alimentação saudável é fundamental, sendo cada vez mais enfatizado o papel da obesidade como fator de risco. Nas crianças com DRC é comum a ocorrência de desnutrição e atraso de crescimento, assim o tratamento nutricional tem com objetivo favorecer o crescimento, melhorar da condição nutricional, além de controlar a evolução da DRC.

Mas, em casos em que o comprometimento renal já se encontrada instalado, podem ser necessárias restrições alimentares, particularmente em relação à oferta de sódio, potássio e fósforo e ao consumo de líquidos para os pacientes que apresentam volume de urina reduzido.

Em relação à oferta de proteínas, não se recomenda restrição para crianças, tendo-se em vista se tratar de uma fase de intenso crescimento, devendo-se respeitar as recomendações de ingestão diária, privilegiando proteínas de alto valor biológico.

Ressalta-se a contraindicação à oferta de carambola para pacientes com disfunção renal, em decorrência da presença de toxina com efeitos deletérios para o sistema neurológico, podendo causar confusão mental, convulsões e até mesmo morte em pacientes com DRC.

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Relator:
Departamento Científico de Nefrologia da SPSP.

Publicado em 16/05/2017.
photo credit: Aqua Mechanical | Flirck.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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