Métodos Contraceptivos – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 26 Jun 2025 16:10:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Métodos Contraceptivos – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Diálogo, informação e empatia são o caminho para a prevenção de uma gravidez precoce https://spsp.org.br/dialogo-informacao-e-empatia-sao-o-caminho-para-a-prevencao-de-uma-gravidez-precoce/ Thu, 26 Jun 2025 16:09:24 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=51994 Dia 26 de junho é o Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência! Muitos acham a adolescência uma fase difícil de lidar e não imaginam]]>

Dia 26 de junho é o Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência!

Muitos acham a adolescência uma fase difícil de lidar e não imaginam o que podem fazer para que mulheres não engravidem nessa fase.

A gravidez precoce, desejada ou não, tem como definição aquela que ocorre antes dos 20 anos de idade. Uma fase da vida da mulher em que mudanças físicas, psíquicas e aquisições acadêmicas definirão seu futuro.

Para a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a gravidez precoce continua sendo um dos principais fatores que contribuem para a mortalidade materna e infantil e para o ciclo de doenças e pobreza.

Os fatores de risco para gravidez na adolescência são: baixa escolaridade, menor renda familiar, abandono escolar, falta de companheiro, ausência de planos para o futuro, repetição do padrão familiar (mãe que também engravidou na adolescência), início precoce da atividade sexual, baixa autoestima, abuso de álcool e outras drogas, falta de conhecimento dos métodos contraceptivos, falta de conhecimento a respeito da sexualidade.

A prevenção da gravidez na adolescência começa com educação sexual desde pequenos, dentro da família. A família representa o primeiro núcleo de socialização do indivíduo, de busca de estratégias para resolução de problemas pessoais, financeiros e espirituais; é a primeira fonte de segurança, oferecendo críticas e cobranças que podem ter efeito positivo ou negativo ao longo da vida.

Seguem algumas dicas úteis para pais, responsáveis, professores e educadores:

Em primeiro lugar, sejam empáticos, abertos ao diálogo. Ouçam com atenção o que o adolescente está falando:  deixem que ele/ela fale primeiro e observem o silêncio ou reações quando determinados assuntos aparecem.

Conversem sobre a importância do respeito com o próprio corpo, de construírem a autoimagem, de se aceitarem como são, mudando o que é possível e aceitando o que não se pode mudar, trabalhando assim a resiliência.

Estimule sempre a estudar, fazer planos para o futuro e manter a autoestima elevada.

Sejam claros, sucintos, objetivos nas perguntas e nas respostas. Não inventem, não aumentem, nem menosprezem as informações e os sentimentos.

O adolescente precisa ter direito à informação correta sobre sexualidade e acesso a métodos contraceptivos seguros e eficazes, assim como serviços de saúde confiáveis, confidenciais e acessíveis. E, junto ao médico, podem e devem saber o método de anticoncepção que mais lhes convém.

O envolvimento de pais, mães e responsáveis está ligado ao aumento do bem-estar e da autoestima de crianças e adolescentes, o que previne o consumo de álcool e outras drogas, melhora o desempenho escolar, a capacidade de socialização, diminui o risco de abandono escolar, depressão, pensamentos suicidas e gravidez na adolescência.

Exercer a sexualidade com responsabilidade pode evitar riscos de graus variáveis, como infecções sexualmente transmissíveis e a gravidez precoce. O diálogo, informação, empatia e amor são o caminho para o sucesso!

 

Saiba mais:

Adolescência e sexualidade: visão atual. Coordenadores: Maria Ignez Saito et al. São Paulo: Editora Atheneu, 2016 (Série Atualizações Pediátricas).

Desafios atuais para a saúde e bem-estar dos adolescentes. Editores: Elizete Prescinotti Andrade, Elisiane Elias Mendes Machado, Alexandre Massashi Hirata. 1. edição. Rio de Janeiro: Atheneu, 2024.

 

Relatora:
Elisiane Elias Mendes Machado
Presidente do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência https://spsp.org.br/dia-mundial-da-prevencao-da-gravidez-na-adolescencia/ Tue, 27 Sep 2022 18:23:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=34638 No dia 26 de setembro, em mais de 70 países da Europa, Ásia e América Latina, celebra-se o Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência. A data tem como objetivo incentivar a reflexão]]>

No dia 26 de setembro, em mais de 70 países da Europa, Ásia e América Latina, celebra-se o Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência. A data tem como objetivo incentivar a reflexão e difundir informações sobre medidas preventivas e educativas para a redução da gravidez e de infecções sexualmente transmissíveis na adolescência.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que 377.655 partos realizados no ano de 2020 foram de mães com idade entre 10 e 19 anos. Isso significa que em torno de um em cada sete bebês é filho de mães adolescentes: a cada hora nascem 43 bebês, filhos de mães adolescentes, e a cada 30 minutos, uma menina de 10 a 14 anos torna-se mãe.

Apesar da redução das taxas de gravidez na adolescência em comparação aos anos anteriores, ela segue pior do que em outros países latino-americanos, segundo os dados do Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA) para América Latina e Caribe. A repetição de gravidez na adolescência também é frequente e, na falta de acompanhamento pós-parto, pode ocorrer em torno de 30% no primeiro ano e até 50% no segundo ano.

A falta de informações sobre o corpo, a sexualidade e os direitos sexuais e reprodutivos, bem como a dificuldade de acesso ao sistema de saúde, incluindo os métodos contraceptivos, são os principais fatores para a ocorrência de gravidez na adolescência. Vale destacar ainda a qualidade dos programas de educação sexual nas escolas, os tabus e preconceitos sobre a sexualidade e a falta de diálogo dos jovens com seus pais, familiares, professores e educadores.

É de fundamental importância “interrogar” se diversos tipos de violência, como a sexual, possam estar envolvidos direta ou indiretamente com essas gestações, o que constitui um problema de saúde e de direitos humanos, com consequências biológicas, psicológicas e sociais significativas.

A interrupção ou o abandono escolar, o atraso ou a inserção não qualificada no mundo do trabalho, a maternidade sem o apoio emocional e financeiro do parceiro e até mesmo da família, e uma continuidade do ciclo intergeracional de pobreza e desigualdade representam as consequências sociais mais frequentes de uma gravidez não planejada na adolescência.

A educação sexual, tanto individual quanto coletiva, nas escolas, famílias, serviços de saúde e centros comunitários é um dos maiores fatores de prevenção. Educação sexual não significa ensinar crianças e adolescentes a praticarem sexo, e sim ensinar e orientar sobre métodos contraceptivos, tratar a sexualidade e a saúde reprodutiva não só sob abordagem biológica, mas também como uma relação ao convívio de respeito entre os iguais, atividade sexual com responsabilidade e respeito, proteção contra gravidez inoportuna, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e defesa contra a violência sexual.

Pais/famílias demonstrem seu amor e respeito aos seus filhos, sendo claros e sinceros. Ajudem a lidar com as mudanças que estão acontecendo na adolescência, estando abertos e conversando com seus filhos sobre os sentimentos, a autoestima, dúvidas, incluindo a sexualidade. Busquem informações ou auxílios com materiais de apoio (filmes, séries, livros, cartilhas ou outros recursos, tendo cuidado com as informações falsas, as famosas fake news!) e, se necessário, procurem uma ajuda especializada para aconselhamento e acompanhamento.

Adolescentes e jovens demonstrem seu amor e respeito aos seus pais e à sua família. Estejam abertos e conversem com eles sobre seus sentimentos, suas dúvidas, incluindo a sexualidade. Busquem informações ou auxílios com materiais de apoio (filmes, séries, livros, cartilhas ou outros recursos, tendo cuidado com as informações falsas, as famosas fake news!) e, se necessário, procurem uma ajuda especializada para aconselhamento e acompanhamento.

Façam valer os seus direitos ao respeito, à segurança, o acesso às informações, às orientações, à educação de qualidade e ao sistema de saúde, incluindo o acesso aos métodos contraceptivos.

 

Relator:
Alexandre Massashi Hirata
Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

Foto: @tirachardz / www.freepik.com

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