Pneumonia – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Fri, 11 Nov 2022 12:32:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Pneumonia – SPSP https://spsp.org.br 32 32 12 de novembro: Dia Mundial da Pneumonia https://spsp.org.br/12-de-novembro-dia-mundial-da-pneumonia/ Fri, 11 Nov 2022 12:31:32 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=35424 As pneumonias são processos infecciosos, mais comumente causadas por bactérias e vírus, porém existem outros agentes menos comuns. Os pulmões podem ser afetados de diferentes formas.]]>

As pneumonias são processos infecciosos, mais comumente causadas por bactérias e vírus, porém existem outros agentes menos comuns. Os pulmões podem ser afetados de diferentes formas. A depender do tipo e localização da infecção, pode se tratar de uma pneumonia ou broncopneumonia ou pneumonia intersticial.

Os sintomas da pneumonia dependem muito da faixa etária; entretanto, de modo geral, estes incluem febre, tosse, dificuldade para respirar e mal-estar. Os casos podem evoluir para gravidade e é preciso lembrar que a doença ainda é uma das principais causas de mortalidade infantil, sobretudo em locais e situações de pobreza e desnutrição.

A pneumonia em crianças pequenas ou na presença de situações de risco, como desnutrição, por exemplo, tem mortalidade mais elevada. Nas crianças pequenas e bebês, a doença costuma ser mais grave que nos escolares ou adolescentes. A criança pequena evolui muito mais rapidamente que a grande ou que o adulto saudável para insuficiência respiratória, por isso ela tende a ser mais grave nesta faixa etária. É importante ressaltar que existem pacientes de maior risco de gravidade, como por exemplo os imunossuprimidos ou imunodeficientes.

Para evitar que crianças adquiram pneumonia, é essencial manter as vacinas em dia, estimular o aleitamento materno – até pelo menos seis meses de vida do bebê -, evitar moradias com aglomeração, forno à lenha nos domicílios e exposição passiva ao tabagismo. Além disso, manter uma alimentação balanceada, evitando erros alimentares, bem como uma adequada higiene do sono.

Em relação ao tratamento da pneumonia em crianças, sempre que possível, é preciso diferenciar o quadro, pois se for uma pneumonia bacteriana, será necessária a utilização de antibióticos; porém, em se tratando de um quadro viral, o uso de antibiótico é desnecessário e fortemente desaconselhado.

Ainda a respeito do tratamento, é fundamental ressaltar que não se deve medicar a criança sem orientação médica, pois é muito frequente o uso inadvertido de xaropes equivocados, muitas vezes à base de corticoides, que podem, inclusive, agravar sobremaneira o quadro da pneumonia, além de outras possíveis complicações. Existe uma minoria de circunstâncias em que o corticoide pode ser indicado nas pneumonias na infância, contudo, trata-se de exceções.

Geralmente não há consequências a longo prazo para crianças que têm quadros de pneumonia, principalmente se forem mais leves. Entretanto, infelizmente, nos casos de pneumonias mais graves existe a possibilidade de o paciente evoluir com alguma complicação, necessitando de tratamento mais prolongado e, por vezes, hospitalização. Mesmo diante de casos mais complexos, a evolução poderá ser mais lenta e gradual, mas o pulmão possui uma excelente capacidade de se recuperar.

A vacinação infantil é fundamental para evitar quadros de pneumonia nas crianças. Ela tem efeito direto na proteção. A vacina contra a bactéria pneumococo reduz drasticamente os casos de pneumonia na infância.

Sabemos também que a pneumonia é uma das complicações mais graves da gripe (infecção pelo vírus influenza), portanto a vacinação anual contra a gripe também é uma importante forma de evitar a doença. Além disso, vacinas como a de coqueluche, sarampo, catapora também são muito importantes, uma vez que a pneumonia é uma complicação comum em todas essas infecções.

Dessa forma, é essencial que as crianças estejam com suas vacinações em dia, indicadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), e não deixem de receber as coberturas extras conforme estabelecidas pelo governo (como por exemplo a vacina contra o vírus SARS-CoV-2).

 

Relatora:
Marina Buarque de Almeida
Presidente do Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Pneumonia: sinais e tratamento https://spsp.org.br/pneumonia-sinais-e-tratamento/ Thu, 14 Jul 2022 17:43:30 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=33340 ]]>

A pneumonia na infância tem suas peculiaridades, pois cada faixa etária tem predomínios de vírus e bactérias diferentes, isso também ocorre nos adultos e idosos. O que determina a gravidade do quadro é: o agente causador, a extensão da lesão pulmonar, a idade (por exemplo, crianças menores de dois anos têm maior risco) e a presença ou não de doença crônica.

Na maioria dos casos, a pneumonia pode causar sintomas como febre (temperatura axilar superior a 37,8°C), queda do estado geral (a criança fica mais quieta, “amuada”), perda do apetite, tosse (seca ou com secreção) e falta de ar. Existem alguns casos em que a pneumonia não vem acompanhada de febre. As crianças menores de dois anos, aquelas que possuem alguma imunodeficiência, fazem uso contínuo de corticoides ou são portadoras de doenças crônicas como asma, diabetes, cardiopatas e insuficiência renal são as que podem evoluir para os casos mais graves de pneumonias. 

A pneumonia pode ser causada por vírus, bactérias e fungos (se a criança for imunossuprimida ou tiver alguma doença crônica). O tratamento da pneumonia vai depender do agente causador, por exemplo, se for causada por bactéria o tratamento consiste no uso de antibióticos. O estado geral, a necessidade de oxigênio, a idade da criança, a extensão da lesão pulmonar e a presença de doença crônica vão indicar ou não a necessidade de internação.

O pulmão da criança está em contínuo crescimento e desenvolvimento desde o período fetal até aproximadamente 7 a 9 anos de vida, esse fato reduz o risco de sequelas e cicatrizes pulmonares após uma pneumonia.

Manter os ambientes ventilados com as janelas abertas, o uso de máscara, o distanciamento social, a lavagem das mãos e o uso de álcool gel são algumas medidas que reduzem o número das infecções respiratórias que levam à pneumonia. É primordial a vacinação para evitar as infecções, por isso é necessário checar o calendário vacinal periodicamente, deixando-o completo de acordo com cada idade. 

Vacinas para influenza (gripe), coqueluche (Pertussis), pneumocócica, covid-19, Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e, até mesmo, a BCG (vacina para tuberculose) reduzem o risco de pneumonia por esses agentes.

 

Relatora:
Karina Pierantozzi Vergani
Departamento de Pneumologia Pediátrica da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Foto: hay dmitriy | depositphotos.com

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Como funcionam e o que esperar das vacinas de gripe em crianças? https://spsp.org.br/como-funcionam-e-o-que-esperar-das-vacinas-de-gripe-em-criancas/ Fri, 03 Apr 2020 16:44:11 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3104 A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza. Ela é muito mais perigosa que o resfriado comum: a cada ano, milhões de crianças ficam doentes com gripe sazonal e, desses, milhares são hospitalizadas por pneumonia e desidratação, além de centenas de mortes. A melhor forma de se prevenir é através da vacinação – ela é segura para qualquer pessoa com seis meses de idade ou mais e protege a criança e as pessoas ao redor dela da infecção e de suas complicações.

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Por que as crianças devem receber a vacina contra a gripe?

As sociedades médicas de todo o mundo recomendam vacinação universal anual contra influenza para todos as crianças com seis meses de idade ou mais, adolescentes, adultos e idosos. O foco especial em crianças existe, pois aquelas com menos de cinco anos de idade – especialmente as menores de dois anos – correm alto risco de desenvolver complicações graves relacionadas à gripe. Além disso, são capazes de transmitir o vírus influenza de forma muito eficiente para indivíduos com alto risco de complicações relacionadas à infecção.

Como funcionam as vacinas contra a gripe?

As vacinas contra gripe são produzidas usando pequenos fragmentos de vírus inativados (denominadas fragmentadas inativadas) ou usando partículas projetadas para parecer com um vírus da gripe no sistema imunológico (chamadas subunitárias). Dessa forma, não são capazes de causar gripe no indivíduo vacinado, mas estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos cerca de duas semanas após a vacinação. Esses anticorpos fornecerão proteção unicamente contra os vírus que estão na vacina.

Os tipos de vírus contidos nas vacinas podem variar conforme o país e os produtos disponíveis em um determinado ano. Algumas das vacinas protegem contra quatro vírus da gripe diferentes, sendo chamadas quadrivalentes ou tetravalentes: dois vírus influenza A (um H1N1 e um H3N2) e dois vírus influenza B. Existem também algumas vacinas contra gripe que protegem contra três vírus diferentes, sendo chamadas trivalentes: dois vírus influenza A (um H1N1 e um H3N2) e um vírus influenza B. Na rede pública, este é o único tipo de vacina disponível até o momento.

Por que, diferentemente das outras vacinas do calendário de imunizações, devo vacinar contra gripe todos os anos?

Crianças entre seis meses e nove anos que tomam a vacina da gripe pela primeira vez devem receber duas doses com intervalo de, pelo menos, 30 dias entre elas. A partir dos anos seguintes, uma dose da vacina contra a gripe é necessária a cada ano por dois motivos. Primeiro porque, apesar da proteção imunológica de uma pessoa pela vacinação ser mais robusta nos 3-4 meses após a vacinação, ela diminui consideravelmente ao longo do tempo. Isso significa que, se a criança for vacinada em março/abril, a proteção será significativamente menor a partir de setembro/outubro do mesmo ano. Portanto, é necessária uma dose anual antes do período de circulação do vírus (preferencialmente em março) para uma proteção ideal em cada temporada de gripe. Segundo: como os vírus da gripe mudam constantemente, as vacinas contra influenza costumam sofrer atualizações de uma estação para a outra, de acordo com os vírus que circularam com maior frequência na temporada anterior. Assim, embora alguns indivíduos vacinados contra a gripe retenham a imunidade protetora de uma estação para a outra, isso é menos provável quando o tipo de vírus circulante muda.

Quais são os grupos considerados de risco para evoluírem com infecção grave por influenza e suas complicações?

Crianças menores de cinco anos de idade e idosos (acima de 65 anos) ocupam posição de destaque entre os indivíduos de risco aumentado. Gestantes e puérperas, trabalhadores em área de saúde, indígenas e professores também são grupos prioritários. Além disso, as seguintes condições clínicas se aplicam a todas as faixas etárias: doença respiratória crônica (incluindo asma), doença cardíaca crônica (incluindo cardiopatias congênitas), diabetes, doença neurológica crônica, imunossupressão (de qualquer tipo e causa), obesidade, doença renal crônica, doença hepática crônica, trissomias (alterações genéticas dos cromossomos) e transplantados.

O que posso esperar das vacinas contra a gripe nas crianças?

As vacinas contra gripe têm um excelente histórico de segurança. Centenas de milhões de brasileiros receberam vacinas contra a gripe com segurança nos últimos 40 anos, além de extensas pesquisas reforçando o seu perfil de segurança. Os efeitos colaterais comuns da vacina contra a gripe são geralmente leves e autolimitados (<72h) e incluem:
• Dor, vermelhidão e/ou inchaço no local da injeção
• Dor de cabeça
• Febre (em geral baixa)
• Náusea
• Dores musculares

Como outras injeções, pode ocasionalmente causar desmaios, especialmente em crianças maiores e adolescentes. Assim como em qualquer vacina, fique atento para condições incomuns como febre alta, alterações de comportamento ou sinais de reação alérgica grave após a vacinação. Reações alérgicas potencialmente fatais são extremamente raras e provavelmente aconteceriam de alguns minutos a algumas horas após a administração da vacina.

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Relator:
Dr. Daniel Jarovsky
Departamento Científico de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo

abril azul - confianca nas vacinas


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