mulher – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 15 Sep 2026 16:39:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png mulher – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Uma data para reforçar cuidados que devem ser diários https://spsp.org.br/uma-data-para-reforcar-cuidados-que-devem-ser-diarios/ Wed, 09 Sep 2026 16:09:49 +0000 https://spsp.org.br/?p=58947 Mais uma vez somos lembrados de que os Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF), entre eles a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), quadro mais grave e completo desses transtornos, podem ser totalmente prevenidos. Em nível global, no dia 9 de setembro comemora-se o Dia Mundial de Prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal. Os TEAF podem se manifestar em qualquer pessoa que tenha sido exposta ao álcool durante a vida intrauterina. Durante a gestação, quando uma mulher consome álcool etílico (etanol), este, por meio da placenta, chega ao embrião/feto em desenvolvimento. Essa droga lícita, presente em todas as bebidas alcoólicas, mas também em outros produtos, como diversos alimentos, é capaz de interferir na multiplicação, organização e amadurecimento de quaisquer células. Assim, pode alterar o desenvolvimento anatômico e funcional de diferentes órgãos, principalmente do cérebro, que começa a sua formação nas primeiras semanas de gravidez e só termina, muito tempo depois, já na vida extrauterina. A ação do álcool na vida intrauterina pode levar a manifestações capazes de se perpetuar por toda a vida do indivíduo acometido. Além das malformações com as quais pode nascer, uma criança com TEAF pode apresentar comprometimento de diferentes áreas do neurodesenvolvimento, como o de atenção, aprendizado, memória, comportamento, controle das emoções e de impulsos, linguagem, habilidades sociais e a realização de atividades do dia a dia. Algumas dessas dificuldades são reconhecidas apenas com o crescimento da criança e, muitas vezes, são confundidas com preguiça, desobediência ou falta de interesse. Com frequência são taxadas como sendo crianças “mal-educadas”, mas, na verdade, possuem um cérebro que funciona diferente e que, assim, precisa ser entendido, para ser ajudado. E para ser ajudado durante toda a sua vida, já que a cura não existe. Não existe um período da gestação em que se possa afirmar que o consumo de álcool é seguro. Não se conhece uma quantidade de álcool que possa ser considerada segura para o desenvolvimento do embrião/feto. Cada organismo é único e responde de maneira diferente. Não é possível prever quem será afetado ou qual será a intensidade das futuras consequências. Por isso, durante a gestação, a escolha mais segura é não consumir álcool em nenhum período, nem em nenhuma quantidade. E, na situação em que a gestante já tenha consumido álcool, a orientação deve ser a de interromper o seu consumo. A interrupção do consumo de álcool reduz a continuidade da exposição do embrião/feto e, por consequência, o risco e a severidade dessa exposição. Nenhuma mulher deveria e/ou precisa fazer isso sozinha. Apoiar uma gestante a não consumir álcool, oferecer alternativas sem álcool com naturalidade, evitar pressões sociais para o seu consumo e conversar sobre o assunto, de maneira respeitosa, são formas de prevenção que podem e devem ser exercidas pelos companheiros, familiares, amigos, profissionais de saúde e por toda a sociedade. Os profissionais de saúde, entre eles os pediatras, têm um papel fundamental. Devem perguntar sobre o consumo de álcool com respeito e acolhimento, orientar sem julgamentos e oferecer ajuda e apoio quando necessário. Como muitas gestações não são planejadas ou reconhecidas no seu início, conversar sobre álcool e saúde reprodutiva com mulheres em idade fértil é uma forma importante de cuidado da mulher e da futura criança. Uma forma indispensável para se prevenir possíveis danos que podem acompanhar uma pessoa por toda a vida. Dia 9 de setembro não é apenas uma data de conscientização. É, também, uma data para reforçar cuidados que devem ser diários: Relatora: Maria dos Anjos MesquitaVice-Presidente do Núcleo de Estudos dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) da SPSP]]>

Mais uma vez somos lembrados de que os Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF), entre eles a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), quadro mais grave e completo desses transtornos, podem ser totalmente prevenidos. Em nível global, no dia 9 de setembro comemora-se o Dia Mundial de Prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal.

Os TEAF podem se manifestar em qualquer pessoa que tenha sido exposta ao álcool durante a vida intrauterina.

Durante a gestação, quando uma mulher consome álcool etílico (etanol), este, por meio da placenta, chega ao embrião/feto em desenvolvimento. Essa droga lícita, presente em todas as bebidas alcoólicas, mas também em outros produtos, como diversos alimentos, é capaz de interferir na multiplicação, organização e amadurecimento de quaisquer células. Assim, pode alterar o desenvolvimento anatômico e funcional de diferentes órgãos, principalmente do cérebro, que começa a sua formação nas primeiras semanas de gravidez e só termina, muito tempo depois, já na vida extrauterina.

A ação do álcool na vida intrauterina pode levar a manifestações capazes de se perpetuar por toda a vida do indivíduo acometido. Além das malformações com as quais pode nascer, uma criança com TEAF pode apresentar comprometimento de diferentes áreas do neurodesenvolvimento, como o de atenção, aprendizado, memória, comportamento, controle das emoções e de impulsos, linguagem, habilidades sociais e a realização de atividades do dia a dia. Algumas dessas dificuldades são reconhecidas apenas com o crescimento da criança e, muitas vezes, são confundidas com preguiça, desobediência ou falta de interesse. Com frequência são taxadas como sendo crianças “mal-educadas”, mas, na verdade, possuem um cérebro que funciona diferente e que, assim, precisa ser entendido, para ser ajudado. E para ser ajudado durante toda a sua vida, já que a cura não existe.

Não existe um período da gestação em que se possa afirmar que o consumo de álcool é seguro. Não se conhece uma quantidade de álcool que possa ser considerada segura para o desenvolvimento do embrião/feto. Cada organismo é único e responde de maneira diferente. Não é possível prever quem será afetado ou qual será a intensidade das futuras consequências.

Por isso, durante a gestação, a escolha mais segura é não consumir álcool em nenhum período, nem em nenhuma quantidade. E, na situação em que a gestante já tenha consumido álcool, a orientação deve ser a de interromper o seu consumo. A interrupção do consumo de álcool reduz a continuidade da exposição do embrião/feto e, por consequência, o risco e a severidade dessa exposição.

Nenhuma mulher deveria e/ou precisa fazer isso sozinha. Apoiar uma gestante a não consumir álcool, oferecer alternativas sem álcool com naturalidade, evitar pressões sociais para o seu consumo e conversar sobre o assunto, de maneira respeitosa, são formas de prevenção que podem e devem ser exercidas pelos companheiros, familiares, amigos, profissionais de saúde e por toda a sociedade.

Os profissionais de saúde, entre eles os pediatras, têm um papel fundamental. Devem perguntar sobre o consumo de álcool com respeito e acolhimento, orientar sem julgamentos e oferecer ajuda e apoio quando necessário.

Como muitas gestações não são planejadas ou reconhecidas no seu início, conversar sobre álcool e saúde reprodutiva com mulheres em idade fértil é uma forma importante de cuidado da mulher e da futura criança. Uma forma indispensável para se prevenir possíveis danos que podem acompanhar uma pessoa por toda a vida.

Dia 9 de setembro não é apenas uma data de conscientização. É, também, uma data para reforçar cuidados que devem ser diários:

  • Álcool e gestação não combinam.
  • Não existe quantidade nem momento seguro de consumo de álcool durante a gestação.
  • Informação não julga. Ela pode proteger vidas.
  • Prevenção começa antes da primeira dose. O cuidado é necessário por toda a vida.
  • Prevenir os TEAF, entre eles a SAF, é uma responsabilidade compartilhada.

Relatora:

Maria dos Anjos Mesquita
Vice-Presidente do Núcleo de Estudos dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) da SPSP

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“Todas as mães se parecem, só muda o endereço.” https://spsp.org.br/todas-as-maes-se-parecem-so-muda-o-endereco/ Fri, 09 May 2025 11:52:02 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51319 Parafraseando essa frase conhecida, parabenizo todas as mulheres que exercem essa difícil e gratificante missão – a de cuidar de um novo ser. Tanto o desejo de ser mãe, quanto]]>

Parafraseando essa frase conhecida, parabenizo todas as mulheres que exercem essa difícil e gratificante missão – a de cuidar de um novo ser.

Tanto o desejo de ser mãe, quanto o amor incondicional de uma mãe para com o filho(a), sabe-se hoje, que não são tão naturais quanto se julgava antes. A maternagem é aprendida, tem que ser cultivada para florescer.

Neste mundo globalizado e interconectado, em boa parte das sociedades modernas, a mulher enfrenta um desafio maior do que antigamente, para o exercício do modo de ser mãe.

Hoje é mais desafiador para a mulher conciliar os diversos papéis a desempenhar: de mulher – inescapável e fundamental; de mãe – a cuidadora de um novo ser e promotora do seu desenvolvimento e crescimento; a de profissional – estar apta para o mercado de trabalho. Há um outro fenômeno que impacta nessa equação: o “encolhimento” da família, que hoje está cada vez mais restrita ao núcleo primário (pai, mãe e filhos). A família estendida (avós, tios e primos) convive cada vez menos e por pouco tempo com esse novo núcleo familiar. A maternagem (conjunto de práticas e cuidados da mãe para o filho, para garantir seu bem-estar físico, emocional e social), nesta nova realidade, pode recair com mais intensidade sobre a figura materna.

Quero homenagear todas as mulheres que optaram pelo exercício da maternagem – tanto aquelas que geraram pela gravidez quanto aquelas que geraram pelo amor, em seus corações, uma nova criatura. Quero, através da ‘mãe pediatra’, minhas colegas de profissão, fazer essa justa homenagem. Tive a oportunidade de conviver no ambiente de trabalho com algumas colegas em seus diversos momentos de maternagem. Percebi as suas dores e angústias, suas preocupações, o cansaço físico e mental.

Pude acompanhar diversas separações da mãe em relação a seu filho(a): a primeira delas, grande e marcante, é a volta ao trabalho, após a licença-maternidade; distância que pode ser mitigada pela tecnologia maravilhosa do ‘big brother’ eletrônico – poder ver e falar com a criança por áudio e vídeo. Serve, também, para suavizar a saudade. A segunda separação, a ida para a escola, pode deixar a impressão de que o filho ou a filha estão ficando independentes. Esse é um dos paradoxos de ser mãe: “devo soltar, mas não quero soltar”. Acaba sendo uma contradição: o objetivo principal de toda maternagem é criar filhos para a vida e que sejam plenamente desenvolvidos, capazes e independentes.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Dia Nacional para a Redução da Mortalidade Materna https://spsp.org.br/dia-nacional-para-a-reducao-da-mortalidade-materna/ Fri, 26 May 2023 18:32:58 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=37586 No dia 28 de maio comemoramos o Dia Nacional para a Redução da Mortalidade Materna, uma data estabelecida há 14 anos. Trata-se de uma celebração an]]>

No dia 28 de maio comemoramos o Dia Nacional para a Redução da Mortalidade Materna, uma data estabelecida há 14 anos. Trata-se de uma celebração anual dedicada a aumentar a conscientização sobre a importância de se reduzir as taxas de mortalidade materna e melhorar a saúde e o bem-estar das mães no Brasil.

A mortalidade materna refere-se à morte de uma mulher durante a gravidez, parto ou até 42 dias após o parto, geralmente devido a complicações relacionadas à gravidez ou cuidados de saúde inadequados. Essa data tem como objetivo promover diversas iniciativas e estratégias para enfrentar os fatores que contribuem para as mortes maternas, incluindo a melhoria da infraestrutura de saúde, garantir que profissionais de saúde qualificados estejam disponíveis durante a gravidez e o parto (incluindo a presença do neonatologista na sala de parto), fornecer cuidados pré-natais e pós-natais adequados, melhorar os serviços obstétricos de emergência e aumentar o acesso a serviços de planejamento familiar e saúde reprodutiva.

No nosso país, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem contribuído de forma significativa no enfrentamento dos desafios impostos pela gravidez e o parto, particularmente permitindo o acesso a serviços de saúde de qualidade para a população de baixa renda.

Neste dia, não apenas as organizações governamentais, mas também as sociedades médicas, incluindo a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), se organizam para promover campanhas e programas educacionais para informar e educar o público sobre as causas e consequências da mortalidade materna. Essas atividades visam aumentar a conscientização, promover o diálogo e incentivar a implementação de intervenções e políticas eficazes para reduzir as taxas de mortalidade materna e proteger a vida das mães e de seus filhos.

 

Relator:
Celso Moura Rebello
Presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Cada família é única https://spsp.org.br/cada-familia-e-unica/ Tue, 16 May 2023 17:58:41 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=37426 ]]>

“Família, família/ Papai, mamãe, titia/ Família, família/ Almoça junto todo dia/ Nunca perde essa mania/ Mas quando a filha quer fugir de casa/ Precisa descolar um ganha-pão/ Filha de família se não casa/

Papai, mamãe, não dão nem um tostão

Família êh! Família ah!/ Família!/ Família êh! Família ah! Família!

Família, família /Vovô, vovó, sobrinha/ Família, família Janta junto todo dia/ Nunca perde essa mania/ Mas quando o neném fica doente (Uô! Uô!)/ Procura uma farmácia de plantão / O choro do neném é estridente (Uô! Uô!) /

 Assim não dá pra ver televisão/ Família, família/ Cachorro, gato, galinha
Família, família / Vive junto todo dia / Nunca perde essa mania

A mãe morre de medo de barata (Uô! Uô!)/ O pai vive com medo de ladrão / Jogaram inseticida pela casa (Uô! Uô!)/ Botaram cadeado no portão”

(Titãs – Arnaldo Antunes / Toni Bellotto.)

 

Cada família é única. Cada qual com sua característica própria, sua dinâmica, seus desafios, suas dores e alegrias. Em cada ambiente cultural, étnico e social, cada família tem a sua própria identidade. Ainda não surgiu nenhuma outra estrutura social, mais efetiva e mais adequada, para o acolhimento do ser humano ao nascer, que a família – a “célula mater” da sociedade.

É nesse contexto inicial de acolhimento que as bases para o crescimento emocional, cognitivo e social da criança são estabelecidas. Os pais são os principais modelos de comportamento, fonte de apoio afetivo para os filhos, responsáveis por transmitir valores, ensinar habilidades e construir base segura para que as crianças possam explorar o mundo ao seu redor. É num ambiente de amorosidade e de pertencimento que a autoestima se fortalece. A família deveria ser sempre, idealmente, esse lugar de refúgio e consolo. Mas, nem sempre o é, porque, por exemplo, a violência, contra a criança e para com o adolescente, acontece entre as quatro paredes de um lar, em muitos casos; ou, porque pais e filhos estão sofrendo de ansiedade, em um mundo altamente gerador de estresse e insegurança, ou porque as crianças estão navegando vulneráveis em meio aos perigos das mídias na web.

As famílias – cada qual do seu jeito, mas todas, inevitavelmente, estão sofrendo o impacto dessa realidade sombria, neste tempo de inteligência artificial, desemprego em massa, conflitos armados que se multiplicam, deslocamentos de grandes massas migratórias de pessoas em busca de esperança, de mudanças rápidas, de carência de referenciais sólidos, de proliferação da drogadição, de conectividade intensa, de um mundo “eternamente” on-line. #incerteza.

 

A propósito da comemoração do Dia Internacional da Família – 15 de maio, resgato alguns elementos identificadores do perfil atual da família brasileira, obtidos através dos últimos dados coletados pelo IBGE. #pontosparareflexão:

 

1. A sociedade brasileira envelhece cada vez mais rápido

Os desafios são de ordem econômica, à medida que aumenta a população economicamente inativa, e social, tendo em vista as necessidades de cuidado de familiares idosos e o stress sobre os vínculos familiares potencialmente advindos de uma redução das gerações mais novas com o passar do tempo.

2. Redução significativa da proporção de casais com filhos e um correspondente aumento dos casais sem filhos

Reflexo de uma maior participação da mulher no mercado de trabalho, da redução das taxas de fecundidade e do envelhecimento da população, no período de 1995 a 2015, houve aumento na proporção dos casais sem filhos. Esse índice passou de 12,9% para 19,9%.

Embora os casais com filhos permaneçam como a forma predominante de composição familiar, sua participação caiu de 57,7% para 42,3% nas últimas duas décadas (IBGE, 2016).

3. Mulheres chefes de família e famílias monoparentais

Mantém-se estabilizado em aproximadamente 16% a partir de 2010.

4. O número de mulheres negras chefes de famílias monoparentais é proporcionalmente muito superior ao número de mulheres brancas na mesma condição. As mulheres negras encontram-se quase quatro vezes mais expostas à desafiante condição de chefes de família monoparentais e, portanto, mais sujeitas à pobreza e a dificuldades de equilíbrio entre o trabalho e a vida familiar.

 5. A taxa de fecundidade no Brasil diminuiu de 6,28 para 1,87 em 50 anos (1960 a 2010). Em 2030 deve ser alcançado o patamar de 1,5.

6. O tamanho médio das famílias brasileiras diminuiu de 3,62 pessoas em 2008 para 3,07 em 2018.

7. O desejo por mais filhos diminui com o aumento da idade da mulher, caindo de 72,9%, entre as jovens de 15 a 19 anos, a 40,2% na faixa dos 25 a 29 anos e a 13% entre 35 e 39 anos.

8. O aumento da escolaridade é acompanhado por uma diminuição no número de filhos. Mulheres com mais de 8 anos de estudos têm, em média, metade do número de filhos das que têm até 3 anos de estudo.

9. No Brasil rural as mulheres têm mais filhos que na zona urbana. Em 1970 tinham, em média, três filhos a mais do que aquelas que viviam nas cidades. Trinta e dois anos mais tarde, a diferença se atenuou, mas permanece num valor de 1,3 filhos, em média, a mais nas áreas rurais.

10. Alta mortalidade proporcional decorrente de causas externas em grupos de faixas etárias de crianças e adolescentes:

Brasil

Total

Menos de
1 ano

1 a 4 anos

5 a 9 anos

10 a 14 anos

15 a 19 anos

 

15,4

2,2

22,6

48,2

56,3

72,2

Fonte: Ministério da Saúde, Fundação Nacional de Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, Coordenação de Informações de Saúde, Sistema de Informações sobre Mortalidade.

 

11. Aumento de lesões auto infligidas em crianças e adolescentes

Ano

2015

2016

2017

2018

 

Crianças 0 a 9 anos

0,8

1,1

2

1,1

 

Adolescentes 10 a 19 anos

22

23,6

28,1

29,8

 

Fonte: Elaborado a partir do Boletim Epidemiológico nº 38 do Ministério da Saúde. Boletim Fatos e Números. Saúde Mental. Secretaria Nacional da Família.

 

12. Evolução das taxas de mortalidade por suicídio

Nas comparações internacionais com mais 89 países, o Brasil ocupa a 43ª posição no ranking, com taxa de 0,7 suicídios para cada 100 mil crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade; a 51ª posição entre os adolescentes de 15 a 19 anos, e a 53ª no conjunto de 10 a 19 anos de idade. (Fonte: gov.br. Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania).

Ano

2011

2013

2015

2017

2019

5 a 14 anos

0,33

0,39

0,45

0,62

0,67

15 a 19 anos

3,64

3,83

4,17

5,2

6,36

20 a 39 anos

6,73

6,75

6,81

7,34

8,19

40 a 59 anos

7,09

7,6

7,78

8,35

8,43

60 +

6,96

7,27

7,78

8,19

7,88

Fonte: Elaborado a partir do Boletim Epidemiológico nº 33 do Ministério da Saúde. Boletim Fatos e Números. Saúde Mental. Secretaria Nacional da Família.

13. Aumento das taxas de homicídio

Tipo de incidente

Faixa etária

Depois do ECA 1991 – 2018
Variação % no período

Taxa de Homicídio

0 – 9 anos

38,1%

10 – 14 anos

51,9%

15 a 19 anos

99,8%

0 a 19 anos

127,0%

Taxa de Homicídio
por Arma de Fogo

0 – 9 anos

6,1%

10 – 14 anos

126,4%

15 a 19 anos

186,7%

0 a 19 anos

228,6%

Taxa de Homicídio por Outros Meios que não a Arma de Fogo

0 – 9 anos

51,5%

10 – 14 anos

-20,9%

15 a 19 anos

-9,5%

0 a 19 anos

8,4%

Fonte: Atlas da Violência 2020. IBGE/Diretoria de Pesquisas. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica e MS/SVS/CGIAE Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM

 

14. Mais da metade dos brasileiros de 25 anos ou mais ainda não concluiu o ciclo básico de aprendizagem do ensino médio. 52,6% dos brasileiros nesta faixa etária não concluíram o mínimo esperado de estudo.

 

Há muito para refletir nesta data.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Dia da Gestante. Celebração e Reflexões https://spsp.org.br/dia-da-gestante-celebracao-e-reflexoes/ Tue, 16 Aug 2022 14:05:56 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=33811 No dia 15 de agosto é comemorado o Dia da Gestante, data para celebração e reflexões. A mulher passa não apenas pela gestação, mas passa pelo chamado ciclo gravídico-puerperal, que inclui]]>

No dia 15 de agosto é comemorado o Dia da Gestante, data para celebração e reflexões. A mulher passa não apenas pela gestação, mas passa pelo chamado ciclo gravídico-puerperal, que inclui a gestação, o parto e o puerpério, momentos de intensas mudanças físicas, emocionais e sociais.

A reprodução traz, na vida da mulher, inúmeras perspectivas e reflexões quanto ao seu futuro e do novo ser. Preocupações fundamentadas e justificadas que merecem proteção e respeito social. É preciso compreender que esse percurso da gestação até o nascimento é repleto de momentos que não são tão simples, ocorrendo desde limitações físicas que a gravidez impõe até as inquietações com o novo ser e o papel social da nova mãe que também nasce. Uma grande variedade de sentimentos toma conta e invade a grávida.

Também não se deve esquecer que algumas gestações cursam com situações que tornam a gravidez de alto risco. Com todo este cenário, torna-se importante o alerta de que os cuidados de saúde devem ser destinados a todas as gestantes, sendo essenciais e vitais ao binômio materno-fetal. Ainda, a rede de apoio formada pelos profissionais de saúde, companheiro, familiares e amigos é imprescindível para que seja dado o suporte necessário para a superação do grande desafio adaptativo que é a gravidez.

Certamente a gravidez não é um fato corriqueiro e simplório, pois significa pensar a vida e repensá-la em um plano maior. O significado da gestação e a vivência do momento do ciclo gravídico-puerperal são especiais e únicos para a mulher, implicando em ímpar desenvolvimento, aprendizado e emoções. Proteger a grávida significa proteger toda a sociedade.

 

Relatora:
Mônica López Vázquez
Departamento Científico de Ginecologia e Obstetrícia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Foto: @lookstudio/br.freepik.com

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Dia Internacional da Mulher – Homenagem do Grupo de Trabalho dos Efeitos do Álcool na Gestante no Feto e no Recém-Nascido https://spsp.org.br/dia-internacional-da-mulher-homenagem-do-grupo-de-trabalho-dos-efeitos-do-alcool-na-gestante-no-feto-e-no-recem-nascido/ Thu, 11 Mar 2021 14:49:29 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3654 Dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, foi criado pelas Nações Unidas em 1975 com a finalidade de lembrar as várias conquistas das mulheres]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 11/03/2021


Dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, foi criado pelas Nações Unidas em 1975 com a finalidade de lembrar as várias conquistas das mulheres nos campos social, político e econômico, independentemente de aspectos de nacionalidade, étnicos, linguísticos e culturais.

Hoje, pode-se dizer que a mulher é enaltecida e tem seu papel muito mais forte e presente na sociedade. Por inúmeras vezes são as principais fontes de manutenção de seus lares, são mais valorizadas por seus talentos e habilidades e sofrem menos preconceitos a cada dia. No Brasil, apesar de tudo, continua ainda hoje a luta pela erradicação da violência doméstica, maior representatividade política da mulher e o fim de uma cultura que coloca a mulher submissa ao homem. O Dia Internacional da Mulher vem, portanto, trazer à tona esse papel inegável da mulher como pilar na construção do nosso país.

___
Conceição Ap. Mattos Segre
Grupo de Trabalho dos Efeitos do Álcool na Gestante no Feto e no Recém-Nascido da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Dia Internacional da Mulher – Homenagem dos Departamentos de Pediatria Ambulatorial e de Desenvolvimento e Aprendizagem https://spsp.org.br/dia-internacional-da-mulher-homenagem-dos-departamentos-de-pediatria-ambulatorial-e-de-desenvolvimento-e-aprendizagem/ Tue, 09 Mar 2021 13:40:35 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3644 Dia Internacional da Mulher, parabéns a você, mulher-esposa, mulher-filha, mulher-irmã, mulher-trabalhadora capaz de conjugar tão bem razão e sentimento]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 09/03/2021


Na semana do Dia Internacional da Mulher, parabéns a você, mulher-esposa, mulher-filha, mulher-irmã, mulher-trabalhadora capaz de conjugar tão bem razão e sentimento. Parabéns a você, mulher-mãe, afinal, como não agradecer a um ser humano capaz de gerar uma vida e que, a cada dia, se reinventa para dar o seu melhor.

Sobretudo obrigado a você pelo simples fato de ser mulher. Com a percepção que é própria da sua sensibilidade, enriquece a compreensão do mundo e contribui para melhores relações humanas.

Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Pacientes, filhos, famílias…cuidados com o mesmo carinho e paixão todos os dias. Mulheres são multitarefas!

___
Renata Di Francesco
Grupo de Trabalho de Desenvolvimento e Aprendizagem da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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