Programa Nacional de Imunizações – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 03 Apr 2023 13:22:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Programa Nacional de Imunizações – SPSP https://spsp.org.br 32 32 9 de junho – Hoje é o Dia Mundial da Imunização https://spsp.org.br/9-de-junho-hoje-e-o-dia-mundial-da-imunizacao/ Wed, 09 Jun 2021 18:35:14 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=28620 As vacinas existem há mais de 200 anos e têm nos protegido contra doenças que ameaçam nossas vidas. O Dia Mundial da Imunização é celebrado em 9 de junho e chama a atenção para a importância das vacinas.]]>

As vacinas existem há mais de 200 anos e têm nos protegido contra doenças que ameaçam nossas vidas.

No Brasil, o Dia Mundial da Imunização é celebrado em 9 de junho. Nesta data, procura-se chamar a atenção da sociedade para a importância das vacinas ao conseguir erradicar doenças como a varíola, controlar a rubéola e o sarampo e contribuir para a queda da mortalidade infantil.

E por que manter as vacinas em dia é tão importante?

Porque diminui as chances de contrair algumas doenças, como o tétano, a paralisia infantil, entre outras, além de combater patologias graves que podem acometer pessoas de diferentes idades.

O calendário básico de vacinação brasileiro é definido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Criado em 1973, inclui o conjunto de vacinas consideradas de interesse prioritário à saúde pública do nosso país. Atualmente, é constituído por 19 vacinas, desde o nascimento até a terceira idade, que são distribuídas gratuitamente nos postos de vacinação da rede pública.

O nosso PNI é reconhecido no exterior como um dos melhores e mais abrangentes programas de imunização no mundo e atende a mais de 211 milhões de pessoas.

Mas, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o Brasil tem registrado índices insatisfatórios de cobertura vacinal para algumas enfermidades e, diante da ameaça do retorno da poliomielite e do recrudescimento do sarampo, várias ações devem ser implementadas para ampliar a percepção da população sobre a importância das imunizações e estimular a adesão à campanha de vacinação promovida pelo Ministério da Saúde.

E a situação mundial, como está?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Centro para a Saúde Global do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, Center for Global Health), durante a Semana Mundial de Imunizações (24 a 30 de abril de 2021), foram levantados os seguintes questionamentos:

– Como ficam as mais de 13,8 milhões de crianças que, a cada ano, em todo o mundo, não recebem uma única dose de vacina?

– O que fazer com as quase 20 milhões de crianças no mundo que, desde o ano passado, não estão recebendo as vacinas de que precisam?

E destacam que, em abril de 2021, quase 70 campanhas de imunização preventiva em mais de 60 países continuavam adiadas devido à Covid-19 e a cobertura da vacinação de rotina caiu em todo o mundo.

Para concluir, ficam as mensagens:

Enquanto o mundo está concentrado em novas vacinas criticamente importantes para proteger contra a Covid-19, permanece a necessidade de garantir que as vacinações de rotina não sejam perdidas. A rápida circulação de informações incorretas e falsas sobre o tema da vacinação aumenta essa ameaça (OMS).

Mesmo agora, diante da pandemia que estamos vivendo – lembrete devastador do caos causado por doenças que não podemos prevenir – não podemos deixar de lado outras doenças potencialmente graves. Nenhuma criança deve morrer de doenças evitáveis e não vamos parar até que isso seja realidade (Unicef – disponível em: clique aqui).

Relatores:

Renata D. Waksman

Moises Chencinski

Coordenadores do Blog Pediatra Orienta da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: igor vetushko | depositphotos.com

 

 

 

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Alterações no Calendário Público de Vacinação https://spsp.org.br/alteracoes-no-calendario-publico-de-vacinacao/ Thu, 07 Apr 2016 10:23:49 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=1124 Recentemente o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, divulgou as alterações dos calendários vacinais públicos do Brasil que entraram em vigor a partir de 2016. Devemos ter em mente que os calendários de vacinas devem ser dinâmicos e sempre estarem adequados à situação das doenças, mas podem mudar, ou devido à experiência acumulada com o uso das vacinas, que pode sinalizar para a necessidade de número ou intervalo de doses diferentes, ou ao surgimento de novas vacinas, sempre em busca de uma harmonização e uma adequada distribuição das mesmas durante a infância. As principais alterações nessas recomendações estão descritas abaixo: 1) Vacina hepatite B: passa a ser disponível gratuitamente para indivíduos de qualquer idade (vacinação universal) com o intuito de controlar essa importante doença em toda a população. A vacina já vinha sendo disponibilizada no calendário infantil, para gestantes e para adultos de até 49 anos. 2) Vacina meningite C: passa a ser recomendada para crianças menores de cinco anos (de até 4 anos e 11 meses). A vacina já vinha sendo aplicada em menores de dois anos. Além disso, a terceira dose passa dos 15 para os 12 meses de vida. 3) Vacina hepatite A: com o intuito de não se acumular muitas injeções aos 12 meses, a dose da vacina passa a ser aplicada aos 15 e não mais aos 12 meses de vida.Está disponível em toda a rede pública. 4) Vacina pneumocócica (conjugada 10 valente): a vacina era aplicada num esquema de três doses no primeiro ano de vida (2, 4 e 6 meses) e um reforço aos 12 meses = esquema 3+1, e a partir de agora passa a ser aplicada em duas doses (2 e 4 meses) com reforço aos 12 meses = esquema 2+1. Os estudos demonstraram uma efetividade muito semelhante entre os dois esquemas, com redução de número de casos e mortes em países que optaram por um ou outro calendário. Além disso, a vacina passa a ser recomendada para crianças menores de cinco anos (de até 4 anos e 11 meses). A vacina vinha sendo aplicada em menores de dois anos. 5) Vacina HPV: estudos demonstraram que a resposta imune à vacina HPV em meninas menores de 15 anos é muito semelhante quando se aplicam duas ou três doses. A partir daí, com o intuito de facilitar o acesso dos países à vacinação e permitir um maior número de meninas vacinadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a preconizar o esquema de duas doses com um intervalo de seis meses entre elas, e a própria bula da vacina considera este esquema alternativo como válido. 6) Vacina poliomielite: o PNI passa a disponibilizar a vacina inativada nas três primeiras doses, aos 2, 4 e 6 meses, mantendo o uso da vacina oral (Sabin) nos reforços de 15 meses e cinco anos. Esta alteração faz parte da estratégia global de eliminação da pólio que inclui a suspensão do uso da vacina de vírus vivos oral. A partir do segundo semestre o PNI também passará a utilizar uma vacina oral contendo dois e não mais três tipos do vírus da pólio (vacina oral bivalente), já que o tipo 2 já foi erradicado do planeta. Diferenças entre os calendários público e privado Embora o calendário de vacinação da criança, preconizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), hoje, seja muito semelhante ao disponibilizado pelo PNI, existem ainda algumas recomendações propostas pela SBP que diferem, seja pela inclusão de outras faixas etárias ou pelo número diferente de doses, além da recomendação de vacinas ainda não disponibilizadas na rede pública. ___ Relator: Dr. Renato Kfouri Departamento Científico de Infectologia da SPSP. Publicado em 7/03/2016. photo credit: Attila Barabás | Dreamstime.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

dreamstime_xs_46433096_PRecentemente o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, divulgou as alterações dos calendários vacinais públicos do Brasil que entraram em vigor a partir de 2016.

Devemos ter em mente que os calendários de vacinas devem ser dinâmicos e sempre estarem adequados à situação das doenças, mas podem mudar, ou devido à experiência acumulada com o uso das vacinas, que pode sinalizar para a necessidade de número ou intervalo de doses diferentes, ou ao surgimento de novas vacinas, sempre em busca de uma harmonização e uma adequada distribuição das mesmas durante a infância.

As principais alterações nessas recomendações estão descritas abaixo:

1) Vacina hepatite B: passa a ser disponível gratuitamente para indivíduos de qualquer idade (vacinação universal) com o intuito de controlar essa importante doença em toda a população. A vacina já vinha sendo disponibilizada no calendário infantil, para gestantes e para adultos de até 49 anos.

2) Vacina meningite C: passa a ser recomendada para crianças menores de cinco anos (de até 4 anos e 11 meses). A vacina já vinha sendo aplicada em menores de dois anos. Além disso, a terceira dose passa dos 15 para os 12 meses de vida.

3) Vacina hepatite A: com o intuito de não se acumular muitas injeções aos 12 meses, a dose da vacina passa a ser aplicada aos 15 e não mais aos 12 meses de vida.Está disponível em toda a rede pública.

4) Vacina pneumocócica (conjugada 10 valente): a vacina era aplicada num esquema de três doses no primeiro ano de vida (2, 4 e 6 meses) e um reforço aos 12 meses = esquema 3+1, e a partir de agora passa a ser aplicada em duas doses (2 e 4 meses) com reforço aos 12 meses = esquema 2+1. Os estudos demonstraram uma efetividade muito semelhante entre os dois esquemas, com redução de número de casos e mortes em países que optaram por um ou outro calendário. Além disso, a vacina passa a ser recomendada para crianças menores de cinco anos (de até 4 anos e 11 meses). A vacina vinha sendo aplicada em menores de dois anos.

5) Vacina HPV: estudos demonstraram que a resposta imune à vacina HPV em meninas menores de 15 anos é muito semelhante quando se aplicam duas ou três doses. A partir daí, com o intuito de facilitar o acesso dos países à vacinação e permitir um maior número de meninas vacinadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a preconizar o esquema de duas doses com um intervalo de seis meses entre elas, e a própria bula da vacina considera este esquema alternativo como válido.

6) Vacina poliomielite: o PNI passa a disponibilizar a vacina inativada nas três primeiras doses, aos 2, 4 e 6 meses, mantendo o uso da vacina oral (Sabin) nos reforços de 15 meses e cinco anos. Esta alteração faz parte da estratégia global de eliminação da pólio que inclui a suspensão do uso da vacina de vírus vivos oral. A partir do segundo semestre o PNI também passará a utilizar uma vacina oral contendo dois e não mais três tipos do vírus da pólio (vacina oral bivalente), já que o tipo 2 já foi erradicado do planeta.

Diferenças entre os calendários público e privado

Embora o calendário de vacinação da criança, preconizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), hoje, seja muito semelhante ao disponibilizado pelo PNI, existem ainda algumas recomendações propostas pela SBP que diferem, seja pela inclusão de outras faixas etárias ou pelo número diferente de doses, além da recomendação de vacinas ainda não disponibilizadas na rede pública.

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Relator:
Dr. Renato Kfouri

Departamento Científico de Infectologia da SPSP.

Publicado em 7/03/2016.
photo credit: Attila Barabás | Dreamstime.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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