Oftalmologista – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 02 Dec 2025 11:22:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Oftalmologista – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Novembro Roxo: a prevenção da cegueira pela retinopatia da prematuridade https://spsp.org.br/novembro-roxo-a-prevencao-da-cegueira-pela-retinopatia-da-prematuridade/ Fri, 28 Nov 2025 11:19:19 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=54380 Novembro Roxo é o mês dedicado à conscientização sobre a prematuridade e suas complicações, entre elas a Retinopatia da Prematuridade (ROP)]]>

Novembro Roxo é o mês dedicado à conscientização sobre a prematuridade e suas complicações, entre elas a Retinopatia da Prematuridade (ROP) – uma das principais causas de cegueira evitável na infância em todo o mundo.

A ROP é uma vasculopatia característica do recém-nascido prematuro, resultante da interrupção abrupta do desenvolvimento dos vasos normais da retina, que deveria ocorrer intraútero. A imaturidade, somada a condições clínicas associadas à prematuridade, cria um cenário em que a retina não vascularizada passa a liberar fatores de crescimento de novos vasos sanguíneos descontroladamente, desencadeando o surgimento de novos vasos e proliferação fibrovascular e, nos estágios mais graves, descolamento de retina e cegueira permanente.

O pediatra é quem define, orienta e cobra o rastreamento sistemático, garantindo que todo bebê prematuro seja avaliado pelo oftalmologista no momento adequado.

As recomendações atuais preconizam que sejam submetidos à triagem todos os bebês prematuros que nascem com menos de 32 semanas de gestação e ≤ 1.500 g, além de prematuros maiores, em algumas situações (oxigenoterapia prolongada, sepse, transfusões repetidas, ventilação mecânica, hemorragia intracraniana, etc.).

É essencial que o primeiro exame aconteça de acordo com a idade gestacional corrigida; em geral, entre 4 e 6 semanas de vida. O atraso no início da triagem ainda é um dos principais fatores associados à perda de visão evitável.

A importância do acompanhamento até a vascularização completa

O acompanhamento dos bebês não termina após a alta hospitalar. Muitos bebês ainda não têm a retina completamente vascularizada ao deixar a UTI, e a interrupção precoce do acompanhamento pode resultar em progressão silenciosa da doença. A continuidade das consultas oftalmológicas deve ocorrer durante todo o primeiro ano de vida.

O novo cenário do tratamento terapêutico:

Durante décadas, o tratamento padrão para ROP grave foi a fotocoagulação a laser, que permanece extremamente eficaz e ainda é amplamente utilizada. Porém, o laser destrói a retina avascular periférica, podendo gerar sequelas, como redução do campo visual, maior risco de miopia e alterações estruturais futuras.

Nos últimos anos uma revolução silenciosa transformou a abordagem da ROP: o uso dentro do corpo vítreo (substância gelatinosa que preenche o espaço entre a retina e o cristalino dentro do olho) de substâncias e medicamentos que agem neutralizando a produção e surgimento de novos vasos e permitindo que o desenvolvimento vascular fisiológico prossiga de forma mais natural.

Estes tratamentos modernos possibilitam uma vascularização da retina mais fisiológica, com potencial para melhor desenvolvimento visual a longo prazo. No entanto, exige seguimento prolongado, pois pode ocorrer meses após a aparente regressão inicial.

Desafios e considerações importantes

  • O acompanhamento oftalmológico pode se estender por até 12 a 24 meses, dependendo da evolução;
  • Pode haver recidiva silenciosa, que só é detectada com exames regulares;
  • A decisão terapêutica deve sempre envolver diálogo entre oftalmologista, neonatologista e família, considerando riscos, benefícios e particularidades clínicas do bebê.

Uma atuação integrada que salva vidas e a visão

No contexto do Novembro Roxo, é imprescindível reforçar que a ROP é uma doença quase totalmente prevenível, desde que o rastreamento seja rigoroso e o tratamento seja realizado em tempo hábil.

A prematuridade representa um desafio multidisciplinar, e a prevenção da cegueira por ROP é um dos maiores exemplos de como a integração entre pediatria, neonatologia e oftalmologia pode mudar de forma definitiva o futuro de uma criança.

Novembro Roxo nos lembra: cada dia conta. Cada exame conta. Cada olhar conta.

 

Relator:
Marcelo Alexandre A. Cavalcante
Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da SPSP

 

 

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Saúde visual de crianças e adolescentes: cuidados essenciais para um desenvolvimento saudável https://spsp.org.br/saude-visual-de-criancas-e-adolescentes-cuidados-essenciais-para-um-desenvolvimento-saudavel/ Thu, 10 Jul 2025 16:12:57 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52206 O Dia da Saúde Ocular é celebrado todos os anos no dia 10 de julho. A visão é um dos sentidos mais importantes para]]>

O Dia da Saúde Ocular é celebrado todos os anos no dia 10 de julho. A visão é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento humano. Desde o nascimento, até o final da adolescência, os olhos passam por diversas etapas de amadurecimento, sendo essenciais para o aprendizado, a socialização, a autonomia e a qualidade de vida. Garantir que crianças e adolescentes tenham uma boa saúde visual vai muito além de prevenir doenças: trata-se de proporcionar oportunidades para que eles cresçam com segurança, confiança e bem-estar.

Desde os primeiros dias de vida, é fundamental que os pais e cuidadores estejam atentos à saúde ocular dos pequenos. O primeiro exame oftalmológico, o teste do reflexo vermelho – popularmente conhecido como teste do olhinho – deve ser realizado ainda na maternidade. Ele é simples, rápido e pode detectar alterações graves, como catarata congênita, glaucoma e até tumores oculares.

É recomendável que entre seis meses e um ano de idade a criança passe por uma avaliação completa com um oftalmologista infantil. Mesmo que nenhum sintoma esteja presente, os exames devem ser realizados anualmente ou conforme a orientação médica, pois diversas doenças oculares se desenvolvem de forma silenciosa e só se manifestam quando já estão avançadas.

Crianças pequenas nem sempre conseguem comunicar que não estão enxergando bem. Cabe aos pais e responsáveis observar alguns sinais, como o hábito de aproximar objetos do rosto, tropeçar com frequência, coçar ou esfregar os olhos constantemente, lacrimejamento sem motivo aparente, sensibilidade à luz, olhos vermelhos, queixa de dores de cabeça frequentes, rendimento escolar abaixo do esperado ou desinteresse por atividades que exigem atenção visual. O desvio de um ou ambos os olhos, conhecido como estrabismo, também é um sinal de alerta. Em qualquer um desses casos, a avaliação oftalmológica deve ser realizada o mais rápido possível.

Um dos grandes desafios da saúde ocular infantil nos dias atuais é o uso excessivo de telas. O contato precoce e prolongado com celulares, tablets e computadores tem sido associado a um aumento significativo de casos de miopia. Além disso, o tempo prolongado focando em curta distância causa fadiga ocular, olhos secos e dores de cabeça, além de miopia. Por isso, é fundamental limitar o uso de telas de acordo com a idade da criança. Até os dois anos, o ideal é evitar totalmente a exposição. Entre dois e cinco anos, o tempo deve ser restrito a, no máximo, uma hora por dia, sempre com supervisão e conteúdo apropriado. A partir dos seis anos, até os dez anos, o uso pode ser mais flexível, de até duas horas por dia, com supervisão, mas deve incluir pausas frequentes — uma boa regra é a do 20-20-20: a cada 20 minutos de uso de tela, olhar por 20 segundos para algo a 6 metros de distância (que correspondem a 20 pés).

Para além das telas, atividades ao ar livre devem ser estimuladas e é uma das estratégias mais eficazes na prevenção da miopia e no fortalecimento da visão. Pesquisas apontam que o contato diário com a luz natural estimula substâncias nos olhos que ajudam a evitar o crescimento exagerado do globo ocular, que é a principal causa do aumento da miopia. Por isso, brincadeiras ao ar livre, como correr, andar de bicicleta, explorar a natureza ou simplesmente brincar no quintal são altamente recomendadas. De uma a duas horas por dia de exposição à luz solar natural, em horários adequados, já faz uma diferença significativa.

A alimentação também desempenha um papel importante na saúde visual. Uma dieta rica em vitaminas A, C e E, além de ômega-3, luteína, zeaxantina e zinco, favorece o bom funcionamento da retina e protege contra diversas doenças. Alimentos como cenoura, abóbora, espinafre, brócolis, manga, peixes, ovos e sementes devem fazer parte da alimentação das crianças. Além disso, manter a hidratação adequada é fundamental, especialmente em ambientes com ar condicionado ou para crianças que fazem uso frequente de dispositivos eletrônicos, já que estes contribuem para a síndrome do olho seco.

A prevenção de acidentes também deve ser levada em consideração. Brinquedos com pontas, objetos cortantes, produtos químicos e materiais escolares podem causar lesões graves nos olhos. É importante orientar as crianças sobre os riscos e garantir um ambiente seguro para brincadeiras. Em atividades esportivas ou em laboratórios escolares, o uso de óculos de proteção é indispensável.

Outro ponto fundamental é evitar a automedicação. Colírios, pomadas e qualquer tipo de medicamento oftálmico devem ser utilizados apenas com prescrição médica. Substâncias aparentemente inofensivas podem causar alergias, intoxicações ou agravar o quadro clínico. Da mesma forma, o uso de óculos deve ser feito somente com a orientação de um oftalmologista. Óculos com grau inadequado ou armações mal ajustadas podem piorar a visão e causar desconforto.

Promover a saúde visual na infância é garantir que a criança tenha as melhores condições para aprender, brincar, explorar o mundo e se desenvolver com plenitude. Os pais e cuidadores têm papel fundamental nesse processo, seja oferecendo estímulos adequados, acompanhando o uso de tecnologias, incentivando hábitos saudáveis ou levando a criança ao oftalmologista de forma preventiva. A visão é uma janela para o mundo e merece toda a nossa atenção.

Relator:
Marcelo Alexandre A. C. Costa
Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Conjuntivite em crianças https://spsp.org.br/conjuntivite-em-criancas/ Wed, 28 Aug 2024 19:12:03 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47781 ]]>

Nesta época do ano, quando as crianças costumam ficar “mais gripadas”, é comum terem conjuntivite associada ao quadro gripal. A criança com conjuntivite acorda com os olhos cheios de secreção, “grudados”, até com dificuldade para abri-los. Os olhos ficam vermelhos e às vezes inchados.

 Quais são os tipos de conjuntivite e como diferenciar?

Geralmente as conjuntivites virais apresentam secreção aquosa que se acumula principalmente quando a criança acorda, de cor branco-amarelada. Vem acompanhando quadro viral de vias aéreas superiores, causado principalmente pelo adenovírus e podendo apresentar gânglio pré-auricular.

Já as conjuntivites bacterianas apresentam secreção amarelada, que após limpar voltam a secretar frequentemente no decorrer do dia e são causadas por estafilococo ou estreptococo.

As conjuntivites alérgicas manifestam-se por coceira intensa, vermelhidão, lacrimejamento e geralmente estão associadas a quadros de rinite alérgica, a ácaros, poeira, pólen e pelos de animais.

O diagnóstico oftalmológico é realizado pelo exame na lâmpada de fenda ou biomicroscopia, em que podemos avaliar se existe reação conjuntival com presença de folículo, fala a favor de ser viral, ou se tem papilas, correspondendo mais a um quadro bacteriano. Além de nódulos no limbo e papilas gigantes na conjuntiva tarsal, características das alérgicas.

 Como devemos proceder nesses casos?

É importante limpar bem os olhos sempre que estiverem com secreção. E essa limpeza pode ser feita com gaze ou algodão embebido de soro fisiológico ou água morna.

Geralmente esse quadro de secreção dura de cinco a sete dias. Mas como depende da resposta imune da criança, o período de duração pode variar bastante. Nessa fase a criança pode transmitir para toda a família e para os amigos. Por isso é prudente ela não frequentar a escola enquanto estiver com os olhos secretando.

A transmissão ocorre de forma direta, pelo abraço e contato próximo com o rosto e mão da criança. De forma indireta, quando a criança passa a mão nos olhos, pega um brinquedo ou outro objeto e outra criança pega o brinquedo e leva as mãos ao olho, ela vai se infectar. Lembrando que o vírus fica vivo por 48 horas nas superfícies secas.

Por essa razão, as mãos da criança devem ser mantidas sempre limpas, evitar coçar ou colocá-las nos olhos e separar as toalhas e fronhas da criança que está com conjuntivite.

 Qual o tratamento para cada tipo de conjuntivite?

Além da limpeza e retirada das secreções externamente, utilizar um colírio lubrificante em flaconetes de uso único, sem conservantes, abrindo bem os olhos, ajuda a eliminar as secreções que ficam no fundo de saco conjuntival.

Caso não ocorra melhora da conjuntivite viral após cinco a sete dias ou se apresentar dor com inchaço palpebral, a criança deverá ser avaliada por oftalmologista. Se houver membrana inflamatória, esta poderá ser removida, associando a aplicação de colírio de corticoide, para melhora do quadro.

As conjuntivites bacterianas são tratadas com colírios antibióticos com ou sem corticoide, a depender do grau de inflamação e com remissão do quadro após 48 a 72 horas.

E as alérgicas, nos casos brandos e pontuais, as compressas geladas aliviam o prurido e podem ser associadas a colírios anti-histamínicos. Nos casos crônicos, o tratamento deve ser avaliado pelo oftalmologista, que irá indicar o uso ou não de colírios de corticoide ou tacrolimo.

 Como prevenir a conjuntivite?

Orientar as crianças quanto a não coçar os olhinhos, pelo risco de contaminação e de deformação da córnea.

Manter as mãos limpas e evitar contato com pessoas em fase de transmissão.

Evitar a automedicação, que pode levar à resistência bacteriana e ceratotoxicidade.

 

Relatora:
Márcia Keiko Tabuse
Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Glaucoma congênito e a importância da triagem oftalmológica em recém-nascidos https://spsp.org.br/glaucoma-congenito-e-a-importancia-da-triagem-oftalmologica-em-recem-nascidos/ Fri, 26 May 2023 15:51:58 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=37576 Todo bebê deve ser avaliado para se detectar o glaucoma congênito. Esta condição rara, mas potencialmente gra]]>

Todo bebê deve ser avaliado para se detectar o glaucoma congênito. Esta condição rara, mas potencialmente grave, ocorre quando o olho não se desenvolve normalmente e a pressão dentro do olho aumenta, danificando o nervo óptico. Se não tratado a tempo, o glaucoma congênito pode levar à cegueira. Por isso, é importante que os bebês sejam examinados para se detectar o glaucoma congênito o mais cedo possível.

O glaucoma congênito é uma doença ocular grave, que muitas vezes é assintomático, ou seja, os sintomas podem não ser perceptíveis, tornando mais difícil seu diagnóstico, especialmente em recém-nascidos, que geralmente se desenvolve durante o período pré-natal ou no nascimento.

Estima-se que aproximadamente 1 em cada 5.000 crianças nascidas nos EUA tenham glaucoma congênito. A triagem oftalmológica é muito importante e é a melhor maneira para se detectar precocemente o glaucoma congênito e iniciar o tratamento adequado, logo sendo mais eficaz.

Essa triagem deve ser realizada logo após o nascimento, pois pode detectar precocemente qualquer problema ocular, evitando a perda da visão. E pode ser realizada por um médico oftalmologista ou um pediatra.

O que é o glaucoma congênito?

O glaucoma congênito é uma doença ocular rara, que afeta bebês e crianças pequenas.

Essa condição ocorre quando o olho não se desenvolve normalmente, resultando em um aumento na pressão dentro do olho, ou seja, é caracterizado pelo aumento da pressão intraocular, que pode levar a lesão do nervo óptico e à perda permanente da visão.

O glaucoma congênito ocorre quando o fluxo de líquido (chamado humor aquoso) que é produzido na parte anterior do olho não flui para fora corretamente através do sistema de drenagem para manter a pressão intraocular adequada. No entanto, em bebês com glaucoma congênito, o sistema de drenagem não se desenvolveu corretamente, o que leva a um acúmulo de fluido e aumento da pressão intraocular.

Se não tratado, isso pode levar a danos irreversíveis às células nervosas na parte posterior do olho (chamada retina) e à perda permanente da visão.

O glaucoma congênito é responsável por cerca de 1 a 2 casos de cegueira congênita em cada 10.000 nascimentos.

Quais são os sintomas do glaucoma congênito?
O glaucoma congênito geralmente não apresenta sintomas, e por isso é importante que os recém-nascidos sejam avaliados para se detectar a doença precocemente.

Se os sintomas estiverem presentes, eles podem incluir lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz, vermelhidão e aumento do tamanho do globo ocular; além disso, olhos vermelhos, inchaço e dor ao toque ou movimento dos olhos.

À medida que a pressão intraocular aumenta, a visão da criança pode ficar embaçada ou distorcida, e a córnea pode ficar embaçada ou opaca.

Como é detectado?

A triagem oftalmológica é a melhor maneira de detectar o glaucoma congênito.

Nessa triagem, os profissionais de saúde olham para o olho do bebê para avaliar se o olho está em boas condições.

Se o olho apresentar algum sinal de glaucoma, o bebê deve ser encaminhado para um oftalmologista para exames oftalmológicos completos, incluindo medição da pressão intraocular e avaliação do nervo óptico.

Quais são os tratamentos?

O tratamento do glaucoma congênito é baseado na causa subjacente.

Se a causa for desconhecida, o oftalmologista pode optar por abordagens cirúrgicas ou medicamentosas para melhorar o sistema de drenagem ou remover parte do tecido do olho para reduzir a pressão.

Se o glaucoma congênito for causado por uma anomalia congênita, o tratamento pode incluir cirurgia reconstrutiva.

É importante lembrar que quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhores serão os resultados do tratamento. O tratamento precoce é fundamental para evitar danos permanentes à visão.

Por isso, é importante que os bebês sejam submetidos à triagem oftalmológica o mais cedo possível (nos primeiros meses de vida), para se detectar o glaucoma congênito antes que possa causar danos aos olhos.

Conclusão

O glaucoma congênito é uma condição ocular grave, que pode levar à cegueira se não tratado a tempo. Embora seja uma condição rara, é importante estar ciente dos sintomas e procurar ajuda médica imediatamente se houver suspeita de um problema ocular em um bebê ou criança pequena.

 Por isso, é importante que os bebês sejam examinados para detectar o glaucoma congênito o mais cedo possível. A triagem oftalmológica é a melhor maneira de detectar esta condição.

Se o glaucoma congênito for detectado precocemente, o tratamento pode ser mais eficaz e ajudar a preservar a visão e melhorar a qualidade de vida da criança.

 

Relator:
Marcelo Alexandre A. C. Costa
Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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