olho – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 13 Nov 2024 19:06:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png olho – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Ceratocone e a importância do diagnóstico precoce https://spsp.org.br/ceratocone-e-a-importancia-do-diagnostico-precoce/ Mon, 11 Nov 2024 17:57:36 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48891 O Dia Mundial do Ceratocone, 10 de novembro, é um alerta importante sobre essa doença, que atinge a córnea do portador, alterando a sua forma. A córnea é uma estrutura transparente]]>

O Dia Mundial do Ceratocone, 10 de novembro, é um alerta importante sobre essa doença, que atinge a córnea do portador, alterando a sua forma. A córnea é uma estrutura transparente, localizada na parte anterior do globo ocular, ou seja, na frente do olho. Trata-se de um tecido fino, delicado e transparente, que nos permite ou não enxergar com nitidez.

A doença ocular ceratocone causa uma alteração progressiva no formato da córnea, alterando a sua anatomia e provocando distorções na visão. Progressivamente, a visão da criança pode ir diminuindo sem mesmo apresentar algum sinal externo ou sem haver qualquer queixa por parte da criança.

Sua principal característica é a redução progressiva na espessura da parte central da córnea, que é empurrada para frente, formando uma saliência com o formato aproximado de um cone – e é por causa de seu formato que a patologia recebeu o nome de ceratocone.

Nos estágios mais avançados da doença, a córnea pode começar a esbranquiçar e a visão do portador de ceratocone diminui consideravelmente, podendo também ocorrer dor ocular aguda. Por isso, é de fundamental importância determinar um diagnóstico precoce, uma vez que as crianças podem também ser afetadas por essa patologia.

Os sintomas do ceratocone incluem:

  • Visão turva
  • Mudanças frequentes no grau dos óculos ou lentes de contato
  • Sensibilidade à luz
  • Visão dupla
  • Visão distorcida
  • Comprometimento da visão noturna

São inúmeras as causas do ceratocone e ainda não muito bem determinadas, mas sabemos que o fator genético é uma delas, e a doença pode ocorrer sem que haja qualquer sinal. Contudo, existe uma correlação grande do ceratocone com as crianças que são muito alérgicas. Em muitos casos, a alergia ocular pode predispor ao aparecimento do ceratocone, sendo muito importante, nessas situações, um tratamento rápido e eficaz, pois coçar os olhos, principalmente apertando-os com os dedos ou com o dorso da mão, ocasiona muitos danos à córnea, podendo levar a essa doença ocular.

Dessa forma, é preciso evitar que a criança coce os olhos – coçar o olho não é permitido! Existem formas de tratamentos, como colírios, para que o prurido e a coceira diminuam, evitando, assim, que a criança fique esfregando os olhos. Este alerta quanto à alergia ocular é muito importante, pois a doença pode acometer crianças com apenas cinco anos de idade ou até mesmo menores, e essa fase da vida é muito delicada, pois é o período de formação do desenvolvimento visual da criança.

Se o ceratocone ocorrer nessa idade, os danos à visão podem ser irreversíveis; por isso, em casos de alergia ocular dos filhos, é fundamental que os pais procurem o pediatra ou mesmo o oftalmologista pediátrico. E para o caso do ceratocone já estar instalado, dispomos, atualmente, de tratamentos bastante modernos, que podem evitar a progressão da doença.

São procedimentos oftalmológicos que trazem bons resultados se aplicados no momento correto. No início, o ceratocone pode ser tratado apenas com o uso de óculos ou lentes de contato para que a visão seja melhorada. Os casos avançados e extremos podem exigir um transplante de córnea, por isso a importância da detecção e tratamento da doença o mais precocemente possível.

 

Relatora:
Marcia Beatriz Tartarella
Membro do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma https://spsp.org.br/dia-nacional-de-conscientizacao-e-incentivo-ao-diagnostico-precoce-do-retinoblastoma/ Wed, 18 Sep 2024 14:10:27 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48039 Comemorado em 18 de setembro, o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma foi instituído pela Lei ]]>

Comemorado em 18 de setembro, o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma foi instituído pela Lei nº 12.637/2012.

O retinoblastoma é um tumor embrionário raro que se origina na retina, sendo o tumor maligno intraocular mais frequente encontrado nas crianças, na faixa etária de 0 a 5 anos de idade. Não existe diferença nas taxas de ocorrência entre o sexo feminino e o masculino, entre raças ou entre o olho direito e o esquerdo.

O reflexo ocular normal é vermelho; quando é visto branco, é chamado de leucocoria (leukos: branco, kore: pupila). A doença pode acometer um olho (60% dos casos) ou os dois olhos (40% dos casos).

Algumas outras doenças oculares pediátricas se apresentam com leucocoria, entre elas: catarata, uveíte e retinopatia da prematuridade.

O sinal mais frequente do retinoblastoma é a leucocoria, acometendo até 60% dos casos. Outro sinal é o desvio ocular (estrabismo). Toda criança com leucocoria e estrabismo deve ser encaminhada para avaliação oftalmológica.

O diagnóstico é feito quando se suspeita de retinoblastoma:

  1. Exame de fundo de olho sob anestesia, examinando minuciosamente os dois olhos.
  2. Ressonância nuclear magnética (RNM) de crânio e órbita, muito importante para a avaliação do comprometimento fora do olho, além de ser útil no diagnóstico diferencial entre retinoblastoma e outras doenças oculares.

O tratamento do retinoblastoma é realizado por cirurgia e ou quimioterapia. O planejamento é individualizado e devemos levar em consideração a idade do paciente, se é unilateral ou bilateral, extensão e localização da doença.

Lesões iniciais são mais facilmente tratadas e isto resulta em uma taxa maior de cura com preservação do globo ocular e da visão. O diagnóstico precoce do retinoblastoma é fundamental para diminuir o número de sequelas e mortes pela doença.

Com o objetivo de conscientizar a população e os médicos sobre a importância do diagnóstico precoce do retinoblastoma e da saúde ocular na infância, os jornalistas Tiago Leifert e Daiana Garbin Leifert criaram a campanha DE OLHO NOS OHINHOS, que desde 2022 impactou milhões de pessoas.

 A campanha tem o apoio de muitas entidades médicas do Brasil. Neste ano, no dia 21 de setembro, a campanha de conscientização estará presente em mais de 50 cidades brasileiras e convidamos todos a participar.

 

Relatora:

Carla Renata Donato Macedo
Membro do Departamento Científico de Oncologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Foto: Arquivo pessoal Dra. Carla Renata Donato Macedo (imagem de paciente com retinoblastoma com presença do reflexo branco pupilar – leucocoria – em olho esquerdo)

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26 de maio: Dia Nacional de Combate ao Glaucoma https://spsp.org.br/26-de-maio-dia-nacional-de-combate-ao-glaucoma/ Sun, 26 May 2024 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=46224 A maioria das pessoas já ouviu falar em glaucoma, como sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo, que afeta mais pessoas a partir dos 40 anos. Apesar de mais raro]]>

A maioria das pessoas já ouviu falar em glaucoma, como sendo a principal causa de cegueira irreversível no mundo, que afeta mais pessoas a partir dos 40 anos.

Apesar de mais raro (1 a cada 10 mil bebês), o glaucoma congênito ou infantil é muito grave e, se não for diagnosticado e tratado precocemente, leva à cegueira de forma muito rápida.

O glaucoma se deve a um desequilíbrio entre a formação e a drenagem de um líquido interno do olho, o humor aquoso. O acúmulo desse líquido gera um aumento da pressão ocular, que vai comprimir a cabeça do nervo óptico, levando à cegueira.

O bebê que nasce com obstrução do local de drenagem desse líquido tem sinais diferentes do glaucoma do adulto.

Como o olho do bebê é menos rígido que o do adulto, essa elevação da pressão interna do olho leva a um crescimento excessivo do globo ocular (“buftalmo”), e também a um inchaço da córnea, que dá um tom azulado da camada mais anterior do olho.

Os sintomas decorrentes dessas alterações nos olhos são: lacrimejamento excessivo, muita fotofobia (o bebê não consegue abrir os olhos diante de luminosidade), olhos irritados e vermelhos, aumento do diâmetro da córnea.

O tratamento, na maioria dos casos, é com cirurgia, com o intuito de baixar a pressão intraocular, que deve ser feita após o diagnóstico, com exame sob narcose para a medida da pressão ocular e fundo de olho do bebê.

 

Relatora:
Márcia Keiko Uyeno Tabuse
Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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A importância da data e da leitura em Braille https://spsp.org.br/a-importancia-da-data-e-da-leitura-em-braille/ Thu, 04 Jan 2024 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=42339 O Dia Mundial do Braille, comemorado em 4 de janeiro, é um dia importante, que destaca a grande importância do sistema Braille]]>

O Dia Mundial do Braille, comemorado em 4 de janeiro, é um dia importante, que destaca a grande importância do sistema Braille e da leitura tátil, especialmente na área da Pediatria. A data não só homenageia Louis Braille, que desenvolveu esse sistema inovador no século XIX, mas também revela como o Braille continua a ser uma ferramenta importante na educação e inclusão de crianças com deficiência visual.

Aos três anos de idade, enquanto brincava com uma ferramenta de lâmina longa e afiada, Louis Braille escorregou e a ferramenta perfurou seu olho direito. Alguns meses depois, o olho esquerdo ficou inflamado, provavelmente por causa da oftalmia simpática (inflamação do trato uveal – uveíte – que ocorre em um olho após lesão ou cirurgia no outro olho). Louis ficou totalmente cego aos 5 anos de idade.

A relevância do Braille é ainda mais evidente para a Pediatria. As crianças que perderam a visão desde a infância enfrentam desafios únicos na aprendizagem. O Braille torna-se uma ponte importante, que permite a estas crianças desenvolverem competências de leitura e escrita que são fundamentais para o crescimento intelectual e social.

Ao proporcionar uma forma tangível de comunicação, o Braille não só permite que essas crianças participem ativamente no ambiente educativo, mas também promove a autonomia. A capacidade de ler e escrever Braille lhes dá a liberdade de explorar de forma independente um mundo de conhecimento, estimulando o desenvolvimento cognitivo e a confiança. 

O Dia Mundial do Braille é uma oportunidade para reafirmar o compromisso global com a igualdade de acesso à educação. Apela à sociedade, aos educadores e às instituições para que garantam que todas as crianças, independentemente das suas capacidades visuais, tenham as ferramentas necessárias para prosperar em todos os ambientes que frequentarem. Investir na difusão do Braille significa investir no potencial ilimitado das crianças com deficiência visual.

Além disso, esta data serve como um lembrete de que a inovação e a adaptação ainda são necessárias no domínio da educação inclusiva. À medida que avançamos, é vital explorar formas de integrar ainda mais a leitura do Braille nos métodos de ensino, garantindo que as crianças tenham acesso a materiais e tecnologias que melhorem ou facilitem a sua aprendizagem.

Finalmente, o Dia Mundial do Braille celebra o poder transformador da educação inclusiva, que capacita às crianças cegas e de baixa visão a criar os seus próprios caminhos para a educação e a realização pessoal. Esperamos que este dia inspire a inovação para continuar a iluminar o caminho para um futuro mais acessível e relevante da educação Braille.

Saiba mais:

Massof RW. The role of Braille in the literacy of blind and visually impaired children. Arch Ophthalmol. 2009;127(11):1530–1531. doi:10.1001/archophthalmol.2009.295.

Jiménez J, Olea J, Torres T, Alonso I, Harder D, Fischer K. Biography of Louis Braille and invention of the Braille alphabet. 2009;54(1):0–149. doi:10.1016/j.survophthal.2008.10.006 

Bullock JD, Galst JM. The story of Louis Braille. Arch Ophthalmol. 2009;127(11):1532–1533. doi:10.1001/archophthalmol.2009.286

Relator:
Marcelo Alexandre A. C. Costa
Vice-Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Baixa visão ou deficiência visual na criança https://spsp.org.br/baixa-visao-ou-deficiencia-visual-na-crianca/ Wed, 13 Dec 2023 18:16:44 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=42195 O Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, comemorado em 13 de dezembro, foi criado com o intuito de combater o preconceito e a discriminação, além de]]>

O Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, comemorado em 13 de dezembro, foi criado com o intuito de combater o preconceito e a discriminação, além de buscar a garantia de direitos e a inclusão das pessoas com deficiência visual na sociedade. Antes chamado de o “Dia do Cego”, sua nomenclatura foi modificada, uma vez que a deficiência visual não se trata apenas de cegueira, mas também de baixa visão.

E o que é uma baixa visão?

É uma visão reduzida que não pode ser corrigida com óculos convencionais, lentes de contato, medicação ou cirurgia.

Muitas vezes pode ser tratada ou minimizada, daí a importância da avaliação precoce.

Quando não há alterações no período gestacional, parto ou pós-parto é recomendada avaliação oftalmológica por volta dos seis meses de vida, mas quando há indicação é realizada muitas vezes já na maternidade, com exames de fundo de olho.

O que pode levar à baixa visão?

Alterações genéticas (como por exemplo glaucoma congênito, catarata congênita, atrofia do nervo óptico ou da retina), infecções congênitas (infecções durante a gestação, como citomegalovírus, toxoplasmose, rubéola), falta de oxigenação ao nascer (quando o bebê demora para respirar ao nascimento), uso de substâncias tóxicas, complicações durante o parto (partos demorados ou traumas), prematuridade ou alterações pós-nascimento (meningites, acidentes com traumatismo craniano, afogamentos, parada cardiorrespiratória, convulsões prolongadas).

Normalmente, quando o paciente é portador de baixa visão, a avaliação e o acompanhamento deverão ser multidisciplinares (oftalmologista, pediatra, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, ortoptista, psicólogo, pedagogo).

O tratamento poderá ser feito com uso de óculos especiais, auxílios ópticos (lupas e telelupas), tampão quando houver estrabismo ou ambliopia (olho preguiçoso), estimulação visual e sensorial, cirurgias (catarata congênita, glaucoma congênito, alterações corneanas, estrabismos), biofeedback (quando houver alterações no campo visual, nistagmo (são movimentos involuntários e repetitivos dos olhos) com posições anômalas da cabeça.

Avaliação precoce para o melhor tratamento, acompanhamento, habilitação e inclusão são fundamentais para o total desenvolvimento da criança com deficiência visual.

 

Relatoras:
Nilce Kamida
Márcia Keiko Tabuse
Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma – 18 de setembro https://spsp.org.br/dia-nacional-de-conscientizacao-e-incentivo-ao-diagnostico-precoce-do-retinoblastoma-18-de-setembro/ Mon, 18 Sep 2023 20:01:21 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39332 O retinoblastoma é um tumor maligno ocular que compromete as células da retina; pode ser bilateral, monocular]]>

O retinoblastoma é um tumor maligno ocular que compromete as células da retina; pode ser bilateral, monocular (quando ocorre num olho só) e, por vezes, multifocal (dois tumores ou mais) no mesmo olho. É o tumor intraocular maligno primário mais frequente na infância e sua incidência varia de 1/14.000 a 1/34.000 dos nascidos vivos.Em 10% dos casos tem herança familiar, sem predileção por sexo ou raça. Na maioria dos casos é esporádico e o diagnóstico é feito entre 12 e 24 meses, mas pode já ser observado por ocasião do nascimento.

Tiago Leifert e Daiana Garbin tomaram a importante iniciativa de divulgar que sua filha apresentava retinoblastoma e alertam para o diagnóstico precoce, fundamental para preservar a vida e a visão da criança.

Quais são os principais sinais e sintomas do retinoblastoma?

O principal sintoma do retinoblastoma é a leucocoria, um reflexo branco na pupila ou “menina dos olhos”. Trata-se do reflexo da luz sobre a superfície do tumor. Outros achados são: estrabismo (olho torto), fotofobia (sensibilidade exagerada à luz), perda da visão e proptose (quando o olho fica saltado). Raramente a criança pode apresentar heterocromia de íris (mudança da cor da íris), hiperemia (vermelhidão) na conjuntiva do olho (a conjuntiva é uma membrana fina e transparente que recobre a parte branca do olho) e dor óssea.

Como prevenir o retinoblastoma?

Não há como prevenir, mas o diagnóstico precoce e uma equipe multidisciplinar são fundamentais para um bom resultado. Mais de 95% das crianças com retinoblastoma podem ser curadas.

A prevenção de doenças oculares deve começar ainda na maternidade, com a realização do Teste do Olhinho (Teste do Reflexo Vermelho) até 72 horas de vida. Após essa abordagem inicial, o Teste do Olhinho deve ser repetido pelo pediatra ao menos três vezes ao ano, nos três primeiros anos de vida da criança. A detecção do tumor pelo Teste do Reflexo Vermelho só ocorre quando for observada pupila branca, isto é, quando já é um tumor grande – nesta fase o tratamento pode salvar a vida, mas é ineficaz para salvar o olho e a função visual.

Como os pais e cuidadores podem suspeitar de retinoblastoma?

Os pais e familiares podem tirar fotografias de seus filhos e observar a presença de reflexos diferentes nas pupilas, observar estrabismo ou olhos com movimentos irregulares. Vale lembrar que algumas máquinas fotográficas e celulares excluem o reflexo vermelho das pupilas e, neste caso, o reflexo vermelho deve ser preservado nas máquinas.

Outras doenças podem apresentar leucocoria ou pupila branca?

Alguns outros diagnósticos devem ser considerados, como a catarata congênita, toxoplasmose, toxocaríase, retinopatia da prematuridade, entre outros. Pupila branca e estrabismo são sinais de alerta e demandam uma avaliação especializada com urgência. O oftalmologista fará o diagnóstico diferencial e o tratamento recomendado.

Como o retinoblastoma é tratado?

Vários fatores devem ser levados em conta para a indicação do melhor tratamento, como por exemplo o tamanho do tumor. Se o tumor for pequeno, o tratamento pode ser local; tumores maiores podem requerer quimioterapia para sua redução, entre outros tratamentos, sendo que a enucleação (retirada completa do globo ocular) raramente é necessária.

Se o tumor for tratado quando ele é pequeno, não só salva a vida da criança, mas também pode preservar a visão.

Relatora:
Rosa Maria Graziano
Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Foto: Arquivo pessoal Dra. Rosa Maria Graziano

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Glaucoma congênito e a importância da triagem oftalmológica em recém-nascidos https://spsp.org.br/glaucoma-congenito-e-a-importancia-da-triagem-oftalmologica-em-recem-nascidos/ Fri, 26 May 2023 15:51:58 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=37576 Todo bebê deve ser avaliado para se detectar o glaucoma congênito. Esta condição rara, mas potencialmente gra]]>

Todo bebê deve ser avaliado para se detectar o glaucoma congênito. Esta condição rara, mas potencialmente grave, ocorre quando o olho não se desenvolve normalmente e a pressão dentro do olho aumenta, danificando o nervo óptico. Se não tratado a tempo, o glaucoma congênito pode levar à cegueira. Por isso, é importante que os bebês sejam examinados para se detectar o glaucoma congênito o mais cedo possível.

O glaucoma congênito é uma doença ocular grave, que muitas vezes é assintomático, ou seja, os sintomas podem não ser perceptíveis, tornando mais difícil seu diagnóstico, especialmente em recém-nascidos, que geralmente se desenvolve durante o período pré-natal ou no nascimento.

Estima-se que aproximadamente 1 em cada 5.000 crianças nascidas nos EUA tenham glaucoma congênito. A triagem oftalmológica é muito importante e é a melhor maneira para se detectar precocemente o glaucoma congênito e iniciar o tratamento adequado, logo sendo mais eficaz.

Essa triagem deve ser realizada logo após o nascimento, pois pode detectar precocemente qualquer problema ocular, evitando a perda da visão. E pode ser realizada por um médico oftalmologista ou um pediatra.

O que é o glaucoma congênito?

O glaucoma congênito é uma doença ocular rara, que afeta bebês e crianças pequenas.

Essa condição ocorre quando o olho não se desenvolve normalmente, resultando em um aumento na pressão dentro do olho, ou seja, é caracterizado pelo aumento da pressão intraocular, que pode levar a lesão do nervo óptico e à perda permanente da visão.

O glaucoma congênito ocorre quando o fluxo de líquido (chamado humor aquoso) que é produzido na parte anterior do olho não flui para fora corretamente através do sistema de drenagem para manter a pressão intraocular adequada. No entanto, em bebês com glaucoma congênito, o sistema de drenagem não se desenvolveu corretamente, o que leva a um acúmulo de fluido e aumento da pressão intraocular.

Se não tratado, isso pode levar a danos irreversíveis às células nervosas na parte posterior do olho (chamada retina) e à perda permanente da visão.

O glaucoma congênito é responsável por cerca de 1 a 2 casos de cegueira congênita em cada 10.000 nascimentos.

Quais são os sintomas do glaucoma congênito?
O glaucoma congênito geralmente não apresenta sintomas, e por isso é importante que os recém-nascidos sejam avaliados para se detectar a doença precocemente.

Se os sintomas estiverem presentes, eles podem incluir lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz, vermelhidão e aumento do tamanho do globo ocular; além disso, olhos vermelhos, inchaço e dor ao toque ou movimento dos olhos.

À medida que a pressão intraocular aumenta, a visão da criança pode ficar embaçada ou distorcida, e a córnea pode ficar embaçada ou opaca.

Como é detectado?

A triagem oftalmológica é a melhor maneira de detectar o glaucoma congênito.

Nessa triagem, os profissionais de saúde olham para o olho do bebê para avaliar se o olho está em boas condições.

Se o olho apresentar algum sinal de glaucoma, o bebê deve ser encaminhado para um oftalmologista para exames oftalmológicos completos, incluindo medição da pressão intraocular e avaliação do nervo óptico.

Quais são os tratamentos?

O tratamento do glaucoma congênito é baseado na causa subjacente.

Se a causa for desconhecida, o oftalmologista pode optar por abordagens cirúrgicas ou medicamentosas para melhorar o sistema de drenagem ou remover parte do tecido do olho para reduzir a pressão.

Se o glaucoma congênito for causado por uma anomalia congênita, o tratamento pode incluir cirurgia reconstrutiva.

É importante lembrar que quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento. O tratamento precoce é fundamental para evitar danos permanentes à visão.

Por isso, é importante que os bebês sejam submetidos à triagem oftalmológica o mais cedo possível (nos primeiros meses de vida), para se detectar o glaucoma congênito antes que possa causar danos aos olhos.

Conclusão

O glaucoma congênito é uma condição ocular grave, que pode levar à cegueira se não tratado a tempo. Embora seja uma condição rara, é importante estar ciente dos sintomas e procurar ajuda médica imediatamente se houver suspeita de um problema ocular em um bebê ou criança pequena.

 Por isso, é importante que os bebês sejam examinados para detectar o glaucoma congênito o mais cedo possível. A triagem oftalmológica é a melhor maneira de detectar esta condição.

Se o glaucoma congênito for detectado precocemente, o tratamento pode ser mais eficaz e ajudar a preservar a visão e melhorar a qualidade de vida da criança.

 

Relator:
Marcelo Alexandre A. C. Costa
Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Retinoblastoma: diagnóstico e prevenção https://spsp.org.br/retinoblastoma-diagnostico-e-prevencao/ Tue, 08 Feb 2022 14:38:09 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=31193 Tiago Leifert e Daiana Garbin tomaram a iniciativa de divulgar na imprensa que sua filha apresenta retinoblastoma e fizeram um alerta para a importância do diagnóstico precoce, fundamental para preservar a vida e a visão da criança.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 08/02/2022


Tiago Leifert e Daiana Garbin tomaram a iniciativa de divulgar na imprensa que sua filha apresenta retinoblastoma e fizeram um alerta para a importância do diagnóstico precoce, fundamental para preservar a vida e a visão da criança.

O retinoblastoma é um tumor ocular que em 10% dos casos tem herança familiar, sem predileção por sexo ou raça. Na maioria dos casos o diagnóstico é feito antes dos 3 anos de vida, podendo já ser observado por ocasião do nascimento.

O principal sintoma do retinoblastoma é a leucocoria, que é o reflexo branco na pupila ou “menina” dos olhos. Trata-se do reflexo da luz sobre a superfície do tumor, que está dentro do olho (intraocular) – ver foto abaixo. Outros achados são o estrabismo (olho torto), fotofobia (sensibilidade exagerada à luz), perda da visão e olho saltado (proptose).

Não há como prevenir, mas o diagnóstico precoce e uma equipe multidisciplinar é fundamental para um bom resultado. Mais de 95% das crianças com retinoblastoma podem ser curadas.

 

Fonte: Retinoblastoma – causas, sintomas e tratamento. Disponível em: https://www.mdsaude.com/oftalmologia/retinoblastoma/

 

 

Como prevenir?

A prevenção começa ainda na maternidade, com a realização do Teste do Olhinho (Teste do Reflexo Vermelho) até 72 horas de vida. Após essa abordagem inicial, o exame dever ser repetido pelo pediatra ao menos três vezes ao ano, nos três primeiros anos de vida da criança. Na identificação de qualquer anormalidade, a criança deve ser encaminhada para consulta com oftalmologista infantil, que aprofundará a investigação e indicará o tratamento mais efetivo para o caso.

Pais, ao tirar fotografias de seus filhos, podem detectar a presença de reflexos diferentes entre os olhos, estrabismo ou olhos que se movimentam de forma diferente ou irregular e avisar imediatamente o seu pediatra, que se encarregará de fazer o encaminhamento para o oftalmologista.

Este é o momento ideal para divulgar a importância do exame oftalmológico preventivo aos 3 e 5 anos de vida. Muitas doenças oculares da infância podem ser diagnosticadas e tratadas precocemente. Recomenda-se que, além da avaliação pediátrica, bebês de seis a 12 meses passem por um exame oftalmológico completo. Devem, se possível, repetir o exame anualmente ou pelo menos nas idades entre três e cinco anos.

Se há a correta indicação do Teste do Pezinho para prevenir doenças menos frequentes que o retinoblastoma, julgamos ser muito importante realizar, além do Teste do Reflexo Vermelho, o exame oftalmológico preventivo.

Se o tumor for diagnosticado e tratado quando é pequeno, não só salva a vida da criança, mas também o olho mantém a função de enxergar.

Abaixo está foto de tumor que tomou todo o olho em uma forma mais grave.  As setas vermelhas mostram os limites do tumor em um corte do olho após sua retirada (enucleação do olho).

Fonte: Arquivo pessoal da autora.

 

Relator:
Rosa Maria Graziano
Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Foto: https://www.mdsaude.com/oftalmologia/retinoblastoma/

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