Obesidade na infância – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 06 Mar 2024 16:11:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Obesidade na infância – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Setembro Laranja: combate à obesidade infantil https://spsp.org.br/setembro-laranja-combate-a-obesidade-infantil-3/ Mon, 02 Sep 2019 13:55:45 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2915 É possível, para alguns de nós, lembrarmos de crianças e jovens dividindo espaço nas ruas, praticando esportes ou participando de brincadeiras como pega-pega, queimada, pique-esconde, batata quente, entre muitas outras. No entanto, o perfil das gerações mais jovens está bastante diferente. Com a difusão da tecnologia, cada vez mais cedo crianças têm acesso aos celulares, computadores e tablets com uma série de jogos, aplicativos, tutoriais, filmes e séries a apenas um clique. Aliado a isso, uma rotina estressante com vários compromissos e que acaba negligenciando a alimentação e a prática de atividades físicas. A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove este mês a campanha Setembro Laranja: combate à obesidade infantil. O coordenador das Campanhas da SPSP, Claudio Barsanti, a coordenadora do Setembro Laranja, Maria Arlete M. S. Escrivão, e especialistas do Departamento Científico de Nutrição da SPSP estão organizando um programa especial para que a comunidade médica e não médica esteja atenta ao tema. O intuito é conscientizar sobre a importância de hábitos alimentares saudáveis em casa e nas escolas, bem como estimular a prática de atividades físicas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 41 milhões de crianças menores de cinco anos estejam acima do peso. É um dado alarmante e a SPSP está empenhada para que esse número seja drasticamente reduzido. A conscientização é imprescindível para prevenir a obesidade infantil e outros problemas decorrentes de uma alimentação inadequada. Orientação para a comunidade Está prevista a realização do evento Prevenção da Obesidade Infantil – Setembro Laranja, com transmissão ao vivo pela página da SPSP no Facebook. Segundo Maria Arlete, o objetivo é abrir um novo canal de diálogo com a comunidade, levando informações e respondendo as dúvidas sobre a prevenção da obesidade. A transmissão ao vivo acontece no dia 27 de setembro, das 14h às 15h30, e poderá ser acessada na página da SPSP no Facebook. “Queremos alertar sobre o aumento da prevalência de obesidade infantil, orientar como preveni-la e explicar suas consequências. Além disso, ressaltar a importância do acompanhamento do peso e da estatura de crianças e adolescentes pelo pediatra, com o objetivo de detectar precocemente o aumento excessivo de peso”, acrescenta a pediatra. Publicado em 2/09/2019]]>

É possível, para alguns de nós, lembrarmos de crianças e jovens dividindo espaço nas ruas, praticando esportes ou participando de brincadeiras como pega-pega, queimada, pique-esconde, batata quente, entre muitas outras. No entanto, o perfil das gerações mais jovens está bastante diferente. Com a difusão da tecnologia, cada vez mais cedo crianças têm acesso aos celulares, computadores e tablets com uma série de jogos, aplicativos, tutoriais, filmes e séries a apenas um clique. Aliado a isso, uma rotina estressante com vários compromissos e que acaba negligenciando a alimentação e a prática de atividades físicas.

obesidade infantil

A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove este mês a campanha Setembro Laranja: combate à obesidade infantil. O coordenador das Campanhas da SPSP, Claudio Barsanti, a coordenadora do Setembro Laranja, Maria Arlete M. S. Escrivão, e especialistas do Departamento Científico de Nutrição da SPSP estão organizando um programa especial para que a comunidade médica e não médica esteja atenta ao tema. O intuito é conscientizar sobre a importância de hábitos alimentares saudáveis em casa e nas escolas, bem como estimular a prática de atividades físicas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 41 milhões de crianças menores de cinco anos estejam acima do peso. É um dado alarmante e a SPSP está empenhada para que esse número seja drasticamente reduzido. A conscientização é imprescindível para prevenir a obesidade infantil e outros problemas decorrentes de uma alimentação inadequada.

Orientação para a comunidade

Está prevista a realização do evento Prevenção da Obesidade Infantil – Setembro Laranja, com transmissão ao vivo pela página da SPSP no Facebook. Segundo Maria Arlete, o objetivo é abrir um novo canal de diálogo com a comunidade, levando informações e respondendo as dúvidas sobre a prevenção da obesidade.

A transmissão ao vivo acontece no dia 27 de setembro, das 14h às 15h30, e poderá ser acessada na página da SPSP no Facebook. “Queremos alertar sobre o aumento da prevalência de obesidade infantil, orientar como preveni-la e explicar suas consequências. Além disso, ressaltar a importância do acompanhamento do peso e da estatura de crianças e adolescentes pelo pediatra, com o objetivo de detectar precocemente o aumento excessivo de peso”, acrescenta a pediatra.

Publicado em 2/09/2019

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A obesidade faz o diabetes tipo 2 também virar uma doença da adolescência https://spsp.org.br/a-obesidade-faz-o-diabetes-tipo-2-tambem-virar-uma-doenca-da-adolescencia/ Thu, 06 Sep 2018 18:30:55 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2297 A incidência de crianças e adolescentes acima do peso ou obesos vem crescendo rapidamente. Na última década, um terço das crianças norte-americanas foram diagnosticadas com sobrepeso e 17%, como obesas. Na América Latina, uma em cada cinco está acima do peso ou é obesa. No Brasil, observa-se uma disseminação da obesidade em todas as faixas etárias – mas com um especial e nada positivo destaque para os menores de 18 anos. Diversas doenças crônicas são associadas à obesidade, como infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, trombose, enfermidades autoimunes, alterações de crescimento e desenvolvimento e até mesmo o câncer. Aqui também se destaca o diabetes tipo 2. Ele é um dos problemas crônicos mais fortemente ligados à obesidade. Antigamente conhecido como “diabetes do adulto”, os casos na infância começaram a surgir com maior frequência graças à epidemia de obesidade. E pior: a incidência já no começo da vida têm aumentado em larga escala nos últimos anos. Por quê? O excesso de peso leva a um estado de resistência à ação da insulina – hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pela entrada de glicose para dentro das células. Se a obesidade persiste, essa alteração metabólica provoca a falência das células do pâncreas e a consequente diminuição na produção de insulina. Resultado: um aumento duradouro da glicose no sangue – está aí o diabetes tipo 2. As principais causas relacionadas ao crescente número de crianças e adolescentes obesos e com diabetes envolvem mudanças típicas do mundo moderno, como falta de atividade física, aumento da disponibilidade de alimentos com altos índices calóricos e em porções maiores, redução das horas de sono e o estresse. A predisposição genética tem um papel no surgimento do diabetes nas primeiras décadas de vida, mas não é o único fator, como alguns acreditam. Para ajudar a combater a obesidade nessa faixa etária, a sociedade médica tem pressionado os governos para criar políticas de saúde. Em 2014, os países integrantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) assinaram um acordo para desestimular o consumo de produtos alimentícios industrializados com a adição de altas concentrações de açúcares. Entre outras ações, o plano previu a implementação de políticas fiscais, como impostos sobre as bebidas açucaradas e os produtos com alto valor energético, mas pobre em nutrientes. Observou-se que o aumento de 10% no preço resultou na queda de 11,6% na demanda por esses alimentos. Entretanto, ainda cabe aos educadores, profissionais de saúde e principalmente aos pais observar os hábitos alimentares das crianças e estimular não só a alimentação saudável como também a prática de atividades físicas. O acompanhamento do crescimento pelo médico pediatra deve envolver mensurações frequentes do peso e da altura da criança e qualquer desequilíbrio precisa ser investigado. Juntos, podemos começar a virar essa maré. ___ Texto produzido por Dra. Louise Cominato para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/a-obesidade-faz-o-diabetes-tipo-2-tambem-virar-uma-doenca-da-adolescencia/ A Dra. Louise Cominato é endocrinologista pediátrica, membro do departamento de endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo e coordenadora do Ambulatório de Obesidade do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. ___ Publicado em 6/09/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A incidência de crianças e adolescentes acima do peso ou obesos vem crescendo rapidamente. Na última década, um terço das crianças norte-americanas foram diagnosticadas com sobrepeso e 17%, como obesas. Na América Latina, uma em cada cinco está acima do peso ou é obesa. No Brasil, observa-se uma disseminação da obesidade em todas as faixas etárias – mas com um especial e nada positivo destaque para os menores de 18 anos.

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Diversas doenças crônicas são associadas à obesidade, como infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, trombose, enfermidades autoimunes, alterações de crescimento e desenvolvimento e até mesmo o câncer.

Aqui também se destaca o diabetes tipo 2. Ele é um dos problemas crônicos mais fortemente ligados à obesidade. Antigamente conhecido como “diabetes do adulto”, os casos na infância começaram a surgir com maior frequência graças à epidemia de obesidade. E pior: a incidência já no começo da vida têm aumentado em larga escala nos últimos anos.

Por quê? O excesso de peso leva a um estado de resistência à ação da insulina – hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pela entrada de glicose para dentro das células. Se a obesidade persiste, essa alteração metabólica provoca a falência das células do pâncreas e a consequente diminuição na produção de insulina. Resultado: um aumento duradouro da glicose no sangue – está aí o diabetes tipo 2.

As principais causas relacionadas ao crescente número de crianças e adolescentes obesos e com diabetes envolvem mudanças típicas do mundo moderno, como falta de atividade física, aumento da disponibilidade de alimentos com altos índices calóricos e em porções maiores, redução das horas de sono e o estresse. A predisposição genética tem um papel no surgimento do diabetes nas primeiras décadas de vida, mas não é o único fator, como alguns acreditam.

Para ajudar a combater a obesidade nessa faixa etária, a sociedade médica tem pressionado os governos para criar políticas de saúde. Em 2014, os países integrantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) assinaram um acordo para desestimular o consumo de produtos alimentícios industrializados com a adição de altas concentrações de açúcares. Entre outras ações, o plano previu a implementação de políticas fiscais, como impostos sobre as bebidas açucaradas e os produtos com alto valor energético, mas pobre em nutrientes. Observou-se que o aumento de 10% no preço resultou na queda de 11,6% na demanda por esses alimentos.

Entretanto, ainda cabe aos educadores, profissionais de saúde e principalmente aos pais observar os hábitos alimentares das crianças e estimular não só a alimentação saudável como também a prática de atividades físicas. O acompanhamento do crescimento pelo médico pediatra deve envolver mensurações frequentes do peso e da altura da criança e qualquer desequilíbrio precisa ser investigado. Juntos, podemos começar a virar essa maré.

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Texto produzido por Dra. Louise Cominato para o site SAÚDE.
Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/a-obesidade-faz-o-diabetes-tipo-2-tambem-virar-uma-doenca-da-adolescencia/

A Dra. Louise Cominato é endocrinologista pediátrica, membro do departamento de endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo e coordenadora do Ambulatório de Obesidade do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.

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Publicado em 6/09/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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SPSP lança campanha “Combate à Obesidade Infantil – Setembro Laranja” https://spsp.org.br/spsp-lanca-campanha-combate-a-obesidade-infantil-setembro-laranja-2/ Tue, 04 Sep 2018 18:00:11 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2279 A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) lançou a campanha “Combate à Obesidade Infantil – Setembro Laranja”. Claudio Barsanti, presidente da SPSP, diz que a campanha tem por objetivo não apenas divulgar o problema, mas, sobretudo, desenvolver e implementar ações e promoções de hábitos e práticas alimentares saudáveis nas escolas e em casa, além de estimular a prática de atividades físicas, visando a melhoria da qualidade de vida das crianças, suas famílias e as comunidades nas quais estão inseridas. “A obesidade é, hoje, um dos problemas nutricionais cada vez mais prevalentes entre as crianças nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 41 milhões de crianças com menos de cinco anos estejam acima do peso”, relata o médico, salientando que os pediatras e os profissionais de saúde que trabalham com crianças e adolescentes estão na linha de frente para detectar aqueles que estão acima do peso ou sob maior risco deste ganho. “Por isso, a SPSP pretende elaborar um documento que contemple a necessidade e as demandas por informação, conhecimento, orientação e condutas para o enfrentamento da obesidade infantil”, conclui Barsanti. Setembro Laranja A Sociedade de Pediatria de São Paulo acredita que os cuidados com a saúde não se iniciam com o diagnóstico e o tratamento de morbidades já estabelecidas. “A atenção à saúde deve sempre ter como ponto de partida a discussão dos riscos e, também, dos males que já estão presentes em uma população para que se estabeleçam programas de ação com medidas reais, visando não só a cura das doenças e diminuição de suas sequelas, mas, em especial, a prevenção, o que é a terapêutica mais efetiva”, afirma Barsanti. Nesse sentido, ações conjuntas entre o Estado, as sociedades civis, órgãos de classe e organizações não governamentais, dentre outros, são fundamentais para que se obtenha uma ideia real do que ocorre na questão da obesidade infantil para o desenvolvimento de uma atenção eficaz. A SPSP tem se envolvido em discussões sobre o assunto, por meio de seus Departamentos Científicos, e agora lança a campanha para aprofundar o assunto.   ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 04/09/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) lançou a campanha “Combate à Obesidade Infantil – Setembro Laranja”.

Claudio Barsanti, presidente da SPSP, diz que a campanha tem por objetivo não apenas divulgar o problema, mas, sobretudo, desenvolver e implementar ações e promoções de hábitos e práticas alimentares saudáveis nas escolas e em casa, além de estimular a prática de atividades físicas, visando a melhoria da qualidade de vida das crianças, suas famílias e as comunidades nas quais estão inseridas.

“A obesidade é, hoje, um dos problemas nutricionais cada vez mais prevalentes entre as crianças nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 41 milhões de crianças com menos de cinco anos estejam acima do peso”, relata o médico, salientando que os pediatras e os profissionais de saúde que trabalham com crianças e adolescentes estão na linha de frente para detectar aqueles que estão acima do peso ou sob maior risco deste ganho. “Por isso, a SPSP pretende elaborar um documento que contemple a necessidade e as demandas por informação, conhecimento, orientação e condutas para o enfrentamento da obesidade infantil”, conclui Barsanti.

Setembro Laranja

A Sociedade de Pediatria de São Paulo acredita que os cuidados com a saúde não se iniciam com o diagnóstico e o tratamento de morbidades já estabelecidas. “A atenção à saúde deve sempre ter como ponto de partida a discussão dos riscos e, também, dos males que já estão presentes em uma população para que se estabeleçam programas de ação com medidas reais, visando não só a cura das doenças e diminuição de suas sequelas, mas, em especial, a prevenção, o que é a terapêutica mais efetiva”, afirma Barsanti.

Nesse sentido, ações conjuntas entre o Estado, as sociedades civis, órgãos de classe e organizações não governamentais, dentre outros, são fundamentais para que se obtenha uma ideia real do que ocorre na questão da obesidade infantil para o desenvolvimento de uma atenção eficaz. A SPSP tem se envolvido em discussões sobre o assunto, por meio de seus Departamentos Científicos, e agora lança a campanha para aprofundar o assunto.

obesidade infantil

 

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 04/09/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Por que a obesidade infantil é uma doença https://spsp.org.br/por-que-a-obesidade-infantil-e-uma-doenca/ Thu, 01 Jun 2017 18:05:41 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1670 A pediatra Louise Cominato discute as terríveis consequências do excesso de peso na saúde e no futuro da criança. Por Dra. Louise Cominato A obesidade é uma doença. Isso mesmo, uma doença. Não se trata de uma questão estética ou mera consequência dos maus hábitos. Falamos de um problema multifatorial que deve ser prevenido desde os primeiros meses de gestação. O preocupante é que a obesidade vem crescendo entre as crianças no mundo inteiro e se expandindo de forma alarmante em todo o Brasil. Estudos recentes mostram que metade das nossas crianças está acima do peso considerado adequado para a idade. As consequências do excesso de peso na infância vão desde o maior risco de se tornar um adulto obeso, bem como uma maior probabilidade de encarar todos os problemas de saúde que acompanham a obesidade na vida adulta — hipertensão, diabete, acidente vascular cerebral, infarto precoce, alguns tipos de câncer, menor expectativa de vida… Isso sem contar que algumas alterações e complicações podem aparecer na própria infância. É o caso de aumento no colesterol, pressão alta, diabete, problemas ortopédicos, baixa autoestima e até depressão. Pesquisas mostram que a prevenção é a melhor arma contra a obesidade infantil, um trabalho que deve ser iniciado antes mesmo de a mulher ficar grávida. Medidas como engravidar no peso adequado, não ganhar quilos a mais durante a gestação, respeitar o aleitamento materno, evitar o uso de antibióticos na infância, além de zelar por uma alimentação balanceada e pela prática de atividade física, são comprovadamente importantes para evitar o excesso de peso nesse período. No que diz respeito à dieta da criança, um cardápio equilibrado, com destaque para frutas, legumes e verduras, deve ser incentivado em todas as fases da infância. Para a saúde do seu filho, lembre-se, é melhor comer menos do que comer errado. O consumo frequente de refrigerantes e sucos industrializados, por exemplo, está diretamente associado ao ganho exagerado de peso. E mesmo o suco natural de algumas frutas pode ser bastante calórico — por isso as sociedades de pediatria sugerem priorizar a ingestão das frutas in natura. A alimentação dos pais influencia muito no que os filhos comem. Então, alimente-se bem na frente deles. Vale evitar ou moderar o consumo de alimentos industrializados ricos em gorduras e açúcares, assim como diminuir a quantidade de açúcar e óleo servida a toda a família. Estimular a prática de atividade física nesse contexto é outro conselho fundamental. O diagnóstico de sobrepeso e obesidade é feito por meio do cálculo do índice de massa corpórea, o IMC, que se baseia no peso e na altura da criança. O valor ideal do IMC varia com idade e sexo, de modo que existem curvas de normalidade e não um valor fixo. Faça acompanhamento de rotina com o pediatra do seu filho e peça para ele calcular o IMC. Nas crianças que já desenvolveram obesidade, é importante investigar condições frequentes nessas circunstâncias, como aumento de colesterol e triglicérides, resistência à insulina, gordura no fígado, hipertensão arterial e problemas psicológicos. O tratamento da obesidade na infância e na adolescência requer atenção e apoio de pais e cuidadores. Não é tarefa fácil mudar hábitos alimentares, mas se trata de um ponto crucial para o sucesso do tratamento. Tenha em mente que é preciso, sim, tratar criança com obesidade. Não dá para esperar o estirão do crescimento para emagrecer, uma vez que crianças obesas raramente deixam de ser obesas quando ficam mais altas. Quanto mais cedo começar o tratamento, melhor e mais eficaz ele será. O plano terapêutico deve ser realizado com profissional experiente no tratamento da obesidade infantil e baseado em dieta individualizada e prescrição de atividade física. Em alguns casos, pode exigir medicação adequada. O envolvimento familiar, assim como a assiduidade nas consultas com o profissional, garante o sucesso nessa batalha. ___ Texto produzido pela Dra. Louise Cominato para o site SAÚDE. Link original: http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/por-que-a-obesidade-infantil-e-uma-doenca/ Dra. Louise Cominato é coordenadora do Ambulatório de Obesidade do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo e secretária do Departamento Científico de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Publicado em 01/06/2017. photo credit: BenSanji | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A pediatra Louise Cominato discute as terríveis consequências do excesso de peso na saúde e no futuro da criança.
Por Dra. Louise Cominato

A obesidade é uma doença. Isso mesmo, uma doença. Não se trata de uma questão estética ou mera consequência dos maus hábitos. Falamos de um problema multifatorial que deve ser prevenido desde os primeiros meses de gestação.

O preocupante é que a obesidade vem crescendo entre as crianças no mundo inteiro e se expandindo de forma alarmante em todo o Brasil. Estudos recentes mostram que metade das nossas crianças está acima do peso considerado adequado para a idade.

As consequências do excesso de peso na infância vão desde o maior risco de se tornar um adulto obeso, bem como uma maior probabilidade de encarar todos os problemas de saúde que acompanham a obesidade na vida adulta — hipertensão, diabete, acidente vascular cerebral, infarto precoce, alguns tipos de câncer, menor expectativa de vida… Isso sem contar que algumas alterações e complicações podem aparecer na própria infância. É o caso de aumento no colesterol, pressão alta, diabete, problemas ortopédicos, baixa autoestima e até depressão.

Pesquisas mostram que a prevenção é a melhor arma contra a obesidade infantil, um trabalho que deve ser iniciado antes mesmo de a mulher ficar grávida. Medidas como engravidar no peso adequado, não ganhar quilos a mais durante a gestação, respeitar o aleitamento materno, evitar o uso de antibióticos na infância, além de zelar por uma alimentação balanceada e pela prática de atividade física, são comprovadamente importantes para evitar o excesso de peso nesse período.

No que diz respeito à dieta da criança, um cardápio equilibrado, com destaque para frutas, legumes e verduras, deve ser incentivado em todas as fases da infância. Para a saúde do seu filho, lembre-se, é melhor comer menos do que comer errado. O consumo frequente de refrigerantes e sucos industrializados, por exemplo, está diretamente associado ao ganho exagerado de peso. E mesmo o suco natural de algumas frutas pode ser bastante calórico — por isso as sociedades de pediatria sugerem priorizar a ingestão das frutas in natura.

A alimentação dos pais influencia muito no que os filhos comem. Então, alimente-se bem na frente deles. Vale evitar ou moderar o consumo de alimentos industrializados ricos em gorduras e açúcares, assim como diminuir a quantidade de açúcar e óleo servida a toda a família. Estimular a prática de atividade física nesse contexto é outro conselho fundamental.

O diagnóstico de sobrepeso e obesidade é feito por meio do cálculo do índice de massa corpórea, o IMC, que se baseia no peso e na altura da criança. O valor ideal do IMC varia com idade e sexo, de modo que existem curvas de normalidade e não um valor fixo. Faça acompanhamento de rotina com o pediatra do seu filho e peça para ele calcular o IMC.

Nas crianças que já desenvolveram obesidade, é importante investigar condições frequentes nessas circunstâncias, como aumento de colesterol e triglicérides, resistência à insulina, gordura no fígado, hipertensão arterial e problemas psicológicos.

O tratamento da obesidade na infância e na adolescência requer atenção e apoio de pais e cuidadores. Não é tarefa fácil mudar hábitos alimentares, mas se trata de um ponto crucial para o sucesso do tratamento. Tenha em mente que é preciso, sim, tratar criança com obesidade. Não dá para esperar o estirão do crescimento para emagrecer, uma vez que crianças obesas raramente deixam de ser obesas quando ficam mais altas.

Quanto mais cedo começar o tratamento, melhor e mais eficaz ele será. O plano terapêutico deve ser realizado com profissional experiente no tratamento da obesidade infantil e baseado em dieta individualizada e prescrição de atividade física. Em alguns casos, pode exigir medicação adequada. O envolvimento familiar, assim como a assiduidade nas consultas com o profissional, garante o sucesso nessa batalha.

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Texto produzido pela Dra. Louise Cominato para o site SAÚDE.
Link original: http://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/por-que-a-obesidade-infantil-e-uma-doenca/

Dra. Louise Cominato é coordenadora do Ambulatório de Obesidade do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo e secretária do Departamento Científico de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Publicado em 01/06/2017.
photo credit: BenSanji | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Obesidade infantil: mudança de hábitos familiares é essencial https://spsp.org.br/obesidade-infantil-mudanca-de-habitos-familiares-e-essencial/ Thu, 05 Mar 2015 09:00:08 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=854 De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), um terço das crianças brasileiras entre cinco e nove anos está acima do peso. Entre os jovens de 10 a 19 anos, 20% apresenta sobrepeso. Criança gordinha não é sinônimo de saúde; ela faz parte de um grupo de risco suscetível a doenças decorrentes da obesidade. “São diversas e interligadas as causas para esses números alarmantes. Os dois principais fatores são a má alimentação e o sedentarismo”, alerta o membro do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Claudio Leone. A dieta inadequada é consequência da vida agitada das famílias e o crescente hábito de realizar as refeições fora de casa ou com alimentos industrializados e pré-preparados. Além disso, guloseimas ricas em açúcar e gorduras estão mais acessíveis, à disposição da criança. “Os pequenos estão cada vez mais dentro de casa, em frente à televisão, computador e vídeo games, ou seja, a prática de atividade física é quase nula, principalmente nos centros urbanos. Tudo isso contribui para este cenário”, continua o pediatra. É importante, também, considerar os fatores genéticos – filhos de pais obesos têm maior propensão em estar acima do peso, habitualmente inclusive por seguir os hábitos alimentares, nem sempre adequados, da família. A atenção deve começar desde a gestação: mães que engordaram muito na gravidez terão crianças mais suscetíveis a desenvolver obesidade. Danos à saúde “Alguns problemas já aparecem na infância, como os psicossociais – consequência da provocação de colegas, brincadeiras de mau gosto e bullying”, alerta o Dr. Leone. Por isso, pais, amigos e parentes não devem falar constantemente do peso da criança, pois isso pode gerar maior ansiedade e dificultar o autocontrole na hora de alimentar-se. A obesidade infantil pode prosseguir na fase adulta, conforme apontam os números da Universidade Federal do Estado de São Paulo. Segundo a UNIFESP, as chances de permanecer o sobrepeso aos dois anos de idade são de 15%; aos 5 anos, 35% e aos 7 anos, chega a 50%. Os que se mantêm obesos até os 10 anos de idade apresentam 80% de chance de levar esse padrão no decorrer da vida. Com isso, a saúde sofre problemas sérios, causando danos sistêmicos e metabólicos. “Por conta do excesso de peso sobre os joelhos e membros inferiores, é comum o aparecimento de problemas ortopédicos nessas regiões. Além disso, a obesidade infantil provoca alterações precoces no metabolismo dos açúcares e gorduras no organismo, inclusive com dificuldade no uso de sua insulina e glicose. Desta forma, o risco de desenvolver diabetes tipo 2, aumento da pressão arterial e de problemas cardiovasculares é elevado e significativo”, destaca o pediatra. Como reverter esse quadro? A orientação do Dr. Claudio Leone é a de realizar mudança de hábitos sempre com orientação e acompanhamento de um pediatra, se possível com apoio de um nutrólogo (ou nutricionista) e de um educador físico. “É importante que toda a família esteja envolvida nesse processo. Todos precisam mudar de estilo de vida, não só a criança. O exemplo e o incentivo são peças fundamentais para um tratamento de sucesso”, aconselha. É preciso oferecer mais frutas, legumes e verduras do que fastfood, comida processada e em conserva. Para adaptação inicial, vale oferecer as frutas em formas de suco, por exemplo, e os vegetais dentro do feijão ou suflê. O paladar da criança deve se acostumar a esses novos sabores. Já em relação ao fim do sedentarismo, os pais devem criar condições para a prática de atividades físicas, como frequentar clubes e parques. Eles precisam ser estimulados a sair da frente da TV e ir caminhar, passear ou andar de bicicleta. “A criança que faz mais atividade física é mais saudável de um modo geral”, conclui o pediatra Claudio Leone. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 15/03/2015. photo credit: kaorihf | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

bicycle-427560_640De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), um terço das crianças brasileiras entre cinco e nove anos está acima do peso. Entre os jovens de 10 a 19 anos, 20% apresenta sobrepeso. Criança gordinha não é sinônimo de saúde; ela faz parte de um grupo de risco suscetível a doenças decorrentes da obesidade.

“São diversas e interligadas as causas para esses números alarmantes. Os dois principais fatores são a má alimentação e o sedentarismo”, alerta o membro do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Claudio Leone. A dieta inadequada é consequência da vida agitada das famílias e o crescente hábito de realizar as refeições fora de casa ou com alimentos industrializados e pré-preparados. Além disso, guloseimas ricas em açúcar e gorduras estão mais acessíveis, à disposição da criança. “Os pequenos estão cada vez mais dentro de casa, em frente à televisão, computador e vídeo games, ou seja, a prática de atividade física é quase nula, principalmente nos centros urbanos. Tudo isso contribui para este cenário”, continua o pediatra.

É importante, também, considerar os fatores genéticos – filhos de pais obesos têm maior propensão em estar acima do peso, habitualmente inclusive por seguir os hábitos alimentares, nem sempre adequados, da família. A atenção deve começar desde a gestação: mães que engordaram muito na gravidez terão crianças mais suscetíveis a desenvolver obesidade.

Danos à saúde

“Alguns problemas já aparecem na infância, como os psicossociais – consequência da provocação de colegas, brincadeiras de mau gosto e bullying”, alerta o Dr. Leone. Por isso, pais, amigos e parentes não devem falar constantemente do peso da criança, pois isso pode gerar maior ansiedade e dificultar o autocontrole na hora de alimentar-se.

A obesidade infantil pode prosseguir na fase adulta, conforme apontam os números da Universidade Federal do Estado de São Paulo. Segundo a UNIFESP, as chances de permanecer o sobrepeso aos dois anos de idade são de 15%; aos 5 anos, 35% e aos 7 anos, chega a 50%. Os que se mantêm obesos até os 10 anos de idade apresentam 80% de chance de levar esse padrão no decorrer da vida.

Com isso, a saúde sofre problemas sérios, causando danos sistêmicos e metabólicos. “Por conta do excesso de peso sobre os joelhos e membros inferiores, é comum o aparecimento de problemas ortopédicos nessas regiões. Além disso, a obesidade infantil provoca alterações precoces no metabolismo dos açúcares e gorduras no organismo, inclusive com dificuldade no uso de sua insulina e glicose. Desta forma, o risco de desenvolver diabetes tipo 2, aumento da pressão arterial e de problemas cardiovasculares é elevado e significativo”, destaca o pediatra.

Como reverter esse quadro?

A orientação do Dr. Claudio Leone é a de realizar mudança de hábitos sempre com orientação e acompanhamento de um pediatra, se possível com apoio de um nutrólogo (ou nutricionista) e de um educador físico. “É importante que toda a família esteja envolvida nesse processo. Todos precisam mudar de estilo de vida, não só a criança. O exemplo e o incentivo são peças fundamentais para um tratamento de sucesso”, aconselha.

É preciso oferecer mais frutas, legumes e verduras do que fastfood, comida processada e em conserva. Para adaptação inicial, vale oferecer as frutas em formas de suco, por exemplo, e os vegetais dentro do feijão ou suflê. O paladar da criança deve se acostumar a esses novos sabores.

Já em relação ao fim do sedentarismo, os pais devem criar condições para a prática de atividades físicas, como frequentar clubes e parques. Eles precisam ser estimulados a sair da frente da TV e ir caminhar, passear ou andar de bicicleta. “A criança que faz mais atividade física é mais saudável de um modo geral”, conclui o pediatra Claudio Leone.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 15/03/2015.
photo credit: kaorihf | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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