Planeta – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 03 Jun 2026 19:57:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Planeta – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Cuidar do que importa https://spsp.org.br/cuidar-do-que-importa/ Fri, 05 Jun 2026 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57300 ]]>

O Dia Mundial do Meio Ambiente e o Dia da Ecologia, ambos celebrados em 5 de junho, convidam à reflexão sobre a relação entre o ser humano e o planeta. Mais do que datas simbólicas, representam um chamado coletivo para repensarmos hábitos, escolhas e responsabilidades diante de um mundo que enfrenta mudanças climáticas, perda de biodiversidade, poluição e esgotamento de recursos naturais.

O meio ambiente enfrenta uma crise severa, caracterizada pelo aquecimento global acelerado, eventos climáticos extremos (secas e inundações) e perda rápida de biodiversidade, causados principalmente por atividades humanas como desmatamento, queimadas e emissão de gases de efeito estufa. O ano de 2023 teve a temperatura média mais alta que qualquer ano da história humana – foi o ano mais quente no planeta em 200 mil anos.

Quando florestas são destruídas, rios contaminados ou espécies desaparecem, os impactos ultrapassam a natureza e alcançam diretamente a vida das pessoas, especialmente das crianças, que são mais vulneráveis às consequências ambientais – três milhões de crianças com menos de cinco anos morrem anualmente devido a doenças relacionadas ao meio ambiente. Como exemplo, uma análise realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstrou que as mudanças climáticas aumentaram a suscetibilidade humana a infecções por patógenos. Os impactos na saúde ocorrem direta e indiretamente por meio de seus efeitos na produção de alimentos, na migração, na instabilidade econômica e nas desigualdades sociais.

Cuidar do meio ambiente não significa apenas preservar paisagens distantes. Significa também cultivar atitudes cotidianas: reduzir desperdícios, economizar água, reciclar, evitar o consumo excessivo, valorizar áreas verdes e ensinar às novas gerações o respeito pela natureza. Pequenas ações, quando compartilhadas coletivamente, têm força para transformar comunidades inteiras:

  • Reduza, Reutilize, Recicle: diminua o desperdício usando sacolas reutilizáveis, minimizando o uso de plásticos descartáveis ​​e separando corretamente os materiais recicláveis. O plástico é responsável por mais emissões ao ano do que a aviação e o transporte marítimo, principalmente devido à sua dependência do petróleo, contribuindo para as mudanças climáticas (são 353 milhões de toneladas de plástico descartadas por ano!).
  • Conserve Recursos: apague as luzes ao sair dos cômodos, conserte torneiras com vazamento e fique atento ao seu consumo diário de energia e água. Invista em energias renováveis ​​para sua casa.
  • Repense o Transporte: opte por caminhar, andar de bicicleta ou usar o transporte público em vez de dirigir sempre que possível para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
  • Apoie o Comércio Local e a Sustentabilidade: compre produtos cultivados localmente ou de empresas que utilizam práticas éticas e sustentáveis ​​para reduzir emissão de carbono. Reduza o consumo de carne (ou evite-a completamente) e evite o desperdício de alimentos.

A infância ocupa papel central nessa transformação. Crianças que crescem em contato com a natureza desenvolvem maior consciência ambiental, empatia e senso de responsabilidade. Educar para a sustentabilidade é investir em um futuro mais saudável, equilibrado e humano.

O planeta não precisa apenas de grandes discursos, mas de compromisso contínuo. O Dia Mundial do Meio Ambiente e o Dia da Ecologia lembram que proteger a Terra é, acima de tudo, proteger a própria vida.

 

Saiba mais:

https://www.eea.europa.eu/en/newsroom/editorial/editorial-caring-for-the-environment

https://ccarbon.usp.br/the-importance-of-the-environment-for-global-sustainability/

https://www.wwf.org.uk/what-we-do/valuing-nature

https://www.fao.org/4/y4256e/y4256e04.htm

 

Relatora:

Tania Zamataro
Membro do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Dia do Combate à Poluição https://spsp.org.br/dia-do-combate-a-poluicao/ Wed, 14 Aug 2024 14:15:16 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47539 ]]>

No dia 14 de agosto é celebrado o Dia do Combate à Poluição, que tem como objetivo alertar a todos sobre os problemas ambientais que estamos enfrentando e debater critérios, soluções e respostas para evitar que o meio ambiente sofra ainda mais a degradação que vem sofrendo.

Belém, a capital do Pará, no ano de 2025 será sede da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que é o fórum mundial para discussão das alterações climáticas no planeta. Um grave problema, que já está nos afetando intensamente e pode afetar, ainda mais, as gerações futuras.

Segundo Marcelo Gleiser: “Um planeta com vida é uma entidade dinâmica, onde processos geológicos e biológicos agem e interagem conjuntamente. Quando a vida se espalha por um planeta, os dois se tornam inseparáveis, formando uma entidade única. A Terra respira e pulsa com a respiração das plantas e dos animais. A vida migra de acordo com o clima e, por sua vez, o afeta. A vida transforma o planeta e o planeta transforma a vida.”

A poluição leva à degradação física e química do meio ambiente; seus diversos tipos, como a atmosférica, a hídrica, a poluição do solo, a radioativa, a sonora e a visual, têm o poder de afetar, de alguma forma, a saúde humana.

A intervenção humana é a grande causa para os diferentes tipos de poluição: indústrias, como a automotiva, que emitem resíduos e gases de efeito estufa, despejo de substâncias particuladas em suspensão no ar (como as indústrias de cimento), extração de minério irregular, despejo inadequado do lixo, não preservação das nascentes dos rios, ocupação irregular do solo das cidades, utilização de agrotóxicos, viagens aéreas, desmatamento, queimadas provocadas, utilização de combustíveis de matriz fóssil, agropecuária, etc. Fenômenos naturais, como as atividades vulcânicas, por exemplo, também contribuem para a poluição atmosférica, porém são em número muitíssimo menor que as intervenções humanas.

Dióxido de nitrogênio, ozônio, monóxido de carbono, óxido de enxofre, hidrocarbonetos, partículas em suspensão, encabeçam uma grande lista de substâncias na atmosfera, que podem provocar danos à saúde.

Com a poluição hídrica, pode ocorrer o desequilíbrio ecológico, prejudicando a biodiversidade e a vida aquática. As substâncias poluentes afetam o ciclo de vida das espécies, causando desde a morte de peixes e animais aquáticos até a extinção de espécies inteiras. A poluição de rios e lagos compromete a qualidade da água para consumo seguro e afeta toda a cadeia alimentar aquática. A ingestão de água contaminada com bactérias, vírus, parasitas e fungos pode levar a infecções gastrointestinais, como diarreia, cólera, febre tifoide e hepatite A, dermatites, micose e infecções fúngicas. A água contaminada com metais pesados e pesticidas pode levar ao desenvolvimento de doenças neurológicas, com danos cerebrais, gerando disfunções cognitivas e distúrbios do desenvolvimento.

O combate à poluição exige a implementação de políticas públicas de Estado que promovam a preservação dos recursos hídricos, a criação de áreas de preservação ambiental, o estabelecimento de normas mais rigorosas para o descarte de resíduos industriais, a fiscalização efetiva das atividades que podem causar poluição hídrica e atmosférica, o incentivo ao uso de tecnologias mais sustentáveis quanto ao uso da água e o descarte de rejeitos, tanto em residências como nas indústrias, o investimento em tratamento de água e rede de esgoto, o uso responsável dos defensivos agrícolas, o manejo adequado do solo na agricultura.

A conscientização do indivíduo e das famílias para auxiliar no combate à poluição é outro pilar no enfrentamento desse problema. Veja algumas dicas simples:

  • Separar o lixo orgânico e reciclável (medida que reduz significativamente a quantidade de resíduos que acabam em aterros);
  • Evitar o uso de sacolas plásticas (o plástico representa 80% de todo o lixo marinho);
  • Reutilizar embalagens sempre que possível;
  • Evitar utilizar o carro, preferindo sempre caminhadas, bicicletas e transporte público (transporte sustentável para reduzir emissões de gás carbônico);
  • Não jogar lixo nas ruas;
  • Não realizar queimadas;
  • Sempre que possível levar o óleo utilizado na cozinha para postos de coleta apropriados;
  • Economizar água: torneiras fechadas ao escovar os dentes e banhos mais rápidos;
  • Plantar árvores e manter pequenos jardins contribui para a melhoria da qualidade do ar;
  • Utilizar produtos de limpeza biodegradáveis.

 

Saiba mais:

 

  1. Marcelo Gleiser. O despertar do universo consciente. Um manifesto para o futuro da humanidade. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2024. Pg. 162/163.
  2. A Lei nº 6938, criada em 31 de agosto de 1981 e nomeada como ‘Política Nacional do Meio Ambiente’ (PNMA) é referida quando se trata de proteção ambiental.
  3. OMS: 99% da população mundial respira ar “tóxico”. 4 de março de 2024. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2024/03/1828507
  4. Ambient (outdoor) air pollution. 19 December 2022.Disponível em:

https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/ambient-(outdoor)-air-quality-and-health?gad_source=1&gclid=Cj0KCQjwiOy1BhDCARIsADGvQnA45jsW987g69dHiqu86f18vMuS3xtTd7kGoOtOz-ncCDHyhpkRx28aAsQgEALw_wcB

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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