Método canguru – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 17 Mar 2021 17:51:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Método canguru – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Sinais de alerta no bebê prematuro após a alta https://spsp.org.br/sinais-de-alerta-no-bebe-prematuro-apos-a-alta/ Thu, 19 Mar 2020 18:00:00 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3062 A permanência do filho prematuro na UTI Neonatal e, posteriormente, em Cuidados Intermediários, gera a sensação de que, a qualquer momento, pode ocorrer algo inesperado e fora de controle, o que provoca angústia e ansiedade. Essas emoções podem ficar mais intensas quando se aproxima a alta do bebê, devido ao receio dos pais de não saberem identificar sinais de que algo não esteja bem. A alta segura de um prematuro requer que a mãe, ou um cuidador responsável por ele, esteja na unidade neonatal para conhecer os aspectos físicos e as reações corporais normais do bebê. Se o prematuro estiver no setor de Cuidados Intermediários ou no setor Canguru, procure conhecer sua rotina diária, seu modo de se alimentar, como é seu choro e seu comportamento. Observe o ritmo de eliminação de urina e de fezes. Perceba como é a sua respiração, sua cor de pele e de lábios, aprenda a medir a temperatura corporal. Converse com a equipe multiprofissional que cuida do bebê hospitalizado e tire suas dúvidas. Antes de sair do hospital, saiba quem será o pediatra que fará o seguimento ambulatorial do bebê e verifique qual o setor de emergência mais próximo de casa e que tenha pediatra de plantão. Em casa, é importante saber identificar sinais de alerta, que podem significar alguma doença ou situação de risco, indicando a procura de auxílio médico. Verifique se o bebê: • está com dificuldade em respirar (o peito está subindo e descendo mais profundamente ou de forma mais rápida) ou para de respirar por alguns segundos (diferente do habitual);• está tossindo frequentemente e cada tosse dura muito tempo;• apresenta a pele e os lábios azulados ou muito pálidos – observe manchas roxas espalhadas no corpo;• está vomitando após as mamadas ou várias vezes, mesmo sem mamar;• adormece ou se sente cansado após pequenas refeições ou tem pausas frequentes na alimentação para recuperar o fôlego;• está tendo convulsões, que podem se manifestar com movimentos corporais diferentes, como esticar e encolher as pernas e braços ou tremores, ou movimentos dos lábios, como se estivesse mamando sem parar. Observe se a coloração da pele ficou mais arroxeada nesse momento;• chora muito e sem parar, com dificuldade de se acalmar ou chora ao engolir, como se estivesse com dor;• está muito agitado, não consegue dormir;• está dormindo muito e é mais difícil de acordar, até mesmo para mamar, ou está muito quieto, sem atividade;• apresenta a temperatura medida com termômetro em axila maior do 38°C ou menor do que 35,5°C;• está com a barriga muito crescida, não elimina gases ou fezes ou, ainda, as fezes estão vermelhas, pretas ou brancas, como massa de vidraceiro;• mostra sinais de desidratação, eliminando pouca quantidade de urina (xixi) e geralmente de coloração amarela mais escura; • está com a boca seca, mais irritado ou mais sonolento. Diante desses sinais de alerta, procure ajuda médica imediatamente. ___Relatora:Dra. Celeste Gomez SardinhaDepartamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo]]>

A permanência do filho prematuro na UTI Neonatal e, posteriormente, em Cuidados Intermediários, gera a sensação de que, a qualquer momento, pode ocorrer algo inesperado e fora de controle, o que provoca angústia e ansiedade.

Essas emoções podem ficar mais intensas quando se aproxima a alta do bebê, devido ao receio dos pais de não saberem identificar sinais de que algo não esteja bem. A alta segura de um prematuro requer que a mãe, ou um cuidador responsável por ele, esteja na unidade neonatal para conhecer os aspectos físicos e as reações corporais normais do bebê.

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Se o prematuro estiver no setor de Cuidados Intermediários ou no setor Canguru, procure conhecer sua rotina diária, seu modo de se alimentar, como é seu choro e seu comportamento. Observe o ritmo de eliminação de urina e de fezes. Perceba como é a sua respiração, sua cor de pele e de lábios, aprenda a medir a temperatura corporal. Converse com a equipe multiprofissional que cuida do bebê hospitalizado e tire suas dúvidas. Antes de sair do hospital, saiba quem será o pediatra que fará o seguimento ambulatorial do bebê e verifique qual o setor de emergência mais próximo de casa e que tenha pediatra de plantão.

Em casa, é importante saber identificar sinais de alerta, que podem significar alguma doença ou situação de risco, indicando a procura de auxílio médico. Verifique se o bebê:
• está com dificuldade em respirar (o peito está subindo e descendo mais profundamente ou de forma mais rápida) ou para de respirar por alguns segundos (diferente do habitual);
• está tossindo frequentemente e cada tosse dura muito tempo;
• apresenta a pele e os lábios azulados ou muito pálidos – observe manchas roxas espalhadas no corpo;
• está vomitando após as mamadas ou várias vezes, mesmo sem mamar;
• adormece ou se sente cansado após pequenas refeições ou tem pausas frequentes na alimentação para recuperar o fôlego;
• está tendo convulsões, que podem se manifestar com movimentos corporais diferentes, como esticar e encolher as pernas e braços ou tremores, ou movimentos dos lábios, como se estivesse mamando sem parar. Observe se a coloração da pele ficou mais arroxeada nesse momento;
• chora muito e sem parar, com dificuldade de se acalmar ou chora ao engolir, como se estivesse com dor;
• está muito agitado, não consegue dormir;
• está dormindo muito e é mais difícil de acordar, até mesmo para mamar, ou está muito quieto, sem atividade;
• apresenta a temperatura medida com termômetro em axila maior do 38°C ou menor do que 35,5°C;
• está com a barriga muito crescida, não elimina gases ou fezes ou, ainda, as fezes estão vermelhas, pretas ou brancas, como massa de vidraceiro;
• mostra sinais de desidratação, eliminando pouca quantidade de urina (xixi) e geralmente de coloração amarela mais escura;
• está com a boca seca, mais irritado ou mais sonolento.

Diante desses sinais de alerta, procure ajuda médica imediatamente.

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Relatora:
Dra. Celeste Gomez Sardinha
Departamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Método canguru no cuidado do bebê prematuro https://spsp.org.br/metodo-canguru-no-cuidado-do-bebe-prematuro/ Wed, 11 Mar 2020 18:06:03 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3051 O método canguru é uma maneira de cuidar de recém-nascidos prematuros e/ou com peso menor que 2.500 gramas. Trata-se de atenção qualificada e humanizada que melhora o cuidado à criança com grande preocupação com o ambiente e participação dos pais e da família nos cuidados neonatais. No útero, o feto está numa condição ideal para seu desenvolvimento, contido pela parede uterina, envolto no líquido amniótico e com poucos estímulos visuais e auditivos. Quando ocorre o nascimento prematuro, esse processo se interrompe, a criança é separada de sua mãe e vai, frequentemente, para a incubadora aquecida, na Unidade Neonatal, onde tem muita luminosidade, barulho, equipamentos, monitores, procedimentos dolorosos e outros estímulos desagradáveis. Toda essa tecnologia utilizada é fundamental para a sobrevida da criança. Mas, podemos fazer tudo isso de forma diferente do tradicional e principalmente de forma individualizada? Sim, e o método canguru propõe que na Unidade Neonatal se dê continuidade àquilo que estava acontecendo no útero. O método canguru propõe:• acolhimento aos pais durante a internação da criança, permitindo que eles permaneçam com seu filho o maior tempo possível. Os pais devem ter livre acesso à unidade e precisam se empoderar de seu filho, vivenciar sua rotina e dar os cuidados, tais como troca de fraldas, banho, etc. Recomenda-se, também, a visita de irmãos, avós e familiares próximos. • controle do ambiente com a redução da luminosidade, de ruídos e de outros estímulos desagradáveis. O ambiente deve ser o mais acolhedor possível e minimizar os estímulos que possam provocar dor ou desconforto ao recém-nascido. • contato pele a pele, que começa de forma precoce e crescente desde o primeiro toque dos pais em seu filho até a posição canguru. Ela consiste em manter a criança em contato pele a pele, somente de fraldas, na posição vertical junto ao peito do pai/mãe e pelo tempo máximo que ambos entenderem ser prazeroso e suficiente. Deve ser realizada de maneira orientada e acompanhada por uma equipe de saúde capacitada. A criança deve estar com quadro médico estável, mas pode ser colocada nessa posição mesmo se estiver com suporte respiratório. • posicionamento adequado, deixando-a em flexão e em linha média. Isso pode ser obtido com o uso de rolinhos, fraldas e uma equipe treinada. As vantagens do método canguru:• redução do tempo de separação mãe/pai-filho; • facilitação do vínculo afetivo pai-mãe-filho; • estímulo ao aleitamento materno;• controle térmico e estimulação sensorial adequados;• redução do risco de infecção hospitalar;• redução do estresse e dor;• melhor relacionamento da família com a equipe de saúde;• maior competência e confiança dos pais no cuidado do seu filho. Em resumo, mais do que regras estabelecidas, o método canguru não pode ser visto como um privilégio, mas um direito adquirido de todo recém-nascido. Trata-se de uma política pública garantida pela Portaria Ministerial n° 1.683/2007 e n° 630/2012. ___Relator:Dr. Sérgio MarbaDepartamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo]]>

O método canguru é uma maneira de cuidar de recém-nascidos prematuros e/ou com peso menor que 2.500 gramas. Trata-se de atenção qualificada e humanizada que melhora o cuidado à criança com grande preocupação com o ambiente e participação dos pais e da família nos cuidados neonatais.

No útero, o feto está numa condição ideal para seu desenvolvimento, contido pela parede uterina, envolto no líquido amniótico e com poucos estímulos visuais e auditivos. Quando ocorre o nascimento prematuro, esse processo se interrompe, a criança é separada de sua mãe e vai, frequentemente, para a incubadora aquecida, na Unidade Neonatal, onde tem muita luminosidade, barulho, equipamentos, monitores, procedimentos dolorosos e outros estímulos desagradáveis. Toda essa tecnologia utilizada é fundamental para a sobrevida da criança. Mas, podemos fazer tudo isso de forma diferente do tradicional e principalmente de forma individualizada?

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Sim, e o método canguru propõe que na Unidade Neonatal se dê continuidade àquilo que estava acontecendo no útero.

O método canguru propõe:
• acolhimento aos pais durante a internação da criança, permitindo que eles permaneçam com seu filho o maior tempo possível. Os pais devem ter livre acesso à unidade e precisam se empoderar de seu filho, vivenciar sua rotina e dar os cuidados, tais como troca de fraldas, banho, etc. Recomenda-se, também, a visita de irmãos, avós e familiares próximos.
• controle do ambiente com a redução da luminosidade, de ruídos e de outros estímulos desagradáveis. O ambiente deve ser o mais acolhedor possível e minimizar os estímulos que possam provocar dor ou desconforto ao recém-nascido.
• contato pele a pele, que começa de forma precoce e crescente desde o primeiro toque dos pais em seu filho até a posição canguru. Ela consiste em manter a criança em contato pele a pele, somente de fraldas, na posição vertical junto ao peito do pai/mãe e pelo tempo máximo que ambos entenderem ser prazeroso e suficiente. Deve ser realizada de maneira orientada e acompanhada por uma equipe de saúde capacitada. A criança deve estar com quadro médico estável, mas pode ser colocada nessa posição mesmo se estiver com suporte respiratório.
• posicionamento adequado, deixando-a em flexão e em linha média. Isso pode ser obtido com o uso de rolinhos, fraldas e uma equipe treinada.

As vantagens do método canguru:
• redução do tempo de separação mãe/pai-filho;
• facilitação do vínculo afetivo pai-mãe-filho;
• estímulo ao aleitamento materno;
• controle térmico e estimulação sensorial adequados;
• redução do risco de infecção hospitalar;
• redução do estresse e dor;
• melhor relacionamento da família com a equipe de saúde;
• maior competência e confiança dos pais no cuidado do seu filho.

Em resumo, mais do que regras estabelecidas, o método canguru não pode ser visto como um privilégio, mas um direito adquirido de todo recém-nascido. Trata-se de uma política pública garantida pela Portaria Ministerial n° 1.683/2007 e n° 630/2012.

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Relator:
Dr. Sérgio Marba
Departamento de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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