obesidade – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 26 Aug 2026 13:22:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png obesidade – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Um dia para celebrar e cuidar da gestante  https://spsp.org.br/um-dia-para-celebrar-e-cuidar-da-gestante/ Sat, 15 Aug 2026 14:57:19 +0000 https://spsp.org.br/?p=58338 O dia 15 de agosto é dedicado à saúde e ao bem-estar das gestantes. Instituído pela Lei Estadual nº 10.822/2001 em São Paulo, o Dia da Gestante logo ganhou reconhecimento nacional. Recentemente, a Lei Federal nº 15.221/25 reforçou essa data ao instituir a Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com as Gestantes e as Mães, celebrada anualmente na semana do dia 15 de agosto. A legislação tem como principais metas:  ● Divulgar os direitos e cuidados relacionados à saúde da mulher durante a gestação, o parto, o pós-parto e a primeira infância, com ênfase nos primeiros mil dias de vida do bebê  ● Valorizar o cuidado paterno e o envolvimento da família nesse momento tão especial ● Incentivar a amamentação, reconhecendo seus benefícios para a saúde da mãe e do bebê ● Prevenir acidentes domésticos e combater a exposição precoce das crianças a telas e a alimentos que contribuem para a obesidade, seguindo orientações do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria. A gestação é um período de intensas transformações físicas e emocionais. Por isso, o acompanhamento pré-natal regular é fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê. As consultas periódicas permitem identificar precocemente possíveis complicações e garantir um parto mais seguro. Toda gestante tem direitos garantidos por lei, incluindo: Assistência humanizada durante a gestação, pré-parto, parto e puerpério; Licença-maternidade e garantia de vínculo empregatício; Atendimento prioritário e reserva de assentos preferenciais em locais públicos e Acesso a um pré-natal de qualidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A nova lei destaca a importância de prevenir a obesidade infantil desde os primeiros dias de vida. Durante a gestação, é essencial manter uma alimentação equilibrada, com orientação médica, e evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, que podem contribuir para problemas de saúde futuros. O Dia da Gestante é uma oportunidade para celebrar a vida, mas também para refletir sobre a importância dos cuidados adequados durante esse período transformador.  Informe-se, cuide-se e compartilhe essas orientações com outras gestantes. A gestação é um momento único, e cada gestante merece vivenciá-lo com saúde, respeito e acolhimento. Relator: Theo LernerPresidente do Departamento Científico de Ginecologia e Obstetrícia da SPSP]]>

O dia 15 de agosto é dedicado à saúde e ao bem-estar das gestantes. Instituído pela Lei Estadual nº 10.822/2001 em São Paulo, o Dia da Gestante logo ganhou reconhecimento nacional. Recentemente, a Lei Federal nº 15.221/25 reforçou essa data ao instituir a Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com as Gestantes e as Mães, celebrada anualmente na semana do dia 15 de agosto.

A legislação tem como principais metas: 

● Divulgar os direitos e cuidados relacionados à saúde da mulher durante a gestação, o parto, o pós-parto e a primeira infância, com ênfase nos primeiros mil dias de vida do bebê 

● Valorizar o cuidado paterno e o envolvimento da família nesse momento tão especial

● Incentivar a amamentação, reconhecendo seus benefícios para a saúde da mãe e do bebê

● Prevenir acidentes domésticos e combater a exposição precoce das crianças a telas e a alimentos que contribuem para a obesidade, seguindo orientações do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria.

A gestação é um período de intensas transformações físicas e emocionais. Por isso, o acompanhamento pré-natal regular é fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê. As consultas periódicas permitem identificar precocemente possíveis complicações e garantir um parto mais seguro.

Toda gestante tem direitos garantidos por lei, incluindo: Assistência humanizada durante a gestação, pré-parto, parto e puerpério; Licença-maternidade e garantia de vínculo empregatício; Atendimento prioritário e reserva de assentos preferenciais em locais públicos e Acesso a um pré-natal de qualidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A nova lei destaca a importância de prevenir a obesidade infantil desde os primeiros dias de vida. Durante a gestação, é essencial manter uma alimentação equilibrada, com orientação médica, e evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, que podem contribuir para problemas de saúde futuros.

O Dia da Gestante é uma oportunidade para celebrar a vida, mas também para refletir sobre a importância dos cuidados adequados durante esse período transformador. 

Informe-se, cuide-se e compartilhe essas orientações com outras gestantes.

A gestação é um momento único, e cada gestante merece vivenciá-lo com saúde, respeito e acolhimento.

Relator:

Theo Lerner
Presidente do Departamento Científico de Ginecologia e Obstetrícia da SPSP

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Colesterol alto também é coisa de criança: a prevenção começa na infância https://spsp.org.br/colesterol-alto-tambem-e-coisa-de-crianca-a-prevencao-comeca-na-infancia/ Fri, 07 Aug 2026 13:54:13 +0000 https://spsp.org.br/?p=58126 Quando pensamos em colesterol alto, é natural imaginar um problema que aparece apenas na vida adulta. No entanto, essa alteração também pode estar presente na infância e na adolescência, geralmente de forma silenciosa. É justamente por não causar sintomas que o colesterol elevado costuma passar despercebido, tornando o diagnóstico precoce um importante aliado na prevenção das doenças cardiovasculares. O colesterol é uma gordura essencial para o organismo. Ele participa da formação das células, da produção de hormônios e da vitamina D, entre outras funções. O problema surge quando há excesso do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”. Ao longo dos anos, esse excesso pode se depositar nas paredes das artérias, favorecendo o desenvolvimento da aterosclerose. Já o HDL, chamado de “colesterol bom”, ajuda a retirar parte dessa gordura da circulação e exerce um efeito protetor. Hoje sabemos que a aterosclerose, responsável por infartos e acidentes vasculares cerebrais na vida adulta, pode começar ainda na infância. Embora os sintomas só apareçam décadas depois, os fatores de risco costumam estar presentes desde cedo. Por isso, cuidar da saúde cardiovascular das crianças significa investir na saúde dos adultos que elas se tornarão. No consultório, é comum que pais e responsáveis se surpreendam quando um exame de sangue revela colesterol elevado em uma criança aparentemente saudável. Afinal, ela brinca, corre, cresce normalmente e não sente absolutamente nada. Diferentemente de muitas doenças, o colesterol alto quase nunca dá sinais de alerta. Na maioria das vezes, ele é descoberto durante uma consulta de rotina ou quando o pediatra investiga um histórico familiar sugestivo. Essa situação é mais frequente do que muitos imaginam. Estima-se que cerca de uma em cada cinco crianças e adolescentes apresente alguma alteração no perfil lipídico. O aumento da obesidade infantil, do sedentarismo e do consumo de alimentos ultraprocessados contribui para esse cenário. Entretanto, nem sempre a alimentação é a principal responsável. Existe uma condição genética chamada hipercolesterolemia familiar, em que a criança já nasce com níveis elevados de colesterol LDL. Nesses casos, mesmo sendo magra, praticando atividade física e mantendo uma alimentação equilibrada, ela pode apresentar colesterol alto. Sem diagnóstico e tratamento adequados, o risco de desenvolver doença cardiovascular precocemente é significativamente maior. Por esse motivo, conhecer o histórico de saúde da família é fundamental. Casos de colesterol muito elevado, infarto ou acidente vascular cerebral em idade precoce podem indicar a necessidade de uma investigação antecipada. Além disso, algumas condições aumentam o risco de alterações no colesterol, como excesso de peso, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doença renal crônica e outras doenças crônicas. Atualmente, recomenda-se que todas as crianças realizem uma avaliação do perfil lipídico entre 9 e 11 anos de idade, repetindo o rastreamento entre 17 e 21 anos. Nos casos em que existem fatores de risco ou história familiar importante, essa investigação pode ser indicada mais cedo, sempre com orientação do pediatra. A recomendação do rastreamento universal existe porque muitas crianças com colesterol elevado não apresentam obesidade, não têm sintomas e sequer possuem um histórico familiar conhecido. Se apenas aquelas consideradas de maior risco fossem investigadas, um número importante de crianças permaneceria sem diagnóstico. Quando uma alteração é identificada, o primeiro passo do tratamento é promover mudanças no estilo de vida. Mais do que restringir alimentos, o objetivo é construir hábitos saudáveis que possam acompanhar a criança por toda a vida. Uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijões, cereais integrais, leite e derivados, carnes magras e peixes, deve fazer parte da rotina familiar. Em contrapartida, refrigerantes, bebidas açucaradas, embutidos, salgadinhos, biscoitos recheados, doces e outros alimentos ultraprocessados devem ser consumidos apenas ocasionalmente. A prática regular de atividade física é outro pilar fundamental. Não é preciso que a criança seja atleta: brincar ao ar livre, andar de bicicleta, correr, dançar, nadar ou jogar bola já traz benefícios importantes para o coração. Da mesma forma, reduzir o tempo de telas favorece um estilo de vida mais ativo. Talvez a mensagem mais importante seja que nenhuma criança muda seus hábitos sozinha. Alimentação saudável, atividade física e uma rotina equilibrada são construídas dentro de casa. Quando toda a família participa, as mudanças deixam de ser uma obrigação e passam a fazer parte do dia a dia de forma natural. Em algumas situações, especialmente na hipercolesterolemia familiar, as mudanças no estilo de vida não são suficientes para controlar os níveis de colesterol. Nesses casos, o acompanhamento especializado é essencial para definir o momento adequado de iniciar o tratamento medicamentoso, quando necessário. O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado em 8 de agosto, é uma oportunidade para lembrar que a prevenção das doenças cardiovasculares começa muito antes da vida adulta. Conhecer o histórico familiar, manter consultas regulares com o pediatra, realizar os exames quando indicados e incentivar hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida são atitudes capazes de reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares no futuro. Cuidar do colesterol na infância vai muito além de evitar um exame alterado. É oferecer às crianças a oportunidade de crescer com mais saúde e construir, desde cedo, um futuro com um coração mais saudável. Relatoras: Natália Tonon DominguesMédica Pediatra e Endocrinologista Pediátrica pela Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB-UNESP)Mestrado e Doutorado pela FMB-UNESPMembro dos Departamentos Científicos de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários, Endocrinologia e Nutrição da SPSPMembro do Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes da SPSP Lygia Mendes dos Santos BörderMédica Pediatra pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP)Mestre em Ciências da Saúde pelo IAMSPE – Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público EstadualVice-Presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSPMembro do Núcleo de Estudos dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) da SPSP]]>

Quando pensamos em colesterol alto, é natural imaginar um problema que aparece apenas na vida adulta. No entanto, essa alteração também pode estar presente na infância e na adolescência, geralmente de forma silenciosa. É justamente por não causar sintomas que o colesterol elevado costuma passar despercebido, tornando o diagnóstico precoce um importante aliado na prevenção das doenças cardiovasculares.

O colesterol é uma gordura essencial para o organismo. Ele participa da formação das células, da produção de hormônios e da vitamina D, entre outras funções. O problema surge quando há excesso do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”. Ao longo dos anos, esse excesso pode se depositar nas paredes das artérias, favorecendo o desenvolvimento da aterosclerose. Já o HDL, chamado de “colesterol bom”, ajuda a retirar parte dessa gordura da circulação e exerce um efeito protetor.

Hoje sabemos que a aterosclerose, responsável por infartos e acidentes vasculares cerebrais na vida adulta, pode começar ainda na infância. Embora os sintomas só apareçam décadas depois, os fatores de risco costumam estar presentes desde cedo. Por isso, cuidar da saúde cardiovascular das crianças significa investir na saúde dos adultos que elas se tornarão.

No consultório, é comum que pais e responsáveis se surpreendam quando um exame de sangue revela colesterol elevado em uma criança aparentemente saudável. Afinal, ela brinca, corre, cresce normalmente e não sente absolutamente nada. Diferentemente de muitas doenças, o colesterol alto quase nunca dá sinais de alerta. Na maioria das vezes, ele é descoberto durante uma consulta de rotina ou quando o pediatra investiga um histórico familiar sugestivo.

Essa situação é mais frequente do que muitos imaginam. Estima-se que cerca de uma em cada cinco crianças e adolescentes apresente alguma alteração no perfil lipídico. O aumento da obesidade infantil, do sedentarismo e do consumo de alimentos ultraprocessados contribui para esse cenário. Entretanto, nem sempre a alimentação é a principal responsável.

Existe uma condição genética chamada hipercolesterolemia familiar, em que a criança já nasce com níveis elevados de colesterol LDL. Nesses casos, mesmo sendo magra, praticando atividade física e mantendo uma alimentação equilibrada, ela pode apresentar colesterol alto. Sem diagnóstico e tratamento adequados, o risco de desenvolver doença cardiovascular precocemente é significativamente maior.

Por esse motivo, conhecer o histórico de saúde da família é fundamental. Casos de colesterol muito elevado, infarto ou acidente vascular cerebral em idade precoce podem indicar a necessidade de uma investigação antecipada. Além disso, algumas condições aumentam o risco de alterações no colesterol, como excesso de peso, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doença renal crônica e outras doenças crônicas.

Atualmente, recomenda-se que todas as crianças realizem uma avaliação do perfil lipídico entre 9 e 11 anos de idade, repetindo o rastreamento entre 17 e 21 anos. Nos casos em que existem fatores de risco ou história familiar importante, essa investigação pode ser indicada mais cedo, sempre com orientação do pediatra.

A recomendação do rastreamento universal existe porque muitas crianças com colesterol elevado não apresentam obesidade, não têm sintomas e sequer possuem um histórico familiar conhecido. Se apenas aquelas consideradas de maior risco fossem investigadas, um número importante de crianças permaneceria sem diagnóstico.

Quando uma alteração é identificada, o primeiro passo do tratamento é promover mudanças no estilo de vida. Mais do que restringir alimentos, o objetivo é construir hábitos saudáveis que possam acompanhar a criança por toda a vida.

Uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijões, cereais integrais, leite e derivados, carnes magras e peixes, deve fazer parte da rotina familiar. Em contrapartida, refrigerantes, bebidas açucaradas, embutidos, salgadinhos, biscoitos recheados, doces e outros alimentos ultraprocessados devem ser consumidos apenas ocasionalmente.

A prática regular de atividade física é outro pilar fundamental. Não é preciso que a criança seja atleta: brincar ao ar livre, andar de bicicleta, correr, dançar, nadar ou jogar bola já traz benefícios importantes para o coração. Da mesma forma, reduzir o tempo de telas favorece um estilo de vida mais ativo.

Talvez a mensagem mais importante seja que nenhuma criança muda seus hábitos sozinha. Alimentação saudável, atividade física e uma rotina equilibrada são construídas dentro de casa. Quando toda a família participa, as mudanças deixam de ser uma obrigação e passam a fazer parte do dia a dia de forma natural.

Em algumas situações, especialmente na hipercolesterolemia familiar, as mudanças no estilo de vida não são suficientes para controlar os níveis de colesterol. Nesses casos, o acompanhamento especializado é essencial para definir o momento adequado de iniciar o tratamento medicamentoso, quando necessário.

O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado em 8 de agosto, é uma oportunidade para lembrar que a prevenção das doenças cardiovasculares começa muito antes da vida adulta. Conhecer o histórico familiar, manter consultas regulares com o pediatra, realizar os exames quando indicados e incentivar hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida são atitudes capazes de reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares no futuro.

Cuidar do colesterol na infância vai muito além de evitar um exame alterado. É oferecer às crianças a oportunidade de crescer com mais saúde e construir, desde cedo, um futuro com um coração mais saudável.

Relatoras:

Natália Tonon Domingues
Médica Pediatra e Endocrinologista Pediátrica pela Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB-UNESP)
Mestrado e Doutorado pela FMB-UNESP
Membro dos Departamentos Científicos de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários, Endocrinologia e Nutrição da SPSP
Membro do Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes da SPSP

Lygia Mendes dos Santos Börder
Médica Pediatra pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP)
Mestre em Ciências da Saúde pelo IAMSPE – Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual
Vice-Presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP
Membro do Núcleo de Estudos dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) da SPSP

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Sedentarismo: um problema de saúde pública que começa na infância https://spsp.org.br/sedentarismo-um-problema-de-saude-publica-que-comeca-na-infancia/ Tue, 10 Mar 2026 13:40:01 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55376 O sedentarismo já é uma das principais causas de adoecimento e morte no mundo e começa cada vez mais cedo. Segundo a Organização Mundial]]>

O sedentarismo já é uma das principais causas de adoecimento e morte no mundo e começa cada vez mais cedo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente um terço da população adulta mundial é fisicamente inativa e cerca de 5 milhões de mortes por ano estão associadas à inatividade física. Estima-se ainda que, entre 2020 e 2030, quase 500 milhões de pessoas poderão desenvolver doenças cardiovasculares, obesidade ou outras condições relacionadas à inatividade física, caso não haja mudanças estruturais nas políticas públicas globais.

No Brasil, o cenário também preocupa: cerca de 47% dos adultos são sedentários, e aproximadamente 300 mil mortes anuais estão associadas a doenças relacionadas à inatividade física. O dado mais alarmante, porém, está entre os jovens: aproximadamente 84% não atingem níveis adequados de atividade física.

O problema começa cedo

A recomendação é clara: crianças e adolescentes devem acumular pelo menos 60 minutos diários de atividade física de intensidade moderada a vigorosa. Entretanto, análise global publicada no The Lancet Child & Adolescent Health, envolvendo 1,6 milhão de adolescentes de 146 países, demonstrou que 81% dos jovens entre 11 e 17 anos são insuficientemente ativos. Entre meninas, esse percentual chega a 84,7%, sem melhora significativa ao longo dos anos.

Além da baixa prática de atividade física, observa-se aumento progressivo do tempo em comportamento sedentário, especialmente diante de telas. É importante destacar que comportamento sedentário e atividade física não são opostos absolutos: longos períodos sentados representam fator de risco independente para doenças crônicas, mesmo entre pessoas que praticam exercício regularmente. Ou seja, não basta “fazer exercício” algumas vezes por semana; é necessário reduzir o tempo total de inatividade ao longo do dia.

Muito além das doenças no futuro

Quando falamos em sedentarismo, muitas vezes pensamos apenas nas doenças crônicas da vida adulta. No entanto, seus efeitos já são observados na infância e adolescência.

A prática regular de atividade física está associada a melhor aptidão cardiorrespiratória, maior força e resistência muscular, melhor mineralização óssea, melhora do perfil metabólico, redução da pressão arterial, melhor desempenho cognitivo e maior autoestima.

Por outro lado, a prática insuficiente de atividade física está relacionada ao aumento do sobrepeso e obesidade, prejuízo funcional musculoesquelético, piora da qualidade do sono, maior vulnerabilidade emocional e redução da competência motora. São impactos que já se manifestam no presente e podem se perpetuar ao longo da vida.

Não é só sedentarismo

O problema não é apenas “não praticar esporte”, mas as consequências desse padrão de comportamento. Nos últimos anos, o conceito de Tríade da Inatividade Pediátrica tem ampliado a compreensão sobre os impactos do sedentarismo na infância. Essa tríade é composta por três elementos inter-relacionados:

  1. Transtorno do Déficit de Exercício – níveis de atividade física abaixo do recomendado, configurando condição pré-mórbida;
  2. Dinapenia Pediátrica – baixos níveis de força e potência muscular;
  3. Analfabetismo físico (ou motor) – falta de competência, confiança e motivação para se engajar em atividades físicas.

Essa abordagem mostra que não estamos falando apenas de ausência de movimento, mas de um comprometimento progressivo do desenvolvimento motor, musculoesquelético, cardiometabólico e psicossocial. Crianças com baixa competência motora tendem a evitar atividades físicas, e ao evitar o movimento desenvolvem menor força, menor desempenho e maior frustração, entrando em um ciclo de inatividade que se retroalimenta.

O papel do pediatra

Diante desse cenário, o pediatra ocupa posição estratégica. Assim como avaliamos peso, estatura e pressão arterial, o nível de atividade física deve ser considerado um indicador essencial da saúde pediátrica. A avaliação da prática de atividade física precisa fazer parte da anamnese de rotina, incluindo investigação do tempo de tela e do padrão de movimento da criança e da família. Mais do que identificar “sedentarismo”, é fundamental reconhecer o Transtorno do Déficit de Exercício como condição prevenível.

A consulta pediátrica é um espaço privilegiado para:

  • Detectar precocemente fatores de risco cardiometabólicos;
    • Estabelecer metas progressivas e realistas;
    • Engajar pais como modelos ativos;
    • Identificar e trabalhar barreiras familiares e sociais;
    • Incentivar experiências motoras positivas desde a primeira infância.

Promover atividade física não é recomendação acessória. É intervenção clínica estruturante.

Um compromisso coletivo

Se mantido o ritmo atual, a meta global de redução da inatividade física até 2030 dificilmente será alcançada. O enfrentamento do sedentarismo pediátrico exige integração entre saúde, escola e família; ampliação de espaços seguros; educação motora desde os primeiros anos de vida; redução do tempo de tela; e fortalecimento de políticas públicas intersetoriais.

Neste 10 de março, o Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo nos convida à reflexão. Combater o sedentarismo não é apenas prevenir doenças futuras. É proteger o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional de uma geração. E o pediatra tem papel fundamental nessa transformação.

 

Relatora:

Brizza Valeria Foianini Biassi
Membro do Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da SPSP 

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Obesidade: um importante problema de saúde pública https://spsp.org.br/obesidade-um-importante-problema-de-saude-publica/ Thu, 05 Mar 2026 14:35:49 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55328 O Dia Mundial da Obesidade foi criado em 2015 pela Federação Mundial da Obesidade para unir esforços de países, profissionais de saúde e da sociedade no enfrentamento da obesidade]]>

O Dia Mundial da Obesidade foi criado em 2015 pela Federação Mundial da Obesidade para unir esforços de países, profissionais de saúde e da sociedade no enfrentamento da obesidade. Desde 2020, a data é celebrada todos os anos em 4 de março, servindo como um momento global de reflexão, informação e mobilização.

O principal objetivo da data é chamar a atenção para a obesidade como um importante problema de saúde pública, incentivar a prevenção e ampliar o acesso ao tratamento. Também busca reduzir o preconceito contra pessoas que vivem com obesidade e estimular governos e instituições a adotarem políticas que promovam ambientes mais saudáveis.

Diversas organizações internacionais participam dessa iniciativa, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Em muitos países, sociedades científicas, universidades e associações de profissionais de saúde organizam campanhas educativas, eventos e ações de conscientização.

A cada ano, o Dia Mundial da Obesidade apresenta um tema específico para ampliar o debate. As campanhas procuram informar a população sobre os riscos da obesidade, incentivar hábitos saudáveis e mostrar que o problema é complexo, envolvendo fatores biológicos, sociais e ambientais – e não apenas escolhas individuais.

Desafios para prevenir a obesidade

Apesar de décadas de campanhas de saúde pública, ainda existem lacunas importantes no conhecimento da população sobre obesidade, suas consequências e formas de tratamento. Estudos mostram que muitas pessoas não reconhecem corretamente seu próprio peso ou subestimam o impacto de hábitos como atividade física regular na manutenção da saúde. Além disso, nem sempre os profissionais de saúde abordam o tema de forma ativa nas consultas, o que pode atrasar a identificação do problema e o início de estratégias de controle do peso.

Outro desafio importante é o estigma associado à obesidade. Preconceito, discriminação e mensagens negativas podem causar sofrimento psicológico, isolamento social e até dificultar que as pessoas busquem ajuda ou adotem hábitos saudáveis. Por isso, campanhas de saúde precisam informar sobre os riscos da obesidade sem reforçar estereótipos ou culpabilizar indivíduos, reconhecendo que se trata de uma condição complexa, influenciada por fatores biológicos, sociais e ambientais.

Também é fundamental considerar o papel dos chamados “ambientes obesogênicos” – contextos que favorecem o ganho de peso. Em muitas cidades, há grande oferta de alimentos ultraprocessados e calóricos, porções cada vez maiores, intensa publicidade de produtos pouco saudáveis e poucas oportunidades para atividade física segura. Esse cenário mostra que a prevenção da obesidade não depende apenas de decisões individuais, mas também de políticas públicas e mudanças no ambiente que facilitem escolhas mais saudáveis.

Assim, o Dia Mundial da Obesidade reforça que enfrentar esse problema exige informação, empatia e ação coletiva, envolvendo indivíduos, profissionais de saúde, governos e toda a sociedade na construção de ambientes mais saudáveis.

Caminhos para o futuro

Especialistas destacam que o enfrentamento da obesidade exige ações contínuas ao longo de todo o ano, e não apenas campanhas pontuais. O Dia Mundial da Obesidade deve servir como um ponto de partida para programas permanentes de prevenção, educação e cuidado.

Também é essencial reduzir desigualdades. A obesidade atinge de forma mais intensa populações socialmente vulneráveis, que muitas vezes vivem em ambientes com menos acesso a alimentação saudável e oportunidades de atividade física. Políticas públicas devem buscar garantir acesso equitativo à prevenção e ao tratamento para toda a população.

Outro ponto importante é avaliar melhor as iniciativas de prevenção. Muitos países realizam campanhas e programas criativos, mas ainda há pouca evidência sobre o impacto real dessas ações no comportamento, no conhecimento das pessoas e nos resultados de saúde.

Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de combater o estigma e promover abordagens mais humanas e respeitosas, tratando a obesidade como uma condição de saúde complexa que exige cuidado, apoio e informação – e não julgamento.

Por fim, a cooperação entre países e instituições é fundamental para compartilhar experiências e estratégias eficazes. Trocar conhecimentos e aprender com diferentes realidades pode ajudar a fortalecer ações de prevenção e tratamento.

Uma responsabilidade de todos

A obesidade está associada a diversas doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, além de representar um grande impacto para os sistemas de saúde e para a qualidade de vida das pessoas.

O Dia Mundial da Obesidade reforça que enfrentar esse desafio exige informação, empatia e ação coletiva. Mais do que uma data no calendário, ele é um convite para que governos, profissionais de saúde, escolas, famílias e comunidades trabalhem juntos na construção de ambientes mais saudáveis e de um futuro com melhor qualidade de vida para todos.

 

Relator:

Mauro Fisberg
Coordenador do Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares – CENDA – Instituto Pensi
Professor Associado (SR) do Departamento de Pediatria EPM-UNIFESP Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP

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Dia de prevenir a obesidade https://spsp.org.br/dia-de-prevenir-a-obesidade/ Sat, 11 Oct 2025 11:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53542 ]]>

Já escrevi várias vezes sobre o tema obesidade e excesso de peso. Infelizmente passam os anos e o problema aumenta em vez de diminuir. As taxas globais mostram que uma em cada 10 pessoas do mundo está com obesidade e se calcula que aproximadamente 30% a 50% estão com excesso de peso.

A obesidade é uma doença genética e metabólica, que sofre interferências do estilo de vida, como o padrão de alimentação e a atividade física do indivíduo. De uma forma primária sempre se discutiu o modelo da balança, em que uma pessoa com pouca atividade física ou excessos na ingestão calórica estaria predisposta a um aumento de peso, enquanto pessoas mais ativas e com menor ingestão apresentariam peso adequado (baixo, alto?).

Esse modelo obviamente não explica todas as formas de obesidade, e já na infância temos aspectos diferentes, que vão desde o período pré-natal, com o aumento de peso excessivo na gestação, ao tamanho grande ao nascimento, assim como crianças com baixo peso, que são recuperadas de forma intempestiva, levando a um superávit de energia.

No período de lactação, sabemos que o leite materno, exclusivo e prolongado, protege o bebê do peso excessivo, por inúmeras características da composição do leite, como aspectos de manutenção da saciedade, o que não ocorreria no leite de vaca ou fórmulas, que são dadas de forma homogênea em uma mamadeira.

A introdução da alimentação, usualmente aos seis meses de idade, pode ocasionar riscos com o uso de alimentos inadequados para a idade; o uso de açúcar, sal em excesso e alimentos ricos em gorduras saturadas, são fatores de risco.

Claro que na idade do lactente não há praticamente atividade física, que começa a ser determinante na idade pré-escolar, e não necessariamente ligada a esportes, e sim ao tipo de movimentação e jogo da criança. Famílias sedentárias têm maior chance de terem menor atividade intensa e risco de crianças com excesso de peso.

Outro período importante para a pediatria é a fase da pré-adolescência, em que ocorre maior ganho de gordura corporal, especialmente em meninas (mas ocorre também nos meninos, em menor quantidade). O ganho de gordura, que é fisiológico, pode se somar a um corpo já anteriormente com excesso de peso e o processo pode levar a um adolescente com obesidade.

Há uma ideia tradicional de que adolescentes cheinhos, com o crescimento puberal emagreceriam e o corpo se adequaria. No entanto, hoje o processo não é sempre assim, especialmente se o adolescente chegar ao período do estirão com excesso de peso. O crescimento não será suficiente para acomodar o excesso de gordura e o peso aumentará.

Portanto, uma das maiores preocupações na área pediátrica é de que uma criança com excesso de peso ou obesidade seja um adulto obeso, com todos os riscos associados.

No entanto, já na idade pediátrica aparecem aspectos importantes, associados ao excesso de peso. Muitas vezes a criança sofre bullying em casa, por parte dos próprios familiares, que caçoam ou brigam com a criança por comer demais, por ser preguiçosa… O assédio pode se estender ao ambiente, aos cuidadores, na escola e na rua.

Outros problemas são a chance de baixa autoestima, depressão, ansiedade e problemas escolares. Estes podem ser agravados por problemas de pele, maior chance de infecção cutânea, problemas na postura, nos pés e joelhos. Há uma maior probabilidade de aumento das gorduras corporais, do colesterol, dos triglicérides, da insulina e da resistência insulínica. Mais de 20% das crianças obesas apresentam hipertensão arterial.

Mas talvez o mais complexo dos problemas seja a falta de diagnóstico precoce do aumento de peso, da obesidade e dos problemas associados. Famílias demoram a levar ao pediatra, e infelizmente muitos deixam de fazer o diagnóstico, por interpretação equivocada das curvas de crescimento.

No dia 11 de outubro, determinamos o Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, e mais do que nunca, todos, famílias e comunidade, pediatras e educadores, precisamos estar atentos ao diagnóstico e à avaliação dos fatores de risco ligados ao ganho de peso excessivo, e à consequência final, a obesidade.

Muitos hospitais públicos e privados possuem serviços de acompanhamento de obesidade infantil e adolescente e estão capacitados a desenvolver ações para a prevenção dos maiores riscos do problema. Busque ajuda e procure informações confiáveis. As sociedades de Pediatria, Endocrinologia, Cardiologia e outras possuem sites, publicações e programas de apoio. Não permita que a obesidade cobre seu preço.

 

Relator:

Mauro Fisberg
Pediatra e Nutrólogo
Coordenador do CENDA – Centro de Nutrição e Dificuldades Alimentares do Instituto PENSI
Professor Associado SR do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP
Presidente do Departamento Científico de Nutrição da SPSP

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Colesterol alto na população pediátrica: orientações para prevenção e controle https://spsp.org.br/colesterol-alto-na-populacao-pediatrica-orientacoes-para-prevencao-e-controle/ Fri, 08 Aug 2025 13:36:28 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=52666 O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol foi instituído em 8 de agosto com o objetivo conscientizar a população sobre a importância]]>

O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol foi instituído em 8 de agosto com o objetivo conscientizar a população sobre a importância de prevenir e controlar os níveis de colesterol no organismo, visando reduzir os riscos de doenças cardiovasculares.

Você sabia que criança também pode ter colesterol alto? Não pense que esse assunto merece atenção só entre os adultos; as crianças também estão no grupo de alerta desse problema.

Manter cronicamente o nível de colesterol alto no sangue é um fator de risco para as doenças cardiovasculares, tanto em crianças como em adultos. Quando a elevação ocorre precocemente na infância, há maior risco de termos adultos jovens doentes no futuro.

O colesterol é um tipo de gordura importante para o funcionamento do nosso corpo, pois participa da formação da parede das células de todo o organismo, além da formação de hormônios e vitaminas, como a vitamina D.

O colesterol presente em nosso sangue vem dos alimentos que ingerimos e também da produção do nosso corpo, principalmente no fígado e intestino.

O colesterol total avalia a quantidade total de colesterol no sangue, incluindo o LDL (colesterol ruim) e o HDL (colesterol bom). Valores elevados podem indicar risco cardiovascular.

O LDL é a fração “ruim” porque pode se depositar na parede dos vasos sanguíneos, formando placas e iniciando o processo de aterosclerose (inflamação dos vasos sanguíneos), que pode causar infarto ou AVC (derrame cerebral).

Já o HDL é o colesterol “bom”, pois tem capacidade de remover o colesterol da parede dos vasos (limpando-os) e transportá-lo de volta para o fígado, onde será eliminado.

Um outro tipo de gordura presente no sangue chama-se triglicerídeo. Os triglicerídeos são gorduras essenciais armazenadas nas células de gordura do corpo, que servem como reserva de energia. O corpo converte calorias não utilizadas imediatamente em triglicerídeos durante a digestão, e vai liberando essas calorias para fornecer energia para as células do corpo durante o dia. Níveis elevados de triglicerídeos podem aumentar o risco de doenças cardíacas.

As principais causas de colesterol alto na criança são: a alimentação rica em gorduras, o excesso de peso e o sedentarismo (rotina corrida, excesso de alimentos industrializados). Entretanto, algumas crianças e adolescentes terão colesterol alto mesmo seguindo uma dieta e vida saudável e apresentando peso adequado. Isso acontece nos casos de dislipidemia familiar, uma doença genética que vem da família.

O colesterol alto em crianças geralmente não causa sintomas visíveis no início, por isso ele é considerado uma condição silenciosa. Então, quando se preocupar? Quando devemos medir o colesterol de uma criança?

Devemos nos preocupar sempre que exista histórico familiar de colesterol alto, infarto ou AVC precoce (antes dos 55 anos em homens e 65 anos em mulheres) e na criança se houver obesidade ou sobrepeso, alimentação rica em gorduras saturadas e processadas e sedentarismo. Assim, devemos dosar o colesterol em:

*Crianças saudáveis: teste de triagem entre 9 e 11 anos (antes da puberdade) e depois entre 17 e 21 anos.

*Crianças com risco aumentado (obesidade, diabetes, hipertensão, histórico familiar): podem ser testadas a partir dos 2 anos de idade.

Na grande maioria das crianças podemos controlar o colesterol e prevenir seu aumento, com mudanças simples no estilo de vida e na alimentação. Poucas crianças serão medicadas, principalmente na hipercolesterolemia familiar, dependendo do nível de alteração do colesterol e triglicerídeos.

1) Alimentação:

– Alimentos Recomendados:

  • Ricos em fibras: aveia, frutas com casca (maçã, pera), legumes e verduras (espinafre, cenoura, brócolis), feijão, lentilha, grão-de-bico
  • Fontes de gorduras boas: azeite de oliva extravirgem (cru, em pequenas quantidades), abacate, oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas – pequenas porções)
  • Fontes de proteína magra: peixes (atum, sardinha, salmão – ricos em ômega-3), frango sem pele, ovos (com moderação, se recomendados pelo médico), leite desnatado ou semidesnatado, queijo branco

– Alimentos a EVITAR

Frituras, embutidos (salsicha, presunto, mortadela, nuggets), fast food, doces industrializados e biscoitos recheados, manteiga, creme de leite, leite integral em excesso, produtos com gordura trans ou óleo vegetal hidrogenado

2) Atividade física:

– Evitar: muito tempo de tela (TV, videogame, iPad, smartphones)

– Preferir: brincadeiras ao ar livre, corridas, esporte

3) Manutenção de peso saudável.

Resumindo, o aumento de colesterol e triglicerídeos também é um problema na faixa etária pediátrica, mas geralmente pode ser prevenido e controlado com uma alimentação balanceada e com a prática regular de atividade física.

 

Relatora:

Adriana Monteiro de Barros Pires
Membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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A importância de cuidar da saúde e alimentação todos os dias https://spsp.org.br/a-importancia-de-cuidar-da-saude-e-alimentacao-todos-os-dias/ Mon, 31 Mar 2025 19:58:21 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50792 O Dia Nacional da Saúde e Nutrição é uma data especial, para lembrar a todos sobre a necessidade de manter um estilo de vida saudável e uma alimentação equilibrada.]]>

O Dia Nacional da Saúde e Nutrição é uma data especial, para lembrar a todos sobre a necessidade de manter um estilo de vida saudável e uma alimentação equilibrada. Todo ano, no dia 31 de março, temos essa chance de refletir sobre como nossos hábitos alimentares podem influenciar nossa saúde física e mental. Quando falamos de crianças e adolescentes, estamos promovendo o crescimento, desenvolvimento, imunidade e especialmente prevenindo as doenças do adulto e melhorando a qualidade de vida atual e futura.

Origem e objetivos

Esse dia foi criado para promover a educação alimentar e encorajar práticas saudáveis. Diversas atividades acontecem pelo país, como palestras e workshops, sempre com o intuito de mostrar os benefícios de uma dieta equilibrada e como ela pode ajudar a prevenir doenças. É essencial promover o bem-estar físico e emocional como parte da qualidade de vida.

1 – Importância da nutrição

Cuidar da alimentação é essencial para manter nossa saúde e evitar doenças. Comer bem nos dá os nutrientes necessários para o corpo funcionar direito, fortalece o sistema imunológico, ajuda no desenvolvimento cognitivo e mantém o peso sob controle. Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, proteínas magras e grãos integrais pode reduzir o risco de várias doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

Princípios de uma alimentação saudável

Aqui estão algumas dicas para garantir uma boa nutrição:

  • Variedade: Comer alimentos variados garante que se consuma todos os nutrientes necessários.
  • Moderação: Evitar exageros e controlar as porções, para manter o equilíbrio.
  • Equilíbrio: Incluir todos os grupos alimentares na dieta diária, como carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais.
  • Hidratação: Beber água regularmente, para manter o corpo hidratado e ajudar nos processos metabólicos.

Benefícios de uma alimentação saudável

Adotar uma alimentação saudável traz muitos benefícios, como:

  • Melhora do sistema imunológico: Nutrientes como vitaminas A, C, D e E, zinco e selênio são essenciais para fortalecer o sistema imunológico e proteger o corpo contra infecções.
  • Controle do peso: Uma dieta balanceada ajuda a manter o peso adequado e prevenir a obesidade.
  • Saúde cardiovascular: Alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e grãos integrais, ajudam a reduzir o colesterol e prevenir doenças cardíacas.
  • Bem-estar mental: Uma alimentação equilibrada contribui para a saúde mental, melhorando o humor e a concentração e reduzindo o risco de depressão e ansiedade.

2 – Importância da atividade física para a saúde e bem-estar

A atividade física é essencial para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, trazendo diversos benefícios físicos, mentais e sociais.

Um dos principais ganhos é o fortalecimento dos ossos e músculos. A prática regular ajuda a construir um sistema musculoesquelético forte. Além disso, a atividade física ajuda no controle do peso corporal, diminuindo o risco de excesso de peso e obesidade, que estão associados a várias condições de saúde, como diabetes tipo 2 e hipertensão.

Atividades físicas regulares estão ligadas à redução do estresse, ansiedade e depressão, além de melhorarem a autoestima e o bem-estar emocional. Crianças ativas normalmente têm um desempenho escolar melhor, pois essa prática está relacionada a melhorias nas funções cognitivas.

A socialização também é beneficiada pela atividade física, já que participar de esportes ensina valores como trabalho em equipe, respeito às regras e convivência social . Assim, estabelecer hábitos de vida ativa desde a infância pode levar a um estilo de vida saudável ao longo da vida.

3 – Saúde e nutrição no dia a dia

Mais do que celebrar uma data específica, é importante lembrar que cuidar da saúde e da alimentação deve ser uma prática diária. Pequenas mudanças nos nossos hábitos podem fazer uma grande diferença. Tente incorporar mais alimentos frescos e nutritivos na dieta de sua família, oriente para que se deve beber bastante água e evitar alimentos com excesso de gordura, sal e muito açúcar. Movimente-se e faça com que sua família tenha um comportamento mais ativo, com passeios ao ar livre, esportes, recreação livre e orientada. Saúde infantil é cuidar do sono, do descanso, do lazer, como parte do sistema educativo. Prevenir doenças com vacinação completa e adequada é um dos pilares da saúde.

Faça da saúde e da nutrição uma prioridade todos os dias, e não apenas no Dia Nacional da Saúde e Nutrição. Os Dias Nacionais são ocasiões de conscientização, mas são mais uma lembrança de adotar medidas adequadas no dia a dia. Lembre-se de que cuidar de si mesmo é um ato de amor e respeito com o próprio corpo. Cuidar do bem-estar das crianças é garantir um país desenvolvido, digno e com possibilidades de uma melhor vida futura.

 

Relator:

Mauro Fisberg
Médico Pediatra e Nutrólogo
Coordenador do Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares – CENDA, do Instituto Pensi-Sabará Hospital Infantil
Professor Sênior Doutor – Pediatria da Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP
Presidente do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Juventude em movimento: o papel do esporte na saúde física e mental https://spsp.org.br/juventude-em-movimento-o-papel-do-esporte-na-saude-fisica-e-mental/ Fri, 28 Mar 2025 19:27:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50758 O Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, convida-nos a refletir sobre a saúde e os desafios enfrentados pelos jovens na atualidade. Entre esses desafios, o sedentarismo]]>

O Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, convida-nos a refletir sobre a saúde e os desafios enfrentados pelos jovens na atualidade. Entre esses desafios, o sedentarismo e os transtornos de saúde mental se destacam, criando um cenário preocupante. O aumento da inatividade física está diretamente relacionado ao crescimento dos índices de obesidade, doenças metabólicas e transtornos emocionais, como ansiedade e depressão.

A geração ansiosa e a epidemia do sedentarismo

Vivemos em uma era hiperconectada, em que o tempo de tela e a vida digital estão substituindo, cada vez mais, as interações presenciais e a prática de atividades ao ar livre. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% dos adolescentes entre 11 e 17 anos não atingem o nível recomendado de atividade física, que é de pelo menos 60 minutos diários de exercícios moderados a intensos. Esse comportamento sedentário compromete não apenas a saúde física, mas também contribui para o aumento dos casos de ansiedade e depressão.

Um estudo publicado no JAMA Pediatrics revelou que jovens que passam mais de sete horas diárias em dispositivos eletrônicos têm o dobro do risco de desenvolver sintomas ansiosos e depressivos em comparação a aqueles com menos tempo de exposição. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) apontou que quase 30% dos adolescentes relataram se sentir tristes ou desesperançosos de forma recorrente: um número alarmante!

O poder transformador da atividade física

Se o sedentarismo e a ansiedade são problemas crescentes, a boa notícia é que a solução está ao alcance de todos. A prática esportiva tem um papel essencial na promoção da saúde física e mental, ajudando a juventude a construir um futuro mais equilibrado e cheio de vitalidade.

A atividade física regular traz inúmeros benefícios, como melhoria do condicionamento físico, fortalecimento dos músculos, aumento da resistência e melhora da circulação sanguínea. Além disso, reduz o risco de obesidade, diabetes, problemas cardíacos e hipertensão, além de proporcionar mais energia e disposição para as atividades diárias.

Além dos impactos no corpo, a atividade física exerce uma influência direta na saúde mental. Estudos demonstram que praticar esportes reduz em até 30% os sintomas de ansiedade e depressão em adolescentes. Isso acontece porque o exercício libera hormônios como endorfina, serotonina e dopamina, neurotransmissores fundamentais para a regulação do humor e do bem-estar.

A prática esportiva também melhora a autoestima e a confiança, fortalece os laços sociais e promove valores como disciplina, respeito e cooperação. Outro ponto positivo é o impacto no desempenho acadêmico, pois a atividade física contribui para um cérebro mais ativo e preparado para aprender.

O papel da família e do pediatra: como incentivar o adolescente a se movimentar?

A adolescência é um período de transição, no qual os jovens buscam autonomia e identidade. Por isso, impor regras rígidas pode ser menos eficaz do que estimular o engajamento e a descoberta de uma atividade prazerosa. O incentivo deve vir tanto da família quanto dos pediatras e profissionais de saúde.

Para os pais, ser exemplo é essencial. Crianças e adolescentes que crescem em um ambiente familiar ativo têm mais chances de valorizar o exercício físico. Apresentar diferentes esportes, equilibrar o tempo de telas e transformar a atividade física em um momento de conexão familiar são estratégias fundamentais para que o jovem se envolva no processo.

Para os pediatras, a recomendação de atividade física deve fazer parte da rotina de avaliação da saúde dos adolescentes. A cada consulta, é importante questionar sobre o nível de atividade do paciente e reforçar os benefícios do movimento. Além disso, o profissional pode sugerir modalidades esportivas adaptadas ao perfil do jovem, mostrar que a atividade física traz benefícios além da saúde física e incentivar metas realistas para manter o engajamento ao longo do tempo.

Juntos, podemos transformar o futuro da juventude

A juventude é uma fase de crescimento, descobertas e aprendizado. E nada melhor do que garantir que essa geração tenha saúde, energia e equilíbrio emocional para enfrentar os desafios da vida. Como pais, educadores e pediatras, temos um papel essencial em incentivar hábitos saudáveis desde cedo.

Ao proporcionar oportunidades para o movimento, estimular o esporte como parte da rotina e apoiar os jovens na escolha de uma atividade física de que gostem, estamos investindo não apenas na saúde presente, mas no futuro deles. Pequenas mudanças no dia a dia podem fazer toda a diferença na prevenção do sedentarismo e na promoção do bem-estar.

Que tal começar hoje? Incentive, apoie e faça parte dessa mudança. A juventude precisa de movimento, e o primeiro passo pode começar com você. Vamos juntos construir uma geração mais saudável, ativa e equilibrada.

 

Relator:
Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo
 

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Obesidade em crianças e adolescentes: orientação atualizada para prevenir e cuidar https://spsp.org.br/obesidade-em-criancas-e-adolescentes-orientacao-atualizada-para-prevenir-e-cuidar/ Wed, 05 Mar 2025 18:36:05 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50437 O Dia Mundial da Obesidade é celebrado em 4 de março, uma data que tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os riscos]]>

O Dia Mundial da Obesidade é celebrado em 4 de março, uma data que tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os riscos dessa condição e promover ações que ajudem a prevenir e combater a obesidade.

O excesso de peso afeta milhões de pessoas em todo o mundo e pode levar a uma série de problemas de saúde e pode se instalar já na infância.

A educação e a prevenção são fundamentais para garantir uma vida mais saudável para as futuras gerações.

Repercussões negativas da obesidade

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, que pode prejudicar o funcionamento normal do organismo, podendo afetar a saúde de diversas formas. Entre os principais problemas que a obesidade pode causar, estão:

  • Doenças cardiovasculares: O excesso de peso aumenta o risco de hipertensão, colesterol elevado e mau funcionamento do coração;
  • Diabetes tipo 2: A obesidade é uma das principais causas do diabetes tipo 2, uma condição que afeta a forma como o corpo metaboliza o açúcar do sangue e pode levar a complicações graves;
  • Problemas nas articulações: O peso excessivo acarreta maior pressão sobre as articulações, o que pode resultar em dor, inflamação e, eventualmente, em problemas permanentes, como a osteoartrite do joelho;
  • Distúrbios respiratórios: A obesidade pode dificultar a respiração e aumentar o risco de apneia do sono e asma;
  • Impactos psicológicos: O excesso de peso pode comprometer a autoestima e a saúde mental de crianças e adolescentes, levando a quadros de estresse, depressão e ansiedade.

O papel dos pais e responsáveis na prevenção da obesidade em crianças e adolescentes

Embora a genética tenha um papel na predisposição ao ganho de peso, os hábitos alimentares inadequados e a ausência da prática de atividade física são fatores determinantes para o desenvolvimento da obesidade. Medidas de prevenção devem começar em casa, com a participação de pais e familiares.

Aqui estão sete dicas práticas para ajudar a prevenir a obesidade em crianças e adolescentes e, consequentemente, reduzir o risco da ocorrência de suas consequências negativas.

  1. Oferecer uma alimentação equilibrada

A alimentação saudável é fundamental para manter o peso adequado. Priorize alimentos naturais e frescos, como frutas, legumes, verduras e proteínas magras. Evite o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, como fast food, refrigerantes, doces e frituras. Incentive o consumo de água e evite bebidas açucaradas, como sucos processados.

  1. Estabelecer horários para as refeições

Ter horários regulares para as refeições ajuda a evitar o consumo excessivo de alimentos, pois contribui com o funcionamento normal do centro da fome e saciedade, ou seja, comer com calma e de forma consciente permite que o corpo perceba quando está satisfeito, evitando excessos.

  1. Incentivar a atividade física regular

De forma geral, recomenda-se que crianças e adolescentes tenham, pelo menos, 1 hora de atividade física todos os dias. Pode ser uma caminhada, andar de bicicleta, nadar, jogar futebol, ou até mesmo brincar ao ar livre, principalmente para crianças menores. O importante é que a atividade seja prazerosa, para que se torne parte da rotina diária.

  1. Reduzir o tempo de tela

A exposição excessiva a telas (televisão, computadores, tablets, celulares e videogames) tem sido um dos principais fatores que contribuem para o sedentarismo. Limite o tempo em frente às telas e incentive brincadeiras ativas, como correr, dançar ou praticar esportes. O cuidado é a conotação que se deve dar a esta prática; limitar e criar rotinas saudáveis não deve beirar a proibição.

  1. Estabelecer um exemplo positivo

Crianças e adolescentes tendem a imitar os comportamentos dos adultos da família. Portanto, se você adotar um estilo de vida saudável, com uma alimentação balanceada e atividade física regular, seu filho ou filha terá maior probabilidade de seguir o mesmo caminho.

  1. Promover o sono de qualidade

O sono tem grande influência no metabolismo e no controle do peso. Procure garantir que a criança/adolescente durma entre 8 e 10 horas por noite. Isso é essencial para o equilíbrio do corpo. A falta de sono pode desregular os hormônios que controlam o crescimento físico e o apetite, contribuindo para o aumento de peso.

  1. Evitar pressões excessivas

A preocupação excessiva com o peso pode gerar desde ansiedade até transtornos alimentares graves. Em vez de focar no peso, incentive comportamentos saudáveis e a prática de atividades físicas de forma positiva, sem criar pressão ou alcançar um padrão estético específico.

Conclusão

A obesidade é uma doença muito importante da sociedade atual, que pode trazer consequências graves para a saúde física e mental de crianças e adolescentes.

Apesar do aumento da sua prevalência entre crianças e adolescentes, ela pode ser evitada com ações simples, especialmente no ambiente familiar. Pais e responsáveis desempenham um papel fundamental nesse processo, ao oferecerem alimentos saudáveis, incentivarem a prática de atividades físicas e, acima de tudo, serem modelos de comportamentos positivos.

Devemos lembrar que a prevenção começa cedo, e pequenas mudanças no dia a dia podem fazer uma grande diferença na saúde e bem-estar das próximas gerações.

Neste Dia Mundial da Obesidade, reflita sobre a importância de manter um estilo de vida saudável e ajudar os mais jovens a crescer e se desenvolver de forma equilibrada e feliz.

 

Relator:
Tulio Konstantyner
Vice-Presidente do Departamento Científico de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Mundial do Coração https://spsp.org.br/dia-mundial-do-coracao/ Mon, 30 Sep 2024 15:08:45 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=48194 ]]>

No Dia Mundial do Coração, em 29 de setembro, é fundamental refletir sobre a saúde cardiovascular, especialmente em crianças. A manutenção de um coração saudável é essencial para uma vida ativa e para a prevenção de doenças cardiovasculares futuras. A prevenção deve começar na infância, período em que hábitos alimentares e estilos de vida se consolidam.

A importância da prevenção

As doenças cardiovasculares, frequentemente vistas na idade adulta, podem ter início na infância. Fatores como obesidade, sedentarismo e má alimentação aumentam a incidência de problemas cardíacos precoces. Dados mostram que 15% das crianças menores de 2 anos, 12% entre 2 e 5 anos e 25% de 5 a 10 anos apresentam excesso de peso. Entre adolescentes, essa prevalência é de 30%, o que é preocupante para a saúde cardiovascular a longo prazo.

Alimentação saudável

A nutrição é vital para a saúde do coração. Uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras é essencial para o desenvolvimento saudável. A American Heart Association recomenda limitar açúcares adicionados e gorduras saturadas para prevenir obesidade, hipertensão e dislipidemia. Envolver as crianças no preparo das refeições promove hábitos saudáveis e educação nutricional.

Atividade física regular

A atividade física regular é crucial para a saúde cardiovascular. As diretrizes sugerem que crianças e adolescentes realizem pelo menos 60 minutos de atividade moderada a vigorosa diariamente. Isso fortalece o sistema cardiovascular e melhora a saúde mental e social. Estudos indicam que a atividade física regular reduz o risco de doenças crônicas na adolescência e vida adulta.

Monitoramento da saúde

O acompanhamento pediátrico regular é essencial para detectar precocemente fatores de risco, como hipertensão e colesterol elevado. Isso possibilita intervenções rápidas e educação contínua sobre saúde.

Neste Dia Mundial do Coração, é nossa responsabilidade coletiva cuidar da saúde cardiovascular das crianças. Mudanças simples, como promover uma alimentação saudável e incentivar a prática de atividades físicas, podem ter um impacto significativo na saúde futura dos jovens. A educação e o envolvimento da família são fundamentais para essa transformação.

 

Relator:
Gustavo Foronda
Presidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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