Jovem – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 01 Jun 2026 19:52:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Jovem – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Vamos falar de cigarro? De novo? https://spsp.org.br/vamos-falar-de-cigarro-de-novo/ Mon, 01 Jun 2026 19:43:24 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=57270 ]]>

Mãe de adolescente sabe bem: a rotina nunca é fácil. Naquela manhã, ela acordou com pressa e com a sensação de que o tempo voava. Ao entrar no quarto da filha – que acabara de sair para a escola –, tentou apenas minimizar a bagunça diária. Como de costume, entrar ali parecia uma visita a uma loja de departamentos (não faltam piadas sobre isso): saía sempre carregando duas canecas, um copo, uma calça e três moletons espalhados. Ao recolher a bolsa usada na festa do fim de semana, que estava aberta em um canto, veio a surpresa: no fundo, encontrava-se um maço de cigarros aberto. Era daquela marca antiga, que ela mesma usava para fazer piada, lembrando dos tios fumando na sua infância. Que situação inesperada! O que fazer? A primeira reação, movida pelo impulso, era a de buscar a filha na escola naquele exato momento para confrontá-la (na verdade, queria tomar uma atitude bem brusca!).

Embora essa seja uma cena fictícia, ela ilustra uma realidade enfrentada por algumas famílias. O tabaco continua sendo uma das substâncias de abuso mais frequentes em nosso meio. Estatísticas brasileiras apontam para um aumento explosivo no consumo de nicotina por meio de dispositivos eletrônicos, os famosos vapes. No entanto, muitos adolescentes ainda recorrem aos cigarros convencionais e a alternativas que ganharam espaço, como os cigarros de palha (na moda em algumas festas da moçada).

Esse consumo tende a crescer conforme a idade avança e, como já destacado em publicações anteriores do nosso departamento, é fortemente influenciado pelo grupo social em que o jovem se insere. O desejo de pertencimento muitas vezes diminui o julgamento crítico.

A partir do momento da descoberta, o que fazer?

Não existe uma receita mágica, mas algumas estratégias podem ajudar os pais:

  1. manter um diálogo aberto – a proibição isolada ou a punição raramente mudam o comportamento; pelo contrário, podem afastar o jovem e criar uma cultura de segredos);
  2. conhecer o entorno do seu filho – saiba quem são os amigos, quais são os seus espaços de convivência e participe ativamente da sua rotina),
  3. apoiar em vez de punir – pais acolhedores e que compreendam a raiz do problema, deixando os julgamentos de lado;
  4. monitorar o universo digital – o adolescente de hoje é hiperconectado. A publicidade do tabaco não está mais na TV aberta, mas camuflada em plataformas de streaming, redes sociais e influenciadores digitais;
  5. conversar abertamente sobre o que eles consomem na internet.

 

Além disso, fortaleça a parceria com a escola: as instituições de ensino podem adotar o conceito de “campus saudável”, fiscalizando o uso de substâncias em seus perímetros, e capacitando professores para identificar sinais de vulnerabilidade. Pais e escolas devem formar uma rede única de apoio. Cada um fazendo a sua parte.

Descobrir que um filho adolescente está fumando pode evocar sentimentos de falha, medo e frustração. Contudo, esse momento crítico deve ser transformado em uma oportunidade de aproximação e não de ruptura. O combate ao tabagismo jovem não se faz na força da autoridade, mas sim no vínculo familiar. Ao substituir o confronto pelo acolhimento e a punição pela informação, os pais conseguem desarmar o adolescente. Proteger essa geração exige presença ativa, escuta atenta e a construção de uma rede de cuidado que envolva a família, a escola e a sociedade. Afinal, educar dá trabalho, mas é sinônimo de afeto.

 

Relatora:
Ana Paula Pascalicchio Bertozzi
Membro do Núcleo de Estudos do Combate ao Uso de Drogas da SPSP

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Todo mundo usa https://spsp.org.br/todo-mundo-usa/ Tue, 24 Mar 2026 18:54:54 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=55552 ]]>

É muito comum ouvirmos dos jovens que atendemos que todo mundo bebe e todo mundo usa drogas. Talvez naquele grupo que o jovem frequenta a maioria possa ser usuária, mas analisando os dados do LENAD III – UNIFESP, colhidos em 2023 e publicados recentemente, percebe-se que a coisa não é bem como o jovem coloca.

Em relação à bebida alcoólica, 48,8% da população brasileira com mais de 14 anos nunca bebeu, 57,5% não consumiu álcool no último ano e 69,9% não bebeu nada no último mês. Em relação aos adolescentes, apenas 25,8% dos homens e 29,5% das mulheres consumiram álcool na vida; 16,7% e 21,6% no último ano e 12,4% e 8,5% no último mês.

O grande problema, fora a iniciação precoce, é que dos que bebem na população adulta, 35,7% dos homens e 26,8% das mulheres o fazem em BINGE, ou seja, um consumo excessivo e descontrolado (4 ou 5 doses em 2 horas). Não é alcoólico só aquele que bebe todo ou quase todo dia (5,6%), mas também aquele que bebe em binge, ou aquele que tem um consumo pesado episódico (6 ou mais doses em uma única ocasião).

Levando-se em conta que o jovem diz que “todos bebem”, o mesmo ocorre com as outras drogas: Não é todo mundo que usa álcool ou outras drogas, aliás, de longe, a maioria não usa. Os dados do LENAD III mostram que 6,2% da população masculina adolescente usou cannabis na vida. Comparado com 2012, houve um aumento de 1,5%, sendo que a novidade é que as mulheres estão usando mais do que os homens (4,6% p 7,9%). No último ano, apenas 3,4% (2,3% homens e 4,6% mulheres). Os sintomas neuropsiquiátricos autorrelatados associados ao uso de cannabis em usuários de 14 anos foram:

 


 

Ou seja, 85% da população com 14 anos ou mais nunca usou. Dos usuários, um terço continuou usando (6%), e destes, mais de um terço desenvolve dependência.

Dos usuários, de 30% a 40% pode ter distúrbios ou transtornos relacionados à droga, pois os estudos mostram que os dados são maiores do que a autopercepção.

Em relação à cocaína, os dados são menos prevalentes, mas não deixam de ser assustadores: 94,6% da população brasileira nunca experimentou, mas destes que utilizaram alguma vez, um terço seguiu usando e a maioria desenvolveu dependência. Portanto, não é todo mundo que usa; o consumo entre adolescentes está caindo.

A pergunta que se deve fazer AO JOVEM é: “Vale a pena correr o risco?” Se você pertence a um grupo onde “todo mundo bebe”, você está num grupo errado, pois “a maioria não bebe”. Isto vale para todas as drogas.

 

Relator:
João Paulo Becker Lotufo
Vice-Presidente do Núcleo de Estudos de Combate ao Uso de Drogas da SPSP

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Qual o valor da sua vida? https://spsp.org.br/qual-o-valor-da-sua-vida/ Wed, 10 Sep 2025 15:36:39 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=53107 ]]>

O dia 10 de setembro foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela International Association for Suicide Prevention (IASP) como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, mobilizando profissionais de saúde e a sociedade em torno de ações de conscientização, prevenção do suicídio e valorização da vida. A campanha Setembro Amarelo é realizada desde 2015 no Brasil. A cor amarela, inspirada na história de Mike Emme e seu Mustang amarelo, nos EUA, tornou-se símbolo de esperança e acolhimento, representando a luz que atravessa as sombras da depressão e do sofrimento psíquico. Seu objetivo principal é reduzir o estigma, promover a discussão aberta sobre saúde mental e divulgar canais de apoio para pessoas em risco.

No Brasil, observa-se aumento das taxas de suicídio entre adolescentes e jovens, representando a terceira maior causa de morte entre a população masculina na faixa etária de 15 a 29 anos e a oitava maior causa de mortalidade entre a população feminina nessa mesma faixa.

A adolescência é um período de intensas mudanças, marcado por busca de identidade, maior sensibilidade a pressões externas e vulnerabilidade emocional. Assim, a travessia entre a infância e a vida adulta é, ao mesmo tempo, uma aventura e uma tormenta. Durante a adolescência, tudo parece girar depressa demais – o corpo se expande, as emoções se chocam e velhos referenciais desmoronam. É nesse momento que muitos jovens esbarram na pergunta: “para que tudo isso?” Quando a resposta não vem, o vazio existencial se torna terreno fértil para a depressão.

A depressão vai muito além da tristeza. Pode se manifestar como apatia, irritabilidade, alterações de humor, sentimento de desesperança e falta de motivação para o futuro, dificuldade em sentir prazer em atividades do dia a dia.

O adolescente vive um ciclo da falta de sentido, de falta de propósito na vida e de pertencimento e isso pode agravar a depressão. A depressão, por sua vez, obscurece a busca por sentido e o encontro de um propósito. E a ausência de propósito contribui para a solidão e o isolamento.

Hoje a depressão é denominada como transtorno no DSMV, porém é importante dizer que não foi sempre assim. Os sintomas e o tratamento da depressão na Idade Média eram objeto de disputa de padres e médicos, descritos pela Igreja como obra do demônio. Atualmente, vários medicamentos estão disponíveis e, quando bem indicados, melhoram os sintomas que surgem e persistem decorrentes da depressão. Apesar de não termos um exame laboratorial ou de imagem capaz de diagnosticar essa entidade nosológica, o insight psiquiátrico pode salvar uma vida – um indivíduo prestes a saltar de uma ponte, certo de que só assim pode se livrar de seu sofrimento, precisa saber que seu cérebro não está funcionando bem e que há possibilidades diversas de tratamento.

A depressão nunca tem causa única: biologia, ambiente, história pessoal e cultural se entrelaçam. Todavia, existe um elo invisível que frequentemente passa despercebido – a falta de sentido. Sem um “porquê”, cada obstáculo parece insuportável, cada vitória soa vazia. Valores que antes forneciam bússola (família, religião, amizades estáveis) entram em choque. A formação da identidade – inacabada – carece de algo novo para colocar no lugar. Redes sociais amplificam o desconforto: comparações constantes, pressa pelo “sucesso” e relações descartáveis reforçam o sentimento de não pertencimento. Surge o trio clássico da depressão existencial: isolamento, inutilidade e desesperança. O mundo interno perde “o norte”, tornando-se demasiadamente pesado e sem sentido para o adolescente, causando um insustentável sentimento de não pertencimento.

Assim, vêm os questionamentos: Qual seu valor na vida? O que faz a vida valer a pena?

Numa tentativa de suicídio, o desejo não é realmente acabar com a vida, mas com o sofrimento e a angústia na qual está mergulhado. Esse gesto sinaliza que o jovem está enfrentando um sofrimento intenso, com ideias e impulsos de autodestruição que não devem ser minimizados ou rotulados como simples “dramatização”. A sensação de vazio que atravessa essas vivências não só impede a descoberta de novos caminhos como também obstrui a percepção de que a vida pode ter valor e significado. É importante, sempre, se lembrar de transmitir aos jovens o valor de ser e não apenas de ter, especialmente através de exemplos que falam mais que mil palavras.

Descobrir um propósito na vida passa pela redescoberta de si mesmo.

A presença de um sentido pessoal – um propósito – funciona como um mecanismo protetor, que oferece a possibilidade de transformar a dor em uma oportunidade de crescimento.

O apego exerce um papel essencial como fator de proteção. O apego refere-se ao vínculo emocional que o adolescente estabelece com figuras de cuidado, principalmente pais ou responsáveis, e se forma nos primeiros anos de vida, por meio de interações que combinam sensibilidade, disponibilidade e resposta consistente às necessidades básicas e afetivas do jovem. Fortalecer o apego seguro não apenas diminui o risco de suicídio, mas também potencializa o desenvolvimento emocional saudável. O suporte social – compreendendo qualidade de amizades, envolvimento escolar e coesão familiar – é um fator protetor robusto contra a ideação e tentativas de suicídio.

Qual o valor da vida? A resposta se encontra em um processo íntimo e contínuo de autoconstrução, não pode ser imposto de fora para dentro. Cada indivíduo precisa descobrir seus próprios motivos para persistir – seja ele o amor, a paixão por uma causa, a busca por conhecimento ou a simples alegria de viver. O enfrentamento e o confronto com a própria vulnerabilidade são uma oportunidade para o jovem, gradativamente, reescrever sua história e encontrar um pertencimento.

Esse caminho envolve o autoconhecimento, mas também a coragem de buscar  apoio, da família, da escola, de profissionais de saúde, o que pode se tornar difícil para o jovem, quando ele percebe seus sentimentos e seus atos como algo que os outros desaprovam, julgam, repudiam. É fundamental a presença de um outro, capaz de escutá-lo sem pressa e sem exigências, sem atribuição de culpa ou desvalorização, para permitir que, ao contar, ao falar sobre o que o aflige, isso permita que ele “se escute” e possa construir novos significados para suas vivências. Ter ferramentas capazes de ajudar na construção da autoestima e de uma identidade faz a diferença no vínculo com os familiares, os profissionais de saúde e a sociedade.

Mas é preciso destacar que indivíduos que se sentem sobrecarregados e com muita dificuldade, e principalmente os deprimidos, muitas vezes comunicam seu sofrimento e seu apelo por ajuda de forma não tão escancarada; eles vão dando sinais sutis. Então, cabe ao interlocutor – seja a família, o educador ou o pediatra – estar muito atento aos sinais e manifestações que indiquem essa sobrecarga e esse sofrimento.

A prevenção começa com escuta, vínculo e presença.

Pais e educadores não precisam ter todas as respostas, mas precisam estar disponíveis para caminhar junto com o adolescente, sustentando e acompanhando a busca por ajuda, que representa a possibilidade de encontrar novas razões para viver, para fazer a vida valer a pena.

Propiciar a construção de uma narrativa pessoal que ressignifique a própria existência é dar ao adolescente uma oportunidade para descobrir um verdadeiro valor para sua vida, aquele que ilumina o futuro.

 

Relatoras:

Cristiane da Silva Geraldo Folino
Fernanda Pilate Kardosh
Vera Ferrari Rego Barros
Núcleo de Estudos de Saúde Mental da SPSP

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Juventude em movimento: o papel do esporte na saúde física e mental https://spsp.org.br/juventude-em-movimento-o-papel-do-esporte-na-saude-fisica-e-mental/ Fri, 28 Mar 2025 19:27:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50758 O Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, convida-nos a refletir sobre a saúde e os desafios enfrentados pelos jovens na atualidade. Entre esses desafios, o sedentarismo]]>

O Dia Mundial da Juventude, celebrado em 30 de março, convida-nos a refletir sobre a saúde e os desafios enfrentados pelos jovens na atualidade. Entre esses desafios, o sedentarismo e os transtornos de saúde mental se destacam, criando um cenário preocupante. O aumento da inatividade física está diretamente relacionado ao crescimento dos índices de obesidade, doenças metabólicas e transtornos emocionais, como ansiedade e depressão.

A geração ansiosa e a epidemia do sedentarismo

Vivemos em uma era hiperconectada, em que o tempo de tela e a vida digital estão substituindo, cada vez mais, as interações presenciais e a prática de atividades ao ar livre. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% dos adolescentes entre 11 e 17 anos não atingem o nível recomendado de atividade física, que é de pelo menos 60 minutos diários de exercícios moderados a intensos. Esse comportamento sedentário compromete não apenas a saúde física, mas também contribui para o aumento dos casos de ansiedade e depressão.

Um estudo publicado no JAMA Pediatrics revelou que jovens que passam mais de sete horas diárias em dispositivos eletrônicos têm o dobro do risco de desenvolver sintomas ansiosos e depressivos em comparação a aqueles com menos tempo de exposição. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) apontou que quase 30% dos adolescentes relataram se sentir tristes ou desesperançosos de forma recorrente: um número alarmante!

O poder transformador da atividade física

Se o sedentarismo e a ansiedade são problemas crescentes, a boa notícia é que a solução está ao alcance de todos. A prática esportiva tem um papel essencial na promoção da saúde física e mental, ajudando a juventude a construir um futuro mais equilibrado e cheio de vitalidade.

A atividade física regular traz inúmeros benefícios, como melhoria do condicionamento físico, fortalecimento dos músculos, aumento da resistência e melhora da circulação sanguínea. Além disso, reduz o risco de obesidade, diabetes, problemas cardíacos e hipertensão, além de proporcionar mais energia e disposição para as atividades diárias.

Além dos impactos no corpo, a atividade física exerce uma influência direta na saúde mental. Estudos demonstram que praticar esportes reduz em até 30% os sintomas de ansiedade e depressão em adolescentes. Isso acontece porque o exercício libera hormônios como endorfina, serotonina e dopamina, neurotransmissores fundamentais para a regulação do humor e do bem-estar.

A prática esportiva também melhora a autoestima e a confiança, fortalece os laços sociais e promove valores como disciplina, respeito e cooperação. Outro ponto positivo é o impacto no desempenho acadêmico, pois a atividade física contribui para um cérebro mais ativo e preparado para aprender.

O papel da família e do pediatra: como incentivar o adolescente a se movimentar?

A adolescência é um período de transição, no qual os jovens buscam autonomia e identidade. Por isso, impor regras rígidas pode ser menos eficaz do que estimular o engajamento e a descoberta de uma atividade prazerosa. O incentivo deve vir tanto da família quanto dos pediatras e profissionais de saúde.

Para os pais, ser exemplo é essencial. Crianças e adolescentes que crescem em um ambiente familiar ativo têm mais chances de valorizar o exercício físico. Apresentar diferentes esportes, equilibrar o tempo de telas e transformar a atividade física em um momento de conexão familiar são estratégias fundamentais para que o jovem se envolva no processo.

Para os pediatras, a recomendação de atividade física deve fazer parte da rotina de avaliação da saúde dos adolescentes. A cada consulta, é importante questionar sobre o nível de atividade do paciente e reforçar os benefícios do movimento. Além disso, o profissional pode sugerir modalidades esportivas adaptadas ao perfil do jovem, mostrar que a atividade física traz benefícios além da saúde física e incentivar metas realistas para manter o engajamento ao longo do tempo.

Juntos, podemos transformar o futuro da juventude

A juventude é uma fase de crescimento, descobertas e aprendizado. E nada melhor do que garantir que essa geração tenha saúde, energia e equilíbrio emocional para enfrentar os desafios da vida. Como pais, educadores e pediatras, temos um papel essencial em incentivar hábitos saudáveis desde cedo.

Ao proporcionar oportunidades para o movimento, estimular o esporte como parte da rotina e apoiar os jovens na escolha de uma atividade física de que gostem, estamos investindo não apenas na saúde presente, mas no futuro deles. Pequenas mudanças no dia a dia podem fazer toda a diferença na prevenção do sedentarismo e na promoção do bem-estar.

Que tal começar hoje? Incentive, apoie e faça parte dessa mudança. A juventude precisa de movimento, e o primeiro passo pode começar com você. Vamos juntos construir uma geração mais saudável, ativa e equilibrada.

 

Relator:
Núcleo de Estudos da Prática de Atividade Física e Esportes na Infância e Adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo
 

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