limpeza – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 28 Aug 2024 19:54:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png limpeza – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Conjuntivite em crianças https://spsp.org.br/conjuntivite-em-criancas/ Wed, 28 Aug 2024 19:12:03 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47781 ]]>

Nesta época do ano, quando as crianças costumam ficar “mais gripadas”, é comum terem conjuntivite associada ao quadro gripal. A criança com conjuntivite acorda com os olhos cheios de secreção, “grudados”, até com dificuldade para abri-los. Os olhos ficam vermelhos e às vezes inchados.

 Quais são os tipos de conjuntivite e como diferenciar?

Geralmente as conjuntivites virais apresentam secreção aquosa que se acumula principalmente quando a criança acorda, de cor branco-amarelada. Vem acompanhando quadro viral de vias aéreas superiores, causado principalmente pelo adenovírus e podendo apresentar gânglio pré-auricular.

Já as conjuntivites bacterianas apresentam secreção amarelada, que após limpar voltam a secretar frequentemente no decorrer do dia e são causadas por estafilococo ou estreptococo.

As conjuntivites alérgicas manifestam-se por coceira intensa, vermelhidão, lacrimejamento e geralmente estão associadas a quadros de rinite alérgica, a ácaros, poeira, pólen e pelos de animais.

O diagnóstico oftalmológico é realizado pelo exame na lâmpada de fenda ou biomicroscopia, em que podemos avaliar se existe reação conjuntival com presença de folículo, fala a favor de ser viral, ou se tem papilas, correspondendo mais a um quadro bacteriano. Além de nódulos no limbo e papilas gigantes na conjuntiva tarsal, características das alérgicas.

 Como devemos proceder nesses casos?

É importante limpar bem os olhos sempre que estiverem com secreção. E essa limpeza pode ser feita com gaze ou algodão embebido de soro fisiológico ou água morna.

Geralmente esse quadro de secreção dura de cinco a sete dias. Mas como depende da resposta imune da criança, o período de duração pode variar bastante. Nessa fase a criança pode transmitir para toda a família e para os amigos. Por isso é prudente ela não frequentar a escola enquanto estiver com os olhos secretando.

A transmissão ocorre de forma direta, pelo abraço e contato próximo com o rosto e mão da criança. De forma indireta, quando a criança passa a mão nos olhos, pega um brinquedo ou outro objeto e outra criança pega o brinquedo e leva as mãos ao olho, ela vai se infectar. Lembrando que o vírus fica vivo por 48 horas nas superfícies secas.

Por essa razão, as mãos da criança devem ser mantidas sempre limpas, evitar coçar ou colocá-las nos olhos e separar as toalhas e fronhas da criança que está com conjuntivite.

 Qual o tratamento para cada tipo de conjuntivite?

Além da limpeza e retirada das secreções externamente, utilizar um colírio lubrificante em flaconetes de uso único, sem conservantes, abrindo bem os olhos, ajuda a eliminar as secreções que ficam no fundo de saco conjuntival.

Caso não ocorra melhora da conjuntivite viral após cinco a sete dias ou se apresentar dor com inchaço palpebral, a criança deverá ser avaliada por oftalmologista. Se houver membrana inflamatória, esta poderá ser removida, associando a aplicação de colírio de corticoide, para melhora do quadro.

As conjuntivites bacterianas são tratadas com colírios antibióticos com ou sem corticoide, a depender do grau de inflamação e com remissão do quadro após 48 a 72 horas.

E as alérgicas, nos casos brandos e pontuais, as compressas geladas aliviam o prurido e podem ser associadas a colírios anti-histamínicos. Nos casos crônicos, o tratamento deve ser avaliado pelo oftalmologista, que irá indicar o uso ou não de colírios de corticoide ou tacrolimo.

 Como prevenir a conjuntivite?

Orientar as crianças quanto a não coçar os olhinhos, pelo risco de contaminação e de deformação da córnea.

Manter as mãos limpas e evitar contato com pessoas em fase de transmissão.

Evitar a automedicação, que pode levar à resistência bacteriana e ceratotoxicidade.

 

Relatora:
Márcia Keiko Tabuse
Presidente do Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Acidentes por animais peçonhentos: como prevenir e o que fazer https://spsp.org.br/acidentes-por-animais-peconhentos-como-prevenir-e-o-que-fazer/ Thu, 08 Oct 2020 12:45:32 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3429 Animais peçonhentos são aqueles que produzem peçonha (veneno) e têm condições naturais para injetá-la em presas ou predadores.
Nos últimos anos, foram registrados no Brasil cerca de 140 mil acidentes por animais peçonhentos, dentre serpentes, aranhas, escorpiões, lagartas, abelhas e outros em menor proporção.
Esses acidentes são mais comuns nos meses de verão, devido ao calor, umidade e período de reprodução. Manter a higiene e limpeza é fundamental, uma vez que lixo e entulhos podem servir de abrigo para muitos destes animais, além de funcionarem como chamariz para sua alimentação.

andrey bezuglov | depositphotos.com

Devido ao alto número de ocorrências, esse tipo de acidente foi incluído na Lista de Notificação Compulsória do Brasil, ou seja, todos os casos devem ser notificados ao Governo Federal imediatamente após a confirmação. Essa medida ajuda a traçar ações para prevenção.
O acidente ofídico é aquele causado pela picada de serpentes. Divide-se em quatro tipos, dependendo da serpente (jararaca, cascavel, surucucu e coral verdadeira) e causam diferentes manifestações clínicas: inchaço, vermelhidão, manchas arroxeadas, dor ou dormência no local da picada. Além disso, as vítimas também podem apresentar alterações na urina, pálpebras caídas, vômito, diarreia, dor abdominal e sangramento nas gengivas. Dependendo da quantidade de veneno injetado e do tamanho da cobra, os sintomas podem ser mais ou menos graves.

O que fazer em caso de acidente

  • Procure atendimento médico imediatamente.
  • Informe ao profissional de saúde o máximo possível de características do animal, como: tipo, cor, tamanho, etc.
  • Se possível – e caso não atrase a ida do paciente ao atendimento médico – lave o local da picada com água e sabão, mantenha a vítima em repouso e com o membro acometido elevado até a chegada ao pronto-socorro.
  • Se a picada ou ferroada foi na extremidade do corpo (braço, mão, perna e pé), retire acessórios que possam comprimir e comprometer a circulação de sangue como anéis, fitas e calçados.
  • O que NÃO fazer: NÃO amarrar (torniquete) o membro acometido, NÃO cortar e/ou aplicar qualquer tipo de substância (pó de café, álcool, entre outros) no local da picada; NÃO tentar sugar o veneno (isto apenas aumenta a chance de infecção local).
    A utilização de antídotos (conhecidos como “soro”) será indicada pelo médico, durante o atendimento da vítima, baseada em protocolos disponíveis no site do Ministério da Saúde e que são constantemente atualizados.

Como prevenir

O risco de acidentes com animais peçonhentos pode ser reduzido tomando-se algumas medidas gerais:

  • Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem.
  • Examinar calçados, roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-los.
  • Afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários.
  • Não acumular entulhos e materiais de construção.
  • Limpar regularmente móveis, cortinas, quadros, cantos de parede.
  • Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés.
  • Utilizar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos.
  • Manter limpos os locais próximos das casas, jardins, quintais, paióis e celeiros.
  • Evitar plantas tipo trepadeiras e bananeiras junto às casas e manter a grama sempre cortada.
  • Limpar terrenos baldios, pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas.
  • Cuidado ao se aproximar da vegetação, gramados e jardins no amanhecer e entardecer, pois é nesse momento que as serpentes estão em maior atividade.
  • Não acampar próximo a áreas onde há roedores (plantações, pastos ou matos) e, por conseguinte, maior número de serpentes.
  • Evitar piqueniques às margens de rios, lagos ou lagoas e não se encostar em barrancos durante pescarias ou outras atividades.
  • Combater roedores e insetos, principalmente baratas (são alimentos para escorpiões e aranhas).
  • Se encontrar um animal peçonhento, afaste-se com cuidado e evite assustá-lo ou tocá-lo (mesmo que pareça morto!). Procure a autoridade de saúde local para orientações.

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Relatores:
Dra. Andréa M. A. Fraga
Dr. Fernando Belluomini
Dra. Andressa Oliveira Peixoto
Departamento Científico de Emergências da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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