Igualdade – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 06 May 2025 17:38:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Igualdade – SPSP https://spsp.org.br 32 32 A todas as mulheres e meninas: Direitos. Igualdade. Empoderamento https://spsp.org.br/a-todas-as-mulheres-e-meninas-direitos-igualdade-empoderamento/ Fri, 07 Mar 2025 18:42:51 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50463 Neste dia 8 de março, queremos desejar, a todas as mulheres, um feliz Dia Internacional da Mulher, que em 2025 tem como tema]]>

Neste dia 8 de março, queremos desejar, a todas as mulheres, um feliz Dia Internacional da Mulher, que em 2025 tem como tema “Para todas as mulheres e meninas: Direitos. Igualdade. Empoderamento.” Celebramos, assim, mais que uma data, uma força de ser. Mulheres que cuidam, acalentam, protegem e lutam. Merecem nosso respeito as mulheres que saíram das sombras para gritar e exigir igualdade. Igualdade que ainda está distante. Por isso há aquelas mulheres incansáveis, que inspiram e aspiram por um mundo sem subserviência feminina.

Feliz Dia das Mulheres para as que, além de mulheres, são médicas! Como é difícil equilibrar vida pessoal com uma profissão com tantos desafios, cansaço e dificuldades. Somente com muita paixão e coragem conseguem encher de vida os atendimentos com empatia ímpar, transformando vidas em histórias diferentes.

Feliz Dias das Mulheres. Não apenas às médicas que passam por essas dificuldades, mas a todas as mulheres que trabalham e compartilham os mesmos obstáculos. Se em um primeiro momento a mulher conquistou a entrada no mercado de trabalho, conquistou a possibilidade de graduar-se e trabalhar, também recebeu fardos. Seguiu com o legado que algumas tarefas seriam somente dela. Seguiu com a difícil tarefa de lidar com o trabalho doméstico, só que agora cumulado com o labor profissional. Falta tempo para tudo. Faltam muitos avanços, especialmente quando se pensa em maternidade e suas naturais consequências. Falta a divisão da responsabilidade em relação à casa e aos filhos, tarefas assumidas apenas pelas mulheres, gerando injusta sobrecarga física e emocional. Urge que os homens também tenham sua equalitária parcela de responsabilidade pelo trabalho doméstico e cuidado com os filhos, saindo do cômodo papel de auxiliares, quando assim o são.

Apenas com o equilíbrio das relações poderemos celebrar plenamente o “Feliz Dia das Mulheres”.

 

Relatora:
Mônica Lopez Vazquez
Presidente do Departamento Científico de Ginecologia e Obstetrícia da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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Igualdade, inclusão e respeito https://spsp.org.br/igualdade-inclusao-e-respeito/ Sat, 01 Mar 2025 10:00:00 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=50418 ]]>

O Dia Mundial da Discriminação Zero, celebrado em 1º de março, foi instituído pelo UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS) em 2014. A data tem o objetivo de promover igualdade, inclusão e respeito aos direitos humanos, independentemente de gênero, raça, orientação sexual, condição de saúde ou qualquer outra característica.

O símbolo da campanha é uma borboleta, representando transformação e liberdade. A iniciativa incentiva indivíduos, comunidades e governos a adotarem práticas mais inclusivas e a combaterem qualquer tipo de discriminação.

Que a borboleta não voe para longe do alcance das nossas vistas.

A questão da discriminação ganha ainda mais relevância no contexto geopolítico atual, onde há um crescimento de movimentos nacionalistas, políticas identitárias excludentes e certo retrocesso no ideal do multiculturalismo que, nas últimas décadas, foi um modelo de coexistência pacífica, valorizando a diversidade e garantindo espaço para diferentes culturas, religiões e modos de vida dentro das sociedades.

No entanto, muitos governos estão se afastando desse ideário, adotando posturas mais fechadas, pautadas em nacionalismo, protecionismo e discursos de “identidade nacional”, que frequentemente excluem minorias e imigrantes.

Podemos listar algumas razões.

O aumento dos fluxos migratórios, impulsionados por guerras, crises climáticas e desigualdades econômicas, gerou reações adversas em muitos países. Em vez de políticas de acolhimento, há um endurecimento de fronteiras e o crescimento de retóricas xenófobas. Cresce o medo do “outro”, que alimenta o discurso de alguns líderes populistas, caracterizado pela óptica do “eu contra eles”, que apresenta as minorias como ameaça à estabilidade econômica, cultural e social. É o famoso “bode expiatório”.

Em algumas partes do mundo, há um claro enfraquecimento de instituições que protegiam direitos fundamentais. Leis que garantiam igualdade de gênero, proteção a refugiados e combate ao racismo estão sendo revogadas ou enfraquecidas.

A internet potencializou bolhas ideológicas e discursos de ódio, dificultando o diálogo e promovendo a polarização social. Movimentos extremistas encontram terreno fértil para disseminar preconceitos e teorias da conspiração, que deslegitimam a convivência multicultural.

O fim do multiculturalismo na política não significa necessariamente que as sociedades deixarão de ser diversas, mas pode indicar um desafio maior na promoção da inclusão e no combate à discriminação. Isso torna datas como o Dia Mundial da Discriminação Zero ainda mais importantes, pois reforçam a necessidade de resistência e de ações concretas para garantir que direitos fundamentais não sejam desmontados.

Fernando Pessoa (sob o heterônimo Bernardo Soares) escreveu em ‘Metamorfose’: “Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre”. A vida é movimento e transformação, por certo. É um processo contínuo que demanda sabedoria e vigilância. A lagarta gera a borboleta, que precisa de espaço para voar, apesar das barreiras que nos cercam.

 

Saiba mais:

– O Dia Mundial da Discriminação Zero, celebrado em 1º de março, foi instituído pelo UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS)

Fonte:

Fonte:  UNAIDS Brasil https://unaids.org.br › zero-discriminacao

– Fernando Pessoa (sob o heterônimo Bernardo de Campos) escreveu em ‘Metamorfose’: PESSOA, F. Livro do Desassossego, por Bernardo Soares. Vol. II. Mem Martins: Europa-América, 1986.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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“Conosco, e não por nós!” https://spsp.org.br/conosco-e-nao-por-nos/ Tue, 21 Mar 2023 17:01:17 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=36566 O Dia Mundial da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março, foi criado pela Down Syndrome International no ano de 2006. A data que busca trazer maior visibilidade às mais variadas lutas]]>

O Dia Mundial da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março, foi criado pela Down Syndrome International no ano de 2006. A data que busca trazer maior visibilidade às mais variadas lutas desta parte da população, foi reconhecida pela ONU em 2012 e, apesar de ser comemorada no Brasil há mais de uma década, passou a fazer parte do calendário oficial nacional somente em 2022.

O dia 21/03 foi escolhido por representar a condição genética que caracteriza estas pessoas: terem 3 cromossomos 21 em suas células. E assim como várias datas comemorativas que temos no nosso calendário, o 21/03 não existe para parabenizar as pessoas com síndrome de Down e sim para celebrar suas vidas, aumentar seu protagonismo, disseminar informações que garantam seus direitos e minimizar o “capacitismo”.

Neste ano de 2023, o tema da campanha é “Conosco, e não por nós!” e vem com a intenção de informar sobre o direito de desfrutar da capacidade jurídica em igualdade de condições com as demais pessoas em todos os aspectos da vida. É necessário reconhecer que pessoas com síndrome de Down podem tomar decisões sobre coisas importantes das suas vidas, mesmo que precisem de algum apoio para isso.

O que acontece no Brasil e no mundo todo também, é que a maioria das pessoas com síndrome de Down acaba sofrendo com a superproteção, com a infantilização e com a ausência dos apoios de que precisam, incluindo uma comunicação acessível e com linguagem simples. E isto contribui para que seus direitos de escolha não sejam respeitados nem mesmo ouvidos.

Vamos deixar nossos preconceitos de lado, tratar as pessoas com síndrome de Down de acordo com suas idades e promover seus direitos para que tenham uma vida plena.

Vamos todos buscar uma vida com mais inclusão neste Dia Mundial da Síndrome de Down!

 

Relatora:
Ana Claudia Brandão
Presidente do Núcleo de Estudos sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo

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