HPV e câncer – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Thu, 09 May 2019 18:15:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png HPV e câncer – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Vacina contra HPV: por que e quando meninas e meninos devem ser vacinados? https://spsp.org.br/vacina-contra-hpv-por-que-e-quando-meninas-e-meninos-devem-ser-vacinados/ Thu, 09 May 2019 18:15:53 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=2554 Além de segura, a imunização contra essa infecção tem benefícios inquestionáveis Por Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi para o site Saúde O HPV (abreviação de papiloma vírus humano) é um vírus de alta contagiosidade, sendo o contato sexual o principal (mas não o único) meio de transmissão dessa infecção. Para ter ideia, estima-se que cerca de 50 a 70% das pessoas com atividade sexual irão, em algum momento de sua vida, infectar-se pelo HPV. Em uma pequena porcentagem dos que adquirem a infecção, o HPV pode provocar o aparecimento de lesões na pele e nas mucosas, as chamadas verrugas anogenitais (de aspecto parecido ao de uma couve-flor). O HPV é capaz, ainda, de provocar infecção persistente nos casos em que o organismo não consegue eliminá-lo espontaneamente. Nesses indivíduos com infecção persistente por alguns tipos do vírus, existe o risco de desenvolvimento do câncer, com destaque para o tumor de colo de útero entre as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, trata-se do terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina (atrás apenas dos cânceres de mama e colorretal), e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Em 2018, as estimativas foram de 16.370 casos novos, e aproximadamente 5.700 mortes. Importante salientar que as maiores incidências das doenças relacionadas à infecção pelo HPV ocorrem em adolescentes e mulheres jovens, pela maior suscetibilidade à infecção nessa idade. Isso porque, durante e logo após a puberdade, alterações que ocorrem no útero predispõem as meninas a um maior risco de infecção e de evolução para um tumor. Em estudo realizado no Reino Unido, 46% das adolescentes de 15 a 19 anos (média de 17 anos) com apenas um único parceiro sexual apresentavam evidência de infecção pelo HPV após três anos de seguimento. Esses dados comprovam o conceito de que a infecção pelo HPV é frequente mesmo em meninas com apenas um parceiro, enfatizando a relevância da vacinação antes mesmo de a menina dar início a sua vida sexual, já que as vacinas de HPV são profiláticas (ou seja, preventivas), e não terapêuticas. Sua eficácia ideal ocorre se administrada, portanto, antes da exposição dos indivíduos ao HPV. Quais são as reações observadas com a vacina? A vacina de HPV faz parte dos programas de imunização de mais de 80 países como estratégia de saúde pública, e já foram administrados milhões de doses desde o seu licenciamento, em 2006. Após esses anos todos de uso, os sistemas de vigilância dos países que a introduziram em seus programas mostram que ela é segura. Mas, como todo e qualquer produto imunobiológico (vacinas, medicamentos etc.), é claro que podemos eventualmente notar efeitos adversos. Nesse caso, observam-se reações consideradas, em sua maioria, leves – como dor no local da aplicação, inchaço e vermelhidão. Em raros casos, pode ocasionar dor de cabeça, febre de 38 ºC ou síncope (desmaios). Desde 2014, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina está disponível para meninas com idade entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. O esquema é de duas doses, administradas com intervalo de seis meses entre elas. Vale (muito!) a pena vacinar As análises de impacto da vacinação contra o HPV nos países pioneiros na sua introdução mostram uma redução significativa da incidência de verrugas e outras lesões anogenitais associadas a esse vírus. Por exemplo: na Austrália, observou-se diminuição de mais de 90% nos casos de verrugas genitais entre as mulheres da faixa etária incluída no programa de vacinação. Após vários anos de experiência em programas de imunização no mundo, a vacina de HPV se mostrou segura, e não associada a eventos adversos graves. A imunização das meninas e dos meninos no início da puberdade oferece a possibilidade de uma excelente resposta imune, uma característica natural entre indivíduos dessa faixa etária. Além disso, ao administrar a vacina em uma idade que precede àquela de risco de exposição ao HPV, seu efeito protetor é otimizado. O benefício nos parece, portanto, inquestionável, merecendo o total apoio da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Texto produzido pelo Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi para o site SAÚDE. Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/vacina-contra-hpv-por-que-e-quando-meninas-e-meninos-devem-ser-vacinados/ Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi é professor de pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo. ___ Publicado em 9/03/2019. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Além de segura, a imunização contra essa infecção tem benefícios inquestionáveis

Por Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi para o site Saúde

O HPV (abreviação de papiloma vírus humano) é um vírus de alta contagiosidade, sendo o contato sexual o principal (mas não o único) meio de transmissão dessa infecção. Para ter ideia, estima-se que cerca de 50 a 70% das pessoas com atividade sexual irão, em algum momento de sua vida, infectar-se pelo HPV. Em uma pequena porcentagem dos que adquirem a infecção, o HPV pode provocar o aparecimento de lesões na pele e nas mucosas, as chamadas verrugas anogenitais (de aspecto parecido ao de uma couve-flor). O HPV é capaz, ainda, de provocar infecção persistente nos casos em que o organismo não consegue eliminá-lo espontaneamente.

cuncon | pixabay

Nesses indivíduos com infecção persistente por alguns tipos do vírus, existe o risco de desenvolvimento do câncer, com destaque para o tumor de colo de útero entre as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, trata-se do terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina (atrás apenas dos cânceres de mama e colorretal), e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Em 2018, as estimativas foram de 16.370 casos novos, e aproximadamente 5.700 mortes.

Importante salientar que as maiores incidências das doenças relacionadas à infecção pelo HPV ocorrem em adolescentes e mulheres jovens, pela maior suscetibilidade à infecção nessa idade. Isso porque, durante e logo após a puberdade, alterações que ocorrem no útero predispõem as meninas a um maior risco de infecção e de evolução para um tumor. Em estudo realizado no Reino Unido, 46% das adolescentes de 15 a 19 anos (média de 17 anos) com apenas um único parceiro sexual apresentavam evidência de infecção pelo HPV após três anos de seguimento.

Esses dados comprovam o conceito de que a infecção pelo HPV é frequente mesmo em meninas com apenas um parceiro, enfatizando a relevância da vacinação antes mesmo de a menina dar início a sua vida sexual, já que as vacinas de HPV são profiláticas (ou seja, preventivas), e não terapêuticas. Sua eficácia ideal ocorre se administrada, portanto, antes da exposição dos indivíduos ao HPV.

Quais são as reações observadas com a vacina?

A vacina de HPV faz parte dos programas de imunização de mais de 80 países como estratégia de saúde pública, e já foram administrados milhões de doses desde o seu licenciamento, em 2006.

Após esses anos todos de uso, os sistemas de vigilância dos países que a introduziram em seus programas mostram que ela é segura. Mas, como todo e qualquer produto imunobiológico (vacinas, medicamentos etc.), é claro que podemos eventualmente notar efeitos adversos. Nesse caso, observam-se reações consideradas, em sua maioria, leves – como dor no local da aplicação, inchaço e vermelhidão. Em raros casos, pode ocasionar dor de cabeça, febre de 38 ºC ou síncope (desmaios).

Desde 2014, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina está disponível para meninas com idade entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. O esquema é de duas doses, administradas com intervalo de seis meses entre elas.

Vale (muito!) a pena vacinar

As análises de impacto da vacinação contra o HPV nos países pioneiros na sua introdução mostram uma redução significativa da incidência de verrugas e outras lesões anogenitais associadas a esse vírus. Por exemplo: na Austrália, observou-se diminuição de mais de 90% nos casos de verrugas genitais entre as mulheres da faixa etária incluída no programa de vacinação. Após vários anos de experiência em programas de imunização no mundo, a vacina de HPV se mostrou segura, e não associada a eventos adversos graves.

A imunização das meninas e dos meninos no início da puberdade oferece a possibilidade de uma excelente resposta imune, uma característica natural entre indivíduos dessa faixa etária. Além disso, ao administrar a vacina em uma idade que precede àquela de risco de exposição ao HPV, seu efeito protetor é otimizado. O benefício nos parece, portanto, inquestionável, merecendo o total apoio da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

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Texto produzido pelo Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi para o site SAÚDE.
Link original: https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/vacina-contra-hpv-por-que-e-quando-meninas-e-meninos-devem-ser-vacinados/

Prof. Dr. Marco Aurélio P. Sáfadi é professor de pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

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Publicado em 9/03/2019.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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A SPSP recomenda a vacinação contra o HPV https://spsp.org.br/a-spsp-recomenda-a-vacinacao-contra-o-hpv/ Thu, 10 Sep 2015 14:48:47 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=970 A cada ano: • 5 mil mulheres brasileiras morrem de câncer de colo uterino, e • 15 mil novos casos são registrados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). 100% dos casos de câncer são causados pelos tipos 16 e 18 de HPV (papilomavirus humano) e o câncer de colo de útero é o 3° mais comum entre as mulheres brasileiras. Contudo, o HPV pode ser evitado pela vacina que é SEGURA e EFICAZ! Por isso, a Sociedade de Pediatria está apoiando a campanha da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) chamada onda contra o câncer. Visite o site da campanha: www.ondacontracancer.com.br. Participe e divulgue! #ondacontracancer #vacinaHPV]]>

QuadradoOnda4A cada ano:
• 5 mil mulheres brasileiras morrem de câncer de colo uterino, e
• 15 mil novos casos são registrados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA).

100% dos casos de câncer são causados pelos tipos 16 e 18 de HPV (papilomavirus humano) e o câncer de colo de útero é o 3° mais comum entre as mulheres brasileiras.

Contudo, o HPV pode ser evitado pela vacina que é SEGURA e EFICAZ!

Por isso, a Sociedade de Pediatria está apoiando a campanha da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) chamada onda contra o câncer. Visite o site da campanha: www.ondacontracancer.com.br. Participe e divulgue!

#ondacontracancer
#vacinaHPV

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HPV e câncer https://spsp.org.br/hpv-e-cancer/ Wed, 20 May 2015 19:15:16 +0000 https://comunidadespsp.wordpress.com/?p=917 O termo HPV vem de “Human Papillomavirus” (Papiloma vírus Humano), que infecta a pele e o revestimento interno de órgãos de mulheres e homens, sendo transmitido pelo contato sexual e, eventualmente, por outras vias como mãos, pele, toalhas, roupas íntimas ou ambientes contaminados, como banheiros e até salas de parto. Existem mais de 100 tipos de HPV conhecidos: os oncogênicos, relacionados aos cânceres e outros relacionados às verrugas genitais, que também são importantes. São reconhecidos vários tipos de câncer relacionados ao HPV: no sexo feminino o câncer de colo de útero, ânus, vagina, vulva, boca e garganta e no sexo masculino o câncer de pênis, ânus, boca e garganta. Qualquer um pode entrar em contato com HPV. Estudos internacionais mostram que o risco de uma pessoa que tenha atividade sexual contrair HPV é de 50%, portanto, muitos entrarão em contato com o vírus em algum momento da vida. O principal grupo de risco para contrair HPV são os adolescentes, dados estes confirmados em levantamentos feitos pelo Ministério da Saúde, o qual mostrou que adolescentes tem risco três vezes maior de contrair o vírus, o que torna esta faixa etária a população mais vulnerável ao HPV. Felizmente agora temos um aliado na prevenção e combate a estes tipos de doenças que é a vacina contra o HPV, cujos estudos mundiais mostram ser extremamente eficaz e segura. A vacina já está disponível há alguns anos e, a partir de 2014, foi incluída no calendário vacinal brasileiro. A vacina está indicada para a faixa entre 9 e 26 anos de idade, tanto para meninas como para meninos. A vacina disponível na rede pública é a Quadrivalente (que contempla os sorotipos relacionados aos cânceres e verrugas genitais) e até o momento está disponível somente para as meninas entre 9 e 13 anos (2014: 11 a 13 anos; 2015: 9 a 11 anos). O esquema da vacinação recomendado e de três doses (0, 2 e 6 meses). O Ministério da Saúde implantou um esquema alternativo de 0, 6 meses e 5 anos. A eficácia da vacina depende do esquema completo de três doses. O início da campanha foi um sucesso, com ampla cobertura vacinal na primeira dose o que, infelizmente, não está acontecendo com a segunda dose, ou por esquecimento, ou por medo em relação a possíveis efeitos adversos da vacina. Esclarecemos que tal medo não procede, uma vez que vários estudos mostram a segurança da vacina, que tem raros efeitos adversos comprovados. Recentemente, foram veiculados pela mídia casos de possíveis efeitos adversos que ocorreram com meninas na baixada santista. Porém, após exaustiva análise, eles não mostraram relação com a vacina. Portanto, não deixem de completar o esquema vacinal. A própria Organização Mundial da Saúde ressalta que a vacinação contra HPV é a principal forma de prevenção em jovens de 9 a 13 anos de idade, tanto para meninas como para meninos. Até o momento a vacinação para meninos só está disponível na rede privada, mas é de extrema importância que eles também sejam vacinados.                   http://portalarquivos.saude.gov.br/campanhas/hpv/ ___ Relator: Carlos A. Landi Departamento Científico de Adolescência da SPSP. Publicado em 20/05/2015. photo credit: Phil Date | Dreamstime Stock Photos Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

O termo HPV vem de “Human Papillomavirus” (Papiloma vírus Humano), que infecta a pele e o revestimento interno de órgãos de mulheres e homens, sendo transmitido pelo contato sexual e, eventualmente, por outras vias como mãos, pele, toalhas, roupas íntimas ou ambientes contaminados, como banheiros e até salas de parto. Existem mais de 100 tipos de HPV conhecidos: os oncogênicos, relacionados aos cânceres e outros relacionados às verrugas genitais, que também são importantes. São reconhecidos vários tipos de câncer relacionados ao HPV: no sexo feminino o câncer de colo de útero, ânus, vagina, vulva, boca e garganta e no sexo masculino o câncer de pênis, ânus, boca e garganta.

Qualquer um pode entrar em contato com HPV. Estudos internacionais mostram que o risco de uma pessoa que tenha atividade sexual contrair HPV é de 50%, portanto, muitos entrarão em contato com o vírus em algum momento da vida. O principal grupo de risco para contrair HPV são os adolescentes, dados estes confirmados em levantamentos feitos pelo Ministério da Saúde, o qual mostrou que adolescentes tem risco três vezes maior de contrair o vírus, o que torna esta faixa etária a população mais vulnerável ao HPV.

Felizmente agora temos um aliado na prevenção e combate a estes tipos de doenças que é a vacina contra o HPV, cujos estudos mundiais mostram ser extremamente eficaz e segura. A vacina já está disponível há alguns anos e, a partir de 2014, foi incluída no calendário vacinal brasileiro. A vacina está indicada para a faixa entre 9 e 26 anos de idade, tanto para meninas como para meninos. A vacina disponível na rede pública é a Quadrivalente (que contempla os sorotipos relacionados aos cânceres e verrugas genitais) e até o momento está disponível somente para as meninas entre 9 e 13 anos (2014: 11 a 13 anos; 2015: 9 a 11 anos).

O esquema da vacinação recomendado e de três doses (0, 2 e 6 meses). O Ministério da Saúde implantou um esquema alternativo de 0, 6 meses e 5 anos. A eficácia da vacina depende do esquema completo de três doses. O início da campanha foi um sucesso, com ampla cobertura vacinal na primeira dose o que, infelizmente, não está acontecendo com a segunda dose, ou por esquecimento, ou por medo em relação a possíveis efeitos adversos da vacina. Esclarecemos que tal medo não procede, uma vez que vários estudos mostram a segurança da vacina, que tem raros efeitos adversos comprovados. Recentemente, foram veiculados pela mídia casos de possíveis efeitos adversos que ocorreram com meninas na baixada santista. Porém, após exaustiva análise, eles não mostraram relação com a vacina.

Portanto, não deixem de completar o esquema vacinal. A própria Organização Mundial da Saúde ressalta que a vacinação contra HPV é a principal forma de prevenção em jovens de 9 a 13 anos de idade, tanto para meninas como para meninos. Até o momento a vacinação para meninos só está disponível na rede privada, mas é de extrema importância que eles também sejam vacinados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

http://portalarquivos.saude.gov.br/campanhas/hpv/

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Relator:
Carlos A. Landi
Departamento Científico de Adolescência da SPSP.

Publicado em 20/05/2015.
photo credit: Phil Date | Dreamstime Stock Photos

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

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Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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