Problemas respiratórios – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 03 Apr 2023 14:39:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Problemas respiratórios – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Como evitar problemas respiratórios no prematuro após a alta https://spsp.org.br/como-evitar-problemas-respiratorios-no-prematuro-apos-a-alta/ Wed, 11 Sep 2019 18:12:57 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2923 Os recém-nascidos prematuros, em especial aqueles com menos de 34 semanas de gestação, apresentam maior risco de adquirir doenças respiratórias e precisarem de internação. Medidas de prevenção são capazes de reduzir a ocorrência e a gravidade das infecções respiratórias e devem ser seguidas por todos. Medidas de higiene pessoal e ambiental:• Lavar as mãos antes e após cuidar do bebê• Evitar contato do recém-nascido com pessoas doentes• Evitar lugares com aglomeração de pessoas• Não compartilhar itens de uso pessoal (talheres, pratos, copos)• Aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida reduz substancialmente a ocorrência de doenças respiratórias• Evitar a exposição domiciliar à fumaça de cigarro, que resulta em maior ocorrência de infecções respiratórias, consultas médicas e internações Vacinas em dia Vacina contra influenza – deve ser aplicada a partir de seis meses de vida, no outono, antes do início da circulação do vírus. Vacinar a gestante, pois a transferência de anticorpos da mãe para o feto confere proteção aos bebês menores de seis meses de vida que ainda não podem receber a vacina. Vacina antipneumocócica conjugada – está indicada para todos os prematuros a partir de dois meses de idade, no esquema de três doses, com intervalo de dois meses entre elas e um posterior reforço aos 15 meses de idade. Vacina contra tuberculose (BCG) – a vacina intradérmica (BCG-ID) é indicada em recém-nascidos com peso superior a 2.000 gramas desde o nascimento. Prevenção da infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR) O VSR é o principal agente das infecções respiratórias agudas que acometem o trato respiratório inferior em crianças menores de um ano de idade. Apresenta uma sazonalidade definida, causando epidemias anuais nos meses do outono e inverno. A infecção em recém-nascidos prematuros apresenta maior risco de evolução grave com necessidade de internação hospitalar. Atualmente, a prevenção tem sido feita através da imunização passiva, pela administração de anticorpo monoclonal humanizado para uso intramuscular (Palivizumabe), aplicado mensalmente, durante o período do ano com alta circulação de VSR, que varia de acordo com a região geográfica no Brasil. O Sistema Único de Saúde disponibiliza as doses necessárias aos recém-nascidos com idade gestacional menor do que 29 semanas, durante o primeiro ano de vida, e nos portadores de displasia broncopulmonar até os dois anos.  Durante a sazonalidade, essas doses são aplicadas mesmo que os bebês ainda estejam internados. Já as demais vacinas devem seguir o calendário habitual, de acordo com a idade cronológica. Pais, cuidadores e profissionais de saúde que lidam com o prematuro devem ser vacinados contra influenza, coqueluche, varicela, sarampo e rubéola, a fim de diminuir o risco de transmissão das doenças para ele. ___Relatora:Dra. Bettina B. Duque FigueiraDepartamento Científico de Neonatologia da SPSP. Publicado em 11/09/2019]]>

Os recém-nascidos prematuros, em especial aqueles com menos de 34 semanas de gestação, apresentam maior risco de adquirir doenças respiratórias e precisarem de internação. Medidas de prevenção são capazes de reduzir a ocorrência e a gravidade das infecções respiratórias e devem ser seguidas por todos.

Iuliia Bondarenko | pixabay.com

Medidas de higiene pessoal e ambiental:
• Lavar as mãos antes e após cuidar do bebê
• Evitar contato do recém-nascido com pessoas doentes
• Evitar lugares com aglomeração de pessoas
• Não compartilhar itens de uso pessoal (talheres, pratos, copos)
• Aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida reduz substancialmente a ocorrência de doenças respiratórias
• Evitar a exposição domiciliar à fumaça de cigarro, que resulta em maior ocorrência de infecções respiratórias, consultas médicas e internações

Vacinas em dia

Vacina contra influenza – deve ser aplicada a partir de seis meses de vida, no outono, antes do início da circulação do vírus. Vacinar a gestante, pois a transferência de anticorpos da mãe para o feto confere proteção aos bebês menores de seis meses de vida que ainda não podem receber a vacina.

Vacina antipneumocócica conjugada – está indicada para todos os prematuros a partir de dois meses de idade, no esquema de três doses, com intervalo de dois meses entre elas e um posterior reforço aos 15 meses de idade.

Vacina contra tuberculose (BCG) – a vacina intradérmica (BCG-ID) é indicada em recém-nascidos com peso superior a 2.000 gramas desde o nascimento.

Prevenção da infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR)

O VSR é o principal agente das infecções respiratórias agudas que acometem o trato respiratório inferior em crianças menores de um ano de idade. Apresenta uma sazonalidade definida, causando epidemias anuais nos meses do outono e inverno. A infecção em recém-nascidos prematuros apresenta maior risco de evolução grave com necessidade de internação hospitalar. Atualmente, a prevenção tem sido feita através da imunização passiva, pela administração de anticorpo monoclonal humanizado para uso intramuscular (Palivizumabe), aplicado mensalmente, durante o período do ano com alta circulação de VSR, que varia de acordo com a região geográfica no Brasil. O Sistema Único de Saúde disponibiliza as doses necessárias aos recém-nascidos com idade gestacional menor do que 29 semanas, durante o primeiro ano de vida, e nos portadores de displasia broncopulmonar até os dois anos.  Durante a sazonalidade, essas doses são aplicadas mesmo que os bebês ainda estejam internados. Já as demais vacinas devem seguir o calendário habitual, de acordo com a idade cronológica.

Pais, cuidadores e profissionais de saúde que lidam com o prematuro devem ser vacinados contra influenza, coqueluche, varicela, sarampo e rubéola, a fim de diminuir o risco de transmissão das doenças para ele.

___
Relatora:
Dra. Bettina B. Duque Figueira
Departamento Científico de Neonatologia da SPSP.

Publicado em 11/09/2019



]]>
Asma e bronquite não são a mesma coisa https://spsp.org.br/asma-e-bronquite-nao-sao-a-mesma-coisa-2/ Thu, 17 May 2018 18:25:10 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2095 A asma é uma das doenças crônicas mais comuns da infância. Falamos que é um quadro crônico porque pode persistir por um longo período. Suas principais manifestações são tosse, falta de ar e sibilos, o popular chiado no peito. No Brasil, estudos apontam que a condição afeta cerca de um quarto das crianças em idade escolar e um quinto dos adolescentes. Devido às suas manifestações respiratórias, crianças e adolescentes com asma não controlada precisam usar vários medicamentos e com frequência têm de comparecer aos serviços de pronto-socorro – alguns casos podem necessitar inclusive de internação. Essas alterações na rotina causam sofrimento aos pequenos, aos jovens e a seus familiares, impactando na qualidade de vida e levando a dificuldades na sala de aula e nos esportes, problemas de sono, prejuízos à vida social, ansiedade e até depressão. Em boa parte das situações a asma se inicia logo na infância. Tanto fatores genéticos (presença da doença no pai ou na mãe) como ambientais (o lugar em que a criança vive) podem condicionar seu aparecimento. Entre os estímulos do ambiente, é bem conhecido o papel da exposição a elementos irritantes, como fumaça de cigarro, poluição, poeira e ar frio. Ácaros, mofo e resíduos de insetos no interior das casas, assim como a exposição a gripes e resfriados, podem desencadear o problema ao causar uma resposta exagerada das vias aéreas, os canais por onde o ar passa até e dentro dos pulmões. Essa reação exacerbada, conhecida como hiperreatividade, se caracteriza pelo inchaço das vias aéreas e pelo aumento das secreções e contração dos pequenos músculos presentes em suas paredes. Tudo isso propicia um estreitamento das vias, o que dificulta o fluxo do ar. O estreitamento pode ocasionar um ruído característico, semelhante a um assobio ou chiado, o tal do sibilo. A propensão a essa resposta exagerada é, na maior parte das vezes, fruto de uma hiperssensibilidade do corpo a estímulos do ambiente – situação conhecida como alergia. Não à toa, um número significativo de crianças e adolescentes com asma apresentam também outras manifestações alérgicas, caso de rinite e conjuntivite. O diagnóstico de asma pode ser demorado, porque é preciso observar sintomas que tenham alguma frequência e se repetem em ocasiões diferentes. Em geral, eles pioram à noite ou pela manhã. É bastante comum que a mãe e/ou o pai tenham também a condição ou se recordem de tê-la encarado na infância ou juventude. Há um exame, conhecido como espirometria, capaz de medir de forma mais objetiva o estreitamento dos brônquios por meio do sopro do paciente. Entretanto, ele depende de uma técnica que apenas as crianças com mais de 6 anos conseguem realizar. Por isso, a detecção da asma nos pequenos tende a ser mais complexa, exigindo um olhar apurado do médico nos sintomas e na história familiar. Testes de alergia, por sua vez, ajudam a entender os elementos desencadeantes das crises. Dentro do tratamento da asma, quando se conhecem os fatores ambientais que estimulam o quadro, é preciso tomar os devidos cuidados com o ambiente doméstico. Entre os medicamentos receitados, existem os que ajudam a controlar a doença e prevenir as crises e aqueles que trazem alívio imediato dos sintomas. Boa parte desses remédios está acessível sem custo no sistema público de saúde ou em programas como o Farmácia Popular. As famílias devem estar conscientes de que o tratamento da asma pode ser prolongado, muitas vezes por anos. E a bronquite? Esse termo é erroneamente usado como sinônimo de asma. E não é a mesma coisa. Ele se refere apenas à inflamação dos brônquios – a asma envolve mais do que isso. Nas crianças, a bronquite é geralmente provocada por vírus e bactérias e tem curta duração. Ela é marcada por tosse úmida, com catarro, e a secreção, abundante, piora com a mudança de posição. Cabe ressaltar que, com bom acompanhamento e tratamento adequado, a doença pode ser bem controlada, permitindo uma vida normal. Um vínculo de confiança e compreensão entre as crianças ou adolescentes, os familiares e os profissionais de saúde resultará numa parceria bem-sucedida, com grandes ganhos em termos de qualidade de vida – e isso vale tanto para a bronquite quanto para a asma.   ___ Texto produzido por Dra. Vera Rullo e Dr. Marcos Tadeu Nolasco da Silva para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/asma-e-bronquite-nao-sao-a-mesma-coisa/ A Dra. Vera Rullo é pediatra e presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. O Dr. Marcos Tadeu Nolasco da Silva é pediatra e vice-presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 17/05/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A asma é uma das doenças crônicas mais comuns da infância. Falamos que é um quadro crônico porque pode persistir por um longo período. Suas principais manifestações são tosse, falta de ar e sibilos, o popular chiado no peito. No Brasil, estudos apontam que a condição afeta cerca de um quarto das crianças em idade escolar e um quinto dos adolescentes.

khamkhor | Pixabay

Devido às suas manifestações respiratórias, crianças e adolescentes com asma não controlada precisam usar vários medicamentos e com frequência têm de comparecer aos serviços de pronto-socorro – alguns casos podem necessitar inclusive de internação. Essas alterações na rotina causam sofrimento aos pequenos, aos jovens e a seus familiares, impactando na qualidade de vida e levando a dificuldades na sala de aula e nos esportes, problemas de sono, prejuízos à vida social, ansiedade e até depressão.

Em boa parte das situações a asma se inicia logo na infância. Tanto fatores genéticos (presença da doença no pai ou na mãe) como ambientais (o lugar em que a criança vive) podem condicionar seu aparecimento. Entre os estímulos do ambiente, é bem conhecido o papel da exposição a elementos irritantes, como fumaça de cigarro, poluição, poeira e ar frio.

Ácaros, mofo e resíduos de insetos no interior das casas, assim como a exposição a gripes e resfriados, podem desencadear o problema ao causar uma resposta exagerada das vias aéreas, os canais por onde o ar passa até e dentro dos pulmões.

Essa reação exacerbada, conhecida como hiperreatividade, se caracteriza pelo inchaço das vias aéreas e pelo aumento das secreções e contração dos pequenos músculos presentes em suas paredes. Tudo isso propicia um estreitamento das vias, o que dificulta o fluxo do ar. O estreitamento pode ocasionar um ruído característico, semelhante a um assobio ou chiado, o tal do sibilo.

A propensão a essa resposta exagerada é, na maior parte das vezes, fruto de uma hiperssensibilidade do corpo a estímulos do ambiente – situação conhecida como alergia. Não à toa, um número significativo de crianças e adolescentes com asma apresentam também outras manifestações alérgicas, caso de rinite e conjuntivite.

O diagnóstico de asma pode ser demorado, porque é preciso observar sintomas que tenham alguma frequência e se repetem em ocasiões diferentes. Em geral, eles pioram à noite ou pela manhã. É bastante comum que a mãe e/ou o pai tenham também a condição ou se recordem de tê-la encarado na infância ou juventude.

Há um exame, conhecido como espirometria, capaz de medir de forma mais objetiva o estreitamento dos brônquios por meio do sopro do paciente. Entretanto, ele depende de uma técnica que apenas as crianças com mais de 6 anos conseguem realizar. Por isso, a detecção da asma nos pequenos tende a ser mais complexa, exigindo um olhar apurado do médico nos sintomas e na história familiar. Testes de alergia, por sua vez, ajudam a entender os elementos desencadeantes das crises.

Dentro do tratamento da asma, quando se conhecem os fatores ambientais que estimulam o quadro, é preciso tomar os devidos cuidados com o ambiente doméstico. Entre os medicamentos receitados, existem os que ajudam a controlar a doença e prevenir as crises e aqueles que trazem alívio imediato dos sintomas. Boa parte desses remédios está acessível sem custo no sistema público de saúde ou em programas como o Farmácia Popular. As famílias devem estar conscientes de que o tratamento da asma pode ser prolongado, muitas vezes por anos.

E a bronquite?

Esse termo é erroneamente usado como sinônimo de asma. E não é a mesma coisa. Ele se refere apenas à inflamação dos brônquios – a asma envolve mais do que isso. Nas crianças, a bronquite é geralmente provocada por vírus e bactérias e tem curta duração. Ela é marcada por tosse úmida, com catarro, e a secreção, abundante, piora com a mudança de posição.

Cabe ressaltar que, com bom acompanhamento e tratamento adequado, a doença pode ser bem controlada, permitindo uma vida normal. Um vínculo de confiança e compreensão entre as crianças ou adolescentes, os familiares e os profissionais de saúde resultará numa parceria bem-sucedida, com grandes ganhos em termos de qualidade de vida – e isso vale tanto para a bronquite quanto para a asma.

 

___
Texto produzido por Dra. Vera Rullo e Dr. Marcos Tadeu Nolasco da Silva para o site SAÚDE.
Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/asma-e-bronquite-nao-sao-a-mesma-coisa/

A Dra. Vera Rullo é pediatra e presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

O Dr. Marcos Tadeu Nolasco da Silva é pediatra e vice-presidente do Departamento Científico de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 17/05/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

]]>
Bronquiolite https://spsp.org.br/bronquiolite/ Fri, 20 Feb 2015 11:20:30 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=840 Bronquiolite viral aguda é uma inflamação dos brônquios e bronquíolos que são os canais que conduzem o ar para os pulmões. Acontece principalmente em bebês abaixo de 2 anos e, mais frequentemente, nos menores de 1 ano. A sua causa são os vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório (VSR), metapneumovírus, rinovírus, adenovírus, parainfluenza e influenza. O mais frequente é o VSR. Esses vírus são os mesmos que causam resfriado nas crianças maiores e adultos. Quando eles ficam apenas nas vias aéreas superiores (nariz e garganta) os sintomas serão de resfriado: coriza, espirros, nariz entupido, garganta inflamada, febre e, às vezes, pouca tosse. Na bronquiolite, esses mesmos vírus descem para as vias aéreas inferiores, inflamando e fechando brônquios e bronquíolos e causando os sintomas da bronquiolite: chiado no peito, tosse e dificuldade para respirar, em graus variados – desde casos bem leves até casos graves, com necessidade de internação em unidade de terapia intensiva. O tratamento da bronquiolite é de suporte, já que não existe um remédio eficaz que combata o vírus. Deve-se manter a criança bem hidratada, alimentá-la com mais cuidado para evitar engasgos, fluidificar as secreções respiratórias através de inalações com soro fisiológico, além de lavar bem o nariz, também com soro fisiológico. Em alguns casos pode-se usar inalações com solução salina hipertônica ou com broncodilatadores. Em casos onde haja insuficiência respiratória, a criança precisa ser internada para receber oxigênio e, às vezes, suporte ventilatório através de aparelhos. A maioria das crianças melhora em cerca de 1 semana, mas em outras, a evolução é mais lenta. Há um grupo de crianças que tem risco de apresentar bronquiolite mais grave: os prematuros e os portadores de cardiopatias e pneumopatias crônicas. Em alguns desses casos deve-se fazer a prevenção da bronquiolite por VSR através de uma injeção mensal de um anticorpo chamado palivizumabe, durante o período do ano quando o vírus é mais frequente (março a julho). É importante ressaltar que esses vírus são muito contagiosos, sendo a sua transmissão principalmente através do contato direto com secreções respiratórias, geralmente nas mãos e objetos contaminados. Portanto, a lavagem das mãos é fundamental após o manuseio dessas crianças. Sempre que possível, deve-se evitar o contato dos bebês com crianças maiores e adultos resfriados. Também é importante saber que muitas das crianças que apresentam bronquiolite ficam com os brônquios mais sensíveis e se tornam “bebês chiadores”, isto é, frente a algumas situações, como outros resfriados e mudanças climáticas, apresentam novamente episódios de chiado no peito. Isso tende a melhorar com o passar dos anos, mas algumas dessas crianças se tornam asmáticas. ___ Relatora: Fabíola Villac Adde Departamento de Pneumologia da SPSP. Publicado em 20/02/2015. photo credit: © Renaud Vejus | Dreamstime.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Bronquiolite viral aguda é uma inflamação dos brônquios e bronquíolos que são os canais que conduzem o ar para os pulmões. Acontece principalmente em bebês abaixo de 2 anos e, mais frequentemente, nos menores de 1 ano. A sua causa são os vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório (VSR), metapneumovírus, rinovírus, adenovírus, parainfluenza e influenza. O mais frequente é o VSR. Esses vírus são os mesmos que causam resfriado nas crianças maiores e adultos. Quando eles ficam apenas nas vias aéreas superiores (nariz e garganta) os sintomas serão de resfriado: coriza, espirros, nariz entupido, garganta inflamada, febre e, às vezes, pouca tosse. Na bronquiolite, esses mesmos vírus descem para as vias aéreas inferiores, inflamando e fechando brônquios e bronquíolos e causando os sintomas da bronquiolite: chiado no peito, tosse e dificuldade para respirar, em graus variados – desde casos bem leves até casos graves, com necessidade de internação em unidade de terapia intensiva.

O tratamento da bronquiolite é de suporte, já que não existe um remédio eficaz que combata o vírus. Deve-se manter a criança bem hidratada, alimentá-la com mais cuidado para evitar engasgos, fluidificar as secreções respiratórias através de inalações com soro fisiológico, além de lavar bem o nariz, também com soro fisiológico. Em alguns casos pode-se usar inalações com solução salina hipertônica ou com broncodilatadores. Em casos onde haja insuficiência respiratória, a criança precisa ser internada para receber oxigênio e, às vezes, suporte ventilatório através de aparelhos.

A maioria das crianças melhora em cerca de 1 semana, mas em outras, a evolução é mais lenta. Há um grupo de crianças que tem risco de apresentar bronquiolite mais grave: os prematuros e os portadores de cardiopatias e pneumopatias crônicas. Em alguns desses casos deve-se fazer a prevenção da bronquiolite por VSR através de uma injeção mensal de um anticorpo chamado palivizumabe, durante o período do ano quando o vírus é mais frequente (março a julho).

É importante ressaltar que esses vírus são muito contagiosos, sendo a sua transmissão principalmente através do contato direto com secreções respiratórias, geralmente nas mãos e objetos contaminados. Portanto, a lavagem das mãos é fundamental após o manuseio dessas crianças. Sempre que possível, deve-se evitar o contato dos bebês com crianças maiores e adultos resfriados.

Também é importante saber que muitas das crianças que apresentam bronquiolite ficam com os brônquios mais sensíveis e se tornam “bebês chiadores”, isto é, frente a algumas situações, como outros resfriados e mudanças climáticas, apresentam novamente episódios de chiado no peito. Isso tende a melhorar com o passar dos anos, mas algumas dessas crianças se tornam asmáticas.

___
Relatora:
Fabíola Villac Adde
Departamento de Pneumologia da SPSP.

Publicado em 20/02/2015.
photo credit: © Renaud Vejus | Dreamstime.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

]]>