Proteção da pele na infência – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 19 Jun 2018 18:23:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Proteção da pele na infência – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Uso de cosméticos na infância https://spsp.org.br/uso-de-cosmeticos-na-infancia/ Tue, 19 Jun 2018 18:23:12 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2143 Cosméticos são produtos aplicados na pele com a finalidade de limpar, proteger, conservar, perfumar e modificar a aparência. Portanto, são considerados cosméticos todos os produtos de higiene (sabonetes, xampus, espumas de banho, antissépticos), hidratantes, cremes para prevenir assaduras, talcos, óleos, filtros solares, perfumes e maquiagens. Os cuidados com a pele são benéficos e necessários, porém é importante lembrar que a pele da criança tem características diferentes da pele do adulto, principalmente nos dois primeiros anos de vida, sendo mais fina, mais sensível e com maior capacidade de absorção das substâncias aplicadas sobre ela. Portanto, necessita muito mais atenção e critério na escolha dos produtos utilizados diariamente. Toda substância aplicada sobre a pele da criança deve ser apropriada para uso na infância. Os cosméticos infantis são mais suaves, menos tóxicos e com menor risco de causar irritação e alergias. O uso de produtos para a higiene e conservação da pele na infância deve ser, de preferência, orientado pelo pediatra ou dermatologista, principalmente nos recém-nascidos e até os dois anos de idade, pois quanto mais precoce a exposição a diferentes substâncias químicas na pele, maior é a chance de desenvolver sensibilização e alergias. A utilização cada vez mais precoce de maquiagens, esmaltes, tatuagens e tinturas ou alisantes de cabelos tem aumentado consideravelmente a ocorrência de dermatites de contato na infância. Além disso, crianças e adolescentes que utilizam, em excesso, maquiagens ou cremes que não são especialmente formulados para a sua pele, podem apresentar um tipo de acne chamada “acne cosmética”. O tratamento muitas vezes requer o uso de medicações que poderiam ser evitadas se as crianças não fossem expostas desnecessariamente a tais produtos. É muito importante que todos os produtos cosméticos utilizados na infância sejam avaliados quanto a sua necessidade e segurança. As substâncias que têm potencial para absorção e efeitos sistêmicos devem ser evitadas. Em relação ao uso de cosméticos na infância, podemos concluir que: • os produtos de higiene utilizados na infância são cosméticos; • os cosméticos são produtos com várias substâncias químicas em sua composição; • essas substâncias químicas podem provocar irritação, alergias e sensibilização da pele; • a pele da criança tem características estruturais e de absorção diferentes da pele do adulto; • as substâncias químicas contidas nesses produtos são passíveis de absorção cutânea; • os riscos dessa absorção cutânea são maiores na infância. ___ Relatora: Dra. Silmara Cestari Departamento Científico de Dermatologia da SPSP. Publicado em 19/06/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Cosméticos são produtos aplicados na pele com a finalidade de limpar, proteger, conservar, perfumar e modificar a aparência. Portanto, são considerados cosméticos todos os produtos de higiene (sabonetes, xampus, espumas de banho, antissépticos), hidratantes, cremes para prevenir assaduras, talcos, óleos, filtros solares, perfumes e maquiagens.

maquiagem na infância

Bess-Hamiti | Pixabay

Os cuidados com a pele são benéficos e necessários, porém é importante lembrar que a pele da criança tem características diferentes da pele do adulto, principalmente nos dois primeiros anos de vida, sendo mais fina, mais sensível e com maior capacidade de absorção das substâncias aplicadas sobre ela. Portanto, necessita muito mais atenção e critério na escolha dos produtos utilizados diariamente.
Toda substância aplicada sobre a pele da criança deve ser apropriada para uso na infância. Os cosméticos infantis são mais suaves, menos tóxicos e com menor risco de causar irritação e alergias.

O uso de produtos para a higiene e conservação da pele na infância deve ser, de preferência, orientado pelo pediatra ou dermatologista, principalmente nos recém-nascidos e até os dois anos de idade, pois quanto mais precoce a exposição a diferentes substâncias químicas na pele, maior é a chance de desenvolver sensibilização e alergias.

A utilização cada vez mais precoce de maquiagens, esmaltes, tatuagens e tinturas ou alisantes de cabelos tem aumentado consideravelmente a ocorrência de dermatites de contato na infância. Além disso, crianças e adolescentes que utilizam, em excesso, maquiagens ou cremes que não são especialmente formulados para a sua pele, podem apresentar um tipo de acne chamada “acne cosmética”. O tratamento muitas vezes requer o uso de medicações que poderiam ser evitadas se as crianças não fossem expostas desnecessariamente a tais produtos.

É muito importante que todos os produtos cosméticos utilizados na infância sejam avaliados quanto a sua necessidade e segurança. As substâncias que têm potencial para absorção e efeitos sistêmicos devem ser evitadas.

Em relação ao uso de cosméticos na infância, podemos concluir que:
• os produtos de higiene utilizados na infância são cosméticos;
• os cosméticos são produtos com várias substâncias químicas em sua composição;
• essas substâncias químicas podem provocar irritação, alergias e sensibilização da pele;
• a pele da criança tem características estruturais e de absorção diferentes da pele do adulto;
• as substâncias químicas contidas nesses produtos são passíveis de absorção cutânea;
• os riscos dessa absorção cutânea são maiores na infância.

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Relatora:
Dra. Silmara Cestari
Departamento Científico de Dermatologia da SPSP.

Publicado em 19/06/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Sol e praia: cuidados para desfrutar do verão https://spsp.org.br/sol-e-praia-cuidados-para-desfrutar-do-verao/ Tue, 21 Feb 2017 18:10:28 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1489 Médica da Sociedade de Pediatria de São Paulo dá orientações preciosas para resguardar a pele das crianças ao longo do período mais quente do ano. Por Dra. Silmara Cestari Durante o verão, a radiação solar incide com maior intensidade na Terra, aumentando o risco de queimadura solar e câncer de pele. Por isso, devemos ter cuidados especiais com a proteção das crianças, especialmente na praia, onde ocorre a maior exposição ao sol. Orientações básicas para a proteção da pele na infância – Durante os primeiros 6 meses de vida, os bebês não devem utilizar filtro solar, pois as substancias químicas da formulação podem ser absorvidas pela pele. Portanto, evitar superexposição e usar roupas adequadas são da maior importância nessa faixa etária. – A partir dos 6 meses de vida as exposições solares devem ser curtas e em horários apropriados. Queimadura solar em crianças abaixo de 1 ano de vida pode ser grave e constituir emergência médica. – Ao longo de toda a infância a exposição solar deve ser feita, sempre, até as 10 horas e após as 16 horas, quando os raios solares são menos intensos. Portanto, passeios e atividades ao ar livre devem ser feitos no início da manhã ou no final da tarde. – Nas exposições solares prolongadas (em praias, clubes e piscinas), além do filtro solar, recomendamos o uso de chapéu e roupas de algodão, porque eles retêm cerca de 90% das radiações solares. A crianças maiores e adolescentes, orientamos o uso de óculos de sol a fim de também prevenir catarata e lesão da córnea. – Orientamos a permanência na sombra ou no guarda-sol pelo maior tempo possível. É importante lembrar que permanecer na sombra ou sob o guarda-sol não garante proteção total, pois a areia e o cimento são superfícies refletoras dos raios solares. Assim, o uso do filtro continua sendo necessário. – Nos dias nublados o protetor solar também deve ser aplicado. Apesar de o sol estar encoberto, 80% das radiações ultravioletas atingem a superfície da Terra e podem causar queimaduras. Recomendações sobre o uso do filtro solar – Os filtros solares contêm em sua formulação substâncias que absorvem ou bloqueiam as radiações ultravioleta. Porém, o seu uso não deve ser uma desculpa para deixar as crianças expostas ao sol por tempo prolongado. – O produto deve ser adequado à pele mais sensível da criança. Os filtros físicos são mais indicados por terem menos substancias químicas. As versões com Fator de Proteção Solar (FPS) 15 ou 20 podem ser usadas no dia a dia e o FPS 30 ou superior é ideal para exposições ao sol mais prolongadas. O pediatra ou o dermatologista podem orientar qual o melhor tipo de filtro solar para cada caso. – O filtro tem de ser aplicado 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol, para que haja tempo de ser absorvido e desempenhar o efeito protetor. – Devemos aplicá-lo em todas as áreas expostas, inclusive orelhas, dorso das mãos e dorso dos pés. E passar cuidadosamente ao redor dos olhos, evitando as pálpebras inferiores e superiores. As crianças têm o hábito de esfregar os olhos e alguns produtos podem ser irritantes. Se ocorrer ardor ou irritação, lave os olhos imediatamente. – Mais um ponto: nas praias, o protetor solar deve ser aplicado também debaixo das roupas, uma vez que a radiação solar pode penetrar alguns tipos de tecidos, principalmente se estiverem molhados. É importante salientar que camisetas de malha de cor branca conferem pouca proteção, permitindo a passagem da radiação ultravioleta e, se estiverem molhadas, praticamente não apresentam proteção. – Os protetores solares ainda devem ser passados normalmente a cada duas horas de exposição e após a imersão em água, sempre com a pele bem seca antes da reaplicação. – Antes da primeira aplicação, o filtro solar precisa ser testado em uma pequena área da pele para observar se alguma irritação ocorre em 24 horas. O melhor local para o teste é a superfície interna do antebraço. ___ Texto produzido pela Dra. Silmara Cestari para o site SAÚDE. Link original: http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/sol-e-praia-cuidados-para-desfrutar-do-verao/ Dra. Silmara Cestari é dermatologista e presidente do Departamento de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 21/02/2016. photo credit: sylviebliss | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Médica da Sociedade de Pediatria de São Paulo dá orientações preciosas para resguardar a pele das crianças ao longo do período mais quente do ano.
Por Dra. Silmara Cestari

Durante o verão, a radiação solar incide com maior intensidade na Terra, aumentando o risco de queimadura solar e câncer de pele. Por isso, devemos ter cuidados especiais com a proteção das crianças, especialmente na praia, onde ocorre a maior exposição ao sol.

Orientações básicas para a proteção da pele na infância

– Durante os primeiros 6 meses de vida, os bebês não devem utilizar filtro solar, pois as substancias químicas da formulação podem ser absorvidas pela pele. Portanto, evitar superexposição e usar roupas adequadas são da maior importância nessa faixa etária.

– A partir dos 6 meses de vida as exposições solares devem ser curtas e em horários apropriados. Queimadura solar em crianças abaixo de 1 ano de vida pode ser grave e constituir emergência médica.

– Ao longo de toda a infância a exposição solar deve ser feita, sempre, até as 10 horas e após as 16 horas, quando os raios solares são menos intensos. Portanto, passeios e atividades ao ar livre devem ser feitos no início da manhã ou no final da tarde.

– Nas exposições solares prolongadas (em praias, clubes e piscinas), além do filtro solar, recomendamos o uso de chapéu e roupas de algodão, porque eles retêm cerca de 90% das radiações solares. A crianças maiores e adolescentes, orientamos o uso de óculos de sol a fim de também prevenir catarata e lesão da córnea.

– Orientamos a permanência na sombra ou no guarda-sol pelo maior tempo possível. É importante lembrar que permanecer na sombra ou sob o guarda-sol não garante proteção total, pois a areia e o cimento são superfícies refletoras dos raios solares. Assim, o uso do filtro continua sendo necessário.

– Nos dias nublados o protetor solar também deve ser aplicado. Apesar de o sol estar encoberto, 80% das radiações ultravioletas atingem a superfície da Terra e podem causar queimaduras.

Recomendações sobre o uso do filtro solar

– Os filtros solares contêm em sua formulação substâncias que absorvem ou bloqueiam as radiações ultravioleta. Porém, o seu uso não deve ser uma desculpa para deixar as crianças expostas ao sol por tempo prolongado.

– O produto deve ser adequado à pele mais sensível da criança. Os filtros físicos são mais indicados por terem menos substancias químicas. As versões com Fator de Proteção Solar (FPS) 15 ou 20 podem ser usadas no dia a dia e o FPS 30 ou superior é ideal para exposições ao sol mais prolongadas. O pediatra ou o dermatologista podem orientar qual o melhor tipo de filtro solar para cada caso.

– O filtro tem de ser aplicado 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol, para que haja tempo de ser absorvido e desempenhar o efeito protetor.

– Devemos aplicá-lo em todas as áreas expostas, inclusive orelhas, dorso das mãos e dorso dos pés. E passar cuidadosamente ao redor dos olhos, evitando as pálpebras inferiores e superiores. As crianças têm o hábito de esfregar os olhos e alguns produtos podem ser irritantes. Se ocorrer ardor ou irritação, lave os olhos imediatamente.

– Mais um ponto: nas praias, o protetor solar deve ser aplicado também debaixo das roupas, uma vez que a radiação solar pode penetrar alguns tipos de tecidos, principalmente se estiverem molhados. É importante salientar que camisetas de malha de cor branca conferem pouca proteção, permitindo a passagem da radiação ultravioleta e, se estiverem molhadas, praticamente não apresentam proteção.

– Os protetores solares ainda devem ser passados normalmente a cada duas horas de exposição e após a imersão em água, sempre com a pele bem seca antes da reaplicação.

– Antes da primeira aplicação, o filtro solar precisa ser testado em uma pequena área da pele para observar se alguma irritação ocorre em 24 horas. O melhor local para o teste é a superfície interna do antebraço.

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Texto produzido pela Dra. Silmara Cestari para o site SAÚDE.
Link original: http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/sol-e-praia-cuidados-para-desfrutar-do-verao/

Dra. Silmara Cestari é dermatologista e presidente do Departamento de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 21/02/2016.
photo credit: sylviebliss | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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