Mamadeira – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 05 May 2015 19:46:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Mamadeira – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Atendimento odontológico ao recém-nascido https://spsp.org.br/atendimento-odontologico-ao-recem-nascido/ Tue, 05 May 2015 19:46:07 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=898 Ao nascimento, todas as partes do corpo do recém-nascido precisam ser examinadas pela equipe neonatal da maternidade, inclusive a boca, que é fundamental ao lactente para sugar, deglutir e realizar o aleitamento materno. Os movimentos realizados pelo lactente durante o aleitamento materno fazem com que todas as estruturas orais, como lábios, língua, bochechas, articulações temporo-mandibulares, ossos e músculos, se desenvolvam e se fortaleçam harmonicamente, permitindo uma ação sincronizada das funções vitais de sugar, deglutir e respirar pelo nariz, que irão influenciar o futuro encaixe dos dentes de leite. Então, logo que possível, deve ser realizado um exame mais detalhado por um especialista nesta área, o odontopediatra, a fim de promover a saúde oral e favorecer a qualidade de vida do lactente. A cavidade oral do recém-nascido tem algumas características próprias. Algumas alterações podem ser consideradas normais da fase, e se modificam ou desaparecem ao longo do tempo. Entretanto, algumas destas alterações podem precisar de intervenção odontológica, como: cistos, tumores, lesões em tecidos moles causados por bactérias, fungos e vírus. Os freios da boca também precisam ser avaliados. Existem os freios dos lábios (superior e inferior) e o freio da língua. O freio da língua, quando é encurtado (anquiloglossia), pode interferir nos seus movimentos e dificultar as funções de sugar e engolir, atrapalhando o lactente a realizar o adequado aleitamento materno e futuramente de mastigar e falar. Por isso, em algumas vezes poderá haver a necessidade da intervenção cirúrgica neste freio. Caso haja a presença de dentes na boca no recém-nascido, deve ser realizada uma radiografia odontológica para a decisão se este dente pode ser mantido na boca ou se deve ser removido. Caso o dente seja removido, assim que possível, o odontopediatra deve atuar para retomar a estética e função do dente extraído. No exame odontológico no recém-nascido são iniciadas ações educativas e preventivas de promoção da saúde oral, além do monitoramento dos arcos dentários e do crescimento e desenvolvimento orofacial, favorecendo a saúde, função e a estética do sorriso. Alguns bebês podem necessitar da ação conjunta do odontopediatra com profissionais de outras áreas – pediatra, otorrinolaringologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e nutricionista – para uma correta avaliação, intervenção e sucesso das ações preventivas. Dicas odontológicas para os pais do recém-nascido: 1. Aleitamento materno exclusivo: o leite materno é o alimento ideal para a nutrição e conforto emocional do bebê. Este momento deve ser tranquilo e aconchegante para mãe e bebê, devendo o bebê ficar o mais sentado possível. Durante a amamentação no peito o bebê realiza um exercício físico oral que estimula toda a musculatura da boca. Assim, é muito importante que o bebê realize o esforço da sucção. Além disso, para poder se alimentar adequadamente, é preciso que haja um vedamento labial na aréola mamária, que promove a pressão necessária para a saída do leite e obriga o bebê a respirar pelo nariz. Este movimento de pressão e ordenha promove o exercício da respiração nasal, posicionamento correto da língua e estímulo de crescimento para a correta posição das arcadas dentárias. 2. Evitar o uso de chupetas e mamadeiras: o melhor é o aleitamento materno, caso não seja possível, peça orientação ao médico pediatra e ao odontopediatra. 3. Higiene da boca sem dentes: não há necessidade de limpar a boca do recém-nascido, porque o próprio leite materno protegerá toda a cavidade oral. 4. Cuidados para evitar quedas e traumas envolvendo a boca: medidas preventivas simples, como ensinar familiares e cuidadores a segurarem o bebê de maneira firme e delicada; não permitir que crianças segurem o bebê sem a ajuda de um adulto; certificar-se da qualidade e segurança de berços, trocadores e banheiras; evitar tapetes ou utilizar antiderrapantes podem fazer toda a diferença. 5. Consultas preventivas regulares ao odontopediatra: converse com o odontopediatra sobre qual o momento ideal para a próxima consulta do seu bebê. Visitar o odontopediatria regularmente, da fase de lactação à adolescência é fundamental para manter a saúde oral. ___ Relatora: Dra. Dóris Rocha Ruiz Membro do Grupo de Saúde Oral da SPSP. Publicado em 5/05/2015. Imagens: Dóris Rocha Ruiz Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

ExameOral2Ao nascimento, todas as partes do corpo do recém-nascido precisam ser examinadas pela equipe neonatal da maternidade, inclusive a boca, que é fundamental ao lactente para sugar, deglutir e realizar o aleitamento materno. Os movimentos realizados pelo lactente durante o aleitamento materno fazem com que todas as estruturas orais, como lábios, língua, bochechas, articulações temporo-mandibulares, ossos e músculos, se desenvolvam e se fortaleçam harmonicamente, permitindo uma ação sincronizada das funções vitais de sugar, deglutir e respirar pelo nariz, que irão influenciar o futuro encaixe dos dentes de leite. Então, logo que possível, deve ser realizado um exame mais detalhado por um especialista nesta área, o odontopediatra, a fim de promover a saúde oral e favorecer a qualidade de vida do lactente.

A cavidade oral do recém-nascido tem algumas características próprias. Algumas alterações podem ser consideradas normais da fase, e se modificam ou desaparecem ao longo do tempo. Entretanto, algumas destas alterações podem precisar de intervenção odontológica, como: cistos, tumores, lesões em tecidos moles causados por bactérias, fungos e vírus. Os freios da boca também precisam ser avaliados. Existem os freios dos lábios (superior e inferior) e o freio da língua. O freio da língua, quando é encurtado (anquiloglossia), pode interferir nos seus movimentos e dificultar as funções de sugar e engolir, atrapalhando o lactente a realizar o adequado aleitamento materno e futuramente de mastigar e falar. Por isso, em algumas vezes poderá haver a necessidade da intervenção cirúrgica neste freio. Caso haja a presença de dentes na boca no recém-nascido, deve ser realizada uma radiografia odontológica para a decisão se este dente pode ser mantido na boca ou se deve ser removido. Caso o dente seja removido, assim que possível, o odontopediatra deve atuar para retomar a estética e função do dente extraído.

No exame odontológico no recém-nascido são iniciadas ações ExameOral1educativas e preventivas de promoção da saúde oral, além do monitoramento dos arcos dentários e do crescimento e desenvolvimento orofacial, favorecendo a saúde, função e a estética do sorriso. Alguns bebês podem necessitar da ação conjunta do odontopediatra com profissionais de outras áreas – pediatra, otorrinolaringologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e nutricionista – para uma correta avaliação, intervenção e sucesso das ações preventivas.

Dicas odontológicas para os pais do recém-nascido:

1. Aleitamento materno exclusivo: o leite materno é o alimento ideal para a nutrição e conforto emocional do bebê. Este momento deve ser tranquilo e aconchegante para mãe e bebê, devendo o bebê ficar o mais sentado possível. Durante a amamentação no peito o bebê realiza um exercício físico oral que estimula toda a musculatura da boca. Assim, é muito importante que o bebê realize o esforço da sucção. Além disso, para poder se alimentar adequadamente, é preciso que haja um vedamento labial na aréola mamária, que promove a pressão necessária para a saída do leite e obriga o bebê a respirar pelo nariz. Este movimento de pressão e ordenha promove o exercício da respiração nasal, posicionamento correto da língua e estímulo de crescimento para a correta posição das arcadas dentárias.

2. Evitar o uso de chupetas e mamadeiras: o melhor é o aleitamento materno, caso não seja possível, peça orientação ao médico pediatra e ao odontopediatra.

3. Higiene da boca sem dentes: não há necessidade de limpar a boca do recém-nascido, porque o próprio leite materno protegerá toda a cavidade oral.

4. Cuidados para evitar quedas e traumas envolvendo a boca: medidas preventivas simples, como ensinar familiares e cuidadores a segurarem o bebê de maneira firme e delicada; não permitir que crianças segurem o bebê sem a ajuda de um adulto; certificar-se da qualidade e segurança de berços, trocadores e banheiras; evitar tapetes ou utilizar antiderrapantes podem fazer toda a diferença.

5. Consultas preventivas regulares ao odontopediatra: converse com o odontopediatra sobre qual o momento ideal para a próxima consulta do seu bebê. Visitar o odontopediatria regularmente, da fase de lactação à adolescência é fundamental para manter a saúde oral.

___
Relatora:
Dra. Dóris Rocha Ruiz
Membro do Grupo de Saúde Oral da SPSP.

Publicado em 5/05/2015.
Imagens: Dóris Rocha Ruiz

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

]]>
Tipo de plástico muito usado em mamadeiras pode provocar doenças https://spsp.org.br/tipo-de-plastico-muito-usado-em-mamadeiras-pode-provocar-doencas-2/ Tue, 08 Oct 2013 17:48:39 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=223 O programa Fantástico, da TV Globo, veiculou uma matéria informando que pesquisas recentes revelaram que um tipo de plástico muito usado em mamadeiras pode provocar doenças. De acordo com a matéria, as pesquisas mostram que, em determinadas condições, o plástico pode liberar uma substância prejudicial às crianças, o bisfenol A, também conhecido como BPA. Segundo a doutora em química pela Universidade de Columbia, Sarah Vogel, entrevistada para a matéria, existe relação entre o BPA e câncer. E quanto mais jovem, maior o grau de exposição. No final do artigo, o Fantástico informou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adota o limite é de 0,6 miligrama de bisfenol para cada quilo de plástico aqui no Brasil. Em nota enviada ao Fantástico, a Anvisa diz que acompanha a discussão internacional sobre o bisfenol, e que considera seguro para o ser humano o limite vigente no país para essa substância. Uma das dicas oferecidas por especialistas na matéria da TV Globo é: amamentar no peito é sempre melhor do que qualquer tipo de mamadeira. Fonte: Fantástico, 16 de maio de 2012 http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1593588-15605,00-CERTAS+MAMADEIRAS+DE+PLASTICO+PODEM+FAZER+MAL+A+SAUDE+DO+BEBE.html Comentário: Dra. Renata D. Waksman Presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP; Diretora de Relações Comunitárias da SPSP. O bisfenol A (BPA) é uma substância química utilizada na fabricação de plásticos, que torna o produto final mais flexível, transparente e resistente. Tal produto ainda é encontrado em mamadeiras, embalagens para alimentos, interior de latas, revestimento de recipientes de leite, tubulações plásticas e seladores dentais. O aditivo, usado para dar maior resistência ao plástico policarbonato, ainda está presente em parte das mamadeiras à venda no Brasil. Na União Europeia, Canadá, China e Malásia já é proibido usar o produto em mamadeiras e copos infantis. Esta substância parece ter uma ação similar a de um hormônio, o estrogênio, e suspeita-se que pode causar doenças como câncer de mama e de próstata, diabetes, obesidade, puberdade precoce, infertilidade, problemas cardíacos e alterações de comportamento (hiperatividade). O desprendimento de moléculas de BPA é acelerado quando o plástico é exposto ao calor (ao receber líquidos quentes ou aquecido no micro-ondas), lavado com detergentes fortes ou é congelado. É importante identificar o número presente em todas as embalagens plásticas, que geralmente está gravado no seu fundo. Os plásticos de número 3 ou 7 (ou as letras PC) são considerados os que trazem maior risco de liberar Bisfenol A. Algumas medidas devem ser adotadas: se o aleitamento materno não for possível, comprar mamadeiras sem a substância bisfenol-A, dar preferência às mamadeiras de vidro, não aquecer mamadeiras de plástico no microondas ou em banho-maria (se precisar aquecer o líquido – leite, água ou chá – que seja num recipiente de vidro ou porcelana e depois passá-lo para a mamadeira), deixar o alimento o mínimo possível dentro do recipiente plástico e lavar em água corrente com sabão neutro após o uso. ___ Publicado no site da SPSP em 27/06/2012. photo credit: Ani-Bee via photopin cc Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

medium_2545266246O programa Fantástico, da TV Globo, veiculou uma matéria informando que pesquisas recentes revelaram que um tipo de plástico muito usado em mamadeiras pode provocar doenças. De acordo com a matéria, as pesquisas mostram que, em determinadas condições, o plástico pode liberar uma substância prejudicial às crianças, o bisfenol A, também conhecido como BPA. Segundo a doutora em química pela Universidade de Columbia, Sarah Vogel, entrevistada para a matéria, existe relação entre o BPA e câncer. E quanto mais jovem, maior o grau de exposição. No final do artigo, o Fantástico informou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adota o limite é de 0,6 miligrama de bisfenol para cada quilo de plástico aqui no Brasil. Em nota enviada ao Fantástico, a Anvisa diz que acompanha a discussão internacional sobre o bisfenol, e que considera seguro para o ser humano o limite vigente no país para essa substância. Uma das dicas oferecidas por especialistas na matéria da TV Globo é: amamentar no peito é sempre melhor do que qualquer tipo de mamadeira.

Fonte: Fantástico, 16 de maio de 2012
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1593588-15605,00-CERTAS+MAMADEIRAS+DE+PLASTICO+PODEM+FAZER+MAL+A+SAUDE+DO+BEBE.html

Comentário:
Dra. Renata D. Waksman
Presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SPSP; Diretora de Relações Comunitárias da SPSP.

O bisfenol A (BPA) é uma substância química utilizada na fabricação de plásticos, que torna o produto final mais flexível, transparente e resistente. Tal produto ainda é encontrado em mamadeiras, embalagens para alimentos, interior de latas, revestimento de recipientes de leite, tubulações plásticas e seladores dentais.

O aditivo, usado para dar maior resistência ao plástico policarbonato, ainda está presente em parte das mamadeiras à venda no Brasil. Na União Europeia, Canadá, China e Malásia já é proibido usar o produto em mamadeiras e copos infantis.

Esta substância parece ter uma ação similar a de um hormônio, o estrogênio, e suspeita-se que pode causar doenças como câncer de mama e de próstata, diabetes, obesidade, puberdade precoce, infertilidade, problemas cardíacos e alterações de comportamento (hiperatividade).

O desprendimento de moléculas de BPA é acelerado quando o plástico é exposto ao calor (ao receber líquidos quentes ou aquecido no micro-ondas), lavado com detergentes fortes ou é congelado.

É importante identificar o número presente em todas as embalagens plásticas, que geralmente está gravado no seu fundo. Os plásticos de número 3 ou 7 (ou as letras PC) são considerados os que trazem maior risco de liberar Bisfenol A.

Algumas medidas devem ser adotadas: se o aleitamento materno não for possível, comprar mamadeiras sem a substância bisfenol-A, dar preferência às mamadeiras de vidro, não aquecer mamadeiras de plástico no microondas ou em banho-maria (se precisar aquecer o líquido – leite, água ou chá – que seja num recipiente de vidro ou porcelana e depois passá-lo para a mamadeira), deixar o alimento o mínimo possível dentro do recipiente plástico e lavar em água corrente com sabão neutro após o uso.

___
Publicado no site da SPSP em 27/06/2012.
photo credit: Ani-Bee via photopin cc

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

]]>