primeiros socorros – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 10 Jun 2022 12:18:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png primeiros socorros – SPSP https://spsp.org.br 32 32 26/03 – Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia https://spsp.org.br/26-03-dia-mundial-de-conscientizacao-da-epilepsia-nbs/ Fri, 25 Mar 2022 12:48:42 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=31735 No Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, que é uma das doenças neurológicas mais comuns, aproveitamos para destacar alguns aspectos pediátricos muito relevantes para se observar.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 25/03/2022


No Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia aproveitamos para destacar alguns aspectos pediátricos relevantes.

A Epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns que acontecem em crianças, sendo maior a sua incidência no primeiro ano de vida e predominando em países e em pessoas de renda mais baixa. A incidência na população mundial é de 40 a 70/100.000 sabendo-se que cerca de 50 milhões de pessoas apresentam algumas de suas formas clínicas. Considerando-se as crianças, a cifra de incidência no primeiro ano é de 144/100.000, sendo que de 1 a 10 anos é 58/100.000.

As crises epiléticas apresentam-se com tipos variados e seus aspectos são decorrentes de descargas neuronais que podem se referir à regiões específicas do cérebro, ou então descargas amplas e difusas dos neurônios cerebrais. No primeiro caso, os sinais serão localizados: por exemplo, contrações rápidas somente da mão direita ou contrações de um lado da face, podendo ocorrer perda ou não de consciência.

Já as crises generalizadas são as mais popularmente conhecidas e se caracterizam por movimentos de todo corpo, com movimentos de flexão e extensão dos membros superiores e inferiores, ou então um enrijecimento de todo o corpo, sempre acompanhados de perda de consciência. Além destas, existem outras formas de crises sem movimentação, somente com um desligamento por segundos ou mais demoradas, e ainda outras mais sutis e do conhecimento do especialista.

A avaliação neurológica permitirá a compreensão adequada das características e será feita a investigação complementar no sentido de esclarecer e indicar o tratamento adequado. Para cada caso serão solicitados os exames necessários, mais especificamente, o eletrencefalograma, a tomografia do crânio e/ou a ressonância magnética cerebral. A maior parte dos quadros epilépticos costuma ter boa evolução respondendo bem à medicação anticonvulsiva, sendo mantida e controlada de acordo com a conduta médica.

É sempre importante esclarecer detalhadamente os familiares e conversar com a criança orientando os cuidados pertinentes. Desfazer os mitos sobre a epilepsia e procurar as informações científicas que o médico responsável lhes transmitirá.

Relator:
Saul Cypel
Departamento Científico de Neurologia e Neurocirurgia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: sewcream | depositphotos.com

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Choques elétricos: como proteger nossos pequenos curiosos https://spsp.org.br/choques-eletricos-como-proteger-nossos-pequenos-curiosos/ Thu, 02 Sep 2021 17:05:35 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=29586 Neste último ano, com o decorrer da pandemia, houve um aumento considerável de acidentes domésticos. Dados do Ministério da Saúde do Brasil mostraram um aumento de 112% no número de acidentes entre crianças.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 02/09/2021


Neste último ano, com o decorrer da pandemia, houve um aumento considerável de acidentes domésticos. Dados do Ministério da Saúde do Brasil mostraram um aumento de 112% no número de acidentes entre crianças, adolescentes e idosos no ano de 2020, quando comparado ao ano de 2019. Este aumento ocorreu por termos mais crianças em casa, isoladas, junto aos pais que, na maioria das vezes, não conseguem conciliar adequadamente as atividades do trabalho, os cuidados da casa e a atenção às crianças.

Dentre os acidentes domésticos, vale reforçarmos a necessidade de prevenção contra os choques elétricos. Os choques são definidos como a passagem de corrente elétrica pelo corpo, podendo levar a arritmias cardíacas, queimaduras e até morte, por isso a prevenção é tão importante.

Desta maneira, vale o alerta aos pais e seguem algumas sugestões:

  1. Proteger as tomadas através do uso de protetores de borracha ou colocar os próprios móveis na frente das tomadas.
  2. Proteger todas as tomadas e interruptores com espelhos, tampas ou placas.
  3. Desligar aparelhos elétricos da tomada após o uso, não expor as tomadas.
  4. Proteger fios elétricos, não os deixando expostos (como carregador de celular) ou desencapados. Lembre-se que as crianças pequenas costumam levar tudo à boca.
  5. Não ligar vários aparelhos em uma única tomada (benjamim).
  6. Evitar brincadeiras junto à rede elétrica (como empinar pipas ou brincar na laje da casa).
  7. Evitar manipular eletrodomésticos no momento do banho da criança (como secadores de cabelo). Lembrar que a água é um excelente condutor de eletricidade.

Caso a criança seja vítima de um choque elétrico, é importante saber que a eletricidade pode propagar de uma pessoa a outra. Desta maneira, é importante que a pessoa que vá socorrer esteja protegida: não esteja descalça (de preferência usando calçado com solado de borracha) e tenha suas mãos também protegidas (luvas ou material isolante disponível).

Seguem algumas orientações:

  1. Interromper a corrente elétrica (seja desligando o aparelho da tomada ou desligando a chave geral).
  2. Se houver necessidade de retirar o fio em contato com a criança, use um bastão de madeira (como cabo de vassoura), um tecido bem grosso ou um rolo de jornal, algo “não metálico”, que não conduza a eletricidade.
  3. Aguarde alguns segundos para mover a criança, evitando a passagem de eletricidade. Tenha muito cuidado!
  4. Caso a criança não respire ou não apresente pulso, iniciar manobras de reanimação e chamar a emergência: SAMU (192) ou Bombeiros (193).

Para mais esclarecimentos, confira o guia de Prevenção aos Acidentes Domésticos elaborado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos em 2020: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2020-2/abril/ministerio-publica-guia-de-prevencao-a-acidentes-domesticos-e-primeiros-socorros/SNDCA_PREVENCAO_ACIDENTES_A402.pdf.

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Relatores:
Ana Paula P. Bertozzi
Alexandre Hirata
Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Prevenção de traumas dentários na infância e adolescência https://spsp.org.br/prevencao-de-traumas-dentarios-na-infancia-e-adolescencia/ Fri, 14 Aug 2020 12:16:05 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3363 Os traumatismos dentários na infância são muito comuns, principalmente quando as crianças estão dando os primeiros passos, vivendo intensamente e, no meio de tanta atividade e diversão, podem cair e bater a boca. Nos jovens, as causas mais comuns são as quedas, acidentes automobilísticos, esportes e agressões físicas (brigas).
Esses acidentes nunca devem ser menosprezados. Mesmo que aparentemente não tenha havido dano ao dente, uma avaliação pelo odontopediatra é recomendada assim que possível.  Os traumatismos nos dentes de leite (decíduos) podem provocar alterações tanto neles quanto nos permanentes.

islam102 | pixabay

As alterações no próprio dente decíduo podem ocorrer até alguns anos após o trauma. Portanto, recomenda-se o acompanhamento clínico e radiográfico até a troca dos dentes.  O objetivo é manter os dentes de leite na boca, em boas condições, até a troca da dentição. Da mesma maneira, traumas em dentes permanentes podem causar alterações anos após o acidente.
Os dentes mais comumente afetados por traumatismos são os da frente (anteriores). As fraturas ou perda desses dentes podem afetar a autoestima da criança e do jovem, uma vez que pode prejudicar a fala e a aparência facial, além de influenciar em aspectos emocionais ecomportamentais. 
Vale a pena também destacar que traumatismos dentários podem estar associados a maus tratos e abusos físicos.

É possível prevenir os traumatismos dentários?

Nem sempre é possível, mas devemos evitar situações ou condições que facilitem que a criança caia e bata a boca. Assim, o Grupo de Saúde Oral da SPSP, orientado pelo Grupo de Pesquisa e atendimento de traumatismo em dentes decíduos da Disciplina de Odontopediatria  da Faculdade de Odontologia da USP e pelo  Guia de Prevenção para Traumatismos em Dentes de Leite (Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de  Minas Gerais),  traz algumas orientações para tentar prevenir esses eventos:

  • Não deixe bebês sozinhos, principalmente em cima de camas, sofás, bancos ou cadeiras.
  • Evite deixar objetos ou brinquedos espalhados pelo chão, pois podem favorecer quedas, escorregões ou tropeços.
  • Fique atento ao que a criança coloca na boca; não deixe que ela ande ou corra com objetos pontiagudos nas mãos ou dentro da boca.
  • Acompanhe sempre seu filho em parquinhos e parques, preferindo um ambiente com piso de terra, areia ou grama, ao invés de cimento.
  • Cuidado com escadas e chão molhado. Em locais públicos, atenção redobrada em escadas rodantes.
  • Não compre e NUNCA coloque a criança no andador.
  • A criança deve estar preferencialmente descalça ou com meia com solado de borracha antiderrapante ou usando calçados flexíveis.
  • Vestir a criança com roupas de tamanho adequado.
  • Atenção redobrada quando a criança estiver na cadeira de alimentação infantil (cadeira alta), tipo “cadeirão”.
  • O transporte do bebê e da criança deve ser SEMPRE utilizando assento adequado e com o cinto de segurança afivelado.
  • Preste atenção na criança quando estiver próxima à borda de piscinas, brincando ou praticando qualquer atividade onde estejam muitas crianças juntas em um espaço limitado, como cama elástica e piscinas de bolinhas. Quando a criança for andar de bicicleta, “velotrol”, patins ou patinete, é importante que ela utilize proteções adequadas, como capacete, cotoveleiras e joelheiras.
  • Para a prática de esportes com contato físico, é importante usar protetores bucais esportivos, com orientação do odontopediatra,

Com relação à dentição, crianças que têm mordida aberta anterior, com projeção dos dentes superiores e falta de contato entre os lábios, apresentam um risco maior de traumatismo dentário, devido à falta de proteção dos lábios.  Portanto, a prevenção de trauma nos dentes decíduos começa desde o nascimento, com orientações para evitar o desenvolvimento da má oclusão na infância, através do incentivo ao aleitamento materno e suspensão de hábitos orais de sucção.
Com esses cuidados no dia a dia, muitos acidentes poderão ser evitados e as crianças e adolescentes sempre mostrarão um belo sorriso.  

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Relatores:
Lucia Coutinho
Patrícia Camacho Roulet
Grupo de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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