Proteção solar – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 17 Mar 2021 20:50:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Proteção solar – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Orientações para fotoproteção na infância https://spsp.org.br/orientacoes-para-fotoprotecao-na-infancia/ Wed, 20 Jan 2021 13:46:43 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3569 Campanha Janeiro bronze – cuidados com as crianças no verão
  • Durante os primeiros 6 meses de vida, os bebês não devem ser expostos diretamente ao sol. Também não devem utilizar fotoprotetores, devido às características de maior absorção da pele e imaturidade das funções hepáticas e renais.
  • A partir dos 6 meses até o primeiro ano de vida, as exposições solares devem ser curtas e em horários apropriados.
  • A exposição solar deve ser feita até às 10h e depois das 16h, pois os raios ultravioleta são mais intensos entre as 10h e 16h.
  • O uso regular de filtros solares deve ser estimulado.
  • Durante exposições solares prolongadas (praias, clubes, piscinas) é importante o uso de chapéu e vestuário adequado (tecidos com fotoproteção).
  • Em crianças maiores e adolescentes, além de tudo descrito acima, é recomendado o uso de óculos de sol.
  • Permanecer na sombra ou sob o guarda-sol não garante proteção total. Muitas superfícies, como areia, cimento, neve são refletoras das radiações solares lesivas.
  • Nos dias nublados, a fotoproteção também deve ser feita, pois apesar do sol estar encoberto, 80% das radiações ultravioletas atingem a superfície da Terra.
  • Cuidados especiais devem ser tomados em altitudes elevadas e latitudes tropicais. Para cada 1.000 pés acima do nível do mar a radiação solar aumenta 4% a 5% e, quanto mais próximo do Equador, mais forte são os raios solares.
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Escolha do fotoprotetor

  • O fotoprotetor deve ter amplo-espectro de absorção da radiação UV, ou seja, absorver ou bloquear UVA e UVB.
  • Deve ser apropriado para uso na infância, contendo mais filtros físicos e menos substâncias químicas.
  • O veículo deve ser, de preferência, creme ou loção nas crianças menores, podendo ser spray ou gel nos maiores. 
  • Fotoprotetores em bastão são mais apropriados para áreas sensíveis como lábios, nariz e orelhas.
  • O fotoprotetor deve ser aplicado a cada duas horas de exposição solar e após a imersão na água (sempre com a pele bem enxuta antes da reaplicação).

Utilização do fotoprotetor

  • Aplicar o fotoprotetor 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol, para que haja tempo dele ser absorvido e desempenhar seu efeito protetor.
  • Aplicar o filtro solar generosamente em todas as áreas expostas. Não esqueça de aplicar nas orelhas, dorso das mãos e dorso dos pés.
  • Aplicar o fotoprotetor cuidadosamente ao redor dos olhos, evitando as pálpebras inferiores e superiores. As crianças têm o hábito de esfregar os olhos e alguns produtos podem ser irritantes. Se ocorrer eritema (vermelhidão) da conjuntiva ocular, ardor ou irritação, lavar os olhos imediatamente com água.
  • Aplicar o filtro solar sob as roupas, pois a radiação solar pode penetrar alguns tipos de tecidos, principalmente se estiverem molhados.
  • É importante salientar que camisetas de malha de cor branca conferem pouca proteção, permitindo a passagem da radiação ultravioleta e, se estiverem molhadas, a proteção é ainda menor.

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Relatora:                                                                              
Silmara Cestari
Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Importância da fotoproteção na infância https://spsp.org.br/importancia-da-fotoprotecao-na-infancia/ Tue, 12 Jan 2021 18:12:49 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3558 Campanha Janeiro bronze – cuidados com as crianças no verão

O câncer da pele é o mais comum de todos os tipos de cânceres. Mais de um milhão de casos novos são diagnosticados a cada ano nos Estados Unidos.
O sol é a principal causa de 90% de todos os cânceres de pele – carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma.
Exposição solar constante e prolongada é o fator ambiental mais importante no aparecimento do câncer da pele e do fotoenvelhecimento.
Os carcinomas basocelular e espinocelular são as neoplasias mais frequentes da pele e estão intimamente relacionadas com exposições solares continuadas através dos anos em pessoas de pele clara. As lesões ocorrem quase que exclusivamente em áreas expostas, como face, mãos e antebraços, dorso e pescoço.

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A tendência a desenvolver melanoma tem sido relacionada à exposições solares intensas com queimaduras solares dolorosas e com bolhas durante a infância ou adolescência.
Dentro do espectro solar, o comprimento de onda responsável pela maioria dos efeitos carcinogênicos (qualquer agente que possa causar câncer) corresponde ao da radiação ultravioleta (UV) – UVB (290nanômetros-nm à 320nm). A radiação UVA (320nm à 400nm) parece estar mais relacionada ao fotoenvelhecimento.
Indivíduos com hábitos de exposições frequentes ao sol durante a infância, aos 21 anos já apresentam sinais de danos causados pela radiação UV na pele. Aos 40 anos, todos têm sinais de fotoenvelhecimento: rugas, manchas claras ou escuras, ressecamento e espessamento da pele, lesões cutâneas pré-cancerosas e em alguns casos câncer da pele.
Milhões de pessoas desenvolvem câncer da pele a cada ano e esse acaba sendo o resultado final das alterações cutâneas que tiveram início muitos anos antes.

Importância da proteção contra o sol       

A infância e a adolescência são os períodos da vida nos quais se passa a maior parte do tempo ao ar livre. Aos 18 anos de idade, a maioria das pessoas já recebeu 50% a 80% da radiação solar de toda a sua vida.
O efeito lesivo da radiação ultravioleta na pele é cumulativo ano após ano. Queimaduras solares intensas na infância provocam o envelhecimento prematuro da pele e podem levar ao aparecimento de câncer cutâneo na idade adulta.
Mesmo que se tenha o máximo cuidado com a proteção solar na vida adulta, o dano causado pela radiação solar recebida na infância não pode ser desfeito.
Com proteção adequada as crianças e adolescentes podem aproveitar a vida ao ar livre sem prejudicar a saúde da pele. No quadro abaixo estão os principais fatores relacionados ao risco de desenvolver câncer de pele.

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Relatora:                                                                              
Silmara Cestari
Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Proteção solar para os pequenos: quando começar e o que usar https://spsp.org.br/protecao-solar-para-os-pequenos-quando-comecar-e-o-que-usar/ Thu, 13 Dec 2018 17:15:12 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2398 O verão está chegando e, nessa época, surgem muitas dúvidas sobre a utilização dos fotoprotetores nos bebês e nas crianças Por Silmara Cestari para o site Saúde Não há dúvidas de que a exposição solar moderada é benéfica e desejável para as crianças. Já a exposição excessiva, como as evidências comprovam, é prejudicial e, por isso, deve ser evitada. A pele da criança, principalmente até os 2 anos de idade, não está totalmente desenvolvida. Ela é mais fina que a do adulto, produz menos melanina e, portanto, é bastante vulnerável aos raios ultravioleta. Os principais impactos imediatos da exposição excessiva ao sol são a desidratação e a queimadura solar. Porém, os efeitos das radiações ultravioleta na pele também são cumulativos e podem causar prejuízo à saúde em longo prazo. As radiações ultravioleta A e B são as grandes responsáveis pelas queimaduras, pelo envelhecimento precoce da pele e pelo aparecimento do câncer cutâneo. Mas tudo isso pode ser evitado com o uso dos filtros solares, que têm eficácia comprovada em um grande número de estudos científicos. Até os seia meses de vida esses produtos não devem ser aplicados nos bebês. O U.S. Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula os remédios nos Estados Unidos, não recomenda a utilização de filtros solares durante os primeiros 6 meses de vida, quando a pele ainda é muito fina e imatura. Isso porque existe a possibilidade de maior absorção das substâncias químicas presentes nos filtros solares, o que poderia ocasionar problemas sistêmicos. Portanto, evitar a superexposição e usar roupas adequadas com fotoproteção é da maior importância nessa faixa etária. Veja abaixo, as principais recomendações ao expor bebês e crianças ao sol. Até o 6º mês de vida + Evitar exposição solar das 10 às 16 horas, quando 60% da radiação ultravioleta B chega à superfície terrestre. Só essa precaução já resulta em grande diminuição das alterações agudas e crônicas da pele. + Usar vestuário adequado e chapéu com fotoproteção. Após o 6º mês de vida + Usar regularmente o fotoprotetor infantil com FPS 30 ou superior. + Evitar exposição solar das 10 às 16 horas. + Além do protetor, usar vestuário adequado e chapéu quando a exposição ocorrer nesse período entre 10 e 16 horas. + Lembrar que a radiação ultravioleta também atinge a pele em dia nublado e embaixo do guarda-sol. + Areia, neve, concreto e água podem refletir mais de 85% dos raios lesivos à pele. Como utilizar o protetor solar + O fotoprotetor deve ser apropriado para uso na infância. Os produtos para adultos possuem muito mais substâncias químicas – e elas podem ser prejudiciais à criança. + A aplicação deve ocorrer, no mínimo, 30 minutos antes da exposição ao sol para permitir que os ingredientes ativos atuem nas camadas superficiais da pele. + É preciso repassar o protetor a cada duas horas devido à transpiração e também sempre que a criança entrar na água. + Toda superfície corpórea exposta ao sol precisa ser protegida. Não se esqueça de pescoço, pavilhão auricular, além do dorso das mãos e dos pés. + Fotoprotetores labiais também devem ser aplicados frequentemente. + A quantidade de fotoprotetor adequada é de aproximadamente 2,5 ml para face, pescoço, ombro e braço e 5 ml para perna e dorso do pé. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a quantidade de protetor solar indicada para cada parte do corpo é: uma colher de chá do produto no rosto, no pescoço e na cabeça. Uma colher de chá para a parte da frente do tronco e outra para a parte de trás. Quando aplicado em quantidade insuficiente, o produto não promove proteção adequada. + É recomendado ensinar a importância da fotoproteção para as crianças, pois hábitos adquiridos na infância são mais facilmente assimilados e incorporados por toda a vida. ___ Texto produzido pela Dra. Silmara Cestari para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/protecao-solar-para-os-pequenos-quando-comecar-e-o-que-usar/ Silmara Cestari é presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Publicado em 13/12/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

O verão está chegando e, nessa época, surgem muitas dúvidas sobre a utilização dos fotoprotetores nos bebês e nas crianças

Por Silmara Cestari para o site Saúde

Não há dúvidas de que a exposição solar moderada é benéfica e desejável para as crianças. Já a exposição excessiva, como as evidências comprovam, é prejudicial e, por isso, deve ser evitada. A pele da criança, principalmente até os 2 anos de idade, não está totalmente desenvolvida. Ela é mais fina que a do adulto, produz menos melanina e, portanto, é bastante vulnerável aos raios ultravioleta.

Darrel | Pixabay

Os principais impactos imediatos da exposição excessiva ao sol são a desidratação e a queimadura solar. Porém, os efeitos das radiações ultravioleta na pele também são cumulativos e podem causar prejuízo à saúde em longo prazo. As radiações ultravioleta A e B são as grandes responsáveis pelas queimaduras, pelo envelhecimento precoce da pele e pelo aparecimento do câncer cutâneo. Mas tudo isso pode ser evitado com o uso dos filtros solares, que têm eficácia comprovada em um grande número de estudos científicos.

Até os seia meses de vida esses produtos não devem ser aplicados nos bebês. O U.S. Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula os remédios nos Estados Unidos, não recomenda a utilização de filtros solares durante os primeiros 6 meses de vida, quando a pele ainda é muito fina e imatura. Isso porque existe a possibilidade de maior absorção das substâncias químicas presentes nos filtros solares, o que poderia ocasionar problemas sistêmicos. Portanto, evitar a superexposição e usar roupas adequadas com fotoproteção é da maior importância nessa faixa etária.

Veja abaixo, as principais recomendações ao expor bebês e crianças ao sol.

Até o 6º mês de vida

+ Evitar exposição solar das 10 às 16 horas, quando 60% da radiação ultravioleta B chega à superfície terrestre. Só essa precaução já resulta em grande diminuição das alterações agudas e crônicas da pele.

+ Usar vestuário adequado e chapéu com fotoproteção.

Após o 6º mês de vida

+ Usar regularmente o fotoprotetor infantil com FPS 30 ou superior.

+ Evitar exposição solar das 10 às 16 horas.

+ Além do protetor, usar vestuário adequado e chapéu quando a exposição ocorrer nesse período entre 10 e 16 horas.

+ Lembrar que a radiação ultravioleta também atinge a pele em dia nublado e embaixo do guarda-sol.

+ Areia, neve, concreto e água podem refletir mais de 85% dos raios lesivos à pele.

Como utilizar o protetor solar

+ O fotoprotetor deve ser apropriado para uso na infância. Os produtos para adultos possuem muito mais substâncias químicas – e elas podem ser prejudiciais à criança.

+ A aplicação deve ocorrer, no mínimo, 30 minutos antes da exposição ao sol para permitir que os ingredientes ativos atuem nas camadas superficiais da pele.

+ É preciso repassar o protetor a cada duas horas devido à transpiração e também sempre que a criança entrar na água.

+ Toda superfície corpórea exposta ao sol precisa ser protegida. Não se esqueça de pescoço, pavilhão auricular, além do dorso das mãos e dos pés.

+ Fotoprotetores labiais também devem ser aplicados frequentemente.

+ A quantidade de fotoprotetor adequada é de aproximadamente 2,5 ml para face, pescoço, ombro e braço e 5 ml para perna e dorso do pé. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a quantidade de protetor solar indicada para cada parte do corpo é: uma colher de chá do produto no rosto, no pescoço e na cabeça. Uma colher de chá para a parte da frente do tronco e outra para a parte de trás. Quando aplicado em quantidade insuficiente, o produto não promove proteção adequada.

+ É recomendado ensinar a importância da fotoproteção para as crianças, pois hábitos adquiridos na infância são mais facilmente assimilados e incorporados por toda a vida.

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Texto produzido pela Dra. Silmara Cestari para o site SAÚDE.
Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/protecao-solar-para-os-pequenos-quando-comecar-e-o-que-usar/

Silmara Cestari é presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

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Publicado em 13/12/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Proteja a pele das crianças durante o verão https://spsp.org.br/proteja-a-pele-das-criancas-durante-o-verao/ Thu, 04 Dec 2014 15:32:11 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=801 No verão, os cuidados com a saúde devem ser redobrados, especialmente com a pele, a hidratação e a alimentação. O consumo frequente de água, suco e isotônicos, a ingestão de frutas, legumes e verduras, e a proteção dos raios de sol, com uso de roupas leves, são fundamentais para aproveitar essa época sem afetar o bem-estar. As queimaduras solares são comuns nos dias mais quentes e a pele sensível das crianças, principalmente durante os dois primeiros anos de vida, é a mais atingida e, portanto, merece mais atenção. Segundo a dermatologista Silmara Cestari, do Departamento de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), aquelas com peles claras, loiras ou ruivas, e de olhos claros são as mais suscetíveis aos efeitos dos raios ultravioletas. Proteja-se Os quadros de queimadura não são causados apenas pela exposição solar desprotegida na praia e piscinas, mas também ao praticar exercícios ao ar livre, por exemplo. A recomendação da é evitar os horários de pico do sol, das 10h à 16h, e manter-se hidratado. Além disso, produtos sensibilizantes como perfume e limão podem catalisar os danos dermatológicos. “Mesmo em dias de céu encoberto, é necessário a aplicação de fotoprotetores e o uso de óculos escuros. Em geral, indicamos protetor fator 30, entretanto, se a criança tem sarda ou mancha na pele deve utilizar aqueles com proteção superior a 50 – ambos reaplicados a cada duas horas”, orienta Dra. Silmara. Camiseta, bonés e chapéus de abas largas, além do guarda-sol nas praias e clubes, são acessórios indispensáveis para os que desejam passar um tempo aproveitando o sol. Queimei-me, e agora? Em todos os casos de queimaduras solares, principalmente em crianças, é importante procurar um médico para avaliar a gravidade e orientar sobre os cuidados necessários. As regiões do corpo que mais sofrem são o rosto e os ombros. A pele avermelhada, sinal de queimadura, só é observada nas crianças após, em média, duas horas da exposição e, após 24h, tende a ficar inchada e dolorida. Algumas medidas caseiras podem amenizar os danos. Para aliviar a ardência, é indicada a aplicação de um pano úmido com água fria no local atingido por aproximadamente 10 minutos. Quando a pele começa a descascar, hidratantes a base de água ou de aloe vera podem ser passados para diminuir a coceira. Queimaduras de segundo grau apresentam bolhas. Nesses casos, não se deve estourar, nem cobrir com curativo, uma vez que facilita o desenvolvimento de infecções. A insolação, causada pela permanência excessiva sob o sol e desidratação é observada em casos graves, quando acompanhada de febre e dor intensa. A criança deve ser encaminhada rapidamente ao pronto-socorro se desmaiar ou vomitar. “A falta de cuidado dermatológico ao sol pode causar complicações na fase adulta. Aproximadamente 80% da exposição solar total acontece nos primeiros 18 anos de vida – os raios ultravioletas são os principais causadores de câncer de pele, patologia que também pode ser desencadeada por queimaduras de segundo grau na infância”, alerta a dermatologista. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 4/12/2014. photo credit: © Choreograph | Dreamstime.com – Beauty Child Photo Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

No verão, os cuidados com a saúde devem ser redobrados, especialmente com a pele, a hidratação e a alimentação. O consumo frequente de água, suco e isotônicos, a ingestão de frutas, legumes e verduras, e a proteção dos raios de sol, com uso de roupas leves, são fundamentais para aproveitar essa época sem afetar o bem-estar.

As queimaduras solares são comuns nos dias mais quentes e a pele sensível das crianças, principalmente durante os dois primeiros anos de vida, é a mais atingida e, portanto, merece mais atenção. Segundo a dermatologista Silmara Cestari, do Departamento de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), aquelas com peles claras, loiras ou ruivas, e de olhos claros são as mais suscetíveis aos efeitos dos raios ultravioletas.

Proteja-se

Os quadros de queimadura não são causados apenas pela exposição solar desprotegida na praia e piscinas, mas também ao praticar exercícios ao ar livre, por exemplo. A recomendação da é evitar os horários de pico do sol, das 10h à 16h, e manter-se hidratado. Além disso, produtos sensibilizantes como perfume e limão podem catalisar os danos dermatológicos.

“Mesmo em dias de céu encoberto, é necessário a aplicação de fotoprotetores e o uso de óculos escuros. Em geral, indicamos protetor fator 30, entretanto, se a criança tem sarda ou mancha na pele deve utilizar aqueles com proteção superior a 50 – ambos reaplicados a cada duas horas”, orienta Dra. Silmara. Camiseta, bonés e chapéus de abas largas, além do guarda-sol nas praias e clubes, são acessórios indispensáveis para os que desejam passar um tempo aproveitando o sol.

Queimei-me, e agora?

Em todos os casos de queimaduras solares, principalmente em crianças, é importante procurar um médico para avaliar a gravidade e orientar sobre os cuidados necessários. As regiões do corpo que mais sofrem são o rosto e os ombros. A pele avermelhada, sinal de queimadura, só é observada nas crianças após, em média, duas horas da exposição e, após 24h, tende a ficar inchada e dolorida.

Algumas medidas caseiras podem amenizar os danos. Para aliviar a ardência, é indicada a aplicação de um pano úmido com água fria no local atingido por aproximadamente 10 minutos. Quando a pele começa a descascar, hidratantes a base de água ou de aloe vera podem ser passados para diminuir a coceira.

Queimaduras de segundo grau apresentam bolhas. Nesses casos, não se deve estourar, nem cobrir com curativo, uma vez que facilita o desenvolvimento de infecções. A insolação, causada pela permanência excessiva sob o sol e desidratação é observada em casos graves, quando acompanhada de febre e dor intensa. A criança deve ser encaminhada rapidamente ao pronto-socorro se desmaiar ou vomitar.

“A falta de cuidado dermatológico ao sol pode causar complicações na fase adulta. Aproximadamente 80% da exposição solar total acontece nos primeiros 18 anos de vida – os raios ultravioletas são os principais causadores de câncer de pele, patologia que também pode ser desencadeada por queimaduras de segundo grau na infância”, alerta a dermatologista.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 4/12/2014.
photo credit: © Choreograph | Dreamstime.comBeauty Child Photo

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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