Quimioterapia – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 15 Feb 2024 14:06:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Quimioterapia – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil https://spsp.org.br/dia-internacional-de-luta-contra-o-cancer-infantil/ Thu, 15 Feb 2024 14:04:28 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=42638 Quinze de fevereiro é o Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil. Esta é uma doença rara, grave e curável (em grande parte dos casos)]]>

Quinze de fevereiro é o Dia Internacional de Luta Contra o Câncer Infantil. Esta é uma doença rara, grave e curável (em grande parte dos casos). Os principais sintomas do câncer na criança são comuns a várias doenças da infância; a duração ou persistência desses sintomas é o que deve chamar a atenção das famílias e dos pediatras. A febre, frequente em doenças infecciosas, quando não cessa após tratamentos usuais, e se prolonga por mais de três semanas, demanda maior investigação, inclusive com a realização de exames laboratoriais. A febre persistente é um dos sintomas mais comuns na leucemia, principal câncer da criança abaixo de 14 anos.

A queixa de dor de cabeça, sintoma comum a quadros de infecção de vias aéreas superiores, quando não responde a medicação analgésica, quando interrompe brincadeiras ou acorda a criança, sendo acompanhada ou não de vômitos, ocorre com frequência nos tumores cerebrais, o segundo tipo de tumor mais comum nessa faixa etária.

O aparecimento de gânglios, também conhecidos como ínguas, que não param de crescer, mesmo indolores, e principalmente quando estão em vários locais do corpo, tais como pescoço, axilas, virilhas, é outro sintoma comum em infecções e em alguns tipos de câncer, como leucemia e linfoma.

O aumento da barriga, com ou sem dor, o inchaço nas articulações, como joelho, o crescimento de um caroço embaixo da pele, o aparecimento de algo incomum na criança, como estrabismo, mancha branca no olho, também são sintomas presentes em alguns tipos de câncer infantil.

Não há como prevenir o câncer na criança: esta doença aparece ao acaso, não tem relação com tipo de alimentação ou outros eventos cotidianos. O importante é que os pais, sempre que perceberem algo errado, seja dor, tumoração, ou outro sintoma que não melhora e que progride, atrapalhando a atividade da criança, devem procurar o pediatra o mais breve possível. Esse médico, quando suspeita que pode ser câncer, encaminha o paciente para o oncologista pediátrico, o especialista em tratamento de câncer na criança e no adolescente.

Quando diagnosticado no início, o paciente pediátrico pode ser curado em 70% a 80% dos casos. Em centros de excelência em tratamento de câncer da criança e do adolescente, o paciente realizará exames para que o diagnóstico seja o mais preciso possível, inclusive em nível molecular, o que possibilita um tratamento mais direcionado à doença do paciente.

Quimioterapia, radioterapia e cirurgia são as modalidades terapêuticas mais utilizadas. Além destas, atualmente cresce a importância de novas drogas, que atuam diretamente em alterações moleculares expressas pelas células tumorais. Estas medicações são conhecidas como drogas-alvo, e, em geral, apresentam menos efeitos adversos em relação à quimioterapia. A imunoterapia é outra modalidade que se destaca, com objetivo de melhorar as ações de defesa do paciente contra o tumor. Os pacientes, nesses centros, são atendidos por diversos médicos, além do oncologista, tais como cirurgião pediátrico, oftalmologista, ortopedista. E a criança e o adolescente recebem abordagem da equipe multidisciplinar, que envolve equipe de enfermagem, farmácia, serviço social, fisioterapia, odontologia, fonoaudiologia, nutrição e psicologia. O envolvimento de todos esses profissionais, com suporte tecnológico adequado, possibilita as melhores taxas de cura do câncer infantil.

Relatora:
Ethel Fernandes Gorender
Vice-Presidente do Departamento Científico de Oncologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas https://spsp.org.br/dia-mundial-de-conscientizacao-sobre-linfomas/ Fri, 15 Sep 2023 19:59:18 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39292 Os linfomas representam a terceira neoplasia mais frequente na infância. O termo linfoma inclui dois tipos principais: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não]]>

Os linfomas representam a terceira neoplasia mais frequente na infância. O termo linfoma inclui dois tipos principais: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin. São tumores de nome semelhante, mas de comportamento clínico diverso. O primeiro tem crescimento lento e espalha-se pelo organismo através do sistema linfático, ao passo que o segundo tem crescimento rápido e pode alcançar a medula óssea e o cérebro (sistema nervoso central).

LINFOMA NÃO HODGKIN (LNH)

É o terceiro câncer mais frequente nas crianças, depois das leucemias e dos tumores cerebrais. Ele representa 10% das doenças malignas da infância e a incidência aumenta com a idade. O sexo masculino é mais acometido (70%). As imunodeficiências, como por exemplo, nos pacientes submetidos a transplantes de órgãos sólidos, têm um risco 30 a 50 vezes maior de desenvolver LNH. De modo inverso ao do adulto, o LNH da criança tem crescimento rápido, curso agressivo e possui grande capacidade de disseminação. Entre os sinais e sintomas mais frequentes, podemos citar o aumento da barriga, dor e alteração do hábito intestinal. Outros tipos de linfoma não Hodgkin podem acometer a região torácica, a pele e o osso. O diagnóstico deve ser realizado com urgência, tendo em vista a rápida velocidade de crescimento desses tumores. Em geral, são necessários uma biópsia e exames de sangue, liquor, medula óssea, tomografias ou ressonância magnética. É uma doença sistêmica (pode acometer todo o organismo), cujo tratamento é realizado com quimioterapia de altas doses. A chance de cura, com tratamento adequado, é maior que 80%.

LINFOMA DE HODGKIN (LH)

Descrito em 1832 por Thomas Hodgkin, esse tipo de linfoma também ocorre mais em meninos (60%); é raro abaixo dos 2 anos e pouco frequente abaixo dos 5 anos; aumenta a partir dos 11 anos e tem um crescimento a partir da adolescência que persiste até os 30 anos; é classicamente descrito como bimodal, com um pico entre 15 e 35 anos e outro acima dos 50. Em 30% dos casos, pode haver sintomas sistêmicos, como febre, emagrecimento e sudorese. Um gânglio de crescimento lento, na lateral do pescoço, é a apresentação mais comum dessa entidade. O diagnóstico é realizado através de uma biópsia. Exames de sangue, da medula óssea, tomografias, ressonância ou PET-scam são realizados para avaliação da doença.

O tratamento é baseado na quimioterapia e, algumas vezes, com complementação da radioterapia em baixas doses. Atualmente, mais de 90% das crianças portadoras de LH são curadas. Algumas complicações são possíveis de ocorrer muitos anos após o término do tratamento. Desse modo, é muito importante o acompanhamento desses pacientes no pós-tratamento, a fim de que os problemas eventuais possam ser diagnosticados e tratados de forma mais rápida e eficaz.

 

Resumo

●       O linfoma não Hodgkin, uma neoplasia de células do sistema imune, é a terceira neoplasia mais comum em crianças, sendo a maioria de crescimento rápido, curso agressivo e com grande capacidade de disseminação. O tratamento quimioterápico é o mais eficaz para o LNH e, em razão dos avanços científicos, a chance de sobrevida dos pacientes com LNH ultrapassou 80%.

●       O linfoma de Hodgkin é constituído pelo aumento progressivo dos linfonodos, que está relacionado à reação associada à célula maligna. Na maioria dos casos, é de crescimento lento e indolor. O tratamento do LH é, geralmente, realizado com quimioterapia, e às vezes com associação da radioterapia. Contudo, os pacientes submetidos a esse tratamento, apesar de terem bom prognóstico, devem ser acompanhados no pós-tratamento, com o intuito de se tratar com rapidez eventuais problemas. O local mais comum do linfoma de Hodgkin (LH) é o gânglio cervical lateral. Seu diagnóstico é realizado por meio de uma biópsia. Tem bom prognóstico.

 

Relator:
Flavio Augusto Luisi
Presidente do Departamento Científico de Oncologia da Sociedade de Pediatria
de São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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