Odontopediatria – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 28 Oct 2024 18:05:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Odontopediatria – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Sorrir faz bem à saúde! https://spsp.org.br/sorrir-faz-bem-a-saude/ Fri, 25 Oct 2024 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48613 ]]>

Neste dia 25 de outubro, Dia Nacional do Cirurgião-Dentista, o Núcleo de Estudos de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo parabeniza todos os cirurgiões-dentistas pela dedicação aos cuidados com os sorrisos dos brasileiros.

O papel do cirurgião-dentista é essencial, desde o pré-natal odontológico à terceira idade, promovendo saúde oral ao prevenir ou tratar condições patológicas e infecciosas que podem impactar na saúde do corpo como um todo.

É fundamental manter a saúde de todas as estruturas, assim como as funções orais adequadas para manter a boa saúde geral em todos os ciclos da vida do indivíduo.

A odontologia possui diversas especialidades, e dentre elas destacamos a odontopediatria, que cuida dos sorrisos dos bebês, crianças e adolescentes. O odontopediatra é aquele que tem a nobre missão de introduzir bons hábitos de saúde na vida de um indivíduo, e esse cuidado envolve orientações que vão muito além da saúde oral.

Lembre-se de cuidar sempre do seu sorriso! Visite sempre um cirurgião-dentista! Um sorriso bem cuidado favorece a autoestima, o bem-estar e a qualidade de vida.

 

Relatora:

Dóris Rocha Ruiz
Juliana Kimura
Cristina Giovannetti Del Conte
Núcleo de Estudos de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria e São Paulo

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Dia do Cirurgião-Dentista https://spsp.org.br/dia-do-cirurgiao-dentista/ Tue, 25 Oct 2022 15:50:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=35118 ]]>

No dia 25 de outubro comemora-se no Brasil o Dia do Cirurgião-Dentista. A profissão de “dentista” começou no Brasil por volta de 1800, quando foi criado um Plano de Exames para a área. Este foi o primeiro documento emitido pela Coroa Portuguesa com o termo “dentista”, dando início à “arte dentária” como profissão em nosso país.

As pessoas tendem a relacionar o cirurgião-dentista exclusivamente ao dente, mas sua atuação vai muito além do órgão dental. A Odontologia, até o século XX, era focada em extrações e procedimentos curativos, mas, atualmente, em razão do avanço das evidências científicas e atuação integrada em saúde, o profissional atua de forma preventiva e dentro da filosofia de mínima intervenção.

Dentre as muitas especialidades na área da Odontologia, é importante salientar o importante papel do especialista em Odontopediatria, que oferece cuidados preventivos desde a gestação e primeira infância (odontologia materno-infantil), até a entrada na vida adulta, promovendo a saúde oral, tratando e prevenindo mal oclusão e doenças, como a cárie e a gengivite.

A especialidade mantém uma profunda inter-relação com outras áreas da saúde, fundamentais para o acompanhamento e desenvolvimento do paciente, seja em consultório particular, nos hospitais, nas escolas, em clínicas e ambulatórios. E esse trabalho conjunto das várias disciplinas da área da saúde faz toda a diferença no tratamento integral e humanizado do paciente.

Temos orgulho de fazer parte de uma profissão que cuida do sorriso de todos e colabora para a qualidade de vida desde a mais tenra idade.

 

Relatora:
Cristina G. Del Conte
Presidente do Núcleo de Estudos de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Momento Saúde: saúde oral https://spsp.org.br/momento-saude-saude-oral/ Wed, 12 Apr 2017 18:30:18 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1906 Um sorriso saudável é, sem dúvida, um meio para as crianças começarem a formar relacionamentos e a sua autoestima. Porém nem sempre elas podem sorrir como gostariam, devido a problemas bucais que as colocam em desvantagem psicológica e social. A saúde bucal atualmente é também avaliada sob a reflexão da qualidade de vida, investigando não somente se a criança tem ou não alguma doença e sua gravidade, mas como estes problemas impactam nas suas atividades diárias, como por exemplo, dificuldades para comer, beber, falar, brincar, dormir, sorrir, frequentar a escola e seu relacionamento com os outros. Por isso, tendo em mente a importância da saúde oral para a qualidade de vida, o Momento Saúde desse mês traz dicas de hábitos saudáveis para a saúde bucal. Aleitamento Materno: benefícios para a saúde oral O aleitamento materno, além de alimentar o bebê, auxilia no desenvolvimento das funções orais e no crescimento adequado dos maxilares, prevenindo os dentes tortos (oclusopatias). Sua prática também pode: • favorecer o crescimento do complexo craniofacial e treinamento da musculatura bucal; • auxiliar na realização adequada das funções de respiração e deglutição; • reduzir as chances de adquirir hábitos nocivos e sucção não nutritiva (chupeta e mamadeira); • melhorar a qualidade dos tecidos dentários e reduzir a prevalência dos defeitos de desenvolvimento do esmalte; • diminuir o risco de cárie, evitando a introdução precoce do açúcar na dieta da criança. Vale ressaltar que o aleitamento materno também prepara a musculatura da boca para a mastigação, uma vez que promove um adequado equilíbrio neuromuscular. Os movimentos de sucção e ordenha realizados pelo bebê para extrair o leite da mama exigem coordenação muscular e respiratória, que estimulam o desenvolvimento da face assim como a região das Articulações Temporomandibulares (ATMs). Com este treino, os músculos ganham força e potência necessárias para executar a função mastigatória de maneira mais adequada. Controle e cuidados na utilização do açúcar O açúcar ainda é considerado um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento da cárie dental, sendo recomendável sua restrição desde o nascimento até os dois anos de idade. É importante entender que além de doces, balas ou chocolates, a criança pode estar exposta ao açúcar de outras formas. Ele pode estar presente em altas quantidades em diversos alimentos que são oferecidos ao bebê diariamente. Os salgadinhos e bolachas, mesmo não recomendáveis, são muito consumidos pelas crianças abaixo de dois anos no Brasil. Eles são mordiscados por um longo período de tempo e podem causar cárie (cariogenicidade) porque, ao ficarem retidos nos dentes, vão fermentar e produzir ácidos que descalcificam os dentes, levando a cárie. Os cereais são opções saudáveis, porém se estiverem caramelizados ou cobertos com açúcar, também podem ser causadores de cáries. Além disso, a maioria dos sucos processados, extratos de soja e refrigerantes contém acidulante e são muito açucarados. O baixo Ph associado ao açúcar pode ser causador potencial de erosão e desenvolvimento de cárie. Assim, as melhores opções são frutas, legumes e verduras. É recomendável evitar alimentos processados e sempre escovar os dentes quando o açúcar for inevitável. Higiene oral A cárie dentária pode ser prevenida? Sim. A cárie dental é uma doença da boca. Para preveni-la, dois fatores são importantes: controlar o consumo de açúcar e a higiene bucal. A cárie pode afetar crianças desde a tenra idade podendo levar a quadro de dor, infecção e diminuição de qualidade de vida. Quando devo iniciar a escovação dos dentes do meu filho? A higiene oral com escova e pasta de dente deve começar assim que o primeiro dente de leite aparecer na boca da criança. Utilize escova com cerdas macias e cabeça pequena. A limpeza dos dentes, da gengiva e da língua deve ser feita seguindo as orientações do seu odontopediatra, sempre realizando os movimentos da escova de maneira delicada e sem pressa. A partir de que idade devo usar pasta de dente com flúor? É recomendável utilizar pastas com NO MÍNIMO 1.000ppm de flúor, desde o primeiro dente de leite. Em bebês que não sabem cuspir, utilizar quantidade equivalente a um grão de arroz cru e em crianças que sabem cuspir a quantidade equivalente a um grão de ervilha. Quantas vezes por dia devo escovar os dentes do meu filho? A escovação deve ser realizada duas a três vezes ao dia, principalmente antes de dormir. Posso usar fio dental no bebê? Sim. O fio ou fita dental devem ser usados uma vez ao dia, sempre que a criança apresente dentes juntos ou apinhados (justos). Mastigação A mastigação é uma atividade que deve ser aprendida desde cedo. Portanto, é de responsabilidade dos pais e cuidadores ensinar e estimular o consumo de alimentos nutritivos e com consistência adequada para praticá-la. A função da mastigação é basicamente permitir que a criança tenha condições de complementar a sua alimentação além do leite, que será importante para o desenvolvimento físico, mental e dos maxilares. Consiste em preparar os alimentos para serem engolidos e digeridos, para depois serem absorvidos pelo organismo. O treino da mastigação deve ser estimulado oferecendo-se à criança alimentos com diferentes consistências (dura, seca e fibrosa). Alguns fatores podem produzir um atraso no desenvolvimento desta função, como por exemplo, o uso excessivo de alimentos liquidificados ou pastosos, uso da mamadeira ao invés da colher, pouca exposição a alimentos sólidos manipulados pela própria criança e preferência por alimentos industrializados. Isso sem falar nos hábitos, como o uso de chupeta e a sucção do dedo. Como consequência, observa-se alteração na tonicidade muscular e na posição dos dentes dentro da boca que, por sua vez, corroboram para que a mastigação não seja efetiva. Por isso, é muito importante que na infância os dentes e gengivas estejam saudáveis e o alimento tenha consistência adequada (dura, seca e fibrosa) para ser mastigado e triturado, proporcionando o estímulo necessário para o crescimento dos ossos maxilares, que deve ocorrer para receber a futura dentição permanente.   ___ Relator: Grupo de Trabalho de Saúde Oral da SPSP. Publicado em 27/12/2017. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta...]]>

Um sorriso saudável é, sem dúvida, um meio para as crianças começarem a formar relacionamentos e a sua autoestima. Porém nem sempre elas podem sorrir como gostariam, devido a problemas bucais que as colocam em desvantagem psicológica e social. A saúde bucal atualmente é também avaliada sob a reflexão da qualidade de vida, investigando não somente se a criança tem ou não alguma doença e sua gravidade, mas como estes problemas impactam nas suas atividades diárias, como por exemplo, dificuldades para comer, beber, falar, brincar, dormir, sorrir, frequentar a escola e seu relacionamento com os outros. Por isso, tendo em mente a importância da saúde oral para a qualidade de vida, o Momento Saúde desse mês traz dicas de hábitos saudáveis para a saúde bucal.

Aleitamento Materno: benefícios para a saúde oral

O aleitamento materno, além de alimentar o bebê, auxilia no desenvolvimento das funções orais e no crescimento adequado dos maxilares, prevenindo os dentes tortos (oclusopatias).

Sua prática também pode:
• favorecer o crescimento do complexo craniofacial e treinamento da musculatura bucal;
• auxiliar na realização adequada das funções de respiração e deglutição;
• reduzir as chances de adquirir hábitos nocivos e sucção não nutritiva (chupeta e mamadeira);
• melhorar a qualidade dos tecidos dentários e reduzir a prevalência dos defeitos de desenvolvimento do esmalte;
• diminuir o risco de cárie, evitando a introdução precoce do açúcar na dieta da criança.

Vale ressaltar que o aleitamento materno também prepara a musculatura da boca para a mastigação, uma vez que promove um adequado equilíbrio neuromuscular. Os movimentos de sucção e ordenha realizados pelo bebê para extrair o leite da mama exigem coordenação muscular e respiratória, que estimulam o desenvolvimento da face assim como a região das Articulações Temporomandibulares (ATMs). Com este treino, os músculos ganham força e potência necessárias para executar a função mastigatória de maneira mais adequada.

Controle e cuidados na utilização do açúcar

O açúcar ainda é considerado um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento da cárie dental, sendo recomendável sua restrição desde o nascimento até os dois anos de idade.

É importante entender que além de doces, balas ou chocolates, a criança pode estar exposta ao açúcar de outras formas. Ele pode estar presente em altas quantidades em diversos alimentos que são oferecidos ao bebê diariamente. Os salgadinhos e bolachas, mesmo não recomendáveis, são muito consumidos pelas crianças abaixo de dois anos no Brasil. Eles são mordiscados por um longo período de tempo e podem causar cárie (cariogenicidade) porque, ao ficarem retidos nos dentes, vão fermentar e produzir ácidos que descalcificam os dentes, levando a cárie. Os cereais são opções saudáveis, porém se estiverem caramelizados ou cobertos com açúcar, também podem ser causadores de cáries.

Além disso, a maioria dos sucos processados, extratos de soja e refrigerantes contém acidulante e são muito açucarados. O baixo Ph associado ao açúcar pode ser causador potencial de erosão e desenvolvimento de cárie.

Assim, as melhores opções são frutas, legumes e verduras. É recomendável evitar alimentos processados e sempre escovar os dentes quando o açúcar for inevitável.

Higiene oral

A cárie dentária pode ser prevenida?
Sim. A cárie dental é uma doença da boca. Para preveni-la, dois fatores são importantes: controlar o consumo de açúcar e a higiene bucal. A cárie pode afetar crianças desde a tenra idade podendo levar a quadro de dor, infecção e diminuição de qualidade de vida.

Quando devo iniciar a escovação dos dentes do meu filho?
A higiene oral com escova e pasta de dente deve começar assim que o primeiro dente de leite aparecer na boca da criança. Utilize escova com cerdas macias e cabeça pequena. A limpeza dos dentes, da gengiva e da língua deve ser feita seguindo as orientações do seu odontopediatra, sempre realizando os movimentos da escova de maneira delicada e sem pressa.

A partir de que idade devo usar pasta de dente com flúor?
É recomendável utilizar pastas com NO MÍNIMO 1.000ppm de flúor, desde o primeiro dente de leite. Em bebês que não sabem cuspir, utilizar quantidade equivalente a um grão de arroz cru e em crianças que sabem cuspir a quantidade equivalente a um grão de ervilha.

Quantas vezes por dia devo escovar os dentes do meu filho?
A escovação deve ser realizada duas a três vezes ao dia, principalmente antes de dormir.

Posso usar fio dental no bebê?
Sim. O fio ou fita dental devem ser usados uma vez ao dia, sempre que a criança apresente dentes juntos ou apinhados (justos).

Mastigação

A mastigação é uma atividade que deve ser aprendida desde cedo. Portanto, é de responsabilidade dos pais e cuidadores ensinar e estimular o consumo de alimentos nutritivos e com consistência adequada para praticá-la. A função da mastigação é basicamente permitir que a criança tenha condições de complementar a sua alimentação além do leite, que será importante para o desenvolvimento físico, mental e dos maxilares. Consiste em preparar os alimentos para serem engolidos e digeridos, para depois serem absorvidos pelo organismo. O treino da mastigação deve ser estimulado oferecendo-se à criança alimentos com diferentes consistências (dura, seca e fibrosa).

Alguns fatores podem produzir um atraso no desenvolvimento desta função, como por exemplo, o uso excessivo de alimentos liquidificados ou pastosos, uso da mamadeira ao invés da colher, pouca exposição a alimentos sólidos manipulados pela própria criança e preferência por alimentos industrializados. Isso sem falar nos hábitos, como o uso de chupeta e a sucção do dedo. Como consequência, observa-se alteração na tonicidade muscular e na posição dos dentes dentro da boca que, por sua vez, corroboram para que a mastigação não seja efetiva.

Por isso, é muito importante que na infância os dentes e gengivas estejam saudáveis e o alimento tenha consistência adequada (dura, seca e fibrosa) para ser mastigado e triturado, proporcionando o estímulo necessário para o crescimento dos ossos maxilares, que deve ocorrer para receber a futura dentição permanente.

collusor | Pixabay

 

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Relator:
Grupo de Trabalho de Saúde Oral da SPSP.

Publicado em 27/12/2017.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Traumatismo dentário na primeira infância: quais lesões podem ocorrer https://spsp.org.br/traumatismo-dentario-na-primeira-infancia-quais-lesoes-podem-ocorrer/ Tue, 22 Nov 2016 13:29:19 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1404 Os traumatismos dentários na primeira infância são muito comuns, devido principalmente às quedas que as crianças sofrem quando estão dando os primeiros passos. Por isso, as consultas regulares com os odontopediatras são fundamentais para a manutenção da saúde oral entre os pequenos, uma vez que a avaliação imediata pode prevenir sequelas. Dessa forma, nesse texto, o Grupo de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo traz as informações sobre as lesões mais comuns e seus tratamentos. Os traumatismos dentoalveolares podem ser classificados em: 1. Traumatismos dos tecidos dentários: podem variar desde uma trinca até uma fratura de esmalte (figura 1A), esmalte-dentina (figura 1B), exposição pulpar (canal do dente) e fraturas envolvendo a raiz do dente. Neste último caso, o tratamento vai depender da localização da fratura radicular, em que avaliaremos a possibilidade da permanência ou não do dente no arco dentário. Figura 1A – Fratura de esmalte Figura 1B – Fratura de esmalte-dentina 2. Traumatismos dos tecidos de sustentação: a gengiva e o osso alveolar são inevitavelmente afetados em qualquer traumatismo que envolva os dentes de leite. Eles são os responsáveis por “segurar” o dente e, dependendo da intensidade e direção do trauma, pode resultar em: – Concussão: o dente não apresenta mobilidade ou deslocamento, porém pode se tornar sensível ao toque ou à mastigação. Uma das orientações aos pais é que evitem oferecer chupeta e mamadeira para prevenir traumas adicionais à região. – Subluxação: o dente apresenta mobilidade anormal e sangramento na gengiva, porém não há deslocamento dental. O paciente relata grande sensibilidade ao toque e à mastigação (figura 2A). Figura 2A – Subluxação – Luxação lateral e extrusiva: o dente apresenta grande mobilidade e deslocamento, modificando a sua posição no arco dentário. – Luxação intrusiva: neste caso, o dente de leite é deslocado para o interior do alvéolo, devido a um impacto direcionado axialmente (vai de encontro com o germe do dente permanente). – Avulsão: quando ocorre o deslocamento completo do dente para fora do alvéolo. Não é indicado o reimplante de dente de leite. 3. Traumatismos dos tecidos moles: são traumatismos que causam injúrias aos tecidos orofaciais (língua, gengivas, lábios, freios labiais e lingual) e o tratamento vai depender da sua profundidade e extensão, podendo ser apenas uma contusão (edema e hematoma), uma abrasão (escoriações) ou até mesmo uma laceração. As lesões intrabucais superficiais normalmente cicatrizam sem tratamento e em geral sem complicações. Já as lesões mais profundas, muitas vezes, necessitam de uma sutura e medicação prescritas pelo odontopediatra. Independente do traumatismo e de sua intensidade, são recomendados retornos periódicos ao odontopediatra para avaliação clínica e radiográfica de possíveis sequelas que podem advir do trauma do dente de leite. Devido à relação de proximidade entre a raiz do dente de leite e o germe do dente permanente, o traumatismo no dente de leite pode potencialmente causar alterações no seu sucessor, seja por meio de contato direto ou inflamação/infecção proveniente do dente de leite. A ocorrência e a extensão dos distúrbios no dente permanente estão fortemente associadas à intensidade do trauma, ao estágio de formação do germe dentário, à força do impacto e ao tipo de trauma no dente decíduo. Assim, quanto mais jovem a criança no momento do trauma, maior o risco de desenvolver distúrbios no desenvolvimento do dente permanente sucessor. Portanto, a prevenção de traumatismos dentários na primeira infância passa por cuidados caseiros, como evitar o uso de sapatos tipo emborrachados e mais soltos no pé, andar de meia, proteger as quinas de mesas e bordas de piscina. É importante ressaltar que o traumatismo dentário deve ser imediatamente avaliado pelo odontopediatra, pois quanto mais precoce for realizado o atendimento, maiores são as possibilidades de tratamento e melhor o prognóstico. ___ Relatoras: Dra. Lúcia Coutinho e Dra. Liliana Takaoka Grupo de Trabalho Saúde Oral da SPSP. Publicado em 22/11/2016. photo credit: Rajiv63 | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

child-299949_640Os traumatismos dentários na primeira infância são muito comuns, devido principalmente às quedas que as crianças sofrem quando estão dando os primeiros passos. Por isso, as consultas regulares com os odontopediatras são fundamentais para a manutenção da saúde oral entre os pequenos, uma vez que a avaliação imediata pode prevenir sequelas. Dessa forma, nesse texto, o Grupo de Saúde Oral da Sociedade de Pediatria de São Paulo traz as informações sobre as lesões mais comuns e seus tratamentos.

Os traumatismos dentoalveolares podem ser classificados em:

1. Traumatismos dos tecidos dentários: podem variar desde uma trinca até uma fratura de esmalte (figura 1A), esmalte-dentina (figura 1B), exposição pulpar (canal do dente) e fraturas envolvendo a raiz do dente. Neste último caso, o tratamento vai depender da localização da fratura radicular, em que avaliaremos a possibilidade da permanência ou não do dente no arco dentário.

figura1a

Arquivo das autoras

Figura 1A – Fratura de esmalte

figura1b

Arquivo das autoras

Figura 1B – Fratura de esmalte-dentina

2. Traumatismos dos tecidos de sustentação: a gengiva e o osso alveolar são inevitavelmente afetados em qualquer traumatismo que envolva os dentes de leite. Eles são os responsáveis por “segurar” o dente e, dependendo da intensidade e direção do trauma, pode resultar em:
– Concussão: o dente não apresenta mobilidade ou deslocamento, porém pode se tornar sensível ao toque ou à mastigação. Uma das orientações aos pais é que evitem oferecer chupeta e mamadeira para prevenir traumas adicionais à região.
– Subluxação: o dente apresenta mobilidade anormal e sangramento na gengiva, porém não há deslocamento dental. O paciente relata grande sensibilidade ao toque e à mastigação (figura 2A).

Arquivo das autoras

Arquivo das autoras

Figura 2A – Subluxação

– Luxação lateral e extrusiva: o dente apresenta grande mobilidade e deslocamento, modificando a sua posição no arco dentário.
– Luxação intrusiva: neste caso, o dente de leite é deslocado para o interior do alvéolo, devido a um impacto direcionado axialmente (vai de encontro com o germe do dente permanente).
– Avulsão: quando ocorre o deslocamento completo do dente para fora do alvéolo. Não é indicado o reimplante de dente de leite.

3. Traumatismos dos tecidos moles: são traumatismos que causam injúrias aos tecidos orofaciais (língua, gengivas, lábios, freios labiais e lingual) e o tratamento vai depender da sua profundidade e extensão, podendo ser apenas uma contusão (edema e hematoma), uma abrasão (escoriações) ou até mesmo uma laceração. As lesões intrabucais superficiais normalmente cicatrizam sem tratamento e em geral sem complicações. Já as lesões mais profundas, muitas vezes, necessitam de uma sutura e medicação prescritas pelo odontopediatra.

Independente do traumatismo e de sua intensidade, são recomendados retornos periódicos ao odontopediatra para avaliação clínica e radiográfica de possíveis sequelas que podem advir do trauma do dente de leite.

Devido à relação de proximidade entre a raiz do dente de leite e o germe do dente permanente, o traumatismo no dente de leite pode potencialmente causar alterações no seu sucessor, seja por meio de contato direto ou inflamação/infecção proveniente do dente de leite. A ocorrência e a extensão dos distúrbios no dente permanente estão fortemente associadas à intensidade do trauma, ao estágio de formação do germe dentário, à força do impacto e ao tipo de trauma no dente decíduo.

Assim, quanto mais jovem a criança no momento do trauma, maior o risco de desenvolver distúrbios no desenvolvimento do dente permanente sucessor. Portanto, a prevenção de traumatismos dentários na primeira infância passa por cuidados caseiros, como evitar o uso de sapatos tipo emborrachados e mais soltos no pé, andar de meia, proteger as quinas de mesas e bordas de piscina. É importante ressaltar que o traumatismo dentário deve ser imediatamente avaliado pelo odontopediatra, pois quanto mais precoce for realizado o atendimento, maiores são as possibilidades de tratamento e melhor o prognóstico.

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Relatoras:
Dra. Lúcia Coutinho e Dra. Liliana Takaoka
Grupo de Trabalho Saúde Oral da SPSP.

Publicado em 22/11/2016.
photo credit: Rajiv63 | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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A internet como fonte de informação de saúde oral https://spsp.org.br/a-internet-como-fonte-de-informacao-de-saude-oral/ Thu, 06 Oct 2016 17:36:58 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1388 A facilidade de acesso à internet, através dos smartphones, deixou a busca por entretenimento e informação muito mais rápida e fácil. No entanto, nesse novo cenário, uma nova questão se coloca: é seguro obter informações de saúde oral na internet? A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) conversou com o Grupo de Saúde Oral da SPSP sobre o assunto. Veja: 1. O uso de informações disponíveis na internet por pacientes e pela população em geral é bem visto pelos profissionais de odontologia? Sim, desde que as informações sejam confiáveis e condizentes com os protocolos das principais instituições de classe e órgãos regulatórios da área, como, por exemplo: Conselho Federal de Odontologia (CFO), Conselho Regional de Odontologia (CRO), Associação Brasileira de Odontopediatria (AB-Odontopediatria), Ministério da Saúde (MS), Associação Latinoamericana de Odontopediatria (ALOP) e International Association of Paediatric Dentistry (IAPD), entre outros. 2. Como o Grupo de Saúde Oral enxerga a disponibilidade de diversos materiais em vídeos na internet sobre procedimentos bucais? O momento atual de produção de conteúdos, facilitado pelos diversos equipamentos e aplicativos disponíveis, leva a uma distribuição de material educacional que pode ser benéfica ou não. Sendo assim, o que há de confiável pode e deve ser seguido e compartilhado (ex: produções acadêmicas, de professores e pesquisadores renomados, de resultados de pesquisas confiáveis), mas o que é embasado em “achômetros” e crendices deve ser descartado, pois não é digno de confiança. Por isso, tudo o que se observa divulgado na internet deve ser checado e confirmado: a população precisa aprender a reconhecer e diferenciar a informação segura da crendice, apresentada com finalidade de marketing pessoal. 3. Quanto a crescente utilização de aplicativos de trocas de mensagem por paciente e seu dentista, é possível afirmar que o isso tem favorecido e fortalecido a relação entre ambos? Sim, desde que haja uma relação respeitosa e de confiança entre ambas as partes. Além disso, é importante lembrar que diagnóstico e tratamento não podem e não devem ser estabelecidos sem a avaliação clinica. 4. O brasileiro que não tem condições de frequentar um dentista regularmente e/ou que vive em regiões afastadas de grandes centros, pode considerar a internet uma fonte para a prevenção de doenças bucais ou, ao contrário, deve considerar os riscos de se atentar a essas informações? Ele pode considerar como fonte de informação, desde que a mesma seja segura e oriunda de profissionais e entidades de classe, como dissemos anteriormente. Além disso, cabe ressaltar que, apesar de haver protocolos definidos para cada situação, o ser humano é único e nem sempre um tratamento que deu resultado positivo para um paciente adequa-se a todos os outros, na mesma situação. Por isso, é muito importante que o paciente seja examinado pelo dentista, para que ele tenha um tratamento adequado e individualizado, porque a internet jamais deve substituir a consulta. 5. No que concerne as políticas públicas da promoção de saúde oral no Brasil, existe preocupação com a prevenção ou o foco é no tratamento para os problemas bucais e estéticos? O foco não é voltado exclusivamente a problemas bucais e estéticos. Existe um grande foco preventivo. Inclusive, o Ministério de Saúde orienta para que as ações de saúde bucal sejam integradas tanto do ponto de vista preventivo como curativo, sempre estimulado os aspectos educativos no que diz respeito ao cuidado com a saúde bucal desde a gestação até a 1ª infância. 6. Sobre a saúde bucal infantil, quais as principais medidas que o governo, os pais, os dentistas, as clínicas e os veículos de informação poderiam tomar em busca de melhorar as práticas de prevenção? Há diversos programas governamentais importantes, como o Saúde na Escola, por exemplo, que abraça atividades planejadas para que nossas crianças possam compreender a prevenção e o cuidado que devem ter com a saúde bucal. Os diversos cursos de Odontologia também desenvolvem projetos sociais de extremada relevância, pois levam conhecimento e saúde a lugares de baixa renda do País. Por isso, os pais e profissionais, onde quer que estejam inseridos, podem e devem buscar meios de instruir os pequenos para que sua saúde bucal seja cuidada da melhor maneira possível, com informação atualizada e relevante. Hoje existem aplicativos que auxiliam as crianças na higiene oral, mostrando que a atenção nesse momento envolve tempo e dedicação para ser feita da maneira correta. Pais atentos promovem a saúde bucal de seus filhos e preservam seu sorriso pelos seus muitos anos de vida! ___ Relator: Grupo de Saúde Oral da SPSP Publicado em 6/10/2016. photo credit: wjgomes | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

boy-676122_640A facilidade de acesso à internet, através dos smartphones, deixou a busca por entretenimento e informação muito mais rápida e fácil. No entanto, nesse novo cenário, uma nova questão se coloca: é seguro obter informações de saúde oral na internet? A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) conversou com o Grupo de Saúde Oral da SPSP sobre o assunto. Veja:

1. O uso de informações disponíveis na internet por pacientes e pela população em geral é bem visto pelos profissionais de odontologia?
Sim, desde que as informações sejam confiáveis e condizentes com os protocolos das principais instituições de classe e órgãos regulatórios da área, como, por exemplo: Conselho Federal de Odontologia (CFO), Conselho Regional de Odontologia (CRO), Associação Brasileira de Odontopediatria (AB-Odontopediatria), Ministério da Saúde (MS), Associação Latinoamericana de Odontopediatria (ALOP) e International Association of Paediatric Dentistry (IAPD), entre outros.

2. Como o Grupo de Saúde Oral enxerga a disponibilidade de diversos materiais em vídeos na internet sobre procedimentos bucais?
O momento atual de produção de conteúdos, facilitado pelos diversos equipamentos e aplicativos disponíveis, leva a uma distribuição de material educacional que pode ser benéfica ou não. Sendo assim, o que há de confiável pode e deve ser seguido e compartilhado (ex: produções acadêmicas, de professores e pesquisadores renomados, de resultados de pesquisas confiáveis), mas o que é embasado em “achômetros” e crendices deve ser descartado, pois não é digno de confiança. Por isso, tudo o que se observa divulgado na internet deve ser checado e confirmado: a população precisa aprender a reconhecer e diferenciar a informação segura da crendice, apresentada com finalidade de marketing pessoal.

3. Quanto a crescente utilização de aplicativos de trocas de mensagem por paciente e seu dentista, é possível afirmar que o isso tem favorecido e fortalecido a relação entre ambos?
Sim, desde que haja uma relação respeitosa e de confiança entre ambas as partes. Além disso, é importante lembrar que diagnóstico e tratamento não podem e não devem ser estabelecidos sem a avaliação clinica.

4. O brasileiro que não tem condições de frequentar um dentista regularmente e/ou que vive em regiões afastadas de grandes centros, pode considerar a internet uma fonte para a prevenção de doenças bucais ou, ao contrário, deve considerar os riscos de se atentar a essas informações?
Ele pode considerar como fonte de informação, desde que a mesma seja segura e oriunda de profissionais e entidades de classe, como dissemos anteriormente. Além disso, cabe ressaltar que, apesar de haver protocolos definidos para cada situação, o ser humano é único e nem sempre um tratamento que deu resultado positivo para um paciente adequa-se a todos os outros, na mesma situação. Por isso, é muito importante que o paciente seja examinado pelo dentista, para que ele tenha um tratamento adequado e individualizado, porque a internet jamais deve substituir a consulta.

5. No que concerne as políticas públicas da promoção de saúde oral no Brasil, existe preocupação com a prevenção ou o foco é no tratamento para os problemas bucais e estéticos?
O foco não é voltado exclusivamente a problemas bucais e estéticos. Existe um grande foco preventivo. Inclusive, o Ministério de Saúde orienta para que as ações de saúde bucal sejam integradas tanto do ponto de vista preventivo como curativo, sempre estimulado os aspectos educativos no que diz respeito ao cuidado com a saúde bucal desde a gestação até a 1ª infância.

6. Sobre a saúde bucal infantil, quais as principais medidas que o governo, os pais, os dentistas, as clínicas e os veículos de informação poderiam tomar em busca de melhorar as práticas de prevenção?
Há diversos programas governamentais importantes, como o Saúde na Escola, por exemplo, que abraça atividades planejadas para que nossas crianças possam compreender a prevenção e o cuidado que devem ter com a saúde bucal. Os diversos cursos de Odontologia também desenvolvem projetos sociais de extremada relevância, pois levam conhecimento e saúde a lugares de baixa renda do País. Por isso, os pais e profissionais, onde quer que estejam inseridos, podem e devem buscar meios de instruir os pequenos para que sua saúde bucal seja cuidada da melhor maneira possível, com informação atualizada e relevante. Hoje existem aplicativos que auxiliam as crianças na higiene oral, mostrando que a atenção nesse momento envolve tempo e dedicação para ser feita da maneira correta. Pais atentos promovem a saúde bucal de seus filhos e preservam seu sorriso pelos seus muitos anos de vida!

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Relator:
Grupo de Saúde Oral da SPSP

Publicado em 6/10/2016.
photo credit: wjgomes | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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