Lavar as mãos – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 17 Mar 2021 15:58:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Lavar as mãos – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Covid-19: o alerta do oftalmologista chinês e o acometimento dos olhos https://spsp.org.br/covid-19-o-alerta-do-oftalmologista-chines-e-o-acometimento-dos-olhos/ Mon, 27 Apr 2020 20:26:44 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3166 No final de dezembro de 2019, o oftalmologista chinês de 33 anos Li Wenliang foi o primeiro a “tocar o alarme” sobre um novo vírus que estava provocando vários casos de pneumonia no hospital em Wuhan, na China. O governo chinês o obrigou a desmentir tal fato. A seguir ele mesmo foi vítima do Covid-19, vindo a falecer em 7 de fevereiro.

A hipótese levantada foi a de que ele havia sido contaminado por uma paciente que estava em tratamento de glaucoma, o que acendeu um alerta para a provável presença de coronavírus na lágrima – o que foi confirmado em pacientes que apresentavam hiperemia e secreção conjuntival com diagnóstico de Covid-19.

pezibear | pixabay.com

O quadro de conjuntivite tem sido observado em uma pequena parcela dos pacientes (3%) e é semelhante à conjuntivite viral comum, com presença de secreção e vermelhidão.

O fato de a transmissão ocorrer principalmente pelas gotículas de saliva e por aerossóis que são expelidos através da tosse e espirros, podendo atingir a conjuntiva (membrana mucosa que reveste a parte posterior da pálpebra e se prolonga para recobrir a parte branca do olho), obrigou os profissionais da saúde a usar óculos como prevenção.

E para todos: ficar em casa, não colocar as mãos nos olhos, nariz e boca e lavar as mãos frequentemente.

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Relatora:
Dra. Marcia Keiko Uyeno Tabuse
Departamento Científico de Oftalmologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Covid-19: o que você precisa saber https://spsp.org.br/covid-19-o-que-voce-precisa-saber/ Thu, 09 Apr 2020 18:23:10 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3124 O que é?

O coronavírus doença 2019 – ou Covid-19 – é uma infecção específica por um vírus chamado Sars-CoV-2. Esse vírus iniciou a atual pandemia no final do ano de 2019, em Wuhan, na China. Desde então, ele vem se espalhando pelo mundo: Europa, Estados Unidos e, agora, na América Latina e no Brasil.

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Quais os sintomas?

Os sintomas dessa infecção – chamada de síndrome respiratória – lembram os de uma gripe comum: tosse, espirros, coriza ou congestão nasal, febre, dores musculares e sensação leve de cansaço.

Os casos graves evoluem com dificuldade respiratória, pois a infecção pode acometer os pulmões, causando uma pneumonia viral, com dificuldade de oxigenação e até problemas cardíacos de forma secundária. Isso é mais comum em idosos ou pessoas com outros problemas de saúde, como doenças cardíacas, diabetes, doenças pulmonares e câncer.

Alguns sintomas menos comuns que podem aparecer são: dor de cabeça, dor de garganta, alterações no olfato (dificuldade para sentir cheiros) e alguns apresentam náuseas ou diarreia. Algumas pessoas que entram em contato com o vírus podem não apresentar sintomas – são os chamados casos assintomáticos.

Como se contrai esse vírus?

Pelo que pesquisadores e especialistas conhecem até o momento (abril de 2019), o Sars-CoV-2 parece se espalhar mais facilmente quando as pessoas estão apresentando os sintomas, mas há indícios de que é possível transmitir a doença mesmo sem apresentá-los. A transmissão ocorre principalmente pelas gotículas de saliva e por aerossóis que são expelidos através da tosse e espirros, além da utilização de utensílios comuns, apertos de mão, beijos ou contato com objetos ou superfícies contaminadas.

Adaptado de Sui Hang – medium@arvoreagua

Quanto tempo dura o quadro de gripe?

Para a maioria das pessoas, os sintomas desaparecem dentro de uma a duas semanas, como uma gripe comum, e não geram problemas de saúde crônicos.

E as crianças?

As crianças podem contrair o vírus, mas a apresentação do quadro é em geral mais leve e, mesmo nos casos graves, a recuperação parece ser melhor que em adultos e idosos, principalmente.

Qual o tratamento?

Não há tratamento específico, por isso a prevenção é a melhor forma de se manter saudável.

As pessoas que apresentam sintomas leves e sem falta de ar ou dificuldade para respirar devem se manter em casa, com isolamento social, repouso, hidratação e uso de medicamentos sintomáticos (para tosse e febre). Sempre pode consultar um médico, mas nesse momento o melhor é fazer a consulta pelo telefone, disponível em todo o Brasil, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também para os profissionais particulares ou conveniados. A pessoa deve ser monitorada a cada um ou dois dias por esse sistema de atendimento.

Os casos que apresentam sintomas mais graves, com falta de ar e dificuldade para respirar, devem consultar o médico presencialmente e, muito provavelmente, serão internados. Esses pacientes serão mantidos em quartos de isolamento e, em alguns casos, irão precisar de internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

A PREVENÇÃO É ESSENCIAL!

• Lave as mãos com água e sabão com frequência. Quando isso não for possível, utilize o álcool 70%. As técnicas de lavagem estão bastante difundidas pela mídia e devem ser seguidas rigorosamente, o mesmo valendo para o uso do álcool.
• Evite tocar o rosto (especialmente boca, nariz e olhos) com as mãos.
• Fique longe de pessoas que têm algum sintoma. O isolamento em casa sem o compartilhamento de ambientes, talheres, toalhas, entre outros, é fundamental e será orientado pelo profissional de saúde diante de um caso suspeito.

Pratique o isolamento social. Se onde você vive há casos confirmados, fique em casa!

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Relatora:
Dra. Cátia Regina Branco da Fonseca
Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Coronavírus: sem pânico, com responsabilidade https://spsp.org.br/coronavirus-sem-panico-com-responsabilidade/ Tue, 17 Mar 2020 12:27:49 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3058 Passamos, no momento, por uma situação desconhecida ou já esquecida por grande parte dos brasileiros (última em 2009 – H1N1): PANDEMIA.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a situação atual com o coronavírus como uma pandemia em 11 de março de 2020. Para isso, a questão não é o número de casos, mas sim de uma epidemia que se espalha pelos continentes, já com transmissão sustentada, ou seja, de pessoa para pessoa dentro de um mesmo país, sem depender de casos vindos de fora.

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O COVID-19 (nome do coronavírus atual que teve seu primeiro relato em dezembro de 2019) apareceu na China e de lá se espalhou rapidamente pelo mundo, pela alta capacidade de contágio, causando, inclusive, mortes (cerca de 2,4% dos casos). No momento, os países mais afetados com novos casos são a Itália (cerca de 3.500), Espanha (1.500), Irã (1.365), França (830) e Alemanha (735). A China, que foi onde tudo começou, está em franca queda de casos novos (27). No entanto, ainda apresenta alto número, mas baixa taxa de letalidade (número de mortes por uma doença dentro do número total de doentes por essa doença, num determinado período de tempo)

Por ser um coronavírus novo (há outros que já circulam entre nós, mas sem as mesmas características), ninguém está naturalmente protegido contra ele e não existem nem vacinas e nenhum tratamento milagroso que aumente a imunidade geral ou específica em relação ao vírus.

Devemos tomar muito cuidado com as “falsas promessas” que estão circulando pelas redes sociais e grupos de WhatsApp:

Não. Não existe soro preparado que aumente a imunidade contra o vírus.
Não. Não existem nem preparados vitamínicos ou dieta específica contra o vírus.
Não. Não existe nenhum tratamento homeopático ou fitoterápico contra o vírus.

O que funciona é INFORMAÇÃO e AÇÃO.
O que funciona é PREVENÇÃO e (o nome do momento) CONTENÇÃO.
O que funciona é RESPONSABILIDADE e SOLIDARIEDADE.

Muita cautela com as informações de pessoas, até muito conhecidas, que estão tentando fazer com que outros acreditem que a situação não é tão real ou importante.

Não. Coronavírus não é um simples resfriado ou uma gripe.
Não. Coronavírus não é uma manobra política ou econômica.
Não. Coronavírus não é uma invenção da mídia.
Coronavírus existe, se espalha e pode matar.

Febre, tosse, dificuldade respiratória, contato com pessoas que viajaram para fora do país e voltaram nos últimos 14 dias são sinais importantes para se pensar em coronavírus e entrar em contato com o serviço de saúde ou seu pediatra.

Crianças podem pegar a doença, podem transmitir, mas são um dos grupos de menor risco e sem relato de morte (um caso referido na China, com 14 anos). Os grupos de maior risco são os idosos (especialmente acima de 70 anos) e pessoas com doenças crônicas (cardiopatias, imunodeficiências, hipertensão, câncer).

As recomendações de contenção orientadas pelas sociedades (Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Infectologia, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia ) e órgãos oficiais (Ministério da Saúde, OMS e o nosso Sistema Único de Saúde) devem ser seguidas à risca: lavar as mãos, não beijar, não apertar as mãos, não abraçar, uso de álcool gel e providências como: lavar mais ainda as mãos, não sair correndo para estocar alimentos e evitar pânico e alarmismo, são muito importantes.

A experiência que o mundo tem com o coronavírus tem ensinado um pouco sobre seu comportamento e mostrado caminhos para conter a sua evolução, na tentativa de controlar as taxas de doença grave e morte, não totalmente, mas evitando altos picos da epidemia, como ocorreu na China e agora na Itália e Espanha.

Seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, poderemos mudar o curso esperado dessa pandemia no Brasil, adotando, desde cedo, medidas protetoras e de contenção. Não são férias. É uma quarentena. Ficar em casa, recolhido, em família, protegendo todos, mas essencialmente os mais vulneráveis.

Quanto mais cedo nos distanciarmos fisicamente, mais cedo poderemos nos abraçar.

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Relator:
Dr. Yechiel Moises Chencinski
Coordenador do Blog Pediatra Orienta para a Voz do Blog

Publicado em 17/03/2020.

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