Humanitárias – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Mon, 19 Aug 2024 16:07:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Humanitárias – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Dia Mundial Humanitário https://spsp.org.br/dia-mundial-humanitario/ Mon, 19 Aug 2024 14:11:27 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=47614 ]]>

Em 19 de agosto, celebramos o Dia Mundial Humanitário, instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2008 e lembrado oficialmente pela primeira vez em 2009. A data foi escolhida pela tragédia ocorrida em 2003, quando terroristas da Al Qaeda explodiram um carro bomba em frente à sede das Nações Unidas no Canal Hotel em Bagdá, Iraque. Cento e cinquenta pessoas ficaram feridas e 22 pessoas perderam suas vidas, incluindo o representante especial da ONU, Sergio Vieira de Mello. Primeiro e único brasileiro a conquistar o posto de alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, o carioca Sérgio Vieira de Mello dedicou mais de 30 anos de sua vida às causas humanitárias, com foco nos refugiados, sendo reconhecida sua liderança em situações de conflito através da Cultura da Paz, da união entre os povos e o diálogo pacífico entre as nações.  

Em 2024, com o tema #ActforHumanity, o Dia Mundial Humanitário ou Dia Mundial de Trabalhadores e Trabalhadoras Humanitárias homenageia aqueles que enfrentam perigos e adversidades, muitas vezes arriscando suas próprias vidas na tarefa de ajudar o outro. Busca também aumentar a conscientização sobre a importância dos esforços globais na ajuda de necessitados, vítimas de desastres naturais ou conflitos.

Segundo o UNICEF, os conflitos estão cada vez mais prolongados, as tensões geopolíticas, os ataques deliberados das campanhas de desinformação, o crescimento populacional, a urbanização, a degradação ambiental, as mudanças climáticas, a migração em grande escala, os deslocamentos forçados e as emergências de saúde pública contribuem para agravar a dimensão das questões humanitárias.

Mais de 130 milhões de pessoas em todo o mundo estão atualmente em meio a conflitos, seja devido a guerra ou a catástrofes naturais, necessitando de ajuda humanitária.

E quanto às crianças? Os Compromissos Fundamentais para Crianças em Ação Humanitária (CFC) equipam o UNICEF e seus parceiros para proporcionar uma resposta e defesa humanitária com princípios, oportuna, de qualidade e focada na criança em qualquer crise com consequências humanitárias.

São 4 os princípios humanitários, seguidos pelo UNICEF, que devem ser cumpridos e praticados em todas as operações: HUMANIDADE, IMPARCIALIDADE, NEUTRALIDADE E INDEPENDÊNCIA.

De acordo com o People in Need, uma das maiores organizações sem fins lucrativos da Europa Central em prol dos direitos humanos: “nos últimos anos, o acesso aos mais necessitados vem se tornando cada vez mais difícil e complexo. Apesar dos desafios crescentes, os trabalhadores humanitários em todo o mundo continuam a empregar medidas criativas e corajosas para prestar assistência e garantir que cheguem às populações mais vulneráveis, estudam as realidades envolvidas para construir uma compreensão contextual mais profunda e tomada de decisões baseadas em evidências.”

Ser um profissional humanitário significa ter a oportunidade de fazer algo quando ninguém mais está fazendo” – Manuel Sáenz Terrazas, cirurgião e trabalhador humanitário na Nigéria.

Em todo o mundo, há milhões de crianças, mulheres e homens expostos a múltiplas dificuldades que os impedem de viver com dignidade e de ter pleno acesso aos seus direitos à alimentação, abrigo, aos cuidados de saúde e à proteção. Em muitas destas situações, os trabalhadores humanitários estão presentes e dedicam o seu tempo e esforço a ajudar os outros com imparcialidade e neutralidade.

#ActforHumanity – SEMPRE

 

Saiba mais:

  1. World Humanitarian Day 2024. Disponível em: https://www.awarenessdays.com/awareness-days-calendar/world-humanitarian-day-2024/
  2. Dia Mundial Humanitário 2023: 20 anos sem Sergio Vieira de Mello. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/242702-%F0%9F%95%8A%EF%B8%8F-dia-mundial-humanit%C3%A1rio-2023-20-anos-sem-sergio-vieira-de-mello
  3. COMPROMISSOS FUNDAMENTAIS PARA AS CRIANÇAS NA AÇÃO HUMANITÁRIA. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/media/19101/file/compromissos-fundamentais-para-as-criancas-na-acao-humanitaria.pdf
  4. Don’t Look Away: World Humanitarian Day 2024. Disponível em: https://www.peopleinneed.net/world-humanitarian-day-2024-11740gp

 

Relatora:
Renata D Waksman
Presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo
Coordenadora do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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Uma pequena vela acesa na escuridão da noite https://spsp.org.br/uma-pequena-vela-acesa-na-escuridao-da-noite/ Fri, 18 Aug 2023 19:06:40 +0000 https://www.spsp.org.br/?p=39038 O sofrimento humano, assim como o mal, serão sempre temas desafiadores para o entendimento de qualquer pessoa. Acredito que a melhor maneira ]]>

O sofrimento humano, assim como o mal, serão sempre temas desafiadores para o entendimento de qualquer pessoa. Acredito que a melhor maneira de continuar sendo “otimista” com a humanidade é destacar que atos de bondade e de justiça continuam sendo realizados em extraordinária quantidade.

Faz parte do lado bom desse cenário ruim a comemoração do Dia Mundial Humanitário. É uma data especial, destinada a homenagear e reconhecer o trabalho incansável e altruísta de profissionais e organizações humanitárias em todo o mundo.

A origem do Dia Mundial Humanitário remonta a 2008, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução designando o dia 19 de agosto como um momento para prestar homenagem aos trabalhadores em atividades de assistência humanitária e para lembrar o público sobre as vidas perdidas nessas missões. A data foi escolhida por recordar o trágico atentado à sede da ONU em Bagdá, Iraque, em 2003, que tirou a vida de 22 funcionários, incluindo o então enviado especial das Nações Unidas, o embaixador brasileiro Sérgio Vieira de Mello.

O objetivo do Dia Mundial Humanitário vai além da justa homenagem a esses “heróis”. Lembra-nos, também, que aqueles que estão em vulnerabilidade, seja por desastres naturais, fome, doenças ou outras emergências, têm pressa absoluta.

Os assim chamados trabalhadores humanitários são verdadeiros exemplos de dedicação, compaixão e coragem. Eles se dedicam a prestar assistência médica, providenciar abrigo, água potável, alimentos e apoio emocional para milhões de pessoas afetadas por guerras, catástrofes naturais e outras crises humanitárias. Muitas vezes, enfrentam condições perigosas e desafiadoras para oferecer ajuda e alívio aos mais necessitados; operam, frequentemente, em ambientes hostis, com ameaça à sua segurança e o risco de se tornarem alvo de violência.

Recordo aqui a morte trágica, no Haiti, da Dra. Zilda Arns Neumann, pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que, em 12 de janeiro de 2010, ao término da palestra que realizava no prédio paroquial da Igreja Sacré Coeur, em Porto Príncipe, capital do Haiti, acabou atingida por destroços do prédio que ruiu pelo violento terremoto que estava devastando aquela cidade.

A celebração dessa data nos convida a refletir sobre a nossa humanidade. É, também, um chamamento para oferecer apoio formal e objetivo para organizações e projetos envolvidos nessas atividades.

O altruísmo é a disposição ou comportamento de ajudar ou beneficiar os outros sem esperar algo em troca. Esse comportamento envolve amor ao próximo, compaixão e empatia. No trabalho humanitário, assim como na vida, a jornada é tão significativa quanto o destino. A verdadeira realização no trabalho humanitário não está na grandiosidade dos resultados, mas no compromisso sincero de tocar vidas e ser uma fonte de esperança.

Imagine uma pequena vela acesa na escuridão da noite. Essa vela representa o trabalho humanitário, cujo propósito é trazer luz e calor para as vidas que foram envolvidas pelas sombras do sofrimento. A luz de uma vela pode parecer insignificante diante da vastidão da escuridão, mas é capaz de acender outras velas ao seu redor.

Parece que, paradoxalmente, nesse trabalho humanitário, aquele que se dá é quem mais recebe.

 

Relator:
Fernando MF Oliveira
Coordenador do Blog Pediatra Orienta da SPSP

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