Juventude – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 30 Mar 2026 14:03:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Juventude – SPSP https://spsp.org.br 32 32 A juventude diante de um mundo incerto – desafios a enfrentar https://spsp.org.br/a-juventude-diante-de-um-mundo-incerto-desafios-a-enfrentar/ Mon, 30 Mar 2026 14:02:26 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55625 Cada geração recebe um mundo imperfeito. A geração atual herda um mundo extraordinariamente conectado, tecnologicamente poderoso e, ao mesmo tempo, profundamente instá]]>

Cada geração recebe um mundo imperfeito. A geração atual herda um mundo extraordinariamente conectado, tecnologicamente poderoso e, ao mesmo tempo, profundamente instável. Reconhecer essa realidade é o primeiro passo para preparar os jovens para um futuro que ainda está sendo inventado.

Durante grande parte do século 20 havia um roteiro relativamente previsível para a entrada na vida adulta. A educação preparava para uma profissão; a profissão oferecia estabilidade; e a estabilidade permitia planejar o futuro. Esse percurso nunca foi perfeito, mas funcionava como referência para milhões de pessoas. Hoje, esse roteiro tornou-se incerto.

A digitalização da economia, a automação e o avanço acelerado da inteligência artificial estão remodelando profissões inteiras e alterando a própria natureza do trabalho. Jovens que ingressam no mercado encontram um cenário em constante mutação, no qual muitas ocupações atuais podem desaparecer ou se transformar radicalmente nas próximas décadas. Em vez de se prepararem para uma carreira relativamente estável, muitos precisam aprender a viver em um ambiente de mudanças permanentes.

Essa transformação é econômica, moral e existencial. O filósofo Hans Jonas advertia que o poder tecnológico da humanidade cresce mais rápido do que nossa capacidade de prever suas consequências. Quanto maior o poder tecnológico, maior deveria ser também a responsabilidade ética diante do futuro. Uma advertência que continua relevante nos dias atuais.

Ao mesmo tempo, vivemos em uma sociedade marcada pela aceleração – uma era de hiperatividade e desempenho permanente, na qual indivíduos são constantemente pressionados a produzir, adaptar-se e mostrar resultados. Para os jovens, isso cria um paradoxo: há mais possibilidades do que nunca, mas também mais ansiedade e desorientação.

Outro elemento desse cenário é a “crise de referências”: Instituições como escola, família, religião, política, enfrentam perda de autoridade simbólica. Em seu lugar surgem outras, fragmentadas e muitas vezes efêmeras, mediadas por fluxos incessantes de informação nas redes sociais. A identidade contemporânea precisa ser construída em meio a múltiplos horizontes de sentido – entendimento de que a vida e o mundo são compreendidos através de diferentes interpretações e significados, o que torna o processo de amadurecimento mais complexo.

A cultura digital também altera nossa relação com o tempo. A lógica do imediato – marcada por respostas rápidas, recompensas instantâneas e ciclos curtos de atenção – tende a enfraquecer a disposição para processos mais longos de formação intelectual e profissional. Projetos de vida, que exigem paciência e continuidade, tornam-se mais difíceis de sustentar em um ambiente dominado pela urgência.

Diante desse panorama, o Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, se torna um convite à reflexão coletiva. Investir na juventude significa ampliar oportunidades educacionais, oferecer cursos de capacitação e criar, também, condições para que os jovens encontrem referências, construam sentido e possam enfrentar um futuro incerto com responsabilidade e esperança. Fica a pergunta: para que mundo estamos preparando os jovens de hoje?

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Por que ter um dia para chamar a atenção sobre a saúde de adolescentes e jovens? https://spsp.org.br/por-que-ter-um-dia-para-chamar-a-atencao-sobre-a-saude-de-adolescentes-e-jovens/ Mon, 22 Sep 2025 11:44:38 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53260 O Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens, comemorado em 22 de setembro, serve para reforçar a necessidade de atenção especial]]>

O Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens, comemorado em 22 de setembro, serve para reforçar a necessidade de atenção especial às pessoas desse grupo populacional, que engloba a adolescência (10 a 19 anos e 11 meses) e juventude (15 a 24 anos).

A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações físicas, cognitivas, emocionais e sociais. É um período delicado da vida, em que mudanças hormonais, busca por identidade, influências de amigos e descobertas de novas responsabilidades podem gerar inseguranças, afetando a saúde mental e aumentando a exposição a situações de risco. Além disso, é uma oportunidade para orientar e corrigir hábitos adquiridos na infância, como padrões alimentares inadequados, sedentarismo, excesso de tempo diante de telas, dificuldades relacionadas ao sono e habilidades sociais. É na juventude que se inicia a prática de todo aprendizado dos anos anteriores, o exercício da autonomia e do autocuidado.

Como ensinar adolescentes e jovens a cuidarem de sua saúde?

Para formar adultos saudáveis e autônomos é preciso que exista uma rede de apoio, composta por famílias, escolas e profissionais de saúde. Quando essa rede atua de forma articulada, o adolescente encontra suporte para enfrentar dilemas, buscar ajuda diante de dificuldades e adotar hábitos que favoreçam um futuro mais saudável. Quando se sentem ouvidos e apoiados, os adolescentes tornam-se capazes de tomar boas decisões e construir projetos de vida.

Crescer em ambiente com diálogo aberto, escuta e ausência de julgamentos facilita ao adolescente tirar dúvidas e falar sobre medos e dificuldades. Conversas sobre autocuidado, respeito ao corpo, privacidade e sexualidade contribuem para escolhas mais seguras. O convívio familiar abre oportunidades de conversas, fortalece vínculos e exerce um fator protetor para o envolvimento em comportamentos de risco. Pais e responsáveis precisam ficar atentos a mudanças bruscas de condutas, como isolamento social, queda no rendimento escolar, alterações no sono ou alimentação, entre outras, pois são sinais que podem indicar sofrimento emocional e, quando percebidos, eles devem buscar ajuda profissional.

As escolas, além de serem locais para o aprendizado acadêmico, podem ser espaços de promoção de saúde e bem-estar. Incentivar rodas de conversa sobre saúde física e mental, sexualidade, prevenção de violência e projetos de vida permite aos alunos acesso à informação de qualidade e esclarece mitos. A instituição deve oferecer um ambiente acolhedor, onde estudantes sintam-se seguros para fazer perguntas, expressar sentimentos e procurar apoio sem medo de julgamento ou punição. É fundamental que exista um posicionamento antibullying, com políticas que incluam normas explícitas de convivência, com canais de escuta e denúncia, acompanhamento psicológico quando necessário e ações educativas contínuas. Quando a escola assume postura firme e transmite a mensagem de que violência e discriminação não são permitidas, fortalece vínculos e previne problemas de saúde emocional que poderiam causar impactos até a vida adulta.

Profissionais de saúde precisam adotar uma abordagem centrada no indivíduo, considerando suas necessidades, seus direitos e sua autonomia crescente. O atendimento deve ser feito com respeito, sigilo e empatia, favorecendo o vínculo de confiança. Adolescentes têm o direito de serem atendidos desacompanhados, desde que apresentem condições de compreender o que lhes é explicado e, mesmo quando acompanhados, é desejável que tenham um momento de privacidade, para que possam tirar dúvidas e receber orientações baseadas em suas vivências. O desenvolvimento da autonomia nos cuidados em saúde deve começar nessa fase da vida.

Fase de transição para a vida adulta

No fim da adolescência e início da juventude ocorre a finalização da escola, a entrada na faculdade, ingresso no mercado de trabalho e às vezes a saída de casa. É o início da vida adulta, com menos dependência da família. A liberdade adquirida nesse momento de vida é tentadora, sendo comum que se priorizem as festas, relacionamentos amorosos e saídas com amigos, em detrimento dos cuidados em saúde. O preparo para esse momento deve ser construído gradativamente no decorrer da adolescência, focando no desenvolvimento de autonomia com responsabilidade. Aprender a marcar consultas, compreender receitas, gerenciar as medicações, reconhecer sinais de alerta e saber onde buscar ajuda são competências tão importantes quanto aprender a administrar finanças e um lar. Quando esse treinamento não é feito, pode resultar em abandono das visitas médicas e de tratamentos, com grande impacto na saúde, principalmente naqueles com doenças crônicas e que necessitam de cuidados contínuos.

Com a atuação conjunta da família, escola e profissionais de saúde que ofereçam informações de qualidade, acolhimento e oportunidades de desenvolvimento seguro, criam-se condições para que adolescentes e jovens façam escolhas conscientes, enfrentem desafios com resiliência e tornem-se adultos saudáveis, autônomos e preparados para participar plenamente da vida social e profissional.

 

Relatora:

Andrea Hercowitz
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Fase de Transição para a Vida Adulta da SPSP
Membro do Departamento Científico de Adolescência da SPSP
Membro do Núcleo de Estudos dos Direitos da Criança e do Adolescente da SPSP

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Juventude em movimento: o papel do esporte na saúde física e mental https://spsp.org.br/juventude-em-movimento-o-papel-do-esporte-na-saude-fisica-e-mental/ Fri, 28 Mar 2025 19:27:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50758 O Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, convida-nos a refletir sobre a saúde e os desafios enfrentados pelos jovens na atualidade. Entre esses desafios, o sedentarismo]]>

O Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, convida-nos a refletir sobre a saúde e os desafios enfrentados pelos jovens na atualidade. Entre esses desafios, o sedentarismo e os transtornos de saúde mental se destacam, criando um cenário preocupante. O aumento da inatividade física está diretamente relacionado ao crescimento dos índices de obesidade, doenças metabólicas e transtornos emocionais, como ansiedade e depressão.

A geração ansiosa e a epidemia do sedentarismo

Vivemos em uma era hiperconectada, em que o tempo de tela e a vida digital estão substituindo, cada vez mais, as interações presenciais e a prática de atividades ao ar livre. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% dos adolescentes entre 11 e 17 anos não atingem o nível recomendado de atividade física, que é de pelo menos 60 minutos diários de exercícios moderados a intensos. Esse comportamento sedentário compromete não apenas a saúde física, mas também contribui para o aumento dos casos de ansiedade e depressão.

Um estudo publicado no JAMA Pediatrics revelou que jovens que passam mais de sete horas diárias em dispositivos eletrônicos têm o dobro do risco de desenvolver sintomas ansiosos e depressivos em comparação a aqueles com menos tempo de exposição. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) apontou que quase 30% dos adolescentes relataram se sentir tristes ou desesperançosos de forma recorrente: um número alarmante!

O poder transformador da atividade física

Se o sedentarismo e a ansiedade são problemas crescentes, a boa notícia é que a solução está ao alcance de todos. A prática esportiva tem um papel essencial na promoção da saúde física e mental, ajudando a juventude a construir um futuro mais equilibrado e cheio de vitalidade.

A atividade física regular traz inúmeros benefícios, como melhoria do condicionamento físico, fortalecimento dos músculos, aumento da resistência e melhora da circulação sanguínea. Além disso, reduz o risco de obesidade, diabetes, problemas cardíacos e hipertensão, além de proporcionar mais energia e disposição para as atividades diárias.

Além dos impactos no corpo, a atividade física exerce uma influência direta na saúde mental. Estudos demonstram que praticar esportes reduz em até 30% os sintomas de ansiedade e depressão em adolescentes. Isso acontece porque o exercício libera hormônios como endorfina, serotonina e dopamina, neurotransmissores fundamentais para a regulação do humor e do bem-estar.

A prática esportiva também melhora a autoestima e a confiança, fortalece os laços sociais e promove valores como disciplina, respeito e cooperação. Outro ponto positivo é o impacto no desempenho acadêmico, pois a atividade física contribui para um cérebro mais ativo e preparado para aprender.

O papel da família e do pediatra: como incentivar o adolescente a se movimentar?

A adolescência é um período de transição, no qual os jovens buscam autonomia e identidade. Por isso, impor regras rígidas pode ser menos eficaz do que estimular o engajamento e a descoberta de uma atividade prazerosa. O incentivo deve vir tanto da família quanto dos pediatras e profissionais de saúde.

Para os pais, ser exemplo é essencial. Crianças e adolescentes que crescem em um ambiente familiar ativo têm mais chances de valorizar o exercício físico. Apresentar diferentes esportes, equilibrar o tempo de telas e transformar a atividade física em um momento de conexão familiar são estratégias fundamentais para que o jovem se envolva no processo.

Para os pediatras, a recomendação de atividade física deve fazer parte da rotina de avaliação da saúde dos adolescentes. A cada consulta, é importante questionar sobre o nível de atividade do paciente e reforçar os benefícios do movimento. Além disso, o profissional pode sugerir modalidades esportivas adaptadas ao perfil do jovem, mostrar que a atividade física traz benefícios além da saúde física e incentivar metas realistas para manter o engajamento ao longo do tempo.

Juntos, podemos transformar o futuro da juventude

A juventude é uma fase de crescimento, descobertas e aprendizado. E nada melhor do que garantir que essa geração tenha saúde, energia e equilíbrio emocional para enfrentar os desafios da vida. Como pais, educadores e pediatras, temos um papel essencial em incentivar hábitos saudáveis desde cedo.

Ao proporcionar oportunidades para o movimento, estimular o esporte como parte da rotina e apoiar os jovens na escolha de uma atividade física de que gostem, estamos investindo não apenas na saúde presente, mas no futuro deles. Pequenas mudanças no dia a dia podem fazer toda a diferença na prevenção do sedentarismo e na promoção do bem-estar.

Que tal começar hoje? Incentive, apoie e faça parte dessa mudança. A juventude precisa de movimento, e o primeiro passo pode começar com você. Vamos juntos construir uma geração mais saudável, ativa e equilibrada.

 

Relator:
Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo
 

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Dia Mundial da Juventude https://spsp.org.br/dia-mundial-da-juventude/ Thu, 30 Mar 2023 17:40:45 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=36713 No dia 30 de março comemora-se o Dia Mundial da Juventude, data marcada para celebrar a contribuição dos jovens na criação da sociedade. São considerados jovens todos aqueles com idade entre]]>

No dia 30 de março comemora-se o Dia Mundial da Juventude, data marcada para celebrar a contribuição dos jovens na criação da sociedade. São considerados jovens todos aqueles com idade entre 15 e 29 anos: pessoas em fase de transição de ciclo de vida, que vivenciam realidades diferentes na busca da constru­ção de sua identidade, autonomia, aprendizagem, profissão, independência financeira, possibilidade de inovação e participação ativa na economia.

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2021 os jovens entre 15 e 29 anos correspondiam a 23% da população brasileira, ou seja, mais de 47 milhões de pessoas.

Apesar de na juventude as pessoas terem menos problemas de saúde do que na infância, esse é um momento delicado. Longe de seus responsáveis, os jovens tendem a priorizar outros aspectos da vida, como amizades, relacionamentos, hobbies e estudos, deixando de lado os cuidados clínicos preventivos. Além disso, podem apresentar dificuldades financeiras, prejudicando o acesso ao transporte e à medicação. A situação torna-se ainda mais grave quando os jovens são portadores de doenças crônicas, pois necessitam de acompanhamento contínuo e muitas vezes frequente.

Países que não investem e não cuidam da saúde de seus jovens têm seu futuro como nação comprometido em curto espaço de tempo. É preciso ensinar-lhes autocuidado e autogestão, assim como estimular que lutem por seus direitos.

No Brasil, a Constituição Federal, o Estatuto da Juventude e outros documentos oficiais, tanto nacionais quanto internacionais nos quais o país é signatário, garantem diversos direitos aos jovens. Infelizmente, nem tudo que está no papel acontece na realidade. São adquiridos, por exemplo, o direito à diversidade e à igualdade de direitos e de oportunidades, independentemente de cor/raça, sexo, gênero e orientação sexual. No entanto, dados oficiais mostram que:

  • Jovens do sexo masculino têm uma taxa de mortalidade 3,5 vezes maior do que jovens do sexo feminino;
  • Jovens do sexo masculino de 20 a 24 anos têm 11 vezes mais chances de sofrerem uma morte violenta se comparados às jovens do sexo feminino na mesma idade;
  • As estatísticas oficiais tendem a invisibilizar a juventude não binária e a indígena.

 

A juventude brasileira sempre precisou de um olhar atento de toda a sociedade no que diz respeito à sua saúde, mas isso tornou-se ainda mais urgente, levando-se em consideração a pandemia do coronavírus, que impactou gravemente a saúde física e mental dos jovens, como descrito no quadro 1.

 

Quadro 1

 

 

Para 29% dos jovens entrevistados, a pandemia piorou muito seu estado emocional e 41% referiram que piorou um pouco. Isso, somado às incertezas e inseguranças dessa fase da vida, levou a um aumento expressivo das taxas de depressão, principalmente entre pessoas de 18 a 24 anos, como pode ser visto no quadro 2.

 

Quadro 2

 

Outro importante marcador em saúde é a gravidez na adolescência. Apesar dos índices estarem, aos poucos, regredindo no Brasil, isso vem acontecendo de forma mais lenta do que nos outros países. Enquanto 46 a cada mil partos no mundo são de meninas entre 15 e 19, em nosso país ela é de 68,4 nascimentos a cada mil partos, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

E a educação integrada é vista como uma das melhores ferramentas para a prevenção da gravidez na adolescência; entretanto, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a taxa de desistência no ensino médio na rede pública mais do que dobrou entre 2020 (2,3%) e 2021 (5,6%). Segundo pesquisa do IBGE, a faixa etária com maior número de pessoas fora das escolas é justamente a de jovens entre 15 e 17 anos de idade (quadro 3).

 

Quadro 3

 

Ciente das peculiaridades que envolvem a juventude, a Sociedade de Pediatria de São Paulo criou um grupo de estudos voltado para orientar e ajudar pediatras, pais, escola e sociedade no processo de transição dos cuidados da infância e adolescência para a vida adulta.

Promover discussões, elaborar protocolos e advogar em prol dos jovens, são ações que devem ser vistas como prioridades, pois com o crescente envelhecimento da população brasileira, a juventude será segmento estratégico, responsável pela geração de recursos. Para que possam exercer seu papel, os jovens precisam ter as condições necessárias para se desenvolverem de forma saudável, com acesso a todos os direitos garantidos formalmente em nosso país.

A juventude tem o potencial de protagonizar agendas globais e locais de desenvolvimento social, mas, para isso, precisa do apoio de suas famílias, escolas, sociedade, governos e outros parceiros.

 

Saiba mais:

  1. https://juventudesdoagora.com.br/wp-content/uploads/2022/08/doc-atualizado-16-08.pdf
  2. https://atlasdasjuventudes.com.br/
  3. https://www.feac.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Guia-Juventudes-e-os-DSR-Revisao-Julho-2019.pdf

 

Relatoras:
Andrea Hercowitz
Coordenadora do Grupo de Trabalho da Fase de Transição para a Vida Adulta
Membro do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

Elizete Prescinotti Andrade
Presidente do Departamento Científico de Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

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