Influenza – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Wed, 09 Feb 2022 14:35:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Influenza – SPSP https://spsp.org.br 32 32 H3N2: Não é só Covid-19 que requer cuidados https://spsp.org.br/h3n2-nao-e-so-covid-19-que-requer-cuidados/ Mon, 20 Dec 2021 17:00:56 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=30842 A cepa H3N2 está contida na vacina do Programa Nacional de Imunizações (PNI), mas a atual variante, responsável pelo recente surto no Rio de Janeiro e em São Paulo, não é adequadamente coberta pela vacina atual.]]>

Sociedade de Pediatria de São Paulo
Texto divulgado em 20/12/2021


A cepa H3N2 está contida na vacina do Programa Nacional de Imunizações (PNI), mas a atual variante, responsável pelo recente surto no Rio de Janeiro e em São Paulo, não é adequadamente coberta pela vacina atual. No entanto, mesmo assim, é importante realizar a vacinação contra a gripe.

Temos duas situações que afetaram sobremaneira este surto. A primeira é que a cobertura vacinal contra a gripe foi muito baixa e isso não só permitiu que muitas pessoas estivessem suscetíveis a contrair infecção pelovírus Influenza, como também resultou na manutenção da circulação do vírus. Junta-se a isso pequenas mudanças nas variantes (no caso a H3N2) que não são adequadamente protegidas pela vacina. A segunda situação é o tempo de eficácia da vacina, que é curto. Ou seja, além de termos permitido que o vírus continuasse circulando, pela baixa cobertura vacinal, neste momento temos pessoas que podem ficar novamente vulneráveis à doença.

A redução das medidas não farmacológicas para proteção contra o Covid-19 (como o uso de máscara, isolamento social e medidas de higiene) acaba por permitir novamente a circulação do vírus influenza, o que está provocando este surto mesmo fora de época.

Pessoas que não foram vacinadas, especialmente aquelas que são de grupos de risco, devem receber a sua dose, pois nada impede que os vírus abrangidos pela vacina não tenham aumento na sua circulação. Demais indivíduos também podem ser vacinados. Não há contraindicação. E, a partir da época correta de vacinação no ano que vem, podem tomar normalmente.

A indicação da vacina contra a gripe é a partir de 6 meses, idade em que foi demonstrada sua eficácia. Gestantes, idosos, crianças (principalmente menores de 2 anos) e grupos de risco são prioritários e devem tomar sua dose caso ainda não tenham recebido este ano, mesmo sendo fora de época, pois temos observado mudanças no perfil epidemiológico dos vírus respiratórios, que têm acontecido muito fora do período mais tradicional. Por isso, temos hoje os prontos-socorros cheios e, no caso das crianças, por vários vírus que não Covid-19 e Influenza.

Vale lembrar que a vacina é feita em duas aplicações, com intervalo de 1 mês em crianças até 9 anos de idade. Se a vacinação for realizada em dezembro de 2021, por exemplo, e a 2° dose em janeiro de 2022, assim que iniciar a campanha contra gripe em 2022 essas crianças já devem ser vacinadas novamente.

Os principais cuidados devem ser o isolamento daqueles confirmados com a infecção ou com suspeita. Usar máscaras novamente ganha importância neste momento, não só para não adquirir a infecção como para evitar a transmissão. Medidas de higiene, cuidados nas escolas e trabalho devem ser tomados sempre.

Relator:
Marcelo Otsuka
Vice-presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Foto: tashatuvango | depositphptps.com.br

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Como funcionam e o que esperar das vacinas de gripe em crianças? https://spsp.org.br/como-funcionam-e-o-que-esperar-das-vacinas-de-gripe-em-criancas/ Fri, 03 Apr 2020 16:44:11 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3104 A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza. Ela é muito mais perigosa que o resfriado comum: a cada ano, milhões de crianças ficam doentes com gripe sazonal e, desses, milhares são hospitalizadas por pneumonia e desidratação, além de centenas de mortes. A melhor forma de se prevenir é através da vacinação – ela é segura para qualquer pessoa com seis meses de idade ou mais e protege a criança e as pessoas ao redor dela da infecção e de suas complicações.

belchonock | depositphotos.com

Por que as crianças devem receber a vacina contra a gripe?

As sociedades médicas de todo o mundo recomendam vacinação universal anual contra influenza para todos as crianças com seis meses de idade ou mais, adolescentes, adultos e idosos. O foco especial em crianças existe, pois aquelas com menos de cinco anos de idade – especialmente as menores de dois anos – correm alto risco de desenvolver complicações graves relacionadas à gripe. Além disso, são capazes de transmitir o vírus influenza de forma muito eficiente para indivíduos com alto risco de complicações relacionadas à infecção.

Como funcionam as vacinas contra a gripe?

As vacinas contra gripe são produzidas usando pequenos fragmentos de vírus inativados (denominadas fragmentadas inativadas) ou usando partículas projetadas para parecer com um vírus da gripe no sistema imunológico (chamadas subunitárias). Dessa forma, não são capazes de causar gripe no indivíduo vacinado, mas estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos cerca de duas semanas após a vacinação. Esses anticorpos fornecerão proteção unicamente contra os vírus que estão na vacina.

Os tipos de vírus contidos nas vacinas podem variar conforme o país e os produtos disponíveis em um determinado ano. Algumas das vacinas protegem contra quatro vírus da gripe diferentes, sendo chamadas quadrivalentes ou tetravalentes: dois vírus influenza A (um H1N1 e um H3N2) e dois vírus influenza B. Existem também algumas vacinas contra gripe que protegem contra três vírus diferentes, sendo chamadas trivalentes: dois vírus influenza A (um H1N1 e um H3N2) e um vírus influenza B. Na rede pública, este é o único tipo de vacina disponível até o momento.

Por que, diferentemente das outras vacinas do calendário de imunizações, devo vacinar contra gripe todos os anos?

Crianças entre seis meses e nove anos que tomam a vacina da gripe pela primeira vez devem receber duas doses com intervalo de, pelo menos, 30 dias entre elas. A partir dos anos seguintes, uma dose da vacina contra a gripe é necessária a cada ano por dois motivos. Primeiro porque, apesar da proteção imunológica de uma pessoa pela vacinação ser mais robusta nos 3-4 meses após a vacinação, ela diminui consideravelmente ao longo do tempo. Isso significa que, se a criança for vacinada em março/abril, a proteção será significativamente menor a partir de setembro/outubro do mesmo ano. Portanto, é necessária uma dose anual antes do período de circulação do vírus (preferencialmente em março) para uma proteção ideal em cada temporada de gripe. Segundo: como os vírus da gripe mudam constantemente, as vacinas contra influenza costumam sofrer atualizações de uma estação para a outra, de acordo com os vírus que circularam com maior frequência na temporada anterior. Assim, embora alguns indivíduos vacinados contra a gripe retenham a imunidade protetora de uma estação para a outra, isso é menos provável quando o tipo de vírus circulante muda.

Quais são os grupos considerados de risco para evoluírem com infecção grave por influenza e suas complicações?

Crianças menores de cinco anos de idade e idosos (acima de 65 anos) ocupam posição de destaque entre os indivíduos de risco aumentado. Gestantes e puérperas, trabalhadores em área de saúde, indígenas e professores também são grupos prioritários. Além disso, as seguintes condições clínicas se aplicam a todas as faixas etárias: doença respiratória crônica (incluindo asma), doença cardíaca crônica (incluindo cardiopatias congênitas), diabetes, doença neurológica crônica, imunossupressão (de qualquer tipo e causa), obesidade, doença renal crônica, doença hepática crônica, trissomias (alterações genéticas dos cromossomos) e transplantados.

O que posso esperar das vacinas contra a gripe nas crianças?

As vacinas contra gripe têm um excelente histórico de segurança. Centenas de milhões de brasileiros receberam vacinas contra a gripe com segurança nos últimos 40 anos, além de extensas pesquisas reforçando o seu perfil de segurança. Os efeitos colaterais comuns da vacina contra a gripe são geralmente leves e autolimitados (<72h) e incluem:
• Dor, vermelhidão e/ou inchaço no local da injeção
• Dor de cabeça
• Febre (em geral baixa)
• Náusea
• Dores musculares

Como outras injeções, pode ocasionalmente causar desmaios, especialmente em crianças maiores e adolescentes. Assim como em qualquer vacina, fique atento para condições incomuns como febre alta, alterações de comportamento ou sinais de reação alérgica grave após a vacinação. Reações alérgicas potencialmente fatais são extremamente raras e provavelmente aconteceriam de alguns minutos a algumas horas após a administração da vacina.

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Relator:
Dr. Daniel Jarovsky
Departamento Científico de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo

abril azul - confianca nas vacinas


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Vacinação contra a gripe https://spsp.org.br/vacinacao-contra-a-gripe/ Mon, 24 Apr 2017 18:00:51 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1621 O Portal do Governo do Estado de São Paulo (www.saopaulo.sp.gov.br) publicou matéria informando sobre o início da campanha de vacinação contra a gripe. Veja abaixo o texto na íntegra: A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo inicia na segunda-feira (17) a vacinação contra o vírus Influenza, causador da gripe, para idosos a partir dos 60 anos. A campanha de 2017 ocorrerá em fases para cada público-alvo, de acordo com as orientações do Ministério da Saúde, responsável por encaminhar as doses da vacina. Confira, abaixo, o cronograma de imunizações: Etapa 1 – a partir de 10 de abril: trabalhadores de saúde dos hospitais Etapa 2 – a partir de 17 de abril: trabalhadores de saúde dos serviços públicos e privados e idosos com 60 anos ou mais de idade Etapa 3 – a partir de 24 de abril: indígenas, gestantes, mulheres que acabaram de dar à luz, crianças com pelo menos seis meses e menores de cinco anos Etapa 4 – a partir de 2 de maio: pacientes com doenças crônicas e comorbidades Etapa 5 – a partir de 8 de maio: professores da rede pública e privada e todos os outros grupos anteriores Dia 13 de maio – “Dia D” O Governo do Estado planeja proteger cerca de 10 milhões de paulistas, o que corresponde a 80% das 12,6 milhões de pessoas dos grupos atendidos. A próxima etapa será realizada a partir de 24 de abril, para crianças com mais de seis meses e menos de cinco anos, gestantes e mulheres que acabaram de dar à luz, além da população indígena. Em 2 de maio, a vacinação se estende para pacientes com doenças crônicas e comorbidades (associação de pelo menos duas enfermidades). Professores da rede pública e privada de ensino poderão se imunizar a partir de 8 de maio. O cronograma começou na ultima segunda-feira (10) para trabalhadores dos serviços públicos e privados de saúde de todo o Estado. Nada impede que o cidadão de um grupo com período de atendimento iniciado participe da iniciativa nas semanas seguintes. As doses estarão disponíveis normalmente nos postos de saúde, desde que respeitada a data para o público-alvo. Dia D contra a gripe Neste ano, o “Dia D” da campanha contra a gripe está marcado para 13 de maio, com encerramento em 26 do mesmo mês, em todo o território paulista. A população contará com mais de quatro mil locais, que funcionarão de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h. “A vacinação contra o Influenza é fundamental para evitar complicações decorrentes da gripe e doenças graves, como pneumonia”, afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. “A vacina não tem nenhuma capacidade de provocar gripe, já que é composta apenas por partículas do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção”, acrescenta. Além de imunizar contra a gripe A H1N1, que se espalhou pelo mundo em 2009, as doses defenderão os paulistas contra os vírus do inverno de 2017, denominados A/Hong Kong e B/Brisbane. Confira este texto no Portal do Estado: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/campanha-de-vacinacao-contra-virus-da-gripe-comeca-na-proxima-semana/. ___ Texto reproduzido do Portal do Estado de São Paulo – Notícias Publicado em 24/04/2017. photo credit: Milton Michida Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Foto: Milton Michida.

O Portal do Governo do Estado de São Paulo (www.saopaulo.sp.gov.br) publicou matéria informando sobre o início da campanha de vacinação contra a gripe. Veja abaixo o texto na íntegra:

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo inicia na segunda-feira (17) a vacinação contra o vírus Influenza, causador da gripe, para idosos a partir dos 60 anos. A campanha de 2017 ocorrerá em fases para cada público-alvo, de acordo com as orientações do Ministério da Saúde, responsável por encaminhar as doses da vacina. Confira, abaixo, o cronograma de imunizações:

Etapa 1 – a partir de 10 de abril: trabalhadores de saúde dos hospitais
Etapa 2 – a partir de 17 de abril: trabalhadores de saúde dos serviços públicos e privados e idosos com 60 anos ou mais de idade
Etapa 3 – a partir de 24 de abril: indígenas, gestantes, mulheres que acabaram de dar à luz, crianças com pelo menos seis meses e menores de cinco anos
Etapa 4 – a partir de 2 de maio: pacientes com doenças crônicas e comorbidades
Etapa 5 – a partir de 8 de maio: professores da rede pública e privada e todos os outros grupos anteriores
Dia 13 de maio – “Dia D”

O Governo do Estado planeja proteger cerca de 10 milhões de paulistas, o que corresponde a 80% das 12,6 milhões de pessoas dos grupos atendidos. A próxima etapa será realizada a partir de 24 de abril, para crianças com mais de seis meses e menos de cinco anos, gestantes e mulheres que acabaram de dar à luz, além da população indígena.

Em 2 de maio, a vacinação se estende para pacientes com doenças crônicas e comorbidades (associação de pelo menos duas enfermidades). Professores da rede pública e privada de ensino poderão se imunizar a partir de 8 de maio.

O cronograma começou na ultima segunda-feira (10) para trabalhadores dos serviços públicos e privados de saúde de todo o Estado. Nada impede que o cidadão de um grupo com período de atendimento iniciado participe da iniciativa nas semanas seguintes. As doses estarão disponíveis normalmente nos postos de saúde, desde que respeitada a data para o público-alvo.

Dia D contra a gripe
Neste ano, o “Dia D” da campanha contra a gripe está marcado para 13 de maio, com encerramento em 26 do mesmo mês, em todo o território paulista. A população contará com mais de quatro mil locais, que funcionarão de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h.

“A vacinação contra o Influenza é fundamental para evitar complicações decorrentes da gripe e doenças graves, como pneumonia”, afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. “A vacina não tem nenhuma capacidade de provocar gripe, já que é composta apenas por partículas do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção”, acrescenta.

Além de imunizar contra a gripe A H1N1, que se espalhou pelo mundo em 2009, as doses defenderão os paulistas contra os vírus do inverno de 2017, denominados A/Hong Kong e B/Brisbane.

Confira este texto no Portal do Estado: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/campanha-de-vacinacao-contra-virus-da-gripe-comeca-na-proxima-semana/.

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Texto reproduzido do Portal do Estado de São Paulo – Notícias

Publicado em 24/04/2017.
photo credit: Milton Michida

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Por que ampliar a vacinação contra influenza em crianças? https://spsp.org.br/por-que-ampliar-a-vacinacao-contra-influenza-em-criancas/ Mon, 14 Apr 2014 14:12:20 +0000 http://comunidadespsp.wordpress.com/?p=579 No Brasil, a vacinação contra influenza foi introduzida em 1999, inicialmente, sendo recomendada para idosos e grupos de risco, sendo raramente utilizada em crianças devido à escassez de dados sobre o impacto da doença na faixa etária pediátrica no nosso país, apesar de inúmeras publicações demonstrarem que a vacina era segura e efetiva. Depois da pandemia, ficou claro o alto risco associado à cepa A(H1N1) pdm09, não apenas para os grupos de risco, mas também para gestantes, crianças e adolescentes, sendo a vacina monovalente amplamente distribuída para esses grupos na campanha de 2010. Desde 2011, crianças de 6 a 24 meses, gestantes e puérperas foram incluídas nos grupos alvo da vacinação no Brasil e, em 2012, a Organização Mundial de Saúde colocou as gestantes como prioridade máxima para receber a vacina, considerando os benefícios à mãe e ao bebê. Outros grupos de risco, como idosos, crianças menores de cinco anos, profissionais de saúde, puérperas, obesos, indígenas, pessoas privadas de liberdade e portadores de comorbidades são listados em seguida, sem ordem de preferência. Em abril de 2014, foi anunciada a extensão da vacinação para crianças de 6 a 60 meses no Brasil, uma medida já preconizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, que agora torna viável a vacinação sem custo para todas as crianças de 6 a 60 meses na rede pública. Diversos motivos justificam a ampliação da vacinação de crianças até cinco anos de idade, dentre eles, destacam-se: Crianças são mais infectadas e excretam os vírus influenza por tempo mais prolongado do que adultos; Crianças menores de cinco anos apresentam taxas de hospitalização tão altas quando idosos sem comorbidades; Crianças doentes são levadas à consulta médica com maior frequência do que adultos, apresentam com maior frequência febre, otite média e pneumonia, sendo frequentemente tratadas com antibióticos; Durante as epidemias de influenza o número de consultas médicas aumenta entre 30 e 50% e os atendimentos na emergência, entre 50-100%, gerando sobrecarga nos serviços ambulatoriais e hospitalares; Ao contrário dos adultos, a maioria das crianças menores de cinco anos que desenvolve complicações pós-influenza não apresenta qualquer doença de base; Medidas não-farmacêuticas, como uso de máscaras e higiene, e o uso de antivirais, podem reduzir a transmissão da influenza; entretanto, a efetividade desses recursos para controlar a disseminação dos vírus é variável e existem enormes dificuldades para sua implementação em tempo hábil, considerando-se que a excreção dos vírus tem início antes do aparecimento dos sintomas e que as crianças pequenas ainda não tem maturidade suficiente para seguir rigorosamente as normas de higiene; A vacinação de crianças gera economia, principalmente se forem considerados os custos decorrentes do absenteísmo dos pais ao trabalho para cuidar das crianças doentes e os benefícios da proteção indireta (herd protection), pois cada pessoa vacinada deixa de se infectar e de transmitir o vírus na comunidade; A vacinação de crianças reduz o absenteísmo entre escolares vacinados e seus colegas e professores não vacinados, assim como o uso de antibióticos; Frequentemente, as crianças têm contato com outros grupos de risco, como gestantes, irmãos menores de dois anos e avós, que apresentam menor resposta à vacina, em comparação com a observada em adultos; Modelos que avaliam o impacto da vacinação em massa demonstram que a vacinação de crianças é mais efetiva em reduzir o impacto da doença na comunidade do que a vacinação de grupos de risco. Os membros do Departamento de Pediatria Ambulatorial endossam esta medida, divulgando informações atualizadas sobre os riscos da influenza e benefícios da vacinação. ___ Relatora: Dra. Lucia F Bricks Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP. Publicado em 14/04/2014. photo credit: Fredleonero | Dreamstime.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

??????????????????????????????????????????????????????????????????????No Brasil, a vacinação contra influenza foi introduzida em 1999, inicialmente, sendo recomendada para idosos e grupos de risco, sendo raramente utilizada em crianças devido à escassez de dados sobre o impacto da doença na faixa etária pediátrica no nosso país, apesar de inúmeras publicações demonstrarem que a vacina era segura e efetiva.

Depois da pandemia, ficou claro o alto risco associado à cepa A(H1N1) pdm09, não apenas para os grupos de risco, mas também para gestantes, crianças e adolescentes, sendo a vacina monovalente amplamente distribuída para esses grupos na campanha de 2010. Desde 2011, crianças de 6 a 24 meses, gestantes e puérperas foram incluídas nos grupos alvo da vacinação no Brasil e, em 2012, a Organização Mundial de Saúde colocou as gestantes como prioridade máxima para receber a vacina, considerando os benefícios à mãe e ao bebê. Outros grupos de risco, como idosos, crianças menores de cinco anos, profissionais de saúde, puérperas, obesos, indígenas, pessoas privadas de liberdade e portadores de comorbidades são listados em seguida, sem ordem de preferência. Em abril de 2014, foi anunciada a extensão da vacinação para crianças de 6 a 60 meses no Brasil, uma medida já preconizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, que agora torna viável a vacinação sem custo para todas as crianças de 6 a 60 meses na rede pública.

Diversos motivos justificam a ampliação da vacinação de crianças até cinco anos de idade, dentre eles, destacam-se:

  1. Crianças são mais infectadas e excretam os vírus influenza por tempo mais prolongado do que adultos;
  2. Crianças menores de cinco anos apresentam taxas de hospitalização tão altas quando idosos sem comorbidades;
  3. Crianças doentes são levadas à consulta médica com maior frequência do que adultos, apresentam com maior frequência febre, otite média e pneumonia, sendo frequentemente tratadas com antibióticos;
  4. Durante as epidemias de influenza o número de consultas médicas aumenta entre 30 e 50% e os atendimentos na emergência, entre 50-100%, gerando sobrecarga nos serviços ambulatoriais e hospitalares;
  5. Ao contrário dos adultos, a maioria das crianças menores de cinco anos que desenvolve complicações pós-influenza não apresenta qualquer doença de base;
  6. Medidas não-farmacêuticas, como uso de máscaras e higiene, e o uso de antivirais, podem reduzir a transmissão da influenza; entretanto, a efetividade desses recursos para controlar a disseminação dos vírus é variável e existem enormes dificuldades para sua implementação em tempo hábil, considerando-se que a excreção dos vírus tem início antes do aparecimento dos sintomas e que as crianças pequenas ainda não tem maturidade suficiente para seguir rigorosamente as normas de higiene;
  7. A vacinação de crianças gera economia, principalmente se forem considerados os custos decorrentes do absenteísmo dos pais ao trabalho para cuidar das crianças doentes e os benefícios da proteção indireta (herd protection), pois cada pessoa vacinada deixa de se infectar e de transmitir o vírus na comunidade;
  8. A vacinação de crianças reduz o absenteísmo entre escolares vacinados e seus colegas e professores não vacinados, assim como o uso de antibióticos;
  9. Frequentemente, as crianças têm contato com outros grupos de risco, como gestantes, irmãos menores de dois anos e avós, que apresentam menor resposta à vacina, em comparação com a observada em adultos;
  10. Modelos que avaliam o impacto da vacinação em massa demonstram que a vacinação de crianças é mais efetiva em reduzir o impacto da doença na comunidade do que a vacinação de grupos de risco.

Os membros do Departamento de Pediatria Ambulatorial endossam esta medida, divulgando informações atualizadas sobre os riscos da influenza e benefícios da vacinação.

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Relatora:
Dra. Lucia F Bricks
Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP.

Publicado em 14/04/2014.
photo credit: Fredleonero | Dreamstime.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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