Nicotina – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 12 Mar 2026 14:24:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Nicotina – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Alerta aos pais, familiares e adolescentes: cigarros eletrônicos (vapes e pods) não são inofensivos https://spsp.org.br/alerta-aos-pais-familiares-e-adolescentes-cigarros-eletronicos-vapes-e-pods-nao-sao-inofensivos/ Wed, 11 Mar 2026 18:52:51 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55414 Hoje, com o uso cada vez mais comum dos cigarros eletrônicos, muitos jovens – e também seus pais – estão começando a perceber algo]]>

Hoje, com o uso cada vez mais comum dos cigarros eletrônicos, muitos jovens – e também seus pais – estão começando a perceber algo preocupante: a forte dependência de nicotina que esses dispositivos causam. Há adolescentes que já não conseguem assistir a uma aula inteira sem sair da sala para “vaporizar”, ou que usam escondido no fundo da classe, já que a fumaça quase não tem cheiro. Muitos dizem que não fumam – apenas “vaporizam”. Mas o efeito no corpo é real e perigoso.

Esses aparelhos contêm altas doses de nicotina, uma substância que causa vício rapidamente, além de diversos produtos químicos tóxicos que prejudicam os pulmões, o coração e o cérebro – especialmente em crianças e adolescentes, que ainda estão em desenvolvimento.

Quem usa vape pode ter de cinco a seis vezes mais nicotina no sangue do que quem fuma o cigarro tradicional. Com isso, a dependência é maior e parar se torna muito mais difícil.

Esse fenômeno não é por acaso. Existe um marketing bem planejado de uma indústria que aumentou a concentração de nicotina e criou sabores doces e agradáveis para atrair cada vez mais jovens, formando consumidores por muitos anos. Os sabores de frutas, menta e doces facilitam o início do uso e passam a falsa ideia de algo inofensivo. É importante reforçar: vape não é vapor de água! É um aerossol cheio de substâncias prejudiciais, incluindo metais pesados, produtos cancerígenos e compostos que podem causar inflamações graves nos pulmões.

Esses dispositivos foram divulgados como uma alternativa “menos prejudicial”, mas já se sabe que podem causar doenças pulmonares graves e precoces, tão sérias quanto problemas conhecidos, como o enfisema. Além disso, muitas informações falsas circulam nas redes sociais, minimizando os riscos e incentivando o uso entre adolescentes.

Outro ponto preocupante é quando adultos acabam normalizando o consumo – seja usando vape junto com os filhos ou tratando isso como algo sem perigo. O exemplo dentro de casa tem enorme influência.

Estudos mostram que:
 • Quando os pais fumam, cerca de metade dos filhos tende a repetir o hábito
 • Quando os pais não fumam, esse número cai muito
 O mesmo acontece com o consumo de álcool.

Ou seja, o comportamento da família faz grande diferença.

É verdade que nem todas as pessoas que fumam terão doenças graves, mas o risco existe – e aumenta muito quando há histórico familiar de câncer ou problemas respiratórios. O tabagismo pode multiplicar essas chances.

Muitos jovens começam por curiosidade com amigos, às vezes aos 12 ou 13 anos, e quando os pais percebem, o uso já se tornou diário.

O consumo começa cada vez mais cedo e traz riscos reais à saúde.

Vale a pena correr esse risco?

Cuidar hoje é proteger o futuro.

 

Relatores:

Marina Buarque de Almeida
João Paulo Lotufo
Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP

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Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo https://spsp.org.br/dia-nacional-de-combate-as-drogas-e-ao-alcoolismo/ Tue, 20 Feb 2024 18:19:55 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=42733 O álcool é a droga mais utilizada entre nós e os grandes problemas estão em seu consumo excessivo e no início precoce. Já é muito falado sobre o início de uso]]>

O álcool é a droga mais utilizada entre nós e os grandes problemas estão em seu consumo excessivo e no início precoce.

Já é muito falado sobre o início de uso de álcool e outras drogas antes do cérebro estar todo formado, e isto ocorre até os 21 anos; um pouquinho ainda até os 25 anos.

Qualquer droga iniciada antes da formação do cérebro pode acarretar maior dependência e complicações. Por isso, nos EUA o álcool é liberado após os 21 anos, mas no Brasil é aos 18 anos. A indústria é a mesma, mas o respeito às regras e ao bom senso aqui não existe, pois, semelhante à indústria do tabaco e hoje do cigarro eletrônico, as propagandas são voltadas às crianças e aos adolescentes.

O filho de um amigo, aos 8 anos perguntou ao pai o que era ser “brameiro”, pois a propaganda da cerveja por um jogador de futebol dizia: “O MEU SUCESSO É PORQUE EU SOU BRAMEIRO”. ISTO EM HORÁRIO DE CRIANÇA VER TELEVISÃO E LIGADA AO ESPORTE. Essa propaganda foi retirada do ar dois meses depois, quando o estrago já estava feito.

O cigarro eletrônico (CE) é outra moda entre os jovens. Perto de 20% deles já o experimentaram. Estaremos produzindo um exército de dependentes de nicotina, pois o CE tem mais nicotina que o cigarro normal. O veículo que vaporiza a nicotina tem glicerol e outras substâncias que são cancerígenas e produzem uma doença inflamatória em nível pulmonar. A população não tem noção do malefício que isso pode trazer, pois as fake news influenciam mais os jovens de hoje. Por isso temos um livreto sobre CE, que se encontra também no site www.drbarto.com.br: Livreto-Cigarros-Eletronicos.pdf – Google Drive.

A maconha é a droga que os jovens acham que faz menos mal, mas ignoram que ela tem até 5 vezes mais cancerígenos do que o tabaco. Mas a maconha pode lesar a memória e o aprendizado, criando alguns “noias”; infelizmente todo mundo conhece um. Não se percebe a lesão cerebral, mas ela pode aparecer e é irreversível.

Como diminuir estes riscos?

  1. O exemplo dos pais é fundamental. Ensinar seu filho a beber antes dos 18 anos aumenta a chance de ele beber com os amigos e aí a quantidade será outra. Quanto de bebida alcoólica você serve em suas festas de família?
  2. Família unida com limites, coisa que está faltando hoje em dia. Isto começa desde cedo, pois se você não coloca limites no dia a dia, não conseguirá fazê-lo aos 14 ou 15 anos de idade. Ser pai é diferente de ser amigão.
  3. Diálogo na família diminui 60% a experimentação de álcool ou outras drogas. Evite usar o celular nas refeições.
  4. Envolvimento com atividades esportivas e culturais diminuiu em muito o problema de drogas na Islândia. Lá ainda fizeram um toque de recolher com os jovens. Poderiam estar nas ruas à noite apenas acompanhados dos pais. Limites novamente. Imagine isso aqui!
  5. Espiritualidade também é um fator protetor.
  6. Bons amigos. Saiba onde está seu filho, com quem e fazendo o quê. Traga os amigos de seus filhos para dentro de casa. Descubra com quem eles andam.
  7. Pais que não fumam e não bebem diminuem respectivamente em 50% e 25% o uso de drogas entre seus filhos.

Estas dicas encontram-se no livro 12 passos do projeto Dr Bartô de prevenção de álcool e outras drogas. Os jovens e crianças têm muito acesso às fake news pela internet, por isso os sites www.drbarto.com.br e drbarto.46graus.com devem ser consultados para aumentar o conhecimento de drogas pelos pais, para que eles possam orientar melhor seus filhos.

O Aconselhamento Breve (AB) semanal é uma boa forma de discutir estes assuntos com nossos jovens. Há um programa de AB por vídeos, que pode ser acessado em https://drbarto.46graus.com/videos – neste dia 20 de fevereiro, Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, fica a sugestão: envie um vídeo toda semana ao seu filho e discuta por alguns minutos aquela mensagem.

 

Relator:
João Paulo Becker Lotufo
Presidente do Núcleo de Estudos de Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Membro da Comissão de Combate ao Tabagismo da Associação Médica Brasileira (AMB) e convidado pela Comissão de Drogas Lícitas e Ilícitas do Conselho Federal de Medicina
Responsável pelo Projeto Dr. Bartô e os Doutores da Saúde – Projeto de Prevenção de Drogas no Ensino Fundamental e Médio

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31 de maio – Dia Mundial sem Tabaco https://spsp.org.br/31-de-maio-dia-mundial-sem-tabaco-2/ Wed, 31 May 2023 18:04:37 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=37633 Os jovens, em idade cada vez mais precoce, encantam-se com o mundo mágico de novidades. Na adolescência, a busca pelo conhecimento, o aprendizado pela experimentação e o gosto pela]]>

Os jovens, em idade cada vez mais precoce, encantam-se com o mundo mágico de novidades. Na adolescência, a busca pelo conhecimento, o aprendizado pela experimentação e o gosto pela aventura são um terreno propício para a iniciação, além da influência genética, pelas facilidades socioambientais e familiares. Apesar de ser proibido no Brasil pela Anvisa desde 2009, adolescentes e jovens têm acesso fácil ao cigarro eletrônico por meio da comercialização na internet, no comércio informal ou adquirido no exterior. O líquido contido no cigarro eletrônico (também chamado Vapers, Pod) possui nicotina e outros produtos químicos, inclusive THC (componente psicoativo da maconha). Os adolescentes podem começar a usar o cigarro eletrônico por curiosidade ou atraídos pela ideia de que ele pode ajudar a deixar o tabagismo.

O risco de iniciação ao tabagismo é significativamente maior entre usuários de cigarro eletrônico. Pesquisadores do INCA avaliaram através de revisão sistemática e metanálise mostrando que o uso dos cigarros eletrônicos aumenta em quase três vezes e meia o risco de o indivíduo experimentar o cigarro convencional, e em mais de quatro o risco de passar a utilizar, posteriormente, cigarro convencional.

A OMS já listou mais de 100 razões para parar de fumar, dentre elas que “o cigarro é responsável por 25% das mortes por câncer e pelo risco aumentado de doenças cardiovasculares”.

Não menos importante é o tabagismo passivo: quando um cigarro é aceso, somente uma parte da fumaça é tragada pelo fumante, o restante é lançado ao ambiente pela ponta acesa. O perigo é ainda maior aos bebês fumantes passivos, pois o desenvolvimento incompleto do aparelho respiratório e a relação entre o volume de substâncias tóxicas inaladas e o peso da criança tornam a exposição ao cigarro ainda mais maléfica durante a infância. As crianças maiores expostas à fumaça têm maior frequência de resfriados, otites, bronquites, pneumonias e piora das crises de asma.

As gestantes expostas à fumaça correm o risco de ter bebês com malformações congênitas, baixo peso ao nascer ou ainda natimortos. Em relação aos bebês em fase de amamentação, estudos apresentados pela Sociedade Brasileira de Pediatria sugerem que eles podem ter menor capacidade intelectual, maior risco de morte súbita e grave acometimento respiratório e imunológico.

 O tabagismo é uma doença inscrita na Classificação Internacional de Doenças e merece nossa atenção, combate e cuidados redobrados, por suas danosas consequências. A potencialização das ações educativas, de comunicação, de atenção à saúde, junto com o apoio à adoção ou cumprimento de medidas legislativas e econômicas devem ser feitas para prevenir a iniciação do tabagismo, principalmente entre crianças, adolescentes e adultos jovens.

 

Saiba mais:

https://www.who.int/news-room/spotlight/more-than-100-reasons-to-quit-tobacco

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-parar-de-fumar/noticias/2021/criancas-que-convivem-com-fumantes-que-consequencias-podem-sofrer

 

Relatora:
Karina Pierantozzi Vergani
Pneumologista Pediátrica
Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Nacional de Combate ao Tabagismo – Um problema de grande magnitude https://spsp.org.br/dia-nacional-de-combate-ao-tabagismo-a-magnitude-do-problema-do-tabagismo-e-de-outras-drogas-na-infancia/ Mon, 29 Aug 2022 18:00:13 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=34099 O Dia Nacional de Combate ao Tabagismo é comemorado no dia 29 de agosto e sabemos que temos muito a combater, uma vez que o tabagi]]>

O Dia Nacional de Combate ao Tabagismo é comemorado no dia 29 de agosto e sabemos que temos muito a combater, uma vez que o tabagismo ativo é a primeira e o passivo é a terceira causa de mortes evitáveis no mundo.

Em trabalho publicado em 2005, baseado em levantamento no Pronto-Socorro de Pediatria do Hospital Universitário da USP, realizado antes da Lei Ambiente Fechado Livre do Tabaco (2009), foi encontrado que: 51% das crianças eram fumantes passivas (segundo informações maternas); a cotinina urinária foi identificada em 23,8% das crianças de 0 a 5 anos de idade; filhos de mães fumantes apresentaram maiores níveis de cotinina urinária, sendo ainda mais elevados nos filhos de casais em que ambos os pais eram fumantes.

Estes dados evidenciam que o contato das crianças com a nicotina se inicia precocemente, o que é muito relevante, aliás, o contato com a nicotina, que é a droga que vicia, pode se iniciar antes do nascimento, pois se a grávida ou seu parceiro fumam, a primeira exposição ocorre intraútero.

O tabagismo é considerado uma doença pela Organização Mundial da Saúde desde 1992. Encará-lo desta maneira permitiu a implementação de programas de tratamento da dependência da nicotina no mundo. Dentro deste enfoque, a prevenção do tabaco é de extrema importância para a saúde das crianças. Estatísticas globais demonstram que 80 a 100 mil crianças no mundo iniciam todos os dias neste vício.

Um dos pilares da luta antitabágica no nosso meio foi a retirada da propaganda do cigarro da mídia. Anais de 1975 da indústria do tabaco dos Estados Unidos, recentemente tornados públicos, confirmam a intenção da indústria tabaqueira de atingir diretamente a criança e o adolescente, sendo encontradas frases como:

■ “Os jovens representam o negócio de cigarros amanhã”;

■ “À medida que o grupo etário de 14 a 24 anos amadurece, ele se tornará parte do volume total de cigarros nos próximos 25 anos”;

■ “Atingir os jovens pode ser mais eficiente, ainda que os custos sejam maiores, pois eles desejam experimentar, têm mais influência entre os pares de sua idade e são muito mais leais a sua primeira marca escolhida”.

O tabagismo já era considerado uma doença pediátrica, já citada pelo Prof. Dr. José Rosemberg, um dos pioneiros na luta antitabágica no Brasil. Hoje se considera que o vício em outras drogas, como o álcool e a maconha, também são doenças pediátricas, pois o seu consumo começa muito cedo, quando os adolescentes ainda estão sob os cuidados dos pais e dos pediatras.

A família com limites, a espiritualidade, as atividades culturais e esportivas e as amizades são os pilares da prevenção de sucesso realizada na Irlanda (Reino Unido), projeto já utilizado por vários países. Também aconselhamos incluir atividades sociais, pois a família deve dar o exemplo e envolver seus filhos desde a infância em projetos sociais.

Em relação ao narguilé, há muita desinformação. A maioria dos usuários acredita estar utilizando apenas a essência, desconhecendo o fato de que ela é colocada junto ao tabaco para facilitar o vício e a dependência, mascarando o gosto ruim das primeiras tragadas. Sobre a maconha, o processo de descriminalização no Uruguai, em alguns estados dos Estados Unidos e que está começando na Argentina, diminui o medo da droga e aumenta o seu uso.

Pesquisa em escolas que indagou sobre qual droga dentre quatro faria menos mal à saúde, as respostas em todas as escolas foram idênticas: maconha e álcool. Isso denota que a maioria das crianças e adolescentes enxerga essas duas drogas como “pouco perigosas” ou até “inofensivas”. Observa-se inclusive que muitos jovens têm iniciado a experimentação de drogas diretamente pela maconha, sem nunca terem fumado qualquer cigarro, que consideram mais prejudicial à saúde. Obviamente, essa visão “saudável” da maconha é equivocada, pois apesar de ser utilizada em menor quantidade do que as unidades de tabaco fumadas por dia, apresenta 50% mais substâncias cancerígenas e quatro vezes mais alcatrão do que o tabaco, não utiliza filtro e provoca prejuízos ao pulmão tanto quanto o tabaco, já lesando o pulmão de crianças e adolescentes. Como já dito, isso não é notado porque a quantidade de cigarros fumados costuma ser proporcionalmente muito superior à quantidade de maconha consumida.

O uso das drogas, inclusive o tabaco, pode começar dentro de casa de acordo com a postura dos pais. A presença de cigarros em casa é um fator facilitador da experimentação. A iniciação também costuma ter influência direta dos amigos mais próximos, auxiliada pela ideia irreal de poucos danos à saúde, associada ao marketing ainda existente de maneira indireta. Algumas pessoas ainda alimentam a ideia de que o “rito” de passagem da adolescência para a vida adulta teria que passar pela experimentação do tabaco e pela ingestão de álcool. Hoje muitos já incluem o uso da maconha.

Com o objetivo deliberado de confundir potenciais consumidores, a indústria tabaqueira promoveu o lançamento do cigarro eletrônico (CE). A ideia inicial era que fossem utilizados por adultos que não conseguissem parar de fumar o cigarro normal, dando a ideia de que faria menos mal à saúde. Só que a propaganda do CE foi direta para jovens em todo o mundo, acarretando forte dependência nicotínica e morte entre os jovens americanos por lesões pulmonares graves.

Pais fumantes aumentam 50 vezes a chance de os filhos fumarem. Vocês pais, são os primeiros professores de seus filhos. Repensem e incluam em suas famílias os 12 passos para diminuir o risco de problemas na vida de seus filhos. São eles:

  1. Família unida e com limites;
  2. Fazer as refeições com os filhos, dentro do possível;
  3. Saber o que seus filhos fazem nas horas vagas;
  4. Acompanhar os deveres dos filhos;
  5. Investir no relacionamento familiar: qualidade no relacionamento;
  6. Elogiar boas atitudes dos filhos e não os criticar ou corrigi-los em excesso;
  7. Não fumar e não beber antes ou em excesso depois dos 18 anos;
  8. Aumento de atividades culturais e esportivas;
  9. Envolvimento em atividades sociais;
  10. Espiritualidade;
  11. Bons amigos;
  12. Dar o exemplo.

Tudo começa desde pequeno. Se não for feito desde a primeira infância, dificilmente será feito na adolescência. A presença de discussão, aliada a trocas de ideias (diálogo) com a família, foi o único fator positivo na diminuição da experimentação de drogas pelos jovens. Comecem a dialogar já.

 

Relator:
J
oão Paulo Becker Lotufo
Presidente do Núcleo de Estudos de Combate ao Uso de Drogas por Crianças e Adolescentes da SPSP

 

Foto: @andreycherkasov / br.freepik.com

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