Paz – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 30 Jan 2024 19:29:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Paz – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Dia Mundial da Não Violência e da Cultura de Paz https://spsp.org.br/dia-mundial-da-nao-violencia-e-da-cultura-de-paz/ Tue, 30 Jan 2024 19:29:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=42465 Como você faz uma coisa é como você faz tudo” (ditado popular). Que bom seria se pudéssemos dormir, todos os dias, sem medos a nos assombrar. Sem medo]]>

 “Como você faz uma coisa é como você faz tudo” (ditado popular).

Que bom seria se pudéssemos dormir, todos os dias, sem medos a nos assombrar. Sem medo de assalto, de guerras, de incertezas políticas, de perder o emprego, dos resultados de exames clínicos, de balas perdidas, do futuro e de tantas outras incertezas que a vida nos traz. Esse seria o sono dos justos. A paz completa.

Há males que podemos evitar, pois estão no nosso poder de atuação. Outros estão fora do nosso domínio, como os infortúnios advindos das forças da natureza.

A sensação de insegurança que o mundo vive hoje, em grande medida, é gerada por males que nós mesmos – seres humanos – engendramos. É uma “sociopatia universal”.

O sono dos justos sempre está atrelado a uma vida de sabedoria. Não é fruto do acaso ou da sorte. É consequência de um investimento de tempo, de vontade e dedicação. É consequência de um jeito de viver.

Neste dia 30 de janeiro, em que se comemora o Dia Mundial da Não Violência e da Cultura da Paz, parece adequado falar sobre sabedoria. A palavra cultura remete ao que escrevemos acima e a paz vem de um modo de viver com sabedoria.

Esse modo de viver com sabedoria, que gera a paz, é um processo que exige manutenção permanente. Ele deve começar no indivíduo, crescer na família, se espraiar na sociedade, para, então pervadir a humanidade. Tem razão Gandhi, o grande homenageado deste dia, quando diz: “Você deve ser a mudança que deseja ver no mundo”.

Para que um mundo de paz não seja uma utopia irrealizável, ou que essas palavras não sejam “histórias da carochinha”, “ingênuas”, é necessário não perder a fé na humanidade, e não ficar de braços parados – devemos agir!

“Quem espera que a vida / Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco / Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado / Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver.

Toda pedra no caminho / Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos / Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem / Você pode escolher
É preciso saber viver”.

(Letra da música ‘Saber viver’ de Roberto Carlos/Erasmo Carlos)

 

A Organização das Nações Unidas (ONU), desde 1948, estabeleceu o dia 30 de janeiro como o Dia Mundial da Não Violência e da Cultura de Paz, em homenagem ao pacifista Mahatma Gandhi, assassinado nesse dia. Oferece, também, uma agenda de temas e ações para o engajamento pessoal de cada um de nós, numa forma de promover educação para que os povos tenham paz, solidariedade, respeito pelos direitos humanos e que busquem a mediação de conflitos. Seguem os mais importantes:

  • Respeito à vida e à dignidade humana, sem preconceitos ou discriminação de qualquer tipo;
  • Prática da não violência ativa, com rejeição da violência em todos os seus meios, sexual, físico e psicológico, bem como social e econômico;
  • Compartilhamento responsável dos recursos materiais, embasado no sentimento de solidariedade;
  • Defesa da diversidade cultural, assim como da liberdade de expressão, sempre buscando o diálogo em vez do fanatismo, rejeição ou difamação;
  • Promoção de um modo de consumo responsável;
  • Incentivar práticas de desenvolvimentos que consigam respeitar todas as formas de vida, com preservação do planeta e da natureza como um todo;
  • Contribuição para que haja um acesso democrático e inclusivo às novas tecnologias de desenvolvimento.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Dia Mundial da Não-Violência e da Cultura da Paz – 30 de Janeiro https://spsp.org.br/dia-mundial-da-nao-violencia-e-da-cultura-da-paz-30-de-janeiro/ Mon, 30 Jan 2023 19:58:15 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=36067 Dia 30 de janeiro marca a morte do líder espiritual e nacional da Índia, Mahatma Gandhi, assassinado nesse dia, em 1948. Foi estabelecido como o Dia Mundial]]>

Dia 30 de janeiro marca a morte do líder espiritual e nacional da Índia, Mahatma Gandhi, assassinado nesse dia, em 1948.  Foi estabelecido como o Dia Mundial da Não-Violência e Cultura da Paz.

Gandhi, graduado em direito, foi um ativista a favor da “não violência”. Liderou a batalha de seu país pela independência empregando a filosofia do Satyagraha, princípio da não agressão, uma forma não violenta de protesto.

Algumas citações inspiradoras dele são:

– “A não violência é a maior força à disposição da humanidade e uma arma dos fortes”;

– “A força gerada pela não violência é infinitamente maior do que a força de todas as armas inventadas pela engenhosidade do homem”;

– “Oponho-me à violência porque, quando parece fazer bem, o bem é apenas temporário, o mal que ela faz é permanente”.

Ele inspirou inúmeras outras pessoas com sua filosofia, incluindo o cientista Albert Einstein, que afirmou: “As visões de Gandhi foram as mais esclarecidas de todos os homens políticos de nosso tempo. Devemos nos esforçar para fazer as coisas em seu espírito: não usar a violência na luta por nossa causa, mas não participar de qualquer coisa que você acredite ser má”.

Dalai Lama, monge budista: “Violência não é um sinal de força, é um sinal de desespero e fraqueza”.

De acordo com o Dr. Martin Luther King Jr:

– “A não violência significa evitar não apenas a violência física externa, mas também a violência interna do espírito. Você não apenas se recusa a atirar em um homem, mas se recusa a odiá-lo;

– “A não violência não é para os fracos de coração – exige força e determinação, é uma postura ativa, emocional, mental e espiritualmente”;

– “A não violência procura derrotar a injustiça, não as pessoas. Quem pratica o mal também é vítima de seu poder. Nossa luta não é contra pessoas em particular, mas contra sistemas”;

– “A não violência não busca derrotar ou humilhar o oponente, mas ganhar amizade e compreensão”.

Segundo John Lennon, músico: “Quando se trata de usar violência, você está jogando o jogo do sistema. O “establishment” vai te irritar – para fazer você brigar. Porque uma vez que eles te tornam violento, eles sabem como lidar com você. A única coisa com que não sabem lidar é com a não violência e o humor.”

Outras citações interessantes servem de reflexão:

– “A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano”. João Paulo II, papa da Igreja Católica Apostólica Romana;

– “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.” Jean-Paul Sartre, filósofo e escritor francês.

– “A injustiça é a mãe da violência.” Afrânio Peixoto, crítico literário e ocupante da cadeira 7 na Academia Brasileira de Letras.

– “A violência é sempre terrível, mesmo quando a causa é justa.”  Friedrich Schiller, filósofo e historiador alemão.

– “Poder é fazer com que o outro faça o que você quer e sem o uso da violência real.” Max Weber, sociólogo e economista alemão.

A não violência é princípio e prática. Por meio da não violência criamos a paz. Na cultura da paz a justiça prevalece e as escolhas são feitas sem causar sofrimento, ódio e sem serem prejudiciais a ninguém.

Nesta data tão importante, a SPSP vem trazer essa reflexão e mensagem para todos os responsáveis pelas crianças e adolescentes lembrarem sobre seu papel de exemplo para a construção de uma sociedade saudável em seu princípio fundamental de não violência.

“A paz não é apenas a ausência da violência, mas a presença da justiça e do bem-estar das pessoas.”

 

 Saiba mais:

– Dia Internacional da Não Violência: 10 citações inspiradoras de Mahatma Gandhi. Disponível aqui

– Martin Luther King Jr.’s 6 Principles of Non-Violence. Disponível aqui

– NONVIOLENCE. U.N. International Day of Peace. Disponível aqui

– January 30: World Day for Peace and Non-violence. Disponível aqui

 

Relatora:
Renata D Waksman
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Espiritualidade e a Covid-19 https://spsp.org.br/espiritualidade-e-a-covid-19/ Mon, 11 May 2020 17:31:46 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3201 Segundo a Organização Mundial da Saúde, crises humanitárias são “eventos de grandes proporções que afetam populações ou sociedades, causando consequências difíceis e angustiantes, como a perda maciça de vidas, interrupção dos meios de subsistência, colapso da sociedade, deslocamento forçado e ainda graves impactos políticos, econômicos com efeitos sociais, psicológicos e espirituais”.

A espiritualidade é a busca e a expressão do significado da vida, do propósito, da transcendência e a relação ou a experiência de conexão consigo mesmo, com a família, com os outros, com a natureza e o significado do sagrado.

goodlynx | pixabay.com

No momento atual, o mundo inteiro foi invadido pela pandemia da Covid-19 e, consequentemente, foi recomendado que as famílias permaneçam em casa diante do caos instalado. A vulnerabilidade, a insegurança, o receio da doença e as informações veiculadas pelas mídias supervalorizam as notícias negativas e os fatos estressantes e angustiantes, o que colabora para a instalação do pânico e do medo. 

A quebra da rotina de vida, com a restrição das famílias dentro dos seus lares, se apresenta como uma situação nova e que exige um exercício de paciência, compreensão, tolerância e muita criatividade para que as horas de convivência sejam agradáveis.

É a oportunidade de meditar, ouvir música, cantar, dançar, desenhar, pintar e interagir com as crianças em brincadeiras criativas. 

As crianças, com toda sua alegria e energia, são as mais tolhidas dentro do espaço restrito. Foram afastadas também de seus amigos e avós, tendo que lidar com a perda temporária da presença física, que é substituída pelo contato virtual, quando possível. 

De forma geral, as crianças refletem o ambiente onde se encontram e sofrem ansiedade, receio e angústia ao perceberem que, aqueles que poderiam confortá-las e acalmá-las nos seus receios, estão descontrolados e inseguros. Elas ficam mais inquietas, ansiosas e irritadiças, o que acaba se transformando num ciclo vicioso que piora a dinâmica do ambiente. 

Como os pais podem ajudar

Os pais, entendendo que as crianças refletem o ambiente em que estão, podem mudar esse ciclo. Sugerimos utilizar uma música suave e conversas, explicando o porquê de precisamos ficar em casa, numa linguagem simples, acalmando as crianças. Podem também fazer juntos um pensamento positivo desejando que as pessoas doentes se recuperem e que todos se proponham a ficar em casa com a família por um tempo, até que os médicos, que estão cuidando da nossa saúde, informem que é possível retornar às nossas atividades habituais. 

Ao criar um momento de paz e tranquilidade, os pais podem incentivar as crianças a expressarem as suas inquietações, explicando-lhes que nem tudo foi tolhido. Dessa forma, enfrentam essa fase de reclusão como uma oportunidade para ficarem mais juntos, transmitir segurança, podendo utilizar, inclusive, o ato de contar histórias de superação como uma ferramenta para passar conteúdo construtivo de força, esperança e coragem. Ensinar a dar valor a todos os momentos da vida, mostrando que mesmo os difíceis nos mostram ocasiões de superação, também ajuda as crianças a compreender que irão retornar às suas atividades ao ar livre, aos parques e lazer.

A verdade sempre é o melhor caminho e o exemplo de conduta; a melhor maneira de educar. É importante mostrar às crianças que estar em casa é uma oportunidade de se ter momentos ricos de aprendizado. 

Ficar em casa também é uma forma de se relacionar com os entes mais queridos.  Estabelecer rotinas diárias com as crianças é muito saudável: preparar refeições juntos, arrumar a casa. Assim, a criança aprende a colaborar, a ser solidária e se sente valorizada pelo que consegue fazer. O trabalho conjunto torna o núcleo familiar mais forte, mais unido.

A subjetividade, o eu interno, pode ser alimentado com conversas, músicas, jogos, brincadeiras, exercícios físicos, leituras, estudos, filmes em família. 

Mudando o indivíduo, a família se modifica, a sociedade se transforma e o mundo pode ser reconstruído tendo como base a solidariedade, a generosidade e o comprometimento. Esse reencontro com o outro através da prática do amor é a verdadeira essência do sagrado e do significado da vida, constituindo o exercício da espiritualidade diária. 

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Relatoras:
Dra. Lelia Cardamone Gouveia
Dra. Aida de Fatima Thome Barbosa
Núcleo de Estudos da Espiritualidade da Criança e do Adolescente da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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