Obesidade na adolescência – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 06 Mar 2024 16:11:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Obesidade na adolescência – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Setembro Laranja: combate à obesidade infantil https://spsp.org.br/setembro-laranja-combate-a-obesidade-infantil-3/ Mon, 02 Sep 2019 13:55:45 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2915 É possível, para alguns de nós, lembrarmos de crianças e jovens dividindo espaço nas ruas, praticando esportes ou participando de brincadeiras como pega-pega, queimada, pique-esconde, batata quente, entre muitas outras. No entanto, o perfil das gerações mais jovens está bastante diferente. Com a difusão da tecnologia, cada vez mais cedo crianças têm acesso aos celulares, computadores e tablets com uma série de jogos, aplicativos, tutoriais, filmes e séries a apenas um clique. Aliado a isso, uma rotina estressante com vários compromissos e que acaba negligenciando a alimentação e a prática de atividades físicas. A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove este mês a campanha Setembro Laranja: combate à obesidade infantil. O coordenador das Campanhas da SPSP, Claudio Barsanti, a coordenadora do Setembro Laranja, Maria Arlete M. S. Escrivão, e especialistas do Departamento Científico de Nutrição da SPSP estão organizando um programa especial para que a comunidade médica e não médica esteja atenta ao tema. O intuito é conscientizar sobre a importância de hábitos alimentares saudáveis em casa e nas escolas, bem como estimular a prática de atividades físicas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 41 milhões de crianças menores de cinco anos estejam acima do peso. É um dado alarmante e a SPSP está empenhada para que esse número seja drasticamente reduzido. A conscientização é imprescindível para prevenir a obesidade infantil e outros problemas decorrentes de uma alimentação inadequada. Orientação para a comunidade Está prevista a realização do evento Prevenção da Obesidade Infantil – Setembro Laranja, com transmissão ao vivo pela página da SPSP no Facebook. Segundo Maria Arlete, o objetivo é abrir um novo canal de diálogo com a comunidade, levando informações e respondendo as dúvidas sobre a prevenção da obesidade. A transmissão ao vivo acontece no dia 27 de setembro, das 14h às 15h30, e poderá ser acessada na página da SPSP no Facebook. “Queremos alertar sobre o aumento da prevalência de obesidade infantil, orientar como preveni-la e explicar suas consequências. Além disso, ressaltar a importância do acompanhamento do peso e da estatura de crianças e adolescentes pelo pediatra, com o objetivo de detectar precocemente o aumento excessivo de peso”, acrescenta a pediatra. Publicado em 2/09/2019]]>

É possível, para alguns de nós, lembrarmos de crianças e jovens dividindo espaço nas ruas, praticando esportes ou participando de brincadeiras como pega-pega, queimada, pique-esconde, batata quente, entre muitas outras. No entanto, o perfil das gerações mais jovens está bastante diferente. Com a difusão da tecnologia, cada vez mais cedo crianças têm acesso aos celulares, computadores e tablets com uma série de jogos, aplicativos, tutoriais, filmes e séries a apenas um clique. Aliado a isso, uma rotina estressante com vários compromissos e que acaba negligenciando a alimentação e a prática de atividades físicas.

obesidade infantil

A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove este mês a campanha Setembro Laranja: combate à obesidade infantil. O coordenador das Campanhas da SPSP, Claudio Barsanti, a coordenadora do Setembro Laranja, Maria Arlete M. S. Escrivão, e especialistas do Departamento Científico de Nutrição da SPSP estão organizando um programa especial para que a comunidade médica e não médica esteja atenta ao tema. O intuito é conscientizar sobre a importância de hábitos alimentares saudáveis em casa e nas escolas, bem como estimular a prática de atividades físicas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 41 milhões de crianças menores de cinco anos estejam acima do peso. É um dado alarmante e a SPSP está empenhada para que esse número seja drasticamente reduzido. A conscientização é imprescindível para prevenir a obesidade infantil e outros problemas decorrentes de uma alimentação inadequada.

Orientação para a comunidade

Está prevista a realização do evento Prevenção da Obesidade Infantil – Setembro Laranja, com transmissão ao vivo pela página da SPSP no Facebook. Segundo Maria Arlete, o objetivo é abrir um novo canal de diálogo com a comunidade, levando informações e respondendo as dúvidas sobre a prevenção da obesidade.

A transmissão ao vivo acontece no dia 27 de setembro, das 14h às 15h30, e poderá ser acessada na página da SPSP no Facebook. “Queremos alertar sobre o aumento da prevalência de obesidade infantil, orientar como preveni-la e explicar suas consequências. Além disso, ressaltar a importância do acompanhamento do peso e da estatura de crianças e adolescentes pelo pediatra, com o objetivo de detectar precocemente o aumento excessivo de peso”, acrescenta a pediatra.

Publicado em 2/09/2019

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A obesidade faz o diabetes tipo 2 também virar uma doença da adolescência https://spsp.org.br/a-obesidade-faz-o-diabetes-tipo-2-tambem-virar-uma-doenca-da-adolescencia/ Thu, 06 Sep 2018 18:30:55 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2297 A incidência de crianças e adolescentes acima do peso ou obesos vem crescendo rapidamente. Na última década, um terço das crianças norte-americanas foram diagnosticadas com sobrepeso e 17%, como obesas. Na América Latina, uma em cada cinco está acima do peso ou é obesa. No Brasil, observa-se uma disseminação da obesidade em todas as faixas etárias – mas com um especial e nada positivo destaque para os menores de 18 anos. Diversas doenças crônicas são associadas à obesidade, como infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, trombose, enfermidades autoimunes, alterações de crescimento e desenvolvimento e até mesmo o câncer. Aqui também se destaca o diabetes tipo 2. Ele é um dos problemas crônicos mais fortemente ligados à obesidade. Antigamente conhecido como “diabetes do adulto”, os casos na infância começaram a surgir com maior frequência graças à epidemia de obesidade. E pior: a incidência já no começo da vida têm aumentado em larga escala nos últimos anos. Por quê? O excesso de peso leva a um estado de resistência à ação da insulina – hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pela entrada de glicose para dentro das células. Se a obesidade persiste, essa alteração metabólica provoca a falência das células do pâncreas e a consequente diminuição na produção de insulina. Resultado: um aumento duradouro da glicose no sangue – está aí o diabetes tipo 2. As principais causas relacionadas ao crescente número de crianças e adolescentes obesos e com diabetes envolvem mudanças típicas do mundo moderno, como falta de atividade física, aumento da disponibilidade de alimentos com altos índices calóricos e em porções maiores, redução das horas de sono e o estresse. A predisposição genética tem um papel no surgimento do diabetes nas primeiras décadas de vida, mas não é o único fator, como alguns acreditam. Para ajudar a combater a obesidade nessa faixa etária, a sociedade médica tem pressionado os governos para criar políticas de saúde. Em 2014, os países integrantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) assinaram um acordo para desestimular o consumo de produtos alimentícios industrializados com a adição de altas concentrações de açúcares. Entre outras ações, o plano previu a implementação de políticas fiscais, como impostos sobre as bebidas açucaradas e os produtos com alto valor energético, mas pobre em nutrientes. Observou-se que o aumento de 10% no preço resultou na queda de 11,6% na demanda por esses alimentos. Entretanto, ainda cabe aos educadores, profissionais de saúde e principalmente aos pais observar os hábitos alimentares das crianças e estimular não só a alimentação saudável como também a prática de atividades físicas. O acompanhamento do crescimento pelo médico pediatra deve envolver mensurações frequentes do peso e da altura da criança e qualquer desequilíbrio precisa ser investigado. Juntos, podemos começar a virar essa maré. ___ Texto produzido por Dra. Louise Cominato para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/a-obesidade-faz-o-diabetes-tipo-2-tambem-virar-uma-doenca-da-adolescencia/ A Dra. Louise Cominato é endocrinologista pediátrica, membro do departamento de endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo e coordenadora do Ambulatório de Obesidade do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. ___ Publicado em 6/09/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A incidência de crianças e adolescentes acima do peso ou obesos vem crescendo rapidamente. Na última década, um terço das crianças norte-americanas foram diagnosticadas com sobrepeso e 17%, como obesas. Na América Latina, uma em cada cinco está acima do peso ou é obesa. No Brasil, observa-se uma disseminação da obesidade em todas as faixas etárias – mas com um especial e nada positivo destaque para os menores de 18 anos.

StockSnap | Pixabay

Diversas doenças crônicas são associadas à obesidade, como infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, trombose, enfermidades autoimunes, alterações de crescimento e desenvolvimento e até mesmo o câncer.

Aqui também se destaca o diabetes tipo 2. Ele é um dos problemas crônicos mais fortemente ligados à obesidade. Antigamente conhecido como “diabetes do adulto”, os casos na infância começaram a surgir com maior frequência graças à epidemia de obesidade. E pior: a incidência já no começo da vida têm aumentado em larga escala nos últimos anos.

Por quê? O excesso de peso leva a um estado de resistência à ação da insulina – hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pela entrada de glicose para dentro das células. Se a obesidade persiste, essa alteração metabólica provoca a falência das células do pâncreas e a consequente diminuição na produção de insulina. Resultado: um aumento duradouro da glicose no sangue – está aí o diabetes tipo 2.

As principais causas relacionadas ao crescente número de crianças e adolescentes obesos e com diabetes envolvem mudanças típicas do mundo moderno, como falta de atividade física, aumento da disponibilidade de alimentos com altos índices calóricos e em porções maiores, redução das horas de sono e o estresse. A predisposição genética tem um papel no surgimento do diabetes nas primeiras décadas de vida, mas não é o único fator, como alguns acreditam.

Para ajudar a combater a obesidade nessa faixa etária, a sociedade médica tem pressionado os governos para criar políticas de saúde. Em 2014, os países integrantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) assinaram um acordo para desestimular o consumo de produtos alimentícios industrializados com a adição de altas concentrações de açúcares. Entre outras ações, o plano previu a implementação de políticas fiscais, como impostos sobre as bebidas açucaradas e os produtos com alto valor energético, mas pobre em nutrientes. Observou-se que o aumento de 10% no preço resultou na queda de 11,6% na demanda por esses alimentos.

Entretanto, ainda cabe aos educadores, profissionais de saúde e principalmente aos pais observar os hábitos alimentares das crianças e estimular não só a alimentação saudável como também a prática de atividades físicas. O acompanhamento do crescimento pelo médico pediatra deve envolver mensurações frequentes do peso e da altura da criança e qualquer desequilíbrio precisa ser investigado. Juntos, podemos começar a virar essa maré.

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Texto produzido por Dra. Louise Cominato para o site SAÚDE.
Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/a-obesidade-faz-o-diabetes-tipo-2-tambem-virar-uma-doenca-da-adolescencia/

A Dra. Louise Cominato é endocrinologista pediátrica, membro do departamento de endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo e coordenadora do Ambulatório de Obesidade do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.

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Publicado em 6/09/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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SPSP lança campanha “Combate à Obesidade Infantil – Setembro Laranja” https://spsp.org.br/spsp-lanca-campanha-combate-a-obesidade-infantil-setembro-laranja-2/ Tue, 04 Sep 2018 18:00:11 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2279 A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) lançou a campanha “Combate à Obesidade Infantil – Setembro Laranja”. Claudio Barsanti, presidente da SPSP, diz que a campanha tem por objetivo não apenas divulgar o problema, mas, sobretudo, desenvolver e implementar ações e promoções de hábitos e práticas alimentares saudáveis nas escolas e em casa, além de estimular a prática de atividades físicas, visando a melhoria da qualidade de vida das crianças, suas famílias e as comunidades nas quais estão inseridas. “A obesidade é, hoje, um dos problemas nutricionais cada vez mais prevalentes entre as crianças nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 41 milhões de crianças com menos de cinco anos estejam acima do peso”, relata o médico, salientando que os pediatras e os profissionais de saúde que trabalham com crianças e adolescentes estão na linha de frente para detectar aqueles que estão acima do peso ou sob maior risco deste ganho. “Por isso, a SPSP pretende elaborar um documento que contemple a necessidade e as demandas por informação, conhecimento, orientação e condutas para o enfrentamento da obesidade infantil”, conclui Barsanti. Setembro Laranja A Sociedade de Pediatria de São Paulo acredita que os cuidados com a saúde não se iniciam com o diagnóstico e o tratamento de morbidades já estabelecidas. “A atenção à saúde deve sempre ter como ponto de partida a discussão dos riscos e, também, dos males que já estão presentes em uma população para que se estabeleçam programas de ação com medidas reais, visando não só a cura das doenças e diminuição de suas sequelas, mas, em especial, a prevenção, o que é a terapêutica mais efetiva”, afirma Barsanti. Nesse sentido, ações conjuntas entre o Estado, as sociedades civis, órgãos de classe e organizações não governamentais, dentre outros, são fundamentais para que se obtenha uma ideia real do que ocorre na questão da obesidade infantil para o desenvolvimento de uma atenção eficaz. A SPSP tem se envolvido em discussões sobre o assunto, por meio de seus Departamentos Científicos, e agora lança a campanha para aprofundar o assunto.   ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 04/09/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) lançou a campanha “Combate à Obesidade Infantil – Setembro Laranja”.

Claudio Barsanti, presidente da SPSP, diz que a campanha tem por objetivo não apenas divulgar o problema, mas, sobretudo, desenvolver e implementar ações e promoções de hábitos e práticas alimentares saudáveis nas escolas e em casa, além de estimular a prática de atividades físicas, visando a melhoria da qualidade de vida das crianças, suas famílias e as comunidades nas quais estão inseridas.

“A obesidade é, hoje, um dos problemas nutricionais cada vez mais prevalentes entre as crianças nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 41 milhões de crianças com menos de cinco anos estejam acima do peso”, relata o médico, salientando que os pediatras e os profissionais de saúde que trabalham com crianças e adolescentes estão na linha de frente para detectar aqueles que estão acima do peso ou sob maior risco deste ganho. “Por isso, a SPSP pretende elaborar um documento que contemple a necessidade e as demandas por informação, conhecimento, orientação e condutas para o enfrentamento da obesidade infantil”, conclui Barsanti.

Setembro Laranja

A Sociedade de Pediatria de São Paulo acredita que os cuidados com a saúde não se iniciam com o diagnóstico e o tratamento de morbidades já estabelecidas. “A atenção à saúde deve sempre ter como ponto de partida a discussão dos riscos e, também, dos males que já estão presentes em uma população para que se estabeleçam programas de ação com medidas reais, visando não só a cura das doenças e diminuição de suas sequelas, mas, em especial, a prevenção, o que é a terapêutica mais efetiva”, afirma Barsanti.

Nesse sentido, ações conjuntas entre o Estado, as sociedades civis, órgãos de classe e organizações não governamentais, dentre outros, são fundamentais para que se obtenha uma ideia real do que ocorre na questão da obesidade infantil para o desenvolvimento de uma atenção eficaz. A SPSP tem se envolvido em discussões sobre o assunto, por meio de seus Departamentos Científicos, e agora lança a campanha para aprofundar o assunto.

obesidade infantil

 

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 04/09/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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