Pressão Ocular – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 26 May 2025 19:56:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Pressão Ocular – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Glaucoma – diagnóstico precoce é fundamental para evitar perda da visão https://spsp.org.br/glaucoma-diagnostico-precoce-e-fundamental-para-evitar-perda-da-visao/ Mon, 26 May 2025 12:52:33 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51502 26 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. A maioria das pessoas já ouviu falar em glaucoma como sendo a principal causa]]>

26 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. A maioria das pessoas já ouviu falar em glaucoma como sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo, que afeta mais pessoas a partir dos 40 anos.

Apesar de mais raro (1 a cada 10 mil bebês), o glaucoma congênito ou infantil é muito grave e, se não for diagnosticado e tratado precocemente, leva à cegueira de forma muito rápida.

O glaucoma se deve a um desequilíbrio entre a formação e a drenagem de um líquido interno do olho, o humor aquoso. O acúmulo desse líquido gera um aumento da pressão ocular, que vai comprimir a cabeça do nervo óptico, levando à cegueira.

O bebê que nasce com obstrução do local de drenagem desse líquido tem sinais diferentes do glaucoma do adulto.

Como o olho do bebê é menos rígido que o do adulto, essa elevação da pressão interna do olho leva a um crescimento excessivo do globo ocular (buftalmo), e também a um edema (inchaço) da córnea, que dá um tom azulado da camada mais anterior do olho.

Os sintomas decorrentes dessas alterações nos olhos são: lacrimejamento excessivo, muita fotofobia (o bebê não consegue abrir os olhos diante de luminosidade), olhos irritados e vermelhos, aumento do diâmetro da córnea.

O tratamento na maioria dos casos é cirúrgico, com o intuito de baixar a pressão intraocular. E deve ser feito após o diagnóstico, com exame sob narcose para medida da pressão ocular e fundo de olho do bebê.

Mas o diagnóstico deve ser feito de forma rápida e precoce, pois reduzir a pressão ocular do bebê é fundamental para que não ocorra uma perda do nervo óptico e cegueira irreversível.

 

Relatora:

Márcia Keiko Uyeno Tabuse
Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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26 de maio: Dia Nacional de Combate ao Glaucoma https://spsp.org.br/26-de-maio-dia-nacional-de-combate-ao-glaucoma/ Sun, 26 May 2024 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=46224 A maioria das pessoas já ouviu falar em glaucoma, como sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo, que afeta mais pessoas a partir dos 40 anos. Apesar de mais raro]]>

A maioria das pessoas já ouviu falar em glaucoma, como sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo, que afeta mais pessoas a partir dos 40 anos.

Apesar de mais raro (1 a cada 10 mil bebês), o glaucoma congênito ou infantil é muito grave e, se não for diagnosticado e tratado precocemente, leva à cegueira de forma muito rápida.

O glaucoma se deve a um desequilíbrio entre a formação e a drenagem de um líquido interno do olho, o humor aquoso. O acúmulo desse líquido gera um aumento da pressão ocular, que vai comprimir a cabeça do nervo óptico, levando à cegueira.

O bebê que nasce com obstrução do local de drenagem desse líquido tem sinais diferentes do glaucoma do adulto.

Como o olho do bebê é menos rígido que o do adulto, essa elevação da pressão interna do olho leva a um crescimento excessivo do globo ocular (“buftalmo”), e também a um inchaço da córnea, que dá um tom azulado da camada mais anterior do olho.

Os sintomas decorrentes dessas alterações nos olhos são: lacrimejamento excessivo, muita fotofobia (o bebê não consegue abrir os olhos diante de luminosidade), olhos irritados e vermelhos, aumento do diâmetro da córnea.

O tratamento, na maioria dos casos, é com cirurgia, com o intuito de baixar a pressão intraocular, que deve ser feita após o diagnóstico, com exame sob narcose para a medida da pressão ocular e fundo de olho do bebê.

 

Relatora:
Márcia Keiko Uyeno Tabuse
Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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