Memória – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 28 Oct 2025 12:44:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Memória – SPSP https://spsp.org.br 32 32 O álbum de fotografias da vovó – para lembrar quando você esquece https://spsp.org.br/o-album-de-fotografias-da-vovo-para-lembrar-quando-voce-esquece/ Tue, 28 Oct 2025 12:43:45 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53927 As imagens podem falar mais do que as palavras. Os olhos acreditam no que veem, embora possam se enganar. Às vezes, o silêncio também fala muito. As fotografias não existiam antes]]>

As imagens podem falar mais do que as palavras. Os olhos acreditam no que veem, embora possam se enganar. Às vezes, o silêncio também fala muito. As fotografias não existiam antes de 1826. Elas são uma poderosa linguagem de comunicação e de expressão artística. Um álbum de fotografias pode ser considerado um livro, que em vez de palavras com uma narrativa, possui imagens que contam as mais variadas histórias. O álbum de fotografias é um quadro branco para registros – das fotos. A palavra “álbum” vem do latim album, que significa “branco”. É um arquivo com muito valor, especialmente afetivo.

Os álbuns fotográficos comportam fragmentos da vida através das fotografias. Registram acontecimentos/momentos vividos, que podem estar carregados de emoções agradáveis ou desagradáveis, felizes ou tristes, emocionantes ou assustadoras, reconfortantes ou angustiantes. Têm uma conotação fortemente emocional. Os álbuns são estímulos sensoriais (visuais e táteis) que acionam áreas corticais que envolvem a memória, de tal maneira que “eventos e emoções são armazenados juntos na memória”. Por isso, essas “lembranças fotográficas” mexem com o nosso humor (sentimentos).

O álbum de fotografias ganhou novas versões mais modernas, além do tradicional papel. Pode-se encontrá-lo disponível em forma de: aplicativo de celular de galeria de fotos; álbuns digitais no Facebook ou Instagram; softwares de armazenamento de dados como pen drives ou nuvens, entre outros.

Antes da ascensão da internet e do modo on-line, os álbuns de fotos eram o único meio de se guardar memórias físicas em forma de fotografias, de si mesmo, de lugares, de entes queridos ou de eventos históricos. Os snapshots (fotos ou instantâneos), são para lembrar quando você esquece.

Os avós, em geral, gostam muito de álbuns de fotografias. Volta e meia, estão lá … debruçados em olhar para aquelas fotos estranhas, algumas amareladas. Diante de algumas, parecem se perder em recordações…

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

 

 

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Música alta pode afetar memória e aprendizagem https://spsp.org.br/musica-alta-pode-afetar-memoria-e-aprendizagem/ Fri, 14 Mar 2014 03:40:41 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=527 O Portal Terra Notícias divulgou estudo que revela que o som alto pode afetar a memória e os mecanismos de aprendizagem de animais em desenvolvimento. Através de um experimento com ratos, cientistas da Argentina mostraram que a preocupação dos pais com adolescentes que gostam de ouvir música alta não é exagero nem tampouco chateação. O estudo, publicado na revista internacional Brain Research, utilizou camundongos considerados “adolescentes” – com idade entre 15 e 30 dias – pois têm um sistema nervoso semelhante aos seres humanos. Eles foram expostos a intensidades de ruído entre 95 e 97 decibéis (dB) mais altos do que o patamar considerado seguro (70-80 dB), porém abaixo da intensidade de som que produz, por exemplo, um show de música (110 dB). Na conclusão, os pesquisadores descobriram que, depois de duas h oras de exposição, os ratos sofreram danos irreversíveis nas células cerebrais, com anormalidades na área do hipocampo, uma região associada com os processos de memória e aprendizagem. Terra Notícias, 29 de julho de 2012 http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6029516-EI8147,00-Musica+alta+pode+afetar+memoria+e+aprendizagem+diz+estudo.html Comentários: Dra Renata C Di Francesco Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP A exposição a sons altos é um problemas em muitas partes do mundo. Não é apenas o ruído ou som desagradável que pode ter consequências desastrosas, a música alta também. Apesar de sentirmos uma sensação de prazer quando ouvimos música em altos volumes, devemos saber que a exposição prolongada ou frequente a sons de alta intensidade pode nos trazer diversas consequências, e não apenas para o ouvido, atingindo também os sistemas cardiovascular, endócrino, imunológicos e psíquico. Podemos observar que próximo a grandes quedas d’água, cataratas, por exemplo não são encontrados mamíferos superiores, simplesmente porque o som das águas é bastante irritante para eles. Recentemente, estudos mostraram que o som em alto volume também pode interferir na memória, e não apenas por uma falta de concentração, mas sim porque após duas horas de exposição os animais de laboratório apresentaram dano cerebral irreversível, principalmente na área do hipocampo, que é responsável pelos processos de memória e aprendizado. Outros estudos mostram que fetos reagem diferentemente à intensidade da música à que são expostos. Em baixa intensidade (cerca de 60 dB), há uma melhora do níveis de memória e orientação especial. Quando expostos a altos níveis (90a 100 dB), estes animais após a fase fetal apresentam pior memória e orientação especial que seus pares. O som alto interfere no metabolismo da nor-adrenalina e geralmente de forma irreversível. Assim, deve-se, sempre evitar a exposição a sons de alta intensidade, ainda que agradáveis. ___ Publicado em 14/03/2014. photo credit: Wavebreakmedia Ltd | Dreamstime.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

??????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????O Portal Terra Notícias divulgou estudo que revela que o som alto pode afetar a memória e os mecanismos de aprendizagem de animais em desenvolvimento. Através de um experimento com ratos, cientistas da Argentina mostraram que a preocupação dos pais com adolescentes que gostam de ouvir música alta não é exagero nem tampouco chateação. O estudo, publicado na revista internacional Brain Research, utilizou camundongos considerados “adolescentes” – com idade entre 15 e 30 dias – pois têm um sistema nervoso semelhante aos seres humanos. Eles foram expostos a intensidades de ruído entre 95 e 97 decibéis (dB) mais altos do que o patamar considerado seguro (70-80 dB), porém abaixo da intensidade de som que produz, por exemplo, um show de música (110 dB). Na conclusão, os pesquisadores descobriram que, depois de duas h oras de exposição, os ratos sofreram danos irreversíveis nas células cerebrais, com anormalidades na área do hipocampo, uma região associada com os processos de memória e aprendizagem.

Terra Notícias, 29 de julho de 2012
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6029516-EI8147,00-Musica+alta+pode+afetar+memoria+e+aprendizagem+diz+estudo.html

Comentários:
Dra Renata C Di Francesco
Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP

A exposição a sons altos é um problemas em muitas partes do mundo. Não é apenas o ruído ou som desagradável que pode ter consequências desastrosas, a música alta também. Apesar de sentirmos uma sensação de prazer quando ouvimos música em altos volumes, devemos saber que a exposição prolongada ou frequente a sons de alta intensidade pode nos trazer diversas consequências, e não apenas para o ouvido, atingindo também os sistemas cardiovascular, endócrino, imunológicos e psíquico.

Podemos observar que próximo a grandes quedas d’água, cataratas, por exemplo não são encontrados mamíferos superiores, simplesmente porque o som das águas é bastante irritante para eles. Recentemente, estudos mostraram que o som em alto volume também pode interferir na memória, e não apenas por uma falta de concentração, mas sim porque após duas horas de exposição os animais de laboratório apresentaram dano cerebral irreversível, principalmente na área do hipocampo, que é responsável pelos processos de memória e aprendizado.

Outros estudos mostram que fetos reagem diferentemente à intensidade da música à que são expostos. Em baixa intensidade (cerca de 60 dB), há uma melhora do níveis de memória e orientação especial. Quando expostos a altos níveis (90a 100 dB), estes animais após a fase fetal apresentam pior memória e orientação especial que seus pares. O som alto interfere no metabolismo da nor-adrenalina e geralmente de forma irreversível.

Assim, deve-se, sempre evitar a exposição a sons de alta intensidade, ainda que agradáveis.

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Publicado em 14/03/2014.
photo credit: Wavebreakmedia Ltd | Dreamstime.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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