Prevenção de acidentes na infância e adolescência – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 29 Jul 2021 13:32:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Prevenção de acidentes na infância e adolescência – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Luta contra queimaduras: deve ser diária! https://spsp.org.br/luta-contra-queimaduras-deve-ser-diaria/ Fri, 04 Jun 2021 20:51:37 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=28585 No dia 06 de junho, Dia Nacional de Luta contra Queimaduras, lembramos a importância da prevenção e dos cuidados ao paciente queimado. Em 2019, 21.023 crianças de zero a 14 anos foram hospitalizadas por queimaduras.]]>

No dia 06 de junho, Dia Nacional de Luta contra Queimaduras, lembramos a importância da prevenção e dos cuidados ao paciente queimado. Segundo o Ministério da Saúde, somente em 2019, 21.023 crianças e adolescentes de zero a 14 anos foram hospitalizadas por queimaduras. Muitas delas ocorrem em casa, sendo as mais comuns as escaldantes (água ou vapor quente) e as térmicas (contato direto com fogo ou objetos quentes).

Crianças menores têm maior risco de queimaduras, por não terem a capacidade de reconhecer os perigos e, também, por terem a pele mais fina e sensível. Dos 200 óbitos por queimaduras em crianças no ano de 2018, 73 ocorreram em menores de 4 anos.

Dicas de prevenção:

  • Mantenha as crianças longe da cozinha e do fogão, principalmente quando estiver preparando alimentos;
  • Não carregue bebês e crianças pequenas no colo enquanto cozinha ou manipula líquidos quentes;
  • Coloque líquidos e alimentos quentes no centro da mesa;
  • Cuidado ao passar roupas perto de crianças. Sempre tire da tomada após o uso;
  • Cheque com cuidado a temperatura da água do banho;
  • Não brinque com fogos de artifício, nem solte balões;
  • Mantenha velas, isqueiros, álcool e demais inflamáveis longe do alcance das crianças;
  • Não deixe que crianças cheguem perto de churrasqueiras, lareiras e fogueiras;
  • Verifique sempre as instalações elétricas da casa e use protetores de tomadas;
  • Oriente crianças a empinarem pipa longe da rede elétrica, reforce que não usem cerol.

Caso ocorra um incêndio ou um acidente com fogo é preciso que a família tenha um plano de ação:

  • Se possível, instale detectores de fumaça;
  • Se uma porta estiver muito quente, use saída alternativa;
  • Ensine as crianças a se arrastarem na presença de fumaça;
  • Saiba onde ficam os extintores;
  • Nunca volte a um cômodo ou prédio em chamas.

Como cuidar das queimaduras?

Em caso de queimaduras leves, esfrie a região com água corrente fresca por pelo menos 5 minutos e cubra com um curativo não aderente. Só aplique pomadas se orientado pelo seu pediatra.

Qualquer queimadura elétrica, com lesão extensa da pele (especialmente se aspecto carbonizado) ou com perda de sensibilidade, deve receber atenção médica imediata. Assim como queimaduras em mãos, pés, face, genitais ou que cubram uma área maior do que a mão da criança devem ser avaliadas pelo pediatra.

As lesões por queimaduras, mesmo quando não fatais, podem ser incapacitantes e trazem grande sofrimento. Todos queremos manter as crianças seguras, ajudá-las a viver a vida em todo seu potencial. Ter o conhecimento da prevenção de acidentes, como queimaduras, é um passo fundamental para que essa meta seja alcançada.  

Relatora:

Luciana Issa

Departamento Científico de Segurança da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Campanha Dezembro Vermelho: prevenção de acidentes na infância e adolescência https://spsp.org.br/campanha-dezembro-vermelho-prevencao-de-acidentes-na-infancia-e-adolescencia-2/ Mon, 03 Dec 2018 19:25:35 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2374 Durante todo o mês de dezembro, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove a campanha “Dezembro Vermelho: prevenção de acidentes na infância e adolescência”, um tema considerado de grande importância para os médicos pediatras, uma vez que os acidentes estão entre as principais causas de morbidade e de mortalidade nessa faixa etária. Segundo Tania Maria Russo Zamataro, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP e coordenadora do “Dezembro Vermelho”, a campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os principais acidentes que crianças e adolescentes sofrem, bem como os ambientes em que ocorrem e como preveni-los. “Uma observação à parte: o termo ‘acidentes’ está dando lugar ao termo ‘injúrias não intencionais’, uma vez que o primeiro dá a falsa noção de que o evento ocorreu de forma aleatória. Essas lesões são previsíveis e preveníveis”, afirma a pediatra. Para Tania, a SPSP, por meio da campanha, reforça esse conceito, chamando a atenção da população para a importância da prevenção, que é a forma mais eficaz de diminuir as mortes e/ou sequelas de crianças e adolescentes vítimas de “acidentes” no Brasil. Claudio Barsanti, presidente da SPSP, reitera a fala da colega, ressaltando que os acidentes são, em grande parte, passíveis de prevenção e, portanto, colocar esse assunto em discussão é fundamental não só entre os pediatras, mas entre toda a sociedade, pois determinadas orientações podem e devem ser transmitidas pelos médicos e outros profissionais da saúde durante o atendimento de crianças e adolescentes. Cenário atual A Organização Mundial da Sáude (OMS) estima que, em 2011, mais de 630 mil crianças com menos de 15 anos morreram por acidentes no mundo e milhares de crianças sobreviveram com diferentes graus de sequelas. No Brasil, os acidentes são a principal causa de morte de crianças e adolescentes de um a 14 anos. Acidentes de trânsito (primeira causa de óbito), afogamentos, quedas, sufocação, queimaduras, envenenamentos, acidentes por armas de fogo são as principais causas, apresentando pequenas diferenças em relação às faixas etárias. Conforme salienta Tania, o número de mortes por acidentes tem apresentado queda nos últimos anos em quase todas as faixas etárias (exceção em menores de um ano) e em quase todas as modalidades (exceção em intoxicações e sufocação). Para ela, o mundo vive uma era de maior preocupação com prevenção e várias organizações vêm contribuindo com campanhas. “A OMS, UNICEF e vários especialistas de todo o mundo desenvolveram um breve documento intitulado ‘Prevenção de lesões em crianças e adolescentes: um apelo global à ação’, que chama a atenção para a magnitude do problema e como essas lesões podem ser prevenidas”, comenta a médica. Papel do pediatra Barsanti esclarece que muitas vezes os perigos estão muito próximos das crianças, mas não são percebidos pelos pais ou responsáveis. “São vários exemplos, mas um dos mais comuns e perigosos é deixar medicamentos ou produtos químicos em locais em que a criança tenha acesso”, destaca o presidente da SPSP, relatando que muitas vezes algumas medidas simples podem evitar vários acidentes. “Além de não deixar esses itens expostos às crianças, também é importante jamais armazená-los em garrafas de refrigerantes ou sucos, porque isso pode confundir a criança, que pode acabar ingerindo o produto”, alerta. Essa conduta, de acordo com o médico, pode fazer a diferença no intuito de evitar a ocorrência de inúmeros acidentes, os quais, infelizmente, podem ter consequências irreversíveis. “Nesse sentido, o papel do pediatra é muito importante para fornecer orientações que, com toda certeza, serão muito efetivas para diminuir esses índices de morbidade e mortalidade entre crianças e adolescentes”, enfatiza. Para Tania, por conhecer as fases de desenvolvimento de crianças e adolescentes e as particularidades de ambiente, costumes, cultura e situação econômica da população que atende, o pediatra torna-se vital numa campanha de educação sobre segurança. “Dedicar parte do atendimento para conscientizar pais e responsáveis sobre os riscos inerentes a cada faixa etária e ao ambiente, e orientá-los quanto às medidas de segurança, desenha-se como uma forma eficaz de redução de acidentes”, conclui a pediatra.]]>

Durante todo o mês de dezembro, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove a campanha “Dezembro Vermelho: prevenção de acidentes na infância e adolescência”, um tema considerado de grande importância para os médicos pediatras, uma vez que os acidentes estão entre as principais causas de morbidade e de mortalidade nessa faixa etária.

dezembro vermelho

Segundo Tania Maria Russo Zamataro, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP e coordenadora do “Dezembro Vermelho”, a campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os principais acidentes que crianças e adolescentes sofrem, bem como os ambientes em que ocorrem e como preveni-los. “Uma observação à parte: o termo ‘acidentes’ está dando lugar ao termo ‘injúrias não intencionais’, uma vez que o primeiro dá a falsa noção de que o evento ocorreu de forma aleatória. Essas lesões são previsíveis e preveníveis”, afirma a pediatra.

Para Tania, a SPSP, por meio da campanha, reforça esse conceito, chamando a atenção da população para a importância da prevenção, que é a forma mais eficaz de diminuir as mortes e/ou sequelas de crianças e adolescentes vítimas de “acidentes” no Brasil. Claudio Barsanti, presidente da SPSP, reitera a fala da colega, ressaltando que os acidentes são, em grande parte, passíveis de prevenção e, portanto, colocar esse assunto em discussão é fundamental não só entre os pediatras, mas entre toda a sociedade, pois determinadas orientações podem e devem ser transmitidas pelos médicos e outros profissionais da saúde durante o atendimento de crianças e adolescentes.

Cenário atual

A Organização Mundial da Sáude (OMS) estima que, em 2011, mais de 630 mil crianças com menos de 15 anos morreram por acidentes no mundo e milhares de crianças sobreviveram com diferentes graus de sequelas. No Brasil, os acidentes são a principal causa de morte de crianças e adolescentes de um a 14 anos. Acidentes de trânsito (primeira causa de óbito), afogamentos, quedas, sufocação, queimaduras, envenenamentos, acidentes por armas de fogo são as principais causas, apresentando pequenas diferenças em relação às faixas etárias.

Conforme salienta Tania, o número de mortes por acidentes tem apresentado queda nos últimos anos em quase todas as faixas etárias (exceção em menores de um ano) e em quase todas as modalidades (exceção em intoxicações e sufocação). Para ela, o mundo vive uma era de maior preocupação com prevenção e várias organizações vêm contribuindo com campanhas. “A OMS, UNICEF e vários especialistas de todo o mundo desenvolveram um breve documento intitulado ‘Prevenção de lesões em crianças e adolescentes: um apelo global à ação’, que chama a atenção para a magnitude do problema e como essas lesões podem ser prevenidas”, comenta a médica.

Papel do pediatra

Barsanti esclarece que muitas vezes os perigos estão muito próximos das crianças, mas não são percebidos pelos pais ou responsáveis. “São vários exemplos, mas um dos mais comuns e perigosos é deixar medicamentos ou produtos químicos em locais em que a criança tenha acesso”, destaca o presidente da SPSP, relatando que muitas vezes algumas medidas simples podem evitar vários acidentes. “Além de não deixar esses itens expostos às crianças, também é importante jamais armazená-los em garrafas de refrigerantes ou sucos, porque isso pode confundir a criança, que pode acabar ingerindo o produto”, alerta.

Essa conduta, de acordo com o médico, pode fazer a diferença no intuito de evitar a ocorrência de inúmeros acidentes, os quais, infelizmente, podem ter consequências irreversíveis. “Nesse sentido, o papel do pediatra é muito importante para fornecer orientações que, com toda certeza, serão muito efetivas para diminuir esses índices de morbidade e mortalidade entre crianças e adolescentes”, enfatiza.

Para Tania, por conhecer as fases de desenvolvimento de crianças e adolescentes e as particularidades de ambiente, costumes, cultura e situação econômica da população que atende, o pediatra torna-se vital numa campanha de educação sobre segurança. “Dedicar parte do atendimento para conscientizar pais e responsáveis sobre os riscos inerentes a cada faixa etária e ao ambiente, e orientá-los quanto às medidas de segurança, desenha-se como uma forma eficaz de redução de acidentes”, conclui a pediatra.

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