Inverno – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 02 Jul 2015 10:52:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Inverno – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Doenças respiratórias atingem mais as crianças no inverno https://spsp.org.br/doencas-respiratorias-atingem-mais-as-criancas-no-inverno/ Thu, 02 Jul 2015 10:52:16 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=942 O outono e inverno, as estações mais frias do ano, possibilitam mais rapidez na proliferação de bactérias e vírus. As crianças, cujo sistema imunológico ainda é imaturo, são mais propícias a sofrerem com as principais doenças da época: resfriado, gripe, sinusite, crise asmática, bronquiolite e pneumonia. A presidente do Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Dra. Fabíola Villac Adde, afirma que os vírus são sazonais, por isso ocorrem com frequência nessas estações. “O vírus sincicial respiratório, o mais frequente causador de bronquiolite, tem maior incidência no outono e início do inverno, de março a agosto. Já o influenza, causador da gripe, ocorre mais no inverno – de junho a setembro.” Devido aos vírus possuírem alto potencial de contágio, eles se transmitem facilmente, principalmente entre as crianças que frequentam creches, berçários e escolas, que mantém longo contato entre si. Dicas e cuidados Locais fechados, com pouca ventilação e grandes aglomerações de pessoas, aumentam o risco de contrair essas doenças. “É muito importante ventilar os ambientes. Ainda que esteja frio, as janelas devem ser abertas com frequência”, alerta a pneumologista. Além disso, lavar as mãos constantemente e não levar a criança doente à escola para evitar a propagação de infecções e evitar o contato com adultos resfriados ou gripados são outras medidas gerais de prevenção. “Vale ressaltar que a criança, antes do inverno, deve ser vacinada contra a gripe, que é uma infecção mais séria do que um resfriado. Diferente do que muitos acreditam, a vacina não causará a doença, pois nela os vírus estão inativos e não se multiplicarão no organismo”, lembra a Dra. Fabíola. Ela chama a atenção para as vacinas anti-pneumocócicas e anti-hemófilo, que podem ajudar parcialmente a prevenir as pneumonias e são aplicadas rotineiramente no calendário vacinal do SUS, nos primeiros meses de vida da criança. Merece atenção o Palivizumabe, um anticorpo específico contra o vírus causador da bronquiolite, aplicado através de uma injeção mensal entre março e julho, indicado para prevenir a doença em um grupo específico de crianças menores de dois anos. O tratamento é específico para cada doença. Em caso de resfriado, são recomendadas lavagens nasais com soro fisiológico, uso de antitérmicos ou analgésicos – se houver febre ou dor, além de repouso e manter uma boa hidratação com a ingestão reforçada de água e sucos. A gripe demanda medicações antivirais específicas, em pacientes selecionados, adquiridas somente sob prescrição médica. A crise asmática é tratada com broncodilatadores, a bronquiolite com inalações com soro fisiológico (em alguns casos, também é tratada com broncodilatadores). Porém, se a criança sofrer de insuficiência respiratória, precisa de internação para receber oxigênio e suporte ventilatório por aparelhos. A pneumonia e a sinusite são tratadas com o uso de antibióticos. ___ Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP. Publicado em 02/07/2015. photo credit: Matlachu | pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

O outono e inverno, as estações mais frias do ano, possibilitam mais rapidez na proliferação de bactérias e vírus. As crianças, cujo sistema imunológico ainda é imaturo, são mais propícias a sofrerem com as principais doenças da época: resfriado, gripe, sinusite, crise asmática, bronquiolite e pneumonia.

A presidente do Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Dra. Fabíola Villac Adde, afirma que os vírus são sazonais, por isso ocorrem com frequência nessas estações. “O vírus sincicial respiratório, o mais frequente causador de bronquiolite, tem maior incidência no outono e início do inverno, de março a agosto. Já o influenza, causador da gripe, ocorre mais no inverno – de junho a setembro.”

Devido aos vírus possuírem alto potencial de contágio, eles se transmitem facilmente, principalmente entre as crianças que frequentam creches, berçários e escolas, que mantém longo contato entre si.

Dicas e cuidados
Locais fechados, com pouca ventilação e grandes aglomerações de pessoas, aumentam o risco de contrair essas doenças. “É muito importante ventilar os ambientes. Ainda que esteja frio, as janelas devem ser abertas com frequência”, alerta a pneumologista. Além disso, lavar as mãos constantemente e não levar a criança doente à escola para evitar a propagação de infecções e evitar o contato com adultos resfriados ou gripados são outras medidas gerais de prevenção.

“Vale ressaltar que a criança, antes do inverno, deve ser vacinada contra a gripe, que é uma infecção mais séria do que um resfriado. Diferente do que muitos acreditam, a vacina não causará a doença, pois nela os vírus estão inativos e não se multiplicarão no organismo”, lembra a Dra. Fabíola. Ela chama a atenção para as vacinas anti-pneumocócicas e anti-hemófilo, que podem ajudar parcialmente a prevenir as pneumonias e são aplicadas rotineiramente no calendário vacinal do SUS, nos primeiros meses de vida da criança. Merece atenção o Palivizumabe, um anticorpo específico contra o vírus causador da bronquiolite, aplicado através de uma injeção mensal entre março e julho, indicado para prevenir a doença em um grupo específico de crianças menores de dois anos.

O tratamento é específico para cada doença. Em caso de resfriado, são recomendadas lavagens nasais com soro fisiológico, uso de antitérmicos ou analgésicos – se houver febre ou dor, além de repouso e manter uma boa hidratação com a ingestão reforçada de água e sucos.

A gripe demanda medicações antivirais específicas, em pacientes selecionados, adquiridas somente sob prescrição médica. A crise asmática é tratada com broncodilatadores, a bronquiolite com inalações com soro fisiológico (em alguns casos, também é tratada com broncodilatadores). Porém, se a criança sofrer de insuficiência respiratória, precisa de internação para receber oxigênio e suporte ventilatório por aparelhos. A pneumonia e a sinusite são tratadas com o uso de antibióticos.

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Texto produzido pela assessoria de imprensa da SPSP.

Publicado em 02/07/2015.
photo credit: Matlachu | pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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O verão terminou. Como fica a vitamina D? https://spsp.org.br/o-verao-terminou-como-fica-a-vitamina-d/ Tue, 03 Jun 2014 03:40:29 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=649 A importância da vitamina D para a saúde humana é reconhecida de longa data. Esta substância está diretamente envolvida na absorção intestinal e metabolismo do cálcio e fósforo e no fortalecimento ósseo. Além de promover a saúde óssea, a vitamina D está relacionada também a vários outros benéficos como participação em funções musculares, imunológicas e neurológicas, dentre outras ainda em estudo. A deficiência gera inicialmente sintomas inespecíficos como irritabilidade, sono intranquilo e sudorese excessiva na cabeça (segmento cefálico). Com a evolução pode ocorrer fraqueza muscular, distensão do abdômen, diminuição de resistência a infecções e alterações da mineralização óssea em várias partes do corpo. Em crianças, a deficiência severa é denominada de raquitismo. A vitamina D apresenta-se sob duas formas biologicamente ativas: vitamina D2 ou ergocalciferol e vitamina D3 ou colecalciferol. A vitamina D2 é de origem vegetal, produzido pelas plantas, enquanto a vitamina D3 é de origem animal, produzida mediante a ação dos raios ultravioleta B (UVB) na pele. Acredita-se que ao redor de 90% da vitamina D é adquirida pela síntese cutânea e o restante pela ingestão de alimentos que contenham essa vitamina. Após a produção na pele ou a ingestão pela dieta, a vitamina D ainda inativa é transportada pela corrente sanguínea e necessita passar por dois estágios complexos, no fígado e nos rins para tornar-se ativa e funcional para o organismo. Por que muitas crianças vêm apresentando deficiência de vitamina D atualmente? O principal motivo é a exposição insuficiente aos raios solares, uma vez que é na pele que ocorre o início da síntese da vitamina D. Com o término do verão a preocupação com a deficiência tende a elevar-se. O ângulo do sol se modifica de acordo com as estações do ano e no outono e inverno ocorre menor intensidade de radiação ultravioleta devido à incidência oblíqua dos raios. Também no período mais frio as vestimentas impedem a exposição da pele da maior parte do corpo. Outros fatores contribuem para o risco da deficiência, especialmente nas crianças residentes em áreas urbanas, como a poluição atmosférica, que bloqueia a chegada dos raios ultravioleta e a vida dentro de apartamentos ou outros locais fechados, pois raios de luz solar natural que geram a vitamina D na pele não atravessam os vidros das janelas. Devido à elevada velocidade de crescimento e, portanto maiores necessidades, crianças nos primeiros anos de vida, prematuros e adolescentes estão entre os grupos de maior risco para a deficiência. Quanto ao estado nutricional, o excesso de gordura “aprisiona” a vitamina D e prejudica sua utilização pelo organismo, por isso obesos precisam de duas vezes mais vitamina D que crianças com peso adequado. Crianças com pele mais pigmentada sintetizam menos vitamina e também necessitam exposição maior ao sol. Como saber se seu filho (a) tem deficiência de vitamina D? A deficiência é reconhecida pela história de situações de risco, pelo exame clínico realizado por seu pediatra e pode ser confirmada mediante a dosagem da vitamina D circulante no sangue, a 25(OH) D. Considera-se que a criança será deficiente quando os níveis de 25(OH)D encontrados forem inferiores a 20ng/mL, insuficiente na vitamina se os níveis estiverem entre 20 e 29ng/mL e suficiente em vitamina D quando os valores estiverem acima de 30ng/mL. Então, como se deve agir para prevenir a deficiência de vitamina D e o raquitismo? A prevenção deve utilizar todos os meios acessíveis que visem à aquisição de vitamina D, devido à sua importância para o organismo e à dificuldade de se conseguir bom aporte. 1. A exposição ao sol de forma regular e controlada, especialmente durante os meses de maior insolação, é a maneira mais natural de prevenir a deficiência. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a exposição direta da pele à luz solar com duração de 6 a 8 minutos ao dia ou 30 minutos por semana se a criança estiver usando apenas fraldas ou de 17 minutos ao dia (2 horas por semana) se apenas a face estiver exposta ao sol. Nos meses de inverno pouca vitamina D é obtida através do sol. Como a vitamina D é solúvel na gordura, ela é armazenada durante os períodos de exposição aos raios UVB e o organismo libera e utiliza essa vitamina que foi estocada durante os meses de pouca radiação. 2. Propiciar à criança estilo de vida saudável, com atividades regulares ao ar livre. A atividade física também é importante na medida em que auxilia na deposição de cálcio nos ossos. 3. Garantir adequada ingestão alimentar de cálcio e vitamina D. 4. Suplementação vitamínica para a faixa etária em maior risco e com exposição incerta aos raios UVB como nas cidades industrializadas. A prevenção com baixas doses de vitamina D não apresenta toxicidade, sendo recomendada para as crianças até os dois anos de idade e equivale a 400 unidades ao dia. A aplicação na pele de filtro solar interfere com a absorção da vitamina D? Sim. Como exemplo citaremos o uso de protetor solar fator 8. Neste caso, os estudos mostram que ocorrerá diminuição da capacidade de produção de vitamina D em aproximadamente 90%, devendo ser aplicado, portanto, após a exposição recomendada à luz solar direta. Quais são as melhores fontes de vitamina D do ponto de vista alimentar? Poucos alimentos em sua forma natural são boas fontes de vitamina D. Óleo de fígado de peixe e alguns tipos de peixe mais gordurosos e de águas frias como sardinha, salmão, cavala e atum são os alimentos que contêm o maior conteúdo de vitamina D. Gema de ovo, fígado e cogumelos possuem algum conteúdo da vitamina embora em menor concentração do que nos peixes. Alimentos ainda podem ser fortificados com vitamina D, tais como cereais, suco de laranja, iogurtes, leite, manteiga e margarina. Crianças nos primeiros anos de vida beneficiam-se com a oferta de fórmulas lácteas após o desmame, pois todas são enriquecidas. ___ Relatora: Dra. Teresa Negreira Navarro Barbosa Departamento Científico de Nutrição da SPSP Publicado em 03/06/2014. photo credit: Thaipro | Dreamstime.com Este blog não tem o objetivo de substituir a...]]>

???????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????A importância da vitamina D para a saúde humana é reconhecida de longa data. Esta substância está diretamente envolvida na absorção intestinal e metabolismo do cálcio e fósforo e no fortalecimento ósseo. Além de promover a saúde óssea, a vitamina D está relacionada também a vários outros benéficos como participação em funções musculares, imunológicas e neurológicas, dentre outras ainda em estudo.

A deficiência gera inicialmente sintomas inespecíficos como irritabilidade, sono intranquilo e sudorese excessiva na cabeça (segmento cefálico). Com a evolução pode ocorrer fraqueza muscular, distensão do abdômen, diminuição de resistência a infecções e alterações da mineralização óssea em várias partes do corpo. Em crianças, a deficiência severa é denominada de raquitismo.

A vitamina D apresenta-se sob duas formas biologicamente ativas: vitamina D2 ou ergocalciferol e vitamina D3 ou colecalciferol. A vitamina D2 é de origem vegetal, produzido pelas plantas, enquanto a vitamina D3 é de origem animal, produzida mediante a ação dos raios ultravioleta B (UVB) na pele. Acredita-se que ao redor de 90% da vitamina D é adquirida pela síntese cutânea e o restante pela ingestão de alimentos que contenham essa vitamina. Após a produção na pele ou a ingestão pela dieta, a vitamina D ainda inativa é transportada pela corrente sanguínea e necessita passar por dois estágios complexos, no fígado e nos rins para tornar-se ativa e funcional para o organismo.

Por que muitas crianças vêm apresentando deficiência de vitamina D atualmente?

O principal motivo é a exposição insuficiente aos raios solares, uma vez que é na pele que ocorre o início da síntese da vitamina D. Com o término do verão a preocupação com a deficiência tende a elevar-se. O ângulo do sol se modifica de acordo com as estações do ano e no outono e inverno ocorre menor intensidade de radiação ultravioleta devido à incidência oblíqua dos raios. Também no período mais frio as vestimentas impedem a exposição da pele da maior parte do corpo.

Outros fatores contribuem para o risco da deficiência, especialmente nas crianças residentes em áreas urbanas, como a poluição atmosférica, que bloqueia a chegada dos raios ultravioleta e a vida dentro de apartamentos ou outros locais fechados, pois raios de luz solar natural que geram a vitamina D na pele não atravessam os vidros das janelas.

Devido à elevada velocidade de crescimento e, portanto maiores necessidades, crianças nos primeiros anos de vida, prematuros e adolescentes estão entre os grupos de maior risco para a deficiência.

Quanto ao estado nutricional, o excesso de gordura “aprisiona” a vitamina D e prejudica sua utilização pelo organismo, por isso obesos precisam de duas vezes mais vitamina D que crianças com peso adequado. Crianças com pele mais pigmentada sintetizam menos vitamina e também necessitam exposição maior ao sol.

Como saber se seu filho (a) tem deficiência de vitamina D?

A deficiência é reconhecida pela história de situações de risco, pelo exame clínico realizado por seu pediatra e pode ser confirmada mediante a dosagem da vitamina D circulante no sangue, a 25(OH) D. Considera-se que a criança será deficiente quando os níveis de 25(OH)D encontrados forem inferiores a 20ng/mL, insuficiente na vitamina se os níveis estiverem entre 20 e 29ng/mL e suficiente em vitamina D quando os valores estiverem acima de 30ng/mL.

Então, como se deve agir para prevenir a deficiência de vitamina D e o raquitismo?

A prevenção deve utilizar todos os meios acessíveis que visem à aquisição de vitamina D, devido à sua importância para o organismo e à dificuldade de se conseguir bom aporte.

1. A exposição ao sol de forma regular e controlada, especialmente durante os meses de maior insolação, é a maneira mais natural de prevenir a deficiência. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a exposição direta da pele à luz solar com duração de 6 a 8 minutos ao dia ou 30 minutos por semana se a criança estiver usando apenas fraldas ou de 17 minutos ao dia (2 horas por semana) se apenas a face estiver exposta ao sol. Nos meses de inverno pouca vitamina D é obtida através do sol. Como a vitamina D é solúvel na gordura, ela é armazenada durante os períodos de exposição aos raios UVB e o organismo libera e utiliza essa vitamina que foi estocada durante os meses de pouca radiação.

2. Propiciar à criança estilo de vida saudável, com atividades regulares ao ar livre. A atividade física também é importante na medida em que auxilia na deposição de cálcio nos ossos.

3. Garantir adequada ingestão alimentar de cálcio e vitamina D.

4. Suplementação vitamínica para a faixa etária em maior risco e com exposição incerta aos raios UVB como nas cidades industrializadas. A prevenção com baixas doses de vitamina D não apresenta toxicidade, sendo recomendada para as crianças até os dois anos de idade e equivale a 400 unidades ao dia.

A aplicação na pele de filtro solar interfere com a absorção da vitamina D?

Sim. Como exemplo citaremos o uso de protetor solar fator 8. Neste caso, os estudos mostram que ocorrerá diminuição da capacidade de produção de vitamina D em aproximadamente 90%, devendo ser aplicado, portanto, após a exposição recomendada à luz solar direta.

Quais são as melhores fontes de vitamina D do ponto de vista alimentar?

Poucos alimentos em sua forma natural são boas fontes de vitamina D. Óleo de fígado de peixe e alguns tipos de peixe mais gordurosos e de águas frias como sardinha, salmão, cavala e atum são os alimentos que contêm o maior conteúdo de vitamina D. Gema de ovo, fígado e cogumelos possuem algum conteúdo da vitamina embora em menor concentração do que nos peixes.

Alimentos ainda podem ser fortificados com vitamina D, tais como cereais, suco de laranja, iogurtes, leite, manteiga e margarina. Crianças nos primeiros anos de vida beneficiam-se com a oferta de fórmulas lácteas após o desmame, pois todas são enriquecidas.

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Relatora:
Dra. Teresa Negreira Navarro Barbosa
Departamento Científico de Nutrição da SPSP

Publicado em 03/06/2014.
photo credit: Thaipro | Dreamstime.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Infecções respiratórias na criança: o que fazer https://spsp.org.br/infeccoes-respiratorias-na-crianca-o-que-fazer/ Mon, 26 May 2014 03:40:29 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=634 “A tosse que não passa, a coriza ora clara ora amarelada, as noites sem dormir”. Essa é a realidade da grande maioria das famílias durante as estações de outono e inverno. A sabedoria do dito popular proclama os malefícios que vêm com o frio. É nessa época que os consultórios dos pediatras e serviços de pronto atendimento ficam repletos de “gripados angustiados” em busca de um xarope milagroso. Mas a pergunta que não quer calar é: Porque as crianças ficam tão doentes, muitas vezes sequencialmente nessa época do ano? As infecções respiratórias são responsáveis pela maioria das doenças em crianças chegando a ocorrer 6 a 8 vezes por ano nos menores de 5 anos. Os principais causadores das popularmente chamadas “gripes” são os vírus. Os vírus mais frequentemente associados às infecções respiratórias são o virus influenza, vírus da gripe (cujo H1N1 é um dos tipos), o vírus parainfluenza, o adenovirus, o vírus sincicial respiratório, o coronavirus e o rinovirus. Na prática, quando o médico usa a denominação “virose” está se referindo a um tipo de infecção que “passa sozinha, que quem cura é o próprio corpo”. Para que ocorra esta cura é preciso que o corpo tenha a chamada “imunidade”. Quanto menor a criança e quanto maior for a sua exposição a diferentes vírus, mais difícil será a cura da infecção e maior será a chance de se infectar por outro vírus sequencialmente. Assim, nos pequenos, as infecções muitas vezes acontecem uma após a outra, dando a ideia de que algo de errado esta acontecendo. Mas como funciona essa tal de imunidade? Durante a gestação a mãe passa para o bebê toda a sua memória de defesa do corpo, a lembrança de como se defender das infecções. Essa defesa, ou melhor, esses anticorpos maternos, permanecem no corpo do bebe até quase completar um ano de idade. É nessa época, de nove meses a um ano, que desprovido dos anticorpos materno, o bebe começa a entrar em contato com os vírus e a ficar doente. A partir das infecções que apresenta aprende a se defender desses agentes e a criar a sua própria “memória imunológica”. Porém estamos expostos a uma infinidade de vírus e muitos deles sofrem mutações para enganar a defesa do corpo e voltam a causar doenças. Cosidera-se que, em média, aos três anos de idade, as crianças estão mais “seguras”, com memória imunológica mais eficaz. Nessa época, as infecções virais tendem a ocorrer menos frequentemente com menor duração e gravidade. Alguns fatores contribuem para que as “viroses” ocorram mais frequentemente e comprometam mais a vida das crianças. O nascimento precoce, ou seja a prematuridade, faz com que a criança receba os anticorpos maternos por tempo menor, ficando assim com a imunidade prejudicada. O leite materno além de inúmeros outros benefícios, contem anticorpos maternos que contribuem para a imunidade do lactente. Crianças que não recebem leite materno estão mais susceptíveis a infecções. A exposição aos vírus que estão infectando outras pessoas como nas escolas e creches é um dos principais estímulos para a ocorrência das infecções virais. A entrada precoce na creche (muitas vezes aos quatro meses ao término da licença maternidade), associada ao desmame precoce (pelo mesmo motivo) criam um cenário perfeito para essa população de lactentes entrarem no clima da estação das viroses respiratórias. Como já citado anteriormente o tempo que o corpo da criança vai levar para curar a “virose” é bastante variável. Assim uma tosse de dois,ou três dias deve ser tratada com naturalidade se não estiver acompanhada de cansaço, que é o principal sinal de gravidade para as viroses respiratórias. A presença ou não de secreção (popularmente chamada de catarro) não denota gravidade ao quadro. A febre pode estar presente na maioria dos quadros “gripais” com duração média de até três dias. A fluidificação da secreção é mandatória para alivio facilitado dos sintomas e para evitar as temidas complicações das viroses. As crianças muitas vezes têm dificuldade na expectoração da secreção. Secreção espessa, sem que seja expectorada perpetua o sintoma de tosse. A ingestão de água e a limpeza nasal com solução salina são o segredo do sucesso. As complicações mais temidas das viroses respiratórias são as infecções bacterianas secundárias. Quando se fala em bactéria a situação começa a ficar um pouco mais grave. As infecções virais aos consumirem a defesa do corpo para sua cura acabam deixando o corpo da criança debilitado para que as bactérias que muitas vezes colonizam (ou seja moram na superfície do corpo sem invadi-lo) causem as temidas infecções bacterianas. E como reconhecer essa transição de infecção viral para infecção bacterina? As infecções bacterianas normalmente comprometem o estado geral da criança. Impactam nas atividades do dia a dia, costumam estar acompanhadas de queda do estado geral, prostração, hipoatividade, perda do apetite, não somente no momento da febre, mas como um mal-estar permanente. A febre a partir do quarto dia de persistência também deve ser observada com cuidado. A falta de ar, cansaço, respirando com dificuldade mais do que 50 vezes em um minuto para qualquer faixa etária é sinal de gravidade de extrema importância que deve motivar a procura imediata pelo serviço de saúde. Para as infecções bacterianas e somente para essas estão indicados os antibióticos. As viroses respiratórias não se beneficiam em nada com o uso de antibióticos e somente o médico têm capacitação para fazer a diferenciação entre infecção viral e bacteriana e para indicar o uso de antibióticos. Assim alguns vírus ocorrem mais frequentemente nas estações frias e é no frio que as pessoas ficam mais aglomeradas em ambientes fechados o que facilita a disseminação dos vírus. Nos pequenos, nos que frequentem escolas e creches e nos que tem fatores de risco com prematuridade e desmame precoce as viroses respiratórias ocorrem meses a fio sem que nenhum xarope resolva o problema. O uso inadequado de antibióticos é frequente principalmente pela sua introdução precoce antes que se faça a diferenciação entre infecção viral e bacteriana comprometendo a flora endógena das crianças e trazendo sintomas associados desnecessários...]]>

Wintertime“A tosse que não passa, a coriza ora clara ora amarelada, as noites sem dormir”. Essa é a realidade da grande maioria das famílias durante as estações de outono e inverno. A sabedoria do dito popular proclama os malefícios que vêm com o frio. É nessa época que os consultórios dos pediatras e serviços de pronto atendimento ficam repletos de “gripados angustiados” em busca de um xarope milagroso. Mas a pergunta que não quer calar é: Porque as crianças ficam tão doentes, muitas vezes sequencialmente nessa época do ano?

As infecções respiratórias são responsáveis pela maioria das doenças em crianças chegando a ocorrer 6 a 8 vezes por ano nos menores de 5 anos. Os principais causadores das popularmente chamadas “gripes” são os vírus. Os vírus mais frequentemente associados às infecções respiratórias são o virus influenza, vírus da gripe (cujo H1N1 é um dos tipos), o vírus parainfluenza, o adenovirus, o vírus sincicial respiratório, o coronavirus e o rinovirus.

Na prática, quando o médico usa a denominação “virose” está se referindo a um tipo de infecção que “passa sozinha, que quem cura é o próprio corpo”. Para que ocorra esta cura é preciso que o corpo tenha a chamada “imunidade”. Quanto menor a criança e quanto maior for a sua exposição a diferentes vírus, mais difícil será a cura da infecção e maior será a chance de se infectar por outro vírus sequencialmente. Assim, nos pequenos, as infecções muitas vezes acontecem uma após a outra, dando a ideia de que algo de errado esta acontecendo.

Mas como funciona essa tal de imunidade? Durante a gestação a mãe passa para o bebê toda a sua memória de defesa do corpo, a lembrança de como se defender das infecções. Essa defesa, ou melhor, esses anticorpos maternos, permanecem no corpo do bebe até quase completar um ano de idade. É nessa época, de nove meses a um ano, que desprovido dos anticorpos materno, o bebe começa a entrar em contato com os vírus e a ficar doente. A partir das infecções que apresenta aprende a se defender desses agentes e a criar a sua própria “memória imunológica”. Porém estamos expostos a uma infinidade de vírus e muitos deles sofrem mutações para enganar a defesa do corpo e voltam a causar doenças. Cosidera-se que, em média, aos três anos de idade, as crianças estão mais “seguras”, com memória imunológica mais eficaz. Nessa época, as infecções virais tendem a ocorrer menos frequentemente com menor duração e gravidade.

Alguns fatores contribuem para que as “viroses” ocorram mais frequentemente e comprometam mais a vida das crianças. O nascimento precoce, ou seja a prematuridade, faz com que a criança receba os anticorpos maternos por tempo menor, ficando assim com a imunidade prejudicada. O leite materno além de inúmeros outros benefícios, contem anticorpos maternos que contribuem para a imunidade do lactente. Crianças que não recebem leite materno estão mais susceptíveis a infecções. A exposição aos vírus que estão infectando outras pessoas como nas escolas e creches é um dos principais estímulos para a ocorrência das infecções virais. A entrada precoce na creche (muitas vezes aos quatro meses ao término da licença maternidade), associada ao desmame precoce (pelo mesmo motivo) criam um cenário perfeito para essa população de lactentes entrarem no clima da estação das viroses respiratórias.

Como já citado anteriormente o tempo que o corpo da criança vai levar para curar a “virose” é bastante variável. Assim uma tosse de dois,ou três dias deve ser tratada com naturalidade se não estiver acompanhada de cansaço, que é o principal sinal de gravidade para as viroses respiratórias. A presença ou não de secreção (popularmente chamada de catarro) não denota gravidade ao quadro. A febre pode estar presente na maioria dos quadros “gripais” com duração média de até três dias. A fluidificação da secreção é mandatória para alivio facilitado dos sintomas e para evitar as temidas complicações das viroses. As crianças muitas vezes têm dificuldade na expectoração da secreção. Secreção espessa, sem que seja expectorada perpetua o sintoma de tosse. A ingestão de água e a limpeza nasal com solução salina são o segredo do sucesso.

As complicações mais temidas das viroses respiratórias são as infecções bacterianas secundárias. Quando se fala em bactéria a situação começa a ficar um pouco mais grave. As infecções virais aos consumirem a defesa do corpo para sua cura acabam deixando o corpo da criança debilitado para que as bactérias que muitas vezes colonizam (ou seja moram na superfície do corpo sem invadi-lo) causem as temidas infecções bacterianas.

E como reconhecer essa transição de infecção viral para infecção bacterina? As infecções bacterianas normalmente comprometem o estado geral da criança. Impactam nas atividades do dia a dia, costumam estar acompanhadas de queda do estado geral, prostração, hipoatividade, perda do apetite, não somente no momento da febre, mas como um mal-estar permanente. A febre a partir do quarto dia de persistência também deve ser observada com cuidado. A falta de ar, cansaço, respirando com dificuldade mais do que 50 vezes em um minuto para qualquer faixa etária é sinal de gravidade de extrema importância que deve motivar a procura imediata pelo serviço de saúde. Para as infecções bacterianas e somente para essas estão indicados os antibióticos. As viroses respiratórias não se beneficiam em nada com o uso de antibióticos e somente o médico têm capacitação para fazer a diferenciação entre infecção viral e bacteriana e para indicar o uso de antibióticos.

Assim alguns vírus ocorrem mais frequentemente nas estações frias e é no frio que as pessoas ficam mais aglomeradas em ambientes fechados o que facilita a disseminação dos vírus. Nos pequenos, nos que frequentem escolas e creches e nos que tem fatores de risco com prematuridade e desmame precoce as viroses respiratórias ocorrem meses a fio sem que nenhum xarope resolva o problema. O uso inadequado de antibióticos é frequente principalmente pela sua introdução precoce antes que se faça a diferenciação entre infecção viral e bacteriana comprometendo a flora endógena das crianças e trazendo sintomas associados desnecessários como alteração do hábito intestinal, irritação gástrica e inapetência. A fluidificação da secreção, o estimulo à expectoração, a alimentação saudável (principalmente o leite materno nos lactentes), a imunização adequada para a idade por meio das vacinas disponíveis e o isolamento da exposição excessiva (como escolas e creches) no momento da doença ainda são o melhor remédio.

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Relatores:
Dra Deborah Ascar Requena Perez
Departamento Científico de Infectologia da SPSP

Publicado em 26/05/2014
photo credit: Showface | Dreamstime Stock Photos

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