Hipertensão arterial na infância – SPSP https://spsp.org.br Sociedade de Pediatria de São Paulo Tue, 16 Mar 2021 01:12:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://spsp.org.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-LogoSPSP_circulo-1-32x32.png Hipertensão arterial na infância – SPSP https://spsp.org.br 32 32 Covid-19 e envolvimento renal https://spsp.org.br/covid-19-e-envolvimento-renal-2/ Fri, 24 Apr 2020 18:02:03 +0000 https://www.pediatraorienta.org.br/?p=3163 Até o momento, sabemos que a grande maioria das crianças com diagnóstico da doença relacionada ao novo coronavírus (Covid-19) não apresenta sintomas ou, quando apresenta, em geral são quadros leves. Nas crianças com manifestações clínicas, os sintomas são muito semelhantes aos quadros de gripe, cursando com tosse, febre, dor de garganta, coriza, dor de cabeça, dores musculares e, algumas vezes, vômitos, diarreia, manifestações oculares, quadros inespecíficos de pele, entre outros sintomas.

Notícias de envolvimento renal nas crianças são raras ou inexistentes. Há relatos da presença de sangue ou proteína na urina, entretanto, sem gravidade nas crianças. Em adultos, pode ocorrer mau funcionamento dos rins (insuficiência renal) com necessidade de diálise (recurso artificial para substituição da função dos rins) nos casos graves, mas não observamos essa complicação, até o momento, em nossas crianças sem fatores de risco.

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Nem todas as crianças portadoras de doenças renais estão no grupo de risco para as complicações da Covid-19, diferente do que é observado naquelas que apresentam cardiopatias, hipertensão arterial, diabetes mellitus, doenças pulmonares crônicas, obesidade e outras condições.

Devido à variabilidade muito grande das doenças renais, o grupo de risco e a preocupação das equipes médicas recaem nas crianças que apresentam comprometimento de sua imunidade ou que recebem medicações imunossupressoras. Esses pacientes são os portadores de síndrome nefrótica, renais crônicos em diálise, transplantados renais e aqueles que fazem uso de corticosteroides, ciclosporina, mofetil micofenolato ou outros medicamentos imunossupressores. Além disso, muitas crianças com comprometimento renal apresentam também outras comorbidades com maior risco, tais como doenças genéticas, vasculites (como o lúpus eritematoso disseminado sistêmico) e doenças metabólicas.

Orientações para portadoras de doenças renais

Neste momento, devem ser reforçadas as orientações de se evitar a utilização de medicações potencialmente nefrotóxicas (como os anti-inflamatórios não-hormonais) e a manutenção da aderência medicamentosa prescrita, incluindo os medicamentos anti-hipertensivos. É fundamental, também, manter a programação da terapia dialítica no hospital, evitando a perda de sessões de hemodiálise, por exemplo.

Toda a população e os pacientes devem seguir as orientações dos órgãos do sistema de saúde evitando aglomerações, praticando o distanciamento social e as medidas comportamentais e de higienização. Importante redobrar a atenção à lavagem das mãos com água e sabão e/ou álcool gel e a utilização de máscaras faciais, conforme as recomendações do serviço de saúde e das sociedades de Pediatria. Lembrar que é importante a correta utilização e manipulação dos revestimentos faciais de tecidos caseiros!

Os pais e cuidadores devem sempre entrar em contato com seu pediatra, nefrologista pediátrico ou equipe médica responsável pelo seu atendimento para esclarecer qualquer dúvida ou preocupação. É importante rediscutir individualmente, não só a condição de fator de risco do seu filho, como também as medidas preventivas de contágio, a programação das medicações, a disponibilização das receitas e medicações especiais, o reagendamento das consultas ambulatoriais eletivas, entre outras dúvidas.

Neste momento de grande uso das redes sociais, deve-se também ter o cuidado de avaliar a fonte das diversas informações compartilhadas. Siga sempre as recomendações da sua equipe de saúde e, juntos, vamos vencer esta pandemia!

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Relator:
Dr. Olberes Vitor Braga de Andrade
Departamento Científico de Nefrologia Pediátrica da Sociedade de Pediatria de São Paulo



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Momento Saúde: a importância da alimentação para tratar hipertensão https://spsp.org.br/momento-saude-a-importancia-da-alimentacao-para-tratar-hipertensao/ Wed, 19 Jul 2017 18:30:04 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1733 A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados. O assunto agora é Nefrologia   A importância da alimentação para tratar hipertensão O tratamento da hipertensão arterial na infância dependerá da causa encontrada. Nos casos de hipertensão primária, inicia-se o tratamento com mudanças no estilo de vida. • Uma dieta com pouco sal; • Evitar frituras e dar preferência a gorduras insaturadas, como azeite; • Evitar embutidos, enlatados e condimentos; • Não se deve levar o saleiro à mesa. Quanto às atividades físicas, a Academia Americana de Pediatria orienta que, a partir dos seis anos de idade, sejam praticados exercícios físicos vigorosos pelo menos uma hora por dia ou dois períodos de meia hora – preferencialmente todos os dias da semana – e que a atividade física seja diversificada de forma a exercitar todos os músculos e ossos, revezando exercícios aeróbicos e anaeróbicos. Crianças e adolescentes hipertensos que sejam atletas poderão manter suas atividades desde que a pressão arterial esteja controlada e tenham passado por uma avaliação cardiológica prévia. Já atividades como assistir televisão e jogar videogame devem durar no máximo duas horas por dia. Nos casos de hipertensão associada à obesidade, é notório que com a redução do peso e mudanças no estilo de vida ocorre diminuição e até mesmo normalização dos valores de pressão arterial.   ___ Relator: Departamento Científico de Nefrologia da SPSP Publicado em 19/07/2017. Photo credit: avitalchn | Pixabay.com Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

A coluna Momento Saúde foi criada para que você possa ter informações rápidas sobre um determinado tema de relevância para a saúde das crianças e adolescentes, com textos curtos e de linguagem simples. Com uma postagem por semana, esta coluna será seu momento de dicas, alertas e cuidados.

O assunto agora é
Nefrologia

 

A importância da alimentação para tratar hipertensão

O tratamento da hipertensão arterial na infância dependerá da causa encontrada. Nos casos de hipertensão primária, inicia-se o tratamento com mudanças no estilo de vida.
• Uma dieta com pouco sal;
• Evitar frituras e dar preferência a gorduras insaturadas, como azeite;
• Evitar embutidos, enlatados e condimentos;
• Não se deve levar o saleiro à mesa.

Quanto às atividades físicas, a Academia Americana de Pediatria orienta que, a partir dos seis anos de idade, sejam praticados exercícios físicos vigorosos pelo menos uma hora por dia ou dois períodos de meia hora – preferencialmente todos os dias da semana – e que a atividade física seja diversificada de forma a exercitar todos os músculos e ossos, revezando exercícios aeróbicos e anaeróbicos. Crianças e adolescentes hipertensos que sejam atletas poderão manter suas atividades desde que a pressão arterial esteja controlada e tenham passado por uma avaliação cardiológica prévia. Já atividades como assistir televisão e jogar videogame devem durar no máximo duas horas por dia.
Nos casos de hipertensão associada à obesidade, é notório que com a redução do peso e mudanças no estilo de vida ocorre diminuição e até mesmo normalização dos valores de pressão arterial.

 

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Relator:
Departamento Científico de Nefrologia da SPSP

Publicado em 19/07/2017.
Photo credit: avitalchn | Pixabay.com

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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Momento Saúde: hipertensão arterial https://spsp.org.br/retrospectiva-momento-saude-hipertensao-arterial/ Wed, 05 Jul 2017 18:30:55 +0000 http://www.pediatraorienta.org.br/?p=1917 Hipertensão arterial na infância e adolescência A hipertensão arterial não é uma doença apenas de adultos, ela também atinge crianças e adolescentes. Estima-se uma prevalência entre 1 e 3% de hipertensão na infância, chegando até em torno de 10 a 17% na adolescência, com tendência a aumento nos últimos anos. Esse crescimento está diretamente relacionado à pandemia mundial de obesidade, por isso é importante que o pediatra procure uma causa para a hipertensão, pois ela pode ser secundária, ou seja, consequência de outras doenças. Quais são os indícios da doença e os fatores de risco? O grande problema da hipertensão na infância é que a grande maioria das crianças não apresenta sinais ou sintomas e o diagnóstico acaba sendo tardio. Por isso, é importante estar atento aos fatores de risco: sedentarismo que observamos em todas as faixas etárias, o erro alimentar caracterizado por ingestão excessiva de frituras, alimentos gordurosos e com excesso de sal, principalmente os industrializados e, entre os adolescentes, o tabagismo, uso de álcool, anticoncepcionais, anabolizantes e drogas ilícitas. As crianças e adolescentes com a seguinte associação: hipertensão, obesidade (principalmente com aumento de gordura localizada no abdome), manchas escuras com a pele mais grossa no pescoço e axilas (que chamamos de “acantose nigricans”) e alterações de perfil lipídico, apresentam o que chamamos de “Síndrome Metabólica” cujo significado é a alta probabilidade de desenvolverem diabetes e doença cardiovascular. Como prevenir a hipertensão arterial na infância Todas as crianças e adolescentes pré-hipertensos e com fatores de risco como obesidade, história familiar de diabetes mellitus tipo II, hipertensão arterial e antecedente de desfechos cardiovasculares em parentes de primeiro grau devem seguir uma dieta saudável e praticar atividades físicas regulares da mesma forma que orientamos o tratamento não medicamentoso. Muitas vezes devem ser encaminhados a um nutricionista. Além disso, os adolescentes devem ser orientados quanto ao risco do tabagismo, uso de álcool, anticoncepcionais, drogas ilícitas e anabolizantes. O diagnóstico precoce da hipertensão arterial em crianças e adolescentes é fundamental para que se evitem complicações futuras. A dinâmica da família e a participação de todos os que residem na casa, principalmente no que se refere à mudança de hábitos dietéticos e à motivação mútua para o abandono do sedentarismo, são essenciais para o sucesso do tratamento.   ___ Relator: Departamento Científico de Nefrologia da SPSP. Publicado em 17/01/2018. Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos. Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.]]>

Hipertensão arterial na infância e adolescência

A hipertensão arterial não é uma doença apenas de adultos, ela também atinge crianças e adolescentes. Estima-se uma prevalência entre 1 e 3% de hipertensão na infância, chegando até em torno de 10 a 17% na adolescência, com tendência a aumento nos últimos anos. Esse crescimento está diretamente relacionado à pandemia mundial de obesidade, por isso é importante que o pediatra procure uma causa para a hipertensão, pois ela pode ser secundária, ou seja, consequência de outras doenças.

Quais são os indícios da doença e os fatores de risco?
O grande problema da hipertensão na infância é que a grande maioria das crianças não apresenta sinais ou sintomas e o diagnóstico acaba sendo tardio. Por isso, é importante estar atento aos fatores de risco: sedentarismo que observamos em todas as faixas etárias, o erro alimentar caracterizado por ingestão excessiva de frituras, alimentos gordurosos e com excesso de sal, principalmente os industrializados e, entre os adolescentes, o tabagismo, uso de álcool, anticoncepcionais, anabolizantes e drogas ilícitas.

As crianças e adolescentes com a seguinte associação: hipertensão, obesidade (principalmente com aumento de gordura localizada no abdome), manchas escuras com a pele mais grossa no pescoço e axilas (que chamamos de “acantose nigricans”) e alterações de perfil lipídico, apresentam o que chamamos de “Síndrome Metabólica” cujo significado é a alta probabilidade de desenvolverem diabetes e doença cardiovascular.

Como prevenir a hipertensão arterial na infância

Todas as crianças e adolescentes pré-hipertensos e com fatores de risco como obesidade, história familiar de diabetes mellitus tipo II, hipertensão arterial e antecedente de desfechos cardiovasculares em parentes de primeiro grau devem seguir uma dieta saudável e praticar atividades físicas regulares da mesma forma que orientamos o tratamento não medicamentoso. Muitas vezes devem ser encaminhados a um nutricionista.

Além disso, os adolescentes devem ser orientados quanto ao risco do tabagismo, uso de álcool, anticoncepcionais, drogas ilícitas e anabolizantes.

O diagnóstico precoce da hipertensão arterial em crianças e adolescentes é fundamental para que se evitem complicações futuras. A dinâmica da família e a participação de todos os que residem na casa, principalmente no que se refere à mudança de hábitos dietéticos e à motivação mútua para o abandono do sedentarismo, são essenciais para o sucesso do tratamento.

hipertensao na infancia

leoleobobeo | Pixabay.com

 

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Relator:
Departamento Científico de Nefrologia da SPSP.

Publicado em 17/01/2018.

Este blog não tem o objetivo de substituir a consulta pediátrica. Somente o médico tem condições de avaliar caso a caso e somente o médico pode orientar o tratamento e a prescrição de medicamentos.

Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Brasil.

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